Capítulo 7
Estava andando calmamente pelas ruas da cidade, tinha dispensado a carruagem queria andar hoje, queria pensar e se ver livre um pouco, desde que começou a trabalhar me sentia confinada, tinha ido em casa ver meus avós mas foi rápido e tinha que voltar logo para ficar com Hinata. Graças a deus eles estavam bem, nenhum sinal mais daquela tosse seca da vovó e meu avô estava bem coradinho, isso me fazia muito feliz. Eu estou trazendo algumas sementes de algumas flores que havia plantado atrás da minha cada, elas são lindas e coloridas, dariam novos ares ao jardim, espero que não ofenda Pain me intrometendo no jardim dele.
Passei por uma loja e vi um belo chapéu, meus olhos brilharam, mas não era por mim, era por que era um chapéu muito bonito e discreto que com certeza ficaria muito charmoso na minha vó.Só me pergunto se ela deixaria para usa-lo somente em ocasiões especial ou se iria coloca-lo e nunca mais tirar. Talvez o compre no próximo mês, mesmo recebendo mais que o normal, tive que gastar tudo com remédios e a reforma na casa, o cheiro de mofo que estava se instalando na madeira velha e eu não poderia arriscar a saúde de meus avós com mais isso ainda.
Senti um baque forte e quase fui ao chão, mas mãos fortes não deixaram que acontecesse. Será que eu nunca poderia vir a cidade sem esbarrar em alguém.
_Sakura você está bem? – Oh não, tinha que ser ele, porque deus? Porque?
_Estou sim, obrigada, senhor Itachi. – disse educada.
_Tem certeza? – perguntou desconfiado e eu assenti, não pude deixar de notar que ele ainda me segurava.- O que estava fazendo aqui?
_Indo para sua casa. Você pode me soltar?
_Peça com carinho. – um sorriso para lá de sacana apareceu em seu rosto, claro ele estava educado e saudoso demais para ser verdade.
Sakura querida, você deve ouvir muito que você deveria ficar em seu lugar, mas menina você tem o lugar que merece ou faz por merecer, não é porque você é uma dama de companhia que você deve deixar te tratarem com pouco caso, ninguém humilha ninguém, as pessoas que se deixam ser humilhadas. – as palavras de Hinata ecoaram em minha cabeça.
_Prefiro deixar uma cachorro mastigar a minha mão. – respondi irritada, não sou uma dessas que ele dorme pelas esquinas, não vou deixar ele me tratar assim.
_Não tem medo não de perder seu emprego, querida? – sei que por essas palavras isso deveria soar como uma ameaça, mas não pareceu, não do modo que ele me falou. Itachi estava me fitando daquele jeito de novo, o mesmo do qual quando nos conhecemos, o mesmo quando ele me viu trocando de roupa, só ele me olhava assim. Não era repulsa ou ódio, eu só não sabia o que era.
_Itachi eu tenho que ir, estou atrasada. – eu disse e o sorriso dele aumentou de um simples sorriso de canto sacana para um sorrido um pouco mais aberto, um sorriso... talvez ...sincero.
_Não me chamou de senhor. – ele diz e pega uma mecha do meu cabelo para brincar. O que ele pensa que está fazendo?! No meio da rua?!– deu um puxão com força e quis sair correndo, ele rapidamente me segurou pelo pulso, meu pulso machucado, o grito foi inevitável, ele não soltou não, mas também não estava apertando, meus olhos lacrimejaram, Itachi olhou meu pulso cuidadosamente. Não queria chorar, mas minha mão estava doendo muito e agora a dor estava muito pior.
_O que diabos você fez aqui? – perguntou sério.
_Nada. – respondi, ele não me pareceu satisfeito com a minha resposta. - Eu cai. – ele revirou os olhos e claro não acreditou.
_Você vai me falar o que aconteceu. – decretou como se fosse o próprio rei, bufei cansada. – Não reclame. Vamos! – ele disse me puxando pelo braço(bom).
_Para onde estamos indo? – perguntei e não obtive resposta. Viramos a esquina, passamos por mais algumas lojas e paramos de frente á um consultório médico._Itachi realmente não há necessidade de... – ele não me deixou terminar e me puxou para dentro do estabelecimento. O lugar não era muito grande e parecia vazio, a recepção pelo menos não tinha ninguém.
_Neji! – ele chamou por alguém e ninguém respondeu, bem feito.
_Não tem ninguém, vamos embora. – tentei convencê-lo. Mas ele só me arrastou até uma porta que tinha ali, dentro tinha uma cama e uma mesa do lado, um armário e senti um cheiro de que eu não sabia o que era. (N/A: pessoas é aquele cheiro normal de hospital ou consultórios, mas como Sakura nunca nem foi a um ela não sabia.)
_Sente-se. – ele me disse e a contra gosto eu subi naquela cama estranha, era bem mais alta que as normais, tinha até um banquinho na frente. Itachi foi mecher o armário que tinha lá.
_Não sei se sabe, mas eu sou pobre e se for presa por invasão e roubo, não tenho dinheiro para pagar nem um café para o advogado.
_Ninguém vai te prender. – ele disse voltando e parando a minha frente, pegou o meu pulso e voltou analisa-lo.
_Não sei não, você pode estar acostumado a se ver livre de certas coisas, mas... – ele apertou – Aaaah!
_Desculpe. - ele disse sem me encarar, parecia bem concentrado no que fazia. – Bom pelo menos não está quebrado.
_Como sabe? – ele não estava sentindo a dor, se não tivesse quebrado ele tinha acabado que quebrar quando me deu aquele puxão.
_Sabendo. – que grosso! Ele pegou uma pasta geladinha e começou a massagear com delicadeza, suas mãos grandes com dedos longos e brancos faziam movimentos circulares que aliviavam minha dor aos poucos. Ele pegou algumas ataduras e começou a enrolar com cuidado . Uma duvida me bateu de repente.
_Você é médico?
_Sou. – como eu detestava essas respostas curtas e que me davam um sinal para me calar.
_Mentira! – acusei estreitando meus olhos, ele me encarou.
_Estou cuidando de você agora, não estou? – perguntou com a sobrancelha negra arqueada, não o respondi e olhei para o lado, corando. Que bastardo! Ele terminou de enfaixar meu pulso e mão e foi mexer naquele armário novamente.
_Tem certeza que não tem problema estarmos aqui? – perguntei receosa.
_Não, esse consultório de um amigo meu. – voltou com dois vidrinhos na mão. – Essa pasta você passa de manhã e de noite, mas se dor permanecer pode passar também, e esse liquido aqui você deve beber uma colherada três vezes ao dia e se for antes das refeições melhor. Entendeu?
_Sim.
_Então repita. – eu bufei, sei que não era de bom gosto que damas bufem tantas vezes em uma única manhã, mas não estava ligando para etiqueta agora.
_Passar a pasta duas vezes por dia, manhã e tarde, e tomar o remédio três vezes ao dia, melhor se for antes de comer. – disse entediada.
_Isso mesmo, agora vamos lerdeza pensei que você estivesse atrasada. – ele disse e nós nos retiramos, caminhávamos pelas ruas e estava um silencio estranho, isso era porque eu não sabia como agir, geralmente Itachi era um idiota e u canalha comigo então eu o ignorava ou era rude com o mesmo e agora ele sendo gentil – gentil ao modo dele, claro- eu não sei como me comportar.
_Está calada demais.
_Nunca imaginei que você fosse um médico.
_Pensou o que? Que eu era um libertino que vivia em função do meu bel prazer.
_Exatamente. – respondi rapidamente sem me dar contas das palavras, ele me olhou incrédulo, talvez não esperasse que eu fosse uma bocuda e que iria falar o que vinha na cabeça.
_Sincera. – ele disse baixo, mal pude ouvir. Continuamos e logo chegamos a frente da casa.
_Er... Itachi muito obrigada, de verdade. – eu disse olhando naqueles olhos negros que me fitavam interessados e de repente me peguei comparando seus olhos aos de Sasuke, ambos negros, charmosos e perigosos, mas bem diferentes. Os orbes de Sasuke eram negros, mas negros como uma noite prestes a amanhecer e Itachi eram negros como um céu negro onde o por do sol acabara de se esvair.
_Eu tenho uma sugestão de agradecimento. – nem percebi que estávamos bem juntos uma distancia não muito confortável para mim, e lá estava ele de novo, sacana.
_Mas o único que vai receber é esse. Que tipo de noivo é você? – ele se prostou na minha frente barrando meu caminho.
_Nossa assim você me magoa e você sabe muito bem que meu noivado é uma farsa. – como ele pode ter agido daquele jeito e depois voltar a ser assim.
_Você é insuportável. Sai da minha frente! – eu disse
_ E você é matraca, não para de falar um minuto.
_E você... – não pude terminar ele e beijou, não na boca, ele beijou o canto dela, arregalei meus olhos de surpresa, ele se separou de mim dando mais um daqueles sorrisosdesprezíveis. Empurrei ele com minha mão boa e saí em disparada para casa sabendo que ele estava logo atrás de mim, abri e a porta e me surpreendi, a família estava toda reunida junto com os Uzumakis, Kaede e Kushina choravam desesperadamente, todo mundo ali estava com uma expressão abatida e desolada. Itachi que estava atrás de mim perguntou:
_O que houve? – logo um homem apareceu lá, chamando atenção de todos, ele tinha longos cabelos castanhos e os mesmos olhos de cristal como os de Hinata, usava um jaleco branco e tinha uma expressão séria, fez sinal de negação com a cabeça e murmurou um "Sinto muito." Kaede então se debulhou em lágrimas, meu deus o que está acontecendo? - O que houve Neji? – Itachi perguntou já que também não entendia a situação.
_Ela caiu do segundo andar, os ferimentos eram muitos graves, ela perdeu muito sangue com a hemorragia interna, não pude fazer muita coisa, Karin está morta.
Muitas pedras?
Aqui o Pain é jardineiro e Itachi e Neji médicos bem coisitas loucas, haha
Pois é minha gente Karin morreu? Sou má né, mas era necessário, bem ela podia ter sofrido mais um pouquinho, mas dei uma "moleza" para ela.
Quero saber se vocês gostaram e o que acham que vai acontecer daqui para frente ^^
Estou muito feliz com os cometários *-*
Kissus de melão :*
