Hehehe, vortei...
Mais um cap... Bom, esse é o primeiro, mas ta valendo...
Vamos ver... Ah, esse cap vai ter música... Sofrimento... Mais lágrimas...
O de sempre...
FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊÊÊÊSSS!
É só.
Vamos à fic:
SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA, DESGRAÇA!
(Ouvindo Como Tudo Deve Ser, Charlie Brown Jr.)
oOoOoOoOoOoOoOoOo
Legenda:
Huahua: fala da alma maligna, fria e calculista da Sango. "Blábláblá": pensamentos ou lembranças
-Lerolero: fala dos personagens (isso se o FFNet não cortar)
OoOoO: mudanças de lugar.
(N/A): notas da autora depressiva (desculpas a quem não gosta de notas da autora, mas eu não resisto XD. Outra coisa: prometo que não terá muitas interrupções. ).
OoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Lembranças
Capítulo I
O dia do casamento, e uma breve história de Yume.
Sango se arrumava lentamente. Chegara o dia do apocalipse para ela. O casamento.
Não aceitara a ajuda de ninguém para se arrumar. Queria ficar sozinha toda hora, em todo lugar. Quando não podia, tentava ser o mais normal possível. Tentava...
Nesse momento, maquiava-se. Parecia que as lágrimas estavam rolando sem sua permissão. Mas não ligava, já que mais nada estava sob seu controle.
Desde o pedido de Korunusake que tinha umas expressões vazias, indecifráveis. Seu noivo parecia não perceber. Melhor assim.
Sentia-se oca. Sua alma tinha fugido de seu corpo. É, era isso que pensava. Fugiu, assim como todo tipo de sentimento tinha fugido, com exceção da solidão e da dor. Não sentia mais seu coração bater, apesar de estar "viva" corporalmente.
Quanto sua alma? Ah, deveria estar vagando por aí... Pelos cantos... Rindo da cara dela. A chamando de idiota, burra, estúpida.
"Há! Como você é imbecil, Sango! Achava mesmo que ele te amava? Até parece... Ele é muito para uma exterminadorazinha de merda que nem você. Céus, nunca vi mulher mais burra que nem você... É... você se superou... Quer saber? BEM FEI-TO! Você sabia que Miroku é um devasso, que nunca olhou para você como mulher, e sim como objeto. Mas, não, você achava que bofetadas iriam resolver, não é? Kami, como é estúpida... Agora ta aí, chorando, porque resolveu acordar pra vida da pior maneira possível. Nesse momento, todos devem estar rindo da sua cara de trouxa. Trouxa, é isso o que você é! UMA ESTÚPIDA DE UMA COITADA CHIFRUDA! Hahahahahaha!"
Era isso o que sempre passava pela sua cabeça. Todas as pessoas pra quem olhava, parecia que diziam a mesma coisa.
Como odiava essas pessoas... Por elas terem tanta razão no que diziam...
Como odiava a si mesma...
Mais lágrimas rolavam... Mais risos ouvia dentro de sua cabeça.
"Ah, que saco, será que eu não vou poder me maquiar em paz?".
Suspirou.
"Paz... é uma coisa que eu nunca mais vou ter...".
Ouvia mais risos ainda. Risos de escárnio, de puro deboche.
"Rindo dessa sua cara de corna mansa... 'óh, se eu tivesse cérebro!' Hahahahahaha! A testa ta coçando muito, Sango? Hahahaha!"
-CHEGAAAA!-berrou, chorando, e dando um murro na penteadeira.
-Sango, o que aconteceu!-entrou a colegial no dojo, assustada.
-Kagome, eu não agüento mais, eu não agüento mais! Expulse essas vozes daqui, pelo amor de Kami, eu não agüento mais...-chorava a exterminadora, suplicante e desesperada.
-Que vozes, Sango?-disse Kagome, abraçando Sango. Seus olhos já estavam marejados de ver a perturbação da amiga, a algum tempo.
-Esses malditos risos... Eu não agüento mais! Eu não quero me casar, eu não quero me maquiar, eu não quero me aprontar, eu não quero... Eu só quero morrer... Eu só isso que eu quero... - berrava a taiji-ya.
Kagome a abraçava forte, só ouvindo os murmúrios de Sango, totalmente desesperada. Começava a chorar também.
-Não diga isso, Sango... Tudo vai acabar bem...-afagava os cabelos soltos de Sango.
-Eu quero... Nunca mais acordar... Nunca!
Os gritos foram silenciados por um ruído de tapa. Kagome "sentou" a mão no rosto vermelho de Sango.
Sango olhou demoradamente para sua amiga, massageando o local afetado pela bofetada. Kagome estava ofegante e chorando.
-Desculpe, Sango...
Sango correu abraçar fortemente sua amiga. Chorou novamente.
As duas estavam ali, no meio do quarto. Uma sabia muito bem o que a outra estava sentindo. Abraçadas. Unidas.
OoOoOoOoOoOoOoOoOo
Miroku estava deitado no futon. Olhava para o teto. Ouviu os gritos de Sango, pois o dojo desta era acima do seu.
A cada "eu quero morrer" que ela pronunciava, o choro dele engasgava na garganta.
"Ah, como eu queria que alguém acreditasse em mim... Não foi minha culpa... Não foi... Como queria você de volta pra mim, Sango...".
Fechou os olhos. Respirou fundo. E deixou que uma lágrima silenciosa caísse.
O silêncio foi interrompido por um certo hanyou, vestindo um kimono azul marinho de seda com os cabelos prateados penteados e presos num rabo-de-cavalo alto.
-Ei, Miroku! Vai ficar aí? Você é tão inútil que nem consegue se levantar?-disse Inuyasha, com seu humor tão comum.
-Sou tão inútil que nem consigo ver a mulher que eu amo casando com outro, Inuyasha...-respondeu num suspiro, ainda de olhos fechados.
-Féh! Deveria ter pensado nisso antes de...
-Inuyasha, antes que você me jogue na cara o que eu fiz pela enésima vez, em que posso ajudá-lo afinal?-disse, com uma seriedade na voz rara.
O hanyou passou a observar seu amigo, que estava deitado, sem se mover.
Mais uma vez, o costumeiro silêncio.
-Viu no que deu ser um devasso idiota, Miroku? Agora está aí, parecendo mais uma samambaia do que qualquer coisa...
-Como se eu já não soubesse disso... Que novidade...-murmurou o monge, com arrogância. Inuyasha nunca o viu tão... "Inuyasha" da vida. Às vezes pensava se ele era realmente o Miroku e não uma versão humana de seu irmão Sesshoumaru, porque nunca tinha ouvido tantas frases gélidas de sua boca.
-Você é um fracassado, mesmo.-disse o hanyou, após um período curto de silêncio.
Miroku olhou para aquela versão "bem-vestida" de Inuyasha a sua frente, com uma certa ironia.
-Não se move, não fala, não quer saber de nada, não gosta de mais nada, não quer mais viver... Só quer ficar deitado ai, que nem um bosta. Féh, como você é fraco, Miroku!
-O que você queria que eu fizesse, Inuyasha? Ficasse saltitante contando piadas, por acaso?
- Não queria que você pensasse no que eu queria que você fizesse, nem que pensasse em Kagome, nem em quem quer que seja. Pense em você mesmo. Não adianta ficar por aí, respondendo a Buda e ao mundo. Isso não vai trazer a Sango de volta. Ao contrário, ela ficará mais longe ainda de nós, e de você. Se realmente gosta dela como parece gostar, trate logo de trazê-la novamente junto a você. Não ficar aí que nem um babaca, imitando o Sesshoumaru! Assim você me assusta! Féh, humanos...-e saiu, fechando o shoji com alguma violência.
Miroku ficou perplexo. Era realmente o Inuyasha que discursou, ali, em alguns segundos atrás? Era a vez deles dois trocarem de lugar, Ele, Miroku se fazendo de Inuyasha e Inyasha falando como Miroku?
"Às vezes eu acho que o Inuyasha realmente tem um cérebro... Deve ser por causa do que ele e Kagome passaram... E, por ironia do destino, finalmente se entenderam... Eu queria ter essa sorte com a Sango...", pensava o houshi-sama.
-Tá... Se ele realmente é o Inuyasha... Então... Eu sou o pikachu!-ficou com uma expressão de susto muito cômica. Mas voltou a expressão de melancolia.
"Não acho que vai ser tão fácil assim, Inuyasha... Não estou confiante se irei conseguir... Hmpf...".
Levantou o tronco lentamente, ficando sentado. Sua cabeça latejava, de tanto ficar deitado. Olhou para janela, e estava chuviscando.
Ficou um tempo olhando aquela chuva cair, lentamente, com a névoa recobrindo. Lembrou-se de Sango. Imaginou sua exterminadora de branco, no pequeno templo, em algum vilarejo... Linda... Sua exterminadora... Que talvez nunca será realmente sua...
Uma lágrima escorreu de seus olhos azuis. Abaixou a cabeça, deu um sorriso triste.
"Eu a amo tanto; quero tanto que ela seja feliz... Mesmo que não seja ao meu lado...".
-Bom...Vamos aplaudir ao apocalipse... "Ao meu apocalipse... Ao nosso apocalipse, Sango..."-disse, por fim, saindo do dojo.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
-Pronto,Sango... Está linda!-disse a colegial, que por ventura não parecia uma simples colegial pelas lindas vestes presentes, fungando um pouco do choro a poucos instantes atrás presenciados.
Sango vestia um kimono simples branco, de seda, com marcas d'água de desenhos de flores. Sua maquiagem era simples também: usava uma sombra um pouco mais clara que o de costume, um rosa; um pouco de pó-de-arroz e por cima um pouco de blash, para disfarçar o rosto inchado da noiva; batom (que a Kagome trouxe de sua era) rosa claro. Usava, como enfeite, uma flor amarela de pétalas grandes e largas nos cabelos soltos. O buquê era de flores pequeninas e também amarelas.
-Não me importa beleza, agora. Não me importa mais nada.
Kagome lhe lançou um olhar de censura e ao mesmo tempo de pena.
-Você também está linda, Kagome...-disse Sango, olhando para sua amiga pelo espelho tristemente, mas sorrindo.
A colegial, que estava de pé atrás da noiva, esta sentada; sorriu para a amiga também pelo espelho.
Usava um kimono um pouco justo rosa bem claro, com detalhes em branco de pétalas de sakura. Seus cabelos estavam presos em um coque folgado, deixando algumas mechas caírem pela nunca e pelos lados da testa. Sua maquiagem era fraca; usava uma sombra também rosa claro e delineador nos olhos, e os lábios estavam cobertos por um brilho labial meio amarronzado, mas também claro.
-Bom... Estamos prontas...-disse Kagome, num suspiro.
Silêncio novamente. Kagome foi até um canto do dojo, pegou o buquê, e entregou à noiva.
Esta ficou a fitá-lo, com certo desprezo.
-Malditos sejamos, Miroku...-murmurou, levantando-se com os olhos sendo cobertos pela sombra de sua franja, dando-lhe um aspecto sombrio.
Pegou o buquê com brutalidade contida, suspendendo os braços para baixo, segurando o ramalhete sem nenhuma delicadeza, ficando ele um pouco inclinado para baixo.
Kagome suspirou derrotada, vendo a amiga abrir a porta e sair com passos lentos do quarto.
"Sinto muito por você, amiga...".
OoOoOoOoOoOoOooOoO
Kagome andou atrás de sua amiga para uma sala. Encontrou lá Inuyasha, sentado num canto, de olhos fechados e braços cruzados.
O hanyou percebeu a movimentação no local, mexeu as orelinhas (o que Kagome adorou, pois achara fofo) e abriu os olhos lentamente.
-A noiva está pronta, Inu.-disse gentilmente Kagome.
Inuyasha a fitou demoradamente, a deixando corada. Não era a primeira vez a encontrá-la vestida daquele jeito naquele dia, mas sempre a olhava demoradamente, pois era difícil acreditar que, por trás daquele rosto infantil, ela tinha um corpo magnífico.
Kagome não se sentia diferente, quanto ao hanyou. Era um pouco estranho vê-lo vestido formalmente desse jeito. Mas não deixava de achá-lo elegante e ainda mais bonito do que já era.
-Inuyasha...? Inuyasha?-disse Sango, passando a mão várias vezes rente ao seu rosto, tentando acordá-lo daquela agradável hipnose.
Piscou algumas vezes os olhos, despertando finalmente.
-Hm? O que?
-Já... Estou pronta...-disse com voz desanimada.
-Ah sim.-disse o hanyou, levantando-se.
-Bom, acho que eu vou indo com as servas... A madrinha não pode se atrasar, não é?-disse Kagome, com um sorriso no rosto.
-Quer que eu te leve, Kagome?- Inuyasha, meio abobalhado pelo sorriso...Tão doce.
-Não precisa, arigatou Inu. Aliás, é você que terá que levar a Sango, não é?
-Féh... Aquele inútil do Miroku não quis aceitar levar a Sango ao altar... Tem que ser eu mesmo, né, fazer o quê...
-Inuyasha... Ainda estou aqui, se não percebeu...-Sango lançou-lhe um olhar frio, cruzando os braços.
"Pronto... Agora, temos um Sesshoumaru de saias... Já não bastava o Miroku virando clone dele?", pensou o hanyou, suando frio por dentro por causa da expressão gélida da exterminadora.
-Féh!-disse ele, cruzando os braços, disfarçando.
-Er... Já estou indo, então...-disse Kagome, com uma gota na cabeça.–Sango, que os céus te proteja e que sejas muito feliz.-disse Kagome, abraçando-a.
-Domo arigatou, K-chan. "Apesar de eu achar que está querendo demais... Eu? Feliz? Há... Não tem importância... Nunca teve... Mesmo assim... Muito, muito obrigada, por tudo... Por tudo.".
Virou-se para o hanyou, e aproximou-se deste para beijar-lhe o rosto.
Mas o mesmo virou o rosto no momento exato em que ela ia lhe beijar a bochecha, pousando os lábios nos os dela, e pegando seu queixo delicadamente. Kagome corou instantaneamente.
-Eu já vou. Me espere, ta bem?-disse Inuyasha, encostando sua testa na de Kagome, ainda lhe segurando o queixo, e sorrindo.
Kagome afirmou que sim com a cabeça, corada. E saiu, sorrindo dócil, como costumava sorrir.
Sango observava tudo de canto de olhos. Sorria internamente pelos amigos se entenderem finalmente. Sempre soube que se amavam, mas sempre algo os impediam de se declararem. Ainda bem que isso aconteceu, porque, um amor igual ao deles, algum dia tinha que mostrar as caras.
Alguns momentos depois, Inuyasha se volta a Sango.
-Sango... Eu senti um cheiro forte de lágrimas vindo de você e da Kagome...
-Não foi nada, Inuyasha.-cortou.
-...E gritos...-continuou, ignorando a interrupção.
-Hmpf... Não foi nada, Inuyasha, eu juro.-tentou forçar um sorriso, Sango.
-Hm... Se você diz assim...Féh!-Inuyasha logo se calou, mesmo ainda desconfiado.
Silêncio.
-É hora de irmos, não?-perguntou Sango, já se dirigindo a porta.
Inuyasha só a seguiu.
"Só desejo que seja uma morte rápida e pouco dolorosa para mim... Se é que ainda estou viva. Que coisa é o mundo... Que coisa pior ainda é a vida...", pensou Sango.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
...No mesmo instante em que Sango se arrumava...
#-quarto de Takeda-sama-#
Kuranusuke Takeda(1) olhava-se no espelho, enquanto ajeitava o kimono preto. Abaixou-se um pouco para pegar alguma coisa para prender o cabelo, e quando foi se olhar no espelho novamente, percebeu uma mulher atrás de si, que aparecera repentinamente, assustando-o.
Esta sorria sarcasticamente. Era uma mulher muito atraente, morena, vestida quase como uma cigana, com uma "blusa" verde claro, de decote generoso estilo canoa e mangas que alargavam a partir do comprimento, um colete verde escuro por cima, e uma saia bem rodada, batendo quase nos pés, também verde, e com uma pedra verde escuro pendendo no pescoço; e cabelos soltos, só com a franja presa por uma coroa pequena cheia de pedrinhas verdes.
...E que Kuranusuke conhecia muito bem...
-Yume, o que faz aqui...?-disse tranqüilo, não transparecendo o susto.
-Como você está bonito, hein, Takeda-kun...-disse ela, olhando Kuranusuke pelo espelho, enlaçando-o pelo pescoço. Cheirou seu pescoço.- Cheiroso, também... Pelo jeito está feliz, não!
-Primeiro: você não tem permissão de me chamar assim.- se desfez do abraço de Yume, pegando uma certa distância. Mas ainda de costas a ela.- Segundo: você também não respondeu minha pergunta.
-Aí, que insensível... Magoei...-riu- Bem... Vim aqui só pra ver se estava tudo nos conformes... E pra ver você... Estava com saudade, sabia...?-Yume se aproximou de Takeda novamente, abraçando sua cintura e beijando-lhe a nuca.
-Yume, não venha dar uma de vagabunda pra cima de mim.-se desfez novamente do abraço, virando e pegando os braços dela violentamente, para que a encarasse. Na verdade, essa ação de Kuranusuke era para lhe pôr um pouco de medo, mas medo era uma coisa que Yume raramente sentia. Esta apenas ria.
-Há! Você não me disse isso quando dormimos juntos, Kuranusuke... Pelo contrário, estava aproveitando bastante...- ajeitava a gola do kimono de Takeda, ignorando o olhar fulminante que lhe dava momentos atrás.- Vai dizer que é mentira!-parou de repente, irônica, fazendo cara de coitada.
Takeda a puxou mais pra perto, um tanto violento.
-Você não tem jeito mesmo, hein...-sussurrava em seu ouvido- Mas é melhor você tomar cuidado, Yume... Você é perigosa, mas eu posso ser pior...-mordiscou sua orelha.
-Ui, que medo... hahahaha! Conta outra, Takeda, se nem clã de feiticeiras me pôs na linha, imagine você.- Yume separou-se de Takeda, sorrindo debochadamente.
-Hm... É mesmo... Você nunca me contou desse clã aí.
-E nunca vou contar, meu caro.
-Ah, vai sim... Ou quer que eu mande as sacerdotisas dos vilarejos te lacrarem, hein?
-Isso se você conseguir me pegar primeiro, Takeda. Ou você acha que eu me esqueci do que você me mandou fazer com o monge, após a nossa noite?
Takeda ficou em silêncio.
-Tem provas?
-Apesar de não precisar ter provas pra ferrar você, eu tenho. É só eu usar de meus... Truques... Para mostrar para todo o seu imenso castelo o que a gente fez aqui nesse quarto...
Ele a olhava friamente.
-Vaca.
Yume só sorria, analisando suas unhas pintadas de roxo.
-Também amo você, amor. Mas, então... Qual será nosso próximo passo?
-Nada, por enquanto. Espere para eu aproveitar de meu casamento... Minha lua-de-mel...-sorria, enquanto ajeitava novamente o kimono.
-Hm... Safadinho você, hein, Takeda-kun...
Kuranusuke se virou com um olhar diabólico a Yume, se aproximando dela e pegando-lhe em seu pescoço.
-Tente me chamar mais uma vez assim... E eu acabo com sua raça nojenta.
-A... Bonequinha... Ta... Estressada... É...?-tentava falar, sufocada, mas não perdendo a pose debochada.
Kuranusuke a largou, deixando-a sem fôlego e tossindo. Mas como era irritante vê-la rir, mesmo tossindo...!
-Pelo jeito, sim... Hehehe -Yume levantou, ajeitando a saia.- Então... Nada mesmo? Posso fazer o que eu nem quiser do monge, enquanto isso?
-...Sim. Mas tome cuidado. O monge tem fortes poderes espirituais...
-Está preocupado comigo, Takeda?
-Não. Apenas não quero perder um objeto tão valioso para os meus planos.
Yume sorriu novamente. Suspirou e disse um "okay".
-Ah, e, Yume...-virou-se, e não encontrou mais a feiticeira no quarto.
"Bom... pelo menos eu posso dormir com ela quando eu quiser... Ela não terá nenhum problema com os poderes dela, mesmo... Hehehe...".
OoOoOoOoOoOoO
...Já no momento do casamento...
Yume ia pensando em cada frase que Koranusuke lhe falara, e que ela falara pra ele, enquanto adentrava em seu templo.
Sorriu.
"Lar doce lar... Estava com saudades desse lugar... Me trazem boas lembranças...".
O templo era escuro, abandonado. Era antigo, apesar de que tudo dentro dele estava em perfeitas condições. No fundo do templo, encontravam-se estátuas e algumas caveiras, com roupas de sacerdotisas.
Aproximou-se de estátua de braço quebrado, de uma menina de cabelos ondulados e expressão apreensiva, e tornou a fitá-la, ainda sorrindo sarcasticamente.
-Quem te viu, quem te vê, hein, Yukiro...? A boazinha, a generosa, a queridinha da líder Hannai-sama... Todas te adoravam... Mas você tinha que ser escolhida para a sucessora da Hannai-sama, não é? Tinha que roubar meu lugar como líder do clã. Agora, está aí, no seu devido lugar, quietinha quietinha... Graças a mim, claro, a sua melhor amiga até uns 7,8 anos. Como é burra... Pensava mesmo que eu seria amiga de uma sonsa que nem você...? Há-há-há... Fazes-me rir.
Virou-se para outra estátua velha e caindo aos pedaços, de uma senhora baixinha e com a mesma expressão da primeira, assim como as outras estátuas.
-E a senhora, Hannai-sama... Sempre falava que Yukiro, sua preferida, teria um futuro lindo, que seria uma ótima sacerdotisa. Mas nunca via meus avanços, meus poderes, que sempre era muito mais fortes que os dela. Nunca dava créditos a mim. Nunca me via como sacerdotisa, sempre como mais uma menininha sonhando ser heroína. Só que o único problema, é que enquanto a senhora puxava o saco da mimada da Yukiro, não prestava atenção na minha raiva, no meu ódio por ser esquecida... Só quando eu matei aquele pequeno animal com meu poder, a senhora percebeu o quanto eu poderia ser perigosa...
#-Flashback de quando Yume era criança-#
-Venha cá, coelhinho! Venha, me faça companhia!
Uma garotinha de cabelos escorridos e curtos corria atrás de um bichinho que saltava pra lá e pra cá, sem saber que era observada pelas outras aprendizes e pelos gentis olhos da boa Hannai-sama, que lavava algumas roupas num lago perto dali.
-Coelhinho, vem cá, comigo! Coelhinho!
De repente, uma outra garotinha de cabelos ondulados e loiros aparece mais à frente que a garotinha de cabelos lisos, cujo nome era Yume, e tinha por volta de 7 a 8 anos.
-Ei, Yume, o que está fazendo?-perguntou a loirinha, gentilmente.
-Brincando com meu coelhinho.-respondeu Yume.
-Mas ele parece estar tão assustado...-a menina de cabelos loiros agachou-se para pegar o pobre bichinho.
-Não, Yukiro! Ele não está com medo de mim! Deixe-o!-alertava, falando em tom alto. Mas a menina loira, de nome Yukiro, parecia não se importar.
Agachou-se de braços abertos, permitindo que o bonitinho coelho pulasse em seu colo, e se aconchegasse, recebendo um gostoso carinho de Yukiro, que ria meigamente.
Yume congelou. A raiva a dominar o coração infantil. De repente, tudo a sua volta tornava-se negro, como todas as vezes em que se sentia esquecida.
Hannai-sama, ao perceber a mudança de tempo repentina e um poder maligno fortíssimo, correu onde Yukiro e Yume estavam.
Ao chegar lá, pôde presenciar Yume com a franja cobrindo os olhos e flutuando, arrancando rajadas de vento em sua volta, provocados por sua forte energia sinistra. Yukiro parecia assustada, segurando fortemente o pequeno animal, que tentava escapar, assustado.
Yukiro percebeu a presença de Hannai-sama e das outras aprendizes mais velhas - que, ao sentir a energia maligna, a acompanharam-, mas esta lhe acenou, pedindo que fizesse silêncio. Yukiro obedeceu.
-Me dê o meu coelhinho.-ordenou Yume, estendendo a mão, ainda flutuando.
Yukiro, receosa, lhe estendera o coelho. Yume o fez flutuar até a sua frente, sorrindo.
Seu sorriso se desfez, quando percebeu que estava agitado demais, chiando assustado.
Sorriu de novo, malignamente.
-Não quero mais. Pode ficar com ele.- o fez flutuar de volta a frente de Yukiro, que sorriu feliz.
Ela, que estava agachada, levantou-se e abriu os braços, mantendo o sorriso. Pegou o bichinho.
Parou de flutuar, e o tempo estava mais aberto, mas não totalmente.
Yume virou de costas para Yuriko, com a franja ainda a lhe cobrir o rosto. Saiu gargalhando alto e calmamente.
Yukiro olhou interrogativamente para Yume, não entendendo o porquê daquela risada tão diabólica. Em uma fração de segundos, olhou pro colo e arregalou os olhos, soltando um grito agudo de pavor, ao constatar que o coelho estava cheio de cortes muito profundos no corpo e no pescoço (que a esse momento já estava pendido pro lado), sangrando lentamente sem cessar, manchando todo o kimono branco de Yukiro.
Yume só ouvia os berros de horror de sua "amiga", e das vozes das sacerdotisas tentando acalmá-la.
Suas gargalhadas se desfizeram, para serem substituídas por um sorriso satisfeito, o que seus olhos demonstravam também, mesmo estando escondidos pela sua franja negra.
Hannai-sama avistou Yume se afastando. Levantou-se e se distanciou um pouco das aprendizes que ainda tentando acalmar Yuriko daquele choque gigantesco. Ficou a fitar Yume, apreensiva.
#-Fim do flashback-#
-...Só que eu não mostrei nem 1/3 do meu poder maligno. Aquilo foi apenas uma pequena demonstração do quanto à senhora e todas me subestimaram... E qual foi sua solução? Me deixar numa floresta escura por muuuito teeeempo, e muito longe de vocês. Velha caduca... Isso só aumentou o meu ódio. E a senhora sabia que isso aconteceria, não é? Então, por que me deixou lá? Há... Me lembro como se fosse hoje... Quando mandou "uma das melhores aprendizes" vir me buscar, o que aconteceu? Siiim... Eu esmaguei os ossos dela com apenas um olhar...
#-Flashback de quando Yume era adolescente-#
Yume estava numa caverna fria e escura, se protegendo da chuva pesada que caia, sentada de costas para a entrada.
Sentiu uma energia espiritual não muito grande perto de onde estava. Concentrando-se, pôde sentir as vibrações do corpo que se aproximava.
"Patético. A garota está se mijando de medo. Por que não mandaram a imbecil da Yukiro? Ela tava com medinho, também?", pensava Yume, que já sabia que era uma garota, simplesmente pela intensidade das vibrações dos passos dela.
Riu, e esperou.
A garota já havia chegado perto da caverna. Aproximou-se da entrada, preparando um arco e flecha.
-Y...Yume... e-eu vim te-te-te buscar... Se-se não vier por b-bem, vai p-por ma-ma-mal...!
Yume levantou-se lentamente. Mas ainda de costas.
-Imbecil. A quem quer enganar? Está morrendo de medo...
-VENHA AGORA, YUME!
Esta apenas riu.
-Você é muito mal-educada, garota... Hannai-sama esqueceu de te dar educação também? Garotinha petulante...
-N-não quer ir por bem? En-então vai vir por ma-mal!- e a garota atirou a flecha, que por pouco não acerta em Yume, fincando na parede de pedra MUITO próximo ao rosto da garota. Yume, porém, não se mexeu, nem ao menos piscou.
-Mal-educada e corajosa... Pena que vai durar pouco... Pronta pra morrer...?
A aprendiz ficou com uma expressão interrogativa, e cheia de medo.
Yume foi virando o rosto lentamente, de olhos fechados. Pôde perceber que a garota a sua frente parou de respirar, tamanho o medo.
De repente, arregalou os olhos, e tudo em volta da garota começou a tremer.
Ela gritava de horror, quando as maiores pedras da caverna ao seu lado vieram em um milésimo de segundo em sua direção.
Silêncio. Yume fitava o sangue escorrendo pelos escombros. E as fraturas expostas da antes "uma das melhores aprendizes de Hannai-sama".
Riu com escárnio.
"Patético. Completo e absolutamente... Patético. Hahahaha".
#-Fim do Flashback-#
-Não contava com isso, Hannai-sama? –sorriu- Pois aposto que não contava também o que eu ganhei com isso... Uma nova mestra.
#-Flashback de quando Yume virou aprendiz de Menai-sama-#
Naquele momento, Yume encontrava-se na cachoeira de águas extremamente gélidas, banhando-se e esperando secar as roupas que roubara da aprendiz falecida de Hannai-sama, encharcadas de sangue.
Estava relaxando, encostada na beira da cachoeira, quando sentiu uma energia maligna poderosíssima.
-Você tem um poder impressionante, criança.-disse a uma mulher velha, de roupas velhas e negras, sustentando-se em um galho forte de árvore.- Só que precisa um pouco mais de treino...
-O que quer?-disse, tranqüilamente Yume. Estranhou um pouco, nunca tinha visto nenhum ser - humano naquela floresta, além dela. Mas não deixou transparecer, também.- Veio ao mando de Hannai-sama, por acaso?
-Hannai-sama... Eu sabia... Você é a tão famosa aprendiz renegada de Hannai-sama, Yume, não é?
Yume começava a se irritar.
-Como sabe meu nome?- perguntou, comprimindo os olhos ameaçadoramente, sem se mover.
A velha apenas sorriu.
-Venha comigo... E suas respostas serão respondidas...-entregou as roupas de Yume, já secas. Esta olhou desconfiada para a velha.- O que há, criança? Está com medo de quê...?
-Não tenho medo de uma velha inútil como você.
-Ótimo. Assim fica mais fácil que você me acompanhe. Ande, pegue suas roupas e venha comigo.
Yume fitou novamente a velha, e as roupas. Arrancou-as da mão da velha, vestiu-se e a seguiu.
Entrou em um templo majestoso, onde a energia maligna reinava.
-Yume... Bem-vinda em sua nova morada.-disse a velha.
-Você... Quem é você...?- Yume, desconfiada, indagou.
-Pode me chamar de Menai-sama. Sua nova mestra.
"Me... Menai-sama...? Mas... Mas a lenda diz que Menai-sama é a mais poderosa feiticeira negra de todos os tempos! Mas pensei que era só uma lenda... Sempre duvidei que pudesse existir tal pessoa, tão perigosa quanto a lendária Menai-sama, pensou a garota, assustada.
-Como assim! Fale, o que quer de mim!
-Quero ajudá-la. Apenas isso.- disse a velha, enquanto se encaminhava para algum lugar do templo. Yume a seguia.
-Não estou entendendo... Ajudar-me no quê?
-Eu sei tudo sobre você, Yume. Tudo. O tamanho do ódio que sente por Yuriko, por Hannai,e por todos que a renegaram e a desprezaram onde treinava para ser sacerdotisa... De como veio parar aqui,de como matou aquela aprendiz, e, por último e não menos importante, da sua sede de vingança...
-Ah... Então sabe como matei aquela pirralha? Hahaha. Foi muito divertido, não acha?-disse Yume, se vangloriando.
-Não, não acho.
-O.õ
Menai-sama parou de repente, virou-se para Yume e disse simplesmente, sorrindo:
-Você poderia fazer melhor.
Yume sorriu junto. Por dentro, estava feliz que alguém FINALMENTE reconheceu seus avanços.
-Você fala com tanta segurança... Presumo que tenha me vigiado por algum bom tempo, não?
-Sim. Assistia todos os seus treinamentos, e você me surpreendeu muito. Tem poderes extremamente fortes... Mas isso me preocupa também.
-Por quê?
-Simplesmente porque você ainda é jovem demais para ter tamanho poder. É muito perigoso, até pra você.
-Perigoso...? Pra mim?
-Exatamente. Se continuar a treinar na mesma intensidade que treinava antes de eu te encontrar, não vai durar muito. Sua energia maligna vai tomar conta de você, e vai mais dia menos dia, vai te sugar.
-Hm... E o que eu tenho que fazer para que isso não aconteça?
-...Seja minha aprendiz, e quando eu morrer... Poderá tomar meu lugar...
-...Como a mais perigosa feiticeira negra?
Menai-sama sorriu.
-Pelo jeito, sabe tanto de mim quanto sei de você.
-É, eu sei. Mas nunca pensei que existisse... Sempre me disseram que foste morta por um grupo de sacerdotisas... E suspeito que uma dessas sacerdotisas era Hannai-sama. Estou certa?
-Exato. Muito bem informada. Mas o que elas não esperavam, é que eu, enquanto lacrada, concentrava todas as minhas energias, e que pudesse acordar sem alguma suspeita. Escondendo ao máximo minha energia.
-Mas Hannai-sama é muito poderosa. Não sei como não conseguiu sentir sua volta, e eu sim.
-É que eu usei de algumas magias negras para esconder minha energia. Você percebeu meu poder, porque teve um treinamento muito bom. E porque também sua idade ajudou bastante...
Yume sorriu novamente.
-Sabe... Até que eu to indo com a tua cara.
-Então, venha ser a futura mestra das trevas... Te ensinarei todos os mais poderosos e perigosos feitiços...-convidou Menai-sama, dando passagem para que Yume entrasse em um amplo dojo a sua frente.
Espiou um pouco o dojo, ainda fora deste.
-Não.-decidiu-se
-Não?
-Não. Não quero virar seu objeto, manipulada só para que possa contar vantagem com Hannai-sama, ou por vingança, ou por sei lá o quê.-virou as costas e afastou-se.
"Como se você não quisesse fazer isso também, não é?"
Yume parou de repente. Ouvia a voz de Menai-sama em sua mente.
"Eu já não te disse que sei de tudo? O que você realmente quer é lutar mandar Yuriko para o inferno... Porque você a odeia com todas as suas forças... Porque ela sempre tomava seu lugar. Porque ela podia ser mais forte que você..."
Yume virou-se violentamente para Menai-sama, que permanecia com um sorriso no rosto.
"YURIKO NUNCA SERÁ MAIS FORTE QUE EU, OUVIU SUA VELHA REUMÁTICA! NUNCA!", Yume respondeu a telepatia.
"Está vendo? Você quer vê-la morta, não quer? Quer se vingar por ela ser sempre mais querida que você, não é?"
A garota permaneceu em silêncio.
"Você quer isso tanto quanto eu quero ver Hannai sofrer. Você quer ver o sangue de Yuriko jorrar tanto quanto eu quero ver Hannai morta... Temos muito em comum, Yume. E esse é um bom motivo para que fique, e "moldar" melhor seus poderes. Agora... Pare de birra... E venha até aqui. AGORA.", Menai-sama adentrou o dojo, desfazendo o sorriso.
Yume a acompanhou em silêncio. Menai-sama era sua única aliada, agora. E tinha que aceitar.
#-Fim do Flashback-#
-O treinamento foi muito rigoroso. Muito mais útil que o seu, Hannai-sama.-continuava a falar Yume, com a estátua - Mas em pouco tempo eu me acostumei. Até que chegara o dia... Em que eu me apossei do meu bem mais precioso... A Jóia Oculta.
#-Flashback em que Yume ganhou A Jóia Oculta-#
-Yume... Venha até aqui.
Yume, que estava meditando, foi interrompida por Menai-sama.
A acompanhou em silêncio, até um dojo desconhecido até pra ela, que ficara lá até uns 19 anos. (Sendo que ela se tornou aprendiz com aproximadamente 14 ou 15 anos).
Entrou no dojo, e percebeu que era ENORME.
Andava por cima de um tapete roxo, atrás de sua mestra, que ao chegar perto de um trono negro, adornado por desenhos de dragões, sentou-se nele.
Yume ajoelhou-se a frente de Menai-sama, apenas a observando vasculhar em uma caixa de madeira de lei, bem escura.
Olhou para Yume e sorriu. Levantou-se do trono, com a caixa na mão. Pôs-se de frente para sua aprendiz.
-Yume... Sabe o que eu tenho aqui?
-Não, Menai-sama.- Yume continuava cabisbaixa.
-É um pequeno presente que lhe é merecido... Um presente de mestra para aprendiz.-a velha abriu a caixa, mostrando uma jóia verde, com uma energia maligna imensa. Certamente corrompida.
-Que energia poderosa... Que jóia é essa?
-É uma jóia que eu mesma criei. Passei 3 anos da minha vida concentrando energias para essa jóia, até que ela ficasse do jeito que eu queria... E, sabe o jeito que eu queria? Que ela pudesse manipular com perfeição todos os poderes que eu te ensinei...
-To...Todos os poderes?
-Sim. Todos... E você, é merecedora de todos esses poderes... Tome.- e Menai-sama pôs o colar no pescoço de Yume, que sorria radiante. Um sorriso sem sarcasmo, ironia, maldade. Um sorriso, apenas.E pela primeira vez, sincero.
Quando Menai-sama pôs o colar em seu pescoço, a jóia pulsou. Yume sentiu todo o poder da jóia, e um arrepio percorreu seu corpo.
Pôde gargalhar, ambiciosa.
-O nome dela é Jóia Oculta. Jóia Oculta porque nunca ninguém poderá suspeitar de seus poderes...
Yume sorriu novamente.
-Arigatou, Menai-sama!- levantou-se e reverenciou sua mestra, com um sorriso diabólico esboçado.
-Bom,Yume... Acho que está pronta para derrotar Yukiro. Mas, tome cuidado. Sei dela também. E ela está bem forte, posso lhe assegurar...
-Eu já disse que aquela nojenta da Yukiro nunca será mais forte que eu.- e saiu. Menai-sama não a entreviu.
Observou sua ex-aprendiz sair do templo. Sem uma só palavra.
Sabia que o fim de Hannai estava chegando. E veria esse fim de camarote. Sorriu.
#-Fim do Flashback-#
-E foi aí, que seus dias estavam contados... Agora... Estão em seus devidos lugares... Hahahahaha!
Yume foi gargalhando até a saída do antigo templo de Hannai-sama.
-E... Bom... O resto... Vocês duas já sabem... Hahahaha!
E os ecos das gargalhadas sarcásticas e humilhantes pairava no templo...
...E, em Yume... A Jóia Oculta pulsava... Como se risse, também.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Miroku permanecia cabisbaixo atrás de um pilar da sala onde Inuyasha, Kagome e sua (agora, nem tão sua) Sango estavam, escondido e ouvindo absolutamente toda a conversa.
Olhando de soslaio, percebia o quão linda estava sua Sango.
Sorria por estar tão bela, mas entristecia-se ao ver que não era para ele.
Estava ciente que Inuyasha sabia que ele estava ali, mas por consideração este não o denunciara.
Miroku estava começando a convencer-se que seu amigo realmente sabia pensar.
"Quem diria...". Sorria ao refletir sobre seu amigo e tomar por conclusão que estava muito mudado, desde que se declarara para Kagome, e os dois resolveram se unir definitivamente.
Estava feliz por seus amigos, mas, no fundo... Sentia um tanto de inveja deles...
O hanyou, que ele conhece como violento, mal-educado, ciumento, teimoso e orgulhoso, foi capaz de mostrar mais sentimental que o próprio Miroku. Claro que o monge era sensato e sensível o bastante para esse tipo de coisa... Mas nunca conseguiu falar de seu amor verdadeiramente com Sango, sua amada.
E quando deu por si... Era tarde demais... Estava vendo sua exterminadora escorregar por entre seus dedos.
E depois de tudo, da notícia do casamento... Quando a encontrava, no jardim, em silêncio ou cantarolando alguma canção (normalmente tristes) por entre as flores... Sentia vontade de correr até ela, abraça-la, beija-la, despejar tudo que estava engasgado na sua garganta e guardado dentro de seu peito. Mas não conseguia. Saía de lá sem ser percebido, com os olhos sempre marejados, expressão melancólica, com choro engasgado na garganta e dificuldades para respirar.
Quando isso acontecia, sempre entrava no quarto antigo de Sango, pegava uma faca e a posicionava em seu pulso, esperando algum momento certo... Não. Não faria isso. Nunca. Recuperaria Sango, nem que fosse a última coisa que fará em sua vida.
Agora, encontrava-se lá, ainda atrás da pilastra, pensando nela. Sentindo seus olhos beirarem em lágrimas novamente, olhando para suas mãos (agora, sem o kazaana), com a franja cobrindo seus olhos azuis.
"Pela primeira vez na minha vida, sinto falta do buraco-do-vento... Seria mais fácil morrer com ele... Mas não tenho certeza se isso realmente é viver...".
Levantou-se, sem tirar a franja de seus olhos, e encaminhou-se até a saída da sala, onde era tomada pela música da cerimônia de casamento.
OoOoOoOoOoOoOoOoSango chegou um pouco mais atrasada do que o normal em seu próprio casamento. Decidira convencer Inuyasha que não precisava que ele a levasse ao altar. Foi um pouco difícil convence-lo, mas com um pouco de esforço, obteve sucesso.
"Não quero levar ninguém comigo, se for para ver meu sofrimento...".Pensava Sango.
-Sango...? SANGO?
-O que, Inuyasha?
-Posso te levar até perto do altar, pelo menos...?-perguntou, com expressão enfada.
-Tá... Mas só perto, ta bem?
Assentiu afirmamente com a cabeça. Sango subiu em suas costas, e se foram.
Passaram-se alguns minutos, e um vassalo de Kuranusuke berrava que a noiva estava vindo.
Inuyasha deixou Sango no chão, enquanto corria até Kagome, que estranhou o porquê dele não acompanhar a amiga.
-Inu, por que...- olhou para Inuyasha e depois para Sango, confusa.
-Não me pergunte, Kagome... Nem eu entendi direito.
Todos os convidados estavam surpresos e curiosos, mas os murmúrios acabaram quando Sango, com uma expressão sem vida, começou a andar lentamente até o altar.
OoOoOoOoOoOoOMiroku estava observando tudo de longe deixando escorrer as lágrimas que não mais tinha controle.
Estava sentado em cima de um muro de pedras perto de lá, encostado em uma árvores, deixando pender a perna esquerda e abraçando a perna direita, essa dobrada.
Chorava sim, mas continuava com a expressão séria de tantos outros dias. Seus olhos estavam semicerrados, não deixando um só segundo daquele momento triste passar despercebido. Queria sair dali, mas não conseguia, parecia que estava preso lá.
"Sango... Não faça isso... Por favor...", fechou os olhos, deixando escorrer as lágrimas covardemente por seu rosto.
A essa altura, Sango já encontrava-se no altar.
Não conseguia ouvir muito bem o que o velho monge a sua frente falava. Estava zonza, enjoada.
O casamento estava em seus momentos finais, quando o velho monge perguntou a ela se aceitava Kuranusuke Takeda como seu esposo.
-Não... Sango... Por favor... Minha Sango...-murmurou pra si mesmo Miroku, prevendo o que estava acontecendo, deixando mais lágrimas escorrerem.
Uma brisa.
Uma brisa repentina passou por Sango, que estremeceu. Fechou os olhos, arrepiada. Abriu-os lentamente, e ficou surpresa por um momento. Parecia que tinha ouvido uma voz... Muito conhecida... A voz de Miroku.
Olhou para Kagome e Inuyasha ao seu lado, surpresa, como se perguntasse com os olhos se eles ouviram o mesmo que ela. Kagome tinha uma expressão de preocupação com pena e Inuyasha olhava para o chão, com a mesma expressão dela.
Esta desviou os olhos por um milésimo de segundo para um certo ponto longe do casamento, e voltou a olhar Sango.
Sango voltou o campo de visão por onde sua amiga tinha indicado por um brevíssimo momento, lentamente, já com lágrimas nos olhos, por ter uma noção do que era.
I didn't mean it when I said
I didn't love you so
Eu não quis dizer isso quando eu disse que
Eu não te amava tanto
I should have held on tight
I never should have let you go
Eu deveria ter te agarrado
Eu nunca deveria ter deixado você ir
I didn't know nothing,
I was stupid, I was foolish
I was lying to myself
Eu não sabia nada
Eu fui estúpida, eu fui tola. Eu estava mentindo pra mim mesma
...E seus olhos encontraram os de Miroku.
De repente, lembranças começaram a passar por sua mente.
De todas as vezes que esteve com ele...
I couldn't have fathomed
I would ever be without your love
Eu não poderia ter me convencido que
Eu não viveria sem o teu amor
Never imagined I'd be sitting
Here beside myself
Guess I didn't know you
You'd guess I didn't know me
But I thought I knew everything
Nunca me imaginei sentada
Aqui sozinha
Achando que eu não te conhecia
Você deve achar que eu não me conheço
Mas eu pensava que sabia de tudo
I never felt
Eu nunca senti
Lembrava de quando estavam no monte Hakurei, de como se sentiu desesperada só de pensar na possibilidade dele morrer ali... E do jeito que ele a abraçou...
The feeling that I'm feeling
Now that I don't hear your voice
O sentimento que eu estou sentindo
Agora que eu não ouço mais a sua voz
Or have your touch and kiss your lips
Nem sinto o seu toque, nem o beijo dos seus lábios
Cause I don't have a choice
Oh what I wouldn't give
To have you lying by my side
Porque eu não tenho escolha
Oh o que eu não daria
Pra te ter deitado ao meu lado
Right here cause baby
Exatamente aqui, baby
De todos os momentos. Todos. De quando ele a pediu em casamento, de quando disse que estava feliz por não ter aceitado o pedido de casamento de Kuranusuke antes, ficando feliz por ainda eles estar juntos, e de outros momentos especiais para eles, de quando foi a sua aldeia, e voltou, percebendo um Miroku muito preocupado.
When you left I lost a part of me
Quando você se foi eu perdi uma parte de mim
It's still so hard to believe
Ainda é tão difícil acreditar
Come back baby please cause
We belong together
Volte baby, por favor, porque
Nós pertencemos um ao outro
O mundo parou para eles. Lá, só existiam Miroku e Sango, se olhando ao longe. Tudo, em volta, estava negro.
Aquele olhar... Aquelas lágrimas... Aquela dor... Estava tudo voltando. A saudade...
Miroku ainda a fitava, sério e triste, deixando escorrer as lágrimas. Sango também o fitava séria, chorando.
Parecia que conversavam com os olhos. (N/A: A seguir, vai ter tipo de uma conversa por telepatia em itálico... Mas não perguntem como eles conseguiram, nem eu sei)
"Por que fez isso, Miroku...?"
"Sango... Eu... Por favor, acredite em mim... Não tive culpa..."
"Você nunca tem culpa, não é?"
XxX
Who else am I gonna lean on when times get rough
Em quem eu poderei me recostar quando os tempos se tornarem difíceis
Who's gonna talk to me on the phone
Till the sun comes up
Quem vai conversar comigo ao telefone
Até o sol aparecer
Who's gonna take your place
There ain't nobody better
Oh baby baby
Quem vai tomar seu lugar
Não há ninguém capaz
Oh baby baby
We belong together
Nós pertencemos um ao outro
XxX
"Sango, por favor, não faça isso comigo...", Miroku chorava mais.
"E você, Miroku? Teve alguma piedade comigo quando dormiu com aquela mulher?"
Miroku manteve-se em silêncio. Chorava cada vez mais, assim como Sango.
XxX
I can't sleep at night
Eu não posso dormir a noite
When you are on my mind
Quando você está na minha cabeça
Bobby Womack's on the radio
Singing to me "If You Think You're Lonely Now"
Wait a minute this is too deep
I gotta change the station
Bobby Womack está tocando no rádio
Cantando pra mim: "Se você pensa que está sozinho agora"
Espere um minuto, isso é tão profundo
Eu preciso mudar de estação
So I turn the dial tryin' to catch a break
Então eu giro o dial, tentando dar uma parada
And then I hear Babyface
"I Only Think Of You" and it's breakin' my heart
I'm tryin' to keep it together but I'm falling apart
E então ouço Babyface
"Eu só penso em você" e está magoando meu coração
Eu estou tentando manter tudo nos conformes, mas eu estou me despedaçando.
I'm feeling all out of my element
Throwing things, crying tryin'
To figure out where the hell I went wrong
The pain reflected in this song
Eu to me sentindo fora de mim
Jogando coisas, chorando, tentando
Imaginar o que diabos eu fiz de errado
A dor está refletida nessa canção
Ain't even half of what I'm feeling inside
I need you, need you back in my life baby
E não é nem metade do que eu estou sentindo por dentro
Eu preciso de você, preciso de você de volta em minha vida baby
XxX
"Sango... Meu amor, eu te amo tanto, tanto...".
"Miroku, chega. Não se pode mentir a vida toda. Não me machuque mais, por favor.".
Miroku, naquele momento, encostou a cabeça no tronco da árvore, e fechou os olhos, deixando escorrer outras doloridas lágrimas, que embaçavam sua visão. Abriu os olhos lentamente novamente, ainda chorando.
XxX
When you left I lost a part of me
Quando você se foi eu perdi uma parte de mim
It's still so hard to believe
Ainda é tão difícil acreditar
Come back baby please cause
We belong together
Volte baby, por favor, porque
Nós pertencemos um ao outro
Who else am I gonna lean on when times get rough
Em quem eu poderei me recostar quando os tempos se tornarem difíceis
Who's gonna talk to me on the phone
Till the sun comes up
Quem vai conversar comigo ao telefone
Até o sol aparecer
Who's gonna take your place
There ain't nobody better
Oh baby baby
Quem vai tomar seu lugar
Não há ninguém capaz
Oh baby baby
We belong together
Nós pertencemos um ao outro
XxX
Continuavam em silêncio.
"Não estou mentindo. Amo você, sempre te amei..."
"Não..."
"Volta pra mim... Sango... Por favor..."
"Não! CALA A BOCA!", Sango chorava fervorosamente.
Miroku derramou mais lágrimas.
"Nunca mais me dirija a palavra, monge desprezível... Nunca mais..."
"Sango... não... eu..."
"ODEIO VOCÊ! ODEIO!"
XxX
When you left I lost a part of me
Quando você se foi eu perdi uma parte de mim
It's still so hard to believe
Ainda é tão difícil acreditar
Come back baby please cause
We belong together
Volte baby, por favor, porque
Nós pertencemos um ao outro
Who else am I gonna lean on when times get rough
Em quem eu poderei me recostar quando os tempos se tornarem difíceis
Who's gonna talk to me on the phone
Till the sun comes up
Quem vai conversar comigo ao telefone
Até o sol aparecer
Who's gonna take your place
There ain't nobody better
Oh baby baby
Quem vai tomar seu lugar
Não há ninguém capaz
Oh baby baby
XxX
"Sango... Por favor... Não diga isso... Sango, eu amo tanto você... Sango... SANGO!"
Tarde demais.
De novo, tarde demais.
Quantas vezes isso irá se repetir? Mais do que o casal imagina.
Tudo ficava claro denovo. Kuranusuke olhou preocupado com Sango, já que esta estava demorando para responder o velho monge.
Virou o rosto, molhado pelas lágrimas, e disse firmemente:
-Sim.
XxX
We belong together
Nós pertencemos um ao outro
XxX
Kuranusuke sorriu. Kagome e Inuyasha suspiraram discretamente, olhando Miroku de soslaio.
Miroku ouviu bem o que sua amada dissera. Parou de respirar por um instante.
...Tarde demais...
OoOoOoOoOoOoOoO
-------------------------------------------------------------------------------------
Byyyeeeaaaahhhhh!
PRIMEIRO CAAAAAAAAAAAPPPPPPPP!
UHUHUHUHUUUUUU!
Kra, eu AMO essa música... Será que vocês sabem identificar qual é?
Bom, pra quem gosta de Black Music, talvez seja fácil.
Pra quem não curte... Bom... Vale, pelo menos a letra. Né? NÉÉ!
Espero que sim.
Booom, gente, desculpa a LOONGA demora.
Eu demorei meio ano pra terminar esse cap... Ou melhor... Nem era pra terminar nessa parte.
Era pra ser maaais longo. Mas acho que vocês não iam agüentar não, iam?
Meeeeu! O. O"""
26 PÁGINAS DO WORD!
MÉÉÉÉÉÉU JÉÉÉÉÉSUUUUUS!
Muita coisa, cara... Pra mim é... Nossa... Eu me superei!
Então, né... Espero que tenham gostado do cap.
Gente, esse cap eu não vô fazer "Comentários da Fic". Não to com saco. XD
Vamos diretamente às reviews:
OoOoOoOoOoOoOoO
nathBella: (olhando pros lados) Eeeeu? Matar a minha querida Yume? NÃO MEEEESMO, MUAHUAHUAHUAHUAHUA! Hehehehe... serião, num gosto mesmo de matar meus personagens, muito menos ela, que eu amo TANTO. Maaas, lá pelo final da fic, eu faço uma enquete perguntando se mato ou não... Eu tava pensando em outros destinos pra ela, mas se os meus leitores quiserem MESMO MESMO MESMO que eu mate ela... Vô ver o que eu faço. XD É né, quase que eu falei que a Yume ia... Ops... Deixa quieto n.n"". (olhinhos brilhando) Vc gosta deu? Mesmo? Uuuuuh, valew, nath, me deixou super contente! Escrevo bem? Vc acha? Uuuuuuh, valew, nath, vc me deixou duplamente contente.
Obs.: Noooossa... coitada da Yume, meu... Ela só ta fazendo o trabalho dela, ué. Hehehehe... To orgulhosa da minha persona, ta fazendo um trabalho ótimo, né não? BJÃO, FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊ!
Karol Misao: Oi! O resto tá aqui, óia! Hehehehe. Vich, desculpa, eu demorei um bocado, né? (um bocado...?) Mas, espero que tenha matado um tiquinho sua curiosidade. Pq se matar toda, a fic num tem graça! n.n Aaaaah, eu tbm AMO esse casalzinho lindo. Hehehehe, bjão, FELIZ ANO NOVO!
SilenceGirl: Oi! É é, esse site é doido merrmo... Desconfigura tudo! Né possível! Hehehe. Realmente, tecnologia é uma dor de cabeça, mas útil, né naum? Vc acha que meu cap ta FODÁSTICO! (Liga não, eu tbm uso essa expressão). Éééé, mas tem q acabar na melhor parte, se não num tem graça. Hehehe. Aiaiai... Vô ficar mimada... Mas que bom que acha que minha fic ta boa! Valew mesmo! Hhhmm... "Nem tudo é o que parece..." Blz, eu vô ler lá, ta! Beijão, e UM FELIZ 2006 PRA VC!
OoOoOoOoOoOoOoOoO
É ISSO AEW, GENTEEE!
FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊS, QUE 2006 SEJA CHEIO DE FELICIDADE E PROSPERIDADE.
OBRIGADA A TODOS QUE COMENTAM NA MINHA HUMILDE FIC.
VALEEEWWWW!
AAAAH, antes que eu me esqueça...
MÚSICA: We Belong Together
CANTORA: Mariah Carey
DISCO: The Emacipation of Mimi
Agora sim…
FALOOOOW, TÉ MAIS!
