CAPÍTULO VII
O vento gelado varria impiedosamente as ruas da cidade de Oklahoma. Sesshy deixou o carro no estacionamento subterrâneo da Sooner e eles subiram pelo elevador. O salão de festas da companhia ficava no décimo e úlTimo andar, mas desde o primeiro já se podia ouvir o som da música animada.
Assim que desceram do elevador, Rin segurou a mão de Sesshomaru. Seus dedos foram imediatamente entrelaçados pelos dele, provocando-lhe uma deliciosa sensação de calor e ternura. Havia um brilho tão diferente nos olhos de Sesshomaru... Expressavam tal felicidade que chegava a ser um suplício imaginá-lo com Kagura no fim da semana seguinte. Seria quando ele se declararia. Rin sentiu um aperto dentro do peito. O que faria de sua vida, então?
Entraram no salão de mãos dadas. Rin tinha certeza de que ninguém ali dentro deixou de notá-los. Não sabia bem se por causa do novo visual de Sesshomaru ou pelo fato de estarem juntos.
Havia muita gente na festa. Vários grupos conversavam, outros serviam-se ao redor de uma mesa farta de salgadinhos e bebidas e alguns pares já começavam a dançar.
- Por que não vamos dar uma olhada no que há para comer, Sesshy? - ela sugeriu. - Estou faminta demais para já começarmos a dançar .
- E eu não sei se vou conseguir dançar depois de comer. - Sesshomaru tentou esquivar-se.
- Vai se sair bem, não se preocupe. Lembra-se do nosso ensaio lá em casa?
É claro que ele se lembrava. E era justamente este o problema. Temia que ao tê-la nos braços, desejasse beijá-la como naquela noite. E que a agonia fosse tanta que acabasse errando todos os passos.
- Espero que esteja certa - disse sem muita convicção. - Vou buscar refrigerantes enquanto você prepara um prato com salgadinhos.
Rin encheu dois pratos com sanduíches, salgadinhos e canapés, e eles sentaram-se num canto da sala. Várias pessoas aproximaram-se para cumprimentá-los. Sesshomaru era tão conhecido na firma quanto o próprio presidente.
- O salão está tão lindo - Rin comentou num dos raros momentos em que ficaram sozinhos. - Será também aqui a festa de ano-novo?
- Não, vai ser na sala de reuniões do terceiro andar.
- Naquele lugar abafado?! Mas como vão dançar se o chão é acarpetado?
Sesshomaru riu.
- Acho que nenhum dos diretores está com idéia de dançar, Rin.
Nem Kagura? Rin só gostaria de saber o que a novaiorquina acharia de um réveillon tão desanimado.
- Oi, Rin! Oi, sr. Taisho!
Rin ergueu o rosto e encontrou Kanna à sua frente.
- Olá, Kanna! Não me diga que só chegou agora?
A amiga custou a responder. Olhava para Sesshomaru sentado ali bem junto dela.
- E... eu, quer dizer, o tempo está tão horrível que o táxi veio patinando pelos três úlTimos quarteirões.
- É. Parece que teremos uma grande nevasca esta noite - Sesshomaru comentou. - Não vai ser fácil na hora de irmos embora.
- I... imagino...
Kanna não parava de olhá-lo. Parecia enfeitiçada: Rin já estava para perder a paciência quando a amiga dirigiu-se a ela.
- Mas já que cheguei até aqui pretendo me divertir, não é mesmo, Rin?
- Sem dúvida - ela concordou, sabendo muito bem a que tipo de diverTimento Kanna se referia.
- Você está tão deslumbrante, Rin. Teve coragem de vir dirigindo até aqui?
Rin sorriu com malícia.
- Não Kanna, não tive coragem. Sesshy e eu viemos no carro dele.
- Mesmo... ? - Os olhos de Kanna cintilaram. - Bem, eu... eu... Se me derem licença vou procurar algo para beber. Até logo mais.
Assim que Kanna se afastou, Sesshomaru voltou-se para Rin.
- Faz tempo que vocês duas são amigas?
- Trabalhamos juntas como datilógrafas antes de eu me tornar sua secretária. Kanna nunca me perdoou por isso.
- E por que razão?
- Acha que você me escolheu só por causa das minhas pernas.
Sesshomaru riu e olhou para as pernas de Rin. Conhecia-a de cor, mas era sempre agradável recordá-las.
- Sinto dizer que ainda não havia tido a oportunidade de observá-las. Aliás, eu não tinha a menor idéia de como você era até o dia em que entrou no meu escritório pela primeira vez.
Rin admirou-se.
- Verdade? Nunca havia me visto até então?
- Escolhi você porque demonstrou mais capacidade que as outras secretárias. Para ser sincero, vi apenas a sua ficha.
- Espero que não tenha ficado desapontado.
Desapontado, ele? O termo certo seria fascinado, Sesshomaru pensou.
- Sua eficiência tem ultrapassado as minhas expectativas.
Rin sorriu.
- Sempre me orgulhei das minhas pernas, sabe, Sesshy? Mas muito mais do meu cérebro. Você não podia ter-me feito um elogio maior.
- E sincero.
Rin estava louca para dançar, mas Kanna e Kouga se aproximaram quando ela ia propor a Sesshomaru. Esperava que os dois homens não tivessem muito assuntos em comum, mas ficou surpresa ao vê-los se darem muito bem. Levou ainda um bom tempo até que conseguisse arrastar Sesshomaru para a pista de dança.
- Está fazendo uma porção de amigos esta noite, hein, Sesshy? - disse ao começarem a dançar. - Você cresceu no conceito deles. Foi o único executivo a vir à festa dos funcionários.
- Por estar num cargo mais elevado não significa que me considere melhor do que qualquer outro aqui dentro da Sooner. É uma pena que me achem esnobe.
- Mas agora devem ter mudado de opinião. E você reparou como as mulheres o olham?
Não, ele não havia reparado. E também não se importava. A única mulher no mundo que o interessava era a que tinha nos braços naquele momento.
- Fico contente por finalmente estarmos sozinhos, Sesshy - Rin confessou-lhe. - Queria lhe perguntar uma coisa.
- O que é?
- Amanhã é dia de Natal, certo? Acontece que minha mãe viajou...
- Que pena. Você deve estar desapontada.
- Para ser sincera, não. É bom saber que ela está se divertindo. - Rin o fitou com seriedade. - Mas ficaria desapontada se não aceitasse meu convite para almoçar comigo amanhã.
Sesshomaru estreitou-a um pouco mais. Será que havia ouvido bem? Rin desejava passar o dia de Natal com ele?
- Não sei se devo... Talvez tenha outros convidados e...
- Não haverá outros, Sesshy. Seremos só nós dois. Uma espécie de celebração da nossa nova amizade.
- Celebração?
- Sim. E como vai estar com Kagura na próxima semana, pensei... Achei que poderia ser também nossa... nossa úlTima oportunidade de estarmos juntos.
Oh, não! Por que ela sempre acabava tocando no nome de Kagura?, Sesshomaru pensou frustrado. Começava a duvidar se seria inteligente esperar até o ano-novo para revelar-lhe toda a verdade. Ao mesmo tempo não queria desperdiçar aqueles úlTimos momento juntos. Aparentemente Rin ainda o encarava apenas como um amigo. E se ficasse zangada e não quisesse mais vê-lo?
- É muita gentileza sua. Mas tem certeza que não vou lhe dar muito trabalho? - ele perguntou.
- Será um prazer cozinhar para você, Sesshy. Não pretendia receber ninguém em sua casa, pretendia?
- Não. A que horas devo ir?
- Logo que se levantar. Poderemos passar o dia todo juntos, assim você me ajudará a abrir meus presentes, está bem?
Sesshomaru sorriu. O que mais ele podia desejar?
- Está tornando este Natal muito especial para mim, Rin.
- O mesmo digo de você. Meu Natal este ano será inesquecível.
A música era suave e romântica. Rin pousou a cabeça no peito dele e suspirou. Um Natal inesquecível. Era o máximo que podia dizer a Sesshy. Mesmo desejando acrescentar que esperava estarem juntos no ano seguinte, no outro e no outro, jamais ousaria confessar-lhe.
Um dos úlTimos casais a deixarem a festa foram eles. Havia nevado bastante e as ruas se encontravam cobertas por uma espessa camada de gelo muito escorregadia.
- Sabia que encontraríamos muita neve quando saíssemos da festa, mas não isto - Rin comentou um pouco aflita. - O que vamos fazer? Acha que conseguiremos chegar em casa?
- Não sei. Vou tentar através da rua principal. Talvez seja o caminho mais seguro.
Sesshomaru dirigia com cuidado, procurando manter o carro sob controle. Mas as ruas estavam tão lisas que acerta altura deslizaram por quase dois quarteirões.
- Acho melhor irmos para a minha casa, Rin. Fica mais perto que seu apartamento e depois pensaremos no que fazer.
- Por mim tudo bem. - Ela aceitou prontamente. - Desde que saiamos destas ruas, concordo com qualquer sugestão.
Um trajeto que em condições normais Sesshomaru teria feito em cinco minutos, eles levaram quase meia hora. Quando pararam diante dos portões de uma enorme casa de pedra, Rin suspirou aliviada.
- Vou deixar o carro aqui mesmo, na rua. - Sesshy decidiu. - O caminho até a garagem é uma rampa e tenho medo de não conseguirmos chegar até lá em cima.
O chão de fato chegava a estar perigoso de tão escorregadio. Rin deixou que Sesshomaru a ajudasse a caminhar e quando ele abriu a porta de entrada, uma onde de calor os envolveu.
- Que delícia, Sesshy! - ela exclamou entrando no saguão.
- Seus empregados dormem em casa?
- Não. Costumam vir todos os dias bem cedo, mas, como amanhã é Natal, dei folga a todos eles.
Por qualquer razão, Rin esperava uma decoração formal e austera na casa de Sesshomaru. Mas enganou-se. Ele a levou a uma enorme sala com lareira, alguns sofás de couro, várias poltronas e muitos tapetes fofos e macios. Um conjunto aconchegante e harmonioso que a deixou ao mesmo tempo encantada e surpresa. Havia enormes janelas de vidro nas paredes do fundo dando para o jardim. Entre duas delas um grande pinheiro do Colorado cintilava com luzinhas multicoloridas e bolas de Natal prateadas e douradas.
- Que lindo, Sesshy!
- Você gosta?
- É a árvore de Natal mais maravilhosa que já vi. Foi você quem a armou?
- Imagine. - Sesshy acendeu a luz de um abajur. – Acho que nunca armei um árvore de Natal em toda a minha vida.
- E quem enfeitou esta?
- Minha governanta, a sra. Kaede. Fazia muitos anos que não montávamos uma árvore nesta casa.
- Mesmo...? Que tristeza passar um Natal sem árvore.
Sesshomaru a fitou sem jeito.
- Na verdade, não tenho o hábito de grandes comemorações de fim de ano. Mas desta vez...
Daquela vez havia Kagura, Rin completou em silêncio. Odiava lembrar-se da moça, mas parecia que quase tudo que diziam ou faziam a levava a pensar em Kagura. Aproximando-se de uma das janelas, olhou a escuridão da noite durante alguns instantes.
- Acho que seria arriscado irmos de carro até meu apartamento, Sesshy.
- Concordo.
- Mas tenho uma amiga que possuiu um carro com tração nas quatro rodas. Ela poderá vir me buscar se eu ligar.
- Não seria prudente... - Sesshomaru aproximou-se dela. - Mesmo com tração nas quatro rodas...
Ele tinha razão, Rin sabia. Seria arriscado para qualquer um sair com um tempo daqueles.
- Pelo visto vai ter que me agüentar aqui, Sesshy.
- Eu não diria agüentar , Rin. - Ele sorriu. – Além do mais, não tínhamos mesmo combinado passar o dia de Natal juntos? Apenas será em minha casa e não na sua.
- Oh, mas e meu peru? - Rin lembrou-se. - Ia assá-lo amanhã para nós! E fiz também uma torta de nozes, comprei frutas. O que farei com tudo aquilo?
- Essas coisas estragam?
- Não. Estão na geladeira, mas...
- Então não se preocupe. Atacaremos a despensa da sra Kaede. E agora, que tal irmos à cozinha preparar um café? É a única coisa que sei fazer.
Rin riu, seguindo atrás dele. Ao entrar na cozinha seus olhos brilharam. Nunca havia visto nada mais sensacional. E prática também. Não era imensa, mas contava com todos os tipos de equipamentos, os mais modernos. O branco imperava. Até as paredes eram brancas, o que dava grande destaque ao chão de pedras escuras e aos visores dos eletrodomésticos, todos em vidro fumê.
Sesshomaru colocou água e pó na cafeteira e sugeriu que fossem à despensa enquanto esperavam que o café ficasse pronto. Novamente Rin se surpreendeu. Desta vez seus olhos se arregalaram ao ver o incrível sorTimento de latarias, queijos e cereais nas prateleiras. Sesshomaru abriu um freezer e ela percorreu o olhar lentamente pelas etiquetas de uma grande variedade de congelados.
- Sesshy, mas que exagero! Vai levar anos para consumir tudo isso.
- Dei ordens à sra. Gaines para que não deixasse faltar nada.
Por causa de Kagura, Rin lembrou-se no mesmo instante. Em seguida, porém, afastou-a do pensamento.
- Que vamos fazer, Sesshy? Um pato?
- Assado! - Ele aderiu prontamente. - É o meu favorito. Acha que pode encontrar os acompanhamentos necessários?
- Nesse supermercado?! - Rin riu. - Não duvido.
Sesshy ajudou-a a levar o que precisavam para a cozinha e em seguida sentaram-se para tomar o café.
- Gosta de morar sozinho aqui? É uma casa tão grande! Não sente solidão?
- Às vezes. Mas não consigo me imaginar noutro lugar.
- Bem, nesse caso acho que seria melhor se arranjasse uma esposa e tivesse filhos. Há tanto espaço. Poderia ter uma dúzia deles, se quisesse.
- Procuro sempre trazer algum trabalho da firma para fazer à noite, mas você está certa. A casa é silenciosa demais. - Uma verdadeira tumba, depois de ter passado o dia com ela no escritório, Sesshomaru pensou.
- Seus pais moravam aqui com você?
- Meu pai construiu esta casa logo que eles se casaram. Minha mãe gostava de dar recepções, por isso a fizeram tão grande. Depois que eles foram para a Califórnia resolvi tomar posse definitiva da casa e mudei a maioria dos móveis.
- Nesse caso, o gosto da decoração é seu?
- Sim. Minha mãe quase desmaiou quando veio me visitar certa vez. Mas eu disse a ela que agora a casa é minha.
- E agiu bem. - Rin aprovou. - Às vezes a gente tem que tomar certas atitudes. E acho que teve muito bom gosto, Sesshy. Eu não modificaria nada aqui dentro.
- É. Ficou aconchegante. Pelo menos é mais agradável do que lá fora, com esta tempestade.
- Sem dúvida.
Após terminarem o café, Sesshomaru a levou a uma outra sala com televisão e lareira também. Sentaram-se num sofá confortável, de veludo azul-marinho e ficaram assistindo ao noticiário, onde o assunto principal era o mau tempo.
- As notícias não são nada animadoras, não, Sesshy?
- Tem razão. Mas não temos por que nos preocupar. Amanhã será Natal, não vamos ao escritório. E além disso há espaço sobrando, você já reparou. Poderá escolher o quarto que gostar mais, para dormir.
Rin pôs a mão no rosto.
- Minha nossa! Acabo de lembrar que não tenho nem roupas nem escova de dentes aqui comigo.
- Há escovas novas em todos os banheiros. – Sesshomaru a tranqüilizou. - E se for preciso posso lhe emprestar alguma roupa.
- Um pijama, por exemplo?
Ele balançou a cabeça.
- Sinto muito, mas não uso pijamas, Rin.
Ela corou. Não conseguiu evita-lo. A imagem de Sesshomaru dormindo nu veio-lhe rapidamente à cabeça.
- Eu... quero dizer, nem uma camisa velha? - acrescentou tentando apagá-la.
- Oh, sim, tenho uma porção delas. - Ele fez uma pausa e ergueu as sobrancelhas. - Ou pelo menos tinha, antes de dá-las ao Exército da Salvação.
Rin caiu na gargalhada. Sua risada espontânea alegrou o ambiente fazendo com que Sesshomaru a desejasse ainda mais. Rin era a alegria que faltava àquela casa.
O noticiário terminou e ele levantou-se para desligar a televisão.
- Então sua mãe foi viajar... - comentou ao voltar para o lado dela no sofá.
- Sim. Ela deve voar de volta na segunda-feira à noite. Seus pais nunca vêm passar o Natal com você?
- Não. Em dezembro faz frio demais aqui para a saúde de minha mãe.
- É verdade.
- E quanto ao seu pai? Vem de vez em quando no Natal?
- Raramente. -Rin ficou séria. - Mas seria melhor se não viesse.
- Qual a razão?
- Ele sempre chega acompanhado de alguma mulher e... e torna a situação muito embaraçosa.
- Para a sua mãe ou para você?
Rin sorriu com amargura.
- Minha mãe não liga. Eu é que me importo.
Sesshomaru a fitou surpreso. Era a primeira vez que via Rin deixar-se abater por alguma coisa.
- E por quê?
- Sesshy! Ele é meu pai, será que não compreende? Minha mãe é quem deveria estar com ele e não aquelas... aquelas mulheres horríveis.
- Não acha que esta é uma decisão que cabe à sua mãe?
- Ela não teve escolha. Foi meu pai quem quis o divórcio.
- Não gosta dele, não?
- Às vezes tento odiá-lo. Quando penso nas inúmeras vezes que mentiu à minha mãe traindo-a com outras mulheres...
Sesshomaru não sabia o que dizer. Era uma novidade para ele aquela revolta de Rin. Sempre fizera uma idéia dela tão compreensiva, condescendente. Acabava de descobrir que, como qualquer ser humano, ela também sofria.
- Tenho certeza de que seu pai te ama - disse, puxando-a para si. - Não foi por sua culpa que se separaram.
- Eu sei. - Rin pousou a cabeça no peito dele e sentiu-se protegida. - Minha mãe é tão bonita, gentil, inteligente, Sesshy. Não entendo como meu pai pôde deixá-la.
- Com certeza não teve nada a ver com sua mãe o divórcio deles. Talvez seu pai seja um pouco inseguro, por isso procurou outra mulher. Deve torcer para que ele seja feliz.
Rin levantou a cabeça para encará-lo.
- Você acha?
- Não seria muito pior se seu pai continuasse ao lado de sua mãe fingindo ser feliz?
- Fingir, mentir. Todos os homens são iguais.
- Hei! - Sesshomaru franziu as sobrancelhas. - Não se esqueça de que sou um deles.
De repente Rin sorriu.
- Desculpe, Sesshy, não me referia a você. Sei que jamais mentiria. Principalmente para alguém que amasse.
Céus! Sesshomaru começou a suar frio. Em que arapuca ele fora se meter? Como iria acabar com tudo aquilo?
- Não - disse, evitando olhá-la diretamente. - Eu jamais faria urna coisa dessas...
