N/A – Bem, eu sei que faz tempo que não atualizo, mas antes tarde do que nunca né? Bom galera, eu decidi ignorar alguns acontecimentos do 6º livro, já que a história já havia começado antes do livro ser lançado, bom, espero que gostem do capítulo.

Reações , brigas e visitas inesperadas

Os olhos de Draco exibiram a glacial frieza que sempre lhe foram típicas, sua postura logo ficou rígida e tensa.

Tornou a se fechar em si mesmo por completo e em poucos momentos era novamente Draco Philip Michael Malfoy. Distante. Orgulhoso. Frio.

Gina ainda não dissera nada. Só conseguia encarar o bruxo de expressão fria à sua frente. E, então, deu-se conta de que observava de forma diferente. O choque em admitir que se sentia atraída por um Malfoy tornou a dominá-la. Com uma onda de raiva, ordenou a si mesma para parar com aquilo. Não devia estar sentindo nada dessas coisas. Não queria sentir.

Depois da atração que sentira por Harry, descobrira verdadeiramente a magia do amor, nos braços de Nick. Todas as suas emoções, sentimentos, haviam pertencido a ele. E, ainda assim, ali estava, apenas um ano depois, afetada por um Malfoy, e pela maneira como a tocava. Estremeceu e apertou mais os braços ao seu redor. O que lhe acontecia, afinal? Ela amara tanto ao seu marido, descobriu o amor em seus braços, desfrutou de ternura e paixão. Ainda assim, em comparação com a reação que Draco Malfoy acabara de despertar em seus sentidos com um único beijo, o que tivera no passado poderia ter saído de uma simples história infantil.

Draco Malfoy não era mais um garoto. Não, ele a beijara com a experiência de um homem.

Não podia suportar...A culpa, a dúvida e a confusão formavam um sufocante turbilhão em seu íntimo. Precisava sair daquela biblioteca.

Mas não queria sair ainda.

O que estava fazendo?

Virou-se por completo para a lareira, aproximando-se mais do fogo, como se em seu calor pudesse encontrar alguma espécie de proteção contra a tensão que pairava no ar.

"- Acho melhor eu ir agora." – declarou Draco, às suas costas, seu tom ríspido. Mas não se moveu.

"- Sim, está ficando tarde." – murmurou Gina, mas também permaneceu imóvel. Percebeu que precisava dizer algo, qualquer coisa que trouxesse a normalidade de volta. Se é que era possível ser normal ao lado de um Malfoy. "- E, então, quando...quando pretende mostrar seu laboratório a Andrew?"

Draco não respondeu de imediato; ainda a observava, secretamente desconcertado com a raiva e os sentimentos primitivos que o invadiam. Mas, então, procurou se recobrar. O que importava o que ela pensasse a seu respeito? Todo o povo bruxo já o julgava condenado, apesar de o que aconteceu a Dumbledore ter sido provado que ele não tivera culpa, muito menos quanto a falta de provas quanto a estranha morte de Fleur, todos o julgavam condenado. Passara os últimos anos ouvindo sussurros acusadores às suas costas quando saía, sentindo os olhares curiosos. O que ela pensava não era importante, ela era uma droga de uma Weasley.

Assim, após alguns momentos, aceitou tomar parte naquele pequeno jogo dela, Mas não era porque se importasse, tratou de se lembrar. Não era em absoluto.

"- Em breve. A propósito, tem obtido algum progresso com ele?"

Gina, enfim, virou-se da lareira para fitá-lo. Draco observava-lhe cada reação, a angústia do olhar. Parecia realmente perturbada. Pela primeira vez, perguntou-se se poderia ser por causa de algo mais além dele. Afinal, mal a conhecia. Era possível que tivesse alguma desilusão passada, ou algo assim. Mas afastou a idéia. O que lhe importava? Logo ela não estaria mais ali.

"- Um pouco. Eu ainda gostaria de fazê-lo sair de casa com mais freqüência. Está absorto demais por todos aqueles livros e estatísticas deprimentes. Não é natural para um menino de sua idade.

"- Eu era assim quando tinha a idade de Andrew."

"- O quê? Você também passava o café da manhã calculando quantas pessoas morrem a cada minuto? Ou quantas você ou seu pai poderiam matar quando ainda eram comensais?" – Draco franziu o cenho, e ela percebeu que havia ido longe demais. Mas para sua surpresa ele pareceu ignorar a última coisa que disse"

"- Não. Mas de fato memorizei todos os feitiços do livro básico, mas nunca fiquei me gabando disso como sua amiguinha sangue-ruim." – ela olhou-lhe rispidamente, mas não reagiu de forma brusca a ofensa a sua cunhada.

"- Mas a morbidez dele não o preocupa?" – indagou ela, com súbita veemência. "- É seu filho. Não se importa, ou você gosta que ele seja assim?"

"- Foi para isso que a contratei, Srta. Weasley." – declarou Draco, a fria formalidade se entrepondo como uma barreira entre ambos novamente.

"- Não é assim tão simples."

"- Creio que já havíamos discutido esse assunto. Como lhe disse, a sua incumbência é tomar conta de Andrew, não ficar analisando meu relacionamento com ele. Além do que, creio que nem isso vai ser do seu interesse por muito mais tempo.

Gina o estudou intrigada, sua mente concentrada totalmente no assunto em questão agora.

"- O que quer dizer?"

A solução ocorrera a ele quando estivera na Convenção, e após refletir a respeito, decidira que era a mais acertada. Resolveria o problema de ter que cuidar do menino, e ao mesmo tempo o tiraria de sua preocupação imediata. Uma solução perfeita, que beneficiaria a ambos. Não sabia por que não tivera a idéia antes.

"- Andrew está com seis anos e, como você sabe, é uma bruxo muito precoce. Andei avaliando alternativas educacionais para ele, e em Durmstrang são aceitas crianças da idade dele, com talentos excepcionais e..."

"- O internato de Durmstrang, você quer dizer!"

"- Sim, mas isso vai lhe oferecer oportunidades incríveis."

"- O quê?" – retrucou Gina em ultraje. Sua raiva cresceu, sobrepujando a culpa e a confusão de minutos atrás. Mal podia crer no que ouvira. Já era absurdo o bastante que ele ignorasse o filho, mas ter o menino de volta em casa após cinco anos para logo em seguida mandá-lo para longe...! Não, era intolerável! "- Oportunidades educacionais são as menores das preocupações de Andrew no momento" O que ele precisa é de um lar estável, seguro, repleto de afeição, para ajudá-lo a aprender um pouco sobre o outro lado da vida, tal como o de simplesmente viver!"

Avançou alguns passos, vencendo a distancia que os separava; seus olhos soltando faíscas. Draco lembrou-se de sua feição quando ela lançou-lhe um feitiço do bicho papão quando ele estava no quinto ano em Hogwarts, sentiu vontade de rir, mas lançou-lhe um estudado olhar frio, embora em seu íntimo desejo reavivasse.

"- Acredito, ou melhor, tenho certeza Srta. Weasley, que é e sempre foi uma romântica."

" – Parece pensar que as coisas importantes da vida envolvem emoções e sentimentos. Eu discordo."

O absurdo do comentário foi o bastante para inflamar ainda mais a raiva de Gina.

"- Como assim discorda? O que acha que é a vida?"

"- Acho que é a racionalização mágica e lógica. Acho que é a busca do homem pelo poder e pelo progresso; o melhor aproveitamento dos recursos que restam no mundo. Em suma, a vida é algo preciso e definível, diferentemente da magia."

"- Não pode estar falando sério."

"- Estou." – ele mantinha a fisionomia impassível, mas a intensidade em seus olhos confirmava sua convicção no que dizia.

"- Pois não concordo. E não acho que deva mandar seu filho para uma escola onde os valores são bastante denegridos, principalmente quando ele ainda tem seis anos. Por Merlim, aquele menino é um autodidata; já está praticamente dando a si mesmo uma educação melhor do que qualquer um gostaria de ter. E no momento ele não precisa de uma escola. Precisa de um pai!"

"- Não é assunto seu."

"- Oh, é sim! Minha responsabilidade é cuidar do bem-estar de Andrew. E sabe o que vejo? Vejo um garotinho assustado que idolatra o pai. E vejo um pai que, por qualquer que seja a razão, faz absoluta questão de ignorar o próprio filho. E, na minha opinião, isso é uma grande tragédia."

"- Não se intrometa em assuntos que desconhece Weasley!" – avisou Draco, a linha de seus lábios perigosamente tensa.

"- Bem, como posso saber algo, se não me conta nada?"

"- Não está em posição de..."

"- Oh, me poupe – interrompeu-o Gina, suas emoções num estado de tal fragilidade que lhe fugiam do controle por completo. – Não pode traçar limites invisíveis absurdos e esperar me barrar com eles. Já sei que subestima minha capacidade profissional, Malfoy, como deixou claro ao me conhecer, mas quando fui designada para este trabalho, aceitei-o com a intenção de me empenhar ao máximo. E se eu tiver que derrubar barreira por barreira do seu autocontrole, se tiver que descobrir por que evita seu filho, eu o farei. E se não gostar, me demita.

Ela deixou o desafio pairando no ar, carregando ainda mais o ambiente de tensão. Tinha as faces coradas, o peito arfava. Abruptamente, ambos se entreolharam, e o clima tornou a esquentar ema mais uns cem graus.

Droga, queria beijá-lo. Queria puxá-lo pelo colarinho e tomar-lhe os lábios com toda a raiva e frustração que a consumiam. E a expressão que passava pelos olhos claros de Draco evidenciava que não se faria de rogado.

"- Se quer sair correndo – disse ele de repente, o tom baixo e breve – é melhor que o faça agora. Ou não poderei ser responsabilizado pelas conseqüências."

Seus mais sombrios e profundos receios? Refletiu Draco, no súbito silêncio.

Não, disse a si mesmo. As palavras haviam sido ditas apenas no ímpeto da raiva. Afinal, o que ela poderia descobrir depois de todos aqueles anos?

Ainda assim, tinha que admirar a convicção de Gina. Admitia que estava impressionado pela forma que vinha lidando com Andrew até agora. Se ao menos ela soubesse...Mas não sabia, e ele jamais lhe contaria. A morte de Fleur sepultara tantos segredos; não adiantava tentar desenterrá-los agora.

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Gina pensou no que acontecera durante a noite toda, reprisando os eventos várias vezes em sua mente, sem conseguir conciliar o sono. Deitada em sua cama, com o olhar fixo no teto, lembrou-se do beijo tórrido. Ela não apenas retribuíra, como desejara beijá-lo novamente!

Sacudiu a cabeça, aturdida com suas próprias reações. Quando decidira que precisava de um recomeço em sua vida, ainda morando nos Estados Unidos, não tivera a intenção de modificar tudo. Não partira em busca de romance. Em especial com um bruxo determinado a intimidá-la com o seu ar perigoso.

Uma nova onda de culpa a assaltou. Nick morrera em seus braços, e todos os sonhos que ela acalentara para sua vida tinham sido enterrados com ele. Depois daqueles doze meses, uma parte de si ainda sofria, um imenso vazio ficara.

Era por essa razões que o fato de Ter gostado do beijo de Malfoy a desconcertava tanto. Fora algo tão inesperado... Na maior parte do tempo, até chegava a pensar que ele ainda a odiava. Mas ao beijá-la... Mais uma vez estremeceu e tentou apagar aquela imagem de sua mente.

Contudo, não havia como esquecer. E por mais difícil que fosse, precisava encarar a verdade. Estava atraída por outro homem... Estava atraída por Draco Malfoy, e acima de tudo, beijara-o.

Fechou os olhos com força, mas o fato permaneceu. Soltou um profundo suspiro. Bem, não havia como negar. Sua vida estava mudando, e descobriria como lidar com Draco Malfoy, de uma forma ou de outra.

Ele parecia obstinado a manter aquele seu mundo frio e lógico intacto. Por qualquer que fosse a razão, insistia em manter distância do filho. Talvez estivesse inseguro sobre a melhor maneira de se relacionar com o menino depois da longa separação; ou talvez simplesmente não soubesse como lidar com crianças.

Bem, ao menos de uma coisa Gina tinha certeza. Durante o pouco tempo que estivera morando ali, já se afeiçoara ao pequeno Mestre Andrew e estava determinada a fazer o que estivesse a seu alcance para unir pai e filho. Era evidente que um precisava do outro. Apelaria para outra estratégia dali em diante. Iria fazer de conta que desistiria de os unir e, então, estaria livre para "acidentalmente" forçar aqueles dois a se verem com mais freqüência. Faria com que Draco Malfoy enxergasse o quanto seria bom Ter Andrew em sua vida.

Sim, pensou, enquanto finalmente ia adormecendo. Pelo bem do menino. Mas a voz em sua cabeça sussurrou-lhe: Não é apenas pelo bem de Andrew. Gina tratou de ignorá-la.

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Na manhã seguinte, Gina acordou com os nervos a flor da pele, ainda abalada com os eventos da noite anterior na biblioteca. A cada vez que pensava em enfrentar Draco, um rubor tingia-lhe as faces. Talvez aceitasse suas palavras desafiadoras e a demitisse. Talvez tornasse a beijá-la... A essa altura, não tinha certeza do que receava mais.

Conforme a manhã foi progredindo sem nenhum sinal dele, ela foi capaz de se acalmar ligeiramente. Para abrandar seu turbilhão interior e, ao mesmo tempo, entreter de alguma forma o pequeno gênio a seus cuidados, decidiu se refugir na cozinha. Nada como preparar uma fornada de tortas de abóbora e biscoitos de chocolate para relaxar um pouco.

Mas, na verdade, levou praticamente a segunda metade da manhã para convencer o velho cozinheiro Dodd, a lhe ceder seus domínios por umas poucas horas. Enfim, após o almoço ela e Andrew puderam iniciar a já batizada "Grande Mágica das Tortas e Biscoitos".

Em pé sobre uma cadeira, o menino ia lhe passando os ingredientes de uma das extremidades do balcão principal. Ela com alguns encantos básicos fazia com que os ingredientes fossem misturados, percebeu por pequenos momentos os olhos maravilhados dele, quando ela utilizava mágica, mas logo ele se recompunha, idêntico a Draco. Ele ainda estava num de seus terninhos azuis, mais ao menos tirara o paletó e a capa para a ocasião. Quanto a Gina, usava uma sai ampla, estampada de vermelho, um suéter cáqui, ambos cobertos por um avental branco salpicado e massa. Tinha os cabelos longos presos por uma fita, mas alguma mechas haviam ficado com alguns vestígios de farinha.

"- Ora, o que encontro aqui!" – exclamou, de repente, uma voz masculina da porta da cozinha.

Gina e Andrew viraram-se imediatamente do balcão, Gina segurando com força sua varinha. Recostado no batente, achava-se um homem distinto, bem vestido, mas desconhecido.

"- Quem é você?" – perguntou ela, confusa.

"- Tio Blaine" – Respondeu Andrew pelo estranho.

"- Olá garoto. Ei, bela capa." – O homem exibiu um sorriso largo e charmoso de um playboy típico. Considerando que estavam no início de outubro, seu bronzeado certamente não era daquela parte do país. E como não se parecesse em nada com Draco, Gina deduziu que talvez fosse algum parente de Fleur. Apesar de ser moreno e ter um ar expansivo, era a dedução mais lógica.

"- Prazer em conhecê-lo." – disse-lhe educadamente, guardando sua varinha.

" – O que a traz aqui?" – perguntou Blaine, percorrendo-lhe a figura graciosa de alto a baixo com um olhar de apreciação. "- Os gostos de Draco devem estar melhorando."

"- Ela é minha babá." – interveio Andrew, e a possessividade em sua voz era tão intensa que Gina lançou-lhe um olhar espantado. As feições delicadas do menino haviam se contraído. Por alguma razão, parecia que não gostava do tio.

"- A babá" – repetiu Blaine, admirado. "- Puxa, as babás andaram mudando muito desde os meus tempos. Devo dizer, a melhora é quase tentadora o bastante para me fazer desejar ter seis anos outra vez."

O galanteio foi tão direto que Gina ergueu as sobrancelhas em surpresa. Pelo que se lembrava de Fleur, ele definitivamente devia ser parente dela.

"- E então, o que estão cozinhando?" – perguntou ele, mantendo seu tom jovial, levitando um biscoito já assado com sua varinha até sua boca. "- Eu e meus amigos podemos ficar para o jantar?"

"- Não." – respondeu Andrew bruscamente. Recebeu um olhar de reprovação de Gina. Mas Blaine apenas deu de ombros.

"- Ainda aborrecido com o incidente do fantasma, hein, garoto?"

"- Incidente do fantasma?" – indagou ela.

"- Sim. Eu visitei os Delacour no ano passado, por ocasião do Dia das Bruxas, e tomei uma poção que me deixou transparente como um fantasma, foi uma bela fantasia. Pensei em divertir Andrew um pouco com essa tradição sabe, e bati à porta de seu quarto. Juro que não pensei que ele tivesse tanto medo assim de fantasmas, algo tão comum em algumas construções mágicas, mas parece que ele não gostou muito da brincadeira"

"- Não tenho medo de fantasmas!" – protestou Andrew e, por trás das grossas lentes de seus óculos, os olhos claros davam os primeiros sinais de agitação. "- Oitocentos e oitenta e seis trouxas são cremados por dia" – declarou de repente.

"- Daqui a pouco colocaremos a segunda fornada de biscoitos no forno." – interrompeu Gina com todo o tato. "- Que tal se me ajudasse a despejar colheradas de massa na assadeira Andy?"

"- Não quero. A cada dia, quatro mil, novecentos e vinte e oito pessoas são enterradas."

" – Andy..."

" – E aposto que algumas foram vivas!"

" – Me diga, então, quantos bebês nascem a cada dia?" – perguntou ela, apelando para uma estratégia que começara a usar há alguns. Esperava desviar-lhe a atenção ao menos para estatísticas que não fossem mórbidas e que contivessem alguma natureza mais otimista.

Mas no momento o menino ignorou, continuando a enumerar fatalidades. Seu olhar se alternava dela até Blaine, faiscando de raiva e, o mais perturbador, repleto de medo.

"- Noventa e duas pessoas cometem suicídio por dia na Inglaterra." – após ter dito isso os cabelos de Blaine foram mudando de cor, e crescendo extremamente rápido, através de mágica expontânea do garoto, Blaine começou a rir e deu um jeito na mágica, enquanto o garoto ainda tremia de raiva.

Gina não teve outra escolha. Segurou-o com gentileza pelos ombros e sacudiu-o.

"- Acalme-se, Andrew". – ordenou-lhe, firme. – "Agora"

"- Relaxe, Andy." – disse Blaine, aproximando-se.

"- Não me chame de Andy!" – gritou o garoto subitamente. "- Só Gina pode me chamar assim, só ela""

"- Andrew!" – exclamou Gina outra vez, começando a se sentir desesperada. "- Acalme-se. Qual a raiz quadrada de 6.561?"

Tornou a sacudi-lo com gentileza e viu que seu olhar enfurecido começava a se abrandar.

"- Oitenta e um." – respondeu ele depressa.

"- Ótimo. Muito bem. Está mais calma agora?" – ela manteve a voz casual e o estudou com atenção. Nunca o vira ficar tão nervoso e tinha que admitir que se assustara. Sentia-se tentada a estreitá-lo com força em seus braços, mas Andrew era sempre tão reservado que receou desencadear-lhe a raiva outra vez.

"- Estou. Posso ir até a biblioteca? Há um livro lá que eu quero ler."

"- Está certo, mas volte logo. Os biscoitos não demorar a ficar prontos. E são mais gostosos quando estão quentinhos."

Andy assentiu, pegou sua capa do encosto da cadeira e desceu, deixando a cozinha o mais depressa que pôde.

"- Sinto muito." – disse Blaine quando o menino saiu. "- Não tive a intenção de aborrecê-lo."

"- Andrew é muito sensível" – retrucou Gina, sem ocultar sua contrariedade e nervosismo, suas faces avermelhadas. " – Devia ter mais tato com ele. O incidente do fantasma devia ter sido uma mostra disso."

Ao olhar para a censura daqueles olhos penetrantes, Blaine descobriu-se atipicamente embaraçado.

"- Está bem. Não quis mesmo aborrecê-lo. Não levo muito jeito com crianças. Mas juro que vou Ter mais tato daqui em diante."

"- Não pode ter sido apenas por sua causa" – comentou, pensativa, enquanto acabava de distribuir a massa de biscoitos pela assadeira com um toque de sua varinha. " – Bem, ele parece não gostar de você. Mas eu nem tenho certeza se Andrew gosta de mim e, ainda assim, jamais o vi tão agitado."

"- Bem, vivendo com aqueles avós, quem pode culpá-lo?"

"- Quer dizer...com seus pais?"

Blaine pareceu confuso por um momento, mas logo compreendeu e soltou uma risada.

"- Oh, não, não. Eu sou irmão de Draco, Fleur era minha cunhada."

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N/A – Bom gente, eu sei que demorei, mas não me matem, eu tive problemas, e problemas muito sérios nos últimos meses!

Mas está aí, e finalmente o lindo do Blaine apareceu...rsrsrsrs

Vou tentar não demorar com o próximo capítulo!

Ah...Qualquer erro não estranhem, pois não está betado!

Beijos

No próximo capítulo:

...A visita de Gina e Blaine no laboratório

...E a visita de alguns amiguinhos, muito "interessantes" de Blaine na mansão!