Capítulo 5

Dean e Sam se despediram de Bia e foram para o hotel onde estavam hospedados. Recomendaram para Bia que ela ligasse para o celular de Dean se qualquer coisa estranha acontecesse.

– Pelos meus cálculos, se a seqüencia das mortes seguirem, a de Bia será dia 30 de outubro.

– Amanhã!

– Isso mesmo. É melhor agirmos rápido. Alguma hipótese?

– Com certeza tem algo a ver com aquela rua.

– É. Provavelmente. Mas você não achou que aquela rua tem algo estranho?

– Você está se referindo ao nome?

– Isso mesmo. Rua da Serpente. Por que diabos alguém daria um nome desses para uma rua?

– Nomezinho feio.

Sam sorriu. Pegou o laptop e pesquisou por "Rua da Serpente". Dean estava olhando pela janela.

– O que é que tem de tão interessante nessa janela?

Dean olhou para Sam intrigado.

– A Bia ficou olhando por essa janela e eu achei que era por que ela tinha percebido que nós queriamos conversar, mas eu não quero conversar a sós com meu laptop.

Era pra ser uma piada, mas nenhum dos dois sorriram.

– É uma vista interessante...

– Dean, é só uma rua, alguns carros e um mendigo.

Dean não disse nada e continuou olhando pela janela.

Sam sorriu. Algum tempo passou.

– Acho que achei alguma coisa. Uma matéria sobre a rua.

Dean olhou para Sam interessado.

– "Em 20 de dezembro de 1982, Bill Stynter morreu com uma picada de cobra. Em seu sangue foi detectado que o veneno era de cascavel. Dois vizinhos de Bill disseram em interrogatório policial que ele tinha problemas pessoais com o vizinho da frente Eduard Kinrod, que costumava reclamar de muito barulho vindo da casa de Bill. E uma das vizinhas de Bill, Angela Marson, disse no interrogatório que Bill estava envolvido com magia negra, e os outros vizinhos concordaram que já tinham visto algo que demonstrasse isso. Mas Bill era muito fechado, e a hipótese de Bill estar envolvido com magia negra não modificou em nada os relatórios policiais.

– Cobra, magia negra...

– Estamos no caminho certo... Achei mais alguma coisa. É uma relação de todas as mortes da Rua da Serpente.

– Todas as mortes?

– É, Dean. Aqui diz que depois de Bill, George Entum morreu, e ele morava ao lado da casa de Bill. Logo depois morreu Ben Ginlet. Logo depois morreu Angela, e assim segue. E eles morriam de dois em dois dias, mas não havia picada de cobra, apenas seu veneno no sangue. O único que tinha a picada era Bill. Mas aqui diz que depois que todas essas pessoas morreram, a polícia resolveu conversar com Eduard, e descobriram que ele tinha uma cobra cascavel em sua casa. Os policiais concluíram que foi aquela cobra que picou Bill, e acusaram Eduard de ter soltado a cobra propositalmente para matal Bill, devido aos problemas que eles tinham. A polícia também concluiu que a cobra era de estimação.

– Que cara mais doido.

–... e os exames detectaram que o veneno presente no sangue das vítimas era da cobra de Eduard. E assim prenderam o cara. Mas ele jurava que a cobra não era dele. Ele dizia que a cobra pertencia a Bill. Eduard foi preso, mas ficou na cadeia por apenas três dias, pois fugiu. Ele morou na espanha como fugitivo por mais ou menos um ano e depois morreu de pneumonia.

– Será que estamos lidando com o espírito de Eduard Kinrod?

– Provavelmente. Olha, aqui tem uma foto do cara.

– Uhh, que feio. E quem é esse outro?

– É o Bill, o primeiro a morrer.

– Cabeludão. Pode até ser a vítma, mas tem cara de psicopata. Mas será que, então, o envolvido com magia negra era Eduard?

– Talvez.