Capítulo 6
Seis Para Ser Quente
N/A- Eu oficialmente anuncio que esse é o maior capítulo da fic, quase 2000 palavras! Ohhh, Ahhh... abençoem o capítulo 6!
N/T- Se ela diz... eu só traduzo.
ooooooo
Gina estava acordada às seis e meia, parada dentro de seu quarto com a porta encostada, esperando. Esperando que Malfoy se levantasse e tomasse seu banho matinal. Ele ouviu a porta dele se abrindo e entrou no corredor interrompendo o caminho dele até o banheiro.
-O que você está fazendo?- ele perguntou esfregando a cabeça ao vê-la se aproximar.
-Tomar um banho.- ela respondeu inocentemente.- Dã.
-Você nunca acorda cedo, Ruiva.- ele disse, passando a mão pelo cabelo com um ar surpreso, como se tentasse entender o motivo dela.
-Eu preciso começar bem a manhã, garoto Coelho.
-Que seja, só não demore muito.- Malfoy disse, sentando perto da porta.
Muhahahahahahahahha... Gina pensou, estava tudo de acordo com seu plano.
Depois de passar uma hora no banheiro, na qual maior parte do tempo passou sentada no chão ainda vestida lendo uma revista, Gina saiu do banheiro maquiada e com a menor toalha que ela conseguira achar depois de seu longo banho. Malfoy ainda estava sentado no chão esperando, com uma expressão mau-humorada em sua bela face.
-O banheiro está vago, garoto Coelho.- ela disse, dando um tapinha na cabeça dele.
-Que maldição você...- ele perdeu a voz quando viu Gina usando... bem, quase nada.
-Alguma coisa errada, Coelinho?- Gina perguntou.
-Você está fazendo isso de propósito, Ruiva? Você vai ter que...- Draco se interrompeu, olhando fixamente para as pernas dela.
-Ter o quê?- Gina perguntou.
E entrou em seu quarto antes que ele pudesse responder. A imagem de suas longas pernas não deixava a cabeça dele. O que havia de errado com ele? Ele precisava se controlar; era sobre a Ruiva que ele estava falando. Mas, por que ela tinha que mexer com a cabeça dele? Isso só terminaria com ele em uma situação que não queria estar, pelo menos não com Ruiva. Ele precisava de um banho frio antes que o pensamento de Weasley em sua pequenina toalha voltasse. Draco entrou no banheiro e trancou a porta. Um par de indecentes roupas de baixo estavam no chão. Draco rosnou, aquilo já era demais para ele agüentar.
ooooooo
Gina ria sozinha enquanto seu plano se desenrolava. Pegando as roupas em cima da cama, ela se vestiu para um dia interessante.
Gina entrou na cozinha só para encontra-la vazia. Não deixando-se desanimar Gina pegou a carta que ainda não tivera tempo de ler no dia anterior, e com temor adivinhou o que a esperava.
-Oh, droga, droga, droga!- ela murmurou ao reconhecer a letra de sua mãe:
Ginevra,
Estou feliz que você tenha FINALMENTE respondido a carta de sua pobre mãe, mas é que você provavelmente nunca pensa em como me preocupo com você. Não precisa arranjar desculpas dizendo que está ocupada. Você tem me evitado com esperanças que a história do bar já tenha sumido de minha memória. Bem, ainda não esqueci, e estou mais brava agora. Venha hoje para casa, e traga seu novo inquilino, eu sei que fosse alimenta-lo um pouco agora que o pobre coitado mora com você. Eu espero que ele seja um bom rapaz, mas como ele está vivendo já alguns dias com você acredito que o coitado já esteja em suas mãos. O jantar começa às três. E isso é uma ordem.
Amor, sua mãe esquecida
-Maravilha, é tudo o que eu precisava. - Gina murmurou sarcástica.
Ela não soube que Malfoy havia acabado de murmurar as mesmas palavras ao vê-la em seu vestido de verão.
Draco quase saiu da cozinha. Ele não precisava disso; ele não precisava começar a gostar de uma sórdita Weasley. Justo quando ele ia começar a fazer suas malas, Gina levantou os olhos e disse:
-Você está convidado para um jantar em família, na casa de meus pais, e isso é uma ordem.
-E quem disse isso?- ele desafiou.
-Eu disse.- ela falou de uma maneira tão firme naquele vestido, que ele colocou a mão na testa murmurando.
-Oh, Merlim.
Uma noite com um Weasley já era ruim o bastante, mas ter que passar uma tarde com o clã inteiro, mais quem quer que eles convidassem da rua, seria muito pior. Muito pior.
-E o pior é que minha mãe acha que você está nas minhas mãos.
-É só explicar para ela que não!
-Tente explicar você, você não conhece minha mão quando bota algo na cabeça.
-Oh, Merlim.- Draco repetiu, ainda em choque, sentando em uma cadeira.
-Eu sei.- Gina respondeu.- Eu sei.
oooooo
Draco havia conseguido passar o dia com o mínimo de contato com Gina, ele a estava evitando ao máximo, ma sparecia que ela não queria desaparecer. Ele tinha muito sobre o que pensar. Devia ir embora? Ele tivera dificuldades para encontrar um lugar para ficar, e provavelmente ele não conseguiria outro tão rápido. E valeria a pena? Ele queria mesmo ir? A verdade era que não. Joyce e Mike eram bem aturáveis, e agora ele realmente estava gostando de Ruiva. Seus pensamentos foram interrompidos quando Gina entrou no quarto.
-Pronto?- ela perguntou. Ela havia se trocado para algo mais respeitoso, mas estava maravilhosa de qualquer maneira coma a jaqueta de couro, o top, jeans e botas.
-Como sempre, Ruiva.- ele replicou.
Gina simplesmente concordou e entrou na lareira.
-A Toca!- ela disse claramente, e quando as chamas verdes desapareceram Draco a seguiu.
Limpando a foligem de seu rosto, Draco saiu da lareira. O lugar estava mobiliado com móveis que pareciam ter visto dias melhores, e uma ar agradável de 'lar' o cercava.
-Você está bem?- Gina perguntou, limpando a foligem de si mesma.
Draco sorriu.
-O que você acha?
-Que bom, porque você não estará em um minuto. Você vai enfrentar os Weasleys agora. Vem.- relutantemente Draco a seguiu em um cômodo muito maior, onde ele foi saudado por um cheiro delicioso de comida.
-Ginevra! Que bom que você pode vir, pela primeira vez em duas semanas. Agora, me conte o que você fez com o pobre barman, aparentemente ele não foi mais o mesmo desde aquela noite, ele está apavorado com seus clientes. Pobre homem, você sabe que nunca tivemos problemas quando ela namorava Harry e depois Dino, ela era uma garota de ouro. Dois anos de incrível paz. E agora ela tem se comportado de maneira tão horrível... - ela lançou um olhar a Draco que o se encolher.- parece que está se tornando uma mulher san...
-Mãe, eu quero que você conheça o novo morador do apartamento, Draco Malfoy.- Gina a interrompeu, sentindo-se corar.
-Oh, bem...- Molly não conseguiu esconder a surpresa ao ouvir o nome Malfoy. Ela o olhou de cima a baixo, então conseguiu murmurar.- Eu espero que minha filha não esteja te criando problemas.
Gina engasgou em sua própria saliva, e Draco sorriu levemente. E para a surpresa de todos Molly estendeu a mão para ele.
-É um prazer conhece-la, Madame.- Draco disse, tentando disfarçar o sorriso.
-O mesmo.- A Sra. Weasley retrucou ainda parecendo surpresa. - Bem, bem... melhor chamar todo mundo para jantar, Gina querida. Eles ainda estão jogando quadribol lá fora.
-Está bem, mamãe. - Gina acenou para Malfoy acompanha-la, e saiu pela pequena porta dos fundos, onde ele estava muito satisfeito até uma grande matilha se Weasleys chegar, exigindo saber quem ele era e o que fazia ali.
-O JANTAR ESTÁ PRONTO!- Gina gritou. Imediatamente todos ficaram quietos, e um amontoado de cabelos vermelhos passou voando perto dele.
-Então, tem algum sentido me aprezentar a eles? São todos iguais!- Draco perguntou, mas Gina já havia saído.
Draco suspirou e entrou voltou para dentro da cozinha, quando alguém o segurou firmemente pelo ombro. Achando ser Gina, ele se virou perguntando.
-Qual é o problema, Ruiva?- ele perguntou.
-Ruivo, apesar do cabelo.- Gui respondeu de mau-humor.- E você está namorando minha irmãzinha.
-Merda!- Draco disse dando um pulo de susto. Havia uma coleção de seis Weasley parados diante dele.
-Eu não estou namorando sua irmã.- Draco replicou.
-Não minta para nós, Don Juan. Nós temos nossos contatos. - um dos gêmeos retrucou.- O que você quer com ela?
-Eu, na verdade...- Draco começou.
-Continue falando!- outro ruivo exigiu.
-...gosto dela.
-Resposta errada.- Gui disse empurrando, literalemente, Draco contra a parede.
-Eu a amo!- Draco respondeu desesperado, querendo viver para ver outro dia.
Todos os seis Weasleys deram um passo para trás, se afastando de Draco como se ele fosse um Hipogrifo desembestado.
-O QUÊ?- Rony girtou em uma voz um tanto deminina.
-Eu a amo..., e quero me casar com ela.- Draco respondeu, percebendo que estava ganhando o controle da situação.
Rony desmaiou com um grunhido, e isso deu a Draco a maravilhosa oportunidade de escapar, o que ele fez muito feliz.
ooooo
Não eram, como Draco havia suspeitado, só os Weasley que estavam jantando na Toca aquela tarde, mas também Harry Potter, Luna Lovegood, Hermione Granger e algumas esposas e crianças. A mesa estava lotada e extrememente barulhenta. Ele podia ver vários ruivos conversando animadamente, crianças brincando com a comida, e em canto da mesa a Sra. Weasley que tentava convencer seu filho, o que atacara Draco, a cortar o cabelo, e ao mesmo tempo, sem nem olhar, batia na mão de Rony para que ele se afastasse do pudim. O último lugar na Terra onde Draco jamais imaginara se enfiar. Ele estava sentado entre Gina e a o Sr. Weasley, que apesar de olha-lo de modo desconfiado, tentava conversar.
-Você tem uma família adorável, Sr. Weasley.- Draco respondeu, tentando não rir da Sra. Weasley, a quem ele achara muito engraçada de uma maneira um pouco assustadora. Ela não era a única Weasley assustadora ali, os seis irmãos Weasley, incluindo um Rony muito pálido, ficavam mandando a Draco o que se poderia chamar claramente de 'olhar assassino'.
-Muito obrigado, Malfoy.- o Sr. Weasley respondeu parecendo surpreso com o comprimento.
Gina estava bem no meio da mesa, entre Draco e Luna. Luna não era a melhor pessoa quando se queria ter uma conversa normal, mesmo que fosse ótima amiga. Olhando em volta da mesa, Gina viu a Sra. Weasley ainda falando animadamente, quando ainda namorava Dino, ela evitara ao máximo para traze-lo para um daqueles jantares. Gina batucou os dedos na mesa então olhou para Malfoy, que conversava com seu pai. O Sr. Weasley sorria levemente, o que era sempre um bom sinal, e Malfoy parecia entretido com a conversa. Ela então puxou a manga da blusa dele.
-O que foi, Ruiva?- ele perguntou.
-Parece que você até que está se dando bem aqui.
-Surpreendentemente sim.- ele respondeu.
-O que você acha de cair fora assim que o pudim terminar?- ela perguntou.
-Eu concordo, já que seus irmãos acham que vamos nos casar.- Draco disse com um sorriso travesso.
-O quê?!- Gina exclamou.
-Eu não quero conversar sobre isso... onde nós vamos?- Draco perguntou.
-Eu... eu...- ela parecia surpresa demais para sequer pensar direito.
-Ora, vamos. Se recomponha, Ruiva.
-Certo.- ela respirou fundo.- Nós não podemos ir para casa, mamãe nos descobriria e arrastaria de volta.- Gina disse pensativa.- Nós poderíamos ir até o Beco Diagonal e beber alguma coisa.
Draco concordou, essa era uma boa idéia. Uma boa idéia realmente.
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N/A- Eu estou impaciente demais! O que acontecerá quando Gina adormecer em um lugar estranho? Como Draco vai evitar ser expulso a sapatadas? Tudo isso acontece no próximo capítulo de 'Ruiva'!
N/T- Por isso, comentem para que eu possa atualisar! E obrigada pelos últimos comentários. Que bom que estão gostando. Beijos, Madam. Tessa
