Uma Vida em Sete Dias
Cap. 4 Quinta, o dia.
Draco teve a melhor noite de sua vida. Gina era incrível e a cada minuto que ele passava com ela se apaixonava ainda mais. Quando acordou ela estava arrumando umas pastas na estante. Ele simplesmente se levantou quietinho e foi até ela.
- Bom dia dorminhoco! Dormiu bem? – ela o cumprimentou deixando algumas pastas sobre a estante.
- Perfeitamente – e a beijou na nuca – E então? Faremos o que hoje?
- Que tal dar uma passada no Beco? Preciso comprar umas coisas já que a casa é nova e... você precisa de roupas, certo? – propôs ironicamente.
- A senhora é que manda! – brincou.
Chegando lá compraram de tudo um pouco, entraram em todas as lojas e ainda chegaram a tempo de preparar o almoço (Draco previu que, daquele jeito eles levariam o dia inteiro, se não mais). Chegaram na casa de Gina carregados de sacolas, como Draco tinha se prontificado a levar a maior parte só para mostrar a ela como era forte estava morto de cansaço ao despejar as sacolas no hall e Gina parecia super disposta a levar aquele monte de sacolas de novo (mal sabia ele que ela havia usado a cabeça e enfeitiçado as sacolas). Ela foi a cozinha e ele se deteve aonde estava, recostado numa parede em frente a uma mesinha. O olhar do loiro vagou pela mesa e ele reparou em uma foto em que Gina e Bill se abraçavam num parque. Segurou a vontade de perguntar sobre o garoto a Gina, mas ainda sim, enquanto comia pareceu que sua boca funcionava muito bem mas seu cérebro não acompanhava o ritmo e a pergunta saiu:
- Você... bem... não se sente culpada por ficar longe... do... – Draco começou a falar enquanto brincava com um pedaço de carne.
- Bill? – completou a ruiva - Muita. Mas é o certo, eu acho.
- Por que você não fica com ele? – soltou mais uma e esta ele parecia ainda pior de se ouvir que a outra. "Por que você não fecha essa sua boca enorme?" resmungou Draco para si mesmo.
- Porque, essas constantes mudanças, como essa, repentina que eu tive que fazer para trabalhar com você, o fariam ter uma vida social estável. Não acho que seja o melhor para ele.
- Então eu estar concorrendo a esse cargo fez bem a você – ela olho para ele com um olhar que faria congelar o oceano – Não, você não me entendeu. Fez bem porque você voltou aqui e pode vê-lo, não?
- Foi a primeira coisa que eu pensei – ela sorriu de compreensão par ao rapaz que resolveu manter sua boca ocupada com comida antes que a fizesse chorar.
Na terça feira Gina mostrou-lhe sua antiga coleção de moedas trouxas que ela ganhara do pai de formatura, nas quais ela não mexia desde que o pai morrera. A coleção estava guardada no sótão dentro de uma caixa que ela havia teimado de arrumar por mais que não parasse de espirrar. Como tudo a coleção começara a adquirir poeira e ácaro por passar tanto tempo em caixas nas viagens de Gina.
Para faze-lo entender a importância daquelas moedas foi um sacrifício. Mas ela estava determinada a faze-lo desprezar umpouco menos o mundo trouxa.
- Quando estiver nos Estados Unidos você tem que dizer "dólar" – explicou-lhe Gina.
- Entendi! Dólar é uma gíria.
- Não! Quando você fala aqui "Eu tenho uns trocados" lá você diz "Eu tenho uns dólares".
- Então dólar é gíria para dinheiro. Que trouxas idiotas! – ele insistiu até Gina se cansar de lhe explicar que dólar não é gíria e sim um tipo de moeda trouxa.
Gina propôs que eles comessem na varanda e conversassem um pouco.
- E então, você não fala nada da sua família. Por que?
- Curiosa. Mas eu falo sim, só não sou nada fã da "lealdade" que eles dizem ter – comentou rotineiramente.
- "Lealdade"? – ela não entendeu o jeito do garoto dizer a palavra de modo tão estranho.
- Bem, você soube que eu não consegui matar o Dumbledor e quem o matou foi o Snape –ela ainda olhava para ele, mas lembrar dessa terrível guerra era muito difícil – Eu percebi que não adiantava eu tentar, eu nunca obteria o sucesso desejado por meu pai, já que ele não desejava nada para mim, fora que eu não agüentava as ameaças diárias de morte a mim vindas da parte do Lorde, então... – ele parou um momento.
- Então? – perguntou cada vez mais interessa na história
- Eu resolvi não ser fraco, não fugir quando falhava e não me sentir culpado por matar pessoas com casa, família, vida, sabe... coisas que eu havia perdido desde os meus 15 anos. Meus pais disseram na época que ser agente duplo era puro egoísmo da minha parte e eu passei dois meses acreditando neles até que... eu fui incumbido de fazer... uma coisa terrível
- Draco, o que pode ser tão terrível?
- Mandaram que eu matasse o filho da Ninphadora com o Lupin N/a: Doideira minha, não reparem..., eu não podia matar um bebê só para irritar o Potter – ele quase cuspiu a última palavra - Me ocorreu que eu devia tentar fazer algo certo, mesmo que punido por isso, então eu resolvi ajudar o lado do "Escolhido". Deixei de escutar meus pais e avisei o que eu iriia tentar fazer aquela noite. Pedi que fizessem uma viajem inesperada levando alguns membros da tal Ordem com eles. Era para fingirem comemorar o aniversário de alguém. Foi um bom plano: eu entrar lá com um outro Comensal e vermos que os perdemos, todos os cálculos saíram errados. Apartir daí eu entreguei várias informações importantes para Dumbledor através do único meio que o Lorde não saberia: a moeda da sangue-ruim da Gran...
- Não fale assim dela, é minha amiga.
- Tá, a moeda a Granger. Aquela que fica mudando conforme alguém queira.
- A da AD?
- Essa mesma.
- Draco, não to entendendo. No fim das contas sua família também mudou de lado, pelo que eu fiquei sabendo.
- Ah – soltou uma gargalhada – quando viram que o Lorde estava à beira da ruína toda a minha família, sem exceção, resolveu proteger seus patrimônios e suas cabeças e mudaram de lado com medo. Por esse motivo é que eu prezo desse jeito à "lealdade" – usou o mesmo tom de antes para enfatizar a palavra – de todos eles. A sua família lutou bravamente, mas a minha me culpou a guerra inteira por não ter matado Dumbledor até que fugiram com medo no fim.
- Você devia se orgulhar de ter sido o único da sua família a fazer a coisa certa, não se menosprezar pelo que "eles" – ela também sabia usar aquele tom - falaram ou deixaram de falar – ela sorriu para ele com aquele seu jeito de "está tudo bem" mesmo que ela tivesse lágrimas nos olhos ao ouvir falar mais uma vez na guerra que matara tantos amigos, inclusive Alvo Dumbledor. Ela sussurrou – Você devia se orgulhar, mesmo.
Ele não teve como conter aquele impulso que veio a seguir. Estranho? Com certeza. Nunca havia feito aquilo tão espontaneamente na sua vida. Na realidade nunca havia feito nada tão espontâneo na vida, afinal, sempre repetira para si que era um Malfoy. Ele a abraçou e não queria que aquilo acabasse.
Mas ele a soltou e voltou imediatamente a pose indescritível de Draco Malfoy. Gina Weasley sorriu ao ver que ele voltara ao normal e começou a falar de algo mais alegre como a próxima copa mundial. Lógico, começou-se uma discução pois os dois tinham opiniões muito diferente. Na realidade eles tinham opiniões diferentes em tudo. O que nunca deixaria os dois sem assunto.
Naquele momento parecia que haviam esquecido de dizer ao casal que nenhum Malfoy e nenhum Weasley haviam se entendido, até agora.
Draco acordou de outra noite maravilhosa e tateou pela cama a procura de Gina e surpreendeu-se ao não encontra-la. Ele então abriu os olhos e a viu de costas, coberta apenas por uma toalha procurando algo em uma gaveta aberta. Ele se levantou sem fazer o menor ruído para que ela não percebesse e quando estava preste a abraça-la ela se virou e disse:
- Acha que eu não percebi quando você se levantou da cama? – e fez uma cara de como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Draco a abraçou e beijando sua bochecha rosada o loiro disse:
- É eu esqueci do seu "sexto sentido" que eu descobri no dia que você apareceu lá no escritório – e riu das próprias lembranças – Fiz realmente papel de palhaço.
- Lembro perfeitamente do que eu senti quando ouvi você falar seu nome – e fez uma careta.
- Creio que o sentimento era recíproco. Quando você se virou eu quase morri.
Então se beijaram e ela de repente disse:
- O café ta pronto. Deixe-me só trocar de roupa que eu já desço.
Ele desceu e encontrou, como ela havia dito, tudo estava em cima de uma bandeja e ela não demorou a chegar.
Passou o domingo, a segunda e a terça com Gina. Já não conseguia saber como esperou tanto tempo para acha-la. Sentia-se vivo ao lado dela e, não sabia como, mas ela o fazia rir. Uma coisa muito rara.
Mas na quarta a festa que durou pelos três dias antecessores acabou.
- Está recuperado para ir trabalhar hoje? – perguntou quase em tom de desafio.
- Preparadíssimo – afirmou.
- Mas você pode chegar mais tarde hoje. O sr Willians me enviou uma coruja que dizia que se eu o encontrasse, por acaso, no meio da rua, eu deveria lhe dizer que: você tem sua manhã de folga, mas não é para você se acostumar, não, viu? – ela disse imitando a voz do sr Willians.
- Ok, vou passear mais um pouco – ele falou.
- E o Jack? – ela perguntou não podendo mais se segurar.
- O que ele tem?
- Você andou pensando na profecia?
- Sabe, se você não tivesse me lembrado... – e lançou lhe um olhar mortal - ... eu ia esquecer que era amanhã.
- Desculpa – disse a ruiva olhando para baixo como um criança que acabará de levar uma bronca.
Draco, querendo acabar com o clima chato, parou e olhou com o mesmo olhar que o de uma criança que fará uma travessura bem feia e começou a abraça-la de costas dizendo:
– E a gente se encontra no intervalo da tarde?
- Se o sr quiser dar uma passadinha na sala de arquivos vou ter o prazer de lhe receber – Gina disse formalmente tentando ignorar o olhar de Draco e tentando se livrar dos seus braços.
Quando Draco pôs os pés fora de casa resolveu ir falar com Jack, o tal "profeta". Encontrou seu banco vazio no meio do Beco. Perguntou a uma senhora que trabalhava em uma loja ao lado e ela disse que ele morava no início da Travessa do Tranco. Quando Draco chegou lá reparou que era um terreno baldio abandonado e havia uma cabana no meio do terreno. Entrou lá e encontrou um homem jogado em um pedaço de jornal. Supondo que fosse Jack começou a falar:
- Oi Jack. Sou eu, Draco, Draco Malfoy. Você está bem... – mas foi interrompido.
- Ele está esperando a nave mãe voltar para busca-lo – explicou Jack.
- Ah, não sei se você se lembra de mim? – começou.
- Lógico que não. Eu sou muito psicótico. Como eu posso lembrar de alguém que eu vi morrer? Não, eu não sou maníaco para isso – e fez uma careta de louco.
- Desculpe. Eu acho que não vou morrer, né? Quanto sairia para você me dizer a real verdade?
- Demorou, heim? – falou com uma expressão de interesse.
- Como? – perguntou confuso.
- Os sete passos da morte: aceitação, negação, negociação... , mas vai morrer amanhã do mesmo jeito. Quer um conselho? – perguntou displicentemente.
- Não – Draco não queria parecer grosso mas não era hora dele levar lição de moral de um mendingo.
- Se eu fosse você iria aproveitar meus últimos momentos aqui fazendo as coisas do meu jeito.
Aparatou no trabalho e foi rindo até sua sala ao pensar que pelo que fizera na reunião seria demitido.
Quando abriu a porta estava na mais completa escuridão. "Que estranho... Será que já tiraram minhas coisas?" A última coisa que ele esperava era o que aconteceu quando acendeu a luz. Todos gritarando e ele pode ver balões que se espalhavam pela sua sala e até um bolo.
- Você conseguiu a promoção – disse Pitte no meio da bagunça.
- O chefe adorou sua apresentação e você ficou muito famoso com ela – esse era o sr Willians, mais animado do que nunca ninguém o vira antes – Fora uma ajudinha da Gina, que entregou um relatório mostrando como seu trabalho era muito... como é a palavra?
- Promissor? – arriscou alguém no meio daquelas pessoas.
- Isso, promissor! Como você conseguiu isso?
- Eh, eu apresentei algumas idéias que ela gostou muito – "Como assim, ela riu de todas as minhas idéias e ainda disse que eu nunca irira conseguir a promoção antes de fazer 70 anos" – Mas que bom que consegui! E quando será minha primeira reunião? – ele perguntou não se contendo em si.
- Apressadinho você, heim – sr Willians parecia meio "para lá de Bagdá" N/a: Isso quer dizer: super bêbado - Hoje! Não é de mais? Você vai para um hotel famosíssimo, o Chatteu de Wodolf. Depois vão lhe dar uma casa decente... mas por enquanto você estará por conta da empresa. A primeira reunião é hoje – o sr Willians falou tudo rápido e embolado, mas Draco entendeu.
E o dia foi uma festa, todos cumprimentando Draco. Quando deu a hora do intervalo ele saiu correndo para a sala dos arquivos e encontrou uma Gina olhando mau humorada uma pasta branca cheia de antigas entrevistas.
- Olá! Está esperando alguém? – perguntou Draco cordialmente.
- Sim, mas parece que ele, infelizmente, não virá – disse tentando esconder o sorriso e parecer tão séria quanto o rapaz, mas mesmo assim encurtando a distância entre os dois com pequenos passos.
- Bem, que desfeita. Mas posso lhe fazer companhia, se você quiser – disse se aproximando também.
- Eu aceito sim, obrigada.
Agora parecia não existir distância entre os dois corpos e eles começaram a se beijar.
- Achei que você não vinha – disse quando finalmente se separaram.
- Por que não? – perguntou realmente surpreso.
- Ora, não se fala em outra coisa a não ser sua promoção. Pensei que você realmente iria aceita-lá.
- Bem... eu vou aceitar o cargo...
- Pêra aí Draco, você não sabe que o emprego é para você ir para a sede, na Paris? Sabe, a capital da França, alguns bons quilômetros daqui – quando ela viu que por esse raciocínio ele nunca entenderia aonde ela queria chegar resolveu começar de outro jeito - Você disse que faria de tudo para ficarmos juntos. Ou será que eu entendi errado?
- Não, você ouviu certo, mas com esse emprego eu... quer dizer, nós teremos uma vida mais garantida e... – começou incerto do que dizer.
- Eu não quero nenhuma vida garantida ou segurança, eu quero ter uma vida com você – o clichê veio em boa hora, pois pareceu causar impacto em ambos. Lágrimas começaram a correr livremente pela face da ruiva e o loiro ficou paralisado enquanto aquelas palavras eram repetidas várias vezes em sua mente.
- Mas, eu preciso dessa promoção, você sabe. Eu dei tudo de mim para trabalhar com os grandes. E você trabalhava lá e ficava com o Bill aqui.
Isso irritou gina, que respondeu malcriadamente:
- Foi por isso que eu tive que deixa-lo lá, e aí minha vida virou uma bagunça com essas transferências.
- Você mesmo disse que eles fazem as pessoas chorarem nas reuniões, que eles são uns demônios, que acabam com as pessoas. Porque, então, você não aceita a promoção e faz uma transferência de local de trabalho?
- Gina, por favor, não me faça escolher entre ir trabalhar na "central" ou ficar aqui. Isso é loucura.
- Por que não?
- Porque eu não quero escolher ficar com você ou não.
- Não precisa – ela disse saindo da sala – Vejo que você já tomou sua decisão.
- Gina... não... volta... – ele tentou alcança-la, mas aquela sala estava cheia de estantes e mesas e outras coisas que não deixaram Draco ver um pequeno banquinho. Quando ele se levantou do tombo ela já havia saído da sala.
"Beleza" pensou Draco "Se você quer assim, Gina, assim será!". E foi arrumar as malas e resolver a primeira parte da sua mudança.
Gina saiu chateadíssima da sala, e pediu permissão ao sr Willians para ir ao Beco Diagonal. Como ela parecia realmente de mau humor o pedido foi aceito na hora.
Ela foi andando devagar e encontrou o Beco de sempre, mas que ficara vazio por tanto tempo na Guerra: lojas, comerciantes na rua, um homem berrando histericamente que ele tinha morrido e voltado, um mendigo fazendo profecias, uma bruxa vendendo vassouras, crianças fazendo um gato mudar de cor...
Então ela parou de analisar o que estava acontecendo a sua volta e reparou que algo que ela havia pensando lhe era familiar... "Lógico: um mendigo fazendo profecias. O mendigo que o Draco havia citado! Aquele mentiroso". Bem, ela não sabia qual dos dois ela acabara de chamar de mentiroso, mas com certeza os dois eram.
- Oi – virou para o mendigo que berrava algo estranho: "Um Anjo cairá da céu", mas ainda sim deu atenção a menina.
- Posso ajuda-la?
- É, você é uma farsa, sabia? Você disse que... que um conhecido meu ia morrer e não ia conseguir a promoção, mas ele está vivo e sim, consegui a promoção.
- Mocinha – Gina torceu o nariz para o adjetivo – eu não disse que ele ia perder o emprego...
- Mas se ele morrer...
- É, você deduziu bem, ele vai perder o emprego, mas eu não disse isso. E você não pode dizer que ele não vai morrer, ainda não passou sete dias – a ruiva ficou paralisada de susto até que o tal Jack disse – Eu se fosse você ia procura-lo.
Draco foi pela rede de flú, no dia da sua "suposta" morte, já que não conhecia a sede. Chegou sem problemas, se não contar o tempo que ele levou para finalmente sair.
- Bom dia – disse a recepcionista – Senhor Malfoy suponho? – e com a mesma educação que Gina o tratou no primeiro dia nem esperou a resposta – Estão esperando o senhor na sala de reuniões daqui a duas horas. Pode deixar suas coisas no hotel. O senhor Niggel irá acompanha-lo.
"As secretárias da sede merecem um curso de educação para tratar os funcionários, ou será que sou eu?" pensou chateado.
Niggel era mais velho que o loiro, ele tinha cabelos grisalhos e algumas rugas estavam em evidência, mas mesmo assim ele era muito agradável e conhecia bem a cidade. Mesmo assim Darco ficou feliz em ficar sozinho no quarto para poder observar a paisagem e pensar como as coisas haviam mudado na última semana: suas escolhas mudaram, sua situação mudara, mas principalmente, ele estava muito diferente. Ninguém o reconheceria se o tivesse visto no ultimo mês e agora. Na verdade, só não o reconheceria se não fosse pela sua pose, sua maneira de falar e seu jeito esnobe que nunca mudaram e provavelmente nunca mudaram.
Ainda assim ele devia se preparar para a reunião então resolveu abrir logo uma garrafa de Wiske de Fogo para descontrair e se policiou para não beber demais e ser inconveniente como da ultima vez.
Ele achou que agora sim sua vida fazia sentido e achou que sabia que todas as suas coisas estavam no lugar, mas uma coisa que ele não sabia era que Gina estava a caminho pois descobrira que Jack não era tão charlatão ao se deparara com a seguinte notícia ao ligar o rádio: "O jogador da equipe de quadribol Anjo Azul caiu de uma vassoura em pleno ar. Quando ela começou a dar problema ele tentou descer e ela o jogou longe. Peritos do Ministério da Magia estão investigando o caso na suspeita dos próximos adversários dos Anjos – os Linnroys – terem amaldiçoado a vassoura do jogar para ele cair do céu...".
A reunião começou como qualquer outra, falaram dos gastos e dos ganhos da empresa, formas de melhorar o desempenho dos funcionários, falaram dos investidores e outras coisas normais. Mas então o dono da empresa, sr Crasm, anunciou:
- Bem a reunião se encerrou aqui – mais ninguém levantou e Draco se manteve sentado – Agora, vamos falar de coisas mais interessante.
E começaram a falar de assuntos banais e pessoais. Ata que as perguntasse voltaram a Draco. Elas começaram simples:
- Você sempre fica bêbado daquele jeito?
A resposta os surpreendeu: "Não, estava passando por um momento difícil". Então resolveram complicar.
- Você é tão fã assim de músicas trouxas? É que eu tinha outra idéia dos Malfoys...
- Não, eu era fã da banda até eles aceitarem aquele baterista.
- Se você diz... você saiu da sala com uma secretária que nós mandamos, não?
- Eh... sim – respondeu em dúvida de porque isso seria relevante.
- Ela é linda – disse um dos investidores - Já trabalhou aqui. Eua te tentei ir para cama com ela, mas ela era muito inocente e não entendeu. Sabe, essas inocentes dão trabalho, não?
- É – concordaram várias pessoas.
- E depois ficam grudentas achando que "temos algo especial" – comentou um garoto na ponta da mesa.
- Mas você consegui ir para cama com ela? Sinceramente, eu teria continuado com a modelo, mesmo fazendo isso. Elas tem o cérebro menor que uma ervilha e podem ser enganadas facilmente.
- Não entendi... – disse Draco preocupado aonde essa conversa ia chegar.
- Hora, olhe para mim. Estou noivo e enrolando a garota há três anos, mas nem por isso eu deixo de dar minha "escapadinhas".
- Ah Luig, suas "escapadinhas" acontecem toda a noite!
- Mas eu me divirto! E ainda poso na mídia como noivo, comprometido.
- E você pretende ficar assim até quando? – perguntou Draco sem querer, quando viu as palavras já tinham saído da sua boca.
- Até quando me der vontade – ele não sabia como mas aquelas palavras o enfureciam.
- E se ela te chutar primeiro? – agora ele sabia que estava sendo inconveniente, mas não se importava.
- Bem... sabe, ela nunca vai me chutar – ele tentava não demonstrar, mas ficara preocupado com a pergunta.
- Você nunca foi chutado, então? – agora todos já estava virados para o tal Luig, que era um dos maiores investidores e mais cafajestes da mesa.
- Bem... não... quer dizer – agora que todos aqueles olhares deixaram de vidrar Draco, o loiro se sentia mais confiante.
- Então você deve ser o único homem nesse planeta que nunca levou um fora – e lançou ao outro um olhar de desafio que fez o outro responder:
- Provavelmente.
- Cuidado, sempre há uma primeira vez. Imagina o que a "mídia"- e fez questão de enfatizar a palavra – iria achar se você levasse o primeiro por estar traindo sua noiva, acho que eles não iam gostar muito, não?
- Provavelmente – repetiu e sai da sala quase derrubando a porta.
"Consegui! Acabei de vez com a minha chance nessa empresa. O que diabos está acontecendo comigo?" pensou furioso consigo mesmo.
Passou pela recepção e a notícia que ele estava sendo chamado na sala do sr Crasm por algum motivo não o surpreendeu. Chegou e bateu na porta educadamente e foi rapidamente atendido.
- Draco Malfoy, exatamente quem eu queria ver. Boa reunião, não?
- Um... claro!
- Mas parece que o sr Luig não tem a mesma opinião que nós. Você deu uma lição nele, mas ele é um dos nossos maiores investidores, Draco. Mas, você gostaria de saber que seu contrato foi efetuado. Acima dessa conversa o Luig é profissional e percebeu, como eu e todos os outros que você tem talento.
Draco gostou de ouvir isso. Era bom saber que não seria demitido.
- Mas, não se engane, você acaba de comprar uma briga feia com ele – ele parou um momento para perceber a reação de Draco – Você, ao contrário de muitos da sua família tem caráter e sabe apreciar uma mulher, e sinceramente eu achei que você podia estar apaixonado, pela raiva que você usou nas suas palavras. Besteira, não? Como alguém apaixonado deixaria a amada para vir para tão longe, né?
- É – foi à única coisa que ele pode dizer "Droga, eu sou um idiota! Como eu pude pensar que se eu a deixasse poderia voltar e ela estaria lá, esperando por mim?"
Então saiu pelas ruas até uma loja que o tal do Linnroys havia dito que era muito boa.
No meio do caminho ele olhou para trás, pois achara que alguém havia chamado seu nome. Quando se virou viu muito longe uma ruiva correndo pela calçada na direção dele. O loiro não podia imaginar aquilo, ela tinha vindo procura-lo.
Draco não parara para pensar em outra coisa e saiu correndo em direção a garota, mas ela, ao contrário dele pensava em muitas coisas e chegara a uma conclusão sensata "Ele não prevê as coisas, apenas as interpreta. Talvez ele não morra mesmo. Só pode ser isso, tem que ser!"
E então parecia que as coisas começaram a correr em câmera lenta: eles correndo no meio da rua, ela viu um homem com uma arma, um segurança próximo tenta pegar a arma, o primeiro homem sai correndo com a arma nas mãos, Gina compreende o que aquilo quer dizer tarde demais, o segurança chega perto do homem e ele dispara. Por um segundo parecia que o tempo havia parado do jeito que estava: Gina gritando e a bala perfurando o peito de Draco.
O loiro não viu mais nada depois dessa cena, caiu no chão com tudo preto e só teve tempo de ter consciência de uma coisa: Gina o abraçava.
N/A: AINDA FALTA O PROLÓGO. Acalmem-se. Eu disse que provavelmente esse seria o último capítulo, mas com tanta coisa para dizer percebi que teria que fazer um outro capítulo, mas palavra é palavra e um prólogo não é capítulo, em parte. Porém a história só chega ao fim quando eu escrever fim, e ainda não escrevi isso. Porém, esse pode ser o fim se eu não recer mais comentários. Isso mesmo, eu adorei os que eu recebi, mas quero mais.
A propósito: estrelinha W.M. - desculpe, demorei mais que um século, mas a resposta está aí em baixo. E Line Malfoy - brigada por dizer qu egosto da fic. Mais uma vez: sorry a demorinha básica.
Mas, sério, prólogo só com mais comentários.
Esse cap. foi corrido, né? E eu demorei a escrever, não? E o título está ridículo, certo? Mas eu tenho mesmo que pedir desculpas por isso, é que eu tive uma crise enorme de inspiração e saí escrevendo, mas esqueci que a vida dele devia ser em sete dias e fiquei tão chateada que resolvi não escrever mais. É, eu não bato bem, mas continuei, não continuei? Quase, meu computador quebro (na realidade ficou cheio de vírus) e demorou um pouco mais já que eu tive outra crise de inspiração mas essa foi ao contrário. Sim, eu não sabia mais o que escrever. Em fim: ACABEI!
Ah, vocês devem estar se perguntando: O QUE VOCÊ FEZ COM O NOSSO DRACO! Eu sei, ele era mau, mas depois de ter lido o 6º livro percebi que ele não é tão mau assim, e é ele o único que joga na cara do Harry que ele não é um rei como todos dizem (mas estou fazendo uma fic "Sentimentos Degradé" em que ele mau pra caramba). Mas ele não ficou tão bom assim. Bem a Gina é outra história, né? (Ela ficou malvada as vezes, mas o clichê no fim quase estragou isso) Olha eu não disse na fic quem mais eu acho que vai morrer na guerra, só quem já morreu (não quero dar minhas sinceras expectativas), eu só disse que o Harry consegue vencer e os Malfoys mudam de lado porque se não eu não conseguiria fazer a fic baseada no livro, certo?
Nossa, essa nota vai ficar maior que o capítulo. Ah... agradecimentos e outras coisinhas mais só no prólogo!
Beijos e CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO! CONTINUEM LENDO!
