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Capítulo 8:
No olho da tempestade
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"Eu gastei todo o amor que eu guardei
Nós sempre fomos um jogo perdido
Garoto de cidade pequena em um grande fliperama
Eu me viciei em um jogo perdido
Oh-oh-oh-oh, oh-oh-oh-oh
Tudo o que sei, tudo o que sei
Amar você é um jogo perdido"
- Arcade, Duncan Laurence
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Com as poucas memórias que ele tinha conseguido até o momento, Luke pode entender o motivo de antes do acidente, ele queria está longe de lidar com política e negócios. A facilidade com que os próprios parentes estão dispostos a matar uns aos outros por poder, consegue ser algo que Luke não conseguiria lidar. Ele não possui um coração frio e distante o bastante para viver com sangue em suas mãos. Ele deve ter pensando que estando longe dos conflitos e trabalhando como mecânico fora da vista de sua família, ele poderia está livre desses pecados que são normais na casa Targaryen.
A verdade é que ele só adiou o inevitável. No momento que ele nasceu com sangue Targaryen em suas veias, ele foi destinado diante dos deuses, que ele lutaria por sangue e fogo para se manter vivo.
Mas o que é ser um Velaryon em meio aos dragões?
"Por que ele não pode me ver no escritório dele?" Perguntou Luke com um olhar confuso e impaciente.
O segurança não respondeu a pergunta, empurrando Luke pelo ombro até o elevador. O advogado Lannistar os seguiu inseguro, segurando sua maleta preta com mais força. Chegando no elevador e apertando o botão para o térreo, o segurança alto e robusto continuou encarando as portas do elevador com uma cara de poucos amigos.
Tentando conter sua raiva, Luke cruza os braços sobre o peito com frustração.
"Houve alguma mudança na agenda de Vaemond? Onde diabos está aquele merdinha?" Perguntou Daemon com uma voz impaciente.
"Ele não pode ter nos descoberto! Eu disse para você não deixar Luke ir sem apoio! Deve ser uma maldita armadilha!" Reclamou Aemond, enquanto rosnava descontente.
Ignorando os dois discutindo pelo aparelho comunicador, Luke sente suas mãos soarem enquanto sua ansiedade crescia. Esses dois não estavam ajudando em nada além de deixá-lo mais apreensivo. Luke levanta uma mão e desliga o comunicador, enquanto coça a orelha para não parecer suspeito.
Sentindo os olhos do segurança queimando em sua nuca, fez Luke esconder suas mãos trêmulas nos bolsos da calça.
Quando a campainha do elevador tocou ao chegarem no último andar do edifício, ele não pôde deixar de soltar um suspiro trêmulo. Essa situação finalmente estava começando subir em sua pele, o deixando mais nervoso do que ele esperava. Luke sabe que ele está no meio da toca das víboras e a mercê dos inimigos, dando a ele à chance de escolherem o que fazer com ele. Pensando nisso agora, Luke pensa em que merda ele se meteu.
Saindo do elevador, o segurando anda na frente de Luke e Lannister enquanto os guia por corredores de cor cinza moderno.
"Onde está meu avô?" Perguntou Luke, testando às aguas para ver se conseguirá uma resposta do segurança. "Achei que ele me receberia agora que sou herdeiro não só dele mas também da casa Targaryen."
Parece que o que Luke apontou fez efeito no segurança, que parou no meio do caminho repentinamente, fazendo Luke e seu advogado parar logo atrás, ainda esperando uma resposta.
Alguns segundos depois, o segurança continuou a caminhada.
"O Sr. Corlys se encontra acamado no momento. A Sra. Rhaenys aceitou comparecer a reunião de emergência de hoje no lugar do marido." Informou o segurança, parando numa porta de vidro azul-turquesa.
Olhando através da porta, Luke fica surpreso em ver um salão de reunião enorme, com várias pessoas sentadas ao redor de uma mesa enorme redonda. O segurança colocou a cabeça para dentro da sala para informar a chegada dos novos visitantes.
O segurança se voltou para eles, abrindo mais a porta para dar espaço para Luke e o seu advogado entre no recinto. Respirando fundo, ele entra com o queixo erguido, sentindo o revólver preso em seu calcanhar enquanto andava até chegar em frente à mesa redonda. Todos pararam de discutir para verem os novos recém chegados. Olhando em volta para ver se encontrava um rosto conhecido, Luke consegue sentir sua ansiedade diminuir um pouco ao ver sua avó Rhaenys sentada no lado direito da mesa, o olhando com um olhar preocupada.
"Vejo que o bastardo teve a audácia de aparecer para a reunião." Cuspiu um homem mais velho, com uma cara de deboche e arrogância, sentado numa cadeira central de madeira rica.
Aquela deve ser o trono de Madeira de DriftMark que seu padrasto lhe contou, a cadeira do diretor da empresa e líder da casa Velaryon. Então aquele homem sentado nele é o...
"Ou tolo de aparecer com essa cara de perdido." Informou um jovem homem sentado ao lado, que tinha as feições maduras de Vaemond. Provavelmente o filho mais velho, Daemion Velaryon.
Respirando fundo, Luke levanta o queixo.
"Peço desculpas em comparecer e interromper a reunião. Meu avô Corlys me convocou com o apoio da casa Targaryen para resolver o assunto da minha herança de DriftMark e agora também por ser o próximo herdeiro do trono de ferro." Informou Luke com uma voz alta e decidida.
Um alvoroço se seguiu pela mesa, com alguns acionistas se levantando para discutir ao mesmo tempo.
"Que ultrage!" Gritou um dos acionistas do lado esquerdo, indignado.
"Então ele herdará a casa Targaryen também!" Gritou outro acionistas do lado direito, aliviado.
"Isso quer dizer que a cadeira de madeira estará vazia com ele herdando à de ferro!" Rebateu um garoto na mesma idade que Luke, olhando para o ocupante atual da cadeira de madeira com olhar esperançoso. Pela aparência, Luke identificou o garoto como filho de Vaemond também, Daeron Velaryon.
"Conhecendo a prostituta Targaryen, ela irá colocar o próximo bastardo mais novo para herdar nossa casa." Apontou Daemion com desgosto.
"Como você ousa!" Repreendeu Rhaenys com olhos quentes em fúria, olhando com repreensão para o garoto pelo insulto.
Um punho bateu na mesa, fazendo todas às vozes diminuírem na sala até o silêncio prevalecer. O homem que estava sentado na cadeira de madeira, quem Luke suspeita que seja seu tio-avô Vaemond, o encarava com olhos arrogantes e enojados, como se a mera presença de Luke o desse repulsa.
"Calem a boca! Se vocês irão discutir como galinhas histéricas, vocês podem sair agora pela maldita porta!" Gritou Vaemond com raiva e arrogância enquanto passava seu olhar para cada pessoa presente ao redor.
Vendo todos quietos e tensos esperando o próximo passo do atual representante de DriftMark, Vaemond se vira para Luke com um olhar intenso e enfurecido.
"Por que você está aqui, bastardo?" Perguntou Vaemond com desgosto.
Piscando algumas vezes para Vaemond, Luke olha para ele com um olhar inquieto.
"Eu já disse o porquê-"
"Fui informado que você está amnésico, sem ter a mínima ideia de política ou negócios sobre DriftMark." Disse Vaemond se levantando da cadeira enquanto olhava para Luke com um sorriso irônico. "Se você fosse colocar os pés aqui em DriftMark, seria por obrigação. Então eu te pergunto mais uma vez..."
Vaemond passou pelos acionistas que encarava toda a situação como um entretenimento, até Vaemond parar na frente de Luke com um olhar arrogante com um sorriso cruel, olhando para baixo para está sobre o garoto.
"Por que você está aqui, bastardo?"
Olhando para os olhos odiosos o encarando, Luke sente suor cobrindo seu rosto e corpo pela tensão que a situação o deixou. Luke engoliu em seco e olhou de volta para Vaemond com um olhar sério e hostil.
"Não é óbvio? Vim apoiar a decisão do meu avô para o próximo que herdar DriftMark." Informou Luke dando nos ombros. "O meu advogado me informou que precisarão da minha assinatura já que sou o próximo herdeiro no documento de herança do meu falecido pai."
Olhando para Luke por um estante com um olhar intenso para ver se era mentira, Vaemond logo se virou para o advogado Lannister com um olhar desdenhoso.
"Você não deveria apoiar Otto?" Perguntou Vaemond com um olhar desconfiado para o advogado.
"É o que estou fazendo no momento, Sr. Velaryon." Mentiu Jason, com um sorriso tenso.
Vaemond encarou Lannister por um momento. Ele deve ter estado satisfeito com algo que viu no rosto do advogado, pois acenou e pediu que fosse colocado duas cadeiras ao lado de Rhaenys.
No momento que ele conheceu Jason Lannister, Luke sabia que o advogado não era uma pessoa confiável. Afinal, ele deixou claro seu desdém com a família de Rhaenyra e seus filhos. Era óbvio que o cara era apoiador da facção verde.
Para essa missão, o advogado foi escolhido para seguir como acompanhante ao herdeiro de DriftMark por Aemond, que acredita na lábia do advogado.
Luke espera não se arrepender de ter aceitado ajuda de um Lannister.
O jovem parecido com Vaemond, Daemion, se levantou com um olhar aborrecido.
"Pai, você vai permitir mesmo esse bastardo aqui?!"
"Ele foi escolhido como herdeiro por meu irmão, Daemion." Informou Vaemond com um olhar de desgosto, voltando a sentar na cadeira de madeira. "Precisamos dele."
Daemion rosnou em raiva e contrariado, voltando a sentar e olhar para Luke com ódio. Luke escolhe ignorar o outro garoto, enquanto colocava sua atenção em Vaemond. Ele precisa ter Vaemond a sós para o plano progredir, mas por agora, ele terá que ganhar tempo até que a equipe de Daemon e Aemond consigam colocar o plano em ação.
"Já que todos estamos presentes, acho que podemos continuar a discussão antes da interrupção indesejada." Reclamou Vaemond, olhando para Luke com desgosto e repugnante.
Vaemond ignorou o olhar ofendido de Luke e continuou a discussão.
"Todos sabem que eu possuo mais direito do que esse bastardo..."
"O documento de Herança discorda disso." Comentou Luke, olhando cansado para Vaemond.
"Você nem é Velaryon, bastardo!" Gritou Daemion, Revoltado.
"Se eu não fosse, nem estaria aqui para discutir para quem irei passar a minha herança!" Apontou Luke, olhando exasperado.
Jason Lannister limpou a garganta em voz alta, fazendo alguns dos presentes olharem para ele.
"Eu preciso ir ao banheiro. Acho que vou vomitar." Informou Jason, se levantando com a maleta e cobrindo a boca enquanto corria porta á fora.
Vaemond olhou com uma cara de nojo para a porta, em seguida voltando a discutir com Rhaenys.
O plano arquitetado para Jason seria a tarefa para ele encontrar alguma sala vazia, colocasse fogo em algo para ativar o extintor de incêndio do teto e poder apertar o botão de emergência de fogo no prédio.
O próximo passo, seria a equipe de Daemon e Aemond entrarem no prédio vestidos de bombeiros e usar a multidão evacuando para chegar até o escritório de Vaemond e pega-lo.
Olhando em volta, Luke espera que o plano dê certo.
A discussão e gritaria na sala aumentou para todos falarem suas opiniões ao mesmo tempo. Luke se pergunta como esses caras conseguem chegar num acordo com todos sendo contrariados.
"Chega!" Gritou Rhaenys enquanto se levantava, cansada de toda a desordem. "Reclamar e gritar não mudará nada sobre á herança de DriftMark! Eu e meu marido já chegamos num acordo sobre para quem iremos passar a empresa e quem terá a liderança da casa Velaryon! Se você não está disposto a ouvir ou escolher discordar do verdadeiro Chefe da casa Velaryon, você terá o prazer de se opor na justiça!"
Vaemond se levantou, com desconfiança e descontente.
"Onde você está querendo chegar?" Perguntou Vaemond com um olhar avaliador e perigoso.
"Essa reunião foi organizada para oficializar o acordo que meu marido Corlys e a nova Rainha Targaryen fez á dois dias. Foi decretado que a herança de DriftMark e a casa Velaryon será passada para Baela Targaryen e Rhaena Targaryen. Luke foi enviado para cá para assinar e testemunhar o contrato-"
Um punho bateu forte na mesa, com Vaemond olhando irado para Rhaenys.
"Como se eu fosse permitir essa ofensa á minha casa!" Gritou Vaemond empurrando um acionista para se aproximar de Rhaenys.
"Como nós dois sabemos, esse assunto não cabe a você decidir." Informou Rhaenys com o queixo erguido e uma voz que não aceitava discussão. "O único que pode se opor a essa decisão é o meu neto aqui. Agendei essa reunião para ver quem apoiará o meu marido, o verdadeiro Chefe da casa Velaryon."
Os acionistas, vendo que Vaemond se encontrava entre a parede com essa reviravolta, acenaram concordando, aceitando a proposta de Rhaenys. Eles sabem que se eles oporem a ordem de Corlys Velaryon, o dono e chefe atual da casa Velaryon, seria a mesma coisa de afirmarem traição perante ao seu líder. Vaemond pode ter conseguido burlar o poder de DriftMark para conseguir a cadeira de madeira, mas no final, não há herança para se manter com o chefe atual ainda vivo.
No final do dia, Vaemond é só um parente cometendo usurpação e traição perante o chefe atual.
E tendo a Casa do Dragão, a maior casa poderosa de Westeros, se opondo a seu poder em sua própria casa, é a maior humilhação que ele poderia passar.
"Como você ousa!" Gritou Daeron Velaryon, o filho mais novo de Vaemond.
"Vá tentar dar ordem na sua maldita casa! Você não tem o direito disso!" Gritou Daemion, se levantando e mexendo algo em seu sinto atrás.
"Eu não vou deixar duas bucetas controlarem a minha casa!" Berrou Vaemond com um olhar enlouquecido, chegando perto o bastante para tentar pegar o braço de Rhaenys, mas Luke se levantou e se colocou entre Vaemond e sua avó.
"Fique longe dela!" Rosnou Luke.
Luke empurrou Vaemond para trás, tentando afastá-lo de Rhaenys. Vendo como eles estavam prestes a discutir com briga física, os acionistas se levantaram e começaram a falar ao mesmo tempo enquanto afastavam Luke e Vaemond.
Olhando para a cara pomposa e arrogante de Vaemond, Luke olha com um olhar hostil para ele. A única coisa passando na cabeça de Luke, era a voz de Jace falando de Vaemond repetidamente, como um disco quebrando repetindo a mesma coisa. Ele sabe que graças a esse desgraçado, seus irmãos e sobrinhos foram mortos. Ele vai fazer esse cretino pagar.
"Eu não vou permitir essa afronta!" Gritou Vaemond olhando enfurecido para Luke e Rhaenys. "Chamem os seguranças! Eu quero todos os acionistas fora daqui! Agora!"
"Você irá pagar caro pelos seus crimes!" Gritou Luke, olhando com ódio e impaciente para Vaemond, enquanto empurrava um dos acionistas que estava usando o próprio corpo para tirar a visão de seu tio-avô.
Todos que ouviram, pararam para olhar para Luke com um olhar confuso, enquanto sussurros era ouvido ao redor.
"O que você me chamou?!" Perguntou Vaemond, parando em sua agitação e olhando para Luke com um olhar surpreso e incomodado.
"De assassino!" Respondeu Rhaenys, alta e forte como uma verdadeira Targaryen. "Jace nos informou que você estava rodando o carro dele, antes dele morrer junto com as crianças na explosão. Graças a você, Aegon II se encontra aleijado e queimado."
Todos pararam de falar, olhando para Rhaenys com caras chocada e assombrados. Ninguém imaginava essa reviravolta, muito menos que Vaemond era responsável do atentado contra a família mais poderosa de Westeros.
"I-isso é ridículo!" Gaguejou Vaemond olhando para Rhaenys com um olhar temeroso e preocupado. "O que eu ganharia com isso?"
Com um sorriso Confiante e um olhar ardente, Rhaenys se vira para Vaemond.
"Me diga você, Vaemond. Você tem motivos de sobra para nos atacar." Disse Rhaenys, com seu sorriso morrendo e deixando só a raiva e luto á vista. "Seu maior erro foi ter os Targaryen como inimigos. E você sabe muito bem como lidamos com traição."
No momento que todos voltaram a falar e ficar agitados ao mesmo tempo, o som de alarme de incêndio foi ativado, fazendo todo mundo gritar agitado enquanto corriam em volta e alguns para a porta.
Quando Luke se vira para falar com sua avó Rhaenys sobre o plano, um barulho de uma arma atirando foi ouvido na sala, fazendo todos que ficaram gritarem e se abaixarem enquanto olhavam ao redor e corriam para sair da sala.
Luke sentiu todo seu fôlego sair de seus pulmões, agachado enquanto corria seu olhar para encontrar Rhaenys em meio a multidão gritando e correndo. Como se tudo naquele momento estivesse em câmera lenta, Luke vê sua avó Rhaenys caindo no chão enquanto sangue esparramava no piso azul claro, abaixo onde seus cabelos loiro-prateado agora se encontrava manchado de vermelho sangue.
Levantando seu olhar sobre a mesa, ele percebe ainda sentindo seu sangue correr pelos ouvidos — com o medo paralisando o corpo de Luke naquela cena traumática — que quem estava segurando a arma apontada para Rhaenys, era o filho mais velho de Vaemond, Daemion Velaryon. Sentido tudo voltar ao tempo normal, Luke sentiu a adrenalina consumindo seu corpo com a tensão e caos que a situação o deixou. Ele não pensou, mas agiu como seus instintos de sobrevivência e sua adrenalina exigiu.
Com a rapidez de um dragão, Luke pegou o pequeno revólver preso escondido abaixo das calças, nos cintos em sua canela. Ele abriu a trava de segurança, levantou e apontou a mira com precisão, como se ele tivesse aprendido a usar uma arma até que ficasse preso na memória muscular.
E atirou.
Luke viu como o sangue espirrou da ferida de bala que acertou o pescoço de Daemion. Viu como ele cambaleou para trás, com uma mão tentando estancar o ferimento grave, visto que acertou a veia da traqueia do pescoço, fazendo o sangue sair em fluxo forte e rápido, manchando rapidamente o terno azul claro em uma mancha de vermelho e preto. Ele não teve muitos segundos antes de cair no chão, se sufocando em seu próprio sangue.
Em seguida, Luke percebeu o grito ferido e angustiado de Vaemond enquanto o mesmo corria para tentar estancar o ferimento no pescoço de seu filho mais velho.
Não dando atenção a eles, Luke escolheu correr até o corpo caído de sua avó Rhaenys. Ele a vira com cuidado, tentando encontrar onde a bala entrou. Ele colocou a mão no aparelho comunicador em sua orelha para chamar ajuda.
"Vovó! Fica acordada, por favor-"
Luke sente sua voz morrer enquanto seus olhos se enchem de lágrimas. Olhando para o rosto de Rhaenys, ele percebe que a bala perfurou a bochecha esquerda de sua avó, tendo saído por trás da cabeça dela, pela possa de sangue se acumulando em seus cabelos manchados por trás. Sua avó faleceu instantaneamente, com os olhos ainda meio abertos com a pupila dilatada sobre a íris lilases.
Um barulho horrível de um animal ferido era ouvido pelos poucos sentidos ainda atento com o horror e tristeza que Luke sentia. Ele percebe que o barulho estava vindo de sua própria boca. Uma lágrima caiu no ombro de sua avó, com algumas caindo logo em seguida.
"Não! Por favor..." Implorou Luke, em choque e negação com os acontecimentos. Ele não esperava perder mais alguém.
Antes que Luke pudesse chorar todo o seu luto, ele foi jogado com força para o lado, por um chute forte vindo mais uma vez em seu corpo menor, fazendo ele largar o revólver e cair longe dele.
"Seu bastardo desgraçado! Eu vou te matar!" Gritou Vaemond se jogando em Luke.
Com o corpo cheio de adrenalina e raiva, Luke se desviou e socou a cara de Vaemond enquanto chutava a perna dele para o desequilibrar. O mais velho caiu sobre Luke, o socando na mandíbula do mais jovem. Atordoado com a dor em seu rosto e queixo, Vaemond aproveitou e pegou o cabelo de Luke e empurrou o rosto do menor a força no chão.
Luke gritou de dor, fazendo ele procurar qualquer coisa no alcance de sua mão para tirar Vaemond de cima dele. Ele sente as mãos de Vaemond sobre sua garganta enquanto tentava estrangular o menor. Com as poucas forças restando, enquanto a escuridão piscava em sua visão, Luke consegue pegar o pé de umas das cadeiras, assim a puxando e batendo ela na cabeça de Vaemond. Com o impacto, o mais velho solta o pescoço de Luke, dando o menor a chance de puxar a perna e chutar a cara de Vaemond.
Ele acaba caindo alguns metros de Luke com o nariz sangrando. Luke se vira e encontra seu pequeno revólver á poucos metros dele. Com a pouca força que restava, ele anda de quatro até o revólver. Quando Luke coloca a mão no revólver, ele ouve a trava de uma arma sendo levantada, fazendo Luke levantar seus olhos e encontrar a pistola que Daemion Valeryon usou para matar sua avó Rhaenys, agora apontada para o rosto dele.
"Eu pensei em capturar você como refém, bastardo." Disse Daeron Velaryon com ódio, o segundo filho de Vaemond. "Mas não vou deixar você sair vivo depois de matar o meu irmão, seu merdinha."
Sentindo sua vida passar por seus olhos, Luke sente toda a luta dele acabar naqueles segundos finais.
Ele não queria morrer com arrependimentos, mas no momento, era a única coisa que ele sentia.
Fechando os olhos, Luke espera o fim. Mas um barulho e um grito o faz olhar para cima, surpreso.
"Como se eu fosse permitir isso."
Daeron caiu ao lado de Luke, desacordado. Em frente ao garoto castanho, estava Aemond vestido de bombeiro amarelo e azul-turquesa da ilha, com um extintor de incêndio nas mãos.
"Aemond..." Sussurrou Luke, desolado e incerto.
Jogando o extintor para o lado, Aemond se aproxima de Luke com um olhar preocupado e enfurecido.
"Na próxima vez que você desligar esse maldito comunicador, farei você se arrepender disso." Ameaçou Aemond, limpando o sangue que cobria o lado do rosto de Luke do corte em sua testa.
Olhando com um olhar ferido e com saudades, Luke pega Aemond de surpresa, o abraçando com força.
"Aemond... E-Eu matei alguém..." Repetiu Luke com uma voz trêmula e aflito.
Segurando Luke com mais força para confortar os dois, Aemond coloca um beijo atrás da orelha e cabelo de Luke.
"Shh! Vai ficar tudo bem agora. Não deixarei ninguém te machucar." Disse Aemond com uma voz calma e suave. Luke não imaginava que seu tio conseguia falar tão suavemente como agora.
Com soluços saindo de sua boca, Luke escondeu seu rosto no pescoço de Aemond.
"E-Eu sinto muito." Desculpou Luke, magoado e sem fôlego.
Dando os últimos beijos nos cachos de Luke, Aemond afastar o rosto do jovem e limpa as lágrimas caídas em suas bochechas coradas.
"Eu fiquei com tanto medo de te perder, Taobá." Confessou Aemond desolado, enquanto beijava os olhos fechados de Luke.
"Aemond... E-Eu não pude impedir... A avó Rhaenys..." Informou Luke em meio aos soluços que saia de seus lábios trêmulos.
Por um momento, Aemond olhou sobre o ombro de Luke e olhou chocado para algo atrás do mais jovem. Luke iria se virar para ver, mas Aemond o segurou com mais firmeza contra ele e os jogou atrás da mesa redonda de vidro e cadeiras caídas, enquanto o barulho de uma arma atirando era ouvida na sala.
A mesa redonda explodiu a frente deles, fazendo vários pedaços de vidro azul cair sobre eles. Aemond segurou Luke abaixo de seu corpo, segurando a cabeça do mais jovem sobre o queixo enquanto usava seu corpo para protegê-lo das lascas de vidro e balas perdida. Em meio ao barulho, Luke ouviu seu tio soltando maldições naquele caos.
Assustado, Luke olha para cima e percebe que Vaemond pegou a arma que estava na posse de Daemion, apontando e atirando em direção à ele e Aemond. A barragem feita por cadeiras caída e mesa não permitia a Vaemond uma vista dos seus dois alvos, dando vantagem á Luke e Aemond. Se virando para Aemond, Luke percebe uma careta de dor e raiva no rosto de seu tio, com um ferimento sangrando em seu braço.
"Você está bem?" Perguntou Luke, assustado e preocupado com o sangue e o rasgo óbvio no braço do uniforme de bombeiro. "Ele atirou em você?"
"Eu estou bem, a bala só me pegou de raspão."
Mudando o peso para o outro braço, Aemond abraça Luke com mais força, tentando protege-lo dos tiros perdidos saindo da arma de Vaemond com o próprio corpo. Ele não vai permitir que esse merda do Vaemond consiga matar os dois.
"Maldito bastardo! Você deveria ter morrido em Harrenhal como o erro que você é!" Berrou Vaemond enfurecido. "Eu vou matar vocês, porra!"
Aemond puxa um revólver debaixo do uniforme.
"Fique abaixado!" Gritou Aemond para Luke em meio ao alto barulho de tiros na sala.
Apontando para a luminária do teto chique acima de Vaemond, Aemond atira com uma precisão perfeita. A luminária explodiu com o impacto da bala, quebrando em várias pedaços de vidro.
A pequena explosão na iluminaria pegou Vaemond desprevenido, fazendo ele se agachar por instinto e se proteger das faíscas de fogo e pedaços de vidro que caiu acima dele. A distração foi a oportunidade que Aemond esperava, não perdendo tempo de se levantar em seu braço ileso sobre a mesa e atirar na perna direita de Vaemond.
Gritos começou a ser ouvido na sala de reunião. Luke soltou Aemond e se levantou, vendo por cima da barricada de cadeiras caídas e da mesa. Eles encontram Vaemond no chão enquanto tentava estancar o sangue jorrando do ferimento. A calça azul escuro de seu terno estava rapidamente mudando a cor para um preto escarlate.
"Tire a arma perto dele!" Gritou Luke, alarmado.
Aemond se aproximou rapidamente de Vaemond.
"Seus desgraçados!" Agitado, Vaemond se virou para pegar o revólver.
"Aemond!" Gritou Luke desesperado, tentando alcançar seu revólver, mas Daeron mais uma vez se levantou tonto e se jogou em Luke, pegando o revólver.
Antes que Vaemond pudesse pegar a arma e atirar em Aemond, um tiro foi mais uma vez ouvido, seguido pelo grito de dor de Corlys. Uma bala acertou a mão de Vaemond, o fazendo soltar a arma, se agitando em dor pelos ferimentos. Um homem alto, vestido de bombeiro, entra pela porta com uma equipe usando o mesmo uniforme, seguindo logo atrás.
"Vejo que mesmo ferido, um verme consegue rastejar e fazer estragos." Disse Daemon debochado, olhando o caos que a sala foi deixada.
Entrando com um ar maníaco enquanto saboreava a massa sangrenta que Vaemond se encontrava no chão, Daemon estava preste a se aproximar e fazê-lo se arrepender de ter nascido, mas olhando para o lado onde Luke se encontrava, o fez tropeçar em seu caminho até parar.
"N-Ninguém se mexe!" Gaguejou Daeron Velaryon aterrorizado e impaciente, mirando o pequeno revólver atrás da cabeça de Luke que levantou do chão com as mãos para cima, apreensivo.
"Se você atirar, eu juro que te matarei da pior forma possível!" Ameaçou Aemond com agressividade em sua voz, mas vendo como encarava Luke e Daeron com um olhar atormentado, a situação o afetava bastante.
"Abaixe essa arma, garoto. Não irei matar seu pai." Informou Daemon com um olhar frio e perigoso para Daeron. Ele relaxou o corpo, mostrando uma guarda baixa para não assustar o filho de Vaemond. "Não precisamos nos matar, então vamos baixar essa arma..."
Quando Aemond começou a se aproximar de Luke, Daeron puxou a trava e apertou a ponta do revólver nos cachos chocolate de Luke.
"Eu disse para não se mexer, porra!" Gritou Daeron, ameaçando atirar se mais alguém tentasse se aproximar.
Parando em seus caminhos, toda a equipe parou, mas isso não impediu de todos tirarem suas próprias armas e apontar para o agora, o único filho de Vaemond.
Assustado com todas as armas apontada, Daeron se aproximou de Luke para usa-lo como escudo com sua mão trêmula segurando o revólver, mas Luke não permitiu a aproximação. Quando Luke viu a arma se aproximando do seu campo de visão de lado, ele pegou a mão que segurava o revólver com as duas mãos e empurrou para tirar a mira dele, fazendo Daeron se assustar e apertar o gatilho.
Quando a primeira de várias balas do revolve acertou o teto, com Luke e Daeron se contorcendo juntos para tirar a arma do alcance do outro, todos na sala se moveram ao mesmo.
"Rendam o garoto e tirem a arma do alcance dele!" Ordenou Daemon apressadamente, correndo para Vaemond e tirando a arma do alcance.
Sentindo vários agentes segurando ele e Daeron, Luke se afasta. Os policiais tiram o revolve do alcance de Daeron. Tentando tirar as mãos que o tentavam dominar até o chão, Daeron se contorceu, mesmo com mãos fortes torcendo o braço dele nas costas para o submeter. O garoto só parou de lutar no momento em que um Aemond enfurecido se aproximou dele e o socou na barriga, fazendo Daeron se curvar, sem fôlego.
"Eu juro pelos deuses, se você se mover ou olhar para alguma arma, irei colocar uma bala entre seus olhos." Ameaçou Aemond, com um olhar perigoso para Daeron.
Olhando para seu enteado, Daemon se virou para Luke, preocupado.
"Você está bem?!"
Luke olhou confuso para Daemon, até seguir o olhar de seu padrasto para sua perna esquerda. O lado de sua coxa estava manchada de sangue, aumentando a cada segundo que olhava. Com a adrenalina e a pressão da situação, Luke nem deu atenção as dores que sentia no corpo, tendo o único objetivo de sair vivo e tirar a arma do alcance dos inimigos. Agora, sentindo a exaustão em seu corpo, ele pode sentir a dor surda se espalhando em sua coxa esquerda.
Aproximando sua mão trêmula atrás da coxa, Luke sente uma lasca de vidro perfurando por trás sua perna, com o líquido vermelho manchando sua mão.
Luke solta um gemido de dor, começando a perder o equilíbrio.
"Merda!" Amaldiçoou Aemond, se aproximando e pegando Luke em seus braços antes que ele caísse no chão.
"Deem espaço!" Ordenou Daemon preocupado, se aproximando de Luke com uma faca.
"Por que ele está sangrando muito?!" Perguntou Aemond, aterrorizado com a ferida enquanto rasga a calça se Luke.
Olhando rapidamente para o ferimento, Daemon chama um dos agentes para analisar.
"Nettles, preciso de você aqui!"
Um dos agentes vestidos de bombeiro se aproximou. Uma garota, com uma pele escura com cabelos castanhos crespos, com uma cara de vinte anos, se aproxima de Luke para olhar o ferimento.
"O garoto aqui teve sorte. A porra do vidro não pegou uma veia, mas a ferida vai precisar de pontos." Informou a garota para Daemon, puxando a lasca de uma vez e fazendo Luke gritar de dor e se agitar. "Vou ter que anestesiar você, garotão. Se não esses pontos irão doer como um tubarão rasgando sua bunda."
Ignorando a língua suja da garota, todos deram espaço para Nettles trabalhar.
Os braços de Aemond apertaram Luke mais contra o peito dele. Ele o elogiava por ser forte e corajoso em sua orelha esquerda, fazendo Luke se sentir mais seguro e calmo.
A garota tirou uma mala e injeção, começando a cuidar dos ferimentos de Luke e Aemond.
Com a situação controlada, alguns agentes se aproximaram de Vaemond para controlar o sangramento e enfaixar as feridas. Um agente se aproximou com uma injeção, mas Vaemond se afastou, agitado.
"Saiam de perto de mim, seus filhos da puta!" Gritou Vaemond, amargurado e enfurecido. Ele se virou para Daemon. "Isso não vai ficar assim, seu merdinha!"
Daemon se virou para Vaemond com um olhar frio. Como se estivesse avaliado sua presa antes do abate.
"Vaemond. Falar pateticamente não irá conseguir a minha misericórdia." Disse Daemon ironicamente, se aproximando de Vaemond. "Você não pode fazer nada diante de um dragão, verme. Achei que você saberia o seu lugar estando aí, miserável. Mas vejo que até aqui seu orgulho fala mais alto."
Daemon se agachou e aproximou seu rosto na altura de Vaemond.
"Meu lugar? Eu tenho o sangue verdadeiro Velaryon escorrendo em minhas veias, em minha ilha, na minha casa! São vocês e seus bastardos que são o erro e a mancha em minha casa!" Vaemond gritou com o queixo erguido, não se acovardando diante da derrota.
"E por isso você matou Jace? Nosso pequeno Viserys?" Perguntou Daemon com um olhar perigoso e com fogo agressivo. "Meus sobrinhos? Foi tudo por que não suportava que os netos adotivos de Corlys foram mais dignos de herdar o nome Velaryon?"
"Eu me recuso a ver os filhos da prostituta da sua mulher controlando minha casa! Vocês não são dignos dessa honra!"
Daemon soltou uma risada seca, em seguida, socando a cara de Vaemond e o fazendo cair de lado em mais dor. Daemon se levantou e olhou em volta, vendo todos o olhando, esperando alguma ordem. Ele acenou com a mão para aproximarem o filho de Vaemond.
"Sabe, Vaemond. Você conseguiu me tirar algo valioso." Disse Daemon com uma voz calma, fazendo alguns estremecerem com o humor imprevisível do Diretor da polícia. Quando Daeron estava em seu alcance, Daemon o pegou pela nuca e o aproximou de Vaemond, sem abaixar o controle que tinha no garoto. "Você me tirou os meus filhos."
Olhando confuso para Daemon, Vaemond arregala os olhos com um olhar aterrorizado e assombrado.
"Não... E-Espera!" Pediu Vaemond, levantando a voz assustada.
"E você me deve pela minha perda. Não posso te matar ainda, já que você precisa cantar ainda." Comentou Daemon com um olhar maníaco, levantando a mão para pegar algo dentro do uniforme.
"Não o machuque, por favor!" Implorou Vaemond agitado, passando seu olhar temeroso para o filho e Daemon.
"P-Pai...?" Perguntou Daeron assustado, enquanto começava a tremer.
Pegando a pistola, Daemon aponta atrás da cabeça do garoto, fazendo Daeron soltar um grito assustado.
"Eu falarei tudo! Só deixe ele em paz!" Negociou Vaemond, olhando desesperado. "Você quer saber quem me deu a bomba, não é?! Foi Hugh Martelo e Ulf, o branco! Eles me deram as bombas!"
"E quem são eles?" Perguntou Daemon com um olhar impaciente.
"Eu não sei! Eu juro!" Vaemond gritou enquanto olhava para a arma de Daemon. "A única coisa que sei é que eles trabalham para Otto e Larys!"
Soltando um suspiro cansado, Daemon se virou para Vaemond.
"Então, você está me dizendo que Addam Velaryon foi morto por esses dois patifes e ninguém mandou você colocar a bomba no carro do meu filho?"
Vaemond olhou para Daemon por um momento com uma cara confusa, mas medo voltou a apresentar em seu rosto.
"Você não pode-"
"A dívida que você me deve, tem que ser paga. Olho por olho, filho por filho." Decretou Daemon com um olhar frio para Vaemond.
Um tiro foi ouvido na sala de reunião.
Vaemond gritou sua dor e fúria, vendo o corpo sem vida de seu último filho bater no chão. Alguns agentes se afastaram com olhares assustados e pálidos no corpo e em Daemon. Aemond ficou olhando com um olhar impressionado para Daemon e o corpo, com um Luke com uma aparência pálida em seus braços, olhando assombrado e desconfortável para a cena.
"Seu filho da puta! Eu te amaldiçoou, seu infeliz!" Gritou Vaemond, surtado e enlouquecido pela perda. "Vocês me tiraram os meus dois filho! Vocês irão me pagar!"
"A injeção." Ordenou Daemon com um olhar sem emoção, se afastando de Vaemond.
"Se afastem de mim, seus miseráveis!" Amaldiçoou Vaemond, com alguns agentes segurando seu corpo se contorcendo, até que um conseguiu inserir a injeção no ombro dele.
Quando a luta diminuiu até Vaemond ficar inconsciente, alguns conseguiram suspirar aliviados.
"Todos, preparem para sairmos do prédio!" Ordenou Daemon, se aproximando de Luke e Aemond com uma sacola com uniformes de bombeiro dentro. Por um momento, ele olhou para Luke com olhos preocupados. "Você consegue andar?"
Usando Aemond para se segurar, Luke se levantou do chão lentamente, tentando se manter em suas pernas trêmulas. Sentindo uma pontada de dor e cãibra na perna, Luke agradece silenciosamente pela anestesia.
"Eu consigo andar." Informou Luke, desviando o olhar ansioso. "Mas correr é outra história..."
"Está tudo bem. Se a situação exigir, eu te carregarei." Avisou Aemond com um olhar decidido e preocupado.
Daemon se virou para Aemond com um olhar de descrença.
"Olha aqui, Romeu. Não precisamos deixar nossos inimigos descobrirem que meu filho está indefeso para ser alvo de tiro em seu ombro." Reclamou Daemon, vendo falha no plano de seu sobrinho em carregar seu filho. "Preciso de você na retaguarda de Luke, para cobri-lo se algo der errado."
Ignorando a provocação, Aemond pega os uniformes da bolsa e ajuda Luke a vestir sobre o terno.
"Os seguranças saíram na evacuação?" Perguntou Luke, se segurando no ombro de Aemond enquanto o mais velho o veste as calças.
"Não todos. Tivemos que quebrar o controle do elevador para nos dar mais tempo." Informou Daemon com pressa. "Consegui entrar em contato na mansão de Corlys, ele acordou melhor e está sendo atendido por pessoas de confiança. Mas pelo estado de saúde que se encontra, ele não pode entrar em contato com a milícia militar da ilha para dar ordem. Então, teremos que sair furtivamente para as docas, entrar no navio e vazar desse maldito lugar."
Suspirando de cansaço e dor, Luke acena.
"Senhor." Chamou um dos agentes com uma voz apreensiva, retirando cadeiras caída em cima de um corpo. "Essa é a senhora Rhaenys?"
Daemon se afasta, olhando para o lado onde os agentes começaram a se amontoar ao redor. Ele se aproximou rapidamente, afastou um agente e olhou para o corpo com um olhar melancólico e nervoso.
"Puta merda..." Murmurou Daemon com uma voz pequena, olhando com olhos feridos e raiva começando a queimar em seus olhos violetas tempestuoso.
"E-Eu não esperava que eles iriam matá-la... Quando me dei conta, ela já estava no chão com Daemion apontando para mim-"
Luke se encontrava balbuciando os acontecimentos, claramente perturbado com o corpo sem vida de Rhaenys. Seus olhos começaram a encher de lágrimas não derramadas, ainda encarando o corpo ao longe de sua avó. Suas mãos começaram a tremer com a ansiedade e pânico aparecendo em seu rosto.
"Olha para mim, você não teve culpa, Taobá." Disse Aemond, pegando o rosto de Luke com as duas mãos e pegando seus olhos, cobrindo o jovem da visão do corpo. "Sabíamos que poderia dar errado. Isso é culpa do Vaemond e seus filhos."
"Eu não queria que ela morresse... Eu sei que ela não me via como sobrinho, mas eu não queria que ela..."
Soluços começou a sair dos lábios de Luke, se sentindo desolado e incerto sobre a perda. Aemond o segurou contra si em um abraço forte, deixando beijos leves ao lado da sobrancelha e cachos chocolates.
Levantando com um olhar tenso e apressado, Daemon se levanta. Dando ordem para cobrir o corpo com um manto e para se prepararem para sair.
Depois de uma discussão por deixar o corpo de Rhaenys para trás, Daemon garantiu que informará Corlys do ocorrido, quando todos estiverem fora da ilha. Com um Vaemond inconsciente dentro de um saco para cadáver preto, toda a equipe vestida de bombeiros descem os doze andares de escadaria na pressa. Jason Lannister se juntou ao grupo na escadaria, já vestido com o uniforme com a maleta, com uma cara tensa e pálida.
Como Luke escorregou na escada no nono andar, Aemond e a agente Nettles segurou ele de cada lado para ajuda-lo a descer sem precisar de forçar a perna com pontos.
"Cuidado com o piso escorregadio!" Gritou Daemon guiando a equipe na frente.
Todos escolheram pular o piso para evitar um acidente.
"Como iremos sair daqui?" Perguntou Aemond sem fôlego, segurando um dos braços de Luke sobre o ombro.
"Teremos que nos separar. Há quatro vans estacionada ao lado da rua do prédio." Informou Daemon, sem fôlego na descida rápida. "Aemond, você e Luke peguem a penúltima van quando saírem. A última será usada para distrair os soldados da ilha."
"Distrair? Como?" Perguntou Aemond confuso, por isso não está no plano discutido.
Daemon olhou para trás sobre o ombro, com um sorriso malicioso se erguendo em seus lábios finos, fazendo a maioria sentir um arrepio assustado com a visão.
Nada de bom vem com aquele maldito sorriso.
Luke engoliu em seco, tenso.
"Vamos dizer que deixei um presentinho para aqueles que irão nos seguir." Informou Daemon com uma voz bem-humorada.
"Espero que não seja algo que eu me arrependa." Aemond reclamou desgostoso por ser deixado no escuro.
"Quando chegarmos no térreo, darei o sinal e todos vocês correram para as vans." Ordenou Daemon com uma voz séria. "Não podemos perder tempo, então todos fiquem juntos e quietos!"
Finalmente chegando no primeiro andar, Daemon abre a porta do térreo com uma arma em mão, escondida sobre a manga alta do uniforme.
O térreo está bagunçado com alguns trabalhadores saindo atrás deles pela escada e correndo para a entrada. Havia alguns acionistas na entrada dando depoimento do ocorrido para alguns soldados da ilha.
Tentando serem mais furtivos possível, o grupo correu para fora, tentando não chamar atenção. Mas no momento que um dos soldados perceberam o uniforme deles, ele gritou para a equipe parar.
Esse foi o sinal para todos correrem para fora.
"Agora!" Gritou Daemon ao chegar na saída da empresa.
Com a adrenalina voltando a correr em suas vidas, Luke soltou Nettles e correu com Aemond para fora da empresa. Tiros foram ouvindo explodindo a vidraça da porta. Com todos correndo para todos os lados em meio a multidão de funcionários e socorristas, todos começaram a correr para todos os lados, dificultando para os soldados identificar os fugitivos em uniforme de bombeiro. A noite não ajudava, tendo várias iluminarias pendurada clareando pouco as ruas.
Ignorando a queimadura de dor na coxa, Luke corre segurando a mão de Aemond com força, se recusando a perdê-lo sobre a multidão. Suas mãos suavam com tensão e perigo ao redor. Luke pisou com mais força na perna machucada, soltando um gemido lamentável. O mais jovem não pôde deixar de fazer uma careta de dor.
"Vem cá!" Pediu Aemond, parando e se virando para Luke com uma cara séria e concentrada.
"O quê-"
Com uma rapidez praticada, Aemond puxou Luke para ele e o levantou, passando um braço forte sobre o joelho e outro em suas costas. Surpreso e sem reação com a mudança repentina, Luke soltou um suspiro assustado.
Percebendo que Aemond continuou a correr com Luke em seus braços, o mais jovem sentiu seu rosto queimando furiosamente, sendo carregado pelo seu tio.
"Aemond! Me abaixe, eu posso correr!" Reclamou Luke, olhando assustado ao redor para ver se algum soldado os viu.
"Você está nos atrasando. Sua ferida voltou a sangrar." Informou Aemond, segurando Luke com mais força em seus braços. "Não vou deixar que você piore mais a ferida."
Mordendo os lábios com força para não discutir, Luke passa os braços ao redor do pescoço suado de Aemond, enquanto sentia a colônia do perfume Lavanda e o próprio cheiro almíscar natural de Aemond. Por um momento, uma saudade e necessidade de encontrar segurança naquele cheiro o fez esconder seu rosto sobre o pescoço de seu tio, fazendo Luke sentir mais o cheiro e conforto. Um arrepio passou pelo pescoço de Aemond. Os dois optaram não comentar sobre isso.
Chegando nas vans, eles percebem os agentes jogando o saco que Vaemond se encontrava no segundo automóvel estacionado, entrando logo atrás na porta do meio.
Sem perder mais tempo, Aemond abre a porta do passageiro e coloca Luke na cadeira, fechando a porta em seguida. Ao entrar na cadeira de motorista e ligar o carro, dois jipes; fortemente equipado como viatura brindadas, aparece á vista virando a esquina para pegar a rua que as vans se encontravam estacionadas.
Um Daemon aparece em meio a multidão e pula no lado do passageiro da primeira van.
"Vamos sair daqui, porra!" Gritou Daemon com um sorriso louco para todos nas vans.
Ligando as vans ao mesmo tempo, todas as vans começaram a sair da rua em alta velocidade, deixando fumaça e rastro de pneus no asfalto.
"A última van!" Gritou Aemond para Luke em meio ao zumbido alto dos motores.
Luke olhou pelo retrovisor lateral, vendo a última van ainda parada, deixada para trás.
"Ficou para trás!" Respondeu Luke, se virando para Aemond.
Rosnando em desagrado, Aemond virou o volante, pegando outro caminho a esquerda das outras vans.
"Espero que o plano daquele idiota dê certo." Resmungou Aemond, olhando tenso para a estrada. "Seja lá o que for-"
Aemond não pôde terminar de falar, ouvindo um barulho alto de explosão e várias luzes brilhando atrás do automóvel. Eles tiveram tempo de se agacharem, assustado que fossem tiros, mas olhando pelos retrovisores, eles percebem vários fogos de artifícios explodindo no seu e sobre a rua atrás. Olhando surpresos, eles percebem a multidão na rua correndo assustados com os fogos de artifícios explodindo no asfalto e nos céus.
Luke começou a rir, divertido com a distração deixada para trás.
"Aquele idiota..." Reclamou Aemond, mas o leve sorriso que apareceu em seu rosto mostrava seu divertimento na situação.
"As viaturas ficaram para trás com a explosão dos fogos de artifícios." Disse Luke entre risos.
Soltando um suspiro aliviado, Aemond vira o carro para a rota das docas.
No entanto, uma viatura apareceu na esquina que eles viraram.
"Merda!" Gritou Aemond frustrado, pisando no acelerador.
"Pegue a rua do evento!" Gritou Luke ao ouvir tiros acertando a van por trás.
Se virando para o lado das barracas da festa do Deus Afogado, uma multidão começou a gritar ao ver a van desgovernada passando entre as barracas e multidão com o som de buzina alto como aviso. Quatro barracas voaram sobre a van enquanto eram atingidas, Luke gritou quando um líquido vermelho cobriu á frente da tela do para-brisa. Aemond ligou o limpador de para-brisa para tirar o molho que bloqueava a visão deles, espalhando a mancha vermelha pela tela a frente.
"Maldição!" Reclamou Aemond se virando numa fileira estreita com um caminhão estacionado.
"Atropelamos alguém?!" Perguntou Luke, assustado com o líquido manchando o para-brisa.
"É só molho!" Respondeu Aemond ao ouvir a van arranhar de lado ao passar.
Olhando pelo retrovisor, eles veem a viatura com um soldado atirando pelo lado do passageiro passar pelo mesmo caminho, escolhendo passar pela barraca ao invés de lado. Com a barraca cobrindo a visão, a viatura não percebe o caminhão que Aemond passou raspando com a van e acabaram batendo o para-choque da viatura de frente, os fazendo virar com a batida e parar o carro.
Aemond e Luke sentam nas cadeiras com alívio, não tendo mais ninguém os perseguindo.
"Deuses..." Murmurou Aemond cansado, sentindo as dores dos músculos tensos em seus ombros.
"Será que Daemon e os outros conseguiram sair?" Perguntou Luke preocupado com seu padrasto.
"Conhecendo aquele maluco, ele com certeza irá passar por cima deles." Comentou Aemond, despreocupado.
Soltando o fôlego que ele segurava, Luke passou as mãos sobre o rosto.
"Você está bem?" Perguntou Aemond preocupado, parando num sinal vermelho para olhá-lo.
"Sim, é só..." Engolindo em seco, Luke sorri cansado para Aemond. "Essa noite está sendo bastante agitada."
Agitada é o eufemismo do ano para eles.
Dando um meio sorriso para o mais jovem, Aemond pega um cacho castanho rebelde sobre o rosto de Luke e o coloca atrás da orelha, assim tendo acesso ao corte na testa do seu sobrinho. Luke soltou um suspiro surpreso com o gesto gentil de Aemond. O mais velho tocou a face de Luke com ternura e carinho.
"Por isso eu queria você fora disso." Confessou Aemond com um olhar amargo e culpado para a ferida na testa de Luke.
"Ei... Isso não é culpa sua. Eu escolhi está aqui e ajudar nesse caso, lembra?" Apontou Luke, preocupado que seu tio se sinta culpado pelos ferimentos que conseguiu.
"E eu prometi à sua mãe que te protegeria enquanto morasse comigo." Confessou Aemond com ternura e culpa. "E parece que falhei até agora."
Uma necessidade de abraçar e segurar Aemond para consolá-lo, se apoderou em Luke. Ficar de frente com a morte e o estranho, abriu os olhos dele sobre como ele ou Aemond poderão morrer se seus inimigos estiverem sorte em derrubar a dupla. Ele não possui tempo para pensar nas coisas ou mesmo ficar ressentido pela situação que viveu e o que está passando no momento.
Está de frente com a morte só mostrou a ele que estava desperdiçando tempo, enquanto pensava nos arrependimentos que não viveu. De não ter abraçado seus pais pela última vez, de não ter se despedido de seus irmão e irmãs restante. De não ter tentado conhecer sua avó Rhaenys ou ter ligado para seu avô Corlys.
De não ter dito pela primeira e última vez que amava Aemond com ou sem memórias.
Só de pensar que ele não teria mais chance de estar com os que ama, deixa os olhos de Luke marejados.
Pegando a mão de Aemond em seu rosto, Luke aperta com um aperto firme e reconfortante.
"Qybor..." Sussurrou Luke, confuso. "Quando olho para você, essa palavra me vem a cabeça."
Aemond olhou para o mais jovem surpreso, logo em seguida um barulho de buzina é ouvido atrás. O sinal estava aberto para sair da estrada.
Voltando sua atenção na entrada, Aemond segura o volante com força.
"É Valiriano. A nossa língua materna, da terra antiga dos nossos ancestrais em Valíria." Informou Aemond, olhando para o retrovisor. "Toda a família é ensinada a linguagem materna. Lembro da época que nós fugíamos das nossas mãe para ler um livro Valiriano na floresta da mansão."
Surpreso por Aemond relembrar a infância deles, Luke olha para o tio com olhos curiosos e encantado.
"Você me chama de Taobá, às vezes. O que significa?"
Com um meio sorriso divertido, Aemond olha para Luke por um momento.
"Significa garoto. Você não me parece que irá mais crescer, de qualquer maneira." Brincou Aemond, recebendo um soco no ombro de seu sobrinho indignado.
"Ei! Eu tenho dezenove anos! Ainda estou em fase de crescimento!" Reclamou Luke, com raiva fingida. "Posso ficar mais alto que todos vocês!"
Com uma risada baixa, Aemond aceita a resposta do mais jovem.
"Se você diz." Comentou Aemond, recebendo outro empurrão em seu ombro.
Chegando nas docas da região Maré Alta da Ilha DriftMark, a van de Daemon é a última a chegar. A van parecia acabada, com vários furos de balas e amassados pela lata brindada do automóvel. Tirando o estado do veículo, todos os passageiros se encontravam com a aparência bagunçada, mas sem ferimentos à vista.
Logo, todos esconderam os veículo com as lonas enormes da doca, colocando todos os pertences e equipamentos para dentro do navio rapidamente. Eles sabem que é questão de tempo até a milícia chegar às docas para fechar toda a ilha e interceptar os navios de saírem das docas.
Checando rapidamente se tudo e todos estavam prontos, eles ouvem o barulho das sirenes das viaturas chegarem nas docas.
"Temos que ir agora!" Berrou Daemon para o capitão.
Levantando as correntes, o navio começa a sair da baía, com os soldados saindo das viaturas para interrogar a multidão de trabalhadores movendo as cargas para os outros navios.
Com um suspiro aliviado e cansado por saírem ilesos, Luke acena para seu padrasto antes de sair para descansar em algum quarto do navio. O balanço que o navio fazia sobre o mar estava deixando um enjoou e tonteira subir em seu corpo, o fazendo se sentir mais cansado e doente. Balançando, ele andar abaixo dos corredores do navio até achar um pequeno quartinho com um colchão-cama no chão.
Luke não perde tempo em se deitar na cama improvisada.
Ele tenta dormir para ajudar na tontura e cansaço, mas sua mente agitada não permitia que ele encontrasse alívio em seu corpo dolorido.
Não ajudava que ele se sentia meio duro no momento. Soltando um suspiro cansado, Luke abre seu zíper e abaixa um pouco a calça do uniforme de bombeiro. Ele cospe saliva em sua mão duas vezes e a passa em seu membro, começando a bombear lentamente.
Luke não pode deixar de gemer em meio aos suspiros satisfeito. Escondendo seu rosto no colchão, ele sente seu membro endurecer por completo, com um delicioso prazer puxando de seu membro para a cintura. Ele começa a bombear mais rápido ao ter a imagem de cabelos prateados e uma safira embelezando um rosto marcado.
Um rosto marcado por ele. Marcado pertencendo á ele.
"A-Aemond!" Gemeu Luke, preso no próprio prazer.
Sentindo o pré-sêmen pingando na ponta de seu membro, Luke aperta e bombeia mais rápido, sentindo o fluxo facilitando sua masturbação. Necessitado, ele começa a morder os lábios até sangrar para não deixar ninguém ouvir os gemidos e suspiros altos que saia de sua garganta, desesperado para chegar no delirando e delicioso alívio do clímax.
No entanto, um barulho alto da porta se fechando do quarto o assusta. Fazendo Luke pular de susto e levantar o rosto colchão.
Quem estava na porta com uma muda de roupas nas mão com um olhar divertido e faminto era ninguém menos que seu tio, Aemond.
"Sabe, se você queria tanto alívio, você poderia ter me pedido." Disse Aemond com os olhos se dilatando com a visão do mais jovem no colchão. "Eu disse que cuidaria de todas as suas necessidades."
Engolindo em seco pela sugestão de Aemond, Luke pensa por um momento se seria uma boa ideia, mas no final isso nem importava. Os dois já foram íntimos antes, por que seria diferente agora?
Por que vocês já sabem que se amam. Disse uma voz profunda na mente de Luke. Tudo é diferente agora.
Ignorando suas preocupações, Luke escolhe não ter mais arrependimentos e aceitar a ajuda. Ele estava excitado demais para parar agora. E tendo a pessoa que mais deseja disposta, estava deixando ele mais necessitado.
"Qybor, você poderia me ajudar?" Pediu Luke com olhos marejados.
Soltando um suspiro trêmulo, Aemond solta as roupas no chão e anda em passos rápidos para o mais jovem, logo estando sobre o corpo de Luke.
"Sim..." Murmurou Aemond maravilhado e excitado, pegando o membro de Luke e o bombeando forte e rápido no lugar de seu sobrinho, fazendo Luke gemer de prazer. "Finalmente..."
Em seguida, Luke coloca uma mão em sua boca, tentando diminuir seus gemidos até que várias manchas coloridas cobriram sua visão, um gemido lamentável saiu de seus lábios com o clímax. O jorro de seu sêmen caiu no uniforme em seu peito e abdômen.
"Já terminou? Mas ainda nem começamos..." Disse Aemond pegando a mão manchada de sêmen e lambendo cada gota, como um homem com sede em um deserto.
Luke soltou outro gemido lamentável com a visão.
"Aemond..." Gemeu Luke ainda sensível, pegando a blusa de Aemond e puxando o seu tio para um beijo faminto, provando seu próprio gosto na língua faminta e gananciosa de seu tio.
Os dois brigaram pelo domínio até que Luke submeteu a Aemond, gemendo de prazer e desejo como seu tio devorava a sua boca na dele. Luke passou a mão no peito de seu tio e nuca, sentindo raiva das roupas no caminho de sentir o mais velho.
"Muita roupa..." Reclamou Aemond se afastando por alguns segundos para tirar as roupas.
Jogando os tecidos fora do caminho, os dois voltaram a se beijarem famintos, enquanto sentia o corpo um do outro. Luke gemeu mais uma vez ao sentir o membro maior de Aemond em sua coxa. Luke pega o membro e começa a bombeá-lo com a mão ainda molhada. Aemond solta um gemido e rosnado de prazer, descendo seus beijos para a mandíbula até chegar nos pontos sensíveis no pescoço de Luke.
Mais gemidos e rosnados são ouvidos na pequena sala.
Se Luke soubesse o quão bom era essa intimidade antes, ele já estaria em cima de seu tio em toda as oportunidades que tinham no apartamento. Ele não sabia como era maravilhoso sentir Aemond sobre ele, o amando e o tomando para si.
Quando o pré-sêmen começa a sair de Aemond, o mais velho puxa a calça dele no chão com sua mão trêmula e suada, pegando sua carteira.
"O quê...?" Suspirou Luke, sentindo Aemond se encaixar entre suas pernas e pegando algo da carteira.
"Você sempre reclamava que eu não me preocupava em prevenir." Sussurrou Aemond com uma voz rouca. Um suspiro satisfeito saiu dele enquanto rasgava o pacote com os dentes e colocava ao lado a camisinha. "Não temos um banheiro descente para nos limpar, então por agora isso terá que servir."
Pegando a outra embalagem, Aemond a rasga, saindo um líquido transparente dela. Aemond pega o líquido e passa em seus dedos. Ele se agacha e beija a clavícula de Luke com lábios abertos, deixando marcas na pele até checar em um dos botões do mamilo e o chupar. O mais jovem colocou as mãos nos cabelos prateado de seu tio, puxando o tapa-olho para fora do rosto de Aemond. Ele quer apreciar o homem mais velho por completo, da mesma forma que Aemond o aprecia e deseja.
Luke geme com mais gosto, sentindo seu corpo sensível no limite enquanto um dedo molhado cutucava sua entrada. A dor e prezar que sentia nos botões rosas abusados o deixava ocupado do desconforto de ser invadido por baixo.
Quando dois dedos conseguiram o deixar mais solto, Aemond enfiou um terceiro dedo, enquanto descia seus beijos abertos para o estômago e quadril de Luke. O mais jovem segurou a respiração, com excitação e impaciência.
Aemond rir ao sentir Luke tenso embaixo dele, respirando profundamente ao sentir o cheiro almíscar natural do mais jovem. Ele sentia água na boca ao olhar para o pequeno pênis em sua frente, abaixo dos pelos pubianos escuros.
"Me diga, Taobá, o que você quer de mim?" Perguntou Aemond com um sorriso sedutor e faminto.
Luke gemeu lamentavelmente.
"Aemond!" Gemeu Luke, desesperado.
"Hm? Eu não posso ajudá-lo se você não me disser." Disse Aemond suspirando em cima da ponta do pênis de Luke.
Luke estremeceu ao sentir a sensibilidade em seu membro.
"Eu quero sua boca em mim..." Murmurou Luke, necessitado e envergonhado.
Com um sorriso malicioso, Aemond o engole sem aviso.
"Hugh!" Engasgou Luke, sem fôlego.
Luke arqueia sua coluna como um arco para cima, com a boca aberta com o prazer bruto que os lábios de Aemond fazem em seu membro. Ele choraminga desesperado, sentindo o prazer chegando rapidamente no pico com a cabeça de Aemond subindo e descendo, engolindo Luke como se fosse natural entre os dois. Algo que a experiência os fez aprender, como os pontos certos para levar ao limite do prazer.
Com um suspiro trêmulo, Luke estava prestes a ter seu segundo orgasmo.
"Hm! A-Aemond!" Gemeu Luke desesperado, sentindo um arrepio e prazer passar por seu corpo menor e trêmulo. Luke choramingou mais uma vez com os olhos embaçado de lágrimas, olhando para o teto iluminado.
Luke gritou, sentindo seu orgasmo vir forte, o fazendo estremecer e perder a visão por um momento. Ainda sentindo à altura e euforia do clímax, ele volta o seu olhar para Aemond, que ainda sugava seu pau, engolindo as últimas gotas do sêmen vazado de Luke. O homem mais velho solta o pênis do mais jovem com um barulho de estalo, com um sorriso satisfeito enquanto lambia os lábios.
Sentindo a sensibilidade e a altura nebulosa do orgasmo, Luke percebe que os dedos dentro de si se foram, fazendo ele franzir as sobrancelhas de descontentamento. Ele sente um vazio frouxo onde antes Aemond o preenchia com os dedos.
Luke gemeu lamentavelmente com a perda.
"Shh... Eu farei você se sentir melhor..." Sussurrou Aemond na orelha de Luke, o fazendo estremecer com o hálito e a mordida que o mais velho deixou. Aemond pegou a camisinha e a vestiu com experiência praticada.
Aemond o levantou, manipulando o corpo menor como se não pesasse nada, com mãos fortes e ágeis. Aemond encaixou seu membro na entrada de Luke, fazendo o garoto dos cachos castanhos se sentar sobre seu colo, enquanto era empalado pelo membro maior de Aemond.
"É-É muito grande!" Engasgou Luke chocado e suspirando assustado. "Tio, não vai caber!"
"Você é tão bom para mim, Taobá." Sussurrou Aemond com uma voz rouca e atraente, pegando um dos botões de mamilo vermelho inchado pelo abuso anterior. "Você já está me sugando, querendo meu pau enterrado dentro de você..."
Sentindo o prazer e dor no toque da língua e dentes dando atenção em seu peito, fazendo seu membro endurecer com o prazer, Luke gemeu mais uma vez, com suspiros satisfeitos saindo de seus lábios. Foi uma distração bem vinda ao desconforto de seu tio o penetrando lentamente.
Quando ele sentiu que estava sentado totalmente no colo de Aemond, com o membro do mais velho completamente dentro dele, Luke sentiu uma queimadura desconfortável. Aemond deixou sua atenção do peito do mais jovem e voltou a beijar os lábios carnudos de Luke. O garoto não perdeu tempo em passar os braços sobre o ombro e pescoço de seu tio, aprofundando o beijo em uma dança gostosa de língua e lábios, fazendo os dois gemerem de satisfação e desejo.
Quando Luke sentiu que o desconforto diminui o bastante para me mover, então ele se levantou e desceu no pau de Aemond, fazendo o mais velho se afastar do beijo e soltar um suspiro de prazer. Luke tentou de novo, mas Aemond pegou seu quadril com as duas mãos, o levantando e descendo com rapidez, fazendo Luke pular eufórico e trêmulo ao sentir o prazer bruto passar por todo seu corpo quando o membro de Aemond acertou sua próstata.
"A-Aemond! Hah!" Gemeu Luke sentindo o prazer de ser empalado pelo pau de Aemond no mesmo ponto de prazer dentro dele.
Mas a visão da ferida enfaixada na coxa de Luke, fez Aemond mudar de posição, querendo evitar que os pontos abra enquanto força a perna.
Rosnando como um animal possuído, Aemond virou Luke para o colchão de costa, segurando com força a coxa macia ilesa com dedos longos que deixarão marcas na pele imaculada e cavalgou o mais jovem, com seu membro entrando e saindo rapidamente do garoto devastado abaixo dele.
"Meu..." Rosnou Aemond, com os dentes á mostra enquanto olhava Luke com adoração e fome, com os olhos dilatados e a pupila violeta tornando um anel em seus olhos escuros de desejo. "Você é só meu, Taobá... diga!"
Engasgando com a própria saliva, Luke se perdeu em seu próprio prazer, não tendo prestado atenção direito no pedido do homem dedicado acima dele.
"Diga!" Ordenou Aemond, ameaçando parar as estocadas.
"E-Eu sou seu!" Gaguejou Luke, pegando o braço não enfaixado de Aemond e o apertando desesperado, arranhando a pele do mais velho no processo.
Aemond gostou da atenção áspera de Luke, se curvando sobre o garoto e mordendo o pescoço do mais jovem, fazendo o garoto gritar de dor e prazer o levando ao limite.
Naquele momento, eles se sentiam mais como animais, como dragões se acasalando.
Sentindo chegando no limite do prazer, Luke sente seus olhos virando para trás da cabeça com a boca aberta em prazer puro, com um grito saindo de sua boca com o forte orgasmo o dominando.
"Qybor!"
Sentindo as paredes da entrada de Luke apertando seu membro com o orgasmo do jovem, Aemond rosna longamente, mordendo o ombro de Luke enquanto preenchia o mais jovem por dentro com sua semente, em sua própria euforia e satisfação no orgasmo.
"Taobá..." Sussurrou Aemond, ainda alto em seu pós orgasmo, se sentindo aliviado e satisfeito pela primeira vez em semanas. "Eu senti sua falta."
Quase sem energia para se mover, Aemond sai de dentro de Luke e descarta a camisinha de lado. Ele descansa a cabeça no ombro de Luke e um braço sobre o peito do mais jovem, o segurando perto.
Engolindo em seco, com seu corpo estremecendo com a sensibilidade e satisfação com o orgasmo, Luke abraça os ombros de Aemond, enquanto beija sua testa e cabelos prateados.
"Eu também senti sua falta."
Um barulho alto acorda Luke, que levantou a cabeça em meio a tontura por conseguir dormir pouco. Ele sente dores pelo corpo e uma ponta de dor profunda em seu quadril e bunda, mas ele decide ignorar. Olhando em volta ele percebe Aemond já vestido, agachado sobre o mais jovem, limpando os rastros da atividade noturna do corpo de Luke.
"Precisamos ir, Daemon está nos chamando." Sussurrou Aemond, não querendo ser ouvido pela pessoa esperando por trás da porta. Ele se aproxima de Luke e dá um beijo no olho e na boca do mais jovem rapidamente.
Acenando, Luke limpou o sono de seus olhos com uma mão e se levantou com a ajuda de seu tio para se vestir com as roupas civis que Aemond trouxe na outra noite.
Ao terminarem de se vestirem, Aemond dispensa o agente na porta e a dupla sobe para a sala do capitão. Ao chegarem, a sala estava um caos com vários agente no telefone ou correndo de um computador para outro, com relatórios em mãos. Daemon se encontrava ao lado do capitão do navio, discutindo algo com um olhar furioso e tenso.
Se aproximando, Aemond se vira para Daemon.
"O que aconteceu?"
Passando uma mão pelo cabelo prateado em nervosismo, o deixando mais despenteado do que nunca, Daemon se vira para eles com um olhar sério e tenso.
"Nós perdemos a comunicação de fora. Não há sinal para Internet ou ligação no momento. Estou vendo se o problema é interno ou externo, mas por agora não temos respostas." Confessou Daemon, pegando seu próprio celular e tentando achar sinal.
"Fomos emboscados? Alguém nos descobriu?" Perguntou Aemond, também tirando seu próprio celular.
"Provavelmente não, se fosse o caso já estaríamos com barcos da Guarda Fronteira de DriftMark em nós." Disse Daemon, preocupado e perdendo a paciência. "Porra! Porque justo agora!"
"Senhor, conseguimos entrar em contato com a Guarda das docas de Porto Real!" Gritou um agente perto do aparelho de comunicação de código Morse.
Tendo esperança de entender a situação, Daemon, Aemond e Luke se aproxima do agente.
"O que eles disseram?" Perguntou Daemon, urgente.
O agente entregou um relatório para Daemon da mensagem recebida, traduzida do código Morse entregue a eles.
"Senhor, a mensagem diz que houve várias explosões em Porto Real, destruindo várias antenas de comunicação de toda a cidade. Não sabemos até onde foi o estrago, mas por agora Porto Real está sem sinal e Internet."
Uma pousa se seguiu, antes da situação ser processada e o caos ao redor piorar.
"Capitão! A prioridade mudou! Precisamos chegar em uma hora em Porto Real! Não me importo de pagar todas as multas por pegar a rota comercial, temos que chegar o quanto antes!" Ordenou Daemon, se aproximando do Capitão do navio e se dirigindo a todos para continuarem tentando entrarem em contato.
"Eu não entendo, por que isso agora?" Perguntou Luke perdido, olhando em volta.
Aemond se aproximou dele para pegar o rosto de Luke.
"Vamos, ficar preocupados aqui não irá resolver." Pediu Aemond, pegando a mão de Luke para leva-los para a cozinha para tomar um café rápido.
Mas um barulho de uma risada os fizeram parar, fazendo todos os presentes pararem em seu caminho para ver de onde vinha a risada debochada. Luke se surpreende ao ver que numa cadeira no canto, amarrado e incapacitado, se encontrava um ferido Vaemond rindo da situação.
E vendo que todos o olhava, ele logo começou a gargalhar.
"Então finalmente começou." Disse Vaemond em meio a gargalhada cruel. "Eu disse que vocês iriam me pagar caro, seus desgraçados."
Rosnando de raiva, Daemon se aproximou e socou o rosto de Vaemond, fazendo o homem incapacitado virar o rosto com o impacto.
"O que diabos finalmente começou, sua buceta desprezível?!" Perguntou Daemon, com um olhar maníaco e perigoso.
Vaemond cuspiu sangue e saliva perto do sapato preto caro de Daemon, levantando o rosto para o Targaryen á sua frente, com um sorriso cruel enfeitando seu rosto machucado.
"O fim da Dinastia Targaryen." Disse Vaemond com um olhar maníaco e perigoso na mesma intensidade para Daemon. "Finalmente começou a queda dos Dragões."
