Capitulo Dois

"What's the charge? What's de cost?" Rihanna

Ele nem olhou pra mim, ficou só encarando aquela água cristalina mesmo sob a luz da lua. O dia seria aberto amanhã também.

-Vai embora, Leah.

-Não vou.

-Por que você está aqui?

-Quero ajudar você, Jake.

Ele olhou pra mim, seu rosto cheio de dor. Eu odeio o efeito negativo que a Bella tem no Jake. Um talento tão sutil em fazê-lo sofrer. Ela não o merece, fato.

-Em que você ajudaria? Não sabe nada...

-Sei sim. – cortei. – Sei tudo que você pensa, tudo o que você sente, como você sente. Sei o que você passou por ela e sei que ela não vale cada uma dessas situações.

-Leah!...

-Quieto Jacob! É verdade. – dei um passo na direção dele e ele recuou. – Jake você tem que parar. Tem que parar de se martirizar. Ela fez uma escolha? Sim. Não foi você, porque ela é uma idiota. Jacob, ela não merece você. Você é bom demais pra ela. – me aproximei mais. Ele estava parado, estático, provavelmente desacreditado por ouvir tudo isso de mim. – Você é ingênuo demais, puro demais, Jacob, pra ela. Dedicado demais. Ela não merece essa dor.

-Quem mereceria, Lee? – me surpreendi com o uso do meu apelido.

-Não sei. Mas você deve buscar outra, é sério. Já procurou?

-Acha que não? Leah ela é...

-Ela não é nada. Ela está casada com um vampiro, provavelmente já indo em Lua-de-Mel. Ela não é nada, Jake. – repeti e ele bufou, olhando pro chão.

-Eu não sei onde procurar mais. – finalmente admitiu.

-Você realmente parou e olhou?

Foi uma pergunta inocente, eu juro. Mas despertou algo nele. Ele me encarou ponderando o que eu disse, mas aos poucos seus olhos foram se perdendo pelo meu corpo, me analisando. Involuntariamente fiz algo que já tinha feito antes: reparei em Jacob. Ele era tão bonito... Estava na minha lista de bonitões com defeitos, seguido de Paul. Não preciso citar o defeito do Paul, né? O do Jake era ser pirralho. Três anos a menos que eu, que mancada. Mas ele tinha tudo tão no lugar que às vezes eu me pegava considerando muito essa hipótese. Sem falar que ele é bem super dotado, ponto a favor.

Acontece que quando eu consegui desgrudar meus olhos, bem... vocês sabem, e voltar a olhar pra ele efetivamente, meio que fiquei com vergonha, me lembrando que não é exatamente confortável ficar sem roupas na frente do outro.

-Jacob? – ele me olhou nos olhos e eu dei alguns passos na direção dele, hipnotizada por seus olhos escuros. Antes que me desse conta, nossos corpos se encostaram. – Me deixa tentar uma coisa? – sussurrei. Não era pra sair um sussurro, mas minha voz simplesmente fugiu de mim.

Ele deu uma ofegada numa não-resposta e olhou pra minha boca entreaberta. Passei a língua nos lábios, umedecendo-os por provocação e me concentrei em sua boca absurdamente convidativa. Com a respiração lenta, me estiquei na ponta dos meus pés – afinal, meus 1,85 não são pareis pros quase dois metros de altura de Jacob – e encostei meus lábios nos dele.

Estranho, mas nesse primeiro contato nós dois ficamos sem reação. Os braços dele, assim como os meus, não saíram do lado do corpo. Eram apenas os lábios encostados. Dado o fim do transe, quando me afastei um pouco, senti uma vontade imensa de terminar isso. Voltei a me aproximar, dando-lhe um selinho, dois, três. Fechei os olhos ao passar a língua no lábio inferior dele. Nada.

Descansei, descendo de meus pés por menos de um segundo, porque eu decidira que iria tentar só mais uma vez. Me ergui novamente, encostando meus lábios nos dele num selinho mais longo e, quando estava prestes a larga-lo, fui surpreendida por uma de suas mãos em meu rosto e outra em minha cintura, me juntando ao seu corpo, e sua língua pedindo uma passagem que foi cedida imediatamente.

Levei uma mão aos seus cabelos, trazendo-o pra mais perto de mim, enquanto nossas línguas dançavam num beijo selvagem e cheio de desejo. A mão dele que estava no meu rosto foi escorregando pela lateral do meu corpo, passando incerta pelos meus seios e seguindo pela minha cintura até meu quadril. A outra mão, que estava na minha cintura, me apertou mais contra ele, evidenciando a sua empolgação, ao mesmo tempo que os seus lábios mudaram o rumo pro meu pescoço. Ofegante, me agarrei em seus ombros, a mão que estava no meu quadril descendo pela minha coxa e levantando minha perna até seu quadril.

Puxei-lhe os cabelos cheia de desejo. Eu estava disposta a muita coisa e os olhos dele me disseram que ele também.

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Eaí povo :)

Estão gostando?

Confesso que vocês não tem comentado o suficiente, viu? Mas estou postando mesmo assim.

Espero que comentem mais depois desse capitulo. O 3 só vem se tiver pelo menos 5 comentários ._.

Agradecendo à Carolla e Lepi-chan que comentaram com carinho :D

Até o próximo e leiam a Rehab (h)

BL