Nota da Kater: Este é exatamente igual a um monte de finais comuns. Tem um casamento, uma espiada no futuro, a introdução de um novo personagem (a quem eu amo muito, muito), encerra tudo, deixando toneladas de buracos na trama, montes de bobeiras sentimentais copiadas e mais importante do que tudo, é totalmente auto-indugente.
Prova A, uma lista de agradecimentos.

Por que essas lidas merecem ser agradecidas.
Britney Spears, por me mostrar como uma péssima boa mãe parece. Matthew Fox por inspirar José! Jaters por serem jaters! Larry por testar antes e ser a razão dessa fic ser essa fic. Leah por todo o belo apoio e paparico, que foi completamente apreciado. E para todos os outros que tem paparicado, respondido e lido. Aqueles que leram as primeiras linhas e odiaram, aqueles leram grande parte mas pararam, aqueles que apenas começaram a ler - um grande OBRIGADO!

Comecemos o último cap! Grande demais pra prestar...

Capítulo 12: O Fim/ O Início

"E então, depois que eu soltar as duas pombas brancas, vocês me seguem, enquanto eu carrego minha noiva virgem até a área da recepção, na praia.

"Onde diabos você vai arranjar duas pombas brancas?" perguntou Sawyer, parado a alguns metros atrás de Jack.

"Onde ele vai arranjar uma noiva virgem?" Murmurou Kate, de boca meio fechada.
Jack fechou os olhos e suspirou, sua paciência estava por um fio com o tradicional e infalível comentário irônico de Sawyer. Na verdade, Sawyer nem estava tentando ser irônico, apenas estava fazendo uma pergunta relevante.

"Eu não vou falar isso de novo, Sawyer," começou Jack. "Mas, esta não é a primeira vez que eu me caso e, certamente, não será a última. E se eu me lembro corretamente, você nunca se casou e não está casado agora." Ele se virou para olhar para Kate atentamente e lhe lançou um olhar nada sutil de 'escolheu-a-dedo, hem'. Nem ela nem Sawyer pareceram muito contentes.

"Eu sei muito mais do que vocês sobre quase todos os assuntos," ele explicou, se virando para Sawyer. "Mas, especialmente sobre casamentos. Então você se preocupe apenas com suas obrigações como Padrinho e eu me preocupo com arrumar as pombas."

Sawyer, provavelmente mais do que qualquer outra pessoa na ilha, ficou chocado quando Jack lhe pediu para ser seu Padrinho, considerando que eles eram praticamente arqui-inimigos. Mas, junto com a incredulidade e a necessidade de justificativas, veio uma onça de lisonja (foi mais como uma grama de lisonja, mas Sawyer detestava o sistema métrico). E, depois de algum importunamento de Kate, que realmente não queria Jack não casado com outra mulher (qualquer mulher), ele aceitou a posição.
Ele e Jack, junto com todos os outros da ilha, estavam no momento, atulhados dentro da igreja de Eko para o ensaio do casamento de Jack e Ana Lucia. A cerimônia verdadeira teria lugar à mesma hora, no dia seguinte.

Embora tivesse pedido Ana em casamento na noite anterior, Jack não fez corpo-mole para se casar o mais cedo possível (era um homem de ação, afinal). Verdade seja dita, ele adorava se casar, exceto a parte de ser enganado, mas, ele não seria enganado pela segunda vez. Ele era um médico.

No momento em que ele colocou os olhos em Kate pela primeira vez, ele ficou determinado em fazê-la sua esposa. De fato, ele sempre imaginara modos higiênicos e fáceis de propor a ela quando não estava ocupado salvando a vida das pessoas. Sua proposta para namorar mais elaboradamente pensada envolveu ele ficar, deliberadamente, preso num desabamento com Charlie e fazê-la pensar que estava morto, somente para reaparecer pouco tempo depois, abraçá-la e pedi-la em casamento. Ele conseguiu o abraço, mas, quando tentou pedi-la, sua voz estava rouca demais para falar por conta de toda a sujeira e fezes que tinha engolido. Era uma caverna realmente muito suja.

Após o desabamento, ele nunca mais teve outra chance de propor a Kate. Sawyer se intrometeu no quadro e extorquiu um beijo dela e logo Jack percebeu que, quanto mais ele demorou em pedir Kate em casamento, mais ela foi se apaixonando por Sawyer. Então, na noite passada, quando ele propôs para Ana Lucia, ele calculou que, já que Kate tinha escolhido sua claramente óbvia segunda opção, então ele deveria escolher Ana Lucia. Oficialmente.

Noite passada, sendo a primeira vez que Jack tinha estado sozinho com Ana em um ano, ele decidiu fazer tudo oficial com quase as mesmas linhas que ele tinha guardado para a proposta com Kate.

Seu script original seguia mais ou menos assim:

"Kate, eu te amo. Sim, vai levar algum tempo para superar o fato de você ser uma criminosa, mas, eu posso me esforçar. E posso te consertar. Case-se comigo!"

Sua proposta real para Ana Lucia era um pouco diferente.

"Ana Lucia, nossos filhos precisam de pais que estejam casados. Imagine só, o pequeno José dentro de poucos anos, falando que seus pais são apenas Namorado e Namorada. E nós vamos ter outro bebê. Eu sou um médico - posso consertar você. E posso, provavelmente, acabar amando você tanto quanto Kate... Bem, provavelmente não. Mas, ainda assim precisamos nos casar. Sim, vai levar um tempo para superar o fato de você ser morbidamente obesa, mas eu posso me esforçar. Então, casa comigo? Ana? Ana, perguntei se você se casa comigo. Você provavelmente está um pouco chocada risada condescendente. Você provavelmente não acordou hoje pensando que o homem mais lindo da ilha iria lhe pedir para que fôsse sua esposa, mas aqui estou eu. Case comigo! Ana? Ana? Ana Lucia? Ana? Ana? Ana? Ana? Ana? Case comigo. Case comigo. Vai casar comigo? Case comigo. Sou um médico. Case comigo. Case comigo. Case comigo. Case comigo. CASE COMIGO!"

A resposta de Ana:

"ESTÁ BEM! AGORA, CALE ESSA BOCA!"

Eko não se importou com como foi a proposta. Ele estava encantado em ter pessoas em sua igreja. Finalmente. Depois de 12 mortes, mais ou menos, a maioria dos náufragos tinha perdido a fé em quase tudo. Foi um golpe particularmente duro quando Bob morreu enquanto nadava na praia (ele tinha tentado chegar perto da estátua da Virgem Maria na água). Ou o nome era Jim? Um desses dois. Destemidamente, ele prosseguiu com a abertura da igreja com a festa "Faça você mesmo seu próprio bastão", mas para seu desapontamento, apenas Charlie veio.

Eko relembrou esse dia com um sentimentos mistos de carinho e vergonha de quando ajudou Charlie a entalhar seu próprio bastão de Jesus (que acabou virando o bastão de Maria Madalena, já que saiu muito pequeno). Ele ainda se lembrava do olhar de alegria no rosto de Charlie quando lhe contou que ele faria um bom uso do bastão da prostituta.

Mas, hoje no ensaio, bem quando Eko estava para passar os briquetes e surpreender a todos com um sermão sobre os perigos do inferno, Ana Lucia anunciou que estava "cheia de todo esse negócio de casamento" e que ela queria sair da igreja porque ela estava ficando com "coceiras" e como se ela fôsse "pegar fogo" a qualquer minuto.

Jack simplesmente a ignorou até que alguns minutos depois, um leve aroma de bacon permeou o ar. Estava irradiando das costas de Ana Lucia, distorcendo o ar como um radiador super-aquecido.

Ela tinha chegado perto demais da cruz.

Com Ana prestes a entrar em chamas numa construção cheia de madeira e bebida (Ana tinha enchido o banco da frente com álcool para ajudá-la a aguentar o ensaio), Jack decidiu abreviar o arranjo.

Eko ficou observando desamparadamente todo mundo saindo pelas portas duplas, mas, bem quando achava que estava completamente sozinho na pequena igreja, ele se surpreendeu ao achar Kate sentada na cabine do confessionário, aparentemente esperando por ele.

Ele parou em frente de onde ela estava sentada e gastou uns segundos olhando para ela com seus intensos olhos escuros. Kate se lembrou do pequeno José Eko e do jeito como ele tinha olhado para ela na noite anterior. E ela começou a se sentir um tanto desconfortável.

"O que você está fazendo aqui?" perguntou EKo em seu forte sotaque nigeriano.

"Isto é um confessionário, não é?"

"Sim."

Eles se entreolharam por alguns quietos segundos.

"Eu pensei que estas coisas devessem ser anônimas."

"Claro. Perdoe-me," respondeu Eko. "Eu achei que você tinha confundido isso com um banheiro."

"Não," disse ela. "Eu estou aqui para confessar meus pecados. Anonimamente."

"Claro."

Ele se livrou de um rolo de papel higiênico que segurava em sua mão direita e sentou no outro lado da cabine. Separando-o de Kate estava apenas um cortina de contas. Ele, instantaneamente, se arrependeu de ter pedido a Larry, o hippie, para ajudá-lo a construir o confessionário.

"Eu não sei bem como começar isso," disse Kate.

"Diga-me qual foi a última vez que se confessou."

"Nunca," disse Kate. "Sou judia."

Kate, durante um breve período no 2º grau, havia ficado fascinada por religião. Incapaz de se decidir por uma, ela escolheu aleatoriamente uma através do uni-duni-tê. Na verdade, ela tinha contado para que o dedo acabasse parando no Judaísmo. Ela adorava os "costumes". E desde então ela tinha sido um judia devota, exceto por todas as vezes que matara, desafiara a lei, comera comida não-kosher e esquecera de orar. Oh, e quando celebrara o Natal. E a páscoa. Ela adorava ovos de páscoa.

"Oh," disse Eko. "Nesse caso, acho que sei por que está aqui."

"Sabe?" perguntou Kate.

"Sim," respondeu Eko. "Quando eu era uma criança pequena na Nigeria, eu jogava futebol com meu irmão Yemmi. Um dia não tivemos jogadores suficientes. Então não pudemos jogar. Meu irmão pegou a bola e chutou pelo chão. Mas, eu não o acompanhei. Ao contrário, eu sentei no chão e esperei. Sabe pelo que esperei?"

"Não."

"Eu esperei por outro jogador vir jogar conosco. E de repente, depois de 2 horas de espera, uma criança veio até mim e eu lhe disse, 'eu sei por que você está aqui. Você está aqui para jogar futebol"

Eko sorriu sabiamente. Kate simplesmente ficou olhando.

"Então, sim," ele continuou. "Eu sei por que você está aqui."

Kate já tinha começado a se arrepender de ter ido até lá, sabendo que aquela não era a última estória vagamente aplicável que ela teria que escutar. "Ok, Eko, por que estou aqui?"

"Por favor, quando nós estivermos na casa de Deus, gostaria que me chamasse de Padre."

Nisso, Kate se esticou pela cortina e o esbofeteou.

"Desculpe," disse ela. "Reflexo de padre."

Eko ficou confuso, mas, deixou passar, se concentrando, ao invés, em por que Kate estava ali com ele agora. "Você está aqui procurando por perdão por ter incendiado a cabana de Locke."

"Não, nada disso. Ele mereceu."

"Oh," respondeu Eko. "Neste caso, você está para ser perdoada pelo crime pelo qual estava sendo transportada de volta aos Estados Unidos."

"Não. Ele mereceu isso, também."

"Por que então não me diz o motivo de você estar aqui."

Kate inspirou profundamente, criando coragem. "Mentir é pecado, Padre?"

"Quando eu era uma criança pequena na Nigeria, me fizeram uma pergunta e eu não disse a verdade. Em vez disso, eu menti. Como resultado, 4 homens morreram. Quando os homens estavam morrendo, um deles disse, por que você mentiu, te verei no inferno. Então, sim, mentir é um pecado. Você mentiu sobre alguma coisa?"

"Não." Mentiu Kate.

Seus olhos dardejaram de um lado para o outro, evitando o olhar intenso de Eko. Um pequeno silêncio se seguiu, enquanto Kate pensava que talvez ele fôsse ver através dela, sua mentira e começar a bater nela com seu bastão.
Quando nada disso aconteceu, ela continuou.

"Preciso saber se estou vivendo em pecado. Com Sawyer."

"Vivendo em pecado?"

Ela assentiu com a cabeça. "Depois do que Locke me falou sobre ter um filho fora dos laços do matrimônio... e vendo Jack e Ana Lucia prestes a se casarem," ela fez uma pausa, "Parece que eles estão fazendo a coisa certa para seus filhos. E eu acho que devia me casar com Sawyer."

"E Sawyer não quer se casar."

"Oh, não, ele quer muito."

"Ele já propôs para você?"

"Não. Não exatamente."

"Então, como pode ter certeza que ele quer?"

Kate se lembrou de uma vez, não muito tempo atrás, quando ela, Sawyer e seu filho estavam sentados na areia, curtindo o dia juntos. Do nada, Sawyer sugeriu, "a gente devia se amarrar." Kate, sendo pega de surpresa e desejando desesperadamente mudar de assunto, respondeu perguntando qual era a sua cor favorita. (Era preto e Sawyer entendendo essa pergunta totalmente sem propósito, nunca mais falou em se amarrar de novo).

"Tenho certeza," disse Kate a Eko.

"Então, qual é o problema?"

"Sou eu que não quero me casar."

Eko assentiu com a cabeça, "Entendo. Você não ama Sawyer?"

Ignorando a noção, ela disse, "Ele é a melhor coisa que já me aconteceu." Saiu sincero e sem esforço.

"Então, por que você não quer viver numa união sagrada?"

"Eu já passei por essa coisa de casamento e não deu certo. Sawyer é um grande homem e um grande pai. Ele não precisa ser um marido para ser todas essas coisas. Talvez um dia eu mude de idéia," disse ela. "Mas, agora, eu não quero mudar nada."

Eko sorriu. "Quando eu era jovem, na Nigéria, eu quis me casar com uma moça do lugar. Mas, eu também tinha uma obrigação sendo padre. Há muito tempo, na época dos antigos Israelitas, mandaram o Rei Salomão ter apenas uma esposa. Mas, ele tomou para si mais de uma. Causou a queda do seu reino. Eu sabia que um homem como eu não podia se casar. Mas, eu me casei. Como resultado, 18 pessoas morreram. Então, talvez seja sábio você não se casar com Sawyer. Eu lhe dou minha benção para fazer como achar melhor."
Kate, feliz com que ouviu, sorriu para ele.

Uns poucos minutos depois dela sair, quando Eko estava para fazer o mesmo, ele viu Jack entrar e se sentar onde Kate estava sentada antes.

"Jack," disse Eko surpreso. "Você quer combinar mais alguma coisa para o casamento?"

"Não, eu acabei de ver Kate saindo da cabine," disse ele. "Eu preciso que me conte tudo que discutiram. Além disso, eu gosto de ficar sentado no calor residual que ela deixou no banco. Me deixa excitado."

E pegou caneta e papel.

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CAPÍTULO 12 (continuação)

A cerimônia foi linda. Jack e Ana se casaram na igreja de Eko bem cedinho numa linda manhã. O noivo vestia as mesmas roupas com as quais ele havia chegado na ilha (apenas um pouco mais esfarrapadas) e Ana Lucia vestia um casaco branco. Ele não a carregou para a praia como havia planejado (quase pegou uma hérnia tentando), mas, conseguiu soltar as duas pombas brancas. Ou pelo menos o que eles acharam que fossem duas pombas brancas, na verdade eram um casal de rolinhas cobertas pela própria sujeira.

Locke as havia capturado em algum lugar na selva, rastreando-as por suas fezes.

"Como sabia que essas eram fezes de pombas?" Sawyer perguntara.

"Eu posso. Reconhecer qualquer animal. Lambendo. As fezes, James."

Sawyer olhou para ele.

"E lambendo as. aves. Eu posso dizer sua idade. De qual região vieram. E quantos parceiros sexuais tiveram. Em suas vidas."

"Qual parte da ave você tem que lamber para descobrir isso?"

Locke caminhou para longe, sem paciência para lidar com o tradicional e infalível comentário irônico de Sawyer, mas, mais uma vez, Sawyer estava apenas fazendo uma pergunta relevante.

Mas, as pombas (rolinhas) tinham vindo e ido e neste momento, todos estavam na praia aproveitando a recepção e dançando pelo estilo musical de Charlie Pace.

Mesmo que fosse meio chato ficar dançando música de Pink Floyd após música de Pink Floyd.

Mas, tudo parou abruptamente quando Locke subiu no 'palco'.

"Posso ter. A atenção de todos, por favor!" Disse ele numa voz alta que fez com que todos se virassem para ele.

"No caso de vocês não. Saberem. Alguém. Queimou minha cabana!"

Kate tentou manter um rosto inocente enquanto Sawyer colocava seu braço em volta de seu ombro, pronto a defender seus motivos caso Locke começasse com as acusações. Por que, com certeza, ela teve uma boa razão para queimar a casa dele assim. Com certeza.

"Jack. E. Ana Lucia foram hospitaleiros bastante para me deixar. Ficar com eles. Até eu construir um novo lugar para viver!" Ele gritou. "Por que ainda estar. Muito amargo com toda esta situação. Eu decidi encerrar as Olimpíadas. Dos bebês!"

Charlie engasgou.

"E devido à hospitalidade de Jack. E Ana. Eu também decidi. Conceder a todos os seus filhos o primeiro. Lugar por toda. A Competição."

"Ei, isso não é justo!" reclamou Kate.

"Diga isso à minha. Cabana queimada!" gritou Locke de volta. "Eu não sou a única pessoa. Nesta ilha que foi vítima de inexplicáveis atos incendiários. E toooooodos nós sabemos disso!"

"Tendo dito isso," continuou Locke,"Jack, Ana. Congratulações! Que nenhum de seus futuros filhos jamais sejam bastardos."

Quando Locke saiu do palco, Charlie se apresentou para fazer uma declaração própria. Para sua sorte, ele herdou os ouvintes atentos de Locke.

"Eu pensei em tocar na cerimônia de encerramento, " ele começou. "Mas, acho que agora não vai mais rolar, né? A primeira grande chance nessa ilha estúpida. Muito obrigado, Locke."

"Sem problema," respondeu Locke distraidamente.

"Não estamos prontos para apresentarmos o nosso melhor e isto é totalmente inesperado, mas, senhoras e senhores, eu apresento minha nova banda! Drive Shaft 2!"

Hurley, que estava obsequiosamente fazendo o papel de babá para o casamento, trouxe as crianças sob seus cuidados até o palco.

Jack e Ana Lucia, Sun e Jin, e Sawyer e Kate puderam apenas ficar parados e observar enquanto Hurley e Charlie pegavam seus filhos e os posicionavam em lugares do jeito que uma banda de verdade pareceria num palco, e, davam-lhes objetos aleatórios, como galhos, cascas e coisas assim, que eram para ser os supostos intrumentos.

O filho de Sawyer e Kate estava atrás com a bateria.

"Este é o nosso primeiro e único single no momento," disse Charlie à multidão. "Se chama 'Filhos da Escotilha.'"

Kate e Sawyer observaram seu filho bater de seu próprio jeito através da horrenda "música" do jeito que os pais observam o primeiro recital de seus filhos.
"Você sabia disso?" perguntou Sawyer.

Kate fez que não com a cabeça.

"Não quero meu filho no Drive Shaft 2."

Kate fez que sim com a cabeça.

Todos os pais assistiram à performance do mini concerto. Alguns estavam apavorados. Outros orgulhosos, outros muito confusos. Jin e Sun traíram um ar desesperado como se soubessem que todos seus ensinamentos tivessem ido pelo ralo, enquanto observavam sua única filha virar a 2ª cantora do coro na lamentável banda de rock de Charlie.

Sun se aproximou de Kate quando Jin foi falar com Sawyer.

"Olá, Kate."

Kate ficou surpresa ao vê-la parada a seu lado, considerando que apenas duas noites atrás, Sun tinha dito que não eram mais amigas.

"Oi."

"Eu vim para lhe contar uma coisa."

Kate esperou curiosamente.

"Noite passada," ela hesitou e daí sussurrou, "Eu tive o melhor sexo da minha vida."

Kate parou e sorriu "Uau, Sun. Isso é ótimo. Jin se divertiu também?"

"O quê? Oh, Jin não estava lá. Só queria te agradecer. Por falar nisso pra mim. Eu percebo agora que você foi uma boa amiga. Então, obrigada. E desculpe pelo que eu disse na noite passada."

Kate sorriu e concordou. "Sem problema." Ela viu Sun ir com Jin pegar sua filha e presumivelmente salvá-la de uma vida como 2ª cantora do coro.

Hurley havia apanhado todas as crianças de novo sob seus cuidados e Charlie voltou à sua cantoria habitual. Ele atacou um Pink Floyd e tocou uma música lenta dessa vez.

Jack e Ana Lucia pareciam estar se divertindo com a dança. Embora, 'divertir' fosse um termo um tanto amplo, aqui. Na verdade, a 'dança' também era. Mais apropriadamente, Ana estava parada no meio das pessoas com cara de aborrecida, enquanto Jack se contorcia em volta dela, se esfregando contra ela e balançando em volta dela como se ela fôsse um poste. Jack era, obviamente, um talentoso dançarino-de-poste.

Kate pegou Sawyer - cujo estilo de dança lenta consistia em trocar o peso de um pé para o outro pé e balançar bem vagarosamente - olhando para eles com uma estranha expressão no rosto.

Ela cometeu a mais feminina das perguntas:

"Em que está pensando?"

Ele olhou para ela, reajustando suas mãos em cada lado de sua cintura. "Estou pensando que se a Irina Slutskaya ali continuar dançando desse jeito, ele vai acabar quebrando o quadril."

Kate olhou para Jack. "Tenho certeza que Irina Slutskaya é uma patinadora, não um dançarina."

"Esse é meu ponto," disse Sawyer.

Kate riu.

"Você acha que eles vão durar?"

"Diabos, não," respondeu Sawyer. "Se casar foi provavelmente a última coisa que eles deviam ter feito."

O que ela realmente queria perguntar era, 'você acha que nós vamos durar?'
Sawyer pareceu pensar sobre isso. Ele a puxou mais para perto dele até ficarem pressionados um contra o outro. "Eu não quer, jamais, me casar com você," ele sussurrou.

Para o observador casual isto poderia parecer uma coisa mesquinha de dizer, até cruel. Mas, para Kate, foi a melhor coisa que ela podia ter ouvido. E respondeu à sua pergunta completamente.

Ela se apoiou em seu peito e respirou fundo, contente. "Tudo está como deve ser," disse ela. "Eu tenho você e o pequeno..." ela se virou em direção de Hurley e sua turma de garotos, procurando pelo filho. "Qual é o nome dele hoje?"

Sawyer suspirou, numa mistura de fatiga e desespero. "Eu acho que nem tudo está exatamente como devia. Nosso próprio filho não tem nome ainda."

"Não se torture com isso," disse Kate, alisando o cabelo de trás de seu pescoço quando ele abaixou a cabeça. "Um nome que agrade à nós dois logo vai nos ocorrer."

"Quando?" rosnou ele. "Eu consigo dar a todo mundo nessa ilha um apelido diferente a cada dia, mas, eu não consigo pensar em um nome para meu próprio filho."

Ele soltou os braços e Kate deu uma passo para trás, sem perceber o quanto tudo isso estava o deixando entristecido.

"Ei..." Mas, ela não continuou. Ela não sabia o que dizer para fazê-lo se sentir melhor. E Sawyer, olhando para ela, percebeu isso.

"Vou refrescar a cabeça," disse ele. "Passar algum tempo com minhas armas."

Kate se sentiu impotente, observando-o ir. Impotente e só. Até Jack aparecer do nada a seu lado, como se tivesse esperado por todo o dia pela hora oportuna para chamar sua atenção.

"Eu só queria que você soubesse," disse ele. Vigiando Ana Lucia pelo canto do olho, "Não sou do tipo que se casa."

Aparentemente as confissões confidenciais de Eko não eram tão confidenciais.

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Já era noite quando Sawyer voltou para sua cabana. Kate havia estado preocupada, mas, ela sabia que seria inútil procurá-lo. Ele precisava de seu espaço. E uma perturbadora quantidade de tempo com suas armas. E a julgar pelo largo sorriso em seu rosto quando ele entrou pela porta, o tempo com as armas tinha feito bem a ele.

Ela estava sentada na cama, brincando com o bebê, mas, se levantou ao ver Sawyer se aproximando. Sendo o tipo de mãe que era, ela deixou o bebê sentado na cama, desatendido, do jeito como não se deve deixar bebês. Mas, tudo bem. Sawyer - como sempre tinha estado e sempre estaria - estava lá para aparar as arestas. E ele, literalmente, aparou seu filho.

Ele o balançou em seus braços e sorriu largamente enquanto olhava para ele. "Já sei o seu nome." disse ele.

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Padre em inglês é Father, o mesmo que 'pai'. Parece que Kate não gosta mto dessa palavra e tem uma reação forte com ela, kkkkkkk! Pobre Eko!