"…." – Fala do personagem

'…' – Pensamento

Bláblá – Texto escrito

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Nas Paginas de Um Livro

By kalilah

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Capitulo 5 – Nova Habitante; Uma visita inesperada.

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-"Está alguém em casa?" – Ela ouviu, vindo do andar de baixo. Rapidamente desceu as escadas e encontrou a ultima pessoa que ela queria ver…

-"O que fazes aqui?"

-"Mãe, não me dá um abraço?" – A mulher disse pousando as pesadas malas de viagem e abrindo os braços.

Infelizmente Nadeshico tinha chegado para ficar… Com um toque do destino, as vidas de Sakura e Tomoyo iam mudar, mas para pior…

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-"Um abraço? O que fazes aqui?" – D. Tomoyo perguntou surpreendida.

-"Eu voltei para casa!" – Ela disse caminhando em direcção de Tomoyo.

-"E o Kennedy?" – ela perguntou ainda atónita.

-"Deixei-o… maldito americano… veja só mãe, ele queria casar comigo!" – ela disse com uma cara enojada.

-"E porque não aproveitaste? Deve ser o único a querer casar contigo" – Tomoyo disse, amarga.

-"A mãe sabe bem que eu não me caso…" – e rapidamente, deixou as malas na entrada e seguiu para a sala de estar, onde se sentou.

-"As pessoas falam Nadeshico" – Tomoyo seguiu-a.

-"E a mim, o que me importa?"

-"Mas será que tu não mudas? Já pensaste na vergonha que eu passo quando me perguntam por ti, se já és casada… Será que não pensas na tua propria filha, que foi gozada estes anos todos por ser filha de uma mae solteira?"

-"E eu tenho culpa do pai dela ser um traste?" – Nadeshico agora olhava para as suas mãos, admirando-as.

Tomoyo ficou a olhar para a sua filha… era a este fruto podre que chamava filha… fora esta a criatura que pôs no mundo?

-"Mas tu não me consegues desrespeitar mais?"

-"Mãe, deixe-se de tretas… preciso de uma casa para ficar… é só por um tempinho… pelo menos até arranjar outro homem e sair desta esplunca"

-"E porque não sais agora?" – Tomoyo levantou um pouco a voz.

-"O quarto continua a ser no mesmo sítio não é mãe?" – ela perguntou. Levantou-se do sofá e subiu as escadas em direcção de uma divisão, sem esperar pela resposta da sua mãe.

-"NADESHICO!" – Tomoyo gritou do andar debaixo, mas já era tarde… Nadeshico já estava instalada naquela casa…

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Nos dias de hoje era dificílimo atravessar a fronteira para Junshin… mas a saudade que tinha pela sua jóia era maior que o medo de morrer…

Olhou-se no espelho, onde viu já um olhar cansado, pele enrugada e um rosto envelhecido. Depois de pentear o seu cabelo, desceu as escadas devagarinho, sem fazer qualquer barulho.

Abriu a porta devagarinho, depois de ter deixado um bilhete a dizer que iria a Junshin… Espreitou para os dois lados e depressa fugiu dali, caminhando em direcção da fronteira.

-"Boas Tardes!"

-"Quem és?" – perguntou um dos três guardas que estava a porta da fronteira.

-"Apenas um mero caixeiro-viajante"

-"E para onde vais?"

-"Para todo o lado e para lado nenhum" – ele respondeu ajeitando os seus oculos.

-"Queres passar a fronteira?" – perguntou o homem mais baixo dos três.

-"Se for possivel"

-"Não! Volta para trás viajante" – disse o mais alto.

-"Por favor, imploro-vos que me deixem passar"

-"Não! Volta para tras caixeiro, a não ser que escolhas a morte"

-"Deixem o pobre homem passar"

-"Duquesa!" – exclamou um.

-"Muito obrigado Duquesa, ficarei eternamente grato"

-"Atravessa a fronteira, rápido, antes que não possas ver a tua jóia." – Ela disse sorrindo.

-"Obrigado Duquesa!" – ele acenou e seguiu o seu caminho. Mentalmente, pensou no que iria fazer, agora que estava em Junshin… tinha apenas umas poucas horas até voltar para Tomoeda. Primeiro iria ver a sua jóia. Caminhou para a tenda hospital e entrou sorrateiramente, procurando por ela.

-"O que faz aqui?" – perguntou uma menina de olhos verdes como esmeraldas…

Ao ver que tinha sido apanhado, o homem apenas olhou derrotado para cima, quando, ao ver a sua jóia mesmo À sua frente, decidiu fingir alguma doença.

-"Não me estou a sentir muito bem menina"

-"Venha comigo" – ela disse levantando o homem do chão e passando um braço deste por cima dos seus ombros. Encaminhou-o até a uma cama vaga, deitando-o e sentando-se à sua frente!"

-"Mas o que sente? Está tonto, Mal disposto?"

-"Neste momento estou bem menina, não se preocupe… preciso de repousar uns momentos."

-"Tem a certeza?"

-"Sim menina, não se preocupe. É enfermeira à muito tempo?"

-"Na verdade ainda não sou enfermeira… mas estou a treinar para se-lo…"

-" E quem te está a treinar?" – ele perguntou desinteressado… apenas queria ve-la ao promenor, ouvir a voz dela… era a primeira vez que falava com ela. Sem descuidar do disfarce, sem que ela visse, ajeitou a peruca à sua cabeça.

-"A minha avó…"

-"Aposto em como ela deve ser bonita como tu…"

-"É… ela e a minha mãe são as mulheres mais lindas que vi até hoje…" – ela disse, com a cabeça na lua…

-"E como se chama a tua mãe?"

-"Nadeshico…"

-"Menina… estou a sentir-me um pouco melhor… talvez fosse melhor que eu fosse andando" – Medo… medo… medo… Porque tinha de fazer aquela maldita pergunta, perguntar por aquela amaldiçoada… ficou apavorado…

-"Mas tem a certeza que já está pronto para ir?"

O nome Nadeshico tinha-lhe provocado um medo repentino… tinha ficado acobardado, tinha medo de ser apanhado por Sakura, tinha medo de voltar a encontrar Nadeshico e de se render aos encantos daquela pérfida mulher novamente…

-"Sim menina, até sempre" – e em passos largos, o homem abandonou a tenda hospital. Iria embora nesse instante. Tirando a peruca e trocando os oculos por outros, o homem dirigiu-se à fronteira, para passar para Tomoeda.

-"Eu acho que já vi este homem antes…"

FlashBack ------------------ FlashBack

-"O teu pai esteve presente Sakura, tu é que não tinhas conhecimento de que ele estava perto. Muitas vezes dei com ele a ver-te brincar no baloiço improvisado que fizemos na árvore… proferia sempre as mesmas palavras… que te amava e que sentia muito não poder dizer-te realmente quem era…"

…..

-"O meu pai… continua a vir ver-me?"

-" … continua minha linda, continua…mas não tão frequentemente como antes! Quando se casou, o teu pai teve de se dedicar mais a família e por isso deixou de vir todos os dias…"

-"Fujitaka Kinomoto"

-"E como posso reconhece-lo?"

-"Bom, sabes o seu nome, por isso só falta veres o seu aspecto físico…" – a anciã procurou na gaveta uma fotografia e deu-a à neta –" Olhos castanhos, cabelo castanho e óculos de aros finos. Veste-se elegantemente apesar de não ser uma pessoa abastada. É muito simpático, meigo atencioso e carinhoso… acho que nisso tu saíste a ele P"

----- --- Fim do FlashBack ----------

Correu o mais que pode em direcção da sua casa, em direcção do seu quarto, daquela gaveta, procurando pela fotografia do seu pai… depois de a ter na sua mão trémula, Sakura não teve mais duvidas… Tinha acabado de falar com o seu pai, Fujitaka Kinomoto…

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Oi… desculpem a minha demora mas tenho más noticias… a escola começa ainda esta segunda feira e eu acho que isso vai atrasar um pouco a postação dos capítulos… enfim… prometo não me desleixar muito ;) espero que tenham gostado deste capitulo e não respondi ainda às reviews do capitulo anterior mas já o faço… beijocas a todx os que acompanham esta história, muito obrigado…

Kalilah