Gundam Wing não me pertence.
- NÃO ME INTERESSA! Já falei para vocês pararem de se intrometer na minha vida!!
- Acalme-se Heero, Quatre só esta tentando ajudar. Duvidava que seu comentário tivesse algum efeito sobre o oriental, mas sentiria-se mal se não fizesse nada para apoiar seu anjo, a situação era a clara representação de uma bola de neve desgovernada.
- Heero, por favor, tente entender que eu só não quero que você se precipite tomando alguma decisão pela qual possa se arrepender depois.
- Droga Quatre, eu não vou me arrepender, nunca tive tanta certeza de uma coisa em toda a minha vida. Jogou-se no sofá cansado de tanto discutir, inferno, porque não entendiam seu ponto de vista, se arrependeu amargamente de ter sido idiota o suficiente para se abrir com eles, estava tão animado, mas agora já se sentia deprimido por não receber o apoio que esperava por parte de seus amigos.
Tentando arrumar um pouco as coisas Quatre foi em direção ao amigo oriental, agachando-se a sua frente e tocando uma de suas mãos, queria que soubesse que poderia contar com seu apoio, mesmo que não fosse da forma que gostaria.
- Heero... Ponderou cada palavra que diria para tentar fazer-se entender, já que até o momento havia fracassado miseravelmente nesse quesito. Eu sei que você é responsável o suficiente para não tomar nenhuma decisão importante sem antes pensar arduamente em todas as conseqüências envolvidas, sei também que você não pensaria em algo assim se não tivesse certeza dos seus sentimentos pelo Duo, mas...
Acredito que você não esta ciente do impacto que um pedido assim pode ter na vida dele, você mais do que ninguém sabe como ele pode ser imprevisível.
Inquietou-se um pouco teria que tocar em um ponto que não agradaria nada o japonês. Bem... Acredito que... Isso seja um pouco delicado para você... Pigarreou tentando limpar a garganta. Mas... Vocês não estão exatamente passando por um de seus melhores momentos, há de convir comigo que até as coisas se normalizarem...
Não acho apropriado um pedido de casamento... Sentiu a mão em baixo da sua tremer, seu coração palpitou apreensivo, não seria nada agradável virar alvo de toda a agressividade que parecia estar latente no japonês naquele momento.
Tratou de furar com seus olhos a criatura que se atrevia a dizer tal absurdo. Fungou, a noite estava propicia para o surgimento de doutores na arte de conduzir um bom relacionamento pelo que parecia, daqui a pouco até o cachorro vira latas da esquina se sentiria no direito de opinar sobre onde ele deveria levar Duo para jantar ou talvez qual a melhor escolha para um presente de aniversario, qualquer um tinha mais discernimento do que ele para tomar decisões, que se danasse a comparação nada lisonjeira, no momento esta se encaixava muito bem na situação.
A velha expressão em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, ao que parecia não tinha mais nenhum significado nos dias de hoje, se bem que não se aplicaria muito ao caso, primeiro porque não havia mulher alguma na historia e segundo ainda não eram casados e nem seriam se depende-se de certas pessoas.
- Não me faça rir Quatre, fase ruim? O que você sabe sobre isso, desde quando virou expert no assunto? Nós estamos ótimos, eu amo o Duo e isso nunca vai mudar, todos os casais brigam, é normal que de vez em quando nós nos desentendemos, todos sabem como aquele americano pode ser impulsivo e teimoso, quando lhe convém,(como você, pensaram em momentos diferentes a duas pessoas que ouviam estas palavras), mas isso nunca vai fazer com que meus sentimentos mudem e tenho certeza que o Duo pensa da mesma forma.
Não vejo por que esperar, não entendo porque estão tornando as coisas tão difíceis, foi um erro aceitar conversar com vocês. Não tinha mais nada a tratar ali, não teria apoio dos únicos amigos que tinha, ótimo, então também não precisava dele.
Levantou-se abruptamente do sofá, fazendo com que o loiro se desequilibrasse e caisse sentado no chão, sem murmurar qualquer pedido de desculpas, caminhou apressado em direção a saída.
A terceira pessoa que mais ouvia do que falava não se agradou com a "delicadeza" de Heero para com seu anjinho, e esse foi o estopim para que sua postura aparentemente neutra mudasse completamente.
Estendeu gentilmente uma mão que logo foi coberta por uma menor ajudando este a se levantar, assentiu para que sentasse no sofá, e com a maior agilidade do mundo venceu o curto trajeto que o separava da figura que entreabria a porta, que no instante seguinte já se fechava com um estrondo.
As sobrancelhas logo acima dos olhos azuis cobalto franziram-se como único indicio de uma onda arrasadora de raiva que percorria lhe o corpo.
- O que foi agora?
Com a mão ainda segurando a porta Trowa fez sua escolha, sabia que iria se arrepender depois mas... Era melhor terminar com tudo agora para não terem problemas posteriores.
- Heero não se engane, tenho certeza que você não é tolo o bastante para não perceber que o seu relacionamento com o Duo não esta as mil maravilhas como você quer nos fazer acreditar, a dois dias atrás vocês estavam discutindo como se fossem se matar, e pelo que eu saiba (foi um pouco venenoso agora) vocês nem fizeram as pazes ainda, e mesmo assim insiste em dizer que não esta acontecendo nada?
O japonês bufou insatisfeito com a argumentação do amigo.
- Isso não tem nada a ver Trowa, quantas vezes eu já não vi você discutindo com o Quatre, mas nem por isso acredito que vocês se amem menos. E pelo que vejo vocês estão bem informados sobre o que acontece entre nós. Olhou com o canto dos olhos para o louro distraído, que convenientemente parecia não estar ouvindo esta parte da conversa.
Trowa suspirou, era por demais cansativo fazer com que uma pessoa compreende-se algo que ela não queria, mesmo que fosse para o seu próprio bem.
- Droga Heero! Não encare as coisas como fatos isolados, essa não foi a primeira nem a ultima vez que vocês brigaram por causa de nada, as discussões entre vocês vem acontecendo cada vez mais freqüentemente e pelos motivos mais insignificantes, e como você se nega a perceber a verdade, talvez não tenha reparado que o Duo esta cada vez mais agressivo com você, basta um pequeno comentário seu para que ele se ponha aos berros...
Nenhuma dessa palavras comprovavam alguma coisa, não haviam verdades tão absolutas como queriam fazê-lo acreditar, quem melhor do que ele para saber a quantas andava o seu namoro.
O relacionamento que tinha com Duo não estava decaindo, impossível, sabia que as coisas estavam indo bem, nunca tinha experimentando essa sensação indescritível e tão intensa de felicidade que cobria cada parte do seu corpo.
As coisas não tinham que ser sempre perfeitas, um relacionamento não é apenas constituído de momentos felizes onde tudo da certo, no mundo real não existe contos de fadas, todos passam pelas partes difíceis de relacionar, das discussões dos mal entendidos da intolerância do egoísmo, o desafio é saber lidar com tudo isso sem deixar afetar os sentimentos.
Claro que não gostava de se indispor com Duo, mas era algo pelo qual tinham que passar para continuar juntos. Por isso quando insistiam que havia algo errado não conseguia controlar a onda de raiva que invadia seu corpo.
- Existem mais coisas envolvidas do que você pode imaginar Heero. Jogou a longa franja para o lado deixando amostra o olho quase nunca visto, algo refletido nos olhos verdes não agradou em nada os cobaltos que se estreitavam.
- Ora seu... Como se atreve. O QUE VOCÊ ESTA TENTANDO INSINUAR??
- Não são apenas insinuações Heero, são fatos mesmo que você não os aceite.
- Trowa, por favor. Tudo o que menos precisava era que os dois começassem a brigar.
Como iria adivinhar que seus planos de ter uma instrutiva e cordial conversa com Heero estivesse prestes a descambar em uma seção de luta livre. Não deveria ter sido tão precipitado, devia ter planejado melhor a abordagem que faria ao amigo, agora só restava tentar fazer o possível para impedir que tudo piorasse. Pensando nisso se agarrou fortemente na cintura de Trowa, eles não seriam loucos a ponto de começar a brigar com ele ali no meio né? Tinha suas dúvidas quanto a isso...
- Tudo bem meu amor, não precisa ficar preocupado. Sorriu tentando passar tranqüilidade a criatura agitada. Mas não estava tendo muito sucesso nesse intuito já que não conseguia fazê-lo desprender seus braços de sua cintura. Eram raras às vezes em que conseguia enganá-lo, e esta não era uma delas, mesmo tentando disfarçar deveria estar evidente a sua insatisfação com Heero, era impossível que este acreditasse que a intenção que tinham ao tentar aconselhá-lo era simplesmente fazer intrigas.
Se conheciam tempo o suficiente para que Heero soubesse que não era de seu agrado se intrometer nos assuntos alheios, se estava fazendo agora é porque tinha "certos" motivos que justificassem sua atitude.
- Não seja tolo Heero, só estamos pensando no bem de vocês dois, todos nos gostamos do Duo da mesma forma que gostamos de você, só estamos tentando fazer com que você perceba que tem alguma coisa o incomodando para ele estar tão agitado.
- CHEGA TROWA, NÃO TEM NADA DE ANORMAL ACONTECENDO COM O DUO.
Os olhos eram o único elemento que demonstrava a grande mar de cólera que se acumulava no seu interior, realmente se destacavam dentre aquilo que tinha de melhor, sempre tão expressivos mesmo que não quisesse deixavam transparecer todas as emoções que fervilhavam dentro de si. Estes poderiam arder em raiva enquanto
a expressão de seu rosto continuaria alheia a qualquer intenção de deixar transparecer algum sentimento.
- Heero acalme-se por favor, não é assim que vamos resolver as coisas! Trowa o empurrava para o lado mas mesmo assim estava disposto a resistir, seu sexto sentido o avisava que a qualquer momento o frágil fio de auto controle que as duas figuras ainda tinham se romperia a qualquer momento.
Como é que faria para separá-los caso começassem a se atracar, conhecia-se bem o bastante para saber que não se comparava em força com nenhum dos dois e obviamente não seria suficiente para detê-los.
- Deixe-o Quatre, o Heero não se incomoda de bancar o idiota, é difícil para ele admitir que tem um problema, ou será que é demais para o orgulho do Hee-chan admitir que também erra. Uma risada descarada saiu de seus lábios, estava satisfeito por atingir seu objetivo, era visível que o japonês estava envolvido em uma luta interior para conseguir se controlar.
-TROWA! Pare com isso. Fitou os olhos verdes incrédulo, não era o tipo de atitude que esperava dele em uma situação como essa, bela idéia acreditar que o ajudaria caso tivesse problemas com Heero, ele definitivamente estava causando-lhe mais problemas do que poderia imaginar.
-Ah Quatre, não me censure por dizer a verdade! Você também já percebeu que o nosso amiguinho parece mais uma marionete nas mãos do Duo, como se não bastasse fazer-lhe todas as vontades ainda vai correndo como um cãozinho abandonado assim que seu dono estrala os dedos. Pelo menos espero que ele seja muito bom de cama para compensar todo esse esforço.
-TROWA!!
Quatre piscou os olhos atônito, só podia estar em um sonho muito bizarro, desde quando seu marido sempre tão centrado e alheio a se envolver em discussões fazia esse tipo de comentário? Tão embasbacado nem se deu conta quando fora segurado por trás, pelo colarinho da camisa e jogado no sofá, a percepção do que havia acontecido só veio quando um dos frutos de seus problemas caiu na mesinha de centro destruindo o pobre móvel.
Trowa pego de supressa se levanta prontamente disposto a revidar o ataque, limpa o vermelho que escore do canto de sua boca com o punho da blusa, o sangue fervia, era isso que Heero queria? Então tudo bem, agora não era ele que iria para já que o oriental é que quis começar.
Quatre assistia tudo sem saber o que fazer, suas mãos tremiam e o coração batia cada vez mais acelerado, não tinha mais voz para gritar que parassem de se agredir, era frustrante não ter forças suficiente para segurar um dos dois, além de que era certo que acabaria recebendo uma cota de socos e chutes que não poderia afirmar que agüentaria, o único a quem poderia recorrer em um momento como esse estava for a da cidade, droga porque Wufei nunca estava quando precisavam dele
Pensou em outros nomes a quem pudesse pedir ajuda, mas o nervosismo fazia com que sua cabeça ficasse vazia, e se... Se ligasse para Duo? Descartou rapidamente esta hipótese, primeiro que neste horário ele já deveria estar na faculdade, onde também estaria se não tivesse ocorrido essa grande catástrofe, era cruel, mas tinha que admitir que do jeito que o americano estava bravo com Heero, seria sádico o bastante para desejar que este recebesse um "bom tratamento" de Trowa.
Os minutos passavam e Quatre ainda continuava estático sem conseguir decidir o que fazer para acabar com a briga, uma gota de suor escorreu por sua têmpora espalhando umidade em sua pele, em um gesto mecânico passou os dedos para secar a água salgada. Assim que olhou para os dedos úmidos algo fez sentido em sua mente, levantou-se em um pulo só do sofá, e tentou se manter o mais afastado do bolo que os dois brigões formavam para que pudesse buscar o que precisava para por seu plano em prática.
Tanto Trowa como Heero ocupados em se destruir não repararam quando foram deixados a sós na sala por um árabe apressado, naquele momento o mundo se reduzira a eles dois, Heero estava preso em uma espiral de intensa raiva, fora demais para sua paciência ouvir Trowa falar daquela forma tão depreciativa e vulgar de Duo, poderia não ficar feliz mas agüentaria se alguém o ofendesse mas falar qualquer coisa de Duo era brincar com fogo.
Voltou a sala com um pouco de dificuldade, afinal estava carregando um peso a mais, aproximou-se devagar tomando cuidado para não ser acertado, quando já se encontrava a uma distancia satisfatória, não pode evitar que um sorriso maligno se apossasse de seus lábios.
Uma exclamação de surpresa saiu do boca de Heero e Trowa quando a água gelada atingiu com violência suas faces. Se desprenderam em questões de segundos, o primeiro tossia devido a água que invadira suas narinas, o outro de olhos verdes escondeu a face entre as mãos não queria acreditar que alguém tivera a coragem de fazer um absurdo desses.
- Eu sabia que ia dar certo. Estava radiante a briga enfim terminara e nem tivera que se ariscar para isso, ficou orgulhoso era uma mostra clara de que a inteligência era capaz de subjugar a força.
- QUATRE, eu não acredito que você fez isso!! Teve que respirar fundo inúmeras vezes antes de ser capaz de verbalizar qualquer frase, se não estaria berrando agora. Ah Deus! se não o amasse tanto nem sabia que seria capaz de fazer com ele, com o frio que estava fazendo, se atrever a fazer isso, era demais para qualquer um!!
Heero nem se deu ao trabalho de pensar no fato, se sua mente ousasse deter-se um segundo que fosse no que havia acontecido a poucos minutos, teria ganas de deixar Trowa viúvo, deixou a contenda com Trowa de lado, nem devia ter vindo quando o árabe o convidou para conversarem, péssima idéia de conversa ele tinha.
Saiu sem olhar para nenhum dos dois, agora ocupados se encarando, assim que abriu a porta sentiu o vento gelado da noite queimar-lhe as faces, um arrepio atravessou todo o seu corpo, estava usando apenas uma camisa bem fina e agora molhada, não iria voltar nem morto até a casa daqueles dois para pegar seu casaco.
Estava a poucas quadras de onde morava, o melhor era andar o mais rápido possível e chegar em casa logo, já que tivera a brilhante idéia de não vir de carro.
- Oras Trowa, pare de me olhar desse jeito, o que você queira que eu fizesse? Para começo de conversa a culpa é sua, nunca imaginei que você pudesse dizer aquele tipo de coisas, se não tivesse provocado o Heero nada disso teria acontecido, você sabe muito bem que quando o assunto é o Duo ele não consegue ser racional.
Balançou a cabeça insatisfeito fazendo com que muitas gotas voassem de sua franja molhada por toda a sala.
- Por que a culpa seria minha Quatre?? Foi o Heero que começou, me irrita ver como ele se nega a aceitar a verdade, além do mais foi ele que me atacou primeiro, o que você queria que eu fizesse? Virasse o saco de pancadas dele até que ele se sentisse satisfeito? Droga, você não esta sendo justo comigo. Diminuiu a distancia entre eles para poder olhar melhor os olhos azuis claro.
- Hum...(desconversando) esta não é a questão, o fato é que você sabe muito bem que eu não gosto de resolver as coisas na base da violência, sempre ha uma escolha Trowa desde que você deseje isso. Esperava que no mínimo você fosse capaz de entender algo assim, falou em um tom magoado.
- Não me faça parecer o vilão dessa historia Sr. Winner, se é para culpar alguém, VOCÊ pode ser apontado como tal, foi você quem teve a brilhante idéia de chamar o Heero para conversar, e foi você também que achou que não era "conveniente" o pedido de casamento dele, agora não tente jogar a SUA culpa para cima de mim. Finalizou exalando veneno por todos os poros.
Ele não precisava falar desse jeito, tudo bem que estava irritado por causa da briga mas... Tivera as melhores intenções quando decidira abordar Heero, as coisas não saíram como planejado, mas não era vidente para prever esse resultado, Trowa não podia julgá-lo desse jeito , só queria o bem de seus amigos, qual a dificuldade de entender isso.
Tá matem-no por errar era apenas humano, ninguém é infalível nesse mundo, melhor errar tentando do que ficar parado sem fazer nada.
Antes que percebesse já havia feito bico chateado com a postura de seu marido, alguém teria que se esforçar muito hoje se quisesse ser perdoado.
- Aonde você pensa que vai? Indagou ao louro que já se dirigia em direção à grande escada em caracol no canto da sala.
- Para o meu quarto, para onde mais seria?
- Eu não vou limpar essa bagunça...
- Não pense em deixar para mim a bagunça que VOCÊ causou! Aceitei casar com você, mas não me lembro de nada quanto a ser seu empregado.
Não se deu ao trabalho de se virar, continuou a caminhar decidido a chegar no quarto, só agora percebeu como estava cansado, o dia tinha começado tão bem, tinham tomado café na cama juntinhos aproveitando cada segundo, depois fizeram um agradável passeio no parque já que Trowa estava de folga e agora o dia iria se encerrar com eles dormindo separados, pois definitivamente o dono dos olhos verdes dormiria no sofá.
Assim que pós o pé no primeiro degrau sentiu uma mão envolver seu braço com firmeza impedindo o de continuar a subida.
-Nós ainda não terminamos nossa conversar. Quatre era tão bom em ser compreensivo com as pessoas, mas quando se tratava de sua vida pessoal às vezes era tão intransigente. Pelo que parecia teria muito trabalho para fazer com que o louro o escutasse, esse era o resultado por tentar se envolver nos problemas alheios, agora já tinha aprendido a lição.
Queria ver como ia fazer as pazes com o seu amor, já que não estava muito a fim de ceder, vê-lo fazer birra era até bonitinho admitia, mas estava o tirando do sério nesse momento, por que ele é que sempre tinha que se desculpar primeiro, seria bom se Quatre aprendesse a não ser tão orgulhoso.
- Não tenho mais nada para falar com você Trowa.
- Ah Quatre por favor, já esta muito tarde para fazer manha
- Pare de me tratar como se eu fosse uma criança!
- Se você parasse de agir como uma e me escuta-se!
A resposta foi um resmungo que não conseguiu entender, se continuassem assim passariam a noite inteira discutindo, preferia tomar um banho e tentar dormir se conseguisse, Trowa deveria fazer o mesmo ou pegaria um resfriado com essas roupas molhadas.
Novamente tentou avançar alguns degraus, mas a mão que o prendia não parecia que o deixaria escapar tão facilmente.
- Trowa, me solta você esta me machucando!
- Não vou soltar até terminar a nossa conversa.
- Não, não vou falar com você enquanto continuar agindo como idiota.
- EU NÃO ESTOU AGINDO COMO IDIOTA!! Apertou o braço do louro com mais força e em um movimento brusco fez o se virar para poder ficar de frente com os olhos azuis.
Tomou um susto, era a primeira vez Trowa agia de uma forma mais agressiva com ele, ficou um pouco triste, era sempre tratado com tanto carinho, seu marido sempre fora tão atencioso, era estranho vê-lo se comportar de outra forma.
- E-Esta sim...disse gaguejando. Tudo que você quer é um pretexto para brigar comigo.
- Mas foi VOCÊ que começou essa briga, porque a culpa de tudo que dá errado tem que ser minha? Se você não tivesse sido tão injusto comigo isso não estaria acontecendo. Jogou para um lado com um pouco de violência a cumprida franja que grudava em um lado se seu rosto, como se ela fosse o motivo de sua irritação.
Agora ficará preocupado com o que Trowa pudesse fazer, ele estava muito alterado o melhor seria se conversassem pela manhã quando os dois estivessem mais calmos, se continuassem assim só se ofenderiam e acabariam se machucando mais.
Aproveitando que os dono dos olhos verdes afrouxará a mão enquanto o olhava cheio de censura, puxou com força o braço antes preso, conseguindo se libertar e mais que rapidamente já estava no topo da escada.
Trowa sentiu o sangue latejar em sua têmpora quando viu-se abandonado pelo louro que aproveitou-se de sua distração momentânea, não o deixaria escapar, queria colocar os pingos nos is agora, nada de deixar para depois.
Subiu a todo o vapor de dois em dois degraus, quando o louro chegou ao topo já estava em seus calcanhares ele era rápido mas não tanto para uma pessoa determinada, quando Quatre levou a mão a maçaneta da porta de seu quarto, já estava perdida qualquer chance que viesse a ter de fugir Trowa estava bem a suas costa, nada feliz.
Puxou o pelo pulso o jogando contra a parede, não poderia dizer se a exclamação que ouvira sair dos lábios de Quatre eram de dor por ser jogado tão violentamente em direção a parede ou se pelo susto que sua atitude inesperada pudesse ter causado.
O árabe ficou imóvel suas pernas oscilavam entre tremer e se manterem firmes, as costas doíam assim como o pulso mantido cativo.
Leva uma mão ao queixo delicado levantando o rosto para poder encarar os olhos azuis que não tentavam esconder o medo e a tristeza que os dominavam.
- Me explica que atitude ridícula é essa, você ia fugir só para não falar comigo? Você é tão incapaz assim de admitir que esta errado? Pelo que estou vendo não é só o Heero que tem problemas por aqui. Balançou o queixo que segurava irritado. Cerrou os olhos para não ter que olhar para esse olhos verdes que faiscavam ira. Não queria chorar não era o momento para isso.
- Trowa..me..me deixa em paz, eu não quero falar com você...
- NÃO QUATRE, VOCÊ NÃO VAI FUGIR DESSA VEZ. Você sempre arruma um jeito de me fazer desistir quando quero falar de um assunto que te incomoda. Porque não podemos discutir assuntos sérios como um casal normal. Droga, quando você vai para de agir feito criança, acho que fui enganado quando acreditei que tinha me casado com um homem adulto.
- Eu é que me enganei quando acreditei que você pudesse me fazer feliz!!
Continuaaa...
Essa reles mortal esqueceu de avisar que é ABSOLUTAMENTE péssima no português, gramatica e etc...eu sempre sei que a palavra tem acento mas nunca me lembro onde, então pesso cremencia quanto a isso!!
