Nota
de Kater: Ok, sobre esse capítulo: ele é longo.
Realmente longo. Tive que dividir em dois. E vocês sabiam que
existem alguns jaters que se auto-denominam Copuladores? Por causa
daquela cena, logo no início da 1ª temporada, quando
Charlie disse que eles estavam "copulando verbalmente".
Este
capítulo é dedicado a eles.
Capítulo 8: A Surpresa de Manga/ Até em seus sonhos
Sawyer
estava tão ansioso para ver seu filho de novo que ele correu
até o acampamento como se as armas não pesassem nada.
Por alguma razão estava convencido de que, uma vez que o
tivesse em seus braços e olhasse para ele, saberia seu nome.
Subitamente lhe ocorreria. Exatamente como deveria ter acontecido
quando o segurou pela primeira vez, segundos depois de ter
nascido.
Mas, exatamente como tinha acontecido então,
quando ele o segurou agora, lhe deu um branco. O nome não
tinha nem passado pela ponta da língua. Ele olhou para seu
filho e não tinha a menor idéia de qual seria seu nome.
Mas, não havia tempo para se preocupar com isso agora. Jack estava fazendo uma festa na praia e todos eram esperados lá.
Ele havia descoberto a gravidez de Ana Lucia há poucas horas atrás, mas era mais do que o tempo suficiente para Jack organizar uma alegre celebração. Afinal, eram excelentes notícias - seu esperma estava vivo e nadando! E, oh, sim, Ana Lucia ia ter outro bebê. Muito a se celebrar.
Os ilhéus haviam se reunido mais uma vez na praia, pouco depois de Sawyer e Jack voltarem de sua missão de resgate e todos estavam contribuindo com alguma coisa. Sayid havia arrumado as tochas em volta do acampamento, Charlie trouxera sua guitarra para fornecer a diversão musical, Hurley levou seu teatrinho de fantoche feito de meias para as crianças e Locke estava fazendo animais de balões do que, naquela manhã, tinha sido o mais novo avanço em matéria de contraceptivos na ilha.
Sawyer não estava levando nada além de seu filho, mas Kate carregava com ela uma tosca tigela feita de côco, cheia de sua especialidade: Sopa Surprise de Manga.
"Parece que eles têm muita comida aqui," disse Sawyer, inspecionando a praia e os participantes da festa.
"Você, provavelmente, não precisava ter feito a sopa."
Não, ela realmente, realmente, não precisava ter feito a sopa. A sopa conseguia deixar Sawyer doente toda vez que ele tomava. Kate não sabia nada disso, já que ele a tomava até o fim e lhe dizia que estava deliciosa, toda vez. Mesmo na primeira vez que ela fez, quando somente uma colherada havia passado por seus lábios antes dele cuspi-la violentamente.
"Você tá tentando me matar?!" ele perguntou, tampando a boca e limpando a língua o máximo possível.
"O que diabo é isso!?"
Ele ficou esfregando a língua por alguns minutos, esperando que Kate respondesse, até que finalmente ele olhou para ela, quando ela não respondeu. Ele pôde perceber uma mistura de vergonha e tristeza delineada em seu rosto.
"É Surprise de Manga," disse ela numa voz baixa, seu queixo tremendo, do jeito que sempre tremia toda vez que estava para chorar. "Você não gostou?"
Sawyer parou de limpar o céu da boca por tempo o suficiente para perceber que sua resposta poderia fazê-la chorar e ele odiava quando ela chorava. E se ele quisesse voltar a transar de novo algum dia, ele teria que mentir.
"Está
delicioso," disse ele voltando a sentar. "É que
tinha uma, uh, mosca dentro."
"Oh!" disse Kate,
aliviada. "Que bom. Pensei que você tinha odiado ou coisa
assim."
"Odiado?" Ele olhou para a próxima colherada como se fosse veneno. "De onde você tirou essa idéia?"
Ela sorriu e colocou as mãos nos quadris, triunfantemente. "Já descobriu qual é a surpresa?"
Ele segurou o líquido viscoso na boca tentando mantê-lo afastado de suas papilas gustativas, embora aquilo estivesse entrando em cada cavidade de sua boca. Infelizmente, ele tinha descoberto a surpresa.
"Peixe." Ele engoliu.
"E leite de peito!"
Não precisa dizer que prendas domésticas não eram exatamente o forte de Kate, mas ela continuava fazendo a sopa, de qualquer maneira. E Sawyer continuava transando. Então, nem tudo estava perdido.
"Eu vou até lá dar um oi pra Jin e Sun. Ver se a gente convence eles de deixar Brooklyn ir brincar com Soon-Yi," disse Sawyer, passando o filho para o outro braço e olhando através da praia até onde o casal de coreanos estava.
"Boa idéia," respondeu Kate. Pelo canto do olho ela pôde ver Ana Lucia vindo em sua direção e ela olhou em volta desesperadamente tentando encontrar uma desculpa para evitá-la. Sawyer já estava a meio caminho na praia e não havia ninguém perto o bastante para ela começar uma conversa. Era tarde demais, de qualquer forma. Ana Lucia já estava na frente dela.
"Hey, Ana Lucia!" disse Kate, num falso entusiasmo.
"Kate," respondeu Ana em saudação.
As duas mulheres estavam longe de serem as melhores amigas. Elas tinham algumas coisas em comum, entretanto. Ambas tinham dado à luz crianças com uma semana de diferença entre elas. E ambas eram mulheres. Bem, as similaridades iam até aí, na verdade. Em todo caso, suas experiências compartilhadas na ilha não haviam mudado a maneira de como elas encaravam uma a outra.
E a maneira como elas encaravam uma a outra realmente pesava no porque delas não serem amigas. Ana encarava Kate como uma fugitiva que precisava ser apanhada. E Kate encarava Ana como uma tira que precisava ser evitada. Essa era uma das razões pela qual Kate passava tão pouco tempo com as outras mulheres. E uma das razões pela qual nunca permitiam que Ana Lucia ficasse perto das armas.
"Um outro bebê!" disse Kate. "Que maravilha."
"É," disse Ana sem entusiasmo. "Mas acontecem."
"Oh!" Muito embora o entusiasmo de Kate fosse falso, este já estava começando a acabar. "É um ponto de vista."
"Não, Kate, é o único ponto de vista," continuou Ana Lucia. "Todas nós vamos engravidar de novo. É só uma questão de tempo."
Elas ficaram paradas e encararam uma a outra por um momento. Kate olhou em volta para ver se Sawyer estava por perto. Não estava.
"Esta sopa é sua?" perguntou Ana Lucia suspeitosamente olhando a grande tijela nas mãos de Kate.
"É."
"Ou é de outra pessoa?"
"Não, é minha."
"Você não a roubou, não é?"
"O quê?"
"Eu disse, você não faria algo como roubar a sopa de outra pessoa," disse Ana Lucia, enfatizando as últimas palavras. "Faria?"
Não era realmente uma pergunta o jeito como ela dissera aquilo. Era apenas uma afirmação para que Kate ficasse ciente de que ela estava de olho. Mesmo que não houvesse nada para ficar de olho.
"Ana, essa sopa é minha. Eu a fiz para a sua festa."
"Você sabe o que a gente fazia lá na minha terra, com pessoas que roubavam sopa?"
Kate esperou.
"Atirávamos nelas." Os olhos de Ana Lucia arregalarm na palavra 'atirávamos'.
"Sua terra, no México?"
"Los Angeles."
E isso pareceu ser o fim daquela discussão. Ou pelo menos Kate assim esperava. Ela estava quase parabenizando Ana de novo e indo embora para encontra Sawyer, quando a Latina disse outra coisa.
"Sabe, Jack realmente gosta de você." Kate ficou surpresa. Ela não sabia o que dizer a esta alegação. "Vocês dois fariam um belo casal." Ana Lucia apontou para seu botton "Jate is Fate" que se tornara parte de seu vestuário do dia-a-dia. "É só dizer uma palavra que eu arranjo as coisas."
"Eu estou com Sawyer."
"Ele sonha com você o tempo todo."
"Perdão?"
"Eu sei por que subitamente ás três da manhã eu acordo com ele gritando o nome 'KATE' no meus ouvidos." Seus olhos arregalaram quando mencionou o nome de Kate, exatamente como tinha acontecido com a palavra 'atirávamos'.
"Você sabe o que é ser acordada quase toda noite, às três da manhã com o seu nome sendo gritado no meu ouvido?"
"Umm."
"E você tem alguma idéia do que é ser 'ninada' de volta ao sono com o som de soluços abafados?"
"Soluços?"
"Culo!" disse Ana Lucia. "Ele chora depois de gritar seu nome."
O
silêncio que acompanhou essa declaração foi
ensurdecedora. Kate, novamente, não tinha idéia do que
dizer. E ela ficou contente, se por isso, a conversa não
tivesse que continuar.
Ela realmente não queria saber nada
mais sobre os sonhos de Jack e ela realmente não queria estar
nessa conversa de forma alguma, mas ela simplesmente tinha que
perguntar. "Se você não gosta dele, porque ainda
está com ele?"
Ana Lucia bufou, do mesmo jeito superior que Jack bufafa deixando você saber que ele sabia muito mais do que você. "Não sou eu que ainda estou com ele," disse ela. "É ele que ainda está comigo. Ele realmente ama aquelas crianças."
Como uma deixa, Jack apareceu aonde elas estavam parada, segurando em seus braços o pequeno José Eko. Ele estava sorrindo como o pai orgulhoso que era, aparentemente esquecendo que seus tesouros haviam perdido a competição da primeira Olimpíada naquela manhã.
"Olhem para esse queixo!" disse ele, admirando seu pequeno filho negro. "É a genética, baby!"
Kate sorriu. Era raro ver Jack somente como um pai feliz, que não se importava em ficar salvando a vida das pessoas ou fazendo Kate se apaixonar por ele. Ela podia apreciar este Jack.
"Isso
é uma sopa?" ele perguntou, reparando na tijela nas mãos
de Kate.
"É. Surprise de Manga. É tipo, minha
especialidade." disse Kate, modestamente.
"Parece
saboroso. Posso provar um pouco?"
Enquanto Kate procurava uma vasilha para servir Jack, e este passava o pequeno José para Ana, Sawyer veio ao encontro deles. Ele estava feliz em contar a Kate que Brooklyn tivera permissão para brincar com Soon-Yi de novo, desde que ficasse com as roupas. Mas, bem na hora que estava para contar as boas novas ele viu que Jack estava se preparando para comer a sopa especial dela.
"Calma aí, Doc. Tem certeza que quer entrar nessa?" perguntou-lhe Sawyer.
"É somente sopa, Sawyer," disse Kate.
"É uma sopa muito forte, amor. Vamos ver se o José aqui gosta dela."
Jack deu uma olhadela na direção de Sawyer antes de lever a colher até os lábios. Ele pôde ver o olhar desafiador do sulista para ele, como se o incitasse a provar e tomar a sopa. Jack achou isso estranho. Até ele engolir a colherada. E aí ele entendeu tudo.
"Gostou?" perguntou Kate.
"Mmmmm," foi tudo o que Jack conseguiu falar enquanto tentava impedir a substância líquida de subir de volta para sua garganta. "Está deliciosa."
Sawyer lhe deu aquele seu sorriso cafajeste, de covinhas, se deleitando no disconforto velado do outro homem. Ele se inclinou e sussurrou "Descobriu qual a surpresa, Hermano?"
"Peixe," disse Jack, melancolicamente.
Sawyer se certificou de que Kate estava distraída e daí sussurrou, no mesmo jeito orgulhoso de Kate quando ela lhe contou, "e leite de peito!"
Mas, ao invés dessa pequena informação ter o efeito negativo que Sawyer esperava, Jack pareceu pensar que esta era a melhor das surpresas. Ele esqueceu sua colher, pegou a tijela com ambas as mãos, colocou os lábios e começou a engolir toda a Surprise que conseguia.
Se Sawyer adivinhou que Jack achou a sopa inesperadamente deliciosa, por que de uma forma tortuosa e doentia,
continha alguma parte do peito de Kate, então ele estava certo.
"Me passa essa tijela, Amor!" ordenou Sawyer. Não havia como ele deixar Jack parecer o herói que tinha adorado a comida de Kate, quando Sawyer tinha se esforçado tanto para não detestá-la.
Ele passou Brooklyn para Kate em troca da tijela cheia de sopa e sentou em frente de Jack, pronto para virar o bagulho.
Rapidamente aquilo se transformou num tipo de competição entre eles, enquanto os dois se encaravam, bebendo a Surprise de Manga. Jack estava ganhando facilmente.
Bem quando ele estava à frente por segundos, ele foi interrompido por Locke que estava parado, como sempre, a cinco metros de distancia.
"Parem de comer!" ele gritou. Ele ergueu a cabeça e esfregou seu brilhante escalpo como que procurando pelas palavras certas: "Amanhã! Será a próxima competição."
Todos o escutavam atentamente.
"Amanhã veremos. Qual bebê. Fala primeiro!"
Ele começou a ir embora e bem quando todos estavam voltando para se divertir na festa, ele se virou e gritou, "Nós não somos as únicas pessoas. Nessa ilha que pode falar. E todos nós sabemos disso!"
---------------------
2ª
Parte
Todos no acampamento estavam adormecidos nesta alta
madrugada, mas poucos estavam sonhando. Jack jazia em sua cabana, ao
lado de Ana Lucia, sonhando com Kate. Não era raro para ele
sonhar com ela, entretanto.
De fato, uma noite sem pensamentos
sobre Kate passando por sua cabeça era, basicamente,
desconhecido para ele à essa altura. Mas, este sonho era
diferente. Era melhor. Talvez fosse a Surprise de Manga que houvesse
sido o gatilho, ou mais especificamente o que 'estava' na surprise de
manga. mas, de qualquer forma, Jack teve o mais agradável dos
sonhos, nesta noite.
Se passava em sua cabana, somente Ana Lucia e seus filhos não estavam presentes. Estavam apenas Jack e Kate na posição mais sexy que ele possivelmente podia cogitar, sentados em frente um ao outro, olhando nos olhos um do outro. Em seu sonho, Jack estava realizando sua maior fantasia. Em seu sonho, ele e Kate estavam copulando verbalmente.
"Estou tirando sua camisa," disse Kate, olhando diretamente para Jack. Claro que Kate não estava realmente tirando a camisa dele. Eles estavam apenas 'verbalmente copulando', afinal de contas. Tocar estragaria toda a coisa verbal. E onde estaria a graça disso? Simplesmente não era o maneira Jate.
"E agora você está sentindo meus abdominais duros como pedra," continuou Jack para ela.
"Oh, yes," disse Kate, com uma expressão mortalmente séria em seu rosto. "Eles são mesmo duros como pedras."
"Kate, você simplesmente não adora caras com peito peludo?" perguntou ele em seu sonho. "Olhar para meu peito peludo não te deixa louca?"
"Sim" respondeu Kate. "Um peito peludo é extremamente sexy."
"E nem um pouco vulgar."
"Não, nem um pouco vulgar."
Jack estava adorando muito esse sonho. Ana Lucia podia perceber por que ele se virou em seu sono com um sorriso idiota no rosto, murmurando o nome de Kate. Logo, ela previu, ele iria gritá-lo em seu ouvido. Muito embora ele dormisse estritamente um metro e meio afastado dela, ela inevitavelmente acabava encontrando ele a um centímetro de seu ouvido, gritando o nome de Kate tão alto quanto podia. Era como um relógio suíço.
Ela enterrou a cabeça debaixo de travesseiro em antecipação.
"E agora," continuou Jack em seu sonho para Kate. "Eu vou tirar sua camisa e vou senti-la toda." Suas mãos, mesmo em seu sonho, continuavam imóveis ao lado de seu corpo. Mesmo em seu sonho.
"Seus peitos são ótimos," disse Jack. "E, falando de um assunto totalmente diferente, você me lembra a minha mãe."
Kate sorriu em seu sonho. "Claro que lembro." Disse ela. "E agora, vou tirar suas calças. Eu adoro cuecões brancos, José."
"Me diga que elas são masculinas."
"Oh, elas são definitivamente masculinas."
De alguma
forma, embora Jack já tivesse tirado o sutiã de Kate,
ela tinha conseguido, depois de tantos anos usando um, ficar entalada
nele.
"Me ajude, Josè! Estou presa!"
Jack respirou fundo e piscou. Do jeito que ele fazia toda vez que estava para salvar uma pessoa. "Não se preocupe, Sardenta. Vou salvá-la. É o que eu faço."
"Não me chame de Sardenta." estalou Kate. "Eu detesto esse nome."
"Eu sabia!" ganiu Jack, excitamente. "Agora, tire minha roupa de baixo."
Foi o que Kate fez. Ou pelo menos o que ela disse que fez. Novamente, copulando verbalmente.
"Ok, estão tiradas."
Jack sorriu orgulhosamente. "Então, o que você está vendo, baby?"
"Bem, é ok, eu acho," ela respondeu.
"Quando você diz 'ok' você quer dizer 'acima da média'?
"Bem, talvez um pouco abaixo da média," respondeu Kate. "Eu achava que seria maior."
Mesmo em seu sonho.
"Ok, esqueça isso," disse Jack. "Me fale mais sobre meu peito peludo."
Este sonho estava deixando Jack muito, muito quente. Do outro lado do campo, em sua própria cabana, Sawyer estava tendo um sonho similar. Bem, na verdade era exatamente o mesmo sonho. E ademais, não era bem um sonho, era um pesadelo.
Por que estaria ele tendo o sonho molhado de Jack? Sò Deus saberia. Mas, talvez tivesse algo a ver com o Surprise de Manga.
Ele estava chegando bem na parte do cuecão branco, quando acordou num pulo. Era seu sub-consciente tentando salvá-lo de toda a extensão da cópula verbal de Jack e Kate.
Ele se curvou, o suor pingando de sua testa e vomitou. E pela primeira vez não foi por causa da sopa.
Bem, talvez um pouquinho.
De volta ao sonho de Jack, do qual ainda não acordara, ele e Kate ainda estavam no verbalmente.
"José, você está me vigiando?" perguntou-lhe Kate.
Esta questão sempre assombraVa os sonhos de Jack, não importava o que ele e Kate estivessem fazendo. Fôra a pergunta que ela lhe fizera alguns dias depois que se encontraram e ele estupidamente dissera que não a estava vigiando. Ele ainda não entendia por que disse aquilo. E ele sabia, sem sombra de dúvida, que fora nesse ponto que estragara tudo com Kate.
"Pode acreditar que estou te vigiando," respondeu Jack.
"Bom" respondeu Kate. "Eu adoro um cara que me vigia enquando conversa e transa comigo ao mesmo tempo."
"Este sexo é mesmo muito, muito bom," disse Jack.
Eles estavam sentados a uma boa distância e suas mãos estavam desfalecidas ao lado deles, nem ao menos se mexiam.
Mesmo em seu sonho.
"Finalmente!" exclamou Kate. "Acabei de-"
O
sonho de Jack foi interrompido por uma voz familiar que não
era a de Kate.
"Jack!" a voz disse. Parecia muito com a
de Ana Lucia.
"Você
acabou de quê?" perguntou Jack : 'sonhe, Kate!' tentando
ignorar a voz.
"José!" a voz soou de novo. Desta
vez Jack parecia mais despertado por ela. Ele tentou focalizar em
Kate mais fortemente.
Seus olhos encontraram perfeitamente sua figura ainda sentada. "Você acabou de quê?"
"Acabei de ficar molhada!"
"Culo!" a outra voz gritou,
finalmente acordando Jack de seu sonho.
Jack estava sentando em um
instante enquanto, instintivamente procurava um caminho direto para o
ouvido de Ana Lucia. No máximo de seus pulmões, como se
seu ouvido fôsse um microfone, Jack gritou "KATE!"
antes de acordar totalmente.
Ana Lucia, certamente ensurdecida,
deu um sorriso debochado e o empurrou. "Estão chamando
por você!" disse ela.
"O quê? Quem?"
"E como diabos vou saber," disse ela, aborrecida. "Parece que alguém está morrendo."
"Alguém está precisando de minha ajuda?" Salvar a vida de alguém era quase tão sexy quanto copular verbalmente.
Quase.
"Agh, sim! Alguém precisa de ajuda, não consegue ouvi-los gritando seu nome?! Já devem estar mortos, na certa!" gritou Ana Lucia. "Uma mulher não pode dormir por aqui?!"
Agora que Jack pensava sobre isso, ele conseguia ouvir seu nome sendo chamado.
Era Kate!
