Humanos são loiros e vampiros são ruivos...
... Mel é doce, mas não é tão doce quanto você.
Declaração: Saint Seiya não é meu... Se fosse, Orpheu teria conhecido Alberich.
Descrição: O loiro trabalha numa floricultura. O ruivo, bem... Acredite ou não, é um meio-vampiro bilionário! A vida(?) desses dois irão dar mil voltas quando os dentes de um cravar no punho do outro... Yaoi/lemon.
Problemas de amigOxOferta Irressistível
Passos apressados, porém sutis eram ouvidos no corredor do hospital onde Shiryu trabalhava, o motivo: Estava doendo tudo da cintura para baixo. Mesmo desesperado pelas palavras controladas do chinês, ainda estava sentindo os efeitos das ações aplicadas pelo ruivo maldito e rico, metido a poderoso, que usara seu corpo como se ele fosse... Fosse...
- Orpheu! - O moreno de fios longos amparou o loiro, que quase tinha caido no chão. Não aguentava aquela dor. Levou suas mãos até os braços cobertos pelo jaleco totalmente branco do amigo e elevou o rosto, tendo a aparência péssima e ofegante. - O que aconteceu? Está horrível!
- Alguns problemas pequenos... - Viu o outro fazer uma cara de interrogação. - Mas não falamos disso! O que aconteceu com o Seiya?! Você disse que ele...
- ... vai precisar amputar a perna. Sim, infelizmente, eu fui chamado às pressas para uma cirurgia de grau elevado e precisei passar ele para outro. O problema é que foi um enfermeiro muito inexperiente que atendeu-o, tomando o lugar do médico que indiquei... Para ganhar mais prestígio, talvez. E agora, o estado da perna dele piorou drasticamente.
- Mas que droga!!! - O loiro olhou para baixo, não aguentando aquela maldita iluminação tão ofuscante dos corredores. Como os pacientes conseguiam dormir dentro dos quartos?
- É claro que tem um jeito de salvá-lo... - Suspirou o mais alto, abrindo a porta e indicando o garoto de pele morena adormecido, como se o seu caso fosse algo super leve... Um anjo... Que agora, provavelmente iria perder as asas. - Porém ambos sabemos da grave situação financeira da família dele.
- Sei, sei muito bem!! - Amparou-se na parede. Era tão estranho; parecia que todos os seus sentimentos tinham criado vida própria e estavam se apossando dele, em destaque, a raiva. - Mas não temos mais nada a fazer?! Eu posso emprestar algum dinheiro! Não deve ser tão caro assim essa operação!
- Orpheu... - Shiryu colocou a mão no ombro dele. - Fique calmo. Volto a perguntar: O que aconteceu? Não está se sentindo bem? Eu posso...
- Não! Está tudo bem. - Ouviu uma enfermeira pedir silêncio, enquanto passava, olhando ele com desaprovação. Devia pensar que era mais um bebum.
- Vamos, entre. Irei te dar um calmante para você. - E ajudou o loiro a adentrar o quarto.
Depois...
- Então, poderiamos até fazer uma vaquinha. Entretanto, não acho que vamos conseguir pagar completamente. É muito dinheiro.
- Quanto tempo o Seiya tem?
- Podemos prolongar até três meses.
- Só isso?
- Só. - O mais velho colocou a mão na testa do amigo dorminhoco, sorrindo de lado. Aquela imagem amenizava qualquer pensamento ruim... Era como uma anestesia geral.
- ... - Por quê? Por que as coisas aconteciam assim? Parecia que até o Destino estava do lado daquele ruivo pervertido, impondo uma condição irrecusável para Orpheu. Olhou para o mais novo ali presente. - Tudo o que preciso é disso. Ei, Shiryu, poderia me dar uma pomada? Tá tudo dolorido...
- Orpheu? O que aconteceu, garoto? Chegou mais tarde hoje... - A tia dele abaixou o volume da TV, e olhou preocupada para o sobrinho. - Eu liguei três vezes para você, mas não atendeu... Liguei de novo mais tarde e aconteceu a mesma coisa.
- Desculpe, é que fui informado do estado do meu amigo...
- É, é? Mas é tão grave assim para você ficar fora todo esse tempo, preocupando sua tia?
- É... - Abaixou a cabeça, cansado. - Vou tomar um banho, está bem?
- Não esqueça de limpar os pés.
Conter a vontade de gritar era muito difícil. Como é que de repente sua vida, não, a vida do seu amigo Seiya fora dar aquela volta? Ele só tinha caído no chão... Deveria ser simples de curar... A não ser...
- Maldição!!
Acertou o azulejo do banheiro, mas o que conseguiu foi uma dor nos dedos. Sentia à água quente cair em seu cabelo e corpo, purificando-o novamente. Recolheu à mão, ainda olhando para baixo. Estava imaginando fantasias. Com que poder Alberich de Megrez poderia fazer piorar o estado da perna de seu amigo? Teria algum espião no hospital? Aquilo era coincidência demais. Precisava de dinheiro agora, mais do que nunca, e vinha ele oferecendo em troca de alguns minutos de toques e provocações. Tremeu ao imaginar outra rodada com aquele riquinho metido a governante. Notando os dedos das mãos enrugadas, fechou, se secou e foi para o quarto colocar um pijama.
- Alô? Shiryu?
- Oi Orpheu, como está? As dores melhoraram?
- Sim, um pouc...
- É O ORPHEU? PASSA PARA CÁ, PASSA PARA CÁ!
- Seiya, nada de ficar assim!!! Você ainda vai cair da cama!
- Hemm...
- Alô? Ah, como pode ouvir, nosso amigo acordou com tudo!- Até que aquilo era uma boa notícia. Ou Shiryu não contou ainda a verdade para o paciente, ou a juventude era mesmo admirável.
- Sim, sim... Me diga, você conhece ou sabe quem foi o enfermeiro?
- Você não se lembra dele? É o Hagen, que estudou conosco.
- Ele?! Mas então... Ele não tem nenhuma ligação com a Megrez's Company, não é?
- Não que eu saiba.
- Ahn... Obrigado, era só isso. Mante lembranças para o Seiya.
- Ok. Thau.
- Thau.
Então, estava enganado. Ótimo. Com isso, só tinha uma decisão a ser tomada...
- Terei que me transformar num garoto de programa particular.
Depois de três dias...
- Orpheu, você está bem?
- Ah, sim... - Sorriu. - Aqui estão as flores que a cliente pediu.
- Hum...
Descobriu que o ruivo tinha lhe dado o número do celular dele, então mandou um torpedo, pedindo para chamá-lo novamente pela entrega. Claro, estava ansiosa, porém sabia que um homem como ele deveria ser muito ocupado. Foi quando na tarde do terceiro dia recebeu uma entrega para fazer, e reconhecendo prontamente as mesmas flores - desta vez três buques -, pegou a moto do tio e acelerou para a mansão. Foi atendido pela mesma empregada, e ela parecia feliz ao vê-lo novamente. Subiu às escadas a mando do mestre dela, para um local diferente, perto da sala de três dias atrás... Enquanto caminhava lentamente, pensou: " Será que vou perder meu emprego se começar com isso? Do jeito que é, ébem capaz de me forçar a ficar do lado dele vinte e quatro horas".
Bateu na porta e ouviu um sonoro 'Pode entrar', e pediu licença.
A visão que teve deveria levar às mulheres que frequentavam a floricultura à loucura. Alberich estava no meio da sala, aparentemente nu, num grande ofurô de rosas roseadas, junto com pétalas de lírios amarelados. Franziu o cenho; aquilo seria uma indireta? Pareceu que sim, porque o dono do local levou uma pétala daquelas grandiosas e vistosas flores para à boca, dando um beijinho nela. Não sabia se era por causa do local mal iluminado, ainda assim, com luzes alaranjadas no fundo, mas parecia que a pele cor de mármore dele se destacava ainda mais no ambiente. Achou isso normal, afinal, ricos não tomam muito Sol por comandarem dentro de suas residências. Os olhos verdes brilhavam e olhavam o loiro da mesma forma que uma garota se enamora de um diamante. Ele nadou até à borda e, como a entrada e o enorme ofurô ficavam próximos, puxou o pé daquele enorme jantar.
- Sabia que isso iria acontecer. Apesar de pobres falarem que está tudo bem, não precisam de dinheiro, eles sempre voltam atrás. - Queria arrancar aquele sorriso daquele rosto alvo.
- Pois é, preciso de Yyyyy dólares para essa vez. - Olhou para o lado, com os olhos azuis receossos. Não queria fazer aquilo, mas se com aquele dinheiro salvasse a perna do Seiya...
- Certo. Em troca, você virá aqui todas as tardes desse mês e fará tudo o que eu quiser, certo?
- ... - Fechou os olhos. Ainda daria para dizer 'não' e voltar atrás, trabalhar num outro lugar e juntar o dinheiro de seu salário com o do Shiryu, e talvez fazer um emprestimo com seu tio...
- Eu disse... - Puxou à perna dele com força, fazendo-o cair e molhar os sapatos e a calça até os joelhos. Como ainda estava debilitado por causa de sua primeira vez agressiva, gemeu alto, olhando com dor para aquele tritão sedutor e atrevido. - Se está tudo certo, Orpheu.
- E-está... - No momento, só conseguiu dizer aquilo.
- Muito bem. Tire a roupa e mergulhe aqui. - Apoiou os cotovelos nas bordas e ficou encarando-o, como se fosse uma pintura muito interessante.
Se virou e retirou tudo rapidamente, lamentando a roupa molhada. Ficou perto da borda e se joelhou, mas antes foi puxado para frente novamente e caiu no ofurô, espalhando um pouco de água. Emergiu, sentindo os pulmões pesados, mas antes de respirar direito, teve o fôlego que restava roubado pelo ruivo. Não aparentava, mas era bom de briga, até demais para um chefe. Sentiu que ele queria arrastá-lo para baixo, e conseguiu. Porém, conseguindo se agarrar à borda novamente, Orpheu conseguiu emergir e tomar golfadas de ar, ficando muito vermelho com a atividade. Ouviu alto e claro seu 'patrão' rir e agarrá-lo por trás, fazendo carinho na cabeça, como se fosse um cão.
- Você é muito divertido.
- V-você é do... ente!!
- É o que alguns dizem, mas nunca mais voltam a falar disso de mim. - Deu de ombros e começou a excitar o parceiro.
- P-por quê? - Aquelas mãos eram agressivas e afiadas, sentia perfeitamente ele afiar as unhas em sua pele.
- Mando alguém matá-las, claro. - Notou que seu troféu repentinamente ficou rígido, mas beijou o pescoço do mesmo. - Não fique tenso, enquanto me der prazer, não vou fazer nada com você.
- Is-so é bom... Eu acho... - Mordeu o lábio inferior, sentindo a força máscula das mãos do vampiro ficarem mais fortes.
- Isso é ótimo. - Abriu às nádegas do mais jovem e enfiou uma pétala de lírio naquele apertado botão.
- Es-espere!! O que vaaaahhhhhhiiii!!!- Agora, além de sentir a textura de carne dentro de si, sentia também uma textura menos fina e um tanto áspera. - Não! Pare!! Pare!!!
- É isso o que quero. - Alberich sorria como nunca, até mostrava suas presas. Nunca aconteceu antes aquele fato, entretanto nem se deu conta de tal ocorrido.
Poder tocar e sentir a alma pertubada e doída daquele ser era muito bom. Desde seus anos humanos não conseguia sentir aquilo. Talvez teria que agradecer aquela velha vampira por ter colocado aquele maldito amuleto no moleque, porquê senão não se divertiria como agora. Apertou a parte superior do tórax, massageando o local, enquanto disputava lugar com a flor pelo espaço. Parecia que a pétala estava ganhando. Notou que a ponta tinha se rompido e tinha se aderido a parte mais profunda do corpo do ajudante da floricultura; aquilo não era um problema. Para ele... Orpheu parecia à beira do delírio.
- Está bom?
- N-não...
- Não minta, está duro.
- Pa-pare de dizer isso!
- O que foi? Nunca te falaram perversões no ouvido? Mas que rato.
- Qui-eto! - Foi atirado com força para o meio da sala, afundando um pouco. Rapidamente, sentiu mais pétalas adentrarem nele e o ruivo repetir aquele processo de antes. Abriu a boca e um pouco de água entrou em seu pulmão, mas logo foi trazido para a superfície, cuspindo rosas e água.
- Irá ficar mais perfumado assim. - Pegou com firmeza os quadris daquele jovem e voltou com mais vigor ainda. Naquele instante os únicos barulhos do local eram da movimentação da água e dos doces gemidos do canário ensopado.
Quando percebeu que a árteria principal daquele corpo usado e maltratado em apenas alguns minutos estava ficando com pulsações mais fortes, mergulhou sua cabeça no pescoço fino e mordeu com força, sugando o sangue com vigor. Claro, sentiu os choques roxeados baterem em sua face, mas ignorou-os. Oras, talvez aquela bruxa velha tenha perdido as manhas e o poder de fazer amuletos tão fortes.
" Não, meu caro. Só achei melhor fazer um amuleto classe B para assim, você não ficar mais descontrolado ainda. "
A voz feminina e rouca ecoou na pobre cabeça rosada e avermelhada do vampiro, e logo após um jato de água, fundido com a magia lilás, acertá-lhe em cheio o rosto, afastando-o do humano.
- Mas que droga... Era de se esperar de uma vampira enrugada como ela.
Olhou para o corpo submergindo e mesmo sentindo dor em todo seu lado direito do corpo, afundou e foi até ele. Viu que o sangue ainda jorrava daqueles dois furos, então passou um pouco de sua saliva nos dedos e levou-os lá. Voltou, provando-os com prazer. Orpheu não respirava. Albrich fez respiração boca-a-boca e o loiro logo cuspiu toda a água de dentro, recuperando a conciência.
- Idi...ota. - Desmaiou, mas até que não era um mal sinal.
- Hum... - Pegou o sininho e balançou-o, então, o mordomo logo apareceu. - Sorento, prepare um quarto e pegue aquela pasta sobre esse garoto. Ah, e deixe um frasco vazio de perfume preparado.
- Sim, mestre. - E saiu.
- Orpheu... Até que você promete. - Sorrindo, encaixou-o em seu próprio corpo e começou com o passatempo de tirar as pétalas de dentro dele. - Terá muita dor ao acordar. E parece que exagerei demais... - Havia várias marcas roxas no quadril, tórax e pescoço. A velha tinha razão...
Chibi- Albe bad boy!!!! Como pôde fazer isso?!!
Albe- Deixe-me e paz. - Pega o Orpheu e sai.
Chibi- Sequestrooo!!! Sequestro!!! Sequestroooo!!! Nãoooo!!
??- Não se preocupe, meu amuleto o protejerá.
CHibi- Até parece! Viu o estado do corpo dele?
??- Pelo menos ele irá viver, mesmo sem uma perna ou um braço, ou uma nádega...
Chibi- Orpheuuuu!!! - Corre atrás.
Falous!!!
