Aqui vai o cap 2. Para vocês ficarem a par de meus planos, a fic tem três partes. Ou melhor, três capítulos. Claro que ela vai ter uma continuação, mas ainda é futuro.

Biazinha Malfoy – 0.oComo você previu que era Escócia??? Meu Deus...Que sexto sentido você tem...Bem, ai está a atualização!

Thammy Malfoy – Pena dela?? Bem..devo admitir que ela não foi exatamente tratada com VIP porém...Mas aqui está o capitulo que ela vai começar a mostrar as garras... Aqui está a atualização!

Thaty – Aqui está a continuação...

E obrigado para todo mundo que está lendo/comentando...

Capitulo II - O Andarilho

Draco olhou a sua volta. Não reconheceu nada. Só viu Weasley, ao seu lado. Ela estava inconsciente.

Bocejando, ele tentou se orientar. Estava frio. Muito frio. Eles estavam deitados em uma espécie de cascalho. Olhando em direção ao mar – pelo menos no que Draco achava – ele via algumas ilhas no horizonte.

- Ótimo – falou olhando para Gina, que ainda estava no cascalho – Ótimo.

Sua voz tinha um tom irônico. Se ele estava certo, estava olhando para as ilhas das Órcades Estavam muito ao norte. Na Escócia.

Finalmente uma noticia boa, Draco pensou enquanto andava pela costa, em direção a um barco abandonado. Achou alguma corda lá. E, procurando alguma pedra afiada, separou um pedaço da corda, que ele pensou que era de cânhamo, pois era bem resistente.

Depois, com calma, foi até Gina e amarrou bem seus pulsos. Com ela presa, sentou em uma pedra e começou a pensar o que ele iria fazer.

Estava na Escócia, que, junto com a Inglaterra, passava por uma guerra civil no mundo bruxo.

Claro que os confrontos não tinham a mesma intensidade. Era um problema étnico, entre ciganos.

O grupo radical, que se recusava a conviver com alguém diferente de seus princípios, entrara em guerra contra os ciganos menos fervorosos.

Draco já desconfiava de que Voldemort apoiava os grupos mais radicais, mas esse portal era quase um prova que isso realmente acontecia.

- Ótimo – Draco repetiu jogando uma pedra em direção ao mar.

- O que está ótimo? – uma voz fraca e rouca perguntou

- Estar cercado por um grupo radical que pode assar você... – o loiro olhou para Gina, se dando conta que estava falando com uma Weasley – O que diabos você está fazendo?

A ruiva olhou com desprezo para ele. Ela estava pálida, e estava sentindo a poção revigorante perder o efeito.

Draco respirando pesadamente, se levantou e foi em direção dela.

Como ela estava deitada, o garoto loiro se agachou do lado dela.

- O que é? – perguntou rude.

Gina fez uma careta de cansaço antes de responder.

- Meus pulsos estão doloridos.

- É claro. Eles estão presos – Draco continuou no mesmo tom.

Gina olhou com escárnio, e depois perguntou voltando à aspereza.

- Onde estamos?

- Não sei – Draco mentiu. Ele sempre mentiu, e tinha ganhado habilidade ao fazer isso. Ele poderia falar o maior absurdo, olhando olhos nos olhos, sem sorrir.

Malfoy se levantou e foi em direção ao mar. Parando um pouco antes do local onde as ondas quebravam. Olhou de volta para Gina.

Ela olhava para a região ao redor dela. Draco pensou que ele não poderia chegar na frente de Potter com a Weasley desnutrida.

- Ótimo! Vou ter que arranjar comida para ela – O comensal pensou. Antes de ela acordar ele já vinha pensando como comer, e só tinha chegado a uma conclusão.

Pescar.

Ele foi até Gina, e, sem aparentar esforço, levantou ela.

- O que você está fazendo? – a ruiva rosnou.

Recebeu uma resposta fria antes de outra reação.

- Estou salvando você.

Gina olhou perplexa para o comensal, mas o seguiu, tomando cuidado para não tropeçar no cascalho escorregadio.

Draco sorriu triunfante. Tinha deixado Weasley sem argumentos e agora, para seu deleite, tinha encontrado um pequeno córrego, que provavelmente iria desaguar no mar.

- E agora espertalhão? – Gina chegou ao lado de Draco, olhando com zombaria para ele – vai pescar com quem sabe, uma vara? Ou talvez com...

- Quieta Weasley – Malfoy respondeu seco – Você está afugentando os peixes.

- Como você ousa em mandar eu... – Gina começou a formular uma resposta, mas esta foi abafada pelo movimento de Draco.

Segundos depois o córrego estava bloqueado por uma pedra. Com calma, Draco começou a procurar uma outra pedra que tivesse tamanho suficiente para bloquear a outra parte do córrego.

- O que diabos você está fazendo? – Gina perguntou confusa, ela não tinha parado com a voz áspera e fria, mas sua pergunta saiu com um tom curioso evidente.

- Isso – respondeu o loiro, achando a pedra e jogando ela no córrego, fazendo meio que uma represa, com um peixe dentro.

Draco olhou satisfeito para a armadilha, e começou a preparar o que se tornaria uma fogueira.

- Porque não pegou o peixe? – Weasley perguntou, se sentando embaixo de uma arvore, se encolhendo para tentar se aquecer.

- Ele vai sair dali por acaso? – Draco respondeu de mau gosto. Quando as primeiras chamas brotaram, ele pegou mais folhas secas que estava envolta deles e jogou na fogueira. Depois pegou uns gravetos que jaziam jogados na margem do rio.

Quando a chama se estabilizou, Draco empurrou o peixe com um galho para fora. O peixe se debateu no começo, mas depois foi parando. O comensal pegou o animal, enfiou um graveto firmemente na boca do animal e armou o graveto no fogo.

Enquanto o peixe cozinhava, Gina olhava para a corda que prendia seus pulsos.

- Onde você arranjou a corda? – ela perguntou.

Draco continuou calado, olhando para o céu. Estava cheio de nuvens, o que significava chuva. Draco praguejou mentalmente.

Depois de Gina ter comido, os dois ficaram quietos, cada um emerso em seus próprios pensamentos. Depois de um silêncio constrangedor, Draco se levantou.

Ele puxou Gina para ficar em pé também e continuou andando.

- Para onde estamos indo? – a ruiva perguntou, mantendo o passo para ficar lado a lado com Malfoy.

Draco continuou andando, ignorando Gina.

- Eu perguntei para onde estamos indo Malfoy! – Weasley falou mais alto, entrando na frente de Draco.

- Olhe para cima Weasley – Draco começou a falar brusco – Vai chover. Estou indo pegar abrigo.

- Aonde? – Gina perguntou malévola – Estamos em uma espécie de praia.

- Ali – Draco apontou para uma cidade pequena.

Para onde Draco apontara era um pequeno vilarejo que se estendia alguns quilômetros para o norte. Era uma cidade pequena, e logo Draco e Gina viraram o centro das atenções entre os habitantes. Por onde eles passavam, atraiam olhares, que, em uma cidade pequena, viraram fofocas, e seria assunto por um longo tempo.

- Malditos caipiras – Draco resmungou sozinho, enquanto olhava feio para um garoto que passara de bicicleta – mexericam mais do que um punhado de velhas.

Gina seguia Draco, e continuava amarrada pelos pulsos. Ela viu Draco entrando em uma joalheria.

- O que você está fazendo, Malfoy? – falou com autoridade na voz

- Sobrevivendo. – o comensal respondeu seco. Gina revirou os olhos e esperou do lado de fora. Alguns minutos depois, o loiro saiu com um pequeno maço de dinheiro na mão.

- Como você conseguiu isso? – Weasley perguntou abismada, pensando que o dinheiro era roubado.

- Não é roubo, se é o que está pensando – o comensal respondeu frio e antipático.

Logo depois, entrou em um beco enlameado. Ele olhou bem para a parede, e tocou em um tijolo, depois em ponto no chão. O chão se abriu para uma escada, onde os dois desceram.

- Felizmente, essa é uma cidade importante – Draco comentou – para os bruxos.

Gina não respondeu ao comentário importuno. Apenas seguiu Draco pelas ruas até uma pequena filial do Gringotes se encontrava. Draco conseguiu trocar o dinheiro trouxa por alguns galeões.

Ele parou e olhou em volta. Fez uma careta. Entrou em uma loja de roupas. Saiu com um manto marrom, em vez do preto, que os comensais usavam.

- Tome – disse ele, entregando o manto preto para Gina – você vai precisar.

- Não irei usar uma roupa sua. – Weasley respondeu teimosa.

- Se você insiste – o loiro foi até uma pequena lata de lixo se encontrava e ameaçou jogar fora. Gina, vendo que realmente iria morrer de frio, pegou a contragosto o manto e o vestiu por cima de sua roupa.

Os dois seguiram em silêncio, até que Draco comprou uma navalha, com estojo de marfim. Os dois compraram botas de cano longo, de couro.

Hospedaram-se em uma pequena estalagem e passaram a noite lá. Saíram antes do amanhecer.

Enquanto seguiam para o sul, Draco achou que tinha algumas explicações para dar a Gina.

- Na minha opinião – o loiro falou áspero – nós devíamos se juntar aos radicais. Como sou comensal, eles vão nos receber e nos tratar razoavelmente bem. Ficamos com eles, e continuamos indo pro sul, aproveitando as empreitadas deles contra os ciganos mais sociáveis. Depois de atravessarmos a linha de confronto, vamos para Liverpool, onde tem uma base da Ordem.

- Como você sabe de nossa base lá?

- Digamos que achamos a pessoa certa e fizemos perguntas certas – Draco falou em um meio sorriso, ao se lembrar que sua tia Bellatriz tinha torturado o garoto Longbottom até ele confessar.

Eles continuaram caminhando, e depois de poucas semanas, encontraram o primeiro acampamento dos radicais.

Os ciganos tinham guerras iguais aos bruxos, mas sem varinha. Eles tinham espadas, machados, e toda a parafernália trouxa. Mas para alívio de Malfoy, tinham o arco e flecha. E Draco sorriu quando soube que aquele acampamento estava carregado de arqueiros. Ele rapidamente se anexou junto com Gina, no acampamento. Draco não sofreu discriminação, pois era comensal, mas com Weasley foi diferente.

Os ciganos começaram a vaiar a mulher ruiva, alegando que ela dava má sorte. Só sossegaram quando no tarô, o destino de Gina foi prevido com o arcano A justiça.

Draco e Gina tiveram que dividir a barraca, mas como se ignoravam simultaneamente, não foi algo difícil de se fazer.

Caminhando pelo acampamento, os dois perceberam que era uma quase cidade. Havia barracas que faziam pães, outras que vendiam vinhos e carne, e outras diversas lojas, que tinham artigos da cultura cigana.

Passeando por essas lojas, Draco se interessou por uma tabua de madeira.

- Teixo italiano? – o loiro perguntara ao vendedor.

- Da melhor qualidade. O horóscopo previu façanhas para o comprador.

Draco comprou com o pouco dinheiro que lhe restava. Chegou na cabana com a tabua, animado, e logo se pos a trabalhar. Começou a montar seu arco, o que para ele, era uma das poucas coisas que o alegrava.

Ele esculpiu, aqueceu as pontas no vapor para lhes conferir uma ligeira curvatura contra o grão da madeira e depois pintara o arco com uma mistura de fuligem e óleo de linhaça. Depois ele envernizara e pintara o arco, para manter a umidade, evitando que a madeira ficasse quebradiça.

O arco ficou com a cor de couro escuro. Depois Draco colocou nas duas pontas do arco pedaços de marfim, que pertencera à sua navalha, para segurar uma corda de fios de cânhamo entrelaçados que tinham sido encharcados com cola de casco de animal, depois, supersticioso, Draco juntara aos fios de cânhamo um fio de cabelo de Gina, para dar sorte.

Malfoy rapidamente fez nome como arqueiro, e liderava incursões no território inimigo, queimando e roubando tudo que tivesse valor.

- Você não devia fazer isso – Gina reclamou com Draco – O que eles fizeram para você?

- Eu também não fiz nada contra a Ordem, mas ainda assim eles me caçam. – Malfoy respondeu, desencordoando o arco. Alguns arqueiros deixavam o arco encordoado até as pontas ficarem flexionadas, mostrando que eram experientes. Mas Draco achava que o arco perdia potencia, e procurava encordoar o arco apenas quando necessário.

- Mas você é comensal – Weasley respondeu, olhando para o céu. – Vai chover?

- Não – Malfoy respondeu seco.

- Eu ainda acho que você não devia ir nessas incursões.

- Porque? – Draco perguntou de mau humor.

- Eu soube o que os ciganos fazem quando capturam alguém.

- E daí? – o loiro respondeu pensando. Os ciganos torturavam as pessoas, e depois deixavam a vítima em jejum até morrer. Claro que em geral as pessoas morriam durante a tortura.

- E daí que como eu seguirei viagem sozinha?

- Você vai para o sul. E na primeira cidade trouxa pergunta onde fica Londres – Draco respondeu como se fosse óbvio.

- Certo – a ruiva acatou a resposta – E porque estamos aqui neste acampamento cigano à dois meses?

- Porque você estava fraca para seguir viagem – Malfoy revirou os olhos para a pergunta. Desde que ele pegou a corda que prendia Gina para seu arco ela se tornou mais atrevida, na opinião do comensal.

- Agora já estou boa.

- Certo. O acampamento vai citiar uma aldeia ao sul. Acompanhamos eles, e depois seguimos viagem.

Gina ficou calada, apenas olhando Draco. Os dois estavam na mesma barraca que dividiam desde a chegada deles.

A ruiva estava começando a achar que um milagre estava sendo feito ali. Malfoy e Weasley estavam convivendo em paz. Claro que os dois ainda se tratavam com certa frieza, que é acompanhada pela cordialidade falsa. Mas ainda sim eles não brigavam.

No dia seguinte, começou a marcha para o acampamento inimigo. Draco não estava muito otimista. Marcharam 900 ciganos para lá. Dois terços deste número eram arqueiros. O plano era tomar uma cidade murada.

Draco reconhecia que a cidade iria ser de grande ajuda, pois a partir dela os ciganos mais radicais iriam poder reunir seu exército que iria prover de várias cidades. Mas ele não estava se importando com isso. Ele só estava com os ciganos porque essa batalha seria o passaporte para Londres. A única coisa que Draco precisava fazer era ajudar a tomada da cidade e poderia ser ir embora com Gina.

Depois de ficar impune das acusações, iria para bem longe.

O exército parou e fez um acampamento à cerca de trezentos metros da cidade. O muro da cidade era velho, era feito de lama, feno seco e pedras. Era toscamente magro, mas era suficiente para parar a força cigana.

Para ajudar os habitantes da cidade, começou a chover, impossibilitando que algum arco fosse disparado. Depois d chuva veio um calor angustiante. E assim começou o cerco.

Gina bufou de raiva enquanto chutava uma pequena pedra. Estava há três semanas parada, olhando para um muro – se é que ela podia chamar aquilo de muro – e o pior, na opinião da ruiva era que ninguém parecia se importar.

Ela reclamava constantemente com Malfoy sobre o tempo e o calor, mas Draco falou que era magia cigana, que era para cansar os soldados que estavam em volta da cidade. E realmente Gina avistara uma pequena fumaça roxa subindo ao céu, quando o tempo começara a esfriar.

- Mas por que vocês não atacam? – Gina perguntava para Draco – Olhe o muro. Se chutarem, aquilo quebra!

- Sei disso – Draco respondera – Mas eles também têm arcos. E arcos matam com incrível facilidade.

- Se a pessoa saber manejar.

- E você acha que eles não sabem? Estamos no meio de ciganos e você ainda não percebeu quantos arqueiros estão neste cerco?

- Claro que percebi. Acontece que vocês não atacam, e estou cansada de esperar para seguir viagem.

- Então sugiro que você perceba que o único meio de continuar viagem é passar por ali – Draco apontou para a cidade, pouco se importando com a rudeza de sua voz.

Gina fuzilou Draco com o olhar.

Robbie caminhava tranqüilamente pela rua. O cigano um dos principais profetas do reino, e andava divagar, admirando as vitrines das ruas. Ele era freqüentador assíduo de joalherias, e era possuidor das melhores obras. Ele estava na cidade de Hardrocks.

A cidade, que era a cidade cigana, estava em controle dos radicais, que lutavam pelo controle da Escócia. Mas Robbie não pensava na Escócia. Pensava Na Inglaterra e no Pais de Gales. Ele tinha visto no tarô.

Os ciganos iriam dominar a Escócia rapidamente, se Robbie não se enganava, faltavam apenas duas cidades para a Escócia pertencer à doutrina cigana que ele tinha começado.

Olhou em volta. O profeta sorriu ao ver que as pessoas que passavam usavam túnicas roxas, o que significava que elas estavam aderindo a doutrina que ele criara.

Ele entrou em uma pequena loja de artesanato, fazendo o sino tocar ao abrir a porta. A loja era de interior de madeira tingida de verde escuro, vendia peças de ouro, e, na opinião de Robbie, tinha o melhor ourives que já existira.

- Como vai Tom? – perguntou ao rapaz, que trabalhava em uma peça de marfim.

- Vou bem, excelência – Thomas respondeu, esboçando uma pequena curvatura. E depois fraquejando, tossiu pesadamente.

- Como vai o meu pedido? – O cigano foi se aproximando do balcão, parando de vez em quando para admirar uma obra que ele achasse interessante. Ele ignorou totalmente o estado não muito bom de saúde de Thomas.

- Ele está quase pronto – O balconista ergueu os olhos para o cliente, passando a mão pelo cabelo castanho. Os olhos verdes de Tom estavam inchados e vermelhos, ficando lacrimosos.

- Ótimo, muito bom. – Robbie comentou satisfeito - Lembre-se de que eu quero de você total dedicação nisso. Tem que ser perfeito.

- Vai ser excelência. Só preciso de mais tempo. Só um pouco mais de tempo. – o balconista respondeu, tendo outro ataque de tosse.

- Ótimo Thomas, realmente, você está sendo muito bom comigo.

- É uma honra. – disse o balconista, que se recuperava de seu ultimo ataque de tosse.

O cigano deu meia volta, saindo da loja. Ele achava que era lamentável a situação de Thomas, mas não podia intervir no destino.

Robbie sabia que o destino estava preservando Thomas apenas para que ele realizasse seu milagre. Depois provavelmente Tom iria ter sua alma separada do corpo, para depois reencarnar como outra pessoa ou animal.

Os ciganos que estavam citiando a pequena cidade murada cansaram de esperar. Reuniram o exército, e partiram contra o frágil muro.

Cerca de oitocentos homens marcharam, deixando cem para ficar no acampamento. Draco estava entre eles.

- Por que está aqui? – Gina perguntou, enquanto via os homens partindo contra a cidade – Não era você que queria batalhar?

- Você vai assistir de camarote o massacre – o loiro falou amargo – Eles vão por arqueiros nos muros, que com a altura, irão ter uma certa vantagem sobre esse exército que está marchando. Será uma carnificina. Não irei ali para morrer.

- Então por que está aqui?

Draco revirou os olhos antes de responder.

- Peter? – Ele chamou, e um garoto moreno apareceu – Diga para os rapazes que já podemos ir.

Os rapazes eram a pequena minoria do exército radical que não era composta por ciganos. Eles eram cerca de 80 pessoas. Draco olhou satisfeito quando todos apareceram com arcos, se preparando para a batalha.

- Aonde vocês vão? – Gina perguntou.

- Vamos para o lado direito – Samuel, outro dos arqueiros respondeu – E entrar na cidade.

O pequeno bando começou a marchar, e para a surpresa de Gina, a escaramuça tinha começado.

O exército principal tinha ido para frente da cidade, e como Malfoy avisara, o exército principal não conseguia prosseguir de certo ponto, pois os arqueiros do muro da cidade estavam atirando com uma velocidade enorme, e matavam com muita facilidade.

Os arqueiros atacantes estavam sem muito ângulo, e não acertavam muitas flechas. O máximo que podiam fazer era infestar o muro com flechas, torcer para que os arqueiros inimigos não atirassem, dando espaço para o exército de combate com espada avançasse até o portão e abrisse a porta de madeira reforçada.

Infelizmente, os defensores do muro estavam com a vantagem, e flechas atingiam soldados, que não conseguiam chegar no portão.

Draco passou pela batalha com desprezo, foi até o flanco, deu a volta e se achou no lado direito da cidade. Seu bando, de 50 pessoas, não era muita coisa, mas iria fazer a diferença. Eles foram até o muro e constataram o que já sabiam, o muro tinha muito feno, que misturado com lama e pedra, formava o obstáculo para o exército cigano.

Trabalhando com precisão, Draco e seus arqueiros abriram pequenos buracos no muro com facas.

Depois armaram uma fogueira, e quando o fogo estava alto, enfiaram os gravetos nos buracos. Depois era só esperar.

Os gravetos inflamaram o feno, que por sua vez estava seco, o que apenas facilitou o incêndio que se espalhava. O incêndio era interno, ou seja, as chamas não saiam de dentro do muro, mas consumiam todo o feno.

Um dos homens de Draco tinha um machado, que foi usado para abrir um buraco do tamanho de uma porta no muro.

Depois o bando entrou.

O camponês chamado Silvio estava na porta da frente, esperando junto com outros homens que o portão se quebrasse, para começar a batalha. Ele estava armado de uma picareta. Mas outra coisa chamou sua atenção.

Vários homens se aproximavam por uma rua lateral. Na frente, um homen de manto marrom os liderava.

Silvio alertou seus companheiros, que começaram a avançar contra os estrangeiros.

Draco rapidamente avançou e entrou em uma ruazinha. Passando pelas casas de tijolos com telhados de madeira.

Ele parou junto com os outros arqueiros, e começaram a observar o pequeno grupo de trabalhadores rurais que vinham contra ele.

Os arqueiros se enfileiraram. Depois começaram a armar o arco com a flecha. Draco pegou sua primeira flecha. Depois, sentiu os músculos das costas doerem um pouco, por causa da enorme pressão que o arco exigia. Draco puxou a corda até sua orelha.

O loiro olhou para trás para ver se todos os arqueiros estavam iguais a ele. Estavam.

- Agora – Draco falou com simplicidade, enquanto as cordas dos arcos eram soltas, começando a vibrar e fazer o barulho da harpa desafinada. Como estavam atirando de pouca distância, era impossível errar. As flechas penetraram fundo nos homens, jogando eles para trás.

O primeiro grupo de homens caiu agonizante ou morta. Draco não soube dizer porque já estava com outra flecha na corda, procurando outro alvo.

O grupo de defesa que estava esperando a invasão foi surpreso, e agora era fuzilado por flechas, que cobriam o céu, fazendo uma chuva de pontas afiadas, que penetravam fundo nos homens. Os arqueiros do muro foram os mais prejudicados.

Ao ver o grupo de Draco na cidade, os arqueiros do muro se voltaram contra o pequeno grupo, mas começaram a ser atingidos pelas flechas que vinham de fora da cidade.

O exército cigano percebeu que não vinham mais flechas do muro. Rapidamente arrombaram a porta e invadiram. Eles encontraram alguma resistência, mas nada que podia parar o exército em uma batalha.

Depois de acabada a pequena matança, os homens foram atrás de saque, mulheres e comida.

Draco encontrou Gina na porta da cidade, algumas horas depois. O incêndio que Draco começara foi apagado, e Gina agora carregava o arco de Draco.

Os dois ficaram com uma casa, e conseguiram umas garrafas de hidromel. Como não estavam se alimentando bem, e agora tinham uma boa refeição para fazer, acabaram bebendo o hidromel todo.

O hidromel, sendo uma bebida alcoólica, apesar de muito doce, fez seu efeito nos dois, que só viriam perceber muito depois.

E ai gente??Gostaram?

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