DISCLAIMER:

Título: REBIRTH
Autor: Angell Kinney
Casal principal: Shun X Hyouga ( Saint Seiya); Joseph ( Joey) Fatone – é meu personagem original; Carlo di Angeli pertence a Pipe
Classificação: +18
Gênero: Drama/Romance/ANGST/YAOI/ COMEDY
Spoilers:
A fiction se passa após a SAGA DE HADES. Como não se sabe que fim se deu com os Santos de Athena após o Prólogo do Céu (Tenkai -Hen Movie) esse é o ponto inicial de nossa fanfic.

NOTA: Começo a contar a idade dos cavaleiros a partir de sua data de exibição no Brasil, ou seja, 1994. Na fic Shun tem 19 anos, o que seria então o ano de 2000, pois em 94 Shun tem apenas 13 anos okay?

Parte: 04 de 10 – Ato 1: Príncipe Dilacerado – Ato 2: Perto Demais

Capitulo Dedicado a

Ice Magus.(meu mozinho)
Aoshi Seichirou ( ou Peeps)
Litha Youko ( moomy)
e Karura.


Disclamer - Saint Seiya e seus personagens não me pertencem. São propriedade de Masami Kurumada Toey Animation e cia. Essa fanfic não tem fins lucrativos, portanto eu estou mais duro que um coco. Se quiser processar alguém, procure quem tenha grana pra pagar o brinquedo, se não tiver, faça aviãozinho com o seu processo. É divertido. Ou, faça origami com ele, além de divertido, pode ter funções terapêuticas .


Capitulo 4

Especial Asgard ato final

– Príncipe Dilacerado -


A luz bruxuleante das velas esmaecia aos poucos, atrapalhando ainda mais a visão dos olhos cansados do Cavaleiro. Sobre a mesa do pequeno escritório havia cartas rasgadas, fotos de rostos conhecidos, e, sobretudo uma carta com pedido de perdão, que nunca fora enviada.

Não fora; porque para seu amado, ele estava morto. E morto e escuro, ficou o escritório do Príncipe de Asgard quando a ultima vela que iluminava o candelabro se afogou na própria cera e Mime finalmente, como combinado, entrou de maneira felina pela porta. Os olhos rubis cintilavam na escuridão dando indícios da excitação que sentia.

Quando os lábios do ruivo alcançaram os seus Hyouga não se permitiu cair na tentação da luxúria, portanto o beijo não demorou a findar.

Na cabeça do loiro ainda perdurava a maldição que tinha se tornado sua vida. Asgard tinha tomado o lugar de sua felicidade para se transformar em sua prisão; e Mime, aquele ser andrógino que lhe beijava e conduzia por sua dolorosa trilha, ajudando-o a suportar seu fardo, tinha lhe entregue na noite anterior, à chave de sua libertação quando proferira a dolorosa verdade que o cercava, e o cegava.

A verdade, que ele, Hyouga, era uma peça de Xadrez no jogo dos Normandos.

Porém, naquela noite, como combinara com Mime, conquistaria o direito de governar a própria vida novamente, e sim, se livraria de Fleyr da mesma forma que ela o dominou. Ou faria coisa pior...

Forjaria uma jóia tão sublime, que de tão singela Fleyr não perceberia que ao colocar o artefato morreria envenenada na própria ganância. Ele daria os meios, ela se afogaria sozinha...

Fazia duas noites que ele e Mime traçaram o plano e naquela em especial, tratariam de coloca-lo em prática.

E este era bem simples.

Caso fosse verdade o que especulavam a suas costas, não teria como Fleyr e tampouco Hagen escaparem da teia que fora feita para prende-los. E Cisne não teria piedade agora que ele de fato sabia que fora traído desde o principio.

O estratagema consistia no que já fora feito e combinado com seus pequenos aliados. O jovem Fenrir de Arioto e Siegfried, que se juntara a eles por descobrir que até ele fora traído por Hagen.

E tudo foi feito como planejado.

Dois dias atrás deste, Hyouga fingira que iria viajar para fora das propriedades de Asgard a trabalho demorando-se cerca de uma semana usando como pretexto interesses políticos com os países vizinhos e o sul do país que não compactuava em obedecer às ordens de uma mulher - Hilda -. E com o intuito de ajudar, Hyouga ofereceu-se para barganhar com os sulistas se o reino tinha condições de implementar outra estufa naquela parte do país. Não obstante Hilda deu a permissão com um sorriso satisfeito.

Mime, também deveria desaparecer e reaparecer no momento mais oportuno, e nessa parte entrou Fenrir. Este falou a Hilda que tinha que dar fim a uma matilha de lobos que tinha atacado uma das inúmeras vilas e vitimado alguns vilões e para isso pedira a ajuda de Mime. Demorariam cerca de três dias.

E assim os três forjaram a falsa saída da cidade imperial. Mas na verdade eles não sairiam, entrariam pelas passagens secretas do palácio de Vallhalla e permaneceriam ali até que chegasse a hora de agir com a ajuda de Siegfried.

E assim foi feito.

Acreditando que o cavaleiro de cisne e o guerreiro Deus de Benetasch estivessem distantes, Fleyr deu ordens para chamar Hagen em privado justificando que queria resolver os assuntos pendentes dele com seu esposo. E nas duas noites que se passaram Hagen pernoitou no quarto da irmã mais nova da Senhora de Asgard.

- Só precisamos de uma prova, e estará livre Hyouga. Todos os guerreiros Deuses acham muito enfadonho, que ela chame Hagen em privado somente na nossa ausência do palácio... Segundo Fenrir me disse, ele viu a sua senhora tão distinta saindo soturnamente do quarto de Hagen quando você foi a Sibéria com Stan e Stu... assim que eles nasceram – Mime sussurrou para Cisne.

As narinas do cavaleiro loiro fremiam de cólera.Afinal era a terceira noite que supostamente vivia se esgueirando pelas passagens secretas, e nesta em especial após Mime arrasta-lo pelos corredores traçaria com seu sangue o destino de Fleyr.

Fora duplamente enganado e aprisionado. Não teria piedade.

Hilda proibira que ele saísse de Asgard para rever os amigos, ele estava sozinho.

Não terei piedade.

Ele tinha medo que Fleyr soubesse dele e de Mime, e agora descobrira que sempre fora traído e todos sabiam...

Não teria pena.

Todos Riam do pato que ele era. Ele perdera Shun para sempre...

Hyouga teve ganas de matar a esposa. Mas ele sabia que outras coisas seriam bem piores...

Assim que Siegfried entrou pela porta do velho escritório onde Hyouga tinha se escondido nos últimos dias o moreno sorriu languidamente e fez uma pequena mesura ao príncipe de Asgard e a Mime.

Os três trocaram olhares cúmplices.

- Espero que esteja pronto para o ultimo ato do balé dos cisnes... monsieur? –Siegfried perguntou dando dois tapinhas no ombro de Hyouga que permanecia com uma expressão carrancuda no rosto. E assim permaneceu sem emitir resposta. O olhar malévolo lhe assomando a fronte - Veja pelo lado bom, estará livre, caro príncipe. – Siegfried sussurrou.

- E Fleyr estará em suas mãos Hyouga. – Mime disse, sorrindo friamente enquanto ajeitava a manta de guerreiro Deus, de cor escarlate, que ornava seu corpo.

- Mas para que dê certo, temos que findar o plano.- Hyouga cuspiu entre dentes - E eu não terei piedade para que isso aconteça. Por mim Fleyr receberá um troco a altura das profundezas do inferno a qual me atirou!

Os três se entreolharam e Siegfried tomou a dianteira. O moreno caminhou até uma pesada cortina de veludo de cor azul índigo, que cobria uma das paredes da câmara octogonal que era o escritório dos oficias de Odin há eras atrás, quando a reencarnação do Deus Odin tinha reencarnado pela ultima vez em um mortal. Portanto o mesmo não era utilizado a não ser pelos conselheiros fieis de Hilda.

Chegando a cortina, Siegfried a puxou para trás a abrindo e exibindo atrás da mesma um quadro com o rosto de Odin triunfante olhando para os guerreiros Deuses do passado talhado em mármore de carrara e pintado a mão com inúmeras e deliciosas cores que embebedavam seus olhos a ponto de lacrimejar. Rubis e safiras, ouro e prata, cobre, bronze, diamantes e, sobretudo diamantes... O quadro era magnânimo, estupendo, sublime. Não teve como Hyouga e Mime, não se aterem aos detalhes mais evidentes, como o olhar do jovem rapaz que era reencarnação de Odin, com seus cabelos negros e lisos, o rosto quadrado e adunco, tão perfeito quanto o entalhe. E por um segundo, ou mais, Hyouga jurava que já tinha visto aquele rosto. Estacou em frente à pintura, enquanto notava um sorriso brotar na face de Siegfried.

- Mas... mas ele ... Hagen... ele é idêntico a Hagen...

- Sim, meu caro príncipe, Hagen pertence à dinastia mais pura de Odin, o que faz dele um príncipe legítimo... – Siegfried falou o encarando – Até mais legítimo que Hilda...

- Mas então como... ela...

- Como ela chegou ao poder? – Mime falou o encarando por um segundo, para depois desviar os olhos do loiro e continuar a falar:

- O pai dela era descendente direto deste Odin do quadro. Era bisneto do grande Deus. E claro que com esse título não faltaram mulheres para cederem a seus predicados. Fora que a cada mulher que ele possuía, mandava construir um quarto a mais no palácio de Valhalla, no que todos intitulavam a torre dos amantes.

- Sim, sim, a torre coberta de veludo vermelho e com pinturas de Afrodite e Baco... - Cisne recordou – Lá ocorrera minhas núpcias com Fleyr.

- Sim, a torre da fornicação – Siegfried sorriu maldosamente – O lugar mais quente de Asgard onde se ouve os gemidos dos amantes ecoarem nas paredes... e o gozo do corpo em plenitude... – O moreno sorriu lascivo. Mime soltou um risinho.

- Pois bem... não importa. O que ocorre é que Hagen é filho do pai de Hilda com uma das amantes. O primeiro filho. O que faria dele o rei Deus de Asgard. Por isso ele domina o fogo em uma terra gelada como os olhos em chamas de Odin. Em suma, quando o pai de Hilda se casou com a Princesa de Valhalla e a desposou, a mulher mandou que ele expulsasse as amantes e seus filhos bastardos. E O descendente de Odin não o fez. Movida pelo ciúme e pelo ódio a mulher ordenou que incendiassem a torre das amantes e que os guardas assassinassem as mulheres, aproveitando-se da ausência de seu marido que estava em um campo de batalhas fora de Asgard.

- Por Zeus... – Hyouga falou apavorado imaginando a cena.

- Sim, ela mandou queimar vivas as mulheres trancafiando a torre e matando a todas as mulheres e seus filhos. Porém Hagen não morreu porque estava na casa de seus ancestrais na Suécia. – Siegfried continuou a contar. - Quando chegou não tinha casa, nem mãe. E fingindo-se de bondosa a princesa de Valhalla o tomou como seu filho. Mas quando isso ocorreu Hilda nasceu e a mulher simplesmente preteriu Hagen.

- Mas e o rei? – Hyouga perguntou aturdido – Ele não soube da morte dos filhos e das amantes, nem de Hagen como o segundo filho? Não soube que seu príncipe se tornou um guerreiro? – Hyouga falava com os olhos fixos no quadro. Era absurda a semelhança de Hagen com a ultima reencarnação do Deus Odin.

- O rei ficou anos na batalha. A rainha foi visitá-lo e engravidou de Fleyr. O rei nunca retornou a Asgard. E a princesa de Valhalla só morreu depois que Hilda já estava com idade de governar. – Siegfried falou. – Mas o maior problema foi o amor de Hagen e Fleyr... eles se apaixonaram.

- Mas isso faz dele irmão de Fleyr! – Hyouga falou boquiaberto – Isso é inconcebível, não?

- Sim, sim meu querido – Mime falou sorrindo. – E Hilda percebeu o interesse da irmã por Hagen, e sabendo que se tal união acontecesse ela seria deposta, proibiu o enlace dos dois falando que mataria Hagen ou o mandaria matar como sua mãe o fez com as outras esposas.

- Isso é monstruosidade. – Hyouga sussurrou.

- Pois bem querido, agora que sabe uma parte da verdade, não permita que seu coração amoleça. Essa é a história de sua esposa e do amante dela, e não o que fizeram com a sua... – Mime reavivou a chama da vingança no peito de Cisne. - Agora vamos dar fim a esse espetáculo patético.

Como um chanceler, Siegfried tateou o quadro de mármore e algo rugiu. E sob a capa tremeluzente do jovem Odin uma passagem secreta se revelou.

- Peguem os archotes que estão na parede direita - Siegfried ordenou acendendo o seu com um isqueiro de metal. A frente dos três se apresentava uma escada em espiral talhada em pedra, que ruminava em varias galerias.

- Vamos cavaleiros, me ajudem a por um pouco de luz na galeria mestra de Odin!

O rapaz falou colocando seu archote na parede e pegando um galão do que parecia ser querosene que estava ao lado da porta de mármore, que Mime estava lacrando por dentro. Com o galão em mãos, Siegfried depositou uma grande quantidade do líquido em uma fenda que tinha no canto abaixo da parede, que se assemelhava a uma pequena cratera, mas que na verdade era interligada com vários feixes que iam da base até o alto da escadaria. Hyouga percebendo que aquilo era um condutor colocou o seu archote ali e o fogo se espalhou por dentro das paredes de pedra do chão ao teto e tudo se iluminou com uma luz avermelhada e bela.

- Os ancestrais eram bem inteligentes... – Hyouga falou ao contemplar os feixes de luz acendendo e os ratos e toda vida pútrida das entranhas de Asgard fugirem do calor do fogo. – Além de iluminarem as galerias ainda aqueciam o ambiente...

- Sim caro príncipe - Siegfried falou lisonjeado – E essas galerias levam a todos os aposentos do castelo, o que deixaria você atrás da passagem secreta que tem no seu quarto com Fleyr.

- Por Zeus... eu não sabia que...

- É claro que não sabia Hyouga... você não é um guerreiro Deus, e tampouco todos daqui o sabem. Somente Siegfried, Hilda e Hagen, que são mais antigos aqui, sabiam andar pelas galerias sem se perder. Mas foi a única forma que o antigo rei conseguiu para interligar os aposentos sem ficar óbvio e de espionar seus inimigos políticos quando estes dormiam no palácio.

- Mas vocês são cheios de estratagemas... – Hyouga suspirou segundo Siegfried que subia os lances de escada correndo.

- Todos somos.- Mime respondeu – Sem desconfiar do bom, o inocente nunca descobre até aonde vai o limite da maldade humana. – cuspiu Mime seguindo Siegfried. – Agora vamos Hyouga.

Em pouco tempo os três estavam atrás da passagem secreta que ficava na parede oposta da cama de Hyouga e Fleyr em seu aposento. Bem típico de atos do século passado, a passagem ficava atrás de um quadro que tomava a parede inteira, e para quem estava dentro do aposento parecia mais um artefato pintado na alvenaria do local, mas no lugar dos olhos das ninfas pintadas com esmero que se via no quarto, podia-se facilmente observar da galeria o aposento inteiro, e se quisesse abrir a pequena passagem corrediça do lado esquerdo caso desejasse entrar ou sair do aposento pela galeria mestra de Odin.

Mime foi o primeiro a utilizar os olhos falsos e pôs-se a perscrutar Fleyr. Pelos seus cálculos e pela observação de Fenrir, Hagen logo estaria no aposento.

- O que ela está fazendo? – Hyouga perguntou baixinho no ouvido de Mime que refreou a duras penas um impulso de calar o cavaleiro de cisne. Um ruído mais alto e estariam todos perdidos.

- Está se preparando para ele... – Mime respondeu tirando a franja ruiva dos olhos. Está vestida com uma roupa muito sensual e com os cabelos soltos.

- Mas que...

- Calma Hyouga, não é hora nem local... – Siegfried o acalmou - Sei o que você perdeu, mas também não negue o que ganhou... - Apontou para Mime que sorriu languidamente, mas sem tirar os olhos do aposento.

- Agora só nos resta esperar... – Hyouga falou a meia voz, colocando os olhos azuis em outro par de olhos falsos. Neste momento a porta do quarto de Fleyr abriu e Hagen, com um enorme sorriso no rosto entrou.

Hyouga sentiu o sangue ferver. Sentiu todo o corpo tremer quando viu o loiro se aproximar da esposa e a tomar nos braços. Os lábios se tocando com fúria, as mãos possessivas do guerreiro de Merak apossar-se do corpo de sua mulher, da mulher que o enredara ao inferno.

- Controle seu cosmos! – Siegfried aconselhou - Faça o que quiser, mas não indique nossa presença.

- Ela nunca foi assim comigo... – Hyouga comentou a meio tom e sorriu embasbacado ao ver Fleyr aferrar o punho nos cabelos de Hagen e permitir que o guerreiro Deus lhe arrancasse as roupas.

- Só mais um pouco e ele começará a possuí-la... – Mime falou com felicidade - E nesse momento...

- Irei avisar Hilda. – Siegfried falou.

- E eu invado o quarto junto com Mime.

- Fenrir estará com os outros guerreiros na porta do aposento.

- E ela estará em minhas mãos... – Hyouga falou sorrindo maldosamente – A vida de Fleyr me pertencerá... E eu estarei livre. Estarei livre...

E enquanto eles observavam a mulher soltar gemidos enquanto Hagen se preparava para possuí-la, algo fez com que Fleyr parasse as mãos do guerreiro Deus.

Será que perceberam alguma coisa?

Seria intuição feminina?

- Por Zeus! Porque ela parou! – Hyouga sussurrou passando a mão nervosamente pelos cabelos loiros.

- Como assim ela parou? – Siegfried perguntou aturdido. Afinal de contas já estava pronto para seguir com o plano, e se encontrava dois planos abaixo do andar de Mime e Hyouga.

- Sei lá. Ela simplesmente se afastou dele! – O ruivo respondeu ficando ainda mais atento.

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- Pare Hagen...pare...- A loira pediu ao guerreiro Deus de Merak que a olhou confuso.

- Por que Fleyr... estamos sozinhos, não consigo me frear quando estou com você em meus braços... – Hagen falou em meio aos beijos que roubava da mulher.

- Eu sei, meu amado, entendo o quão doloroso é esperar que aqueles dois abutres saiam do palácio... Não agüento mais fingir que o amo só para mascarar o nosso amor, meu irmão... – A loira disse o abraçando, enquanto suas mãos tateavam o membro em riste que pedia para ser liberto das calças do guerreiro. Hagen suspirou pesadamente ao sentir o membro liberto em toda sua plenitude e as mãos da amada o tocando lentamente.

- Oh por Odin... deixe-me toma-la, meu amor... deixe-me tê-la em meus braços. Não suporto ver você e Hyouga juntos, não suportei o seu plano de seduzi-lo para dar pai a nossos filhos, quando eu estou aqui. Eu estou aqui vendo você dormir com ele, vendo ele criar e chamar nossos filhos como se fossem filhos dele! E eu sendo chacota dos outros guerreiros, só para enganar a sua irmã e aquele tolo do Siegfried que a protege cegamente.

- Hagen... Hagen é por isso que o refreio agora. Estou ardendo de desejo por você. Quando na alcova fingindo para Hyouga, só quero estar com você, só penso em você meu amado... – A loira o beijou.

- Chega de palavras Fleyr... deixe-me toma-la... – Hagen falou se pondo em cima da irmã e separando as pernas brancas da loira. Em um átimo, tocou o caminho úmido entre as pernas da amante e entrou com tudo, fazendo seu púbis e seu escroto interromperem o mergulho no íntimo de Fleyr. A mulher gemeu. E a cadencia de estocadas começou, mesclando o animal e o doce.

- Ohhh... me dê um novo fruto de nosso amor... há dois dias copulei com Hyouga... ele não desconfiará... – Fleyr falou entre gemidos. – Quero que faça dentro de mim... Oh Hagen te amo tanto...

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- Oh Hagen te amo tanto? – Mime repetiu com os olhos repletos de angustia. O monstro era de fato mais feio do que imaginara ser. Stan e Stu eram filhos de Hagen. Ou seja, o casamento com Hyouga foi uma fachada muita bem construída e pintada. E claro ao ver a loira insossa se transformar em um furacão na cama de dar inveja a Cicciolina, não havia dúvidas que ela amava Hagen, sempre o amou, e que era uma ótima atriz.

- Meus filhos... não são meus filhos... – Hyouga falou quase chorando. O rosto crispado de ódio. O espasmo do choro raivoso tomando suas entranhas. Logo ele não se controlaria mais.

Siegfried ao ver o loiro daquela forma seguiu com o plano. Deveria chamar Hilda antes que acontecesse uma desgraça maior do que sua imaginação poderia conceber. Em poucos segundos seguiu pela galeria mestra e ganhou a sala do trono através de uma pequena passagem por entre as cortinas.

Hilda se encontrava sentada no trono com alguns guerreiros Deuses ao seu lado, e quando viu Siegfried chegar com o rosto vermelho e os cabelos em desalinho a mulher ergueu se do trono.

- O que se passa? – Perguntou ordenando uma resposta imediata.

- Não posso falar agora, mas suspeito que estamos sendo traídos dentro do próprio palácio. – O moreno falou de supetão, o que provocou em Hilda um espasmo de ódio. A palavra traição era crime imperdoável em sua concepção.

- Que tipo de traição?

- Se eu contar não acreditarás em mim, minha senhora. Somente me siga aos aposentos de sua irmã. Lá conspiram contra a senhora e contra Deus. E Odin me perdoe, se a senhora se demorar mais um segundo, um desastre maior que sua imaginação estará por acontecer.

A verdade inerente no rosto de Siegfried impediu a Senhora de coração gélido de Asgard de pensar. Fazendo um gesto para os Guerreiros Deuses que ainda estavam ali, Hilda tomou caminho ao quarto de Fleyr. E que Odin a perdoasse pelo que seria capaz de fazer com a irmã caso Siegfried estivesse correto.

Tudo que se seguiu foi muito rápido.

Assim que Hilda de Polaris alcançou o andar correspondente ao aposento da irmã, em passos rápidos vislumbrou alguns fieis Cavaleiros Deuses de prontidão como se montassem guarda. E percebeu que o motim aguardava por ela.

Ela olhou um pouco para o arco bizantino da porta, não que o estivesse vendo em absoluto. Não estava.

E com um gesto afetado da mão esquerda, enquanto segurava na direita seu báculo de Odin, ordenou que pusessem a porta abaixo.

E foi com estupendo sorriso cruel na face que o Fenrir colocou a porta colada ao chão.

Hagen ainda estava entre as coxas de Fleyr quando ao mesmo tempo em que a porta veio ao chão, Hyouga e Mime entraram pela passagem secreta.

Se a cena não fosse trágica para os dois amantes e irmãos, seria enfadonha de tão inconcebível.

Os olhos de Hilda pareciam se negar a ver o que tinha a sua frente. Sua irmã, Fleyr nua e agora ruborizada até a raiz dos cabelos, e Hagen com o olhar desesperado sem saber se fitava a ela ou a Hyouga. O medo transformara o rosto do cavaleiro de Merak a ponto de deixa-lo feio.

O silêncio que se instalou no aposento foi doloroso.

Ninguém sabia o que dizer ou fazer. Somente o soluço seco de Fleyr antes de chorar copiosamente rompeu o vazio, devolvendo as ações às pessoas. Hilda olhava, mas não via. Hyouga mantinha-se com um olhar de asco e embutia a sua face pálida um sorriso cruel.

Siegfried e os guerreiros Deuses somente olhavam como se estivessem acima de toda aquela sujeira que descia barranco abaixo e caía no pátio do palácio de Valhalla.

- Maldito! – Hagen cuspiu as palavras em direção a Mime, enquanto sentia as mãos serem imobilizadas por Siegfried e Hilda arrancar Fleyr pelos cabelos de cima da cama sem a mínima delicadeza e desferir-lhe violentos pontapés.

- Piedade minha irmã... piedade...

- Traidora, maldita traidora! – Hilda falou desferindo golpes de cetro no corpo nu da irmã como se estivesse possuída. O rosto lívido de raiva repleto de lágrimas.

- Matte Hilda San! – Hyouga falou andando até Fleyr. Mime o seguindo sem tirar os olhos de Hagen que se contorcia da cama entre lágrimas, imprecações e soluços desesperados gritando o nome de Fleyr.

- Não! Não... é muito pra mim! Eu fui cegada, fiquei cega e idiota de não perceber que vocês dois dariam um jeito de me enganar, de me passar para trás! Dois irmãos! Dois irmãos no próprio leito! É inconcebível Hagen! - A mulher esbravejava enquanto avançava em cima de Fleyr e era segurada por um Guerreiro Deus aleatório.

- Isso nunca de fato lhe importou Hilda. Você tinha medo de perder o título de rainha dessa terra! Você nunca se preocupou com sua irmã, você é egoísta, é como sua mãe, uma mulher seca, sem coração... Figueira do Inferno! - Hagen berrou da cama onde a mãos dos cavaleiros Deuses o seguravam firme como ferrolhos.

Siegfried desferiu-lhe um violento tapa na face e logo o sangue escorreu por seus lábios lacerados, mas mesmo assim Hagen permanecia proferindo despautérios em direção a irmã mais velha.

- Cale-se por Odin meu amor! – Fleyr falou desesperada - Cale-se ou matarão você! – A loira implorou.

- Meu amor? – Hyouga falou pegando Fleyr pelo pescoço afundando os dedos na carne frágil do pescoço da esposa a ponto de doer - SEU AMOR? Oh por Deus, como fui tolo, como fui um joguete... Eu ouvi muito bem o seu plano, você já estava grávida de Hagen quando me seduziu, quando me deu aquele elixir misturado ao suco e me fez possuí-la. – Hyouga praticamente latia as palavras para mulher - Você me enganou... Oh me afastou do homem que eu amava para salvar sua pele, fingiu ser boa, fingiu ser humana, mas o que corre em suas veias é fel... fel puro... você é doente. Teria pena de você se não tivesse nojo e ódio! – Esbofeteou-a com força.

Fleyr estava apavorada. Com certeza se Hyouga a matasse ali, indefesa, nenhum dos guerreiros Deuses tentaria impedir ou interceder por ela. Nunca, nem nos seus piores sonhos achou que estaria em tais condições um dia. Era o inferno. Era humilhante.

- Hyouga... – Ela implorou – Deixe-me...

- CALE A BOCA! – Hilda falou revoltada – Se o que ele disse for verdade... Oh minha irmã você está perdida... Odin me perdoe, mas estás acabada! Você e ele - Apontou para Hagen – sentirão a ira de Hilda de Polaris como um raio do poderoso Zeus! – TIREM-NOS DE MINHA FRENTE... OS ENCLAUSUREM! – Hilda ordenou. – E Deus me perdoe se por acaso deixarem que esses seres escapem! – Vão já. Arrastem-os nus, pelos cabelos, açoitem-os. A badalada da meia noite saberão como pagarão ao que fizeram!

- Piedade minha irmã... Misericórdia... por Odin...

- Nem por Odin, nem pelo inferno Fleyr. – Hilda proferiu olhando para a irmã com ódio. – Tirem-na já daqui!

E enquanto os guerreiros Deuses arrastavam Hagen para o claustro e Fleyr para a torre dos prisioneiros, o coração de Hyouga perdia seu compasso. Não encontrou nos olhos de Hilda nenhuma compaixão, nem amor, somente a cólera por ser traída. A cólera por ser enganada. E o arrependimento, o desespero, algo que só saberia quando a mulher pudesse articular algo que não fosse contra a integridade física e mental dos irmãos que a traíram.

E quando finalmente os gritos de piedade de Fleyr e os despautérios desesperados de Hagen findaram de romper o ar que os cercava, é que ele conseguiu olhar para Hilda decentemente. Em seu intimo tudo doía, ele não sabia porque em exato.

Pena, angustia, lágrimas que não chorou...

E Hilda apenas andou até ele e o abraçou como uma mãe a um filho, ou como simplesmente alguém que precisava de apoio também, para decisão que tomaria. E pela primeira vez Hyouga sentiu a humanidade daquela insípida governante, pois com lágrimas nos olhos, a moça lhe sussurrou um sincero.

- Me desculpe.

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A meia noite daquele dia a sentença de Fleyr já estava assinada por Hilda, E friamente na frente de todo um conclave de guerreiros Deuses a mulher a recebia sem o mínimo de delicadeza.

Ela estava prostrada no meio do pátio principal da câmara de julgamento. Os cabelos soltos como os de uma bruxa, os olhos inchados de tanto chorar, o corpo dolorido por ter sido espancada por Hilda e por ter sido carregada pelos cabelos pelo caminho do quarto até a câmara onde vivera as piores horas de sua vida. Estava apavorada enquanto ouvia a irmã que tanto amara pronunciar as palavras que selaram para sempre seu destino:

- A condenada, perdeu a guarda dos herdeiros para a coroa. Standesen e Stuwesen serão criados pelo pai em lei – Hyouga de Shevchenko, Cavaleiro de Cisne da Guarda de Athena, o legítimo tutor das crianças até que elas tenham idade para assumir o treinamento para soberanos de Asgard. – Hilda cuspiu as palavras com prazer.

- Não obstante será exilada de sua terra e obrigada a seguir Hyouga como seu pertence e não como sua esposa, sendo obrigada a acatar a tudo que o cavaleiro e agora seu dono desejar! – Mime falou sem pestanejar.

- Não! – Hagen gritou do outro lado da câmara de prisão.

Estava acorrentado as paredes. Seu estado era deplorável, os guerreiros deuses, movidos pela raiva, ou sentimento pior, deixaram seu corpo em carne viva. Porém as feridas externas eram ínfimas se comparadas ao estado de seu coração dilacerado. Queria chorar sangue. Queria sofrer tudo por Fleyr. Mas por Deus, que não subjugassem sua amada a uma reles criada de Hyouga! Que não punissem a mãe de seus filhos! A mulher que amava.

- CALE-SE! – Hilda ordenou. – Não tens direito de opinar nada! Por mim nunca mais poria os olhos nesse ser impuro que ousei um dia chamar de irmã. Essa criatura suja, tão enxovalhada na lama como você!

Hilda esbravejou. Os joelhos fraquejando ao pronunciar cada palavra. Os olhos úmidos ao olhar para a irmã. Mas não seria condescendente.

Não perdoaria, se, uma vez o ódio sobrepujou o amor, então o sentimento que prevalecia era o ódio pelos irmãos e, sobretudo fora uma soberana traída. A sentença era mais que apropriada. Uma vez que quando o pai morreu, ela teve que tomar a posição de ser uma pessoa amoral, mantendo seu poder não importa ao que custasse, analisando as situações sem o peso pejorativo do bem ou do mal, apenas visando sua necessidade de manter sua soberania, como qualquer bom governante. Foi criada para governar Asgard, foi treinada para ser fria. Foi feita cópia dos sentimentos frios de sua mãe - que com certeza se estivesse ali acenderia ela mesma a pira que queimaria a filha mais nova - e seguindo os preceitos duros do pai.

Respirou fundo e chamou Hyouga:

- Agora chamo ao Príncipe de Asgard para proferir a sentença de Hagen de Merak.

E Hyouga entrou na câmara.

No rosto um sorriso mórbido como se estivesse cometendo um prazerzinho pecaminoso ao proferir a palavras:

- Hagen de Merak está condenado a Hades !

O silencio que se seguiu foi sepulcral. Se alguém tivesse algo contra não foi capaz de proferir uma palavra. Todos os guerreiros Deuses se curvaram ao Príncipe Hyouga de Shevchenko. E enquanto eles consideravam uma sentença justa e Hagen ao ouvir tais palavras tremia por dentro. Pois ao encarar Hyouga não sentiu nem um pingo de compaixão vindo de seu inimigo. Fleyr se jogou aos pés de Cisne.

- Não, por amor aos nossos filhos... Não Hyouga... Seja piedoso... Por favor... – A loira implorava. – Não o mate meu amor... Por favor.

Hyouga gargalhou maldosamente

- Não mate meu amor?- Cisne escarneceu enquanto erguia as mãos ao céu.- Não mate meu amor? – Hyouga repetiu sorrindo, a atmosfera à volta deles ficando subitamente gélida, o cosmo crescendo absurdamente. - E quanto ao meu amor por Shun? E quanto as suas mentiras deslavadas, sua falta de arrependimento, você usou os seus filhos como arma contra mim! – Ele berrou com os olhos azuis fixos na loira, o rosto era uma máscara impassível de rancor.

Fleyr ao ver a mão de Hyouga erguida ao alto já esperava pelo tapa que iria atira-la longe pelo seu disparate de pedir pela vida do amado. Afinal não fora ela mesma que condenara o Cavaleiro de Cisne a ficar longe de Shun. Não matara o cisne no coração de Andrômeda?

Mas no lugar dos tapas, vieram os flocos de cristais cobrindo o aposento inteiro. Depois uma lufada de frio glacial irrompeu dentro da câmara em zero absoluto. E a mulher apenas cerrou os olhos enquanto sentia seu corpo inteiro se convulsionar por aquele frio. Odin... seria ela congelada?

Silêncio. Fleyr não sentiu seu corpo petrificado. Ainda podia se mover. Mas tinha plena consciência de que algo muito especial tinha ocorrido no aposento. Hyouga já tinha abaixado os braços quando ela descerrou as pálpebras. E ela o viu sorrindo morbidamente a encarando. Não seria inútil tentar persuadi-lo a poupar a vida do pai de seus filhos, uma vez que ela tinha consciência de que a maior culpada de tudo fora ela mesma.

- Por favor, Hyouga, pelo amor que um dia vi em seu coração, pela nobreza de sua alma... poupe a vida dele. Exile-o. – A loira gritava com a insanidade absurda. A voz á plenos pulmões, lágrimas copiosas lhe desciam pela fronte.

- Oh Fleyr... seria comovente... – Mime falou se pondo ao lado de Cisne e encarando a mulher – Mas... Primeiro... você é uma ótima atriz... não acreditamos mais em suas lágrimas. Segundo... – Mime se deliciava a cada palavra que proferia – Você, é apenas mais uma condenada, não é mais ouvida no conselho nem interfere em nada... sabe aquele micróbio incomodo que zumbe sob a ferida de um cadáver? Sim, querida, acertou quando tomou conhecimento de que ele era você... – Mime cuspiu com asco – E terceiro e ultimo minha querida ex-soberana... Hyouga não pode poupar a vida de Hagen... Porque Oh... ninguém te contou? O coração dele não bate mais! – Mime deixou que sua gargalhada invadisse os tímpanos da moça que custou a entender o fato.

Desesperada Fleyr rodou sobre os fracos calcanhares que iam perdendo a força, assim como seus joelhos enquanto seus olhos batiam sobre a enorme superfície espelhada que era o magnífico esquife de gelo que Hyouga produzira, e que seria para sempre a câmara mortuária de seu amado.

- Hagen... Oh não Hagen! – Fleyr caiu de joelhos.

- Está feito Fleyr. E eu poderia pedir perdão, realmente... se eu ainda precisasse dele. - Hyouga falou saindo da câmara.

- E Fleyr, esteja pronta antes do alvorecer. Partiremos de Asgard pra sempre.- Mime ordenou para mulher, que rastejava como um verme até o esquife de gelo.

Os olhos se negando a acreditar no que a sua insensatez tinha provocado. Lá estava Hagen, ferido, com os olhos esbugalhados de pavor, o rosto crispado de dor, a boca escancarada em sofrimento, o corpo todo curvado pra frente em uma posição deveras desumana para um homo-sapiens. Ele sofrera até o ultimo segundo. E seu coração parara de bater em desespero.

O grito que a mulher soltou foi algo inumano. Sua dor era absurda, seus sentidos fugindo dela, sua sanidade escapando ao seu controle. Desesperada Fleyr feria as mãos enquanto tentava raspar o gelo que do esquife deixando um rastro de sangue na superfície gelada sem conseguir maculá-la.

A cena era deveras deprimente. Hilda havia de concordar. Quando deixou a decisão da vida de Hagen nas mãos de Hyoga. Hilda achou que o homem decidiria pelo exílio, mas a sentença foi clara. Fleyr não teria a chance de resgatar o ser amado quando a raiva de Hyouga passasse ou abrandasse. Ela simplesmente não o teria mais.

Hilda poderia chorar pela irmã, mas não chorou. Com passos decididos deu ordem a Siegfried que ordenassem as criadas para levar Fleyr para um aposento mais confortável, mas que não fosse da realeza. Lá ela seria amarrada para não tentar contra a própria vida, e vigiada para não fugir. Sua sentença na realidade seria viver ao lado do homem ao qual ela tentara destruir a vida, e que condenara seu amado a morte.

A partir daquela noite o que fosse feito de Fleyr não apetecia mais a Asgard.

Naquela noite Hilda de Polaris enterrara sua irmã, junto com um príncipe dilacerado.

E Hilda ao olhar para a face contorcida de Hagen antes de se retirar completamente, tentou sentir pena do irmão bastardo.

Mas tanto ela, quanto Hyouga não conseguiam sentir absolutamente...

Nada.


Capitulo 4 ato 2

- PERTO DEMAIS -


Era absurdo! Seus olhos não conseguiam parar de se mover de um lado para o outro teimosamente enquanto caminhava. Um espetáculo de cores se apresentava bem a sua frente, e para deixá-lo ainda mais apaixonado pela cidade chegava aos seus ouvidos o dialeto agradável dos franceses... Oh se pudesse exprimir com uma só palavra Andrômeda usaria "sublime" Paris é sublime. La cream de la cream entre os demais solos europeus.

- Meu Deus, só três dias! Mal vai dar para sentir a cidade! – Reclamou Sheena assim que acabaram de chegar ao numero 127 da Avenue de Champs Elysées, no Oficce de Tourisme de Paris.

- Nem pense que vou fazer programa de turista, para cima e para baixo, como uma completa idiota! – Reclamou Marin assim que viu Shun e Carlo pegarem animados toda literatura que o estabelecimento oferecia aos clientes. Shun ignorando solenemente a reclamação das duas amazonas pegou uma caneta na mochila que trouxera do hotel e começou a anotar todos os shows que preferia e checar o horário dos museus.

Eles tinham chegado na tarde do dia anterior a Paris, e estavam tão esgotados de carregar as malas até o hotel na Ile de La Cité, e em visitar o ultimo turno de Notre Dame, e mal comeram o jantar que tiveram em um restaurante delicioso, que consistia numa terrina de queijos variados com vinho bordeaux no lindo e convidativo mezanino e restaurante denominado como Relais Chablisien no numero quatro da Rue Bertin – Poirée, que ficava meio fora da ilha.

Ao se recordar da volta para o hotel, mesmo estando dentro de um táxi com Dite e Carlo que ficaram aos beijos, Shun observou os detalhes daquela cidade. Como Athena tinha lhe dito em uma conversa, teve que concordar que era o mais charmoso par de ilhas urbanas do planeta, a cidade luz, que um dia já fora chamada de Lutécia. A Cité é a história em estado bruto, e na Saint Louis estavam uma das residências mais importantes do continente europeu. Shun estava encantado. Estafado, quando chegou ao hotel apagou em sua confortável e solitária cama, com dossel prateado.

Agora estava ele, recostado em um poste, com o Arco do Triunfo a sua esquerda, enquanto Afrodite discutia inflamadamente com Sheena e Marin que insistiam para que pegassem um táxi.

- Ao inferno se pensa que vim a Paris para andar de táxi querida! Quero caminhar pela cidade como um legítimo parisiense! Como se eu fosse Kamus! – Berrou o sueco, com o sotaque escorregando aos borbotões pela fala revoltada.

- Não gastarei sola de sapato desviando de transeuntes enquanto você tenta seguir um mapa Afrodite! – A amazona de Cobra gritava absurdamente chamando a atenção dos transeuntes. Shura tentava acalma-la com um gesto das mãos e o mesmo Aioria fazia ao tentar acalmar a ruiva Marin, que estava com uma cara de quem engolira um litro de desinfetante sem açúcar misturado com bile. E foi ao ver isso que Aldebarã se aproximou de Shun. O brasileiro parecia se divertir com a cena que a mulher fazia e pelo jeito que Aiolia estava sendo ridículo bajulando a amazona de Águia.

- Bem feito, se fodeu! Quem mandou ficar com ela! – O brasileiro falou sorrindo. Afinal, algumas moças e muitos rapazes que passavam pela rua estavam fixando o olhar naquele loiro queimado de sol e com rosto másculo. Dois metros e dez de altura não podem ser desconsiderados tão facilmente.

- Ah Deba, não guarde rancores... – Shun falou enquanto procurava um ângulo para fotografar o Arco do Triunfo.

- Não sou rancoroso... mas como diria o Milo, aqui se faz, aqui se paga! Mesmo que eu faça pagar Shunzinho... – O brasileiro falou com um sorriso que estalou no flash da máquina de tão branco.

- Que bom que pelo menos vocês estão se divertindo! – Afrodite chegou bufando - Se estivéssemos em Veneza eu afogaria aquelas duas putanas no primeiro canal que eu visse! – Dido falou revoltado – Olha só, elas querem ir de taxi, sendo que nenhumas das lindas querem gastar seus lindos Euros pagando as corridas! E eu amore, que não vou trocar meus belos dólares pra chofer ficar conduzindo dondoca! – Ele falava cada vez mais alto.

Shun encarou o amigo. Afrodite realmente estava magoado. Pelo visto algo muito mais chato estava rondando sua cabecinha do que apenas o fato de Sheena e Marin estarem causando um rendez vous no roteiro original que o sueco traçara para o passeio dos amigos e amantes. Era algo quiçá diferente, e percebendo isso no olhar do outro Shun o puxou para um lado mais distante do que a discussão. Afrodite foi se deixando conduzir, e Aldebarã seguiu os dois. Não queria ficar encarando as mulheres. Carlo simplesmente permaneceu ao lado de Shura tentado convencer a Sheena. E ao fitar o modo que o italiano olhava para sua conterrânea Shun entendeu tudo.

- Vai Dido, pode contar.

- Contar o quê? Não está claro e evidente! Aquela infeliz italiana além de roubar o Shura de você, ainda por cima está seduzindo o meu Carlo? – O sueco falou chateado – E o pior, ele está dando corda... fica tocando a infeliz de meia em meia hora, olhando pro decote generoso dela, e até agora, está lá do lado dela em vez de ficar do meu lado! – Suspirou. – Mais cedo ou mais tarde eu sabia que ele iria ter essas recaídas... – Falou manhoso.

Shun não sabia o que falar. Sabia que no passado, antes de namorar Dido, Carlo vivia dormindo com as mais diversas amazonas, mas agora tinha a certeza que os italianos do santuário dividiam mais do que apenas o linguajar napolitano. Dividiam suas alcovas.

- Dido, Dido... e você vai deixar barato assim? – Aldebarã se meteu na conversa - Eu não posso fazer nada quanto ao Aiolia, não somos nada oficial... mas você e o Carlo, pela Virgem Maria, o santuário inteiro sabe... Não acredito que o Shura não tomou partido ainda, ele deve fazer algo! – O brasileiro falava enquanto acariciava os ombros de Dite tentando o deixar mais confortável, mas o sueco ficava cada vez mais triste.

- Essas mulheres... Eros... Porque mandou essas mulheres pra cá? – Dite falou com as mãos em apelo para o céu, para em seguida afundar o rosto no ombro de Aldebarã e seu rosto se banhar de lágrimas. – Porque ele não pode se contentar apenas comigo?

Shun não sabia o que dizer, mas com certeza em sua mente, já sabia como agir para ajudar Afrodite, e matar duas cobras com um golpe só.

Shun girou sobre os calcanhares graciosamente fazendo com que seus cachos verdes tapassem sua fronte de maneira graciosa. No rosto, uma expressão decidida e serena. Fixou o olhar verdejante nas amazonas que faziam um rebuliço do outro lado da calçada, bem em frente à loja de turismo. Sheena chegou a epítome da falta de senso quando atirou o panfleto com os pontos turísticos no meio da face de Shura.

Andrômeda estacou no meio do caminho. Teria de ser rápido, teria de ser ousado e mais ainda, teria que estar disposto a perder algumas amizades, mesmo que momentaneamente. Com passos firmes parou ao lado dos dois casais e de Carlo.

- Acho que não quero perder o meu dia inteiro com cenas infantis! – Shun falou com a voz séria - Tampouco ficar vendo uma cidade magnífica como Paris através da janela de um táxi! – Andrômeda finalizou – Portanto se vocês quiserem ir de táxi, que vão. Eu, Dido e Deba estamos andando a pé! Garanto-lhe que será muito prazeroso!

- Você está sendo indelicado Shun... – Marin falou maneando a cabeça de fios vermelhos de maneira infantil – Ainda não decidimos e você já propõe que nos dividamos?

- Vocês escolheram isso quando vieram... dividir o grupo não foi? – Shun rosnou entre dentes – conseguiram. Portanto fiquem com o troféu de vocês! – Shun falou olhando para os três homens ao seu lado. Aiolia estava boquiaberto.

- Você não pretende dizer que estamos atrapalhando, não é Andrômeda?

- Não Sheena, eu não pretendo, eu digo. Você está... e enquanto acha que vai dar o bote sorrateiramente, já vimos suas presas, e estamos com a armadilha pronta... mesmo que o caranguejo esteja decidido a sair do mar e tentar andar na lama... - Shun cuspiu as palavras de forma viperina.

- Ora seu moleque, falando através de enigmas e mal saiu das fraldas! - Sheena falou avançando na direção de Shun com as mãos em garras, mas o rapaz apenas sorriu.

Shura, Aiolia e Carlo não sabiam o que dizer. Shun olhou pra eles e apenas sorriu languidamente dizendo:

- Prefiro perder falsas amizades, a ter uma viagem com falsas lembranças. Bye... Nos vemos a noite no hotel! – Andrômeda falou saindo de perto deles, mas foi impedido pela voz de Mascara da morte:

- E o Dido? Ele vai com você?

- Você se importa mesmo Carlo, pois não parece?- Shun falou piscando – Peixes não conseguem sobreviver perto de uma anaconda... E Afrodite nem de longe é um peixe de rio...

- Shun me diga o que está acontecendo?

- Não seja falso, amigo, você está se enrodilhando em Sheena mais fácil de que um bezerro as tetas de uma vaca! – Shun cuspiu maldosamente – E sinceramente Carlo, nem Dido e muito menos eu queremos andar com vocês e essas duas mulheres para cima e para baixo da Loja da Dior a costura de Valentino... Eu quero viver Carlo. Veneza foi vida, A Itália ainda pulsa nas minhas veias como se o Vêneto corresse dentro de mim e fluísse... E agora o que temos? Sheena querendo devorar você, e Shura ao mesmo tempo lançando olhares e pegando em você de cinco em cinco segundos, Marin sufocando Aiolia e sendo tão infantil quanto o Seiya... O que aconteceu com o nosso passeio? Com os nossos planos? Elas mandam agora só porque é mais elegante andar por Paris de braço dado com damas ao invés de cavaleiros? – Shun despejou. – É isso que está acontecendo Carlo.

- Mas. Mas... eu ... não é isso! A Sheena...

- A Sheena é uma vaca. Estou começando a achar que quando se trata de disputar a atenção de um homem, todas as mulheres são, ainda mais vacas quando a competição é contra um gay.

- Mas o Dido... ele é... feminino...

- Ele parece uma mulher, mas não é. E você com essa atitude estão ferindo o orgulho masculino que ele tem. Ser trocado por algo que você não pode oferecer...

- Shun eu sou bissexual! - Mascara da Morte falou quase que resmungando – Eu me atraio... naturalmente, é algo que não posso evitar... no que io sea uno tradittori!

- Mas você disse que amava o Dite! Ou ama...

- Eu o amo. - Carlo frizou - Mas me atrair por uma mulher não significa que eu não o ame, tenho desejos...

Shun fez um gesto com as mãos como se não quisesse ouvir mais o que o italiano diria.

- Não Carlo. Não. – Vejo no seu rosto as traições antes dessa, vejo a ausência de culpa, vejo tudo claro como água... e sabe o que eu acho Mascara da Morte... você esta agindo como um fraco, e por isso lhe digo... se quiser ficar com ela – Apontou para Sheena, que era segurada por Marin e Shura para não voar em cima do rapaz de cabelos verdes. – Vai ter de ficar longe do Dido, você não está fazendo bem a ele! – Shun falou caminhando até Dido e Deba que estavam sentados em um banco do outro lado da la rue.

- Hey Shun... aspeta, aspeta ... – Carlo gritava enquanto o rapaz cruzava com extrema habilidade uma das ruas mais movimentadas de Paris. Mas Shun não parou.

- Você vai atrás desses maricones? – Sheena berrou do outro lado, avançando para o braço de Carlo – Eu não sabia que desde que tomou um pé na bunda do pato, o Andrômeda tinha se tornado o defensor dos gays... – Sheena cuspiu as palavras com asco.

-!No se trata dos homossexuales em general, Sheena, pero si de Dido. – Shura falou olhando duramente para a amazona de cobra. - Y éll tiene todo lo derecho de desear proteger su amigo tan querido! – Shura tomou parte se dirigindo a amazona.

- Até você Capricórnio? – Sheena riu sarcasticamente – Eles estão fazendo cena, para que vocês nos deixem a pé nessa cidade caótica e estragar o nosso passeio romântico... – Sheena falou envolvendo o pescoço de Shura com os braços e o espanhol acabou por exprimir uma expressão desconfortável... Afinal de contas, logo em quem foi amarrar seu bode?

Marin permanecia agarrada a Aiolia pela cintura e não o soltaria por nada. A amazona andava muito desconfiada do cavaleiro que parecia apático a seus gestos de carinho. Já Aiolia desejava piamente que aquelas duas desaparecessem, mas esse desejo a Deusa não poderia realizar... afinal, se culpava até os ossos por ter convidado as duas, ele nunca imaginaria que a sua relação com Aldebarã se tornaria tão intensa, e agora só conseguia pensar no brasileiro de ginga sexual e sorriso franco.

Carlo estava aturdido. Parado do lado oposto do Arco do Triunfo em plena avenida de Champs Elysées vislumbrava um Afrodite lhe dirigir um olhar magoado do outro lado da rua. Carlo virou a cabeça e fitou Sheena que se aferrava a Shura e imaginou porque a amazona de ophiocus sentia tanto prazer em seduzi-lo sempre.

Sim era verdade, como disse Shun, ele, o cavaleiro de câncer, freqüentava a cama dela, dividia-a com Shura nos momentos de luxuria, se fartava da italiana, e toda vez que se afastava tentando dar limites a si mesmo em relação à fidelidade que ele almejava ter com Dido, lá vinha ela com sua sedução.

Tudo começara no café assim que acordaram no hotel, Sheena após ter passado uma noite tórrida com Shura que fez praticamente tremer as paredes do quarto, sussurrou com a voz lasciva no seu ouvido "você fez falta, te espero essa noite...".

E tudo recomeçou.

Sentiu aquele desejo, o monstro verde que o corroia por dentro, que gritava em sua mente que tudo que é proibido é mais gostoso. E a perdição começou. Olhares libidinosos, toques meio que depravados, e até um beijo em trio quando foi chamar Shura para se reunir ao grupo. E sim, Dite sentia, sabia e ele estava fazendo seu amado sofrer na viagem dos sonhos dele.

Sheena é carne. Afrodite é amor... Afrodite o completava, o entendia, Afrodite o chamava de "mozaum" Dido era seu "mozinho". Eles se amavam, ele amava aquele sueco por todas as ondas do inferno que um dia fora à prisão de sua mente.

Afrodite, Shun e Deba para desespero dos demais resolveram colocar o plano de Shun em prática. Após ficarem um dia inteiro sozinhos com aquelas amazonas, os cavaleiros cairiam em si e veriam a troca que fizeram. Por mais que Shun não estivesse mais com Shura, nada o impedia de passar bons momentos com o moreno, e com certeza diverti-lo mais que a italiana, como já provara fazer muito bem em Veneza. Quanto a Deba, Aiolia comeria o pão que o capeta amassou com o rabo antes de conseguir o seu perdão, mas era melhor do que tentar explicar para Marin que ele estava querendo mais do que ela poderia oferecer. Já Carlo, aquele sim iria ficar dividindo Sheena com Shura, e para um homem orgulhoso ele poderia dividir até a mulher na cama, mas nunca na vida. Estaria louco atrás de Dido.

A ordem de Shun, Afrodite fez sinal para um táxi que passava na rua. Com os planos que fizeram rapidamente ao olhar para o mapa que Shun pegara na agência de turismo, os três amigos iriam sumir, pegariam o táxi até a Torre Eiffel, seguindo reto pela Avenida de La Bourdonnais indo parar direto na Avenida de la Motte Picquet que ficava de frente para a Esplanada dos Inválidos e ao lado do Museu Rodin. O que lhes garantiria muitas coisas novas para vislumbrar, fotos divertidas e muitos, mas muitos estudantes parisienses para paquerar!

Quando Carlo di Angeli viu os três pararem o táxi seu coração petrificou. Ele realmente iria sumir em Paris e sabe-se lá quando voltaria para o hotel e para seus braços. E pelo que ele conhecia Afrodite, se o sueco se revoltasse mesmo, era capaz de só se reencontrarem no fim das férias quando voltariam para o Santuário. Afinal de contas o lindo pisciano tinha cartões de credito sem limite, estava bancando a viagem, e era o que mais conhecia Paris. Carlo já estava vendo a palavra desgraciato tatuada em sua testa. Sem que percebesse estava se dirigindo a Dite, Deba e Shun, mas foi parado por Sheena.

- Vai, vai mesmo Carlo, abanando o rabinho... quem te viu quem te vê, não é ?

- Desgraciatta, me solta putana! – Carlo gritou alto o suficiente para Dido ouvir e ficar parado fitando o rendez vouz em pleno Campos Elísios. – Per favore Sheena me deixa em paz! Io amo Afrodite, e sendo uno homossexual o no, io amo questo ragazzo! – Carlo disse soltando o braço das mãos da italiana que o fitou sem graça e deu de ombros.

- TRADITORI ! – Sheena gritou furiosa ao ver Carlo cruzando a rua correndo e abraçando Dido - andiamo Shura e Aiolia! – Amazona de cobra falou saindo da vista dos outros a passos duros. Pelo que Shura percebeu, sua viagem poderia ter acabado ali. Agora só restava a ele e ao leonino esperar pela noite que com certeza tardaria a chegar ao lado daquelas duas.

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Quando se recuperou do abraço que recebera de Carlo, tudo que Afrodite conseguiu fazer foi permitir que sua mão espalmasse a face do italiano com toda a força que tinha. Shun, Deba e o taxista ficaram boquiabertos.

- Safado! – Dido falou enquanto dava mais tapas na cara do italiano e o mesmo deixava que isso acontecesse com uma tentativa de sorriso.

- Me perdoa amore mio! – Carlo pedia em meio aos tapas - Pode bater, pode bater eu mereço! Eu te amo Dido.

- Safado! – Dido gritou enquanto sentia os lábios de Carlo procurarem os seus. Shun e Deba observaram o taxista partir em disparada visivelmente assustado, e sorriram.

- Eu também te amo, mas você agiu como um filho da puta! – Dido falou revoltado. Carlo beijava seu rosto carinhosamente.

- Si si si ... mas aspeta, aspeta, io quero me corrigir antes do tempo. Te amo. - Carlo falou o beijando sofregamente.

- Ai ai Deba ... – Shun falou abraçando o brasileiro fraternalmente. – To começando a odiar a cidade dos amantes... será que um dia arrumaremos um amor assim, como o deles?

- Sei lah Shun, olha só o que me restou. To outra pessoa pro Aiolia voltar pra Marin... na minha frente...

- E eu que perdi o Shura sem ao menos tê-lo por 24 horas...

- Uma droga não é? - Shun falou fazendo sinal para mais um táxi. Quando o mesmo parou, os quatro amigos entraram.

- Para torre Eiferu... – Shun tentou falar corretamente para o taxista.

- Pardon? – O taxista falou sem entender o inglês confuso do japonês de cabelos verdes.

- Torre Eiffel - Aldebarã falou perfeitamente.

- Claro chavelliers...

E conforme o carro foi se afastando do Champ Elisees, Shun foi tentando pensar em nada, e imaginando o porquê as coisas tinham tomado tal rumo. Hyouga, Shura e agora Joseph. Todos o tocaram de alguma forma. Esse último de uma forma mais que especial. De uma forma única. E aqueles olhos cor de café, os cabelos anelados. O Sorriso branco e perfeito, a bochecha rosada que tinha covinhas quando ele sorria e fechava os olhos. A barba por fazer. E a voz aveludada e doce como o som que o veneziano tirava do violino.

Porque no último segundo em Veneza?

Porque tão lindo?

Porque tão encantador?

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

E então é isso
Justo como você disse que seria
A vida vai fácil pra mim
A maior parte do tempo
E então é isso
A breve história
Sem amor, sem glória
Sem herói no seu céu

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Eu não consigo tirar meus olhos de você
Eu não consigo tirar meus olhos de você
Eu não consigo tirar meus olhos de você
Eu não consigo tirar meus olhos de você
Eu não consigo tirar meus olhos de você
Eu não consigo tirar meus olhos…

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

E então é isso
Justo como você disse que seria
Nos dois vamos esquecer... a brisa
Na maioria das vezes
E então é isso
A água fria
A filha do professor de clarinete
O aluno rejeitado

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de Você
Não consigo tirar meus olhos de Você
Não consigo tirar meus olhos...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

Eu disse que eu cheguei a te odiar?
Eu disse que pensei em deixar
Tudo para trás?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new

Não consigo afastar meus pensamentos de você
Não consigo afastar meus pensamentos de você
Não consigo afastar meus pensamentos de você
Não consigo afastar meus pensamentos de você
Não consigo afastar meus pensamentos de você
Não consigo afastar meus pensamentos de ti
Meus pensamentos… Meus pensamentos
Até que eu conheça alguém novo.

Mesmo que Joey fosse tudo o que ele mais desejava ter no momento, o alguém novo que Shun gostaria de reencontrar... e estava ali... sem que ele soubesse... PERTO DEMAIS.

CONTINUA...



OBS: A musica acima é do filme CLOSER - PERTO DEMAIS - E foi posta em homenagem a Litha Youko que está escrevendo a fic Closer com essa musica. (muito boa por sinal Moomy) O nome da musica é The Blower's Daughter do Damien Rice.


LADIES N' GENTLEMANS , ONE MINUTE PLEASE ! (AGAIN! HEHEHE)

- Desculpe pela demora, mas esse capitulo veio com quase 20 paginas de word! É que eu quis elaborar direitinho a fase de Asgard e seus segredos. E eu fui bonzinho e revelei todos de uma vez só... nesse capítulo.

Espero que vocês gostem...

Tenho recebido muitos reviews no meu e-mail do Yahoo e realmente eu não esperava... Obrigado de coração, isso faz com que eu queria escrever mais e bem melhor...

Estou sem muito tempo para escrever... mas estou dando aos poucos continuidade a fic, tento sempre ser bem verossímil com a personalidade OOC que dei a cada personagem, por isso, demoro estudando bastante para composição deles... Peço que tenham paciência...

Bjus e espero os Reviews... OIASUMI