Duelos de Vontades

Fanfiction de ShiryuForever94

Anime: Bleach

Gênero: YAOI (Relacionamento homoafetivo entre homens)

Betagem: Akane Mitsuko Adachi Sagahara Tange

ATENÇÃO: Esta é uma fanfic yaoi, ou seja, com relacionamento homossexual, sendo bem clara, amor entre dois homens! Se não é sua praia, por favor não leia, não me mande ameaças, não me xingue, cada um na sua. Seja produtivo e arranje outra coisa para ler que tem um montão de histórias por aqui.

DISCLAIMER: Bleach não me pertence. Uma pena, mas enfim... Todos os direitos são de Tite Kubo, Shonen Jump, vai saber. Minha intenção é apenas divertir os leitores e dar vazão aos meus sonhos nem um pouco inocentes com esse bando de homens lindos. Aliás, ultimamente ando com gosto por espadas...

LOCALIZAÇÃO TEMPORAL: Esta história se passa em uma época fora da cronologia do mangá, então nem tentem achar com certeza o tempo. Sou meio novata em Bleach, só comecei a assistir por conta da Youko Estressada, a quem dedico esta primeira fanfiction povoada de Shinigamis. Antes que me perguntem, eu venho do fandom de Saint Seiya, por isso meu nick pode soar estranho neste fandom, mas como eu me recuso ter mais de uma conta, vamos deixar isso para lá, certo? Boa leitura.

Parte III

(Peguei gosto por escrever com Bleach, pelo que estou vendo...)

Kuchiki Byakuya e Abarai Renji - Paixão

Cenas do capítulo anterior

- "Byakuya..." Murmurou o nome do outro com quente ardor e soltou toda sua roupa, ficando apenas com o fundoshi. Seus cabelos agora soltos serpenteavam por suas tatuagens, tal qual sua Zabimaru serpenteava pelos céus. – "Eu o amo tanto, Byakuya... Não sei quando, nem por que, só sei que o amo..." Fechou os olhos, vencido pelo que sentia e quando lábios gulosos colaram-se novamente aos seus, desistiu totalmente de pensar.

Fim das cenas do capítulo anterior:

Renji não notou quando o seu capitão o deitou no futon macio, só percebendo o peso sobre si depois de alguns instantes. Estava nervoso, feliz e apavorado, sentindo aquele homem que tanto desejara beijando-o intensamente.

Queria perguntar tanta coisa e ao mesmo tempo tinha certeza que palavras não eram algo importante no momento.

Byakuya sentia o coração em disparada, e sabia que seu corpo inteiro estava mais sensível que de costume. Parecia que a cor de fogo dos cabelos de Renji fazia com que chamas invisíveis queimassem o nobre corpo do Kuchiki.

O capitão separou o beijo arfando e passou dois dedos suaves na testa cheia de fios avermelhados em confusão. – "Você disse que me ama? Desde quando sente algo por mim? Eu nunca notei."

- "Isso importa?" Renji fechou os olhos por instantes, apreciando a pulsação do corpo agora quente sobre o seu.

- "Talvez sim. Sempre pensei que era Rukia quem você amava."

- "Eu também achei o mesmo, taichou." Atreveu-se a rir de leve, passando a mão pelas costas esguias, mas muito firmes daquele homem. Ele era forte. O traje de shinigami escondia os músculos flexíveis e tremendamente bem torneados. – "Seu corpo..." Renji sentiu uma pontada de desejo direto em seu membro quando pensou no corpo nu sobre o seu e corou instantaneamente.

- "Deixemos Rukia para outra hora. A julgar pelos tremores que sinto vindo de você, sua situação é quase igual à minha, ou seja..." Kuchiki imaginou que Renji tivesse alguma experiência com homens, uma vez que os esquadrões de Shinigami eram majoritariamente formados por homens e, além disso, não tinha pudores quanto ao que o outro já fizera. – "Quer mesmo continuar?" Era para ser uma pergunta basicamente retórica.

- "Preciso responder?" Abarai arfava no rosto de seu capitão, sua ereção era tão evidente contra as pernas dele que já estava deixando-o sem graça. Deslizou mais as mãos até acariciar uma nádega firme e gemeu.

- "Sabe que jamais me deitei com um homem?" Byakuya falou calmamente como se estivesse comentando a pintura do teto.

Abarai arregalou tanto os olhos que ficou com cara de peixe espantado. – "Tai... Taichou, eu nunca... Eu..." Sua respiração falhou um tanto e ficou arquejando, olhando o outro, admirado.

- "Você nunca o que, Renji?"

- "Nunca pensei... É um homem tão bonito, pensei que tivesse várias pessoas interessadas, ou ao menos que não tivesse ficado sozinho, talvez uma shinigami, ou um shinigami, não me importa..."

- "Ora, Renji, fui homem de uma esposa só. Desde então tenho dado prioridade ao meu trabalho, a nada mais. Não deixei de ser homem, apenas não quis mais, somente isso. Até você chamar minha atenção." Um minúsculo sorriso e Byakuya mexeu-se em cima do outro, roçando sua ereção nas coxas de Renji. – "A culpa é sua, Renji."

Abarai sentiu seu coração encher-se de amor. Era louco por ele e enxergava agora algo mais nos olhos azulados. Enxergava desejo. Despertar algo em seu capitão era tudo que quisera e sentir o membro hirto dele roçando sua carne era uma sensação incrível. – "Réu confesso, por favor, qual a sentença?"

- "Prazer..." Byakuya avançou na boca entreaberta de Renji e moveu o corpo, colocando-se no meio das pernas do ruivo. Não precisava ter experiência alguma com homens para saber o que fazer. Fora casado tempo suficiente para ter algum talento em sexo. Além disso, não era de ter restrições quanto a posições sexuais e, a julgar pelo que sabia de sexo homossexual, não seria mais complicado que manter uma relação não usual com uma mulher.

O capitão dedilhou as coxas de Renji sem partir o beijo íntimo e molhado que trocavam e foi afastando as pernas dele. Criou algum espaço entre os corpos e um tanto devagar demais, foi retirando o fundoshi do outro, suspirando ao pensar que era mais fácil se fosse apenas roupa de baixo normal...

Renji gemeu um tanto mais e corou ao ver-se nu sob o olhar perscrutador do capitão, que tocou o membro alheio com firmeza, começando a manipular aquela carne pulsante. Ah, sabia tocar um homem, afinal tocava-se com alguma frequência. Ouviu os gemidos entre os beijos e apertou mais um pouco os dedos, fazendo Renji partir o toque das bocas para jogar a cabeça para trás. – "Gosta? É assim que eu gosto... Então achei que se aplicava a você também. Já fez sexo com um homem, Renji?" Agora estava curioso e desceu a cabeça para lamber os mamilos dele, sugando e gostando da sensação de domínio.

- "J-já..." Foi o que Abarai respondeu entre desesperado e encantado.

- "Entendo." Byakuya chupou o mamilo direito do outro com sofreguidão, vendo-o avermelhar e ficar sensível e ergueu o corpo para observar o corpo musculoso se contorcendo em desejo. – "Tem algo a me ensinar?" Olhou com seu ar quase frio para o outro enquanto seus dedos tocavam a glande macia e sensível.

- "Acho que não precisa aprender nada, taichou." O ruivo tatuado arfava com os toques e finalmente olhou o corpo alvo sobre o seu com mais curiosidade. Parou no membro ereto e pulsante colocado em sua coxa e gemeu. Ele era... Perfeito.

- "Creio que empatamos em tamanho. Nada como espadas similares." Byakuya falou num tom neutro.

Abarai arregalou os olhos. Seu capitão estava fazendo uma piada? Não era possível. Ia responder quando uma cascata negra baixou sobre seu ventre e sentiu uma língua quente e meio hesitante lamber seu membro. Gemeu desesperado. O toque era leve, mas estava muito excitado. – "N-não..."

- "Não?" Byakuya levantou o rosto imediatamente. Será que fizera algo errado?

- "Eu não vou aguentar, se fizer assim, capitão... Não posso..." Estava enlouquecido. Se fosse lambido e chupado por aquele homem, iria atingir o clímax numa velocidade desconcertante.

- "Você é um tenente, então sabe que me deve obediência e que sou responsável por seu bem estar." O rosto impenetrável de Byakuya não demonstrava o quanto ele estava se divertindo. Já não era alguém que deixasse de se importar com os outros, apenas não demonstrava e fazia questão de ser respeitado e temido. Só que a pessoa que estava ali com ele era Renji. Seu oficial mais próximo. Não era somente isso.

- "E-eu..."

- "Silêncio." A voz firme e autoritária de Byakuya. Não disse mais nada, apenas olhou de maneira segura para Renji, que suspirou. O taichou teve uma idéia e saiu de cima de seu agora amante e deitou-se ao lado dele, com tanta leveza que Renji levou um tempo para entender.

- "O que está fazendo, capitão?"

- "Faça do jeito que quiser, eu estou bem disposto a descobrir quais são os seus talentos, se é que você tem algum."

Renji pensou que seu peito ia explodir. Não ia conseguir se aguentar de jeito nenhum. Era um show muito íntimo e delicioso ver Byakuya com os fios negros espalhados no futon, o ar controlado e distante e a pele alva que destacava o quanto ele era bonito.

Não queria mais conversa nenhuma o ruivo. Um pouco temeroso, aproximou-se e experimentou um beijo leve nos lábios de quem amava tanto. Ficou feliz quando as mãos do capitão abraçaram-no com firme determinação e logo outro beijo foi trocado, mais e mais abrasador.

Separaram as bocas achando que aquilo já estava demorando demais. Renji não pensava em nada a não ser em se deixar tomar pelo poderoso Kuchiki. Desceu a língua em linhas molhadas pelo peito rijo e pelo abdômen perfeito e sem mais nada que o impedisse, engoliu a ereção daquele homem com uma fome desesperada.

Um gemido e um respirar forte foi o máximo de reação a que se permitiu o nobre. Não ia se deixar dominar, muito menos perder seu ar distante embora estivesse enlouquecendo com a língua morna dando voltas em sua glande e com a sucção num ritmo delicioso. Ficou tão duro que pensou que ia explodir.

- "Renji."

O nome do tenente soou um tanto musicalmente e ambos se encararam com a certeza de que estava mais que na hora.

- "Eu te amo, taichou, não tenho mais vergonha alguma de dizer isso abertamente." Avançou na boca de Byakuya enquanto procurava a melhor posição e logo sentiu o membro dele roçando suas nádegas. Aspirou ar com força e foi descendo sobre o membro pulsante, tentando relaxar o máximo possível.

Byakuya ficou um tanto tenso. Não havia preparado o outro! Ele era maluco ou o que? Sabia suficientemente sobre sexo daquela maneira para saber que seria doloroso. O problema é que seu membro estava adorando ser pouco a pouco apertado dentro de um calor abrasador. Ainda bem que o ruivo o havia lambido um tanto a mais, assim estava até que bem molhado. Mesmo assim...

- "Ahh..." Foi o que saiu da boca de Renji, que nem se importou se doía um tanto, era um Shinigami, estava acostumado a cortar e ser cortado e não ia ser aquilo que ia doer. Praticamente sentou-se nos quadris do outro e suspirou profundamente, de olhos fechados, tonto de paixão, apesar da dor que aparecia um tanto.

O ar de distância de Byakuya permaneceria. Ele fora treinado assim e não poderia mudar. O estudado ar de desdém da alta nobreza... Só que, por dentro, ele sentia, muito, demais, o quanto era bom estar ali com Renji. O quanto não deveria ter esperado para se deixar levar por aquela paixão.

E lá era homem de paixões?

Kuchiki descobriu que sim.

Que por baixo de seu verniz, de seu estudo, treino, deveres, havia uma paixão avassaladora pela vida, pela luz, pelo que podia sentir estando com alguém como Abarai.

Byakuya segurou firme na cintura do outro e puxou-o um pouco. Renji não ia desperdiçar a oportunidade e baixou sobre a boca do outro, beijando-o e começando a mover os quadris, devagar, profundo, delicioso.

Gemidos incontáveis se espalharam no quarto. Eram dois homens poderosos, mas que se fundiam um no outro como se não houvesse mais coisa alguma importante na vida.

O calor que Renji sentia parecia exalar de seu corpo para o de Byakuya que viu-se erguendo como podia o quadril para enfiar-se mais, mais fundo, mais apertado, naquela delícia de sensação que há muito se negava.

Renji começou a gemer alto, cada vez mais alto, sentindo as estocadas intensas, a mão firme do outro que agora manipulava sua virilidade num ritmo desesperador. Não ia aguentar muito, nem pensar... Principalmente porque era massageado por dentro, no local certo, no ritmo certo, por aquele membro rijo e gostoso.

- "Byakuya..." Gemeu mais enquanto estremecia, não suportando mais nada e se acabando nas mãos e corpo dele, intensamente corado, quase desfalecido. Viu o rosto imutável de seu capitão e ficou sem graça. Ele não havia atingido o clímax, ainda.

- "Relaxe um pouco." Byakuya afastou-se dele, ainda rijo como uma pedra e o deitou novamente no futou, virou-o de barriga para baixo e ergueu-lhe o quadril, não sem ouvir arfares de algum protesto. – "Não vai demorar. Você me deixou louco, Renji."

Byakuya nem esperou resposta e enfiou-se nele de novo, profundamente, ouvindo-o gemer algo ininteligível. Agora seria do seu jeito, no seu ritmo. Já saciara seu parceiro, era um cavalheiro afinal das contas, e podia dar vazão ao seu intenso desejo por alívio. Renji submeteu-se, calmamente, estava zonzo ainda do prazer que experimentara.

O taichou penetrou aquela carne à sua disposição como uma espada muito afiada corta tenra carne. Segurou as ancas firmemente e moveu-se, gemendo um tanto a mais que pretendia e não demorou muito, realmente. Estava além de satisfeito quando parou de sentir estertores e notou que respirava em fôlegos curtos. Deitou-se ao lado do outro e num movimento mais instintivo que racional, puxou-o para abraçá-lo e acarinhar os fios ruivos desalinhados.

Renji arregalou os olhos. Nunca imaginara estar nos braços dele daquele jeito. Suspirou e abraçou o torso forte.- "Eu te amo."

- "Então seja apenas meu."

- "É um convite?"

- "Sim ou não?"

- "Claro que sim, será uma honra."

- "Prefiro que seja mais um prazer que uma honra. Durma um pouco."

- "Não quero desperdiçar nem um segundo ao seu lado."

- "Não vai desperdiçar. Apenas tomar um fôlego, não acabamos ainda." Um olhar cheio de intenções foi dirigido ao ruivo.

- "Taichou!" Renji estava boquiaberto. Nunca esperara tal paixão, nunca...

- "Durma." Byakuya fechou os olhos, satisfeito. Talvez pudesse haver algo bem interessante em se viver por séculos.


Nota: Eu sei, sou uma tratante demorada... Problemas mis de saúde, me desculpem. No entanto, até que gostei do resultado. Vamos ver qual será meu próximo casal... rsrsrsrsrs Tenho idéias aqui, ora se tenho... Muito obrigada por cada review, elas me fizeram desenroscar este capítulo. Espero que apreciem. Abraços.