Ele a segurou, firmando seu corpo junto ao seu, estavam tão próximos que podia ouvir sua respiração, nenhum dos dois se moveu, as mãos dela estavam sobre os braços dele que enlaçavam sua cintura e a mantinham bem perto, ele olhava fixamente para sua boca e foi se aproximando quase sem perceber...

Quando deram por si estavam se beijando, seus lábios se tocavam de forma cálida apenas sentindo o calor e suavidade um do outro, ele aproximou-se um pouco mais e aprofundou o beijo, que foi se tornando mais intenso e lascivo.

Quando deu por si apertava seu corpo contra o dela enquanto explorava vorazmente o interior de sua boca. Sentia seus corpos tão perto, o ritmo descompassado das batidas de seu coração, as curvas do corpo dela que ele começava a percorrer com as mãos... percebeu que ela estava ficando sem fôlego.

Se afastaram, sôfregos e confusos, foi como se um turbilhão de emoções há muito aprisionadas se libertasse e os dois tentassem mergulhar um no outro através de um beijo.

Ele a olhou e seus lábios estavam levemente inchados em razão do beijo, ele se sentiu corar pela situação, não conseguia mais controlar seu desejo.

Ela o olhava sem dizer nada. Ele permanecia embaraçado e desnorteado, tinha que ter se controlado, se recriminava mentalmente.

- Acho melhor voltarmos.

Foi tudo o que Aioria conseguiu dizer. Voltaram em silencio para casa.

Ela ia observando seus passos pensando no que poderia dizer para quebrar aquele silencio e fazê-lo voltar para seus braços, mas não sabia direito o que fazer.

Ele se sentia culpado e tremendamente infeliz, ela havia confiado nele, e ele havia se aproveitado dela... Como pode beijá-la daquele modo, desejá-la daquele modo, provavelmente se não tivessem se separado pela falta de fôlego ele a teria tomado ali mesmo. Se sentia muito constrangido.

Chegaram em casa, Aioria seguia para o seu quarto sem olhar para trás, foi quando sentiu a mão dela em seu braço

- Aioria, o que houve? Porque você está assim?

Ele não tinha coragem de responder, de dizer o que sentia, de externar a culpa por ter se apaixonado por quem ele deveria se responsabilizar e proteger.

Apenas continuou encarando o chão.

Ela já não sabia mais o que fazer, olhava para ele com olhar de angustia, sabia que ele correspondia aos seus sentimentos, sabia disto depois daquele beijo, mas também sabia da sua resistência. Ele não achava certo, mas... eram adultos não eram...

Abraçou-o por alguns instantes e beijou-lhe os lábios suavemente

- Boa noite!

Aioria permaneceu estático, assimilando o acontecido.

Ele não conseguiu dormir, jamais conseguiria. Acabou se levantando e seguindo para o campo de treinamento, precisava pensar, e não conseguia mais ficar na mesma casa que ela sem tê-la por perto.

No dia seguinte ela levantou-se para o café, mas ele não estava lá, parecia que sequer haver dormido em casa.

Ela caminhou sozinha até o campo de treinamento e rapidamente distinguiu a figura sentada no chão. Lá estava ele.

- Bom dia! Ela disse de maneira casual, mas ele se afastou antes que ficassem mais próximos.

Aioria se manteve o mais frio e distante quanto lhe foi possível durante todo o dia. O treinamento foi intenso.

Melhor assim, Nashira pensava, pelo menos não teve tempo para pensar em nada além de se esforçar e esquecer a forma fria e distante como estava sendo tratada.

Ao final do dia, ele virou as costas para ir embora quando ela perguntou:

- Vai dormir fora de casa de novo?

Como ela sabia que ele não havia dormido lá? Não conseguia ficar na mesma casa que ela. Sentia arroubos de ir ao seu quarto durante a noite, de sentir-se perto de seu corpo, de tê-la para si, jamais seria um bom mestre estando tão envolvido, não sabia mais o que fazer.

- Acho que não! Ele disse apenas, continuando a caminhada.

Quando levantou os olhos ela estava parada em sua frente impedindo sua passagem.

- Vamos esclarecer isto, agora! Ela disse em tom imperativo.

- Não temos nada para conversar. Ele disse friamente

- Ah não, então você me beija como se o mundo fosse acabar e depois nem me olha. Fica me tratando nesta frieza e ainda acha que não temos o que conversar? Ela perguntou com forçado desdém.

Droga! O que ela quer que eu faça? Ele se perguntava mentalmente.

Nashira se aproximou devagar enquanto Aioria conservava os braços cruzados e a cabeça baixa, encostou nos braços do cavaleiro fazendo com que os descruzasse e assumisse uma postura aberta enquanto segurava suas mãos, fitou seus olhos.

Continuou aproximando-se devagar, como se não quisesse assustá-lo, até encostar seus lábios nos dele, que ficou estático com a situação. Ela soltou as mãos dele, guiando seus braços ao redor de sua cintura enquanto enlaçava seu pescoço se entregando completamente ao beijo, esperando que ele cedesse e separasse os lábios para que ela pudesse explorar sua boca. Quando ele se entregou e começou a retribuir o carinho que tanto desejava ela afastou seus lábios do dele e disse sorrindo como se lesse seus pensamentos: - É só isso que você tem que fazer! Disse voltando a beijá-lo em seguida.

A situação era um pouco confusa para ambos, mas eles queriam estar juntos, voltaram para casa de mãos dadas e foram jantar.

Após o jantar se desejaram boa noite e se despediram com um beijo longo e terno, como se fosse uma longa distancia e não apenas uma parede a separá-los.

Aioria dormiu pesado como há muito não dormia, estava começando a expressar seus sentimentos e não fora acusado ou condenado por nada, pelo contrario, estava feliz.

Nashira também dormiu bem, finalmente estavam se acertando.

No dia seguinte ela acordou cedo e bem disposta para o treinamento, seu ... bem não sabia mas o que eram exatamente... mas, Aioria estava esperando por ela para o café.

Comeram conversando amenidades e seguiram foram para a arena dar seguimento ao treinamento.

O treinamento foi penoso, ela sabia que ele tentaria evitar que ela se machucasse como da última vez. Ao final do dia estava exausta deitada no chão da arena com dor em todos os músculos.

- O que foi? Já esta cansada? Ele perguntou debochando.

- você quer me matar antes que outro o faça, é isso!

Ela riu, ele não.

- Não quero que se machuque. Ele disse com os olhos tristes.

- Eu sei, mas estou tão cansada que nem consigo me mover. Ela brincou abrindo os braços.

- Vem, eu te ajudo.

Ele esticou a mão para ajudá-la a se levantar do chão, mas ao invéz disso ela puxou-o para baixo, brincando.

Nashira se assustou quando ele se deixou cair e ela sentiu seu corpo sobre o dela, ele se apoiava nos braços e a beijou lentamente, aos poucos foi deixando o peso do corpo descansar sobre ela e aprofundando mais o contato.

A sensação de ambos era maravilhosa e tudo o que podiam pensar era em dar continuidade àquele momento.

Aioria parou o que estava fazendo quando ouviu alguns ruídos distantes e mais que depressa se pôs de pé, tão rápido quanto ela.

Eram alguns aprendizes que se aproximavam para treinar, os dois foram rápidos o bastante para não serem vistos.

- Foi por pouco. Ela riu baixinho, enquanto seguia para casa como se nada tivesse acontecido.

- Não tem graça. Ele retrucou.

- Claro que tem! O que você iria explicar? Que meu treinamento inclui primeiros-socorros e estávamos praticando respiração boca a boca? Desta vez Nashira ria descontroladamente da cara de contrariado de Aioria que seguia emburrado por quase ter sido visto em uma situação, digamos, embaraçosa.

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Olá!

Finalmente o romance desses dois 'engatou'!!! risos

E agora, será que ela vai conseguir terminar o treinamento e conquistar a armadura??? Será que Aioria vai conseguir não matar ninguém caso ela se machuque??? E será que vai ter hentai desses dois??? Aguardem os próximos capítulos...

Danda, obrigada pela review. Pois é o deathmask é um bom mestre, nos próximos capítulos ele vai externar seu descontentamento com a derrota do seu pupilo...