N/A:. E aew gente...Aqui vai o ultimo capitulo da série.

Claro que vai ter uma continuação.

Mas ela ainda está sendo elaborada...

E também vai ter prólogo, oks? Vai sair rapidinho

Aos comentários...

Elfen- Aqui está a continuação ( como prometido ) e gostei de saber que Draco te lembrou Legolas. Eu juro que não imaginei isso enquanto escrevia.

EuDy- Aqui vai a continuação!

Monique- Bem...Esse capitulo mostra o que você tanto espera, não? E a atualização não demorou tanto...

Valeu todo mundo que está lendo/comentando.

Capitulo III – Enamorados

No tarô, o 6º arcano maior é a carta dos enamorados. Esta carta representa o amor, a incerteza, a atração e a duvida.

Ela geralmente representa o momento de tomar decisões, e remete ao pecado.

Draco acordou devagar. Primeiro piscou os olhos, e a primeira coisa que percebeu era que sua cabeça estava latejando.

Depois percebeu que seu ombro estava formigando. Malfoy olhou devagar para sua esquerda. Viu Gina ao seu lado, com a cabeça encostada em seu ombro.

Ainda confuso, Draco começou a prestar mais atenção ao ambiente. Os dois estavam nus, as roupas espalhadas pelo pequeno quarto.

Malfoy se levantou, lavou o rosto e começou a vestir a roupa. Depois tentou se orientar. Olhou para Gina. A garota dormia tranqüilamente, enquanto seu cabelo rubro contrastava com a pele alva.

Draco podia ver os contornos da garota, mas não estava prestando atenção nisso.

Ele foi até a janela e olhou para a cidade. Corpos estavam jogados pelos cantos, havia muitos ratos, e a cidade exalava um fedor de apodrecimento com queimado insuportável. Os contrastes da batalha continuavam, e agora mostravam realmente como a cidade fora flagelada.

Mas Draco não se importou com isso. Ele estava pensando em outra coisa. Ele fora pra cama com uma Weasley.

Ele traiu o sangue nobre que corria em suas veias. Ele dormiu com uma Weasley! A traidora de sangue e amante dos trouxas.

Ele se juntou com a ralé. Draco estava em choque. Era como se estivesse sem chão para se apoiar.

Draco havia perdido o orgulho, havia perdido a pureza do sangue. O baque de estar confraternizando com uma Weasley não foi agradável. Literalmente, o mundo de Draco caiu.

O loiro perdeu a noção do tempo enquanto sua mente vagueava afora. Não percebeu que Gina tinha acordado, nem que estava quase chorando.

Só voltou a si quando Gina, que parecia estará entendendo o conflito emocional, o beijou de leve, e o abraçou.

Primeiro Draco tentou afastá-la, como que negando a traição de sangue que ele tinha cometido. Como a ruiva persistiu, ele acabou aceitando o abraço, e retribuindo-o.

Os dois ficaram abraçados por um longo tempo, no quarto não muito iluminado. Por fim Gina rompeu o silencio.

- Draco, acho que devemos ir – ela falava doce.

Draco apenas assentiu, continuando a olhar o vazio.

- Você ainda tem alguma coisa que queira levar?

Draco assentiu de novo, incapaz de raciocinar direito.

- O arco, não é? E as flechas também. – Gina respondeu a pergunta muda que ela mesma tinha feito.

Os dois saíram caminhando da cidade. Os ciganos estavam em uma parte da cidade, vendo os prisioneiros, mas Gina e Draco foram pelo outro lado, e começaram a andar novamente.

Os dois continuaram caminhando, sempre em direção de Londres. No começo, os dois foram calados. Gina bem que tentou puxar conversa, mas Draco continuava muito aéreo, ressentido com ela e com ele, por ter traído a nobre família.

À noite, acabaram por fazer amor de novo.

Draco ficou calado, e depois de fitar a lua longamente, voltou a amar Gina.

Depois de dois dias seguindo pela pequena estradinha, Draco teve que caçar. Os dois comeram uma lebre, abatida por Draco.

Eles encontraram um viajante.

- Estou voltando de Leeds. Esta um pandemônio. Os comensais cercaram a cidade. Tem um comboio de ciganos indo para lá. Mas parece que a cidade está sendo protegida por alguns aurores do ministério.

- Quem está lá? – Gina perguntou.

- Não sei direito. Vi eles chegando. Um tinha cabelo ruivo, como você – acrescentou o homen, que seguia viagem para Glasgow.

- Vê Gina? – Draco perguntara – Daqui a pouco essa loucura acaba.

- Você acha Draco? – Gina perguntou, enquanto os dois andavam – Eu vou voltar para a Ordem, mas e você?

- Eu vou para o mais longe possível.

- Vai fugir? – Gina perguntou, sabendo que era exatamente isso que o loiro iria fazer.

- Isso não é fuga. Apenas estou me afastando dessa loucura – o loiro falou amargo e depois completou em pensamento "Também estou me afastando de você".

Gina concordou em silêncio.

- O que é aquilo? – ela perguntou desconfiada, olhando três figuras distantes.

- Não sei – Draco agora olhava com atenção para os vultos pretos que viam na direção deles.

- Droga!

- O que é? – Gina perguntou, ficando aflita.

- Dementadores – o outro respondeu, enquanto preparava o arco.

- Por que você não fala que é comensal?

- Depois de tanto tempo? – Draco riu, enquanto encurvava a vara, encordoando-a – Já sou considerado traidor.

Enquanto os três dementadores chegavam, Draco pensou nas figuras místicas. Mas Gina que verbalizou o pensamento.

- Os três seres. Merlin não ia gostar disso – Gina se referia à profecia do mago, onde os três males atacariam.

- Doença, Morte, Fome – o loiro falou – "A fome vira primeiro, sugando todos os cereais" "A doença eclodira em segundo, como uma praga de seus ancestrais" "E depois, a morte varrera o mundo, deixando nenhum ser astral".

Mas Draco parou de falar, e começou a atirar nos dementadores.

Contando da direita, o primeiro tomou uma flechada no meio do peito, parando em agonia um momento antes de se dissolver.

Draco pegou uma flecha com ponta furadora, que tinha uma ponta com cerca de cinco centímetros. Era afiada com um estilete, para penetrar fundo. Ele soltou a flecha, que atravessou o capuz do bicho, e como o corpo em apodrecimento se dissolveu em pó, o loiro supôs que acertara a cabeça.

O último vinha em zigue-zague, dificultando a mira de Draco. Uma das flechas passou voando, e parou na grama, longe do animal. A segunda acertou de raspão o ombro, o que fez o dementador titubear.

Draco acertou uma, duas, três, e na quarta flecha ele achou melhor parar de atirar. Foi andando, ainda tento para a eventualidade de mais um inimigo, para pegar as flechas, que agora jaziam no chão.

Com a última flecha no feixe, Draco viu outro vulto, mais adiante, junto de uma carroça. Vendo melhor, Draco percebeu que era um comensal.

- Gina?

- Sim?

- Vista o capuz de sua capa preta. Quando eu sair correndo, venha atrás de min. – Draco supôs que o comensal iria pensar que Gina era um dementador, que estava afugentando Draco. Mas quando Draco chegasse perto o suficiente para acertar uma flecha, ele mataria o comensal.

Mas o loiro nem precisou correr. O comensal avistou os dois, e começou a andar na direção deles.

Draco armou o arco. Só esperava o homen entrar na zona de ação do arco. "Mas e se for seu pai?" Uma voz perguntou dentro da cabeça de Draco.

O ex-comensal abaixou o arco e hesitou em atirar. Mas não foram necessários mais conflitos interiores. O homen tirou o capuz, e não era loiro.

Draco levantou o arco e atirou. Ele nem precisava mirar. Já era automático, depois de tantos anos de prática. Ele apenas levantava o arco, e puxava a corda.

O homen tomou uma flechada no peito, o que jogou ele para trás. Era Nott.

- O que tem na carroça? – Draco perguntou. Ele estava agachado junto ao corpo de Nott, tirando a flecha do peito do defunto.

- Olhe só! – Gina exibia um manto igual ao de Draco, só que cinza, em vez de marrom. Draco olhou para Gina, e percebeu que o manto de comensal, que ela vinha usando, estava rasgado em algumas partes.

- Pegue para você – disse o loiro, achando a varinha do morto. Após se trocar, Gina foi até o lado de Draco, que segurava a varinha com uma expressão de dúvida.

- Por que não aparatamos?

- Há quanto tempo estamos tentando voltar para seus amiguinhos? – Draco respondeu com outra pergunta.

- Não sei. Acho que uns quatro meses.

- Exato. Quatro meses sem fazer magia. Acho que estamos enferrujados para aparatar. – ele respondeu seco. Depois fez um manejo com a varinha, fazendo uma pedra próxima flutuar.

A pedra ficou algum tempo parada no ar, e depois caiu, com um baque seco.

- Tente você – ele entregou a varinha para a ruiva. A pedra flutuou, e depois caiu – Pois é. Continuamos a pé. – disse o outro, levantando, e pegando a varinha de novo – Windis!

- O que é isso?

Draco não respondeu, por que agora a capa preta se levantou sozinha, e como se alguém estivesse vestindo-a, começou a segui-los.

- Você ouviu o viajante. Estão cercando Leeds. Para entrar lá, teremos que furar o cerco. E iremos causar terror agora – E Draco percebeu que esse ia ser um bom trabalho, porque a doença chegaria de branco, a morte de marrom, e a fome, de preto.

Thomas tossiu. Ele estava muito mal. Tinha acabado de finalizar o trabalho que o cigano Robbie encomendara.

Ele guardou a frágil peça em uma caixa de madeira envernizada com detalhes em marfim e fecho dourado.

Ele cobriu a caixa, que não era muito maior do que um estojo, com um pano de linho branco e depois colocou em outra caixa, dessa vez maior e mais resistente.

Tom tossiu de novo. Dessa vez sua garganta começou a arder, e ele cambaleou para a parte de dentro da loja. Ele mandou uma coruja para o freguês, avisando que a encomenda estava pronta.

- Que droga Hermione! – Rony reclamou para a amiga – Pensei que estávamos indo acabar a guerra entre ciganos.

- E estamos fazendo exatamente isso – a garota respondeu – Acontece que você não gosta de cercos.

- Claro que não. Eles irão invadir a porcaria da cidade!

- Daí nós repelimos eles com nossas varinhas. É simples. Os ciganos não sabem manejar uma varinha.

- Eu sei Mione. É que... - Rony parou quieto, desabando em uma cadeira.

- Ela faz falta, não é? – Hermione mirou Rony, que aparentava um ar triste e saudoso.

- Muita. E nem sabemos se ela está viva ou... – Rony parou de falar novamente, como que temendo seu pensamento.

- Calma Rony – a garota respondeu aos temores do ruivo – O cigano que está comandando essa guerra está chegando no cerco. Iremos negociar a paz com ele. E quando toda essa loucura acabar, iremos achar Gina.

O ruivo olhou Hermione. Soltou a respiração aos poucos.

- Desculpa Mione. Às vezes acho que me preocupo demais. Aposto que Gina está na Toca, esperando por nós.

- Você está certo. – Hermione abraçou o amigo – Mas você não deve ser tanto protetor.

- Como protetor? – o ruivo perguntou surpreso.

- Oras, você é muito protetor com Gina.

- Não sou protetor. Apenas me preocupo demais com Gina – Weasley falou, meio que em dúvida de sua afirmação.

- Certo. – Hermione concordou rindo.

Um garoto corria o mais rápido que lhe era possível.

- Eles chegaram. Eles chegaram! – gritou para as pessoas que olhavam ansiosas para ele.

A mãe do garoto abraçou-o. Ele estava ofegante.

- Quem chegou, querido? – A mãe perguntou tentando acalmar o filho.

- A mesma maldição que os viajantes avisaram.

- Qual era a maldição mesmo? – A mãe perguntou por pura superstição, porque já sabia do ocorrido.

- A fome, a doença e a morte. – disse o garotinho, que chorava. Todos os moradores do pequeno vilarejo que ficava perto de Leeds olhavam enquanto três pessoas chegavam.

Uma vestia branco, tinha a pele queimada pelo Sol e seus cabelos rubros chegavam na cintura. O outro vestia um robe marrom, tinha a pele igualmente queimada e carregava um cajado preto que tinha o mesmo tamanho do que o portador. O último era apenas um manto com capuz, que, como se alguém estivesse vestindo-o, vinha ao lado dos outros dois integrantes do sinistro grupo.

Todos sabiam o que aquilo representava. Fome, doença e morte. Boatos de que eles foram vistos na estrada circulavam pela cidade. E, a cada história que surgia, mais macabra era.

O prefeito da cidade bruxa se adiantou com uma varinha, tremulo. Ele podia atacar, junto com os aurores da cidade, a trupe, mas todos sabiam que eles representavam uma profecia. E a profecia representava o fim dos tempos.

E isso não era um bom presságio.

Draco deu um risinho de desdém.

- Olhe só como eles vem ver a gente chegando.

- O que você quer dizer com isso? – Gina perguntou, franzindo os olhos por causa do Sol – Eles acham que nós somos uma maldita profecia que anuncia os fins dos tempos.

- Por isso mesmo – Malfoy respondeu, elevando a voz para que os homens que o observavam ouvirem em seguida – Bom dia.

Alguns homens deram alguns passos para trás, enquanto um garoto chorava silenciosamente.

- Viemos de uma grande viagem, e gostaríamos de alimentos! – Draco continuou, agora falando com um homen que se adiantara para falar com ele.

O homen veio andando inclinado, como que saudando Draco e Gina.

- Peço que nos poupe. Somos um vilarejo pobre. Por favor, nos deixe viver.

- Te pouparei se me der comida. – Draco abandonou a educação e falou rude – Sou um enviado de Merlin e espero ser bem tratado quando chego em uma cidade. Se é que posso chamar isso de cidade. – falou grosseiro.

- Obrigado, excelência. – o homen se inclinou e deu meia volta – Tragam comida para eles! – O homen gritou para algumas mulheres.

- Draco! – Gina cochichou risonha – Assim você assusta eles.

- Que bom. – o loiro respondeu contendo um sorriso – Na última cidade que passamos, os habitantes não demonstraram respeito para comigo, e tive que usar de destruição para convencê-los. – Draco falou alto, para todos ouvirem – Como vocês podem ver, sou a doença! Ela é a fome! – o garoto apontou para Gina – E ele – Draco apontou para o manto preto, que flutuava ao seu lado – É a morte.

Realmente, na última cidade Draco preparou um veneno fraco, e jogou em um riacho próximo, para provar seu poder como doença. Enquanto contava lorotas, Gina despejou o veneno no riacho, e depois Draco convidou alguém a beber daquela água.

A mulher que bebeu caiu em febre, mas como o veneno não era mortal, Draco teve que prevenir que ela pioraria caso alguém duvidasse dele.

Nesta cidade foi diferente. Os cidadões já estavam assustados o suficiente para descordar, deram um senhor almoço para Draco e Gina e os dois seguiram viagem.

Naquela viagem, os dois estavam curtindo um ao outro. Andavam de mãos dadas, o orgulho que Draco tinha ia se anuviando, como uma névoa que é dissipada.

Malfoy fez uma pulseira de pedras lapidadas para Gina. Foi o único presente que o loiro conseguiu dar para ela. Mas curiosamente, Gina achou que era o presente que ela mais estimava.

Mas as coisas mudaram. Na situação, Gina continuava como refén de Draco. O resgate da ruiva era a liberdade do loiro. Os dois sabiam disso.

Draco nunca duvidou do que fazer depois de ser livre. Ele iria para longe. Muito longe. Não só porque ele queria se afastar da guerra. Ele queria se afastar de Gina.

Um Malfoy não se apaixona por uma Weasley. Ele mentalizava isso toda hora que ele achava que estava sucumbindo na paixão, que ele insistia em não aceitar, apesar de agir como um apaixonado.

Até que eles chegaram no cerco. Leeds é uma cidade grande. Mas os ciganos radicais conseguiram cercá-la.

- E agora Draco, o que fazemos? – Gina perguntou, enquanto eles circundavam um pequeno arvoredo, para não serem vistos.

- Não sei. Já somos um mal pressagio para eles. Agora deveremos estabelecer comunicação com Potter.

- Como?

- Não sei. Você que está com a varinha. – Draco falou, olhando em volta – A Ordem não tem algum tipo de comunicação?

- Bem, nós usamos o patrono...

- Então faça isso ai e fale que estamos aqui. Não fale que estou com você. Apenas fale que precisamos de ajuda para entrar em Leeds.

- Certo. Expecto Patronum! – Gina tentou uma vez, fazendo uma névoa dourada – Certo. Calma. Expecto Patronum! – o patrono deu certo, fazendo um beija flor aparecer.

Depois de Gina transmitir o recado, ela e Draco saíram correndo, caso algum cigano visse o beija flor sair do esconderijo deles.

Eles se abrigaram em outro lugar. Era uma casa abandonada, mas serviu perfeitamente. Ficaram três dias ali.

Como resposta, uma coruja veio e deixou um espelho.

- É isso que eles nos mandam? – Draco falou com escárnio, segurando o espelho – Fazemos uma desgraçada de uma peregrinação e é isso que eles nos mandam?

- Gina? – o espelho perguntou, no que Draco olha assustado para o objeto.

- Aqui, seu bobo – Gina pega o espelho, dando risadas da cara de Malfoy – Oi Harry!

- Gina! Você não sabe como é bom ver você. Rony e Hermione estavam super preocupados, mas eu sabia que iríamos encontrar você.

- Vocês estão bem?

- Sim. Quase começamos uma festa quando vimos seu patrono chegando...

- Onde você esteve nos últimos seis meses? – outra voz irrompeu do espelho, e a cara de Rony apareceu.

- É muito bom ver você também Rony – respondeu Gina irônica.

- Olha, eu sei que o papo está bom, mas vocês podem por a conversa em dia depois, não acham? – Draco interrompeu a conversa.

- Quem é esse? – Rony perguntou ciumento.

- É o cara que salvou sua irmã nos últimos seis meses.

- Malfoy! – Rony falou exasperado – O que diabos você está fazendo aqui?

- Estou devolvendo Gina – o loiro deu um sorriso malicioso, só para provocar – Agora me deixe falar com Potter. Ele é mais racional do que você Weasley.

- O que? – o grito de Rony morreu no fundo, enquanto Harry aparecia no espelho – O que é Malfoy?

- Quero entrar dentro de Leeds.

- Entrar? – Harry pareceu surpreso – A cidade vai cair.

- Eu sei. Mas os ciganos não usam varinhas e vocês usam. Vocês ganham.

- Onde vocês estão?

- Na casa abandonada.

- Certo. Se vocês chegarem no muro da cidade, terá uma porta lateral, que vocês podem usar.

- Você fala como se fosse simples passar por uma horda de ciganos fanáticos.

- Então me de outra sugestão.

- Ataque eles.

- Desculpe? – Harry olhou descrente para Malfoy.

- Ataque eles Potter! Não era você que dizia que a cidade ia cair? Pois bem, ataque eles antes que eles ataquem. Faça uma surtida e se tiver pena de matá-los, estupore eles.

- E porque faríamos isso? – agora Rony voltou a pegar o espelho, e falava agressivo.

- Para causar uma distração. E de preferência façam isso longe da tal porta lateral.

- Não podemos de qualquer maneira. – Hermione falou.

- Como não podem, Granger, você tem uma cidade para comandar.

- Acontece que eles tem tropas que montam guarda no portão.

- Abra o portão.

- Como abra o portão?

- Oras, abra ele. Ponha seus soldados lá, abra o portão, e comece a soltar feitiços até eles recuarem. Uma varinha tem mais alcance que um arco e mais poder destrutivo do que uma espada. Se vocês forem para o corpo-a-corpo eles tem uma chance, agora se vocês usarem as varinhas, eles vão perder.

A discussão durou cerca de duas horas. Ficou combinado que o portão seria aberto, e a Ordem iria enfrentar os ciganos. Draco e Gina iriam entrar na cidade pela porta lateral.

"E depois, Gina se encontrava com Potter, com seus irmãos e a amiga sangue ruim e fugiam". Foi o que Draco pensou. Ele também ia fugir, mas pretendia pegar uma varinha antes.

No dia seguinte, 50 membros da ordem estavam na frente do portão, esperando a batalha com varinhas em punho.

Os Weasley, Hermione e Harry estavam mais atrás, como uma segunda linha para ajuda.

- Só varinhas! Não puxem espadas, só varinhas! – Tonks gritava para os homens.

Ao meio dia, o portão começou a abrir. Os ciganos olharam primeiro, depois, sem ordem nenhuma, foram atacar. Leeds significava que a Inglaterra estava rendida. E era verdade.

Caso Leeds caísse, Londres, Manchester e Liverpool seriam as únicas cidades com capacidade para resistir à força cigana.

Eles gritaram e começaram a correr em direção a pequena força que se amontoava no portão.

- Agora! – Tonks gritou. Raios vermelhos voaram em direção dos ciganos. Todos os ciganos que fora atingidos caíram estuporados, mas isso não conteve o avanço das tropas. Choviam raios vermelhos, mas soldados ciganos continuavam chegando, fazendo que, a cada um soldado estuporado, chegavam dois inteiros.

Passando por cima de corpos, os ciganos avançavam, e iriam ganhar se chegassem até a pequena força da Ordem.

Draco e Gina saíram correndo quando perceberam que os ciganos estavam indo atacar. Rapidamente entraram por uma porta lateral e saíram em rua vazia. Depois dobraram a esquerda e chegaram na batalha.

Os ciganos avançavam, percebeu Draco. E uma ou outra flecha era disparada. O loiro armou o arco e disparou uma flecha em direção a força inimiga. Depois de soltar quase todas as flechas que tinha, começou a sentir a dor nas costas, proveniente do esforço que o arco exigia para ser disparado.

Ele olhou em volta procurando Gina. Ela estava abraçando a família mais atrás, enquanto os ciganos avançavam.

E os ciganos conseguiram. Chegaram perto o suficiente para sacar as espadas e começar a duelar.

Draco começou a fugir. A força da Ordem agora corria, em vez de ficar para morrer. Draco correu o mais rápido possível. Estava seguindo Potter. Ele sabia que o garoto-que-sobreviveu-varias-vezes tinha alguma chave do portal.

Mas ele não conseguiu chegar até a salvação. Uma flecha acertou o tornozelo de Draco, atravessado quase totalmente a perna do garoto, que caiu.

Ele tentou se arrastar, entrando em pânico. A dor impedia de ele progredir. Ele ficou ali deitado, enquanto Leeds caia perante seus olhos.

Ele percebeu que alguém chegava, sentiu algo batendo em sua cabeça, e depois ficou tudo escuro.

Draco acordou preso em pelos braços em uma masmorra. Ele estava nu. Tentou se soltar em vão, porque dois elos de metal o prendiam firmemente na parede. Seus pulsos estavam dormentes, e Draco percebeu que a corrente que o prendia pelos pulsos estava atada nos dois braços, com uma ligação na parede.

Ficou lá em um incontável espaço de tempo. Depois um homen apareceu. Ele pos uma faca em uma mesa, que estava afastada de Draco. Depois Draco percebeu que eram três facas.

O homen acendeu a lareira e foi embora. O loiro, que estava preso, ficou fitando o fogo crepitar, e depois outro homen apareceu, segurando firmemente uma caixa.

A caixa foi depositada na mesa junto com as facas.

O homen desconhecido pegou as facas e pos as laminas no fogo. Draco se lembrou vagamente da tortura que os ciganos faziam, mas depois ele continuou olhando o homen.

- Quem é você? – o loiro perguntou. O homen não respondeu, apenas se limitou a abrir a caixa que estava na mesa. Depois começou a orar olhando para o objeto que estava dentro da caixa.

Os temores do comensal se concretizaram quando ele viu que o homen era cigano pela oração.

- Por que estou preso? – Draco perguntou de novo, olhando para as facas que tinham as lâminas atingindo uma tonalidade perigosamente vermelha.

O homen continuou sem responder. Depois olhou para Draco e perguntou. E Draco começou a responder.

Robbie chegou na sala, e se arrepiou quando sentiu o hálito frio da pequena masmorra. Ele carregava consigo a caixa que encomendara de Thomas, o ourives.

Ele pôs a lâmina das três facas no fogo, e fez uma oração a caixa, que lhe renderia o mundo muito em breve. Ele controlava o que os ciganos achavam de mais sagrados. E tudo graças a uma invenção antiga, o viratempo.

Mas agora ele tinha que se preocupar com o prisioneiro.

Ele ignorou dois chamados do desafortunado, mas depois perguntou.

- Qual é seu nome? – ele perguntou frio, inflexível.

- Draco Malfoy. Sou comensal da morte, e se você não me libertar o Lorde das Trevas vai te matar. – o loiro respondeu no mesmo tom, olhando fixo para Robbie.

- Draco Malfoy? – o cigano respondeu com escárnio – Você foi banido dos comensais por dar ajuda a uma prisioneira e é suspeito de matar Nott. O Lorde das Trevas me deu permissão de te matar.

Então Robbie começou a torturar. Ele pegou o cabo de uma faca e a encostou na perna de Draco. Ele gritou, e quando parou para ofegar, Robbie pegou a outra faca e pôs a usada para reaquecer, fazendo um ciclo para a dor não parar.

Depois de queimar uma perna, Robbie queimou a outra. E depois as costas. Fez riscos que iam da nuca até o quadril. Toda vez que o cigano encostava a faca na pele fazia um chiado, como de carne sendo grelhada.

Depois de queimar os dois braços, as duas pernas e as costas, Robbie percebeu que uma coruja assistia á tudo. Ele estava olhando para a coruja, que se apoiava no parapeito da única janela.

- Excelência? – um homen bateu na porta.

- Sim. O que é Tomé?

- Tem um chamado para você. É urgente.

- Não da para esperar? Estou escrevendo sobre ele. – Robbie indicou com a cabeça Draco, que estava pendurado pela corrente, gemendo de dor inconsciente.

- Escrevendo o que? – o servo perguntou.

- Como ele foi um traidor de nossa etnia – Robbie mentiu, pousando a pena no pergaminho e saindo da sala.

O servo dele foi atrás.

E a coruja piou.