Disclaimer: Não, não, os cavaleiros não pertencem a mim, crianças... Não se enganem! u.u' O responsável pela criação deles é o Tio Masami. Já a responsável pelo que eles fazem nessa fic, aí sim, sou eu...
As duas primas chatas são criações minhas. E eu estou com pena do trabalho que elas vão ter pra arrumar a casa depois desse capítulo...
N/A: Aos navegantes desavisados: Essa é uma fanfic yaoi lemon, com relações sexuais explícitas entre dois homens. Se não gosta, não leia.
O Desafio
Dizer que sentira um calafrio seria um belo eufemismo. Parecia a Kamus que uma mão gelada o segurava pela nuca, os dedos firmes entrelaçados em seus fios de cabelo, erguendo-o do chão sobre um abismo totalmente tentador. Ao mesmo tempo, outra mão gelada, provavelmente o par daquela, fechava os dedos sobre suas entranhas.
Não era ruim. Mas estava o aterrorizando como nenhum inimigo ou frio jamais fizera.
Miro não sabia o que fazer, além de fixar os olhos arregalados e surpresos em Afrodite. Não tinha coragem de encarar Kamus. E se esse fizesse um escândalo, ou sei lá? Aquilo não estava muito fora dos limites da noitada proposta?
- Não enrola, Escorpião! Tá com medo de que, afinal? – Máscara zombou, claramente divertindo-se. Ah, que cena mais rara aquela! O todo confiante Miro sem saber o que fazer! Estaria mesmo o grego apaixonado pelo francês? Era só o que faltava! Não poderia imaginar casal mais irônico. Ou será que... Podia? Olhou para Dite, sem conseguir evitar um sorrisinho.
- Não estou com medo, italiano idiota! É só que... Bom... Deveríamos... Levar em conta alguns... Limites... – Miro tinha plena consciência de quão bizarro aquilo devia estar soando, vindo de sua boca. Ele não convencia nem a si mesmo, quem dirá aos cavaleiros que o encaravam em completa descrença e diversão.
- Olha só, cara. É meio tarde pra impor restrições, não é? – Shura fez um amplo movimento com o braço, indicando os casais presentes na sala. Se até Shaka e Mu cumpriam os desafios nada inocentes que lhes eram impostos, não seria o escorpiano que escaparia deles.
Cada vez mais consciente da situação ridícula que estava se instalando e dos olhares provocantes e ameaçadores dos demais presentes, Miro se ergueu em um impulso. Puxou Afrodite com uma mão e fechou a outra no pulso de Kamus, arrastando-os pelo corredor. O primeiro só queria ver no que aquilo ia dar, e o outro... Também, de certa forma.
Parou na porta de seu quarto. Abriu-a para Kamus, que hesitou um instante e então entrou. Entregou a chave na mão do pisciano e, ouvindo os gritos de aprovação vindos da sala, sussurrou irritado:
- Você me paga, Dite! Devia ter pegado mais leve, droga!
- E qual seria a graça? – O pisciano o encarou como se estivesse doente. Depois deu um sorriso malicioso e o empurrou para dentro de seu próprio aposento, trancando a porta ruidosamente atrás de si e deixando dois cavaleiros completamente perturbados sozinhos.
Miro virou-se para o francês, que se encontrava de pé a alguns metros o encarando. Era tudo que ele sempre quis... Ainda que não exatamente naquela situação. Teria de fazer qualquer coisa para consertar aquilo. Mas era mais fácil concluir do que fazer.
Como poderia dizer "Ah, então. Senta aí, tem umas revistas e uns chocolates aí do lado, a gente pode só ficar batendo papo que ninguém vai perceber.", se haviam acabado de se beijar? E com tanta vontade? Ele estava convencido de que não fora impressão sua. Kamus quis tanto quanto ele. Mas uma coisa era um beijo... Outra era compartilhar a mesma cama. A mente do escorpiano estava uma verdadeira montanha russa, e ele estava entrando em desespero...
- Então... Sua brincadeira fugiu de controle, não é? Creio que não estava esperando terminar nessa situação.
Miro passou a mão nos cabelos, irritado. Kamus e sua imensa sutileza! Não estava tornando as coisas mais fáceis, definitivamente. E ele ainda tinha alguma dúvida das intenções do escorpiano? Mesmo depois de tê-lo beijado daquela forma? O que o francês faria se lhe dissesse que era exatamente aquela situação que ele vinha desejando desde... Não sabia ao certo. Sempre?
- Bem, digamos que fiquei um pouco surpreso... Mas não é como se não pudesse me virar com... 'Essa situação'.
- Estou vendo. – Revidou Kamus, com seu melhor sorriso irônico. Realmente, Miro estava se virando bem, estático daquela forma.
Mas o sorriso do francês desapareceu. Havia sido impressão sua ou os olhos do grego haviam relampejado de forma deliciosamente perigosa?
O comentário fora provocante demais para o grego. O sorriso irônico, perfeito demais. Em poucos passos rápidos, diminuiu a distância entre eles, parando em frente ao aquariano. Levou uma mão ao rosto dele e sorriu ao perceber o susto que ele levou.
- Gosto da sua reação ao meu toque. E eu ainda só estou no seu rosto...
Sentiu Kamus estremecer. Também gostava da reação às suas palavras, mas guardaria esse comentário para si.
Miro estava agindo em um impulso. Sabia que se parasse para pensar racionalmente, ficaria paralisado. Uma voz desesperada gritava em sua cabeça que assim ele poderia colocar tudo a perder. Mas iria ignorá-la. Afinal, Kamus não parecia exatamente incomodado com aquilo tudo, e ele sabia que o francês não havia bebido o suficiente para obedecer às regras de um jogo idiota se não quisesse fazê-lo.
Deslizou os dedos pela face do rapaz, descendo pelo pescoço e parando na nuca. Fechou os dedos nos cabelos macios, e viu Kamus fechar os olhos. Era como se a mão gelada o houvesse soltado... Para dentro do imenso abismo, onde não encontraria mais o chão. Não poderia ser melhor.
O aquariano estava caindo em seus próprios sonhos... Mas, com um pouco de sorte, desta vez não acordaria.
Foi puxado até ficar a milímetros da boca de Miro. Então este parou. Não conseguiu evitar, precisava ter certeza.
- Não é mais um desafio, Kamus. Você não é obrigado a...
- Como se alguém pudesse me obrigar a fazer algo que...
- Eu quis dizer que se você não quiser...!
- Eu quero.
Miro piscou. Deuses, estava mesmo falando com o cavaleiro de aquário? Parecia a confiança deste, mas não podia acreditar que se referia a ele. A querê-lo. Ele, Miro, cavaleiro de Escorpião. Kamus o queria? Pois bem, ele não deixaria que o aquariano mudasse de idéia.
Os dedos ainda estavam entrelaçados nos cabelos azul-esverdeados, mas ao invés de puxá-lo para si, levou os lábios aos dele. Soltou os fios, e o segurou firme pela cintura, colando os corpos. O aquariano suspirou em seus braços, e foi a vez de Miro ficar arrepiado. As bocas se encontravam mais uma vez, e não era como se estivessem preparadas para aquilo. Ainda parecia um choque. Perfeito, avassalador.
Levantou o francês do chão. Este se segurou em seu pescoço por um instante, antes de ser depositado na cama de casal que o escorpiano costumava folgadamente ocupar. Miro permaneceu em pé, o encarando. Passou a mão pelos cabelos outra vez, e Kamus sabia o que aquilo significava. Riu.
- O que foi...?
- Eu que caí na armadilha de um escorpião, e você que está nervoso?
- Às vezes eu também me sinto inseguro, Kamus. - Miro sorriu. Sabia até onde ia sua fama, e não queria decepcionar justamente aquele que mais desejava.
- É bom saber que você não é invencível...
- Bem, eu não disse isso. – Revidou Miro rindo. De fato, lá estava seu cobiçado Kamus deitado em um ninho de escorpião... Que por sinal era seu.
Subiu na cama, sobre ele, os cotovelos ao lado do corpo do francês, apoiados na cama, o mantendo a uma distância razoável... Apreciativa. Kamus tocou seu pescoço, correndo as unhas compridas por sua nuca, e Miro fechou os olhos. O francês continuou a carícia, ainda mais suave, ainda mais provocante, só para ver a expressão de deleite do grego. E este desceu os lábios aos dele, e as mãos ao seu rosto, e aquele era provavelmente o contato mais íntimo que haviam tido até então. A língua do escorpiano, suave e afiada, deslizando na boca do aquariano, provocante como as unhas deste em seu pescoço.
Kamus adiantou-se, levando os dedos aos botões delicados da camisa negra de seda. Miro parou de o beijar para encará-lo. Olhando nos olhos do grego, Kamus abriu o primeiro botão. E o segundo. Mas hesitou ao ver o sorriso sacana de Miro, aquele que ele não agüentava.
- O que foi...? – Murmurou o grego baixinho, ainda sorrindo daquele jeito, para então levar a mão até a do francês, e conduzi-la pelos outros botões. Ao terminar de abrir a camisa, Miro ergueu-se um pouco, deixando a peça de roupa escorregar pelos ombros. E foi com o peito e os braços nus que ele abraçou Kamus, ao deitar-se novamente. E o francês perdeu o ar, porque não conseguia se lembrar desde quando ansiava por aquilo.
Mas não seria Miro quem daria a ele tempo para respirar. Pegou-o pela cintura, mais uma vez, e inverteu as posições, ficando sob Kamus. Era um desejo pervertido e quase maldoso, ele sabia, mas ele queria ver o que o francês faria se o deixasse no comando.
O coração de Kamus estava explodindo na garganta, mas o desejo era maior que o medo, e levou os lábios ao pescoço do escorpiano, apenas roçando, deslizando pelo peito dele, parando em um mamilo e mordendo. Ninguém precisava dizer a ele o que fazer ao deitar-se com aquele rapaz. Ele sabia que desejava Miro com todas suas forças, que queria provar cada milímetro dele, e isso era o suficiente.
Desceu os lábios até a barriga do grego, lambendo-a com a ponta da língua, enquanto a respiração do outro se alterava. Alcançou seu umbigo, o contornou devagar, e continuo descendo. Deslizou a língua pelo ventre do escorpiano, e este ergueu levemente as costas.
Olhou para ele, outra vez apoiado nos seus cotovelos, sempre observando com atenção cada movimento do aquariano, e sustentou o olhar enquanto seus dedos desciam até o zíper da calça dele para abri-la. Os olhos de Miro se arregalaram um pouco ao perceber a que ponto eles já tinham chegado, mas ele realmente queria ver até onde o francês iria.
Abaixou o zíper, e deslizou facilmente a calça jeans escura pelas pernas do escorpiano, até o meio das coxas bem definidas. Beijou de leve a fina peça de baixo, também de seda, e pode sentir o membro pulsando por baixo. Beijou mais uma vez, dessa vez erguendo os olhos... E a visão de Miro provavelmente o deixou tão excitado quanto o escorpiano estava, os olhos fechados, as sobrancelhas franzidas de leve, os lábios entreabertos em busca de ar.
Kamus precisava mais daquilo. Desceu a peça íntima, arranhando as coxas do escorpiano no processo. E este se inclinou suavemente para frente, abrindo um pouco os olhos. Ao encontrar os de Kamus, sorriu encorajador, quase o desafiando.
Tentando permanecer no controle não só da situação, mas de si mesmo, Kamus levou os dedos até o membro do grego, suas unhas deslizando por ele quase sem encostar, da base à ponta. Miro se deixou cair na cama, gemendo baixinho uma única vez. Continuou correndo as unhas compridas muito de leve, enquanto via o escorpiano contendo-se para ficar quieto. Mas não era o silêncio dele que o aquariano queria. Levou os lábios ao baixo-ventre do outro, descendo pelo membro quase sem tocá-lo, até alcançar a ponta novamente, onde parou um instante. Lambeu-a de leve, e Miro fez um barulho insatisfeito.
Kamus não conteve um sorriso. Estava gostando daquela situação mais do que previra. Antes que pudesse se conter, murmurou:
- Peça...
Miro o olhou em descrença. Então riu, o perfeito idiota! Ainda deitado, levou a mão a nuca do aquariano, dando de novo aquele sorriso que o derretia por completo, para então sussurrar com manha:
- Continua... Por favor. Quero sentir sua boca... Aqui. - E dizendo isso, puxou Kamus suavemente em direção à sua ereção. O francês tremeu. Maldito, perfeito, maravilhoso. O que mais podia fazer, além de atender ao pedido?
Kamus fechou os lábios em torno da ereção do grego, deslizando-os até envolvê-la por completo, os dentes do aquariano acariciando toda a extensão do membro de Miro no processo, fazendo-o se contorcer. Então fechou os dedos nas coxas do escorpiano, fincando as unhas nelas inconscientemente e sugando sua ereção.
Tomado pelo prazer, Milo deixou-se cair na cama, gemendo. Mas esse foi seu erro, porque no mesmo instante o aquariano parou o que fazia.
- Continua... – Choramingou o grego, com sua melhor voz de abandono.
Kamus apenas sorriu. Era realmente difícil resistir aos pedidos de Miro, só que ele ansiara demais por aquela noite, para simplesmente terminar tão rápido. Ao perceber que era aquilo que perturbava o aquariano, Miro decidiu que já estava na hora de retomar o controle. Se dependesse de Kamus, eles ficariam naquele joguinho para sempre, e agora que sabia que o francês estava na dele, Miro estava decidido a aumentar o ritmo. Com um leve suspiro de frustração, se recompôs.
– Já que você insiste...
Miro sentou-se na frente do francês, puxando-o contra si, a ereção descoberta roçando no ventre do outro. Envolveu-o com os braços e mordeu de leve sua nuca, levando os lábios até seu ouvido e sussurrando:
- Eu também ansiei muito por isso, Kamyu... Tanto que não vou conseguir me controlar por muito mais tempo. Mas não se preocupe, nós podemos fazer quantas vezes você quiser.
Kamus gemeu. Miro parecia ler sua mente. E ao invés de revoltá-lo, aquilo o deixava completamente excitado.
Vendo o francês suspirar entregue em seus braços, Miro sorriu satisfeito. Ele sempre soube que havia muito mais por detrás da máscara de indiferença que o aquariano ostentava.
Deitou o belo rapaz na cama, e permitiu-se admirá-lo por um instante. No segundo seguinte, lançou-se contra ele, os lábios procurando os seus com urgência, as mãos despindo a camisa branca de forma selvagem, arranhando a pele pálida de Kamus, marcando-a. As pernas do francês entrelaçavam-se com as suas, e as mãos dele se ocuparam em terminar de despir o escorpiano. Quando deu por si, também estava nu, e o braço forte de Miro o segurava pela cintura, de forma a colar os corpos.
- Agora você pede... O que você quer que eu faça com você?
Kamus corou. Miro riu. Sabia que o francês não conseguiria responder àquela pergunta, mas o embaraço dela acabava por excitar ainda mais a ambos. Sorriu com voracidade para o delicado e constrangido rosto diante de si e, com os olhos fixos nos do aquariano começou a esfregar seu corpo contra o dele. As ereções pulsavam uma contra a outra, e o francês se remexeu sob Miro, tentando aumentar a fricção.
- É isso que você quer, Kamyu? Ou você gosta mais... Assim? – Completou, levando os dedos ao membro do aquariano e fechando-os em torno dele, pressionando de forma tortuosa.
Kamus gemeu, mas não ousou responder. Miro deslizou os dedos provocantemente pela ereção do rapaz, fechando em seguida os dedos outra vez, masturbando-o em um ritmo alucinante por apenas alguns segundos, de forma a levá-lo a um nível de excitação quase insuportável e parando em seguida. Miro não resistia a uma pequena vingança. Kamus voltou a gemer, frustrado.
- Eu continuo, Kamyu, se você me disser o que você quer...
- Continua...
- Com o quê? – Miro piscou, inocente.
Kamus olhou-o furioso, fazendo Miro sorrir deliciado. Ver Kamus completamente corado de excitação, vergonha e raiva era algo para poucos. Ou melhor, para ele somente.
- Quero... Que você... Ahh...! – Miro havia voltado a se esfregar contra ele, e Kamus não conseguia coordenar as palavras. Nunca havia estado naquela situação antes, e não sabia como sair dela... Só sabia que precisava que Miro continuasse, não importava como. – Faça o que quiser comigo Miro, só... Ah... Por favor... Faça...!
Os olhos de Miro brilharam. Era uma boa resposta. E ele também não agüentava mais apenas a fricção entre os corpos, quanto menos agora que Kamus lhe parecia tão submisso.
Com um braço, ergueu-o da cama pelas costas, elevando o quadril. Então voltou a beijá-lo, distraindo-o enquanto penetrava um dedo em sua entrada. Os braços de Kamus, que até então estavam no pescoço do escorpiano, desceram pelas costas deste, procurando amparo, o que encontrou. Sustentando o peso do aquariano, Miro penetrou um segundo dedo. Kamus tinha os olhos cerrados, e respondia aos beijos do grego quase com desespero. Quando o escorpiano ia penetrar um terceiro dedo, Kamus o interrompeu:
- Chega. Faça logo, Miro.
O escorpiano sorriu malicioso. Kamus gemeu. Será que o grego sabia que só o seu sorriso o levava a beira de um orgasmo?
Miro retirou os dedos de dentro de Kamus, encostando sua ereção na entrada do aquariano em seguida. Certo, ele não tinha certeza, mas imaginava que Kamus jamais estivera antes na posição de passivo. Não era do feitio do aquariano se entregar... O que, além de deliciar e orgulhar o escorpiano, o preocupava um pouco.
- Kamyu, você já...?
- Não.
Os dois se encararam por um instante. Então Miro deitou Kamus novamente na cama, beijando-o com paixão. Abriu as pernas do aquariano, que as enlaçou em torno do corpo do grego, e começou a penetrá-lo com cuidado. Kamus gemeu sob seus lábios, e Miro o abraçou com força.
As unhas de Kamus cortavam suas costas, mas o grego não se importava. Ele gostava, aliás. Quando entrou completamente dentro do francês, parou de beijá-lo e afastou o rosto alguns milímetros para apreciar a face diante de si. Corado, ofegando de leve e com os olhos brilhando em lágrimas contidas, Kamus parecia completamente dividido entre o prazer e a dor. Miro sorriu com carinho. Kamus devia estar achando-o um idiota, mas simplesmente não conseguia parar de sorrir! Levou a mão até a face do aquariano, acariciando-a com a ponta dos dedos e afastando os cabelos do rosto suado, esperando que ele se acostumasse consigo.
- Pode continuar... – Murmurou Kamus.
Miro assentiu, retirando sua ereção de dentro do aquariano, sem deixar de encará-lo nos olhos. Entrou mais uma vez nele, ao mesmo tempo em que mordia de leve seu lábio inferior, arrancando um gemido alto do francês. Levou então uma mão ao membro de Kamus, masturbando-o no mesmo ritmo em que entrava e saia dele, ganhando velocidade aos poucos.
O francês jogou a cabeça pra trás, ofegando, e Miro mordeu seu ombro, gemendo contra a pele clara. Quando o ritmo já estava beirando a selvageria o francês puxou o rosto de Miro de encontro ao seu, os olhos de ambos abertos e anuviados encarando-se. Miro sorriu mais uma vez, em êxtase, e Kamus explodiu em suas mãos, o sêmen se espalhando pelo abdômen bem definido do escorpiano enquanto chamava seu nome. Miro atingiu o mesmo ponto em questão de segundos, e Kamus sentiu o líquido quente preenchê-lo.
O corpo do grego caiu com todo o seu peso sobre o corpo dormente do aquariano. Ficaram daquele jeito por alguns instantes, tentando recuperar o fôlego e amando a sensação dos corpos entrelaçados. Então Miro saiu de dentro de Kamus, deitando-se ao seu lado e o abraçando, e eles permitiram-se adormecer nos braços um do outro sem pensar em mais nada.
Olhando a sua volta, Perse se perguntava se os poderes de Kanna seriam o suficiente para fazer com que a sala de Miro algum dia voltasse a ser a mesma. Sofás virados, latinhas por todos os lados, toda a sorte de líquidos derramados no chão... E cavaleiros de ouro de ressaca levantando-se aos poucos, completamente alheios a quaisquer que fossem seus deveres naquela manhã.
Ao seu lado, Kanna parecia igualmente preocupada, desconfiando que sobraria para ela. Já fazia alguns minutos que havia se desvencilhado dos braços de Aiolia, que ainda dormia como uma pedra, enrolado em um canto da sala.
Dite e Máscara haviam despertado um nos braços do outro com imensos sorrisos de satisfação, e agora estavam na cozinha procurando qualquer coisa que fizesse a dor de cabeça geral passar. Shaka e Mu estavam caídos no tapete de centro, adormecidos e abraçados. Saga estava nu, jogado no sofá com apenas algumas almofadas o cobrindo, e Kanon vomitava em um vaso de plantas, amparado por Aldebaran, que também não estava muito melhor. Shura estava deitado no encosto de um sofá virado, os olhos abertos e vidrados, de forma que era impossível dizer se estava acordado, dormindo ou simplesmente morto.
Mas assim que Afrodite entrou na sala trazendo leite, água e um ou dois tipos de remédio, o cavaleiro de capricórnio se levantou. Havia se lembrado de algo...
- Por favor, me digam que vocês também ouviram os gritos que eu ouvi vindos do quarto de Miro essa madrugada...!
Dite gargalhou. Claro que ele havia ouvido. Os outros cavaleiros diriam o mesmo, se estivessem em condições de fazê-lo. Aparentemente, Kanon estava, porque levantou o rosto do vaso de plantas e exclamou:
- Quem não ouviu?! Eu que estava completamente bêbado registrei aqueles gemidos!
- Parecia bom... - A voz abafada de Saga se fez ouvir em meio às almofadas em que ele estava afundado, já cheia de perversão logo pela manhã.
- Huhuh... Quem diria que o nosso tão frio e racional Kamus se renderia àquele escorpiano cretino?
- É muita cara-de-pau a sua, Kanon, me chamar de cretino enquanto está caído no chão da minha sala, e vomitando em cima das minhas plantas... E permita-me corrigi-lo: Não é nosso Kamus, é meu Kamus. - Apesar do tom de voz acusador e possessivo, Miro parecia irradiar triunfo, apoiado no batente da porta com um imenso sorriso e apenas um lençol enrolado no corpo.
- Não precisa agradecer, Miro... - Afrodite sorria malicioso e satisfeito.
- Oh, não pense que eu o perdoei por ter me sacaneado! Mas obrigado, de qualquer forma. - Disse Miro dando uma piscadela ao pisciano, enquanto passava por ele em direção à cozinha. Ao voltar trazia consigo uma garrafa de vinho.
- O que você pensa que vai fazer com essa garrafa? Afogar as mágoas porque o aquariano fugiu pela janela, constrangido, assim que acordou? - Perguntou Shura, com cara de quem sabia das coisas.
Miro riu com desdém.
- Quem precisa afogar as mágoas aqui é você, Capricórnio, que não pegou ninguém a noite passada apesar de isso aqui mais parecer uma orgia... Para sua informação, Kamus ainda está no quarto. E está me esperando, por sinal.
- Tem certeza que ele não está doente, Miro? Tem treino hoje de manhã, e acho que o Kamus nunca faltou a um... - Máscara ergueu uma sobrancelha.
- Vai faltar agora. Eu prometi a ele que nós faríamos quantas vezes ele quiser... E eu nunca deixo de cumprir uma promessa ou um desafio, vocês sabem. - E sumiu pelo corredor, os olhos brilhando perigosamente.
C'est fini!
