Buenas, o de sempre não sou dona, não possuo e etc...

Dessa vez fiquei com muuuito mais vergonha de escrever, acho simplesmente que sou muito frouxa.

Mas em todo caso, quero escrever uma historia, cheia de dor, drama lagrimas e etc se eu conseguir obviamente, adoro ler textos onde as pessoas se rasgam de sofrimento, se contorcem de dor (Adeus, finais felizes), na verdade... as vezes, em grande parte do tempo gosto de textos cheios de romance e açúcar, que droga!!

Isto já havia se tornando um vício...

Andando de um lado ao outro do quarto, considerando sair e não voltar mais, seu pulso está acelerado porque está esperando. Esperar muito fazia seu estômago revirar, os mesmos sintomas de sempre, as mãos que não deixavam de ficar úmidas, o inquietante formigamento que subia dos membros inferiores, aumentando a sensação de ansiedade, e provocando ainda uma dor fina e aguda que o deixava impaciente, e o forçava a ficar se movendo dessa mesma forma repetitiva por todos esses não contados minutos em que esteve esperando.

Definiu quinze minutos olhando no relógio, se nada acontecesse depois disso à porta seria aberta e sairia, mas poderia sair agora, não? Parou e pensou, uma de suas pernas tremeu impaciente quanto ao que seria escolhido, tinha esperado mais do que deveria? Ir embora ou ficar?

No mesmo lugar olhando a porta fechada ficou parado considerando... O formigamento e a sensação estranha no estômago atingindo o auge. Sairia se pudesse se conseguisse dar mais que dois passos em direção a saída, sem parar para se arrepender por não ficar, ou antecipando o arrependimento por escolher permanecer no quarto.

Depois de tudo isso, os ponteiros do relógio nem tinham se mexido direito, após todos esses pensamentos acabou por retornar à questão inicial, sua situação já havia se tornado um vício.

Precisava estar nesse lugar igual a todas outras vezes, que da mesma maneira não foi capaz de passar pela porta quando cogitou a opção de sair. Este era apenas mais um dos rituais que faziam parte de sua estadia nesse cômodo, ficar tentado a rever sua escolha, só para se felicitar mais tarde por ter ficado.

A sensação de angústia agora só serviria para fazer com que a satisfação depois que seu objetivo fosse concluindo se tornasse maior e mais intensa.

As coisas tinham que ser dessa forma mesmo, este era o seu vício. Se trancar e espera por um tempo... Junto com a cama, nos lençóis com as mesmas cores da semana passada, uma pequena mesinha com um telefone, e o copo que sempre ficava cheio com água, um armário se mantinha a direita da cama, e o banheiro ao fundo não era muito grande, mas sim pequeno e sem janela, não havia mais nada que merecesse sua atenção neste ambiente.

O último item era si mesmo, que sempre aparecia assim que fosse solicitado a estar aqui, sem perguntas sem questionar, dizendo apenas "Sim".

Hoje vestido de casaco vermelho, batendo-lhe nos joelhos, e grandes botões pretos, da mesma cor da calça rasgada no alto da coxa, a blusa por baixo era da mesma cor. Quando decidiu sair de casa percebeu que o dia pedia vermelho, e a isso se devia a cor de seu casaco, não tinha mais nada consigo, excetuando suas emoções ambíguas, e o desejo latente escondido atrás de seu bom senso, ou de qualquer pensamento sensato que seu cérebro apresentasse, porque o desejo dominava tudo...

Não precisou esperar os cinco minutos do prazo que faltavam, pois a porta se abriu enquanto ainda caminhava em direção a parede, só para voltar a seguir pelo mesmo caminho até estar perto da porta.

Tudo o que aconteceria, seria igual a todas as outras vezes em que esta mesma situação havia se repetido.

Ele abre a porta e olha esperando achar aquele que estava ali o aguardando, não vai se desculpar pelo tempo que passou do horário que tinham marcado, seu atraso foi necessário para que pudesse estar aqui agora, não lhe deve explicações.

Não está bravo por ter ficado esperando, assim como ele não sente remorso por ter deixado que assim o fizesse.

Bate a porta, desliza o casaco até o chão, puxa o para si, prende-o com seus braços, o corpo quente que se arrepia no tocar de suas mãos e pele gelada, suspira de satisfação, aperta-o mais nos seus braços, assiste-o se arrepiar novamente quando sua respiração fria toca a nuca descoberta, não se contém e afunda o rosto aspirando os aromas que se desprendem da raiz de seu cabelo.

Seu nariz gelado desliza contra a pele macia do pescoço, ele se encolhe e se remexe com a onda de satisfação que começa se elevar pelo corpo, deixando-o meio desorientado, a mercê do despertar de sensações que começaram a se levantar apenas no tocar.

Seus olhos se apertam, enquanto a ponta de sua língua escorrega suave de uma extremidade a outra do pescoço, fazendo pequenas espirais e depois se concentrando em um cantinho escondido atrás de uma orelha, um baixo ruído quase se solta dos lábios dele, mas é contido antes que pudesse ser ouvido, sua vagarosidade não se altera mesmo quando sente-o esfregar as costa em seu corpo como se fosse um gato, sua língua então para de deslizar e se torna áspera raspando a pele da mesma maneira que um felino.

Tendo seu pescoço lambido acompanha o ritmo e desliza mais rápido e mais forte se esfregando contra ele. Sua língua não para, e mesmo assim ainda consegue fazer com que a parte de cima das roupas dele desapareça.

Diverte-se raspando os dentes contra a pele, para depois dar uma suculenta mordida no caminho entre o pescoço e o ombro.

Ruídos não se desprendem de nenhuma das duas pessoas, neste quarto tudo deveria ser feito no mais absoluto silêncio, palavras nunca foram trocadas entre si, apenas ações...

Uma das mãos parou nas coxas dele subindo e descendo, ameaçando chegar até o final, mas depois se retirando devagar.

Acabou com as brincadeiras, afastando os lábios de seu pescoço para virá-lo e empurrá-lo de costas para a parede.

Arqueou-se para frente tentando se livrar do frio que queimava suas costas, mas foi mantido no lugar pelas mãos que se colocaram nos seus ombros, a boca dele voltou a cair no seu pescoço dando um único beijo, e retornando a colocar seus dentes com mais força do que da outra vez, seus olhos se fecharam com os dentes rangendo, para não gritar quando sua pele foi puxada e depois libertada.

O sorriso no seu rosto era mais que devasso quando parou de morder e se inclinou para beijá-lo.

Aceitou ser beijado, procurou apenas se aprofundar até o possível dentro da boca dele com sua própria língua, empurrando e puxando o mais que podia, dando a ele tudo o que podia, dominando sua boca até fazê-lo ficar sem ar. Sem deixá-lo escapar mordeu o lábio inferior para ir soltando pequenas frações de pele por segundo, igual ao que ele gostava de fazer consigo quando o mordia.

Riu por dentro sabendo que tinha doido, e por saber que ele havia gostado, desejou poder tirar as roupas dele, mas não tinha permissão, o único que sempre as perdia era si, antes que pudesse perceber já havia perdido metade de suas roupas. Agora que sua blusa já estava no chão o resto da roupa que faltava acabou indo parar no mesmo lugar.

Com seu corpo nu, despido por ele totalmente vestido em contraste, beijou do jeito que dava os espaços de seu pescoço que o colarinho da camisa deixava escapar, sua língua brincou deslizou e só parou onde o pano da roupa não deixou que ultrapassasse.

Permitiu-se aproveitar, seus olhos se fecharam assim que sua posição mudou e encontrou-se então com a parede atrás de si, e com uma pessoa que deslizava as mãos por seu peito coberto.

Não procurou se conter, e deixou que as coisas mudassem ao menos dessa vez, sua vontade tornou-se então realidade, deu-lhe uma intensa mordida na garganta, logo após sorveu o primeiro botão da gola, prendeu entre os dentes puxou e fê-lo se soltar, movimentou-o por alguns segundos em sua boca e o cuspiu de lado ouvindo o saltitar pelo chão.

De olhos fechado manteve-se alheio ao que acontecia até sentir a boca beijar e morder o novo local descoberto. Seus ouvidos reconheceram o som peculiar de algo sendo cuspido, seus olhos se abriram com as sobrancelhas franzidas, sentiu ímpetos de dizer algo como: "Não arranque os meus botões", ou "Ficou louco como você acha que vou chegar em casa desse jeito", mas não disse nada.

Riu para si quando o mordeu de forma mais intensa e quente do que das outras vezes, os botões dele esvaiam-se na mesma proporção que a intensidade dos desejos de seu corpo pediam para serem atendidos.

As mãos muito curiosas tocavam todas as partes do peito bem formado, que só tiveram anteriormente a oportunidade de conhecer com as restrições dos tecidos que o encobriam. Mas não apenas tocar, mas sentir também o sabor que havia ali que nunca antes foi conhecido, por isso sua língua não parou, queria prolongar as sensações, por mais difícil que fosse o prazer e desejo aprisionados se tornariam mais intensos no momento em que pudessem por fim ser libertados, era o bastante para não se dar ao trabalho de ter pressa.

Não pensava da mesma forma que ele, seu tempo neste lugar havia sido rigorosamente planejado, não passaria mais do que o necessário aqui com ele, trataria de fazer com que as coisas avançassem mais rapidamente a partir de agora então. Afastou-o um pouco de seu corpo e trouxe-o para beijá-lo, se perdeu mais uma vez entre os lábios dele, sentindo-se aprofundar cada vez mais dentro dele assim como ele em si.

Foi um susto quando sentiu deslizar por sua boca, um botão pensou, circulou conhecendo o interior de sua boca, mas segundos depois foi sugado de novo, ouviu o barulho dele ricocheteando nos dentes na outra boca, então fez o mesmo sugou de novo até estar com ele novamente, para depois passá-lo à outra boca, assim ficaram até precisarem de ar suficiente para encher seus pulmões.

Então ele parou, respirando tão profundamente, fazendo com que o ar voltasse a circular pelo corpo, a outra pessoa fazendo a mesma coisa, encostada na parede sentindo vontade de deslizar e sentar no chão, sua cabeça rodava um pouco.

Recuperou-se o suficiente e pôs-se a beijar-lhe o pescoço, e aproveitando para deixar sua língua vagar sem rumo certo por ali, observou como ele se mexia o jeito que respirava, e como as palavras quase se formavam tentando fugir de seus lábios.

Pura ansiedade da parte dele, que servia apenas como aditivo para aumentar sua vontade de fazer cada movimento cada vez mais lento, prolongando cada vez mais cada segundo. Enquanto ainda o beija, suas mãos descem e começam a desafivelar o cinto, beija-o do outro lado do pescoço com o cinto já aberto, começa a descer e beijar o peito, seus dedos trabalhando para desabotoar-lhe a calça, passou a língua na ponta de um mamilo, seus dedos procuravam o zíper, fechou seus lábios sobre ele e o puxou para sua boca, o corpo dele vibrou, o zíper desceu lentamente, fez movimentos em espiral com a língua do outro lado, seu corpo vibrou mais uma vez, o interior de seu corpo queimou com a necessidade de deixar o prazer fluir...

Tratou simplesmente de fazer com que não houvesse nada o cobrindo na parte inferior, seus beijos também se tornaram cada vez mais baixos para que pudesse chegar onde queria...

Sua língua deslizou de forma áspera, de novo seguindo sua natureza felina, do começo ao fim, para depois voltar à ponta para fazer movimentos em circulo, permitiu que seus lábios se fechassem em toda a extensão, deixando que se aprofundasse ainda mais em sua boca, aliviou a pressão de seus lábios e sua língua se divertiu pela superfície, espiralando e deslizando pelas partes onde não havia passado, sentindo o contraste entre sua língua tão maleável e macia e essa superfície tão inflexível e rígida.

"Ah!" exclamou sem poder evitar, quebrando pela primeira vez a regra do silêncio, dessa vez mais do que das outras, ele estava fazendo-o perder o domínio sobre si mesmo. O toque suave dos lábios dele em uma parte tão sensível de seu corpo, fazia com que se perdesse constantemente no desejo na luxúria, com a satisfação que o toque de sua boca lhe causava, "Muito bom!", na ambigüidade do prazer que sentia, tão bom que transcendiam os limites possíveis, mesmo agora seus olhos abertos pareciam ver brumas que o faziam acreditar estar em um local onde apenas existiam as sensações que se comprimiam e se expandiam em cada centímetro de si, e a língua, simplesmente a mais divina e mágica das línguas que um mortal poderia ter.

Em um momento achava que se veria livre de todas as pressões que se aglutinavam dentro de seu corpo e o faziam sofrer, para a seguir ter apenas seu desejo aumentado. Graças ao suave e áspero de suas lambidas, ao rápido devagar de suas chupadas, ao sugar e soltar, que a boca e a língua dele exerciam tão bem sobre aquela parte em específico do seu corpo.

Prestes a transbordar ele parou, ergueu-se muito lentamente, o descaso estampado em seu sorriso, que foi tragado pelos lábios irritados dele, por que agora não bastava apenas beijar, já que não tinha mais tempo para continuar com a premeditada lentidão que ele havia conduzido tudo até agora.

Avançou puxando-o beijando-lhe rápido e efemeramente, empurrando-o até que a face dele estivesse encostada na parede. Se colocando a suas costas tão estreitamente como lhe era possível, apartando para um lado os cabelos úmidos na nuca, distribuindo pequenos beijos com toques de luxúria.

Deixando cair suas mãos frias pelas peles macias das costas, que sediam em todas as partes que seus dedos tocavam, deslizado os dedos cada vez mais para baixo, cuidando ainda de beijá-lo.

Se mexe de forma restrita sendo imprensado por ambos os lados, os lábios tremem e a boca fica seca, sabe do que precisa. As mãos dele continuam a descer para se fecharem como garras nas fartas carnes de seu traseiro, exclama um "Ah!" mais para dentro do que para fora, foi pego desprevenido, as mãos dele são tão geladas... Suas carnes são apertadas de forma tão rústica, não existe delicadeza, elas só querem se fartar.

Suas ações diziam à que veio, para satisfazer seus desejos, usufruir sem dar nada em troca, esquecer por momentos dos sentimentos e se concentrar apenas nas necessidades do corpo.

Apóia sua cabeça no ombro dele, deixando que sua respiração fizesse cócegas no corpo contra a parede.

Também parou para se concentrar, o frio da parede penetrando cada vez mais na parte da frente de seu corpo, enquanto o calor profundo frui do outro corpo grudado ao seu em toda a sua parte de trás, são quase um, com nenhum sentimento.

Seus olhos se fecharam suas mãos encostadas na parede buscaram o apoio que não havia quando ele o fez se inclinar, suas carnes se separaram para serem preenchidas, uma lentidão dolorosa o impelia a movimentar-se, inquieto, esperando que a dor logo se transmutasse em algo melhor como ondas multicoloridas de prazer.

Mas ele continuou lentamente ganhando cada centímetro, obrigando as carnes arranjarem espaço para que pudesse avançar.

Seus dentes rangeram se comprimindo até onde foi possível, suas mãos puseram-se a deslizar impacientes pela parede, crepitando quando suas unhas arranhavam um pouco da pintura, distribuindo um pouco de dor à alguém, "Porra" bateu uma vez com a testa na porra dessa parede maldita, respirando e tentando se acalmar porque ele não deveria ter feito as coisas desse jeito.

Agora, ele ainda se move de vagar, terminado de fazer seu percurso muito lenta e calmamente, porque ainda não lhe falta controle, cada movimento mais lento do que o anterior quase como se estivesse prestes a ficar imóvel, respirando de vagar, se concentrando, absorvendo as sensações, respirando profundamente de novo, parando de fato quando sentiu o calor envolver seu corpo por completo.

Concentra-se agora em beijar todo o pescoço molhado dele, que não se mexe tanto nesse instante porque se sente melhor, algo dentro de si se agita e diz; "Mova-se, mas mova-se depressa", então se desloca, desliza no seu último movimento lento da noite para fora deste corpo, se recoloca rápido e profundamente, movimenta-se então, mais fundo.

Ele joga as costas para trás, sentindo ser aprofundado cada vez mais, exclama, mas o outro não ouve movendo-se mais fundo, mais rápido, tocando-lhe no melhor lugar e deixando suas pernas moles, fazendo um grito silencioso escapar de sua boca, continua se movendo querendo chegar mais fundo mais rápido mais intensamente, toca novamente no mesmo ponto, sente o escorregar para baixo, segura com uma das mãos apertando com força sua cintura, volta a retira-se toma impulso e se empurra para tocar os lugares onde não havia chego.

Enquanto continua indo mais rápido se da conta de que ele esta gritando, não se importa e continua mais fundo mais rápido mais depressa, ele vira o rosto onde o suor escorre fazendo trilhas, quando seus olhos se encontram, não compreende com palavras, mas entende o pedido de "Toca-me". Passa a tocá-lo, escorregando sua mão do começo ao fim, rápido de vagar, rápido devagar.

Esfrega-se na parede, se arqueia para traz, arranha e geme para dentro, não vê mais nada, apenas se move porque a sensação dentro de si esta aumentando, não quer perde-la mais sim prolongá-la, o calor flui em ondas intensas desde onde seus corpos se conectam, até se distribuir como chamas por todos os outros pontos de seu corpo, só quer deixar que o calor que ameaça explodir dentro de si se liberte. Movimenta-se em meios círculos pensando no calor, mais rápido, tentando ir mais fundo do que das outras vezes, mais rápido, enquanto uma de suas mãos ainda se ocupa tocando-lhe, e a outra o segura para que ele não desfaleça ao chão.

Respirava profundamente o ar que entra apertando seus pulmões, e se concentra em toca-lhe no lugar que o faz gritar "Ah", uma vez, avança e seus dentes se fecham nas brancas peles de seu pescoço, duas vezes, sentindo-se virar lava por dentro, não sabe se consegue fazer a terceira vez, seu rosto pega fogo, seu coração bate forte seus corpo transbordam calor, ardem e queimam, desloca-se pela terceira vez, com sua mão movimentando-se, toca o mais profundo dos lugares que seu corpo permitia atingir, sentindo o calor fluir de dentro para fora de si.

Grita, geme, seu pescoço esta sendo rasgado, mas seu interior mais profundo esta sendo tocado, grita porque não agüenta é demais tocar-lhe ali, não pode suportar a mão dele se movimentando em si ao mesmo tempo em que seu interior esta sendo cada vez mais comprimido.

Não tem como impedir as ondas de sensações que ameaçam parti-lhe de dentro para fora, ele não para, não da tempo para que possa respirar, se pondo cada vez mais profundamente dentro de seu corpo, não suporta se contorce, esperneia e libera seu ultimo grito, quando seu interior se consome em um calor que vem de outro corpo, assim como deixa que saia do seu próprio.

Não da tempo, não o conforta, se afasta, seus corpos não estão mais conectados.

Ele desliza para baixo, suas pernas não estão firmes, seus olhos não vem nada à cabeça roda, os ouvidos fazem um chiado, o chão é muito mais frio porque seu corpo esta queimando, seu coração ainda bombeia muito rapidamente o sangue pelo corpo, que muito lentamente vai se acalmando, vê-o se curvar por instantes encostado a parede, respirando de vagar. Depois seus movimentos já são mais rápidos, se abaixa recolhendo suas roupas, a calça o cinto os sapatos a camisa sem os botões, meias, roupas de baixo, encolhe-se contra a parede porque não quer mais que ele veja seu corpo.

Ouvi-o no banheiro, o barulho das águas que caem do chuveiro, quer que ele vá embora logo, a satisfação pós sexo não dura mais que um bater de asas de beija-flor.

Seus olhos estão fechados esperando com ansiedade que ele caia fora, quer ficar sozinho, não vai se mover até ele ter ido, o que era quente dentro de si, esmorece lentamente até chegar ao frio supremo que o faz tremer.

Ele sai vestido, arrumado, dando alguns passos para o seu lado de onde pode ver seus negros sapatos brilhando, não o olha de frente.

Veste o casaco pronto para se retirar, olha o corpo ao chão, é só mais um corpo, não sente nada por ele, vira as costas para ir embora, não tem mais o que fazer aqui.

Não deixa de dizer antes de destrancar a porta e se retirar.

- Da próxima vez sem loucuras... Sem palavras...

A porta bate, todo seu interior amolece e revira, pensa então no inevitável que será estar aqui mais uma vez assim que ele desejar. Duo então se deixa chorar, por estar nesse quarto, de arrependimento, por não ter força para dizer que nunca mais voltará, por amar e enganar quem ama...

continuaaa.....