Capítulo 2

Dean chegou no hotel, entrou no quarto e ouviu Sam:

– Ah, oi Dean.

Sam olhou para Dean e viu que estava acompanhado.

– Essa é Bia. Conheci ela no "Mith".

Sam levantou da cama onde estava sentado, deixou o laptop encima dela e cumprimentou Bia.

–Bia, esse é meu irmão, Sam.

Eles ficaram um tempo em um silêncio quase constrangedor. Bia se aproximou da janela quando percebeu que Dean queria falar com Sam, de preferência sem que ela ouvisse.

Dean sussurrava para Sam:

– Sam, ela tem um problema que parece trabalho para nós. A gente tem que ajudar ela.

–Nossa, Dean. Que empolgação é essa?

Dean se acalmou um pouco.

–Ham, bem, não é nada. Sei lá, achei interessante o que ela me contou no caminho para cá. Ela disse que a casa dela é cheia de símbolos significativos. E saca só, ela tem água benta no quarto dela.

Dean tinha aumentado o tom de voz sem perceber.

– Pelo que Dean me contou vocês não vão me chamar de louca, não é? – Falou Bia.

Sam sussurrou para Dean:

– O que exatamente você contou para ela?

Dean respondeu também sussurrando:

– Eu disse que nós podiamos ajudá - la com o problema que ela acabou de me contar. Um problema que fez ela despertar para esse tipo de coisa. Eu disse que nós gostamos de pesquisar sobre essas coisas. Pesquisar, não caçar.

Dean contou para Sam tudo o que Bia tinha contado.

­–Bem, esse pode ser mesmo um trabalho para nós. Mas talvez, sei lá, poderia ser um serial killer...

–É, talvez... Mas acho que se ela não tivesse reparado nada que pudesse alertá - la da presença de alguma "coisa" ela não seria como ela é. Bem, digo, a maioria das pessoas pensa em tudo quando alguma coisa assim acontece, menos em algo sobrenatural.

Bia tinha voltado a olhar pela janela. Sam se aproximou.

– Bem, Bia... O que lhe faz achar que possa ser algo anormal que está matando seus vizinhos?

– Hum... Primeiro me digam por que, ou melhor, como vocês acham que poderiam me ajudar?

–É uma longa história, Bia. – Falou Sam.

–Pois estou disposta a ouvir.

Bia olhou fundo nos olhos de Sam. Sam olhou para Dean, que fez uma careta dando a entender que Sam não deveria abrir o jogo.

– Nós gostamos de pesquisar coisas aparentemente sem explicação.

– Coisas anormais?

– Talvez.

–Mas e por que vocês fazem isso? Digo, não é muito comum uma pessoa acordar um dia e dizer "hoje vou pesquisar qualquer coisa anormal que aparecer pela frente".

–Essa sim é uma longa história, e não estou muito disposto a contar. Não agora.

–Nossa mãe, ela morreu de uma forma estranha... – Falou Dean.

Sam olhou para Dean surpreso.

– ...mas nós descobrimos que não foi nada anormal, ela só estava com uma doença rara. Aí nós pesquisamos aquilo e tomamos gosto por essa coisa de pesquisa.

– Sam sentiu - se aliviado por Dean não ter contado a verdade.

–Eu sinto muito.

–É, nós também – falou Sam.