"…." – Fala do personagem

'…' – Pensamento

Bláblá – Texto escrito

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Nas Paginas de Um Livro

By kalilah

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Capitulo 4 – Tão Próximos; A Chegada…

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Mais 10 crianças morreram no campo de batalha – Dizia o jornal em letras garrafais. Mais a frente na notícia, podia-se ler que muitas crianças eram levadas à força para a guerra sem quaisquer treino militar, sendo presas fáceis para os inimigos.

Mais morte, mais sofrimento, mais sangue inocente que escorria no chão… mas quando é que a guerra iria acabar? Olhou de soslaio para Shaoran… coitado… foi por isso que deixou de falar, o choque tinha sido muito forte… sabia que mais cedo ou mais tarde iria participar na guerra mas não queria… não queria ser mais uma a encher as covas nos cemitérios.

-"Shaoran… acorda" – ela balançou devagarinho o corpo do homem… Hoje iria ser um dia fantástico… Sentia-o.

Lentamente ele abriu os olhos e esboçou um sorriso, como quem diz bom dia!

-"Hoje tenho uma óptima notícia para ti… Á tarde vamos um pouco lá fora! Mas atenção! Tens de te agasalhar… ;)"

Enquanto Shaoran se sentava na cama, Sakura enrolou o jornal e deitou-o fora. Não iria mostrar aquela notícia a Shaoran pois isso poderia atrasar os progressos fisicos e psicologicos.

Depois de fechar as cortinas, foi preparar um bom pequeno-almoço para ele. Depois de Shaoran estar vestido e arranjado e com o pequeno-almoço tomado, Sakura sentou-o numa cadeira de rodas e ambos seguiram para o jardim, que ficava mesmo ao lado da tenda-hospital.

-"Que livro é esse?" – ela perguntou ao ver um livro de capa grossa, negra como a noite, de aspecto velho e amarelado pelo tempo.

É um livro de poemas… Depois vais ler-me uns quantos )

Ao ler o bilhete ela sorriu. Não era qualquer obrigação tomar conta de Shaoran, era como se pudesse faze-lo durante a sua vida toda.

-"Estamos quase lá" – ela disse enquanto empurrava a cadeira de Shaoran. Ao longe podia-se avistar um pequeno rio, umas quantas arvores e dois ou três bancos de jardim. Quando lá chegaram, Sakura pôs a cadeira de Shaoran ao lado do banco para que pudesse sentar-se ao lado dele.

-"Deixa-me ajeitar-te as cobertas" – Ela disse com um sorriso, e com meiguice aconchegou-o. Depois de isso ele rabiscou qualquer coisa no bloco.

Obrigado por tudo o que tens feito por mim… nunca ninguem cuidou de mim com tanta dedicação.

-"Não precisas de agradecer… Então mostra-me lá esse livrinho…" – ela pegou no livro e começou a folhea-lo.

Pagina 58 – Ele escreveu.

Então, calmamente, ela começou a ler o poema:

Tranforma-se o amador na cousa amada,

Por virtude do muito imaginar;

Não tenho logo mais que desejar,

Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está a minha alma transformada,

Que mais deseja o corpo de alcançar?

Em si sòmente pode descansar,

Pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,

Que, como o acidente em seu sujeito,

Assim como a alma minha se conforma,

Está no pensamento como ideia;

E o vivo e puro amor de que sou feito,

Como a matéria simples busca a forma.

-"É lindo Shaoran" – ela disse fechando o livro e olhou para ele. Depois disso, ambos ficaram em silêncio por um longo espaço de tempo, apenas curtindo a paisagem e a sensação que ela lhes proporcionava. Olhou para o seu doente.

Sentia-o triste –"O que se passa Shaoran?"

Ao contrário do que ela pensava, ele não escreveu nada. Apenas olhava para o rio, distante, concentrado nos seus pensamentos.

-"O que se passa Shaoran?" – ela repetiu.

Saudades – ele escreveu, triste.

-"Saudades da tua família Shaoran?" – Ela perguntou.

Ele balançou a cabeça, negativamente. Voltou a rabiscar no bloco.

Da minha cidade… da minha casa… da minha cama principalmente…

-"Q…Queres ir embora… é isso?" – Shaoran voltava a escrever uma resposta… Sakura começava a transpirar… de alguma forma a partida de Shaoran iria deixá-la com o coração despedaçado.

Não… não sou capaz de abandonar este sítio por agora…

-"Porque?" – Sakura agora tremia de ansiedade… mas porquê aquilo tudo?

Fazemos um acordo… eu fico a dever-te esta resposta e tu mais tarde cobras ok?

Sakura ficou pensativa mas concordou com ele… não o queria forçar a nada.

-"Ok… mas eu depois vou cobrar… agora quero ver-te mais alegre… estás cá fora… não era isso que tu querias?"

Ele sorriu.

Novamente houve um grande silencio… talvez com uma duração de meia hora.

-"Já me esquecia… tenho uma coisa para te contar… Depois do almoço, eu vou buscar umas canadianas…"

Ele olhou-a com cara de interrogação.

-"Sim, canadianas… Com muita sorte consegues andar em pé com a ajuda das muletas daqui a uma semana"

Ele respondeu a ela com um sorriso e com a sua mão, fez-lhe um sinal para ela se aproximar.

-"O…ado" – ele esforçou-se muito… era um som arrancado não da garganta mas do coração… Sakura sentia-o… mais algum tempo e Shaoran Li andaria ali a falar com todos em pé, completamente curado. Com a felicidade de ouvir pela primeira vez um esboço da voz de Shaoran, ela abraçou-o entusiasmada, enquanto Shaoran largava uma lágrima de felicidade…

-"Conseguiste Shaoran…" – e com a emoção, ambos aproximaram-se… tão próximos como duas linhas paralelas, tão enfeitiçados um com o outro… Os lábios de ambos tão perto, tão próximos que sentiam a respiração de um do outro, o sabor dos lábios de cada um sem mesmo os terem provado…. Tinham entrado num transe inexplicável, era como se fossem os únicos seres no mundo…

"Tlim Tlim" – Hora de almoço" – Gritou uma das enfermeiras encarregada dos alimentos. Voltou a balançar o sino vezes sem conta para que todos ouvissem e repetiu –"Hora do Almoço, Todos para dentro"

Sakura, ao ouvir o barulho abriu os olhos e como que acordou. Levantou-se rapidamente e disse: -" Vamos almoçar?"

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Dona Tomoyo que hoje tinha folgado, dedicou o seu dia à limpeza da casa. Começou pelo seu quarto, seguindo para a cozinha, pela sala de estar e pelas casas de banho. Apenas faltava a pior de todas as divisões da casa… o quarto de Sakura.

Abriu a porta do quarto da sua neta e o que encontrou já não a surpreendia. A cama toda desfeita, almofadas espalhadas pelo chão, assim como montes de roupas baralhadas, fazendo assim uma enorme balbúrdia. Começou por recolher as peças de roupa do chão e dobrou-as, pousando-as em cima da cadeira.

Depois de uma hora, o quarto de Sakura estava finalmente arrumado, pelo menos até ela voltar da tenda-hospital.

-"Está alguém em casa?" – Ela ouviu, vindo do andar de baixo. Rapidamente desceu as escadas e encontrou a ultima pessoa que ela queria ver…

-"O que fazes aqui?"

-"Mãe, não me dá um abraço?" – A mulher disse pousando as pesadas malas de viagem e abrindo os braços.

Infelizmente Nadeshico tinha chegado para ficar… Com um toque do destino, as vidas de Sakura e Tomoyo iam mudar, mas para pior…

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Ora então Boa tarde P Como estão todos? Eu cá estou óptima P baah ninguém me perguntou mesmo lolol mas enfim P o que acharam deste capítulo? Eu demorei um pouco mais a escreve-lo, porque dediquei mais tempo á minha outra fic, mas não me esqueci de todo desta P E como vos deixei um pouco mais à espera, decidi criar um momentinho especial entre a nossa Saki e o Shao P hum… a Nadeshico chegou À cidade de Junshin… que problemas irá ela arranjar? Lolol nem eu sei ainda P mas prontu… mais uma vez e não é demais repetir, queria agradecer a todos os que me mandaram reviews, nomeadamente as seguintes pessoas: Lunamac; Leila; Rachel; Cleópatracruz; Aggie18; muito obrigado meninas…

Beijitos a todos, inté!

Kalilah