CAPÍTULO III

- Querida, a mamãe não entendeu direito o que você falou. Parece que eu ouvi você dizer que se casou com esse rapaz? - Embora o tom fosse calmo, a senhora Richards estava visivelmente em choque com a notícia.

Ignorando o estado da esposa, o senhor Richards dirigiu-se à filha:

- Elle, explique tudo isso melhor. O que exatamente está acontecendo aqui?

Enquanto a garota repassava a história com todos os seus detalhes, Kamus observava com atenção o ambiente ao seu redor. Estava na suíte presidencial do Hotel Hilton, um lugar imenso e extremamente luxuoso, mais parecia uma casa inteira dentro do hotel. À sua frente, encontrava-se um casal muito elegante, ambos apresentavam um porte altivo, estavam sentados nas poltronas como se estivessem em tronos, assemelhando-se a um rei e uma rainha. Pelo visto eram dois esnobes que faziam questão de ostentar sua fortuna, não seria fácil lidar com essa gente:

- Com licença rapaz. - O cavaleiro foi tirado de seus pensamentos pela mãe de Elle. - Quem pensa que é para aproveitar-se dessa forma da minha filhinha? Se está pensando que com esse seu golpe de sorte vai tirar um tostão se quer da fortuna dela, está muito enganado! - A mulher levantara-se e apontava o dedo para Kamus, ameaçando-o. - Eu jamais deixarei que um tipinho como você chegue perto...

- Jane já chega! - O senhor Richards não precisou gritar, o tom autoritário foi suficiente para interromper o ataque da esposa a Kamus. - Eu acredito que o jovem também tenha suas explicações a dar. Devemos ouvi-lo.

O cavaleiro de Aquario admirou internamente a firmesa e tranquilidade daquele homem. Era visível a importância que ele dava à justiça. Assumindo um tom tão calmo quanto o de seu anfitrião, mas também extremamente frio como era da sua personalidade, falou:

- Eu agradeço Sr. Richards e antes de mais nada gostaria de lembrá-los que tenho um nome e quero ser chamado por ele. Quanto às suas acusações levianas, Sra. Richards, com todo respeito, não preciso e não quero o seu dinheiro, eu estou muito a cima desse tipo de coisa...

- O que? Seu... - Mais uma vez a Sra. Richards foi contida pelo marido, limitando-se então a fuzilar Kamus com o olhar e deixando que o mesmo continuasse.

- Também quero deixar bem claro que tudo o que está acontecendo é tão inconveniente para mim quanto é para vocês, e que o meu único interesse é o de resolver essa situação o mais rápido possível.

Encerrando seu discurso, Kamus sentiu que um olhar intenso estava sob si, notou que Elle não parava de observá-lo e em seus olhos brilhava uma espécie de sentimento de orgulho, como se estivesse feliz por ele ter enfrentado sua mãe daquela forma. A garota não escondia o sorriso, que logo foi desfeito com um limpar de garganta falso da Sra. Richards. Embora surpreso com a reação da moça, o rapaz manteve a expressão fria e voltou a encarar o casal, esperando por uma resposta.

- Eu entendo sua posição Sr. Barbieux. Ligarei para os meus advogados agora mesmo, enquanto isso por quê não aproveitam o tempo para tomar o café-da-manhã?- Dizendo isso, o Sr. Richards saiu da sala onde todos estavam e dirigiu-se a uma porta que parecia ser um escritório.

Elle levantou-se num salto e levantando as mãos para o alto, falou num tom alegre:

- Perfeito! Estou faminta. - e puxando Kamus pelo braço. - Venha Kamus, você não pode deixar de provar o melhor seviço de quarto de toda Las Vegas!

oooOOOooo

Realmente Elle não exagerara, o serviço de quarto era perfeito. A mesa estava coberta com tudo do bom e do melhor, Pães sagados, doces, tortas, frios de todos os tipos, vários sucos, frutas, café com um aroma delicioso e é claro, como não poderia faltar em nenhum breakfast americano que se preze, ovos com bacon e panquecas. O "casal" sentou-se à mesa, acompanhados de Jane Richards, que até o momento não havia tirado os olhos de Kamus, era como se ela tivesse a "visão além do alcance"(1) para tentar desvendar a sua personalidade. Kamus sorriu com o pensamento que passou por sua mente, que hora para se lembrar do desenho que assistia na infância. É claro que sua reação não passou despercebida à mulher loira:

- O que é tão engraçado Sr. Barbieux?

- Não se preocupe Sra. Richards, não estava pensando na senhora, caso contrário, não estaria sorrindo. - Kamus respondeu à pergunta sorridente, o que quase fez a mulher explodir, se não fosse a intervenção de Elle:

- Mamãe! E quanto aos convidados? Como ficaram as coisas?

Jane respirou fundo e mudando para um tom esnobe falou:

- Felizmente houve tempo para avisar à todos que a cerimênia estava sendo "temporariamente" adiada. - Houve muita ênfase nas duas últimas palavras. - Inventamos uma desculpa, dizendo que o carro em que você vinha do salão bateu num cruzamento e, mesmo que nada de grave tivesse acontecido, você ficou em choque. Enfim, foi dito a eles que não havia condições da noiva subir ao altar. Felizmente todos acreditaram e foram até solidários.

- Nossa, parece que você pensou em tudo. - Elle usou um tom baixo e acuado. Kamus estava impressionado com o comportamento da garota. Como ela podia se mostrar tão esperta e determinada em alguns momentos e em frente à mãe, ser tão submissa dessa forma? Sem dúvidas, Jane Richards era uma verdadeira bruxa manipuladora.

- Ah meu amor! Fui obrigada a usar desse artifício para evitar que o nosso nome caísse no pior tipo de comentário! - Agora o cinismo de Jane beirava o absurdo. - Você simplesmente desapareceu! O que eu poderia fazer?

Com a cabeça baixa e o tom mais baixo ainda, Elle esboçou uma resposta:

- Eu precisava pensar um pouco.

- Nada justifica a sua falta de decoro diante da situação! - Jane falava de uma forma rude com a filha. - Alguém na sua posição deve manter a classe sob qualquer circunstância!

Aquilo já era demais! Como Jane podia tratar a filha daquela forma! A garota passara por momentos difíceis. Por Atena, ela viu o noivo com outra na cama, no dia do próprio casamento! Kamus estava pronto para intervir naquele discurso sem sentido quando o Sr. Richards entrou na sala de jantar, chamando para sí a atenção de todos:

- Falei com o meu advogado. Ele falou que, felizmente, há um solução simples para esse caso. Ele ingressará com um pedido de anulação de casamento hoje mesmo. Tudo o que vocês dois precisam fazer é comparecer em audiência e apresentar duas testemunhas, que comprovem perante o juíz o fato de vocês não estarem em seu juízo normal ao realizar o casamento.

- Muito bom. E quando será a audiência? Ele tem alguma previsão quanto à data? - Kamus perguntou, feliz por saber que a solução era tão simples, embora não demonstrasse seu sentimento.

- Como a ação se realizará em New York, ele acredita que demore um pouco mais do que o normal, mas não muito, cerca de uma semana.

O cavaleiro de Aquario não gostou nem um pouco do que ouviu:

- O Sr. disse uma semana? Por que não fazemos tudo por aqui, se há possibilidade de resolver-se mais rápido?

- Eu lamento muito Kamus, mas não posso comprometer minha carreira com uma história dessas. Em New York terei a certeza de que tudo correrá em completo sigilo, sem que eu precise me preocupar com imprensa ou adversários políticos. - O Sr. Richards explicava a situação com a mesma calma que vinha demonstrando.

Elle aproximou-se de Kamus e cochichou em seu ouvido, toda orgulhosa:

- Papai é senador, pelo partido Democrata(2) e pretende se candidatar à presidência nas próximas eleições. Espero que você seja contra a campanha militar americana no Iraque.

- Não se preocupe quanto a isso. - O rapaz respondeu no mesmo tom baixo e dirigindo-se ao senador, falou. - Entendo sua posição, mas não posso esperar tanto tempo, tenho compromissos na Grécia, que não podem ser adiados.

Num tom um pouco rude, demonstrando seu poder de liderança, o político rebateu:

- Que tivesse pensado nisso antes! E, a não ser que tenha uma solução melhor à apresentar, é bom que aceite as condições.

Kamus ponderou e acabou por concordar. De fato, não estava em condição de exigir nada. Era um estrangeiro, num país em que não conhecia ninguém, estava nas mãos daquele homem agora e tudo o que poderia fazer era concordar com o que ele decidia. Maldita hora em que resolveu sair da festa e ir para o bar. Só esperava que Aiolia o perdoasse por não poder ir ao seu casamento, marcado para dalí a cinco dias.

Após esclarecerem alguns pontos pendentes, Kamus resolveu retornar ao seu hotel. Precisava muito de um banho e um tempo para colocar os pensamentos em ordem, isso se conseguisse sobreviver ao interrogatório que Milo certamente estava preparando.

ooooooOOOOOOoooooo

As batidas na porta tinham força suficiente para derrubá-la, mesmo assim, Kamus não se dignou a sair correndo do banho para atendê-la, pelo excesso de barulho e a gritaria do lado de fora, já imaginava quem era o autor da proeza. Desligou o chuveiro com calma, secando-se na toalha e vestindo o roupão em gestos que mais pareciam ser realizados em câmera lenta. Caminhou à passos de tartaruga em direção à porta, respirando fundo antes de abrí-la:

- Kamus! Seu maluco! Cara! Onde você andou a noite inteira? - Milo simplesmente invadiu o quarto, quase atropelando o amigo.

- Bom dia pra você também Milo. - Aquario falou sem muito entusiasmo.

Logo atrás estava Aiolia, que, muito mais calmo, cumprimentou Kamus com um aperto de mão e um tapinha amigável nas costas:

- Fala cara. Tudo bem por aqui?

- Oi Aiolia. - Kamus respondeu ao cumprimento do amigo, fazendo um gesto para que o mesmo entrasse no aposento.

Milo já estava devidamente acomodado no sofá do quarto, esparramando sua presença por todo o recinto, como sempre. Enquanto os outros dois tomavam seus lugares no mesmo sofá e na poltrona ao lado, Escorpião iniciou o já esperado interrogatório:

- Cara! Onde é que você se meteu? Simplesmente sumiu da festa! Eu tentei te ligar a noite toda, só que o celular sempre caía na caixa. Nem sei quantas mensagens eu deixei!

- Todas foram ligações de um bebum. Nem se dê ao trabalho de verificar as mensagens. Fez muito bem em não atender. - Aiolia cochichava o comentário para o amigo, o que não impediu Milo de ouvir as colocações muito verdadeiras.

Ignorando as risadas que os amigos davam de sua cara, o cavaleiro de ouro de escorpião preferiu observar aquário. Tinha alguma coisa diferente naquele cubo de gelo ambulante, e Milo sabia muito bem o que era:

- Kamus! Você tá com uma cara diferente! Você tá sorrindo das piadas do Aiolia! Tem um brilho nesse olhar.

Aquario interrompeu a risada, assumindo uma expressão séria:

- E eu conheço esse brilho! - Agora Milo era todo sorrisos, gráças à conclusão a que chegou. - Você transou ontém à noite!

A raiva começava a expressar seus contornos na face séria de Kamus, o que deixou Milo muito mais feliz com sua conclusão:

- Eu sabia! Eu sabia! Eu te conheço a muito tempo, piscina de peixe. Por mais que você tente esconder, você sempre fica com esse brilho no olhar, com essa cara de quem mandou ver a noite toda! Ein? Ein?

- Eu não noto nada de diferente. - Não bastava o olhar esquadrinhador de Milo, Aiolia também mantinha seus seis sentidos em aquario, tentando perceber a maldita diferença que só existia na cabeça daquele escorpião maluco.

- Diz aí Kamus! Ela é gostosa? Bonitona? Não! Porque você sabe né cara! Se não for boazuda, não vale à pena. - Milo estava se mordendo de curiosidade, arrancaria todos os detalhes de um jeito ou de outro.

Abaixando a cabeça e passando as mãos nos cabelos ainda molhados, numa mirrada tentativa de relaxar, Kamus respirou fundo mais uma vez e voltou à encarar Milo, dessa vez com um olhar de quem não tem preocupação alguma na vida:

- Milo, meu amigo. Ela é tão perfeita... que eu me casei com ela. - As palavras saíram como se o fato fosse a coisa mais comum do mundo.

Escorpião e Leão ficaram em absoluto silêncio, com um sorriso bobo em seus rostos, como quem esperava ouvir outra coisa. Aos poucos, Aiolia foi saindo do estado de torpor mental:

- É... Kamus... isso foi... uma piada?

- Se foi uma piada... eu acho que eu não entendi. - Milo também voltava à realidade.

- Não. Não foi uma piada, vocês ouviram muito bem. - ainda com o ar despreocupado, Kamus resumiu a situação. - Eu tomei um porre ontém à noite e acordei hoje de manhã, casado com uma mulher que eu nem conheço.

Os dois cavaleiros de ouro pareciam dois zumbis, encarando Aquario, sem conseguir expressar qualquer tipo de reação. Nesse momento, bateram à porta e Kamus levantou-se calmamente para atender, deixando os dois rapazes atônitos no sofá.

Era Afrodite, que ao ver Kamus esboçou um sorriso cordial:

- Bom dia Kamus. Que bom que está de volta. Nos deixou preocupados ontém.

- Bom dia pra você também Afrodite. Peço desculpas por isso, não foi minha intenção. - o rapaz agia como se nada estivesse acontecendo, estava cansado daquilo tudo, era melhor encarar a situação com naturalidade. Preocupar-se com aquilo não faria as coisas se resolverem mais rápido.

Convidou Peixes para entrar e este deparou-se com dois mortos-vivos à sua frente:

- O que está acontecendo aqui? Que caras são essas? Kamus, por acaso você os congelou com algum golpe seu?

- De forma alguma Afrodite. - Kamus respondeu ainda calmo, enquanto sentava-se novamente em sua poltrona.

Peixes encarava os dois cavaleiros que pareciam estar catatônicos:

- Vocês podem me dizer o que está acontecendo?

Ainda perdido, Milo respondeu:

- Kamus se casou.

Afrodite soltou uma gargalhada da "brincadeira" que Milo fizera. Só ele mesmo para convencer Aiolia à fazer cara de bobo e dizer algo tão sem sentido achando que faria Peixes cair naquela traquinagem tola:

- Boa tentativa Milo, mas suas brincadeiras já foram melhores.

- Não é brincadeira Afrodite. - Aos poucos Aiolia conseguia processar a informação.

O jovem adorador de rosas sentiu as expressões sérias sobre todos e aos poucos a ficha foi caindo. Com cara de bobo, Afrodite foi lentamente sentando-se na borda do sofá, acabou escorregando e por pouco não cai de bunda no chão. Recuperando a compostura e tomando seu lugar, dirigiu-se à Kamus:

- Então... isso não é uma piada?

Aquario meneou a cabeça num gesto de negação.

oooOOOooo

- Eu não acredito no que estou ouvindo. Sinceramente Kamus, esperava isso de alguém como o Milo, que sempre enche a cara e sai por aí fazendo besteiras. Mas de você? - Afrodite não acreditava no que acabara de ouvir.

- Como é bom saber que você pensa isso de mim...sua bicha! - Milo não pensou duas vezes antes de responder ao comentário de Peixes.

Afrodite rapidamente conjurou uma rosa em sua mão, preparando-se para atacar o outro cavaleiro:

- Por que não tenta repetir isso com uma de minhas rosas sugando todo o seu sangue de barata!

- Tá bom! O recreio já acabou crianças, vamos voltar a falar sério por aqui. - Aiolia acalmou os ânimos do local, e dirigindo-se a Kamus que permanecera calado após contar toda a história, falou. - Então, vai confiar nesse homem? Esse tal de Oliver Richards?

Kamus respirou fundo, ter que confiar num desconhecido para resolver a sua burrada sem tamanho não lhe deixava nem um pouco confortável, principalmente se esta pessoa era um político, odiava políticos:

- Não tenho outra escolha Aiolia. Ficarei aqui até a audiência. Assim que sair a sentença anulando o casamento, posso voltar pra Grécia. Lamento, Milo e eu não poderemos comparecer ao seu casamento.

- Êpa! Péraí! O que eu tenho a ver com isso? - Milo não gostara de ser incluído na frase.

- Você sim! - Kamus dirigiu-se ao amigo como um pai que dá um castigo ao filho. - Se não fosse você me arrastar pra cá, nada disso teria acontecido.

Milo reagiu com muita indiganação, levantando-se e discutindo com Kamus:

- Ei! Você faz a burrada e eu é que sou o culpado? Que eu saiba, o senhor já tá bem grandinho pra saber que não poder sair por aí casando com o primeiro rabo de saia que vê pela frente.

- Acalme-se e feche essa boca. - Afrodite puxou o Escorpião com força, obrigando-o a sentar-se novamente e cochichou em seu ouvido. - Do que está reclamando? Vai para New York de graça, não ouviu Kamus dizer que a moça ofereceu o jato particular e a casa de campo da família para hospedagem?

Rapidamente, Milo recuperou toda a sua alegria:

- Pensando bem, você tem razão Kamus. Eu o coloquei nessa situação e como grande amigo e companheiro que sou, vou ajudá-lo nesse momento tão difícil! - o tom beirava o dramático.

Kamus limitou-se a murmurar um "cínico" para o rapaz.

- Ótimo! Também vou! - Esclamou Afrodite, levantando-se do sofá. - Não quero perder a oportunidade de conhecer aqueles que detém o outro lado do poder no mundo. Aiolia, não se preocupe, mandarei que entreguem o presente de casamento à Marin. Rapazes, é hora da fazer as malas. - Dizendo isso, saiu do quarto todo sorridente.

- Bicha. - Milo deixou escapar a palavra enquanto "espirrava".

- Eu ouvi isso! - Afrodite gritou do outro lado da porta.

Kamus observava a situação jogado na poltrona. Não bastava Elle e sua família, ainda teria que aturar esses dois lunáticos, parece que essa viagem ainda prometia muita coisa.

Obs1: Kamus refere-se ao desenho TunderCats (é assim que se escreve), o qual, espero eu, todos conheçam, caso contrário, vou me sentir muito, mas muito velha... Ah, vai gente, é aquele que vez ou outra o SBT reprisa. Pelo menos uma vez na vida vocês viram o Lion gritar "Espada... Dê-me a visão além do alcance!". Viram...não?...Ai...deixa, vamos mudar de assunto.

Obs2: O partido democrata é a atual oposição ao partido republicano, de Bush. Não sei porque, mas deu vontade de colocar essa questão no fic...trabalhar um pouco com ideologias, etc...ai minhas divagações... Bem, fic tb é cultura.

N/A: Gente, mais um capítulo chega ao fim. Olha, se não gostarem desse capítulo, podem escrever falando. eu mesma sinto que ele ficou meio fraco, sei lá...me parece meio burocrático... sabe aquela parte da história que, mesmo sem graça vc tem q escrever pq se não ela fica sem sentido? E tb me deu uma crise de criatividade tremenda... forcei um pouco o fim do cap. pra não deixar os leitores na mão sem nenhuma atualização. Sei como é ruim vc esperar pela continuação de um fic e nada de atualizarem (tá...isso é uma crítica). Bem. um beijo a todos. Até a próxima!