Capítulo 21
24/12
Querido Diário,
Hoje é véspera de Natal! O que significa que hoje teremos a ceia de natal e a revelação do amigo-oculto... Tá que o meu presente pra Kate não foi o mais perfeito, mas espero que ela goste! Infelizmente, após o almoço os alunos do sétimo ano que ficaram no castelo vão ter que dar duro para decorar o Salão Principal. Bom, eu estou aqui na sala comunal completamente vazia, escrevendo. Enorme borrão de tinta Ah! Uma enorme coruja acaba de entrar pela janela aberta e deixar uma carta no meu colo! Opa, acho que ela errou de destinatário:
"Apenas um sorriso seu
Apenas um sorriso seu
Já alegra todo o meu dia
Me inspira linda poesia
Apazigua o peito meu
Apenas um sorriso seu
E meu desejo se sacia
Me encanta, me contagia
E me leva ao apogeu
Apenas um sorriso seu
Traz a mim toda a magia
É a mais doce melodia
Que meu mundo conheceu
Apenas um sorriso seu
Talvez não merecia
Mas era o que queria
E você hoje me deu!
Feliz Natal!"
Que legal! Já fazia um tempinho que a Amanda não recebia cartas d'O Admirador secreto! Ai, esse poema é lindo! Quem me dera tivesse um admirador secreto... Opa, peraí. A Amanda apareceu, e não está nada bem!
XxXxXxXxXxXxXxXxXxX
A Amanda e o Diggory terminaram! Aquele canalha terminou com ela sem mais nem menos, e eles estavam tão bem! Ela chegou chorando na sala comunal e assim que me viu correu lá para cima, com a mão no rosto. Subi atrás dela, e ela estava com o rosto enterrado no travesseiro, soluçando. "Amanda? O que houve?", perguntei baixinho, ao me sentar ao seu lado. "E-eu e o A-amos terminamos!", ela falou, entre soluços. "Como assim? O que aconteceu?", "Ele não deu satisfações, apenas falou que não podia mais me ver. Ele foi tão... frio comigo! Acho que ele tem outra!", ela falou. "Não, ele não tem cara de trair... Você acha que talvez fosse um problema na família ou sei lá?", "Não sei, Lily! Eu realmente não sei! Agora que a gente estava indo tão bem...", "Vamos, Amanda, você não é o tipo de garota que chora por homens! Além do mais, olha o que chegou há alguns minutos!", falei, mostrando a carta. Ela leu, e de repente suas lágrimas cessaram. "Tem razão, Lily, eu não sou garota que chora por homens! Vou dar a volta por cima!", ela falou, enxugando o rosto vermelho e lavado de lágrimas. "Hey, que tal fazermos assim: você vai lavar o rosto no banheiro e depois vamos almoçar? Já está na hora", falei, consultando as horas no meu relógio. Ela concordou, se reconstituindo e nós fomos almoçar. Kate e Julie estavam lá. "Por onde andaram?", perguntei, ao sentar do lado de Kate. "Eu fui devolver um livro pra profª Minerva", Kate respondeu. "E eu estava com o Remo, até que os Marotos chegaram e o arrastaram para algum lugar", Julie falou, depois ficando pensativa. "E vocês?", Kate perguntou. "Eu estava na sala comunal escrevendo...", falei, olhando de esguelha para Amanda, "Lily e seu diário!", Julie comentou, e depois olhou para Amanda, que respondeu: "Depois", sentando-se e começando a se servir. O prof Dumbledore levantou-se e falou que, após o almoço, os alunos do sétimo ano deveriam permanecer no salão, para receber todas as instruções dos professores. Quando todos terminaram de comer suas sobremesas, os alunos dos outros anos saíram. Um quintanista da sonserina, a pedido do diretor, fechou a porta ao sair.
A profª McGonagall, pedindo que nos levantássemos, fez as quatro grandes mesas desaparecerem com um aceno de varinha. Já vi o Salão Principal sem elas antes, mas na ocasião ele estava cheio de mesas individuais, e dessa vez ele estava completamente vazio, a não ser pelos setimanistas e alguns professores. Caramba, aquele salão é enorme! O diretor levantou-se a começou a falar: "Boa tarde. Bom, suponho que vocês estejam se perguntando o que terão de fazer hoje. Como todas as casas ficaram com aproximadamente o mesmo número de estudantes do sétimo ano, a divisão dos grupos vai ser por casa. Os professores sortearão o que cada grupo vai fazer: um vai cuidar da parte interna, o outro vai se circular pelo castelo decorando-o, outro vai para os jardins apanhar pinheiros e outras coisas necessárias com a ajuda de Hagrid, e o grupo restante vai ajudar os elfos na cozinha. Professora McGonnagall, prof Flitwick, professora Sprout, prof Turpin…", os diretores das casas se adiantaram para fazer o sorteio das tarefas. A profª McGonnagal reuniu os grifinórios numa roda e falou: "Tudo bem, vocês ficaram com a tarefa mais importante: decorar o salão", Pedro soltou um gemidinho, "Sim, senhor Pettigrew. Eu comandarei tudo, mas não posso fazer tudo por vocês, então conto com a participação e competência de todos. Agora vamos", ela falou, empunhando a varinha enquanto cada um de nós fazia o mesmo com a própria varinha. Os outros alunos já saíam do salão quando me virei e segurei um grito ao ver o que agora havia na mesa dos professores. Dezenas de bolas de vidro de diversos tamanhos, estrelas de cristal, velas ainda apagadas, luzinhas coloridas, e todo o tipo de coisa para decoração natalina. Mordi o lábio. Íamos trabalhar com os Marotos, e todas aquelas coisas frágeis corriam perigo. A profª nos dividiu: eu e Kate fomos para um canto cuidar da parte de acender e fazer as velas levitarem a uma boa distância entre o teto e a cabeça dos alunos. Tarefa difícil.
Comecei a acender e tentar fazer a vela levitar, mas primeiro ela ficou tão alta que não podia mais vê-la; na segunda tentativa ela não ficou nem a dois metros do chão; quando eu pensei que havia conseguido, ela começou a dar umas voltas estranhas pelo salão, parando bruscamente e começando uma queda livre em direção à cabeça de Kate. Pulei sobre ela para salvá-la da iminente desgraça que seria se seus lindos, dourados e sedosos cabelos pegassem fogo. Ela levou um susto, mas após se recompor, me mostrou exatamente o que eu deveria fazer. Depois disso foi moleza. Apesar da quantidade de velas, acabamos rapidamente e fomos ajudar Potter e Sirius com o primeiro pinheiro que havia chegado. Com a varinha, começamos a colocar as luzes, a estrela lá no alto, as bolas coloridas. Quando chegou a parte em que íamos colocar aquele negócio comprido, peludo e colorido que se põe na árvore para imitar neve (eu acho), porém, Potter resolveu que estava entediado. Sem que eu percebesse, enrolou uma dessas coisinhas no meu pescoço, como um cachecol. Olhei para ele, que falou: "O que acha, Almofadinhas?", "Não, tenta de outro jeito" Sirius respondeu. Ambos estavam me olhando com a mão no queixo, como se fossem artistas trabalhando em sua obra prima. Com outro aceno de varinha, ele a amarrou na minha cintura. "É, melhor, mas acho que podemos tentar outra vez", Potter comentou, desta vez amarrando a coisa no meu pulso. "Não, não gostei, que tal assim?", Sirius disse. Eles continuaram essa guerra enquanto eu morria de rir daqueles dois doidos. "Ei, tive uma idéia!", Sirius falou. Com a varinha, pendurou várias das bolas coloridas em mim. Eu, que já estava querendo dar um basta naquilo, me imobilizei, afinal, as bolas poderiam quebrar. Potter pôs a estrela na minha cabeça, e os dois se afastram para me analisar. "Adorei!", Potter falou, "Eu também! Mais uma vez, fizemos algo perfeito." Revirei os olhos, ficando vermelha de raiva. Pô, eu queria sair! "Ela não é a árvore de natal mais linda desse mundo?", Potter perguntou. Corei mais ainda. "Tá, tá, agora chega de diversão. Tirem isso de mim e vamos trabalhar", falei, autoritariamente. "Sim, mamãe", os dois responderam em uníssono, e começaram a tirar tudo de cima de mim. Nunca pensei que Sirius Black e Tiago Potter me obedeceriam um dia... Voltamos a arrumar tudo, e tenho que dizer que o salão está lindo! Cheio de luzinhas verdes, amarelas, vermelhas, azuis, rosas, laranjas, de todas as cores; todas aquelas velas flutuando; no teto pusemos estrelas piscando; neve falsa caía do teto, porém sem chegar perto dos alunos... Estava lindo! Cansados, voltamos ao dormitório para tomar banho e nos arrumar. No caminho, íamos sentindo o cheiro delicioso que vinha da cozinha, com água na boca. Eu fui a última a usar o banheiro, e quando saí, vesti uma saia preta rodada só um pouquinho, com uma blusa verde e um casaquinho preto até a cintura e um sapato boneca preto. Estávamos um pouquinho atrasadas, então descemos direto para o salão. Enquanto andava, percebi que os corvinais fizeram um ótimo trabalho: luzinhas piscantes, camadas de neve artificial sobre armaduras que cantavam canções natalinas, havia até mesmo alguns quadros com gorrinhos vermelhos de Papai Noel. No salão, havia apenas uma enorme mesa, onde todos os alunos e professores iriam sentar. Nos sentamos ao lado dos Marotos, e quando todos os alunos já estavam lá, Dumbledore levantou-se e fez um breve discurso.
Quando o diretor terminou de falar, imediatamente as grandes travessas à nossa frente de rpente se encheram com deliciosas comidas. Havia peru, tender, lombo, todos os tipos de delícias. Para a sobremesa, pudim de caramelo, torta de maçã, e alguns daqueles docinhos de bengala que vemos nos filmes trouxas. Estava tudo maravilhoso, e já estava meio cheia quando a professora McGonnagall levantou-se, depois de toda a comida dos pratos ter desaparecido, e educadamente desejou um ótimo natal. Explicou que agora os professores fariam uma confraternização diferente (traduzindo:sutilmente nos expulsou), e então saímos. Eu, Kate, Amanda, Julie, Potter, Sirius, Remo e Pedro nos sentamos na sala comunal, conversando um pouco. Pedro, ansioso, logo pediu que revelássemos o amigo-oculto, e decidimos que era uma boa idéia ou poderia ficar tarde. Subimos para apanhar os presentes nos dormitórios. Diminuí meu presente e o coloquei numa sacola de papel. Quando desci, percebi que todos haviam disfarçado seus presentes. Me sentei e falei: "E aí? Quem quer começar?", "Posso, posso?", Pedro falou empolgado. "Pode, mas você começar não significa que vai receber seu presente agora", Remo explicou, "Ok, então... o Almofadinhas começa!" ele respondeu apontando para Sirius. Ele se levantou com o presente na mão e começou:
"Bem, eu e meu(minha) amigo(a) oculto(a) ficamos amigos há pouco tempo, mas já pude perceber que ela é uma garota inteligente, doce e bastante tímida, que roubou o coração do meu amigo", ele parou. "É a Jules!", eu falei. Ela se levantou, abraçando-o e abrindo o presente. Ela ficou muito vermelha, pois era uma camisolinha minúscula e transparente. "Pra você usar com o Aluado aqui", Sirius bateu nas costas do Remo. Ele olhou para cada um de nós, uma expressão estranha no rosto. Havia um silêncio constrangedor. Eu mantinha a boca entreaberta. De repente, ele começou a gargalhar muito, muito. "Vocês realmente acharam que esse era o presente dela?", ele falou, tirando mais um pacote de não sei onde e entregando-o a ela, "Mas isso não significa que você não possa ficar com a camisola", completou. O presente verdadeiro era uma pulseirinha de prata com dois pingentes. "Esse ideograma significa paz e esse amor", ele explicou, apontando para os ideogramas japoneses que eram os pingentes. Aquilo deveria ter sido realmente caro. Sirius se sentou e Julie começou a falar:
"A pessoa que eu tirei é muito, muito especial mesmo pra mim, vocês não sabem quanto. Engraçado, gentil, inteligente, doce, carinhoso...", "Ta, ta, chega! É o Remo! Se você continuar com isso daqui a pouco vocês vão estar se engolindo aqui!", Sirius falou. Julie riu, enquanto Remo se levantava e eles se beijaram longamente. "Caham, caham", pigarreei. Os dois pararam, corados, Julie sentou e Remo abriu seu presente. Era uma caixa branca com um coração vermelho no meio, e dentro havia algumas folhas. "Essas são minhas cartas pra você. Quando formos escrevendo cartas, vamos guardando aí, e quando estivermos brigados ou numa crise, abrimos a caixa e a relemos para relembrarmos o quanto gostamos um do outro", ela falou. Remo abraçou-a mais uma vez e começou a falar: "Bem, a pessoa que eu tirei é amiga há um bom tempo, é engraçada, e adora comer", falou. Pedro se levantou para apanhar o presente – a edição especial e limitada de seus doces preferidos – os dois deram um abraço de homem(aquele em que se bate nas costas e é bem rápido), e Pedro prosseguiu: "Eu não conheço meu(minha) amigo(a) oculto(a) há muito tempo, mas sei que ela é uma boa pessoa, divertida, companheira...", ele falou e olhou para cada um, como se esperasse que alguém respondesse. Como ninguém o fez, ele falou: "Amanda". Ela se levantou, os dois se abraçaram, ele se sentou e ela abriu o presente. Não, não era comida, era um lindo suéter branco. Ela agradeceu e continuou:
"Bom, a pessoa que eu tirei é muito especial pra mim. Embora pouquíssimos sabem, somos amigos há muito tempo, e eu confio muito nele, apesar de termos nos afastado um pouco ultimamente", ninguém soube dizer quem era, mas Potter sorria enquanto ela falava e ela se adiantou e deu o presente a ele, que se levantou e a abraçou por um bom tempo. Depois, ele abriu o presente. Era um kit para vassouras – para polir, limpar, etc - , que ele por sinal adorou; colocou-o cuidadosamente cobre o sofá e falou: "Bem, a pessoa que eu tirei é muito especial também. Vou repetir o que muitos disseram, mas que culpa tenho eu de nosso grupo ser tão legal? Ela é inteligente, bonita, engraçada, estressada, paranóica, companheira, fiel, teimosa...", "É a Lily!", Remo gritou. Eu estava muito, muito vermelha mesmo quando levantei para pegar meu presente. Abracei-o e até dei um beijo em sua bochecha. Pus a mão dentro da enorme sacola de papel que ele havia usado para disfarçar e apanhei um álbum de fotos encapado em couro. Na primeira página, em lindas letras, estava escrito: 'Nossos momentos juntos', fui passando as páginas e com espanto me vi sentada na neve com Potter ao meu lado, encostada na árvore, o Potter me segurando enquanto eu quase caía da escada, eu e ele rindo sentados no sofá, eu com a cabeça levantada, os olhos fechados sentindo a neve no rosto com ele me olhando, eu andando com ele pelo castelo, ele me carregando no colo quando machuquei minha perna, nós dois nos atacando com bolas de neve, eu de árvore de natal e ele pondo a estrela com a varinha na minha cabeça e mais inúmeras fotos. E, é claro, por serem fotos bruxas, elas se mexiam. Lembrei dos flashes, e meu queixo caiu. Então eu não estava louca, aqueles flashes vinham de uma máquina, de alguém tirando fotos de nós dois! "Aqueles flashes... eram pra isso?", perguntei a ele, incrédula, apontando para o álbum. Ele exibiu um sorriso maroto e balançou a cabeça afirmativamente. Aquilo era muito lindo! De repente, a Lily da foto em que estávamos deitados na neve, ele em cima de mim, beijou o Potter da foto. E eu senti vontade de fazer o mesmo com o verdadeiro! Estou ficando louca! Preciso de um psiquiatra para tratar essa insanidade!
"Ahn, Lily? Podemos continuar?", Kate falou, me acordando de meus devaneios loucos. Peguei meu presente e comecei a falar: "Bom, a pessoa que eu tirei é amiga há muito tempo, é a pessoa que sempre me ouve quando preciso, que dividiu comigo meus bons e maus momentos e eu dividi com ela os bons e maus momentos dela, que me ajudou com muita coisa, que...", parei de repente, pois Sirius estava batendo em seu relógio de pulso, "Bom, é a Kate", falei, enquanto ela se levantava e eu a apertava o máximo possível num abraço. Nos separamos e eu entreguei o presente a ela. Ela abriu o pacote e olhou boquiaberta para a vassoura de última linha à sua frente. Sirius e Potter a olhavam cobiçosos e Amanda, Julie, Pedro e Remo estavam impressionados. "E eu já falei com o Jack, você vai ser artilheira da Grifinória!", falei. "O que? Lily, como você faz uma coisa dessas? Primeiro você compra uma Nimbus 81, que mal chegou nas lojas, e depois arranja uma vaga pra mim no time de quadribol da casa! Você é a melhor amiga que pode existir!", ela falou emocionada, me abraçando novamente. Kate sempre quis ser artilheira, desde pequena. Jogava sempre com seus primos um pouco mais velhos no bairro bruxo em que moravam, e joga muito bem, mas nunca teve coragem de se candidatar. Bom, eu dei o empurrãozinho. Vai que ela resolve jogar profissionalmente depois de Hogwarts mas ninguém a aceita porque ela não tem experiência? Essa é sua última chance! Me sentei e ela continuou, quase pulando de alegria:
"Bom, a pessoa que eu tirei se tornou amiga há pouco tempo. Convencido, porém com motivos, engraçado, super bagunceiro, tem muitas idéias malucas na cabeça... É o Sirius!", ela falou, entregando o presente a ele. Ele a abraçou, e eu suspirei aliviada por ter sido um abraço amigo. Ele abriu seu presente, que era uma camisa azul muito bonita, junto com vários logros da Zonko's e agradeceu, sentando-se. "Já acabou?", Pedro perguntou decepcionado enquanto comia seus doces, "Bem, sim, já que todos e já entregaram e receberam presentes", Sirius falou ironicamente. Eles começaram a brigar ou fazer sei lá o que, não prestei atenção. Estava mais preocupada olhando a mini-Lily no colo do mini-Potter, ambos felizes e dando tchauzinhos(foi quando ele me carregou de Hogsmeade para Hogwarts, e eu estava coma perna machucada, por isso ele me carregava). Obviamente minha cópia não sabia muito bem o que estava passando naquele momento da foto, mas... Depois virei a folha e as vi (as mini-cópias) patinando no gelo, divertindo-se pra valer. Voltei um pouco e vi a foto em que ele me segurara quando eu escorreguei na escada. O rosto dele estava tão perto do meu que não pude deixar de imaginar um beijo... Sacudi minha cabeça: 'Lily, você está pirando. Onde já se viu fantasiar beijos com Tiago Potter?', pensei. Fechei o álbum, levantando a cabeça e vendo que meus amigos travavam uma espécie de batalha: "Mas o Chudley é o melhor time!", Sirius dizia, "Não antes dos Tornados", Potter respondeu. "Nada disso! União de Puddlemere é o melhor!", Kate entrou na discussão, "Orgulho de Portree ganha de todos esses que vocês falaram!", Remo falou. Revirei os olhos. Que conversa produtiva. 'Ainda mais quando está perto do Natal', pensei consultando o relógio, que marcava um minuto para a meia-noite. "Gente...", comecei. Ninguém me ouviu, "Pessoal...", de novo, ninguém. "EI!", berrei. Eles, que estavam gritando todos ao mesmo tempo silenciaram e olharam para mim. "Obrigada. Eu só queria avisar que, em aproximadamente 10 segundos, será Natal!", avisei. "Ok, paramos, mas eu já vou avisando que o seu presente é só amanhã de manhã, viu?", Sirius falou, vindo em minha direção. Olhei com uma expressão estranha para ele, que falou: "Calma, eu só vou te dar um abraço (e me abraçou), Feliz Natal, Lily!", "Feliz Natal, Sirius!", respondi, depois indo abraçar cada um de meus amigos desejando 'Feliz Natal'. Potter me apertou num abraço que quase me deixou sem ar, e quando eu pedi para me soltar, miraculosamente ele me atendeu na hora, meio corado de vergonha. Eu já falei que ele fica muito lindo corado?.
Bem, ele é o inimigo, mas quem disse que não posso gostar da aparência dele? Continuando... A uma certa altura, os Marotos saíram e voltaram rapidamente com cerveja amanteigada, que ficamos bebendo enquanto conversávamos e ríamos das piadas de Potter e Sirius até aproximadamente as quatro da manhã. Subimos, eu vesti meu pijama mais confortável e quentinho e, por ainda estar muito acordada, resolvi escrever em você. O dia foi ótimo, mas agora meus olhos estão se fechando. Boa noite.
27/12
Querido Diário,
Desculpe-me por não ter escrito nos últimos dois dias, apesar da promessa de que escreveria todos os dias até o ano-novo. Mas é que o prof Dumbledore esse ano inventou de fazer uma espécie de baile de Ano-novo. É, daquele tipo que todo mundo vai de branco ou de cores que têm algum significado, e bebem champanhe, e vêem fogos de artifício. Não, não teremos fogos já que estará muito frio para que possamos sair do castelo. Mas sim, no resto vai ser igual ao dos trouxas. Mas que droga! Tudo bem, todos os anos temos no mínimo um baile, mas esse ano já temos a formatura! Além do mais, não sei como conseguirei um vestido. E não é de par, pelo menos. Por falar nisso, parece que os alunos que foram pra casa vão chegar mais cedo esse ano praticamente por causa desse baile... Eles estarão aqui amanhã.
Tá, deixando de lado minha pequena crise, deixe-me contar com o que eu estava tão ocupada (ou não, talvez estivesse com preguiça...) ultimamente. No dia de natal, acordei e me deparei com uma enorme pilha de presentes no pé da cama. Corri a abri-los, e eis a lista:
Kate: Uma espécie de pena especial, para quando eu quiser que ninguém mais leia esse diário.
Amanda: Um par de luvas. Muito úteis nesse frio, já que as minhas já estão velhas e acabadas.
Julie: Uma blusa laranja de manga até os cotovelos.
Potter: Um gorrinho que combina com o cachecol (oba!)(Bom, depois do presente que ele me deu no amigo-oculto...)
Sirius: 'Como descobrir o seu amor oculto', por Cassandra Vancamp
Remo: 'Poções e ervas mágicas para aurores', por Fílida Spore e Arsênio Jigger
Pedro: Meias com estampas natalinas (N/A:¬¬)
Bom, tem alguns outros que outras pessoas me deram, mas agora estou meio com preguiça...
Depois passamos o dia nos jardins, exceto por Kate e Sirius. Kate pois David chegara hoje, e Sirius tinha mais um encontro – com uma das garotas daquela lista, por falar nisso - , então o resto do grupo ficou nos jardins. Eu deixei Amanda e Julie patinarem comigo no meu ringue de patinação, já que o lago ainda estava congelado, e Potter, Remo e Pedro juntaram as cabeças perto de uma árvore, cochichando. Suspeito que fosse sobre aquele livro, mas... Passamos a tarde assim, nesse semi-tédio e depois voltamos para o dormitório. Ontem, já que eu estava incomodada com todas aquelas pessoas de volta ao castelo, usando minha pista de patinação sem meu consentimento e pessoas fazendo guerra de bola de neve, anjinhos e bonecos de neve sem me chamar, resolvi ir estudar um pouco na biblioteca. Infelizmente, foi um dia monótono, sem Marotos se esgueirando, se escondendo e cochichando pela biblioteca. Mas foi um dia proveitoso. Finalmente consegui entender Transfiguração!
Já hoje, meio que abandonada pela Julie, que foi ficar com o Remo, a Kate que foi ficar com o David, a Amanda que ia tentar arrumar um vestido pro ano-novo, e o Pedro que foi até a cozinha. Fui lá pra fora, pros jardins, que estavam menos cheios que ontem, e deixei Potter e Sirius conspirando contra o Filch na sala comunal. Sentei encostada numa árvore e fiquei apenas observando o lago congelado. De repente, como um flash back, lembrei de certa vez, quando minha avó me mostrou como era divertido fazer um boneco de neve. No final, em todos os anos seguintes, eu sempre fazia o nariz de cenoura, os braços de gravetos, 'emprestava' para o boneco meu cachecol e arrumava um chapéu para ele, e depois minha avó tirava uma foto minha com a nossa obra de arte. A cada ano colocávamos uma característica diferente no boneco, e eu adorava faze-lo. De repente, como a louca feliz e infantil que sou, comecei a fazer uma enorme bola com a neve. Coloquei-a firme no chão e comecei a fazer outra, menor e coloquei em cima da primeira. Por último, fiz uma menor ainda para ser a cabeça. Quando ia coloca-la, uma voz soou atrás de mim: "Merlin, como é feliz!". Era Sirius. Eu me virei e vi que ele e Potter sorriam ao ver o que fazia. Corei um pouquinho, mas dei de ombros e voltei a fazer o que estava fazendo antes de ser interrompida. Nenhum deles se manifestou atrás de mim por alguns minutos, enquanto eu aperfeiçoava o corpo do boneco. De repente, Potter surgiu ao meu lado com dois gravetos na mão e um cachecol preto. Me entregou o cachecol e posicionou os gravetos como os braços do boneco, enquanto eu arrumava o cachecol em seu pescoço. Pouco tempo depois, Sirius também reapareceu, com uma cenoura e dois pedacinhos de carvão. Pus a cenoura para ser o nariz e os pedaços de carvão como os olhos. Nós três nos afastamos para analisarmos nossa obra de arte. "É... até que ele tá bonitinho... Não mais que eu, claro", Potter falou.
"Ah, estou com pena de deixa-lo aqui fora pra ser destruído, ele ficou tão fofinho...", comentei. "Se você quiser, a gente leva pra dentro do castelo", Sirius falou. Eu ri. "Não precisa, obrigada", falei, "Mas acho melhor tirarmos o seu cachecol dele, Potter, ou então você não vai mais achá-lo se nevar de novo durante a noite. Aliás, como tem acontecido todos esses dias", "Não tem problema, com esse aí, eu tenho uns três iguais, não fará falta. Deixa ele ficar com ele", ele respondeu. Que bonitinho! Ele estava entrando na minha onda de infantilidade e maluquice! "Hum... odeio ter que estragar esses momentos de amor, mas... Está nevando mais cedo hoje...", Sirius falou, puxando o casaco mais para perto do corpo. Então resolvemos entrar no castelo para fugir da neve. Nada de muito interessante aconteceu durante a noite, na verdade. Apesar de tudo foi um bom dia.
N/A: Gostaram do capítulo? Digam que sim, por favor! Achei ele muito divertido, e a partir de agora o sentimentos da Lily com relação ao Tiago vão começar a mudar(viram como ela ficou com o presente?).
BaBi Evans: É verdade, ela finalmente se divertiu com o Potter... Gostou da revelação?
Lily Evans Lied: Essa é uma coisa que sempre me pergunto quando vejo filmes, ou sei lá: 'Por que essas coisas nunca acontecem comigo?'.
Mayara: Eu também AMO esse capítulo de Gilmor Girls! A Lorelay parece uma criancinha, né? Hihi xDD
Ayame Yukane: Que bom que gostou do capítulo! E realmente, a intenção era que começasse a rolar um clima entre o dois, e tal... Sabe o que aconteceu? A autora de uma fic veio dizer que eu estava plagiando ela com 'Amores de verão"! Já que você participava do festival, poderia me dar uma mãozinha pra provar que não é verdade? A fic não tem nada a ver! O nome é "Os mais famosos", da Paty Felton. Agradeceria muito se você pudesse me ajudar! Bjos!
Pri Black: Eu também sempre tive vontade de ver neve de perto e de fazer todas essas coisas, mas nunca tive oportunidade. Uma vez, quase nevou onde eu tava, mas foi quase. Ah! E o Sirius já é meu! Hehe xDD
Mari van Pels: Calma, em breve você verá os 'amassos' entre os pombinhos!
Preciso que me digam se gostaram desse capítulo, é muito importante! Espero bastante reviews, ok? Depois vai ter uma outra surpresa...
Bjinhos!
Capítulo 22
24/12
Querido Diário,
Hoje é véspera de Natal! O que significa que hoje teremos a ceia de natal e a revelação do amigo-oculto... Tá que o meu presente pra Kate não foi o mais perfeito, mas espero que ela goste! Infelizmente, após o almoço os alunos do sétimo ano que ficaram no castelo vão ter que dar duro para decorar o Salão Principal. Bom, eu estou aqui na sala comunal completamente vazia, escrevendo. Enorme borrão de tinta Ah! Uma enorme coruja acaba de entrar pela janela aberta e deixar uma carta no meu colo! Opa, acho que ela errou de destinatário:
"Apenas um sorriso seu
Apenas um sorriso seu
Já alegra todo o meu dia
Me inspira linda poesia
Apazigua o peito meu
Apenas um sorriso seu
E meu desejo se sacia
Me encanta, me contagia
E me leva ao apogeu
Apenas um sorriso seu
Traz a mim toda a magia
É a mais doce melodia
Que meu mundo conheceu
Apenas um sorriso seu
Talvez não merecia
Mas era o que queria
E você hoje me deu!
Feliz Natal!"
Que legal! Já fazia um tempinho que a Amanda não recebia cartas d'O Admirador secreto! Ai, esse poema é lindo! Quem me dera tivesse um admirador secreto... Opa, peraí. A Amanda apareceu, e não está nada bem!
XxXxXxXxXxXxXxXxXxX
A Amanda e o Diggory terminaram! Aquele canalha terminou com ela sem mais nem menos, e eles estavam tão bem! Ela chegou chorando na sala comunal e assim que me viu correu lá para cima, com a mão no rosto. Subi atrás dela, e ela estava com o rosto enterrado no travesseiro, soluçando. "Amanda? O que houve?", perguntei baixinho, ao me sentar ao seu lado. "E-eu e o A-amos terminamos!", ela falou, entre soluços. "Como assim? O que aconteceu?", "Ele não deu satisfações, apenas falou que não podia mais me ver. Ele foi tão... frio comigo! Acho que ele tem outra!", ela falou. "Não, ele não tem cara de trair... Você acha que talvez fosse um problema na família ou sei lá?", "Não sei, Lily! Eu realmente não sei! Agora que a gente estava indo tão bem...", "Vamos, Amanda, você não é o tipo de garota que chora por homens! Além do mais, olha o que chegou há alguns minutos!", falei, mostrando a carta. Ela leu, e de repente suas lágrimas cessaram. "Tem razão, Lily, eu não sou garota que chora por homens! Vou dar a volta por cima!", ela falou, enxugando o rosto vermelho e lavado de lágrimas. "Hey, que tal fazermos assim: você vai lavar o rosto no banheiro e depois vamos almoçar? Já está na hora", falei, consultando as horas no meu relógio. Ela concordou, se reconstituindo e nós fomos almoçar. Kate e Julie estavam lá. "Por onde andaram?", perguntei, ao sentar do lado de Kate. "Eu fui devolver um livro pra profª Minerva", Kate respondeu. "E eu estava com o Remo, até que os Marotos chegaram e o arrastaram para algum lugar", Julie falou, depois ficando pensativa. "E vocês?", Kate perguntou. "Eu estava na sala comunal escrevendo...", falei, olhando de esguelha para Amanda, "Lily e seu diário!", Julie comentou, e depois olhou para Amanda, que respondeu: "Depois", sentando-se e começando a se servir. O prof Dumbledore levantou-se e falou que, após o almoço, os alunos do sétimo ano deveriam permanecer no salão, para receber todas as instruções dos professores. Quando todos terminaram de comer suas sobremesas, os alunos dos outros anos saíram. Um quintanista da sonserina, a pedido do diretor, fechou a porta ao sair.
A profª McGonagall, pedindo que nos levantássemos, fez as quatro grandes mesas desaparecerem com um aceno de varinha. Já vi o Salão Principal sem elas antes, mas na ocasião ele estava cheio de mesas individuais, e dessa vez ele estava completamente vazio, a não ser pelos setimanistas e alguns professores. Caramba, aquele salão é enorme! O diretor levantou-se a começou a falar: "Boa tarde. Bom, suponho que vocês estejam se perguntando o que terão de fazer hoje. Como todas as casas ficaram com aproximadamente o mesmo número de estudantes do sétimo ano, a divisão dos grupos vai ser por casa. Os professores sortearão o que cada grupo vai fazer: um vai cuidar da parte interna, o outro vai se circular pelo castelo decorando-o, outro vai para os jardins apanhar pinheiros e outras coisas necessárias com a ajuda de Hagrid, e o grupo restante vai ajudar os elfos na cozinha. Professora McGonnagall, prof Flitwick, professora Sprout, prof Turpin…", os diretores das casas se adiantaram para fazer o sorteio das tarefas. A profª McGonnagal reuniu os grifinórios numa roda e falou: "Tudo bem, vocês ficaram com a tarefa mais importante: decorar o salão", Pedro soltou um gemidinho, "Sim, senhor Pettigrew. Eu comandarei tudo, mas não posso fazer tudo por vocês, então conto com a participação e competência de todos. Agora vamos", ela falou, empunhando a varinha enquanto cada um de nós fazia o mesmo com a própria varinha. Os outros alunos já saíam do salão quando me virei e segurei um grito ao ver o que agora havia na mesa dos professores. Dezenas de bolas de vidro de diversos tamanhos, estrelas de cristal, velas ainda apagadas, luzinhas coloridas, e todo o tipo de coisa para decoração natalina. Mordi o lábio. Íamos trabalhar com os Marotos, e todas aquelas coisas frágeis corriam perigo. A profª nos dividiu: eu e Kate fomos para um canto cuidar da parte de acender e fazer as velas levitarem a uma boa distância entre o teto e a cabeça dos alunos. Tarefa difícil.
Comecei a acender e tentar fazer a vela levitar, mas primeiro ela ficou tão alta que não podia mais vê-la; na segunda tentativa ela não ficou nem a dois metros do chão; quando eu pensei que havia conseguido, ela começou a dar umas voltas estranhas pelo salão, parando bruscamente e começando uma queda livre em direção à cabeça de Kate. Pulei sobre ela para salvá-la da iminente desgraça que seria se seus lindos, dourados e sedosos cabelos pegassem fogo. Ela levou um susto, mas após se recompor, me mostrou exatamente o que eu deveria fazer. Depois disso foi moleza. Apesar da quantidade de velas, acabamos rapidamente e fomos ajudar Potter e Sirius com o primeiro pinheiro que havia chegado. Com a varinha, começamos a colocar as luzes, a estrela lá no alto, as bolas coloridas. Quando chegou a parte em que íamos colocar aquele negócio comprido, peludo e colorido que se põe na árvore para imitar neve (eu acho), porém, Potter resolveu que estava entediado. Sem que eu percebesse, enrolou uma dessas coisinhas no meu pescoço, como um cachecol. Olhei para ele, que falou: "O que acha, Almofadinhas?", "Não, tenta de outro jeito" Sirius respondeu. Ambos estavam me olhando com a mão no queixo, como se fossem artistas trabalhando em sua obra prima. Com outro aceno de varinha, ele a amarrou na minha cintura. "É, melhor, mas acho que podemos tentar outra vez", Potter comentou, desta vez amarrando a coisa no meu pulso. "Não, não gostei, que tal assim?", Sirius disse. Eles continuaram essa guerra enquanto eu morria de rir daqueles dois doidos. "Ei, tive uma idéia!", Sirius falou. Com a varinha, pendurou várias das bolas coloridas em mim. Eu, que já estava querendo dar um basta naquilo, me imobilizei, afinal, as bolas poderiam quebrar. Potter pôs a estrela na minha cabeça, e os dois se afastram para me analisar. "Adorei!", Potter falou, "Eu também! Mais uma vez, fizemos algo perfeito." Revirei os olhos, ficando vermelha de raiva. Pô, eu queria sair! "Ela não é a árvore de natal mais linda desse mundo?", Potter perguntou. Corei mais ainda. "Tá, tá, agora chega de diversão. Tirem isso de mim e vamos trabalhar", falei, autoritariamente. "Sim, mamãe", os dois responderam em uníssono, e começaram a tirar tudo de cima de mim. Nunca pensei que Sirius Black e Tiago Potter me obedeceriam um dia... Voltamos a arrumar tudo, e tenho que dizer que o salão está lindo! Cheio de luzinhas verdes, amarelas, vermelhas, azuis, rosas, laranjas, de todas as cores; todas aquelas velas flutuando; no teto pusemos estrelas piscando; neve falsa caía do teto, porém sem chegar perto dos alunos... Estava lindo! Cansados, voltamos ao dormitório para tomar banho e nos arrumar. No caminho, íamos sentindo o cheiro delicioso que vinha da cozinha, com água na boca. Eu fui a última a usar o banheiro, e quando saí, vesti uma saia preta rodada só um pouquinho, com uma blusa verde e um casaquinho preto até a cintura e um sapato boneca preto. Estávamos um pouquinho atrasadas, então descemos direto para o salão. Enquanto andava, percebi que os corvinais fizeram um ótimo trabalho: luzinhas piscantes, camadas de neve artificial sobre armaduras que cantavam canções natalinas, havia até mesmo alguns quadros com gorrinhos vermelhos de Papai Noel. No salão, havia apenas uma enorme mesa, onde todos os alunos e professores iriam sentar. Nos sentamos ao lado dos Marotos, e quando todos os alunos já estavam lá, Dumbledore levantou-se e fez um breve discurso.
Quando o diretor terminou de falar, imediatamente as grandes travessas à nossa frente de rpente se encheram com deliciosas comidas. Havia peru, tender, lombo, todos os tipos de delícias. Para a sobremesa, pudim de caramelo, torta de maçã, e alguns daqueles docinhos de bengala que vemos nos filmes trouxas. Estava tudo maravilhoso, e já estava meio cheia quando a professora McGonnagall levantou-se, depois de toda a comida dos pratos ter desaparecido, e educadamente desejou um ótimo natal. Explicou que agora os professores fariam uma confraternização diferente (traduzindo:sutilmente nos expulsou), e então saímos. Eu, Kate, Amanda, Julie, Potter, Sirius, Remo e Pedro nos sentamos na sala comunal, conversando um pouco. Pedro, ansioso, logo pediu que revelássemos o amigo-oculto, e decidimos que era uma boa idéia ou poderia ficar tarde. Subimos para apanhar os presentes nos dormitórios. Diminuí meu presente e o coloquei numa sacola de papel. Quando desci, percebi que todos haviam disfarçado seus presentes. Me sentei e falei: "E aí? Quem quer começar?", "Posso, posso?", Pedro falou empolgado. "Pode, mas você começar não significa que vai receber seu presente agora", Remo explicou, "Ok, então... o Almofadinhas começa!" ele respondeu apontando para Sirius. Ele se levantou com o presente na mão e começou:
"Bem, eu e meu(minha) amigo(a) oculto(a) ficamos amigos há pouco tempo, mas já pude perceber que ela é uma garota inteligente, doce e bastante tímida, que roubou o coração do meu amigo", ele parou. "É a Jules!", eu falei. Ela se levantou, abraçando-o e abrindo o presente. Ela ficou muito vermelha, pois era uma camisolinha minúscula e transparente. "Pra você usar com o Aluado aqui", Sirius bateu nas costas do Remo. Ele olhou para cada um de nós, uma expressão estranha no rosto. Havia um silêncio constrangedor. Eu mantinha a boca entreaberta. De repente, ele começou a gargalhar muito, muito. "Vocês realmente acharam que esse era o presente dela?", ele falou, tirando mais um pacote de não sei onde e entregando-o a ela, "Mas isso não significa que você não possa ficar com a camisola", completou. O presente verdadeiro era uma pulseirinha de prata com dois pingentes. "Esse ideograma significa paz e esse amor", ele explicou, apontando para os ideogramas japoneses que eram os pingentes. Aquilo deveria ter sido realmente caro. Sirius se sentou e Julie começou a falar:
"A pessoa que eu tirei é muito, muito especial mesmo pra mim, vocês não sabem quanto. Engraçado, gentil, inteligente, doce, carinhoso...", "Ta, ta, chega! É o Remo! Se você continuar com isso daqui a pouco vocês vão estar se engolindo aqui!", Sirius falou. Julie riu, enquanto Remo se levantava e eles se beijaram longamente. "Caham, caham", pigarreei. Os dois pararam, corados, Julie sentou e Remo abriu seu presente. Era uma caixa branca com um coração vermelho no meio, e dentro havia algumas folhas. "Essas são minhas cartas pra você. Quando formos escrevendo cartas, vamos guardando aí, e quando estivermos brigados ou numa crise, abrimos a caixa e a relemos para relembrarmos o quanto gostamos um do outro", ela falou. Remo abraçou-a mais uma vez e começou a falar: "Bem, a pessoa que eu tirei é amiga há um bom tempo, é engraçada, e adora comer", falou. Pedro se levantou para apanhar o presente – a edição especial e limitada de seus doces preferidos – os dois deram um abraço de homem(aquele em que se bate nas costas e é bem rápido), e Pedro prosseguiu: "Eu não conheço meu(minha) amigo(a) oculto(a) há muito tempo, mas sei que ela é uma boa pessoa, divertida, companheira...", ele falou e olhou para cada um, como se esperasse que alguém respondesse. Como ninguém o fez, ele falou: "Amanda". Ela se levantou, os dois se abraçaram, ele se sentou e ela abriu o presente. Não, não era comida, era um lindo suéter branco. Ela agradeceu e continuou:
"Bom, a pessoa que eu tirei é muito especial pra mim. Embora pouquíssimos sabem, somos amigos há muito tempo, e eu confio muito nele, apesar de termos nos afastado um pouco ultimamente", ninguém soube dizer quem era, mas Potter sorria enquanto ela falava e ela se adiantou e deu o presente a ele, que se levantou e a abraçou por um bom tempo. Depois, ele abriu o presente. Era um kit para vassouras – para polir, limpar, etc - , que ele por sinal adorou; colocou-o cuidadosamente cobre o sofá e falou: "Bem, a pessoa que eu tirei é muito especial também. Vou repetir o que muitos disseram, mas que culpa tenho eu de nosso grupo ser tão legal? Ela é inteligente, bonita, engraçada, estressada, paranóica, companheira, fiel, teimosa...", "É a Lily!", Remo gritou. Eu estava muito, muito vermelha mesmo quando levantei para pegar meu presente. Abracei-o e até dei um beijo em sua bochecha. Pus a mão dentro da enorme sacola de papel que ele havia usado para disfarçar e apanhei um álbum de fotos encapado em couro. Na primeira página, em lindas letras, estava escrito: 'Nossos momentos juntos', fui passando as páginas e com espanto me vi sentada na neve com Potter ao meu lado, encostada na árvore, o Potter me segurando enquanto eu quase caía da escada, eu e ele rindo sentados no sofá, eu com a cabeça levantada, os olhos fechados sentindo a neve no rosto com ele me olhando, eu andando com ele pelo castelo, ele me carregando no colo quando machuquei minha perna, nós dois nos atacando com bolas de neve, eu de árvore de natal e ele pondo a estrela com a varinha na minha cabeça e mais inúmeras fotos. E, é claro, por serem fotos bruxas, elas se mexiam. Lembrei dos flashes, e meu queixo caiu. Então eu não estava louca, aqueles flashes vinham de uma máquina, de alguém tirando fotos de nós dois! "Aqueles flashes... eram pra isso?", perguntei a ele, incrédula, apontando para o álbum. Ele exibiu um sorriso maroto e balançou a cabeça afirmativamente. Aquilo era muito lindo! De repente, a Lily da foto em que estávamos deitados na neve, ele em cima de mim, beijou o Potter da foto. E eu senti vontade de fazer o mesmo com o verdadeiro! Estou ficando louca! Preciso de um psiquiatra para tratar essa insanidade!
"Ahn, Lily? Podemos continuar?", Kate falou, me acordando de meus devaneios loucos. Peguei meu presente e comecei a falar: "Bom, a pessoa que eu tirei é amiga há muito tempo, é a pessoa que sempre me ouve quando preciso, que dividiu comigo meus bons e maus momentos e eu dividi com ela os bons e maus momentos dela, que me ajudou com muita coisa, que...", parei de repente, pois Sirius estava batendo em seu relógio de pulso, "Bom, é a Kate", falei, enquanto ela se levantava e eu a apertava o máximo possível num abraço. Nos separamos e eu entreguei o presente a ela. Ela abriu o pacote e olhou boquiaberta para a vassoura de última linha à sua frente. Sirius e Potter a olhavam cobiçosos e Amanda, Julie, Pedro e Remo estavam impressionados. "E eu já falei com o Jack, você vai ser artilheira da Grifinória!", falei. "O que? Lily, como você faz uma coisa dessas? Primeiro você compra uma Nimbus 81, que mal chegou nas lojas, e depois arranja uma vaga pra mim no time de quadribol da casa! Você é a melhor amiga que pode existir!", ela falou emocionada, me abraçando novamente. Kate sempre quis ser artilheira, desde pequena. Jogava sempre com seus primos um pouco mais velhos no bairro bruxo em que moravam, e joga muito bem, mas nunca teve coragem de se candidatar. Bom, eu dei o empurrãozinho. Vai que ela resolve jogar profissionalmente depois de Hogwarts mas ninguém a aceita porque ela não tem experiência? Essa é sua última chance! Me sentei e ela continuou, quase pulando de alegria:
"Bom, a pessoa que eu tirei se tornou amiga há pouco tempo. Convencido, porém com motivos, engraçado, super bagunceiro, tem muitas idéias malucas na cabeça... É o Sirius!", ela falou, entregando o presente a ele. Ele a abraçou, e eu suspirei aliviada por ter sido um abraço amigo. Ele abriu seu presente, que era uma camisa azul muito bonita, junto com vários logros da Zonko's e agradeceu, sentando-se. "Já acabou?", Pedro perguntou decepcionado enquanto comia seus doces, "Bem, sim, já que todos e já entregaram e receberam presentes", Sirius falou ironicamente. Eles começaram a brigar ou fazer sei lá o que, não prestei atenção. Estava mais preocupada olhando a mini-Lily no colo do mini-Potter, ambos felizes e dando tchauzinhos(foi quando ele me carregou de Hogsmeade para Hogwarts, e eu estava coma perna machucada, por isso ele me carregava). Obviamente minha cópia não sabia muito bem o que estava passando naquele momento da foto, mas... Depois virei a folha e as vi (as mini-cópias) patinando no gelo, divertindo-se pra valer. Voltei um pouco e vi a foto em que ele me segurara quando eu escorreguei na escada. O rosto dele estava tão perto do meu que não pude deixar de imaginar um beijo... Sacudi minha cabeça: 'Lily, você está pirando. Onde já se viu fantasiar beijos com Tiago Potter?', pensei. Fechei o álbum, levantando a cabeça e vendo que meus amigos travavam uma espécie de batalha: "Mas o Chudley é o melhor time!", Sirius dizia, "Não antes dos Tornados", Potter respondeu. "Nada disso! União de Puddlemere é o melhor!", Kate entrou na discussão, "Orgulho de Portree ganha de todos esses que vocês falaram!", Remo falou. Revirei os olhos. Que conversa produtiva. 'Ainda mais quando está perto do Natal', pensei consultando o relógio, que marcava um minuto para a meia-noite. "Gente...", comecei. Ninguém me ouviu, "Pessoal...", de novo, ninguém. "EI!", berrei. Eles, que estavam gritando todos ao mesmo tempo silenciaram e olharam para mim. "Obrigada. Eu só queria avisar que, em aproximadamente 10 segundos, será Natal!", avisei. "Ok, paramos, mas eu já vou avisando que o seu presente é só amanhã de manhã, viu?", Sirius falou, vindo em minha direção. Olhei com uma expressão estranha para ele, que falou: "Calma, eu só vou te dar um abraço (e me abraçou), Feliz Natal, Lily!", "Feliz Natal, Sirius!", respondi, depois indo abraçar cada um de meus amigos desejando 'Feliz Natal'. Potter me apertou num abraço que quase me deixou sem ar, e quando eu pedi para me soltar, miraculosamente ele me atendeu na hora, meio corado de vergonha. Eu já falei que ele fica muito lindo corado?.
Bem, ele é o inimigo, mas quem disse que não posso gostar da aparência dele? Continuando... A uma certa altura, os Marotos saíram e voltaram rapidamente com cerveja amanteigada, que ficamos bebendo enquanto conversávamos e ríamos das piadas de Potter e Sirius até aproximadamente as quatro da manhã. Subimos, eu vesti meu pijama mais confortável e quentinho e, por ainda estar muito acordada, resolvi escrever em você. O dia foi ótimo, mas agora meus olhos estão se fechando. Boa noite.
27/12
Querido Diário,
Desculpe-me por não ter escrito nos últimos dois dias, apesar da promessa de que escreveria todos os dias até o ano-novo. Mas é que o prof Dumbledore esse ano inventou de fazer uma espécie de baile de Ano-novo. É, daquele tipo que todo mundo vai de branco ou de cores que têm algum significado, e bebem champanhe, e vêem fogos de artifício. Não, não teremos fogos já que estará muito frio para que possamos sair do castelo. Mas sim, no resto vai ser igual ao dos trouxas. Mas que droga! Tudo bem, todos os anos temos no mínimo um baile, mas esse ano já temos a formatura! Além do mais, não sei como conseguirei um vestido. E não é de par, pelo menos. Por falar nisso, parece que os alunos que foram pra casa vão chegar mais cedo esse ano praticamente por causa desse baile... Eles estarão aqui amanhã.
Tá, deixando de lado minha pequena crise, deixe-me contar com o que eu estava tão ocupada (ou não, talvez estivesse com preguiça...) ultimamente. No dia de natal, acordei e me deparei com uma enorme pilha de presentes no pé da cama. Corri a abri-los, e eis a lista:
Kate: Uma espécie de pena especial, para quando eu quiser que ninguém mais leia esse diário.
Amanda: Um par de luvas. Muito úteis nesse frio, já que as minhas já estão velhas e acabadas.
Julie: Uma blusa laranja de manga até os cotovelos.
Potter: Um gorrinho que combina com o cachecol (oba!)(Bom, depois do presente que ele me deu no amigo-oculto...)
Sirius: 'Como descobrir o seu amor oculto', por Cassandra Vancamp
Remo: 'Poções e ervas mágicas para aurores', por Fílida Spore e Arsênio Jigger
Pedro: Meias com estampas natalinas (N/A:¬¬)
Bom, tem alguns outros que outras pessoas me deram, mas agora estou meio com preguiça...
Depois passamos o dia nos jardins, exceto por Kate e Sirius. Kate pois David chegara hoje, e Sirius tinha mais um encontro – com uma das garotas daquela lista, por falar nisso - , então o resto do grupo ficou nos jardins. Eu deixei Amanda e Julie patinarem comigo no meu ringue de patinação, já que o lago ainda estava congelado, e Potter, Remo e Pedro juntaram as cabeças perto de uma árvore, cochichando. Suspeito que fosse sobre aquele livro, mas... Passamos a tarde assim, nesse semi-tédio e depois voltamos para o dormitório. Ontem, já que eu estava incomodada com todas aquelas pessoas de volta ao castelo, usando minha pista de patinação sem meu consentimento e pessoas fazendo guerra de bola de neve, anjinhos e bonecos de neve sem me chamar, resolvi ir estudar um pouco na biblioteca. Infelizmente, foi um dia monótono, sem Marotos se esgueirando, se escondendo e cochichando pela biblioteca. Mas foi um dia proveitoso. Finalmente consegui entender Transfiguração!
Já hoje, meio que abandonada pela Julie, que foi ficar com o Remo, a Kate que foi ficar com o David, a Amanda que ia tentar arrumar um vestido pro ano-novo, e o Pedro que foi até a cozinha. Fui lá pra fora, pros jardins, que estavam menos cheios que ontem, e deixei Potter e Sirius conspirando contra o Filch na sala comunal. Sentei encostada numa árvore e fiquei apenas observando o lago congelado. De repente, como um flash back, lembrei de certa vez, quando minha avó me mostrou como era divertido fazer um boneco de neve. No final, em todos os anos seguintes, eu sempre fazia o nariz de cenoura, os braços de gravetos, 'emprestava' para o boneco meu cachecol e arrumava um chapéu para ele, e depois minha avó tirava uma foto minha com a nossa obra de arte. A cada ano colocávamos uma característica diferente no boneco, e eu adorava faze-lo. De repente, como a louca feliz e infantil que sou, comecei a fazer uma enorme bola com a neve. Coloquei-a firme no chão e comecei a fazer outra, menor e coloquei em cima da primeira. Por último, fiz uma menor ainda para ser a cabeça. Quando ia coloca-la, uma voz soou atrás de mim: "Merlin, como é feliz!". Era Sirius. Eu me virei e vi que ele e Potter sorriam ao ver o que fazia. Corei um pouquinho, mas dei de ombros e voltei a fazer o que estava fazendo antes de ser interrompida. Nenhum deles se manifestou atrás de mim por alguns minutos, enquanto eu aperfeiçoava o corpo do boneco. De repente, Potter surgiu ao meu lado com dois gravetos na mão e um cachecol preto. Me entregou o cachecol e posicionou os gravetos como os braços do boneco, enquanto eu arrumava o cachecol em seu pescoço. Pouco tempo depois, Sirius também reapareceu, com uma cenoura e dois pedacinhos de carvão. Pus a cenoura para ser o nariz e os pedaços de carvão como os olhos. Nós três nos afastamos para analisarmos nossa obra de arte. "É... até que ele tá bonitinho... Não mais que eu, claro", Potter falou.
"Ah, estou com pena de deixa-lo aqui fora pra ser destruído, ele ficou tão fofinho...", comentei. "Se você quiser, a gente leva pra dentro do castelo", Sirius falou. Eu ri. "Não precisa, obrigada", falei, "Mas acho melhor tirarmos o seu cachecol dele, Potter, ou então você não vai mais achá-lo se nevar de novo durante a noite. Aliás, como tem acontecido todos esses dias", "Não tem problema, com esse aí, eu tenho uns três iguais, não fará falta. Deixa ele ficar com ele", ele respondeu. Que bonitinho! Ele estava entrando na minha onda de infantilidade e maluquice! "Hum... odeio ter que estragar esses momentos de amor, mas... Está nevando mais cedo hoje...", Sirius falou, puxando o casaco mais para perto do corpo. Então resolvemos entrar no castelo para fugir da neve. Nada de muito interessante aconteceu durante a noite, na verdade. Apesar de tudo foi um bom dia.
N/A: Gostaram do capítulo? Digam que sim, por favor! Achei ele muito divertido, e a partir de agora o sentimentos da Lily com relação ao Tiago vão começar a mudar(viram como ela ficou com o presente?).
BaBi Evans: É verdade, ela finalmente se divertiu com o Potter... Gostou da revelação?
Lily Evans Lied: Essa é uma coisa que sempre me pergunto quando vejo filmes, ou sei lá: 'Por que essas coisas nunca acontecem comigo?'.
Mayara: Eu também AMO esse capítulo de Gilmor Girls! A Lorelay parece uma criancinha, né? Hihi xDD
Ayame Yukane: Que bom que gostou do capítulo! E realmente, a intenção era que começasse a rolar um clima entre o dois, e tal... Sabe o que aconteceu? A autora de uma fic veio dizer que eu estava plagiando ela com 'Amores de verão"! Já que você participava do festival, poderia me dar uma mãozinha pra provar que não é verdade? A fic não tem nada a ver! O nome é "Os mais famosos", da Paty Felton. Agradeceria muito se você pudesse me ajudar! Bjos!
Pri Black: Eu também sempre tive vontade de ver neve de perto e de fazer todas essas coisas, mas nunca tive oportunidade. Uma vez, quase nevou onde eu tava, mas foi quase. Ah! E o Sirius já é meu! Hehe xDD
Mari van Pels: Calma, em breve você verá os 'amassos' entre os pombinhos!
Preciso que me digam se gostaram desse capítulo, é muito importante! Espero bastante reviews, ok? Depois vai ter uma outra surpresa...
Bjinhos!
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