CAPÍTULO VII
Kamus despertou aos poucos, com os raios de luz que cruzavam o vidro da janela atingindo levemente sua face. Deslisou a mão pela cama, sentindo a maciez dos lençóis de seda. Procurava pelo contato com a pele suave de sua companheira, mas tudo que encontrou foi o vazio do outro lado da cama. Sentou-se rapidamente, vasculhando com o olhar, a enorme suíte, à procura de Elle, no entanto não a encontrou em parte alguma. Decidiu então levantar-se e ir atrás dela. De forma um pouco preguiçosa, começou a recolher suas roupas espalhadas pelo chão, em cada peça que tocava, doces flashs da noite ao lado da moça vinham em sua mente. Com as lembranças, veio a razão e, subitamente, o cavaleiro começou, de fato, a pensar no que tinha feito. Aquilo não deveria ter acontecido! Como deixou que as coisas chegassem a esse ponto? Não deveria ligar-se àquela garota dessa forma!
A noite anterior parecia ter apagado por completo sua vida no Santuário, suas obrigações como cavaleiro. Deixou-se levar pelo momento, sem avaliar os riscos que acompanhariam seus atos. O que fez teria consequencias. Sentia-se um lixo por dentro, Elle estava frágil, sem rumo e ele, agindo como um verdadeiro canalha, aproveitou-se disso para satisfazer um simples desejo. O que faria agora? Não ficaria ali para sempre, precisava voltar para a Grécia, para a sua vida! Sabia que nada daquilo era real. Elle, o casamento, tudo não passava de um erro que precisava ser corrigido. Fora para New York justamente com esta finalidade, sabia perfeitamente que deveria ter se mantido afastado dessa situação, no entanto, fez exatamente o contrário, deixou-se levar pelo momento e arrastou Elle junto consigo.
E agora? Como explicaria à ela? Como dizer que ele não poderia ser seu apoio, que a noite passada foi um erro, algo sem significado? Uma dor de cabeça foi a resposta para tudo. Kamus sentou-se novamente na cama, afundando as mãos nos cabelos, num gesto de cansaço e desespero. Odiava estar assim, odiava ter que passar por isso, odiava sentir esta culpa. Antigamente as coisas seriam tão mais fáceis, se encontrasse Elle a uns 5 ou 6 anos atrás, não teria significado nada, não passaria de uma noite e não teria feito uma besteria sem tamanho como se casar com a garota e ainda prosseguir no erro como ocorreu na noite passada.
Decidiu que era hora de encarar a verdade. Terminou de se arrumar e saiu do quarto, descendo as escadas até chegar na cozinha, onde encontrou uma Elle perdida em meio à fumaça que vinha do forno:
- Elle! - Kamus correu para ajudá-la, mas a moça levantou-se com uma forma cheia de algo que mais parecia carvão, abanando para afastar a fumaça:
- Está tudo bem! É só um...imprevisto. - Elle jogou a forma na pia, olhando para o que deveria ser biscoitos, com uma expressão de derrota. - Os biscoitos passaram do ponto, o leite derramou, as torradas...bem...elas realmente torraram, e quanto às panquecas... Eu nem sei dizer o que aconteceu com as panquecas! - Agora a garota exclamava, sem acreditar no que aconteceu com seu precioso "breakfast" - Como eu consegui estragar um café-da-manhã?
Voltando-se para Kamus Elle falou com um sorriso amarelo no rosto:
- Queria impressioná-lo. Acho que consegui! Você acabou de descobrir como é emocionante viver ao meu lado. Posso incendiar a casa fervendo água!
O cavaleiro não conseguiu rir da pequena piada, estava preocupado demais para perceber as coisas à sua volta, só conseguia pensar em como dizer o que precisava sem estraçalhar aquele sorriso, que se mantinha puro e brilhante mesmo depois do fracasso completo na cozinha.
Elle caminhou até o rapaz. Aproximando-se do seu corpo e enlaçando os braços atrás de sua nuca, perguntou de forma carinhosa:
- Dormiu bem essa noite? - Finalizou a carícia com um beijo suave nos lábios do aquaiano.
Elle sentiu com se beijasse uma pedra de gelo. Nesse momento, toda a alegria que a acompanhava até então, simplesmente à abandonou, algo estava errado. A jovem afastou-se, sentindo que não encontraria naquele corpo, o calor que procurava. Baixando o olhar, preferiu encarar o chão enquanto dialogavam:
- Parece que não acordou com o pé direito hoje, não é mesmo? Pelo visto eu causo isso em você, seus despertares não são tão agradáveis quanto as noites.
- Elle... precisamos conversar. - Kamus resolveu ir direto ao ponto. Não sabia como fazer isso de outra forma, era melhor acabar com tudo ali, enquanto ainda havia tempo.
A loira afastou-se mais ainda, procurando a janela, como se lhe faltasse ar para respirar. Encarando a vista da cobertura, falou:
- Não precisamos. Eu já sei o que vai dizer e sinceramente, não quero ouvir.
- Deixe-me ao menos explicar. - Kamus tentou argumentar, mas o que recebeu foi um olhar furioso e repleto de lágrimas:
- Pra que? Pra você me dizer que foi um erro? Pra me dizer que lamenta muito pelo que houve? Que as coisas não deveriam ter tomado o rumo que tomaram? Que nos deixamos levar pelas circunstâncias? - Respirando fundo, Elle buscou forças para continuar. - Acha mesmo que agimos por impulso? Somos adultos Kamus! - Agora a garota gritava. - Droga! Droga! Droga!
O cavaleiro preferiu calar-se. Estava ouvindo uma verdade que tentou esconder de si mesmo:
- Não me diga que não tinhamos consciência do que estavamos fazendo. Sabiamos perfeitamente o que estava acontecendo. Nada daquilo foi contra a nossa vontade! - Elle apontava para Kamus, como se o acusasse de um crime hediondo. - Não subestime minha inteligência! Agora você vem querer me dizer, resumindo tudo, que ontém não significou nada! Só posso concluir que você é um cretino! Vou recolher minhas coisas, tenho que voltar para a casa de campo, mamãe me espera.
Dito isso, Elle saiu como um furacão da cozinha, deixando o cavaleiro sozinho ali, remoendo suas palavras. Não! Ele não quiz se aproveitar dela por uma noite e depois dispensá-la. Não era isso. Tratava-se de outra coisa, que ele recusava-se a admitir para si mesmo. Não poderia estar gostando de Elle, isso não. Mal a conhecia, dois dias não eram suficientes para ficar apaixonado. Então preferiu terminar com tudo antes que aquela maldita sensação que tinha quando estava com Elle aumentasse. O resultado foi catastrófico! Agora Elle o odiava, acreditando que ele não passava de um aproveitador.
ooooooOOOOOOoooooo
O BMW cruzava a estrada em alta velocidade, afastando-se rapidamente da região urbana. Elle descontava toda a sua raiva no acelerador do carro. Estava indignada, decepcionada, tinha vontade de gritar, explodir, estava completamente fora de si, não cabia-se em tanto ódio. Depois da discussão, ou melhor, do monólogo explosivo que teve com Kamus, na cozinha, correu até o quarto, jogando tudo o que precisava numa bolsa média, juntou as chaves do carro e passou voando pela porta, trombando com o aquariano na escada. Os olhares se cruzaram e a raiva brotou mais intensa dentro da garota. Numa tentativa de manter-se firme, falou:
- A chave está lá embaixo. Tranque tudo antes de sair.
Cotinuou em direção à saída, sem olhar para trás, se o fizesse, desabaria num choro compulsivo. Ele não disse nada, nenhuma palavra fora pronunciada e para Elle, era melhor assim, sentiria mais ódio ainda se ouvisse sua voz. Quem aquele cretino pensava que era? Se achava tão bom assim, que poderia aparecer em sua vida já abalada e destruir tudo logo de uma vez?
O peito doía, uma dor que nenhum remédio poderia acalmar. Como poderia ser tão emotiva? Por que deixava-se envolver dessa forma? Por um curto espaço de tempo, Elle até pensou que as intenções de Kamus não fossem tão ruins. Para o rapaz, Elle foi a diversão de uma noite, nada mais, e pode ter pensado que para ela, as coisas fossem da mesma forma. Talvez ele não quisesse que terminasse assim, talvez esperasse que ela entendesse e pensasse da mesma forma. Mas ela não era assim!
Era emotiva, envolvia-se de corpo e alma em tudo, não desistia das coisas, mesmo quando pareciam destinas ao fracasso, como fora sua relação com Joshua. Sempre se envolveu com facilidade, seu pai costumava brincar que nem o "Exercito da Salvação"(1) tinha um coração tão grande quanto o seu. E foi justamente este coração, grande, mole, que se feriu mais uma vez, por deixar-se levar.
Droga! Por que tinha que ser assim? Por que tinha que se sentir tão bem ao lado dele? Em anos de namoro com Joshua, nunca sentira o calor, a ansiedade, aquela confusão de sensações que a invadiam quando estava ao lado de Kamus. Estava apaixonada, sabia disso, mesmo o conhecendo tão pouco.
Perdida em seus pensamentos, Elle só foi se dar conta que chegara em casa quando quase atropelou o jardineiro. Parando o carro próximo à porta da mansão, desceu rapidamente e entrou na casa, disposta a passar por todos como um furação e simplesmente ignorá-los. Não queria dar satisfação à ninguém. No entanto, foi detida por uma visão terrivel:
- Joshua! - Alí, sentado na sala de visitas, estava seu pior pesadelo. O ex-noivo a encarava, confortavelmente instalado próximo à lareira.
Levantando-se calmamente, o rapaz de cabelos castanhos e olhos azuis dirigiu-se até a filha do senador, tentando dialogar:
- Como vai Elle? Que bom que chegou. Estava preocupado.
- Fiquei presa na chuva. O que faz aqui? - Elle mal conseguia falar. Estava atônita, a raiva a impedia de pensar. Esqueceu de tudo, Kamus, o mundo à sua volta. Agora só odiava a Joshua.
Com um sorriso político, tentando parecer humilde, Joshua respondeu:
- Vim aqui ontém para falar com você. Como não estava e chovia muito, sua mãe me convidou para ficar.
Típico da sua mãe, Jane não desistia mesmo! Sem muita paciênica, Elle juntou a bolsa que derrubara quando viu Joshua e já ia saindo enquanto dizia:
- Não precisava ter vindo. Não quero falar com você se é isso que veio fazer aqui.
- Elle! Volte agora aqui! - A voz imperativa de Jane ecoou pelo hall de entrada da casa. A mãe aproximou-se da filha e do ex-genro com a calma e frieza costumeiras. Assumindo um tom de voz assustadoramente doce, continuou:
- Querida, Joshua a esperou até agora. Não vai deixá-lo aqui plantado por mais tempo, não é? Seja educada e fale com ele. - Dirigindo-se para Joshua falou. - Podem conversar no escritório, ninguém os interromperá lá.
Elle largou com força a bolsa, sobre a escada de mármore. Esse era o único gesto de protesto que lhe fora permitido. Caminhou com passos duros até o escritório, fechando a porta com força assim que o rapaz entrou.
Joshua puxou uma das cadeiras, fazendo gesto para que ela se sentasse:
- Sente-se, assim poderemos conversar mais à vontade.
Visivelmente irritada, Elle respondeu ríspidamente:
- Não vou me sentar, essa conversa vai ser bem rápida!
Vendo que perdeu o primeiro round, o futuro senador mudou sua tática:
- Conheci os amigos do seu... bem... conheci Afrodite e Milo. Eles parecem não gostar muito de mim. Me trataram como se eu fosse o intruso da história...
- Por que não vai direto ao ponto Joshua? Não veio aqui para comentar o comportamento dos meus convidados, não é mesmo? - Elle já não suportava mais. Queria sair dali, correr, fugir para outro lugar, para outra pessoa... Já não estava mais brava com Kamus, ele não tinha culpa de nada. O responsável por tudo o que acontecia estava bem ali, na sua frente. Joshua era o culpado.
- Tudo bem... - Tomando fôlego e buscando o ator dentro de si, Joshua começou com o seu melodrama. - Eu sei que o que fiz foi errado. Pisei na bola! Fui um idiota, um estúpido. Coloquei tudo a perder. Mas...Elle...eu te amo! Não consigo parar de pensar no que fiz a você, em como te magoei. Se eu pudesse voltar no tempo, jamais faria uma besteira como aquela. Olha, a Kate não significou nada pra mim, eu juro!
Aproximando-se de Elle, o rapaz segurou seu rosto entre as mãos, mantendo contato entre os olhares:
- Vamos esquecer tudo o que aconteceu. Vamos apagar esse episódio lamentável e recomeçar nossas vidas... Quero retomar nossos sonhos Elle. Quero que você seja minha esposa!
oooOOOooo
Kamus entrou na casa apressado. Vira o carro de Elle estacionado próximo a porta da frente e achou melhor apressar-se, queria juntar suas coisas e sair daquele lugar o quanto antes. Ao adentrar o hall, deparou-se com Milo e Afrodite grudados na porta do escritório:
- O que estão fazendo ai?
- Shiiii! - Os dois pronunciaram como uma ordem para que Kamus se calasse.
Irritado, o cavaleiro aproximou-se brigando com os dois:
- Não me mandem calar a boca e como podem ficar aí bisbilhotando a vida dos outros!
Conseguindo ficar mais irritado ainda que Kamus, Milo afastou-se da porta num rompante e apontou o dedo para o amigo:
- Não estamos bisbilhotando a vida de ninguém! Estamos cuidando dos seus interesses! Sabe quem está ali dentro? Elle e adivinha com quem! Joshua!
- O que? - Kamus não gostou nem um pouco do que ouviu. Mas assumindo uma expressão séria, falou:
- Desde quando isso é do meu interesse?
- Shiii! - Mais uma vez Afrodite fez o gesto de silêncio, queria ouvir o que o casal falava. - Ele a convidou para sentar-se, mas ela recusou, disse que a conversa vai ser rápida. - começou então à narrar o que ouvia.
Por outro lado, Milo, com uma expressão séria, poucas vezes vista em seu rosto, puxou Kamus pelo braço, arrastando-o escada acima, até chegarem no quarto onde o aquariano estava hospedado:
- O que foi que aconteceu? A Elle chegou aqui soltando fogo pelas ventas! O que fez pra ela?
- Não é da sua conta. - A resposta veio fria e cortante. Kamus fechou a porta e dirigiu-se até uma cadeira, onde estava sua mala, começando a guardar suas coisas.
Revoltado por ter sido completamente ignorado pelo amigo, Milo o puxou novamente, dessa vez pelo colarinho da camisa, obrigando-o a encará-lo nos olhos:
- Escuta aqui cara! Vai falar ou não o que houve?
- Me solta. - Kamus não alterou o tom de voz e o olhar continuou gélido. Sem muita opção e tentando não começar uma briga, Milo o largou.
Arrumando a camisa, Aquario falou:
- Junte suas coisas, vamos sair daqui e ir para um hotel até que o dia da audiência chegue.
- Você fez besteira não é? - Milo pouco ligou para o que o amigo dizia. - Dessa vez, bateu seu record. Em 24 horas você estragou as coisas duas vezes. Parabéns! Me surpreendeu.
Kamus continuou ignorando a lição de Milo, voltou a guardar suas coisas. Mas Escorpião não desistiu, pela primeira vez na vida estava certo e aquele cubo de gelo, cabeça dura estava errado!
- A Elle chegou aqui mal e pra piorar as coisas, tá lá em baixo, trancada com aquele filho da puta, "conversando"! Conversando que nada! Aquele maldito tá lá fazendo a cabeça dela pra voltarem e ele vai conseguir! Sabe por quê? Por que você à magoou! Ela esperava apoio de você e recebeu um belo pé na bunda. Eu te conheço à tempo suficiente para saber que você agiu como um canalha, não é mesmo? Dormiu com ela, se arrependeu depois e a dispensou! Tô no caminho certo Kamus?
- Já chega! - Com uma raiva fora de ocntrole, agora era Kamus que pegava Milo pelo colarinho. - Quem é você pra falar assim comigo ein? Não tá nem aí pra nada! Trata todas as mulheres como lixo! Não venha me dizer o que eu posso ou não fazer da minha vida!
Milo empurrou o aquariano, afastando-o e evitando assim, ser estrangulado, mas ainda firme, falou:
- Eu sou seu amigo cara! Tô tentando te ajudar. Tô do seu lado como você sempre esteve do meu!
Arriscou-se a colocar a mão no ombro de Kamus e continuou:
- Deixa de ser cabeça dura uma vez na vida e me escuta. Você gosta dela, eu sei disso. Te conheço à anos e nunca te vi assim. Você tá até sorrindo ultimamente!
Kamus virou o rosto para não encarar Milo, ou melhor, não encarar a verdade:
- Não posso gostar de alguém que mal conheço Milo.
- E desde quando amor tem validade? Podemos conhecer alguém a vida toda e não sentir nada ou encontrar uma pessoa na rua, e de repente estar apaixonado! Isso acontece cara! - O mestre da casa de Escorpião usava um tom camarada, numa tentativa de tocar o coração do outro.
- Estou ouvindo isso de um cara que dorme cada noite com uma mulher diferente. O que você sabe sobre amor? - Não era bem essa a resposta que Milo esperava.
- Faça como quiser então! - Milo saiu porta à fora deixando bem clara sua raiva com o aquariano.
Kamus voltou-se para sua mala, jogando as coisas com força dentro dela, como se isso fosse capaz de apagar o que o amigo lhe disse. Terminada a "arrumação", fechou a bagagem, carregando-a para fora do quarto.
Ao chegar no hall, o cavaleiro se deparou com Joshua, que saia tranquilamente do escritório. O rapaz de cabelos castanhos cruzou por ele, cumprimentando-o com um "bom-dia" cínico e um sorriso de vitória no rosto.
Kamus controlou-se para não socá-lo ali mesmo, até arrancar todos os dentes de sua boca. Preferiu apertar a alça da mala, à ponto de esmagá-la, esperando assim dissipar essa vontade. Olhou para o escritório, que estava agora com a porta aberta. Pôde ver Elle sentada em uma das cadeiras próximas à mesa, encarando o nada. Caminhou lentamente, até chegar no batente da porta, chamando assim, a atenção da garota.
Com um olhar perdido e vazio, Elle observou a mala que o marido carregava. Triste e derrotada, falou:
- Você vai embora?
O silêncio durou alguns segundo, até que o subconsciênte de Kamus tomou as rédeas, fazendo-o largar com força a mala no chão e obrigando-o a falar:
- Não.
Elle levantou-se e num ato desesperado, saltou sobre o cavaleiro, abraçando-o.
(1)Exercito da salvação: ONG existente no mundo todo que presta assistência aos mais pobres.
N/A: Ah! Gente...que capítulo meloso...eu sei...E totalmente sem noção! Super novela mexicana né! Mas o que eu posso fazer, simplesmente brotou da minha mente! Nossa! Sem comentários!----- Agradeço a todos os Reviews! Adoro todos vcs! E vcs adoraram o cap. passado né,...seus safadinhos...hehehe...Brincadeirinha...tem mais...prometo. B-jos e até lá.
