Duelos de Vontades
Fanfiction de ShiryuForever94
Anime: Bleach
Gênero: YAOI (Relacionamento homoafetivo entre homens)
Betagem: Akane Mitsuko Adachi Sagahara Tange (Quem mais me aguenta? XD)
ATENÇÃO: Esta é uma fanfic yaoi, ou seja, com relacionamento homossexual, sendo bem clara, amor entre dois homens! Se não é sua praia, por favor não leia, não me mande ameaças, não me xingue, cada um na sua. Seja produtivo e arranje outra coisa para ler que tem um montão de histórias por aqui.
DISCLAIMER: Bleach não me pertence. Uma pena, mas enfim... Todos os direitos são de Tite Kubo, Shonen Jump, vai saber. Minha intenção é apenas divertir os leitores e dar vazão aos meus sonhos nem um pouco inocentes com esse bando de homens lindos. Aliás, ultimamente ando com gosto por espadas...
LOCALIZAÇÃO TEMPORAL: Esta história se passa em uma época fora da cronologia do mangá, então nem tentem achar com certeza o tempo. Sou meio novata em Bleach, só comecei a assistir por conta da Youko Estressada, a quem dedico esta primeira fanfiction povoada de Shinigamis. Antes que me perguntem, eu venho do fandom de Saint Seiya, por isso meu nick pode soar estranho neste fandom, mas como eu me recuso ter mais de uma conta, vamos deixar isso para lá, certo? Se vai ter continuação? Não faço idéia, pode ser que sim, que não, posso resolver escrever mais duelos de vontades com outros lindos e totosos. Boa leitura.
Parte II
(Peguei gosto por escrever com Bleach, pelo que estou vendo...)
Kuchiki Byakuya e Abarai Renji
"Veio aprender como se faz, Kuchiki? Por que não toma logo coragem e toma uma atitude? Eu não sou cego, aliás, apenas alguns aqui é que são desprovidos de visão."
Byakuya acordou bem cedo, como era seu costume e as palavras de Kenpachi no dia anterior ressoaram em sua mente. Aprender como se faz? Ora, o que aquele imbecil de parca inteligência achava que ele era? Não precisava aprender coisa alguma. E por que tinha que ser justamente ele a tomar uma atitude? Aliás, atitude quanto a que?
O "atitude" em pessoa ajoelhou-se à sua frente tão logo ele saiu para se preparar para sua viagem ao mundo real.
- "Bom dia, taichou. Está tudo pronto, irei abrir o portão assim que me for ordenado."
Abarai Renji.
O ruivo chamava a atenção do capitão há algum tempo. As tatuagens tão diferentes, o jeito de olhar, os cabelos vermelhos. Só que sua poderosa família não agüentaria outro escândalo.
A família Kuchiki era nobre e antiga. Byakuya fora bem treinado, dedicara-se ao máximo, tinha se incumbido de sua família e, finalmente, tornara-se capitão do sexto esquadrão, mas não por sua vontade. Era seu destino.
Suspirou quase imperceptivelmente.
Destino? Lei? Sua inglória dedicação à lei havia lhe rendido vários problemas. Já começara mal com seu clã ao se apaixonar por Hisana. Pensar nela ainda doía e tinha pela memória da mulher o maior respeito, mas sentia-se tão sozinho e tão triste por vezes. Notou o olhar inquisitivo de Abarai e se deu conta que estava praticamente ausente, perdido em pensamentos.
- "Vamos." Foi tudo que o belo Kuchiki disse. Os longos e sedosos cabelos estavam belamente arrumados nas kenseikaan. Seu cachecol voejava ao vento. Os costumes dos nobres.
O que os nobres pensariam se ele desse vazão aos desejos que vinham povoando sua mente ultimamente? O que pensariam de um viúvo que agora via algo mais que poder no seu tenente?
Não era certo.
Não era possível.
Renji...
- "Devo abrir o portão agora, taichou?"
- "Em frente." Kuchiki respirou fundo e esperou as borboletas do inferno que iriam guiá-los até o mundo real. Estava silencioso como sempre, mas agora também triste. Abrir o portão... Engraçado, pensou em abrir o coração.
- "Abarai..."
Renji arregalou os olhos. Seu capitão era tão distante e formal, jamais o chamara apenas de Abarai! Era sempre o nome todo ou no máximo Renji... O que estava havendo?
- "Taichou?"
- "Você já amou muito alguém e o perdeu? Já descobriu que tinha medo de amar de novo e ao mesmo tempo descobriu que não podia controlar o que sentia?"
Renji parou de andar imediatamente, tal foi o choque por que passou. Será que seu taichou havia se apaixonado novamente após Hisana? Quem seria? Ficou imediatamente com ciúmes e bufou. – "Não sei, taichou, não perdi ninguém ainda. Aliás nem sei se amei ainda, só sei o que sinto agora, quer dizer..." Tinha falado demais.
- "A solidão é indescritível, Abarai. A lembrança pode nos confortar ou nos aprisionar, a sensação de nada poder fazer é ainda pior que se dar conta que nunca mais veremos a pessoa que um dia amamos. É a natureza do amor, deixar que nosso próprio coração sinta uma dor incomensurável se tal amor nos for tirado." Nunca falara tanto e sentia uma tristeza ainda maior.
- "Está falando de sua falecida esposa, taichou?" O fukutaichou seguia atrás de seu superior com um franzir de cenho. Jamais haviam tido aquele tipo de conversa e, para ser sincero, não se sentia nada confortável com aquilo.
- "Estou falando de amor, apenas isso. Eu amava Hisana com todas as minhas forças e pensei que nunca mais fosse sentir isso de novo. Tenho medo, isso é um absurdo que eu diga, mas é algo de que tenho medo. Amar e sofrer novamente, não sei se iria suportar."
Agora Renji estava em total estado de assombro. Nunca em sua vida imaginara tais palavras saindo da boca de seu capitão. Jamais pensara muito na solidão que ele poderia sentir, aliás nunca quisera pensar que algum dia seu taichou poderia amar de novo. Ou talvez nunca quisesse pensar que ele poderia amar alguém simplesmente porque tinha a doce esperança de que seu capitão um dia o enxergasse. Mas era um egresso do Rukongai. Não podia sequer pensar nisso. Família Kuchiki, era a nobreza... Se bem que Hisana e Rukia...
- "Diga alguma coisa." Byakuya por sua vez estava ainda mais desconfortável. De onde tirara a idéia de que deveria ter tal tipo de conversa com Renji? Não era seu amigo íntimo, embora fosse o mais próximo disso que tinha. Por que aquela expressão de assombro no seu tenente estava enervando-o?
- "Capitão Kuchiki, perdoe-me, mas está apaixonado?" Renji ficou quase da cor de seus cabelos, felizmente o tom da pele antes clara foi disfarçado pela penumbra do caminho. Só de pensar que seu capitão poderia amar alguém... E que teria que aceitar, e talvez que ver... Oh, tomara não fosse verdade, fosse apenas uma idéia que surgira, fosse um engano.
- "Ainda não sei ao certo. Chegamos."
Byakuya retomou sua postura absurdamente distante e controlada, foi como se jamais tivessem tido aquela conversa. Andaram por Karakura em busca de seu alvo.
- "São três." Renji suspirou. Ficou sério como seu capitão e preparou-se para o combate.
Kuchiki moveu-se com sua graça peculiar e analisou a situação. Três? – "São três Gillians, mas temos um problema. Um Adjucha. O que estão fazendo aqui? Raramente eles vêm ao mundo real."
Abarai franziu a testa. Menos Grandes... Não muito inteligentes, nem rápidos, mas perigosos. O problema era que no mundo real a força de todos eles da Soul Society, Shinigamis e Capitães era reduzida. Não haviam pedido liberação naquele caso em especial, pois seu capitão se achara capaz de lidar com o problema em parceria consigo. Só que um Adjucha era bem diferente. – "Talvez devamos pedir liberação, taichou."
Kuchiki Byakuya era um homem orgulhoso. Usando o seu shunpo, um dos mais perfeitos de toda a Soul Society, moveu-se vasculhando tudo que podia para tomar uma decisão. Renji mal o viu sair e voltar.
- "Atinja dois Menos Grande e deixe o resto comigo." A voz baixa e o olhar sem expressão alguma.
- "Mas, taichou..." Renji encarou seu capitão e os belos olhos azuis acinzentados pareciam totalmente distantes. – "Sim, capitão." Era um bom tenente, confiava em seu superior e fez o que sabia fazer. Atacou um dos Menos Grande com um efeito não muito exagerado dada sua diminuição de poder e viu um cero se formar. Conseguiria desviar e não corria perigo.
- "Uive, Zabimaru." A potente zanpakutou estendeu-se em sua forma bonita e alongada, vários elos unidos pela reiatsu de Renji. Demorou um pouco mais que o fukutaichou pensara, mas conseguiu dar conta do primeiro Menos. De canto de olho, viu outro Menos ser partido em pedaços inimagináveis pelo poder de Kuchiki. O ruivo dirigiu-se ao seu próximo alvo sem mais demora.
Byakuya sequer se cansou com a primeira parte de seu trabalho. Se não estivesse com seus poderes limitados, teria terminado mais rápido. Faltava o Adjucha. Não o estava vendo, mas sentia sua energia. Suspirou e observou Abarai lutar contra o segundo dos Menos. Será que algum dia teria coragem de dizer algo a ele sobre como se sentia? Será que teria coragem de ir contra as regras, novamente?
Sim, pois o distante e alheio taichou do sexto esquadrão andava tendo abalos em suas convicções heterossexuais há algum tempo. Desde que lutara com Ichigo em sua forma Hollow e tivera noção de que sua vida poderia um dia acabar. O coração antes de aço de Byakuya agora temia, sentia. Tornara-se alguém mais humano depois de todo o episódio da quase morte de Rukia.
Rukia... Será que Renji amava sua parenta por adoção? O ruivo dava mostras, tantas vezes, de que se preocupava tanto com ela. Um olhar e viu que o mais jovem terminava seu trabalho. Ficou pensativo. Um erro e tanto para alguém da sua posição.
Kuchiki não se distraía, mas algo nele não estava normal naquele dia.
O capitão não viu o sorriso irônico do Adjucha que o espreitava. Não sentiu a pressão espiritual escondida com cuidado e não entendeu quando Renji correu loucamente em sua direção. O que estava acontecendo?
Cero.
O corpo de Renji derrubou seu taichou, ambos voaram longe do local de acerto do cero do maldito Adjucha. Renji se levantou com uma fúria incontrolável ao ver que seu capitão havia se ferido. Uma pequena marca no rosto de Byakuya...
Seu Byakuya.
Havia ainda uma mancha vermelha de sangue no peito de seu capitão.
Tão amado capitão.
Não hesitaria.
- "Bankai!"
A imponente e poderosa serpente partiu para destroçar aquele que ousara machucar seu capitão!
Seu amado capitão.
Não demorou muito, quase nada, pois a fúria de Renji misturada com seu amor e mais sua preocupação foram suficientes. Era um homem nervoso e por vezes falava alto demais, só que voltou para seu taichou com a expressão até calma. – "Trabalho terminado. Vamos para Soul Society, irá ser medicado pela Capitã Unohana sem demora, afinal é para isso que existe o 4º Esquadrão."
- "Não preciso de nenhum cuidado." Um olhar distante e digno.
- "É mais teimoso do que parecia."
- "Isso não é jeito de falar comigo." A voz era fria e cortante. – "Lembre-se de seu lugar."
- "Sei bem meu lugar, essa é minha dor." Abarai não se conteve e falou de chofre. O olhar de incredulidade que esperava vir de Byakuya não veio. Ele sequer parecia ter ouvido. – "Vou abrir o portão." Renji deu meia volta, sentindo-se um idiota total. Que humilhação...
- "O que você sente pela Rukia, Abarai Renji?" A solenidade nas palavras de Byakuya era evidente. Ele se levantara, espanando aqui e ali seu traje sempre tão arrumado, recolocando sua echarpe com cuidado e verificando que sua impecável presença continuasse altaneira.
- "Como é? Do que fala Kuchiki Byakuya-taichou?" O ruivo reagira mudando o tom ao sentir o jeito frio, distante, solene. Céus, será que o capitão se apaixonara pela parenta por adoção?
O olhar azul acinzentado ficou ainda mais frio. Seu tenente não era surdo, que soubesse. Na verdade, nem sabia porque perguntara aquilo. Não deu resposta, apenas moveu o rosto como a indicar que seu subordinado deveria abrir o portão de volta para a Soul Society.
Abarai interpretou aquilo como mero desprezo e suspirou, sentindo-se atoleimado. Abriu o portão, viu as borboletas do inferno e recolheu-se em seu silêncio enquanto seguia perto de seu capitão.
Desta vez não trocaram palavra alguma e a chegada de volta aos alojamentos do sexto esquadrão foi um tanto sem graça.
- "Não quer mesmo ver a Capitã Unohana, taichou? Sua túnica está avermelhada, sinal que o sangue passou pelo traje normal de shinigami e atingiu seu haori. Deve estar sangrando muito. Deixe ao menos que eu veja, por favor."
O coração de Byakuya abrandou um pouco. Renji estava mesmo preocupado. – "Na minha casa, não dou espetáculo em alojamento nenhum." Virou-se e desapareceu.
Shunpo.
Abarai revirou os olhos. Diabos de capitão genioso feito nem sabia o que. Até gostava do jeitão dele. Era calado, mas parecia sempre senhor da situação e lhe dava uma segurança como nenhum outro. Sim, estava loucamente apaixonado por Byakuya. Não tinha mais dúvida alguma.
Foi interrompido em seus pensamentos por um outro shinigami que falou algo acerca dos relatórios sobre os Menos, o Adjucha, o uso do portão...
- "Depois. Capitão Byakuya foi ferido." Falou isso em tom tão solene que o suboficial estacou, paralisado. Só então Abarai se deu conta de que não deveria ter dito algo assim. Era raríssimo que seu líder se ferisse. A última vez fora na batalha campal intensa quando da traição de Aizen, mas era outra estória. Haveria boatos. Muitos. – "Não foi nada sério, apenas alguns arranhões, não se preocupe, nem alarme o esquadrão."
- "O taichou precisa de cuidados? Chamarei a Capitã Unohanae..."
- "Não será necessário, ele não quer. Estou indo para a residência Kuchiki." Abarai não esperou nada mais e foi para seus aposentos, tomou um banho e arrumou-se o melhor que podia. Não havia muita criatividade em roupas shinigami, afinal. Droga, não era um encontro! Pegou uma maleta de primeiros socorros que sempre tinha à mão e rumou para a imponente morada de seu taichou. Foi recebido como se já o esperassem e conduzido a uma sala bem grande, com futons macios.
Uma porta se abriu e Byakuya surgiu, sem seu cachecol tradicional, com os cabelos totalmente soltos e umquimono totalmente azul escuro com uma faixa também azul em sua cintura, de seda pura. Um traje e tanto.
O ruivo sentiu-se deslocado, muito ciente de sua origem muito pobre e de sua condição de subordinado.
Byakuya ajoelhou-se na melhor tradição japonesa à frente de seu convidado e ficou parado como se fosse de gelo. Encararam-se por alguns minutos, como se estivessem esperando o tempo passar.
- "Abarai Renji, não tenho o dia todo." Kuchiki falara o nome dele de jeito diferente. Havia um tanto de... Carinho? Um quase minúsculo sorriso na pele de alabastro do nobre de família secular.
- "Perdoe-me." Renji já tinha o coração batendo à boca por conta do olhar penetrante do outro. A voz dele era bonita, sempre, mas dessa vez parecia tão suave.
- "Sofreu algum ferimento?" Byakuya perguntou ao tempo em que pensava que tinha sido um completo idiota. Como se deixara ferir? – "Talvez eu deva seguir seu exemplo nas próximas missões."
O ruivo tinha o olhar sério e abrira a pequena maleta retirando algum material quando o ouviu. Estacou com a mão no ar, segurando a gaze. Seu olhar encontrou o de seu superior e mordeu os lábios, sentindo... Sentia... Era tão pesado o que sentia. – "Não sou exemplo para um homem como o senhor. Pode me mostrar onde se feriu? Pelo visto já cuidou de seu rosto."
Kuchiki havia também tomado banho, lavado os cabelos, e cuidara razoavelmente de seu ferimento, de ambos, tanto no rosto quanto no peito. Afrouxou a faixa do quimono e afastou um tanto o tecido de seda pura, que acabou escorregando por seu ombro forte e esguio e mostrando um mamilo rosado, além do braço esquerdo e um tanto do início dos músculos abdominais.
Abarai susteve a respiração. Ele era... Tão perfeito. Tentou parar de pensar no quanto ele parecia ter a pele pura, sedosa e bonita e... – "Já fez algum curativo, pelo que percebo, não há muito mais sangue, mas mesmo assim, vou verificar. Não quero que fique doente."
Byakuya tinha que fazer alguma coisa. Iria esperar quanto mais? A vida toda? Tocou a ferida no peito e depois olhou para Renji. – "A dor não passou." Deslizou os dedos pelas bordas do ferimento, lentamente. – "Não é superficial, minha dor é profunda."
- "Como é? Está mais ferido do que parece?" Renji ficou muito preocupado e estendeu a mão para tocar na ferida enquanto examinava com mais atenção e aproximava o rosto procurando algum outro ferimento.
- "Não há curativo que me cure, não os do tipo que você trouxe." Byakuya estava oscilando, logo ele, que era seguro, distante, forte, impenetrável. Só que sua alma não fez questão de prestar atenção nisso.
Encararam-se com ambos os cenhos franzidos. Abarai corou intensamente e mordeu os lábios. – "Não compreendo, taichou."
- "Você ama Rukia?" Byakuya precisava saber.
- "Não." Foi a resposta firme do tenente. Abarai tomou uma decisão. – "Não é tal membro da família Kuchiki que eu amo..."
Silêncio.
Parecia que o coração de ambos parara de bater.
- "Perdoe-me, taichou, não sou digno, eu sei, mas não agüento mais. Se quiser, posso transferir-me para outro esquadrão. Pelo visto é o Senhor quem ama Rukia e eu talvez apenas esteja sendo um completo idiota em ter esta conversa." Renji levantou-se sem demora, tremendamente nervoso. – "Tudo que sou foi por esperar um dia superá-lo. Lutei para isso, esforcei-me ao máximo, para que se orgulhasse de mim." Deu meia volta e preparou-se para sair. Nem sequer chegou até a porta.
Mesmo um pouco ferido, o capitão Byakuya era reconhecido como o mais forte dos mestres que já havia existido em sua família, o líder das quatro nobres famílias. Não era qualquer homem e nem deixaria que Renji saísse de lá. Em milissegundos estava parado na frente do tenente com a expressão sem sentimentos que sempre ostentava, mas na verdade, seu peito ardia como fogo. De solidão... De paixão.
- "Qual membro da família Kuchiki você ama?" Um olhar ainda mais sério do que o que costumava ter. A postura perfeita, os longos fios escuros, a pele de alabastro, lábios entreabertos.
Abarai perdeu o juízo... O cheiro do taichou, a voz, o jeito dele parado ali, impedindo-o de ir.
- "Me perdoe, taichou, me perdoe..." Renji praticamente caiu nos braços dele, enlaçou-o pelo pescoço de uma vez e colou seus lábios aos do outro, sem conseguir pensar em nada. Sem conseguir controlar seu corpo que parecia explodir de vontade, amor e paixão.
Byakuya apenas fechou os azuis-acinzentados e entreabriu os lábios deixando-se beijar. Suas mãos que podiam ser usadas para matar agora percorriam os fios ruivos com delicadeza impensada para alguém com sua postura sempre tão distante. Puxou-o para mais perto, abraçando-o e sentindo os músculos perfeitos. Subiu um tanto as mãos e soltou os cabelos de Renji sem pensar duas vezes e enroscou a língua na dele.
Nunca antes Kuchiki beijara um homem. Nem nunca antes se sentira tão perdido. Sua respiração alterou-se rapidamente, sua pele ferveu com a de Renji e sem mais dúvidas, afastou-se dele, os olhos brilhando, a voz muito baixa. – "Não me peça perdão, apenas faça o que tem vontade. Estimo que sua vontade é igual à minha..."
Abarai estava arfante, perdido, apaixonado. Devia ser uma ilusão, algum truque de algum Hollow sádico. Abriu a boca para dizer algo, mas ver o quimono de seda de seu capitão escorregar pelo corpo perfeito dele até o chão e notar que ele não usava absolutamente nada por baixo o fez desistir de raciocinar. – "Taichou..."
- "Meu nome é Byakuya... Pelo menos enquanto estivermos aqui, não me trate como um superior, prefiro que sejamos apenas duas almas que se encontraram."
O ruivo arregalou os olhos. Havia doçura no olhar dele! E nas palavras! Aquele homem era especial! Havia tanto por trás dos olhos azulados! Sabia que ele tinha um coração! Ele havia amado antes e perdido a esposa... Será que...
- "Byakuya..." Murmurou o nome do outro com quente ardor e soltou toda sua roupa, ficando apenas com o fundoshi. Seus cabelos agora soltos serpenteavam por suas tatuagens, tal qual sua Zabimaru serpenteava pelos céus. – "Eu o amo tanto, Byakuya... Não sei quando, nem por que, só sei que o amo..." Fechou os olhos, vencido pelo que sentia e quando lábios gulosos colaram-se novamente aos seus, desistiu totalmente de pensar.
Continua... Ah, se continua... rsrsrsrsrs Alguém aí quer a continuação? A idéia era apenas um capítulo com cada casal, mas sabem como é, bateu uma inspiração insana hoje... Abraços e muito obrigada a todos que leram e me receberam tão bem neste meu primeiro trabalho no fandom de Bleach.
