Título:
REBIRTH
Autor: Angell Kinney
Casal
principal : Shun X Hyouga ( Saint Seiya) / Joseph ( Joey) Fatone-
personagem original
Classificação:
+18
Gênero: Drama/Romance/ANGST/YAOI
Spoilers:
A fiction se passa após a SAGA DE HADES. Como não se
sabe que fim se deu com os Santos de Athena após o Prólogo
do Céu ( Tenkai –hen movie) esse é o ponto inicial de
nossa fanfic.
Parte: 08 ato 2 de 10 – Cosmic Tears pt II
P.S Capitulo contendo Lemon.
Site do autor com outras histórias: http://www.angellkinneyonline. size=1 width=100% noshade>
Cosmic Tears pt II
Não queria conversar.
Não queria falar nada. Procurava insistentemente por um ponto fixo na parede do próprio quarto. A festa ainda ocorria no salão do reformatório, que era bem longe de onde ele estava, já que tinha retornado ao palácio. E sabia que estaria muito mais confortável sozinho.
Mas ele não estava sozinho. Shun o encarava sentado do outro lado da cama. E parecia confuso. Não. Aquele olhar meigo não demonstrava confusão, mas sim algo quiçá diferente. Joey não sabia precisar. Não queria entender. Estava envergonhado. Estava completamente desmoralizado.
- Joseph, você vai ter que mais cedo ou mais tarde olhar para mim, se realmente quer ficar comigo, como diz. Ou todo o escândalo que ocorreu hoje não terá nenhum significado. – Andrômeda começou a conversa que mais parecia um monólogo. Já estava falando há muito tempo sem obter resposta do homem.
- O que você quer que eu diga? Que eu me precipitei, ou que confundi tudo quando ele apareceu? É com isso que você quer que eu concorde, ou com a idéia de que você está tendo de ir conversar com ele? – Joey falou baixinho, rápido e em francês. Já tinham deixado de falar grego há muito tempo. Agora as palavras dele na língua materna soavam como tapas em Shun.
- Você sabe que mais cedo ou mais tarde terei que me encontrar com ele, quer você queira ou não. E não posso levar você junto de forma alguma, ou você o mataria. – Shun falou se aproximando de Joseph. O moreno passava as mãozorras pelo cabelo quase os arrancando.
- Parece que você se importa muito com ele, não é Shun?
- Não distorça minhas palavras. O que eu não quero, e nunca quis, foi essa maldita reação. Você sofre, sofre e me faz sofrer Joseph. E quando eu acho que não vai ter mais sofrimento, lá vem você o carregando e jogando aos meus pés como se dissesse Shun, cuide dele... a culpa é sua se estou assim, entre a cruz e a espada! – Shun berrou.
- E é, sua culpa, sua culpa somente Shun, porque você me enganou quando disse que me amava, que já tinha esquecido Hyouga. A culpa é sua uma vez que tudo tem sido diferente entre nós desde que esse desgraçado pisou na França. Desde que a maldita mulher dele se libertou dos grilhões e os mandou de presente para você, ela abriu caminho para ele voltar e você aceitou. Essa é a verdade!
- Não vou ficar aqui com você me atacando, me acusando! Eu nunca menti pra você. Eu te amo. Acredite você ou não nisso Joey! – Shun berrou. As mãos em apelo, os olhos furiosos. – Como eu nunca omiti de você que Hyouga ainda me perturba a mente. Ainda me atinge de alguma forma.
- Você me disse que o odiava. – Joey falou tristonho. A guarda já baixa, ou talvez exausta – Você me disse que ele tinha te magoado, e agora você quer se encontrar com ele para conversar... Porque simplesmente não deixa o passado para trás e vem embora comigo para Toscana? Podemos ir agora se você quiser Shun!
- Eu estaria fugindo Joey. E você estaria eternamente ameaçado pelo fantasma do Hyouga tanto quanto eu! Eu já pensei nisso, você acha que não?
- Então você não quer ficar comigo, sem dar um fim a esse assunto? Esse assunto é mais importante, o maldito Hyouga é mais importante? – Joey perguntou segurando Shun pelos braços. Seu olhar transtornado. Soltou o rapaz.
- Eu não falei isso, por Zeus do céu, eu não falei isso! – Shun disse chorando – Pelo amor de Deus, faça as coisas mais fáceis para nós. Aceite que eu tenho que falar com Hyouga, aceite isso, pois falar com ele não vai diminuir em nada o meu amor por você, mas essas discussões estão me desgastando Joseph. Estão destruindo algo entre nós e construindo um muro medonho, enorme e intransponível se continuarmos assim.
Joey o fitou mudo. Os olhos cor de café o mirando repletos de dor, de humilhação. Ele um homem de vinte e oito anos, chorando e reduzido ao ridículo por um garoto de dezenove. Joey tentou falar, mas Shun fez um sinal com as mãos para que se calasse.
- Pare de falar meu amor, é inútil prolongar isso.
E Joey sabia que ele estava certo.
Mas ele jamais se rendera a alguém em sua vida. Não seria agora que aceitaria pacificamente isso. Por mais que se sentisse destruído e despedaçado de ciúmes e raiva internamente, e por mais que amasse Shun, ele deveria ao menos tentar convence-lo a não ir.
- Se você sair por aquela porta, o que lhe garante que eu irei ficar lhe esperando voltar? – O homem perguntou.
- A necessidade que eu tenho de ficar perto de você. – Shun respondeu sem pestanejar. - Espero que um dia você me perdoe por tudo que estou lhe fazendo passar. – O rapaz falou. - Nunca tive a intenção. Nunca.
Joey o abraçou, e por cerca de meia hora permaneceram assim. Chorando baixinho, colados um no outro, quase se fundindo, deitados na cama como se fossem dormir.
Shun queria fazer amor com ele de forma desesperada e urgente, era a única forma que conhecia de demonstrar que o queria, que não pretendia abandona-lo enquanto estivesse dentro daquele quarto, mas não tinha atmosfera para isso agora.
Seu namorado outrora tão seguro e maduro, demonstrava que poderia ser tão sensível como qualquer outro homem apaixonado. E o que era pior, demonstrava uma luta interna potencialmente destrutiva para lutar contra esse sentimento cruel que era o ciúme. Simplesmente Joseph tinha perdido a compreensão, e tinha ficado cego, assim que se sentiu ameaçado por Hyouga.
Shun percebeu que o homem fechara os olhos procurando entrar em um estado de torpor pré-sono. Mas as orbes se moviam por baixo das pálpebras indicando que a tranqüilidade não queria ceder aos caprichos de Joey.
Para Joey, o medo que sentia pela possibilidade de perder Andrômeda era tão concreto que parecia um punho esmagando sua garganta, o sufocando.
A sensação aumentou sem proporção certa, ao perceber que Shun se afastava dele, levantando-se da cama.
Joey sabia que o namorado iria ao encontro de Hyouga e não quis descerrar os olhos para encarar Shun. Permaneceu mudo, testando seu autocontrole até perceber que Shun estava parado á porta do quarto esperando alguma palavra dele. Alguma benção que certamente ele não falaria.
- Me xingue, ou fale alguma coisa. Você vai sufocar se não falar nada perante a isso! – Shun disse.
Joey abriu os olhos e os mesmos encararam Shun duramente e ao mesmo tempo decepcionados:
- Não me traia. Eu saberei se isso acontecer. – O moreno falou dando as costas para porta.
E a porta bateu.
Enquanto Shun procurava pelos corredores detectar o cosmo de Hyouga, o homem que o amava abraçava os joelhos sobre a cama, se encolhendo como em posição fetal, e chorava, em pranto incontido, com soluços altos que seriam ouvidos por todo o corredor se tivesse alguém por ali.
E para Shun, o som daquele pranto dolorido era toda a razão a que ele se apegava para voltar a Joey. Afinal de contas ele sabia que estava errado.
Quando Shun entrou pelo quarto adentro, Hyouga tomou um susto genuíno. O cavaleiro estava sentado em uma poltrona no quarto que pertencera a Kamus e Milo, após ter sido nocauteado por Ikki. Uma bolsa de gelo na cabeça. Não conseguiu falar nada a não ser:
- Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você viria. Você sempre vem, não é Shun?
Shun corou. Ele sabia, aquele homem sabia o que provocava nele, sabia que estava o infligindo a uma tempestade mental sem proporções imaginadas antes.
- Não. Eu não vim aqui com a finalidade a qual eu sempre te procurei Hyouga. - Shun falou parado de pé na frente da poltrona. Seus joelhos começaram a tremer e a vacilar, e Shun cruzou os braços, obrigando-se a fincar os sapatos ao tapete á seus pés para não cair. Lembranças, malditas lembranças o atordoando. O consumindo. Levou as mãos à cabeça. Fraqueza. Aquele perfume, aquele cheiro que saia de Hyouga o convocando as lembranças belas e doloridas.
- Feche ao menos a porta Shun. – Hyouga falou com a voz doce, mas ao mesmo tempo incisiva.
- Não ouviu o que eu disse Cisne? Eu não vim aqui com os mesmos propósitos de antes.
- Sim, eu ouvi, não sou surdo, querido. Mas feche a porta Shun, porque não queremos ser interrompidos. E aproveite para me dizer a que veio, soube pelo seu irmão, antes que Milo e Kamus me salvassem de mais uma surra, que você propagou aos quatro ventos que me odeia? – Hyouga falou se levantando e indo até a porta porque Shun nem sequer se moveu. Girou o ferrolho e colocou a chave em cima de uma mesa de canto, perto do telefone. Estava tranqüilo. Aparentemente inofensivo. Shun que não se sustentava sobre as pernas. Rapidamente se sentou na cadeira de frente para o loiro antes que desabasse.
- Você sabe que estamos completamente sozinhos no palácio? A festa ainda corre solta no Reformatório, eles estão pouco se importando conosco. – Hyouga falou – Ah, e é claro, com o seu querido namoradinho – Hyouga escarneceu. – Ele bem que faz jus ao título de cavaleiro de Touro, não acha?
Shun não sorriu. Hyouga parecia ter esquecido a maneira como tinham se separado, parecia que somente não se viam há anos. E isso o estava irritando. Resolveu ser direto, quem sabe assim iria embora logo de uma vez.
- Não acho graça nas suas piadas Hyouga. E para seu governo, não estamos sozinhos. Joseph está no nosso quarto. – explicou rápido, falando em japonês - Tampouco vim aqui para ter uma conversa amistosa com você depois do que me fez...
- E eu te fiz o quê? – Hyouga cortou encarando Shun. – Dormi com Fleyr? Ora Shun você já sabia que eu fazia isso há séculos! Sabia que eu dormi até com o seu irmão, e nada falou, talvez porque entre ele e você, eu sempre preferi você! Eu sempre amei você! – Hyouga falou o encarando. - Mas isso não contou antes que você me enfiasse uma nebula storm no meio do peito e me quebrasse duas costelas!
- E você acha que eu aceitava isso porque queria? Eu tinha esperança de que você mudaria, de que você ficaria comigo, só comigo. – Shun disse se levantando da poltrona onde estava, e prosseguiu - Eu tinha treze anos quando você me agarrou Hyouga. Eu sempre sonhei em ficar com você, naquela época eu era só uma criança, eu só queria proteção, carinho, e você me mostrou o que era sexo. Demorei a compreender que era somente aquilo que você queria de mim! – Shun falou secamente. A mágoa escapando através da voz. O cavaleiro falava como se revivesse cada segundo daquele passado.
- Isso não é verdade. – Hyouga falou andando até Shun. - Isso não é verdade Shun. Houve amor, muito amor. Eu sempre voltava para você. Sempre quis estar com você. Cuidei de você durante muitos anos, como você cuidou de mim.
- Mas você me traia. – Shun falou quase gritando – Isso você não pode negar Hyouga.
- Nem pretendo faze-lo Shun. – Hyouga falou se aproximando e o segurando pelos braços. Encararam-se pela primeira vez nos olhos. Os olhos verdes de Shun encontrando a imensidão azul dos olhos de cisne. Shun sentiu um arrepio lhe percorrer todo o corpo, subindo pela sua coluna, ao mesmo tempo que os joelhos bambearam e uma sensação de gelado tomou conta de seu estômago.
- Hyouga se afaste, por favor... – O rapaz de cabelos castanhos falou saindo do quase abraço do loiro.
Hyouga afastou-se educadamente.
- Pensei que ao menos pudéssemos nos abraçar Shun, pelos velhos tempos...
- Os velhos tempos só deixaram cicatrizes e feridas abertas em nós. Pelo menos em mim. – Shun falou dando as costas para Hyouga. – Por isso eu vim aqui. Vim aqui ver se ainda sentia algo por você. Se conseguiria te entender, ou que você ao menos me dissesse que teve motivos para me trair...
- Você quer saber se você era ruim na cama? – Hyouga falou rindo-se – Claro que não. - o loiro respondeu. – Eu sempre estive feliz com você Shun , você não me cobrava nada. Você só me queria por perto. Eu sempre soube que você me amava.
- Então porque no Inferno você procurava outros Hyouga? Porque no Inferno você me fez sofrer tanto?
Hyouga ficou mudo. O coração batia acelerado, o rosto se afogueara de vergonha.
Meneou a cabeça tristemente.
- Talvez porque eu não conseguia. Eu nunca consegui resistir as tentações Shun. Mas nem por um momento meu amor por ti diminuiu. Cada vez que eu provava de um novo corpo, de uma nova sensação, eu tinha mais certeza de que você era quem eu amava.
- Isso é tão sem sentido, quanto a nossa conversa! – Shun falou andando para um extremo do quarto, distante de Hyouga. – Você nunca teve motivos.
- Não, eu nunca tive. – Hyouga falou o olhando nos olhos, não se via um pingo de arrependimento neles – Se eu te magoei, me desculpe, não me arrependo. Eu sou assim Shun, sempre fui assim, um escravo dos meus desejos, dos meus objetivos. Eu gosto de seduzir, eu preciso da sedução para me sentir amado.
- Você está me dizendo, que sempre me amou ,apesar de dormir com meio mundo? Que o que ocorreu entre você e Fleyr foi uma fatalidade?
- Sim. Sim! Ninguém trai querendo que o outro descubra a princípio. Se fosse por isso, era simples, larga-se o oficial e fique solteiro! – Hyouga falou olhando para Shun. – O problema nunca foi você. Nunca. Como eu disse, eu te amo.
- Você não sabe amar! – Shun falou levando a mão aos lábios. Estava em choque. Tremendo, raiva, fúria, mágoa. Estava colocando tudo a prova.
- Você deve estar me odiando agora. – Hyouga falou encarando o jovem atônito a sua frente. – Passou a vida inteira achando que tinha algum motivo para trair você, e agora te digo que nunca houve, que mesmo que você fosse mais puro do que você é, eu estaria te traindo. Desculpe Shun, mas não posso lhe faltar com a verdade.
Hyouga já esperava aquela reação de Shun quando o tapa furioso estalou em seu rosto.
Desviou o olhar para o chão. Shun estava completamente fora de si agora.
- Com que direito então você volta a minha vida? Com que direito você acha que pode me ter novamente para você, a mercê dos seus caprichos Hyouga?! – Shun berrou. – Você só quer ter de volta a pessoa que mais te amou na vida. A pessoa que você destruiu. Você quer me ter na sua mão, devoto, cativo, idiota, um perfeito idiota como fui na adolescência.
- Não Shun! Você não entendeu. Você não compreendeu nada!
- Não, Hyouga, você que é louco! – Shun falou pegando a chave em cima da mesa de canto e se dirigindo para a porta. – Não vou ouvir mais nada. Fique longe de mim.
- Shun, pára. Me escuta agora! – Hyouga gritou se precipitando. Acabou por agarrar Shun por trás. – Fique só mais um pouco. - o loiro pediu. – Senti tanto a sua falta...O que você vai perder ficando mais um pouco comigo. – Hyouga perguntou roçando o rosto de leve no pescoço de Shun.
- Não vou perder, e muito menos ganhar nada com isso! NADA! Sempre amei um tolo. Estou jogando minha felicidade para o alto porque amei um tolo. Não vou ficar aqui com você, estou...
Shun não conseguiu terminar a frase. Hyouga o virou entre os braços e beijou seus lábios. Shun tentou recuar, tentou empurra-lo, mas suas mãos que estavam espalmadas no peito do homem a sua frente simplesmente não conseguiam empurra-lo para longe.
Hyouga o beijava com uma fúria descompassada. Uma urgência desesperada. E Shun correspondia, não sabia ao certo por que. Sabia que não deveria fazê-lo, mas algo mais forte que ele o dominava agora. Era um desespero, era saudade, era ódio, tudo misturado e ao mesmo tempo fazendo seu coração desatinar, sua cabeça rodar. E ele corresponder aos beijos de Hyouga.
O loiro segurou Shun pela nuca. Os dedos brancos e fortes se colando aos cabelos anelados do rapaz de olhos verdes. Enquanto o beijava, Hyouga aproveitou que as mãos estavam sobre as costas do rapaz e escorregou suas mãos até as nádegas de Shun fazendo com que o cavaleiro de Andrômeda jogasse o quadril para frente e roçasse o pênis que começava a dar sinais de vida no membro já ereto de Hyouga.
- Pelo amor de Deus Hyouga. Não... Por favor... – Shun começou a suplicar quando se sentiu ser empurrado de bruços em cima da cama de casal de Milo e Kamus.
- Eu não estou te segurando Shun. – Hyouga sussurrou de maneira sensual, enquanto arrancava as próprias roupas. – E não me peça para parar. – o loiro prosseguiu - Durante dois anos imaginei em todos com quem me deitei o seu rosto, essa pele maravilhosa que você tem. - Hyouga falou se colando ainda mais as costas de Shun, as mãos acariciando a nuca de Andrômeda, levantando seus cabelos e depositando beijos molhados por ali. Sugando cada pedacinho de pele exposta.
- Imaginava e as vezes sentia o seu cheiro. Eu que sou seu escravo Andrômeda. Eu que sempre voltava para você porque não sei viver sem ti. Sem o teu corpo, sem a tua voz. Eu te amo Shun. Eu fui feito para você, mesmo sabendo que você merece algo melhor do que eu. – Hyouga falou se sentando sobre o dorso das pernas de Shun e erguendo a túnica que o cavaleiro de Andrômeda ainda vestia. Jogou-se novamente em cima do rapaz de bruços.
Shun sentiu toda a masculinidade de Hyouga sobre suas nádegas recém reveladas. Sentia a glande liberando a secreção pré-coito que pingava no vão de suas nádegas. Pensou em Joey chorando quatro andares acima. Tentou rolar sobre o peso de Hyouga, mas não conseguiu, não conseguiu reunir força de vontade suficiente para resistir as investidas de Hyouga. O loiro enfiava a língua na sua orelha o causando arrepios pelo corpo todo.
O toque de Hyouga em seu corpo fazia Shun estremecer todo por baixo dele.
- Sentiu saudades Shun, sentiu minha falta? – Hyouga falou virando o pescoço de Shun para trás, não houve chance para Andrômeda responder. A boca do loiro, e a invadiu com a língua, procurando a de Shun que em confusão ora cuspia a língua do russo para fora de sua boca, ora lambia-a com a fome de um bebê. Os lábios dos dois dançavam agora.
Shun perdeu o resquício de consciência que tinha quando Hyouga conduziu suas mãos até o pênis grosso e comprido que cutucava suas nádegas. Shun suspirou pesadamente, se perdendo.
- Hyouga... – Shun gemeu quando sentiu que o loiro se baixava e ia lambendo o caminho do seu pescoço até seu cocxis, e quando passou por ali alcançou a pélvis rosada abocanhando seu saco escrotal e lambendo seus testículos.
Shun arqueou o corpo. Sentia o cheiro de Hyouga no ar, sentia a língua do loiro sobre si. E tal fato eclipsou completamente a lembrança de Joseph. Em perdição afastou as nádegas, exibindo para Hyouga o rego convidativo e o orifício rosado que se contraía abrindo e fechando em urgência.
Hyouga suspirou fundo, perdendo a cadencia da respiração. E erguendo um pouco mais a cabeça, enfiou a língua no buraco de Shun que se contorceu de prazer.
- Ainda faço direitinho Shun? – Hyouga perguntou de maneira bem indecente. – Seu buraco é o mais quente que já provei, o mais gostoso. – o loiro disse espalmando a nádega farta de Andrômeda que se contorceu em desatino.
Sentia vergonha de estar traindo Joseph daquela maneira, mas por Deus, ele não resistia. Não conseguia.
Hyouga virou Andrômeda de frente exibindo assim a formosa ereção que apontava para o teto. Era um pênis bonito, de tamanho médio, e bastante grosso. Cisne simplesmente o engoliu inteiro provocando sensações estupidamente deliciosas em Andrômeda.
- Oh, Oh Hyouga! – Shun suspirava quase que suplicando para que ele o deixasse ir. - Me deixe ir... Oh meu Deus! – Shun gemia enquanto vergonhosas lágrimas lhe escorriam pela face.
- Me perdoe Shun, mas eu não consigo. Pelo amor de Deus, uma ultima vez. Só uma ultima vez... – Hyouga pediu também com lágrimas no olhar.
Pôs-se sobre Shun até encontrar os olhos lacrimejantes. O rosto de Andrômeda completamente vermelho. Segurou o rosto entre os braços. Suas ereções se tocando, se roçando,provocando arrepios loucos, descargas elétricas de excitação percorriam o corpo de ambos. Era desejo, era desespero. Era necessidade.
Era fatídico.
Não teria como evitar, não tinha mais como parar.
Shun fechou os olhos novamente deixando que as lágrimas escorressem pela face. Estava com vergonha do desejo que tinha de ser possuído por Hyouga. Mais do que isso, estava com vergonha de saber que era um traidor.
Foi tragado de seus pensamentos por um novo beijo que desta vez possuiu seus lábios de forma carinhosa e apaixonada.
Hyouga dominava sua boca. Roçava a barba por fazer em seu pescoço. Dava-lhe pequenas mordidas no caminho entre a orelha e o ombro.
Shun espiralava de prazer em um turbilhão de sensações já conhecidas, mas nem tão pouco inofensivas. Agarrou-se a Hyouga. As mãos percorrendo as costas do homem e sentindo cicatrizes de batalhas que participaram juntos, cicatrizes de ferimentos que ele mesmo cuidara e ajudara a cicatrizar. Era excitante. Eles já tinham uma história.
Era cruel. Eles não poderiam revivê-la e limpa-la. Pelo contrario, escreviam mais um capítulo dela envoltos na imundície da traição que estava cometendo.
- Esqueça ele, por favor, por um momento. Sinto seu conflito interno Shun. – Hyouga falou afastando a boca dos lábios de Shun e mergulhando no peito de Andrômeda, lambendo e sorvendo os mamilos róseos e túrgidos. - Vou fazer você esquece-lo. – Hyouga falou enquanto se inclinava para beijar Andrômeda de maneira possessiva, novamente. Afastou-se somente quando precisou de ar para ambos respirarem. Shun estava completamente sem rumo. Ofegava, se contorcia, mas não fugia, não conseguia largar o corpo de Hyouga.
- Você está bem? – Hyouga perguntou.
Shun não respondeu. Enlaçou as pernas nos ombros de Hyouga e afastou as nádegas.
- Faça. Faça logo. Faça com força Hyouga! Ande logo com isso! – Shun falou decididamente, mas ainda sem abrir os olhos. – Estou queimando de desejo por você da mesma forma que queimo de vergonha por isso. Preciso de você dentro de mim. – Shun falou desesperado, segurando entre as mãos o membro túrgido e inchado de Cisne e conduzindo-o para seu ânus. – Me fode! – Andrômeda ordenou.
Cisne cuspiu na mão e espalhou a saliva sobre o membro ereto. Passava fácil dos vinte centímetros. A cabeça rosada estava tão melada de secreção pré-coito que entraria fácil em Shun.
A primeira estocada seca provocou dor. Mas colou o ventre de Andrômeda ao de Hyouga. As marteladas secas foram alargando o orifício, provocando em Shun uma dor lancinante e um prazer sem medidas. Agarrou-se aos cabelos de Hyouga. E com os olhos cerrados e a boca aberta dava o mais infame dos consentimentos para ser possuído.
- Me castigue. – Shun pediu batendo com a cabeça no colchão – Me rasgue em dois! – Andrômeda pediu chorando.
Mas ao contrário da dor, ele só sentia prazer.
Hyouga estava o acariciando em vez de batendo como sempre fizera. Os lábios beijavam sua face, lambia suas lágrimas. As mãos do loiro acabaram passeado pelo corpo inteiro do jovem.
- Oh meu menino... Amo-te. Amo-te tanto... Como sonhei com esse dia... - Hyouga falava entre gemidos de prazer – Oh, meu doce Andrômeda, dono do meu coração. –se declarava enquanto enfiava-se lentamente dentro de Shun, com carinho, com volúpia e cuidado. Queria fazer amor da maneira mais carinhosa e intensa que poderia.
- Oh Hyouga... Oh – Shun falava ao sentir que estava sendo virado na cama de modo a ficar de lado enquanto Hyouga o penetrava com vigor.
O russo estava colocando tanta pressão que Andrômeda mordia a colcha para não gritar, Sentiu o nervo duro acariciar sua próstata e perdeu ali completamente a razão.
- Deixe-me fazer amor com você. – O cavaleiro de Cisne gemeu.
- Oh, eu não deveria... Oh, isso! Aí Hyouga... Bem aí!– Shun descontrolou-se. Não podia negar que a penetração estava inebriante, completamente perfeita, sentia o pênis de Hyouga o preencher e o acariciar internamente. Seu próprio pênis estava tão duro quanto uma rocha.
Shun perdeu o decoro que lhe restava, se é que ainda existia algum. Afinal se fosse sentir remorso por permitir aquilo tudo, se iria se sentir péssimo por aquilo estar acontecendo, pelo menos que pecasse como deveria.
Que aproveitasse ao máximo!
Desencaixou-se de Hyouga e abraçou o loiro.
Roçou o rosto imberbe no peito com penugem aloirada e colocou um dos mamilos na boca. Abocanhou o esquerdo que já estava intumescido. Mordiscou de leve fazendo Hyouga arquear as costas da cama.
Ohhh Shun... Ohhh
Shun deitou o amante de costas na cama.
Erguendo as pernas do cavaleiro de Cisne, Shun começou a lamber o ânus do loiro que imediatamente se contorceu embaixo dele como uma cobra naja ao som de uma citara.
- Ohhh, Ohhh meu Deus. Ohhhhhhhh meu... Oh! – Hyouga gemia colocando as mãos sobre a face, gemendo deliciosamente. Cada gemido dele fazia com que Shun sentisse mais prazer ainda. A culpa tinha se enterrado em um lugar escuso, subjugada pelo desejo e a saudade daquele corpo, daquele homem, do primeiro homem que Shun tivera.
- Oh, mete a língua neste buraco. – Hyouga pedia loucamente. Segurava a cabeça de Shun entre as mãos enquanto o outro fazia os movimentos de vai-e-vem com a cabeça como se penetrasse Hyouga. E para espanto do homem loiro, Shun colocou a cabeça de seu próprio pênis na entrada do ânus do loiro.
- O que pretende? – Hyouga riu-se. Mas parou de rir assim que sentiu a estocada desajeitada de Shun que lhe invadiu de uma só vez, sem experiência.
Hyouga berrou, mas agüentou firme. Fazia muito tempo que não era penetrado, e Shun tinha dado sorte que ele estivesse naturalmente limpo de dejetos.
Shun então abaixou as pernas do homem as colocando no seu ombro, e segurou bem o pênis duro entre as mãos. Então começou o vai e vem. O ânus de Hyouga abraçando a ereção pulsante de Shun completamente. Mordendo loucamente o nervo túrgido. Rolaram e Hyouga montou sobre Andrômeda.
A monstruosa ereção alargava seu reto. Hyouga rebolava em uma cavalgada desesperada e abandonada em busca do prazer máximo. O loiro se ateve olhando os olhos de Shun cerrados, a boca aberta enquanto acelerava os quadris ao máximo forçando a penetração, massageando sua próstata em uma caricia nauseante e desajeitada, mas nem por isso, menos deliciosa para ambos.
O garoto de Andrômeda parecia que ia gozar a qualquer hora. Seu rosto se contorcia de prazer. Sua boca era um O perfeito, delineado com o batom manchado.
- Não, meu querido. Deixe-me penetra-lo novamente. Fique de quatro! – O loiro ordenou. E sem pestanejar, saindo rapidamente de dentro de Hyouga, Shun ficou. Virou as nádegas brancas e perfeitas, fartas e macias direto para o rosto de Cisne.
O loiro cuspiu mais uma vez nos dedos os lubrificando. Acariciou o ânus de Shun superficialmente, sentindo as suaves pregas no anel de carne.
Enfiou um dedo.
- Oh, é apertado. – gemeu. - Você se sente bem assim? – Hyouga perguntou.
- Oh, sim... - Shun respondeu gemendo, jogando o quadril para trás, engolindo o dedo de Hyouga com o ânus. Ao ver a cena o loiro não se conteve mais. Pôs-se de pé na cama e penetrou Shun.
- Mete sem pena! – Shun gritou. E Hyouga assim o fez. Shun mordeu o travesseiro para não gritar. Enfiou a cabeça em baixo dele e gritava coisas indecentes para Hyouga que acelerou os movimentos, penetrando cada vez mais fundo. Sentindo cada contração do corpo de Shun, e até a batida de seu coração. Hyouga Colou-se as costas de Andrômeda e o segurando pelo tórax rolou com ele, colocando-o sentado de costas para si, e bem seguro em cima de seu membro.
- Vai, me fode! – Shun gritou quando sentiu que sua próstata estava inchando, a penetração era dolorosamente deliciosa. Sentia toda a extensão do sexo de Hyouga massageando-o, enlouquecendo-o. Levou as mãos ao próprio sexo , masturbando-se freneticamente.
Hyouga não conseguia se mover direito naquela posição. Girando, colocou Shun por baixo dele, e continuou a estocar sem pena. Os dois homens estavam gemendo em uníssono, até que Shun começasse a esboçar sinais claros de que ia gozar. Andrômeda começou a se masturbar freneticamente até que os jatos de sêmen começassem a sair de seu pênis que estava tão inchado que parecia estourar.
– Isso, me fode!! – Shun gritou gozando. Contorcia-se falando palavrões. Falava choramingando. Acabou jorrando uma fonte de esperma cor de pérola e inundando seu ventre liso.
- Ohhh quanto leite! – Hyouga exclamou passando a mão na barriga de Shun que estava repleta de esperma e levando o sêmen a boca. Provando-o deliciado.
Shun parecia morto embaixo dele. O orgasmo fora tão arrebatador que parecia que não fazia sexo há anos.
Hyouga saiu de dentro de Shun quase em sacrifício. Na verdade gostaria de se fartar do corpo do rapaz mais um pouco. Mas a visão de Shun chegando ao orgasmo simplesmente o excitou mais do que a coisa toda.
Ajoelhando-se na cama, colocou o pênis duro na altura da face do amante, e começou uma desenfreada masturbação de quem já está perto do orgasmo.
- Você quer meu leite na sua face, ou na sua boca? – Hyouga perguntou entre gemidos altos. O clímax chegando. O orgasmo por uma gota. Acelerou a masturbação, batendo com o pênis na face de Shun que abria a boca e colocava a língua para fora, esperando pelo leite do homem.
- Onde você quiser. – Shun respondeu e mal acabou de falar sentiu a boca repleta do líquido agridoce que saia do pênis de Hyouga.
O esperma saia em jatos leitosos direto para sua boca, rosto, língua e garganta. Abocanhou o membro sugando tudo, sem deixar uma gota. Hyouga gritava em êxtase. Um grito másculo. Forte. Satisfeito.
Ficou com o membro de Hyouga na boca até amolecer. E sentiu a boca de Hyouga beijando a sua novamente. Cerrou os olhos assim que sentiu os braços fortes do loiro o abraçarem. O loiro o segurou bem perto do peito. E Shun descansou a cabeça ali. E assim que Andrômeda sentiu a letargia do orgasmo passando, obrigou-se a cair no sono.
Estava esgotado física e mentalmente.
Quando Hyouga acordou percebeu que Shun estava sentado na cama.
O sol estava nascendo e logo Kamus e Milo estariam de volta da festa, deveria ao menos colocar uma roupa. Tateou a cama ao seu lado e não sentiu Shun deitado.
Desesperou-se ao pensar que o outro foi embora. Sentou-se.
Mas ao virar-se na cama, ouviu o choro sentido de Shun.
Um choro forte, magoado. Doído. E o loiro sabia que o homem que ele amava estava pensando em outro.
- Oh não Shun... Não! – Hyouga falou abraçando o amado. – Por favor, não chore.
- Como não vou chorar Hyouga? – Shun perguntou o que já estava obvio. Acabou afastando de si os braços urgentes que tentavam lhe abraçar. – Traí o homem que eu amo. Deitei-me com você por fraqueza! – Shun gritou entre soluços secos.
Andrômeda catava de maneira desajeitada suas roupas se pondo de pé. Começava a vesti-las com raiva. Hyouga tentou se levantar para ajudá-lo, mas o rosto do garoto de cabelos castanhos era uma máscara de dor repleta de cólera incontida por si mesmo. E talvez até pelo loiro a sua frente.
- Deitou-se comigo porque eu te agarrei Shun, eu despertei sua fraqueza. – Hyouga falou se pondo de pé.
Shun se afastou como se não tivessem passado a noite juntos, ou pior, como se estivesse se protegendo de um inimigo. Hyouga não sabia como agir, Não esperava isso de Shun. Não esperava aquela reação de desprezo, de angustia. Não suportava ver o jovem que amava assim. Estendeu a mão para tocar Andrômeda e acabou encontrando o vácuo.
- Eu... Eu traí o homem que eu amo. – Shun falou desesperado. – Eu traí o homem que eu amo. – Repetiu como se fosse as palavras pronunciadas o ferissem mais do que tudo.
- Sim, sabemos disso. – Hyouga falou tristonho. Estava ouvindo da boca do próprio Shun que ele amava outro homem. Nem o fato de terem revivido os momentos de prazer, de Shun ter engolido seu sêmen, e toda aquela intimidade ser recontada, faziam com que Shun esquecesse Joey. E naquele momento Hyouga percebeu que perdera. Perdera tudo. Chegara muito tempo tarde.
Foi necessário que tivesse passado aquela noite com Shun, depois de tê-lo perdido por dois anos, depois de tê-lo reencontrado nos braços de outro para que Hyouga percebesse que tudo, todas as traições foram em vão.
Ele só precisava de Shun. Ele só precisava daquele amante febril que se doava com tanta devoção, que sempre estivera ali para ele e ele não soube aproveitar. E percebeu isso tarde demais.
Shun chorava por outro, e a culpa era dele. Teria sido mais fácil se tivesse deixado o amado ir embora sem que houvessem se tocado novamente. Sem que tivesse sido necessário arrasta-lo para cama e o conduzido a aquele labirinto que começava em prazer e terminava em culpa, que era tão conhecido por Hyouga.
- Oh meu Deus, e agora? Como voltarei para Joey com a cabeça erguida? Como passarei por essa porta depois de ter dormido com o homem que odiei por dois anos, por fraqueza. Não. Não havia mais amor. Havia luxúria!Eu sou um hipócrita – Shun gritou de si para si. Ignorando solenemente a presença de Hyouga ali.
- Está enlouquecendo, meu lindo! – Hyouga falou tentando o abraçar. Foi empurrado para a cama com fúria. Shun tremia dos pés a cabeça. O rosto era uma máscara de angustia. Os olhos verdes perdendo o brilho.
- Não me toque Hyouga. Por favor. Estou sujo. Estou maculado, estou na lama. - Andrômeda berrou. – Sou de fato pior do que você! – Falou olhando para Hyouga. - Perdi minha convicção. Perdi tudo!- Shun falou se afastando mais ainda do loiro. Hyouga teve a impressão de que se desse um passo na direção do rapaz, o outro seria capaz de subir pelas paredes para se manter longe dele.
Se não estivesse tão condoído de Shun, Cisne ficaria magoado com tais palavras. Mas percebeu que o outro precisava muito mais dele naquele momento do que em toda a vida deles.
Ignorando se ia ser chutado, ou se até mesmo receberia um Nebula Storm no meio do rosto novamente, o loiro abraçou Shun.
O rapaz se debateu sem parar até ver que não tinha escapatória. Como um bicho acuado se rendeu. E o choro recomeçou desta vez por parte de ambos.
Hyouga por saber o mal que fez a Shun, e Shun por saber do mal que fez a Joey. O rapaz de olhar angelical estava desolado. A culpa o consumia. O devorava as entranhas e os seus olhos verdes, sempre vulneráveis demais perante os sentimentos, não se negavam a transparecer a confusão interna que o rapaz estava atravessando.
Hyouga sabendo que o tempo estava passando e que logo Joey provavelmente estaria batendo em sua porta a procura de Shun, ou então do seu próprio pescoço, começou um diálogo rápido.
- Olha Shun. Eu sinto muito. Sinto mesmo. – o loiro falou rápido - Eu estou me desculpando pela primeira vez em anos. – confessou tristonho - Não, não fale nada. Escute-me com atenção. - Hyouga falou sério. – Eu te amo. E vou continuar te amando, mesmo que você ache que é só sexo.
Shun maneou a cabeça incredulamente, e ao mesmo tempo fazendo pouco caso. Mas teve que encarar Hyouga que o segurava firmemente pelos braços cada vez com mais força. As mãos brancas tremendo a segurá-lo. Estava provocando um pouco de dor, mas não uma insuportável como a que seu coração sentia ao falar aquelas palavras.
- Estou falando sério Shun. Mas isso não vem ao caso. – o loiro falou com os olhos marejados. – E eu te amo tanto, que não quero que você cometa o mesmo erro que eu. Que permaneça ferindo constantemente quem você ama ou diz amar. – Hyouga falou. – E eu sei que aquele homem que quer me matar te ama. E sei que ele está esperando que você volte. – O russo falou já chorando. - Senão não tinha nem deixado você vir até mim sem terminar com você. Um homem que não ama demais não se dá ao luxo de confiar cegamente.
Shun o encarou estupefato. Não. Não estava ouvindo isso de Hyouga. Ia abrir a boca para falar, mas foi impedido pelo dedo indicador do loiro que pousou em seus lábios de maneira delicada, para que se calasse.
- Shiii, não fale nada. Escute-me. – prosseguiu Hyouga. – Sei também que se você o ama, mesmo dormindo comigo seu amor não diminuiu, pelo contrário, se fortaleceu. Porque eu sentia isso quando dormia com outros. Que eu tinha que voltar sempre para você.
- Isso é indecência - Shun interrompeu.
- Isso é humanidade. É errar, é acertar. Eu permaneci errando. Não quero que você erre mais. Quero que você seja feliz Shun. E para isso eu vou sumir de sua vida. Quando você sair por aquela porta, corra para os braços de Joey. Corra não porque eu vou embora, nem porque eu estou falando, mas porque você o deseja. – O loiro falou entrando em prantos. – M-Me dói falar isso. Dói-me demais te mandar embora, mesmo sabendo que isso é o certo. Renasça Shun. Renasça Andrômeda, longe de mim. Longe da sua corrente do passado! – Hyouga falou abraçando o jovem para depois solta-lo.
- Hy - Hyouga? – Shun o olhou atônito. Encarou o olhar azul e puro que o outro lhe dava. Sem rancores, sem ódio. Obliterando qualquer mágoa remanescente.
Ele estava simplesmente o deixando ir.
O deixando ir para Joey e prometendo nunca mais se intrometer.
Estava colocando um ponto final na historia deles. E Shun começou a entrar em desespero ali. Começou a chorar, chorar em confusão, pela traição, pela dor.
- Cheguei tarde Shun, cheguei tarde e você ainda foi bom demais comigo. Você continua um anjo. O anjo que me apaixonei. - Hyouga falou se pondo de costas para Shun. – Vá e faça o que eu disse. E que a Deusa, se quiser, faça possível nosso reencontro, ou não. - O russo falou chorando. – Espero ser digno de você se isso ocorrer. – Hyouga falou chorando. As lágrimas puras. Sofrendo de forma genuína.
- Vá, Shun. Renasça! – O loiro falou caindo de joelhos, mas agarrado as vestes de Shun. Andrômeda se agachou vendo que o outro, sofrivelmente, mal conseguia se manter de pé.
Beijaram-se. Um beijo desesperado, de despedida. De reencontro, de Adeus. Lágrimas, saliva. Hyouga beijou-o com tanto ardor que o peito doía. Possivelmente o ultimo beijo. Os lábios se chocando com tanta fúria que poderia causar feridas. As línguas se embolando, se lambendo, se completando. Shun crispou as mãos nos cabelos loiros e cheios em desespero, mas Hyouga segurou sua mão a segurando no ar. Andrômeda cerrou o punho. Os lábios foram se afastando dos do loiro. A respiração estava em descompasso. Abraçaram-se.
- Vá agora Shun. Vá agora antes que eu não suporte mais... – o loiro pediu cerrando os olhos com força.
Shun não esperou que Hyouga mandasse novamente. Simplesmente pegou a chave que ainda repousava na mesa de canto e colocou na fechadura. Girou-a com precisão.
Sem olhar para trás. Sem vacilar. Não poderia se dar ao luxo de duvidar que estivesse fazendo a coisa certa.
E quando a porta bateu, Hyouga se jogou na cama em choro.
Joey ao menos teria Shun de volta. Ele, nunca mais poderia ter.
"Renasça Andrômeda. Longe de mim" o loiro pensou antes de se abraçar ao travesseiro que ainda tinha o cheiro de Shun, e se entregar às copiosas lágrimas.
A fic já está terminada. Antes de Dezembro todos os 10 caps estarão no ar.
Bjus a todos.
A.Kinney
