Capitulo 5 – Desespero
Cantei mais algumas musicas do repertorio que tinha escolhido para aquela noite. Pearl Jam, Creed, 3 Doors Down, sem mencionar alguns clássicos como Beatles e mais algumas musicas aleatórias.
Ao descer do palco, varias pessoas que estavam acompanhando meu show me cercaram. Eu já estava ficando irritado com alguém que apertava minha bunda enquanto eu fazia alguns rabiscos na capa de algumas copias que eu fiz a algum tempo atrás e que eu trazia na capa da guitarra, caso alguém desejasse.
Por um momento que meus olhos se desviaram
DELA, ela sumiu. Meu coração
acelerou e eu a buscava, tentando
me desvencilhar das pessoas que pediam por atenção. Minha
respiração ficara absurdamente ofegante e eu já me sentia mal com
aquele falatório. Com um sorriso amarelo no rosto, encerrei a 'noite
de autografo' e sai pelo bar. Procurando por ela.
"Eu estarei te esperando" – Ótimo, estou aqui! Cadê ela agora? – pensei um pouco rancoroso.
Corri todo o balcão em busca de sua silhueta delicada, e não encontrei nada. Fui até as mesas que estavam em outro ambiente e também não a vi. Eu me chutava mentalmente por tê-la perdido dessa forma. Tão rápida.
Eu voltei até o palco e me
despedi de Jonathan, passando o violão por meus ombros e me
dirigindo até a saída. Conseguir ver, de canto de olho, uma mulher
andar sensualmente até o banheiro. Virei a cabeça no mesmo estante.
Meu coração pulsou vacilante e eu mudei de direção. Meu sapato
batia contra o tablado de madeira que cortava a fonte que corria no
meio do salão.
Entrar no banheiro feminino atrás de uma mulher
misteriosa era uma boa alternativa.
-Já esta pensando em outra? – sua voz soou próxima demais no meu ouvido. Da onde ela surgiu?
Olhei para o meu lado esquerdo e ela saia do balcão onde estava o caixa. Meus olhos correram seu corpo pequeno observando cada centímetro.
-Linda. – sussurrei. – Estava te procurando. – falei meio abobado.
-Eu vi! – ela comentou rindo.
Ergui uma sobrancelha com aquela declaração. Ela estava vendo eu andar pelo barzinho como um bobo e não fez nada?
-Quando você vai me beijar de novo? – seu hálito gelado soprou em meu rosto.
Pisquei algumas vezes e senti uma pilastra nas minhas costas. Aproximei-me novamente, tocando seus lábios com calma. Saboreando. Ela sorriu quando minha língua tocou seus lábios pedindo passagem. Suas mãos pequenas afundaram em meu cabelo e eu senti seu corpo encostar completamente no meu. Tão pequena, tão delicada, tão minha – isso soava completamente bem aos meus ouvidos.
