Classificação: Au, yaoi, romance, comédia ou angst, não sei ao certo. U.ú Realmente, muuuito OOC para alguns personagens.

Aviso: Caso encontrem várias coisas escritas erradas, como "agente" (que tá no cap. passado¬¬) e talz, não estranhem, eu não reviso minhas fics. U-u Hehe, normalmente porque nunca dá tempo também e, quando vou escrever o cap. seguinte acabo lendo o anterior pra saber o que que aconteceu msm. É nessas horas que eu percebo o quão errada está a fic...

Finalmente ocorre o encontro entre os vocalistas do Flame e Candy Boys...

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Capítulo 02

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"Eh?" – Shun abriu demoradamente a boca

"Claro, ué! Ou cê acha que eu vir até aqui e não ía aproveitar a festa?"

"Se é assim, eu também quero ir passear lá fora."

"Eu também vou! Não pude ver muita coisa ainda." – afirmou Seiya.

"Mas... (1) Será que ninguém vai nos reconhecer?" – arqueou as duas sobrancelhas verdinhas. Sabia que haviam várias pessoas no festival e não gostaria de ter montes delas a persegui-lo, pois seria tumultuoso demais e ele apenas queria se divertir como uma pessoa qualquer.

"Relaxa, é só dar uma ajeitadinha que ninguém percebe." – o moreninho abanava a mão, jogado no puff do camarim improvisado.

"Será que o Saga-san permite?"

"Ora, Shun, e o Saga é lá sua mãe pra decidir se você pode ou não sair?" – enfezou-se, fazendo careta.

O menino corou levemente, mas ainda sim achava que devia comunicar seu produtor. Talvez nem fosse tão boa idéia assim sair e Saga, como um homem experiente, saberia lhe informar ao certo.

"Eu acho que seria bom perguntar a ele. Se você não se incomoda, Seiya..."

"Tsc, não, vai lá."

"Hn." – com um aceno positivo de cabeça, o vocalista retirou-se quietamente do cômodo.

Shun foi ter com Saga e, após este negar a princípio, acabou cedendo, já que os meninos já tinham tocado mesmo. Desse modo, sentiu-se mais aliviado para poder passear à vontade pelo local da festa e correu se arrumar – tirar as roupas, maquiagens e penteado que usara para o show.

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Realmente, ter ido àquele festival não fôra boa idéia. Primeiro porque, quando chegara, os cantores que ele não gostavam faziam suas apresentações, perturbando seriamente seus ouvidos, depois, aquilo estava abarrotado de gente, custava a conseguir andar direito sem levar uma cotovelada de alguma criança sem educação.

Queria encontrar Shiryu de uma vez para, assim, ter ao menos uma companhia com quem conversar. Ajeitando as sacolas – nas quais estavam belas porcelanas enroladas em papel-manteiga – com firmeza entre seus braços, dirigiu-se ao piso inferior ao que estava, a gélida brisa noturna dando suaves picadinhas de agulha em seu rosto.

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Shun olhava atentamente tudo ao seu redor. Podia ver o céu escuro e estrelado acima de si; deixou um sorriso meigo escapar, voltando sua atenção para os lados, mais exatamente para as árvores que despontavam logo adiante, onde a parte acimentada acabava. Gostava muito da natureza, tanto que fôra vegetariano na sua pré-adolescência, e ver aquelas plantas era, de alguma forma, reconfortante.

Sua mão láctea e delicada pousou no corrimão da diminuta escadaria, tomando os degraus descoloridos da mesma. Após ter dado uma rápida olhada na parte térrea, pretendia tornar para a área superior e ir assistir o último cantor daquela noite. Contudo, mantinha-se a uma certa distância de onde seu físico estava, pois a esta hora estava imerso em lembranças. Engoliu em seco, saudosista. Agora estava lá ele, um pomposo artista musical que desfilava pelo arredores do festival e, em contrapartida, em suas memórias o mesmo garotinho inocente de cabelos verdes ainda puxava a mãe pelas mãos, encantado pelo evento.

Tão distraído que estava que não percebeu a ponta de seu pé batendo no degrau seguinte com força. Infelizmente não conseguiu recobrar a postura, posto que ficou atordoado com a interrupção brusca de seus devaneios, e quicou para frente, lançando seus braços ao ar. E para sua maior surpresa, sentiu a mão esquerda acertar algo duro, que a deixou levemente dolorida. O outro pé se firmou agilmente no degrau de cima, mas ainda assim deu uns pulinhos até recuperar o equilíbrio, quase subindo mais um "andar", ao passo que ouvia um som estridente atrás de si.

Nesse meio tempo, bem que sentira uma presença ao seu lado, a qual descobriu ser uma pessoa logo que virou-se para ver o que sua mão havia acertado. No mesmo degrau que ele, um homem acabava de colocar-se ereto, parecendo que acabara de se livrar de um brusco titubeio. Sendo assim, nada mais lógico do que concluir que tinha socado sua mão nele, desequilibrando-o. Abriu a boca, prestes a pedir mil desculpas, quando o homem virou-se para si e já começou a bronquear:

"Seu...! Quase me derruba, preste mais atenção por onde anda!" – sua voz era ríspida e saía irritadiça e seu olhar duro, um tanto quanto bravo. Shun arregalou os olhos verdes, não esperava por uma reação tão brusca e mal-educada. Entretanto, podia agora vê-lo melhor, o estranho tinha uma pele bronzeada, mas dessas naturais e não devido à exposição ao sol; seus olhos eram azuis, quase chegando ao lilás; o cabelo loiro todo desfiado; as expressões másculas, porém ainda sim suavizadas.(2) "Gomenasai!" – inclinou-se para frente e tornando logo em seguida – "Perdão, senhor, é que eu estava distraído."

Hyoga estreitou os olhos, apontando um dedo para os degraus abaixo: as porcelanas que carregava escorregaram por entre seus braços e espatifaram-se no chão.

"Olhe só o que você fez!" – zangado, o incriminava.

Então Shun associou o barulho que ouvira aos cacos na escada e um montinho de sacolas plásticas. Suas bochechas coraram violentamente enquanto culpava-se por trazer tanto incômodo àquele homem louro.

"Oh, eu sinto muito! Eu... Eu não..." – atordoado, nunca havia lhe acontecido algo semelhante – "Eu o reembolso. É só me dizer quanto de precisa..." – ofereceu, era o mínimo que podia fazer, além, é claro, de ser o mais justo: afinal o pobre homem comprara aquelas coisas porque o agradaram, passara talvez até muito tempo as escolhendo ou, quem sabe? mal tinha dinheiro para comprá-las e, agora, não o teria para comprá-las uma segunda vez.

Tais pensamentos começaram a povoar sua mente, sempre se preocupava demais com os outros. E só de imaginar o transtorno que lhe causara, sentia raiva de si mesmo. Imagine só quanto tempo que o estranho iria perder do festival só para recomprar o que ele quebrara! Isso não era justo, não era!

"O que? Me reembolsar? Acha que apenas seu dinheiro já serve? Não estou interessado em me espremer lá novamente, já bastava o ter feito uma vez! Mas quero o que você estragou de volta."

"O... O que? Como assim, senhor?" – soprara as últimas palavras baixinho, confuso com o que o outro lhe dissera.

"Será que você é burro! Eu não vou voltar para aquele aglomerado de gente."

"Então..." – agora sua expressão era, além de ainda confusa, ingênua, os olhos verdes brilhando puramente.

"Compre o que quebrou, é o justo." – afirmou, ou melhor, ordenou.

"Que?" – arregalou as orbes claras, estranhando.

Hyoga respirou pesadamente, a mão direita deslizando de qualquer jeito pela face, cansando-se e, principalmente, irritando-se com a lerdeza do garoto.

"Não ouviu, não?" – retrucou, sarcástico – "Vá lá comprar o que você me fez derrubar."

Se ele já estava irritado com todo aquele festival e quase tivera um acesso de raiva com uns e outros que o empurravam pra lá e pra cá, imagine se voltaria! Ter que rever tudo de novo, agüentar o piso superior lotado de pessoas, a música mais alta do que pra onde se dirigia antes do acidente... Oh, não, não teria paciência nem disposição para voltar e comprar tudo novamente! O garoto que se virasse, ele era o culpado mesmo.

"Mas.. Senhor!" – será que apenas Shun percebia o absurdo da proposta?

"Feche essa boca que eu não agüento mais a sua voz! E, preste atenção, você irá repor meu prejuízo e nem tente fugir pois eu sei quem é você e, garanto, farei a maior confusão. Acha mesmo que esse seu disfarce ridículo funciona de alguma coisa, realmente?" (3)

Shun baixou o olhar, um tanto quanto ferido por aquelas palavras; mesmo que ele fosse um estranho, aquilo o magoava de certa forma.

"O... O senhor me reconhece?" – perguntou, ainda de cabeça baixa, não emitindo mais aquela vibração – alegre e otimista, que ainda permanecia no seu modo de falar até mesmo quando estava em más situações – na voz, pois esta agora estava apagada.

"Tsc, pirralho, você acha mesmo que alguém com cérebro não o reconheceria?" – não que fosse de todo verdadeiro, pois Hyoga já tivera de se disfarçar diversas vezes, vivia nesse mundo de glória há muito mais tempo que Shun e, portanto, tinha um "olho" especial para essas coisas, podia muito bem saber quando alguém famoso estava disfarçado. Aproveitou que estava com ele para lhe falar uma coisa que estava entalada em sua garganta – "Você é o vocalista daquela nova banda... Candy Boys, hmpf? Por falar nisso, garoto, vocês deveriam tentar entender melhor o que é música, suas canções são tão rasas quanto uma revista de fofoca."

Os verdes piscaram, sua boca entreaberta. O que aquele homem dizia? Aquilo era tão rude... E o machucou tanto! Não sabia com o que se magoar primeiro: se por ele ter insinuado que era muito burro e que seus fãs igualmente, por não tê-lo reconhecido ou se por ele ter dito aquelas coisas horrorosas sobre sua banda. Claro que entendia que críticas ruins viriam, mas a esse nível já eram outra coisa, era muito diferente dizer que eles precisavam se aperfeiçoar de insultar o que faziam. Porém, Shun não levou as ofensas como inverdades, para ele essa era a opinião do moço loiro à sua frente e não calúnias ditas só por dizer. E foi isso o que o magoou, saber que alguém achava isso mesmo de sua banda a que ele tanto se dedicava e pela qual tinha imenso carinho.

Fechou os punhos, apertando os lábios, na tentativa de evitar um possível choro. Se tinha uma coisa da qual não gostava era essa, de ser tão sensível e emotivo, assim mais parecia uma bonequinha de porcelana que com qualquer coisa se estilhaça, como aquelas que jaziam degraus abaixo. Controlando-se o máximo possível, acabou cedendo, esgotado:

"Tudo bem, mas não sei como são as coisas que o senhor comprou." – falou baixinho, de cabeça baixa.

"Hn, não seja por isso." – murmurou irritado, descendo e pegando uns pedaços consideravelmente grandes da porcelana quebrada. Voltou e os estendeu ao menino – "Uma jarra com esse fundo azul, o vaso pequeno deste pedaço aqui e esse outro vaso vermelho e laranja. Não terá problemas para encontrá-los, nas barracas em que estão têm vários iguais. E cuidado para não se cortar, moleque desastrado."

Entregou-lhe os três pedaços, Hyoga dando um último recado:

"Chame alguém para limpar essa bagunça que você fez, tem várias pessoas passando pela escada." – comentou, olhando ao redor e notando como o "tráfego" fluía ali – "E já basta você ser o responsável por esse desastre, não quer também que uma criança se machuque, não é?" – uma ponta de sarcasmo sobressaltava-se me sua voz.

"Hai." – olhou também, vendo uma mulher passar com duas menininhas, tentando se desviar dos cacos nos degraus, e sentiu seu coração se apertar ainda mais, tenso por saber que poderia machucar alguém assim.

"Estarei próximo a fonte, venha logo que não quero ficar esperando." (4)

"Tá bem, já volto." – com o mesmo brilho apagado, retirou-se.

Enquanto ía, pensava em como havia se tornado tão desastrado, pois ele sempre fôra muito cuidadoso e delicado, não era do tipo que derrubava o que segurava ou caía no chão o tempo todo. Aliás, essa característica era de Seiya, seu amigo sim era um pouco mais descuidado. Ele não, ele tinha gestos e atitudes suaves, era raro cair, tropeçar, esbarrar em móveis e afins. (5) Contudo, só nas últimas horas ele tropeçara duas vezes e, nas duas, causara transtorno a envolvidos. E, com certeza, isso só piorava o que estava sentido; agora achava-se um atrapalhado, estabanado, sentindo incrível culpa pelo que fizera.

Abanou a cabeça, tentando afastar esses pensamentos, e seguiu para as barracas da feira de artesanato.

xXxXx Shiryu voltou-se para o amigo, seu típico sorriso sereno estampado: "Que surpresa você aqui, pensei que não viesse!" "Antes não tivesse vindo." – suspirou, sentando-se ao lado do amigo. "Que houve? Aconteceu alguma coisa?" "Tsc, um desses pirralho me derrubou da escada." "Que? Mesmo?"

Shiryu ficou encarando o amigo, que por sinal estava emburrado, e então desatou a rir:

"Ahahahahaha!" – punha as mãos na barriga, segurando-se para não rir alto – "Não acredito! Ahahahahaha! Essa eu pagava pra ver."

Hyoga estreitou os olhos, que amigo era aquele que ria de sua desgraça? Shiryu logo se recompôs, enxugando uma lágrima que escapava dos olhos; realmente, a idéia pareceu-lhe muito divertida, tanto que perdeu sua compostura e riu com gosto, avesso à sua personalidade conservada que, em público, se permitia dar risadas normais e não gargalhar como acabara de fazer.

"Perdão, mas é que não pude evitar."

"Hn. E você, que está fazendo numa barraquinha de doces se nem gosta muito?"

"Ah, hahaha, é que estou fazendo um passeio gastronômico por aqui. Já fui em cada barraca com cada comida..." – falou de modo a enfatizar que comera cada coisa de dar água na boca.

"Ahahaha! Deixe só Ikki saber dessa sua comilança que ele vai te zoar pelo resto da vida." – brincou, dizendo isso porque o chinês vivia reclamando das comidas que eles se alimentavam, às vezes os obrigando a comer algo mais saudável.

Com a vida corrida de artistas, muitas vezes eles não se alimentavam direito, ademais, Ikki e Hyoga gostavam de contrariar regras, tradições e todo aquele "jeitinho japonês": todos os outros podiam comer bem, comida saudável, mas eles dois preferiam mesmo as gordurosas, as guloseimas, tudo o que relativamente não fosse bom de comer seguidas vezes – claro que eles também se alimentavam das comidas de seu país, porém, as balanceavam com suas "porcarias".

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Esticou o caco à sua frente, verificando os detalhes. "É esse mesmo", constatou diante da última peça que lhe faltava. O vendedor da barraquinha o olhava mais tranqüilizado, depois dele lhe ter explicado que segurava a porcelana quebrada porque precisava dela para encontrar outra igual. A todo lugar que ía alguém o olhava: não por reconhecê-lo totalmente, mas sim por ele trazer nas mãos as porcelanas. Todavia, ao achar o item que queria, jogava seu pedaço correspondente num lixo e agora chegara a vez deste último pedaço que ainda segurava. Procurou com a vista um cesto de lixo e, ao encontrá-lo, tratou de jogar aquilo fora.

Viu uma pequena estátua de Buda e resolveu comprá-la para si. Como não tinha muito mais espaço em seus braços para guardar a estatueta, colocou-a na sacola que havia o diminuto vaso, tornando mais fácil de carregá-la. Após efetuar a compra foi, equilibrando-se ao máximo que podia, até a fonte do segundo piso, em busca daquele moço.

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Hyoga acabava de chegar à fonte, deixando seu amigo a provar dos tais doces. Agora que o havia encontrado estava menos tenso, apesar de que preferia continuar com ele, uma vez que adorava doces, e não ter de estar ali. Tudo culpa daquele menino atrapalhado.

Viu a figura esguia aproximando-se meio desajeitada, chegou a entreabrir um pequeno sorriso ao ver os bracinhos finos tentando segurar aquelas peças e apressou-se a ele. Assim que Shun parou à sua frente, tomou suas coisas do garoto.

"Aqui está, senhor."

"Hn, comprou tudo certo?"

"Sim, senhor. Pode confirmar, se quiser. Se... Se eu tiver comprado errado, eu volto e compro de novo." – ofereceu, meio rubro de vergonha por poder ter se enganado e feito besteira outra vez.

Para seu desgosto, Hyoga revirou os olhos, não conseguindo conter o cinismo:

"Oh, será possível que você ainda tenha feito essa burrada?"

Corou visivelmente, magoando-se outra vez. Será que aquele homem não percebia que suas palavras grossas o feriam? Baixou a cabeça, seus tênis de repente tornaram-se mais interessantes que os olhos azuis quase lilases. Hyoga preferiu não ver o que ele tinha comprado, já estava enjoado e queria se livrar daquela situação o mais rápido possível.

"Hn, tome mais cuidado da próxima vez, ninguém merece ter que agüentar um garoto desastrado." – claro, isso não queria dizer que não fosse ser mais um pouquinho maldoso.

Shun agüentou calado novamente, desde criança era assim, não conseguia se defender. Era um garoto tímido e "travava" quando alguém o ofendia ou lhe pregava uma peça, muito embora também não soubesse como reagir, o que exatamente dizer para se defender de alguém. E, como se não bastasse, ainda tinha um terrível espírito pacífico, preferia levar a pior a machucar os outros, a ser rude. Por essa razão, sempre sofrera e chorara muito quando pequeno.

Hyoga virou-se e foi procurar o chinês, ainda decidindo se ficava um pouco mais ou se ía logo embora pra casa.

Shun ficou parado por uns minutos, já não tinha mais vontade de assistir a apresentação de encerramento. Então foi para seu camarim, queria pegar suas coisas e ir embora; subiu pela escada e notou que não haviam mais cacos, o que fê-lo crer que o servente ao qual informara o ocorrido já limpara a escadaria. Ao entrar no camarim jogou-se num pequeno e fino sofá de estofado vermelho, as frases de Hyoga martelando em sua mente.

Será que era verdade? Será que eles eram uma droga banda? Balançou a cabeça para os lados, tentando não pensar nisso. Não, eles eram uma boa banda! Mas... Então, por que aquela palavras doíam tanto? Sem que pudesse evitar, lágrimas escapuliram de seus olhos, levando as mãos ao rosto, encobrindo-o.

Pouquíssimos minutos depois, Seiya irrompeu no camarim improvisado. Vinha com um sorriso alegre, pretendia pegar mais dinheiro em sua bolsa para gastar numa barraquinha de brincadeiras. Porém, ao ver o amigo daquele jeito, teve certeza que ele estava chorando pois o conhecia há muito e sabia que Shun sempre escondia o rosto quando chorava. O sorriso morreu em seu rosto, dando lugar a uma expressão preocupada, e, retirando seu óculos escuro, se achegou a ele:

"Shun, o que foi?"

O menino ergueu os olhos, vendo o amigo parado aos eu lado e, sem muito pensar, jogou-se em seus braços. Seiya arregalou os olhos chocolates, enlaçando seu pescoço:

"Shun, tá tudo bem, tudo bem, querido." – tentava acalmá-lo, fazendo afagos no cabelo verdinho.

Odiava ver seu amigo assim, sabia o quão ele era sensível e, para piorar, não conseguia nem se defender sozinho, razão pela qual sempre se metia em brigas para ajudá-lo. Tinha raiva de quem mexia com seu melhor amigo, ele era uma pessoa tão doce, não merecia aquilo. E, mesmo depois de crescido, embora ainda fossem novos, ele permanecia frágil como sempre. Continuou afagando seus cachos, enquanto o menino molhava seu ombro com suas lágrimas quentes.

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Continua...

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(e então veio a consciência de que precisava atualizar...)

(1) Alguém já reparou como aquele cara que faz as reportagens exteriores do Jornal Nacional fala um "mas" "e" e outros arrastados? O-o Hehe, tipo, eu olho praquilo e penso no quanto se parece com o Shun.XD

(2) E isso é possível? O-o Hun... Oh, sim, o Hyoga não tá disfarçado porque ele tá Kgan... e andando! XD E ng o reconhece porque o público dele non está lá, a Pime naum quer que esteja. ;-)

(3) Hyoga em bad mode u-u

(4) Folgado, non? XD

(5) Bem diferente desta autora aqui que até deitada arranja um jeito de se socar em algum lugar. ¬¬

Óbvio que a insinuação do cap. passado sobre como o Shun começou a gostar do Zodiac era à Gravitation. Mas quem disse que a lesada lembrou disso quando chega a review: "nossa, tá parecendo Gravitation"?¬¬ Pois é, só fui entender o que a review queria dizer quando reli o cap. 01... x-x

Porque será que o Hyoga é tão malzinho com o Shun e com os outros ele é uma alegre mariposa feliz? Hun, mistérios, nem a própria Pime sabe...

Ohh, Feliz Ano Novo!

Até 2006, hehe :P

Matta ne, kissus!

30/12/05 --- escrito em cima da hora e ainda de mau-humor.