Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer a Thay Cris pelo incentivo, a Lakina por não achar essa fic tão louca a ponto de não ler e a marinapz4 por ter percebido a referência ao anjo em Crepúsculo.

Eu esqueci de avisar que essa história é UA (Universo Alternativo). Nessa fic, Jasper e Edward são irmãos, sendo que Edward é o mais velho e Jasper tem 16 anos (É eu sei que é uma tentem levar pelo lado positivo. ^^)

Jacob é literalmente um cachorro nessa fic. Ainda não sei se Alice vai aparecer. =/ Eu adoro a bailarina mas fica difícil encaixá-la nessa história. Pelo menos no inicio. Emmett e Rosalie trabalham no escritório de Edward mas não tem um papel muito importante na história.. Esme é viúva e Carlisle como vocês já notaram, é um anjo. O supervisor de Bella no paraíso. ^^ Bom eu vou parar de falar agora e deixar vocês lerem o capítulo em paz. Boa leitura... E lembrem... Façam uma autora feliz. *-*

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CAPITULO I

Edward Cullen começou a ouvir os burburinhos assim que a linda jovem entrou no escritório da Construtora Cullen. O que alguém como ela estaria fazendo em um lugar como aquele? Era o que todos estavam se perguntando.

Ao vê-la, Edward também se fez a mesma pergunta. Ela era simplesmente magnífica. Não que gostasse de morenas com rostos angelicais. Na verdade, preferia mulheres do tipo mais "terreno".

No entanto, teve de admitir que a beleza daquela mulher era de tirar o fôlego. Ela tinha o rosto de um anjo e um corpo curvilíneo o bastante para tentar até um santo. Como se não bastasse, trajava um curto vestido azul, que moldava tentadoramente suas formas arredondadas.

Porém, seu maior espanto foi ver que ela estava sendo acom­panhada por um cão. O ruído dos saltos da linda morena ecoava pelo ladrilho tanto quanto o dos passos do cão, um labrador com coleira vermelha e olhar perspicaz.

— Descubra o que ela quer e cuide do assunto para mim — disse Edward à recepcionista. — Estarei no meu escritório.

Ao seguir em frente, ouviu a recepcionista abordar a morena com um rápido "Em que posso ajudá-la?" Então, o som de um riso deliciosamente feminino fez todos os homens do local olha­rem na mesma direção.

Edward também não conseguiu resistir. Aquele som o afetou de uma maneira que ele não soube explicar. Não se sentia tão afetado por uma mulher desde a adolescência. Nem mesmo Tanya lhe causara tal reação. Furioso consigo mesmo, por não estar conseguindo ignorá-la, Edward virou-se para trás e cruzou os braços, esperando pela resposta que ela daria.

— Oh, é muita gentileza sua — disse a morena, com sua voz de sereia. — Mas não preciso de ajuda. Pelo menos, não ainda.

Edward a viu mostrar um estonteante sorriso e vir direto em sua direção.

— Há algo que posso fazer por você? — perguntou ele.

Ela deu de ombros, sem deixar de fitá-lo nos olhos.

—Não se trata exatamente do que pode fazer por mim, Edward Cullen, mas do que eu posso fazer por você.

Com esse intrigante comentário, ela seguiu em direção ao escritório dele, com o cachorro logo atrás de si.

Edward franziu o cenho. Então ela o conhecia? E também sabia qual era o caminho até sua sala. Que tipo de brincadeira era aquela?

Parando à porta do escritório, ela olhou-o com um ar maroto, ao perguntar: — Não vai entrar?

— Oh, claro que sim — respondeu Edward, com um tom irônico. — Eu não perderia isso por nada desse mundo. — Assim que ele fechou a porta, voltou-se para ela e falou: — Muito bem, vamos acabar com a brincadeira. Quem é você e o que quer?

— Sou Isabella Swan. Mas você pode me chamar de Bella

Dizendo isso, ela analisou o ambiente com um ar de curio­sidade. O cachorro fez o mesmo, dando um breve ganido de satisfação ao avistar um sofá de couro.

— Ah, não! — protestou Edward, ao notar a intenção do animal. Porém, o cão não hesitou em subir no sofá e se aninhar entre as almofadas.

— Hei, saia já daí, seu pulguento!

Ele o ignorou. Apoiando a cabeça sobre as patas cruzadas, fechou os olhos.

— Ele não escuta muito bem, não é? — ironizou Edward.

— Na verdade, ele não pode mesmo ouvi-lo — explicou ela. — Não com os olhos fechados.

— Está bem, eu desisto. Por que ele não pode me ouvir quando está com os olhos fechados?

— Jacob é surdo.

— Ah, um labrador surdo...

— Isso mesmo. Quando ele não quer saber de algo, sim­plesmente fecha os olhos.

— Para não ver o que está sendo dito?

— Exatamente. Jacob ouve com o coração, se é que me entende... — Aproximando-se de Edward, mantendo um ângulo em que o cão não pudesse vê-la falar, declarou:

— Lamento por isso, mas desta vez ele está nos ignorando de propósito.

— Entendo que ele seja um cão problemático, mas quero que o tire do meu sofá e que vá embora com ele agora mesmo.

— Vamos fazer um acordo, sim? — propôs Bella. — Tirarei Jacob do seu sofá, mas em troca você terá de me ouvir. Aceita?

Edward cruzou os braços e continuou a olhá-la, em silêncio.

— Isso é um "sim"? — indagou Bella.

Antes mesmo que ele respondesse algo, ela se aproximou do cão e começou a acariciá-lo, para que ele a olhasse. A prin­cípio, ele não deu muita atenção ao que estava acon­tecendo, afundando ainda mais no sofá. Porém, ele acabou abrindo os olhos, tão incrivelmente castanhos quanto os da dona.

Edward soltou um suspiro. "Que ótimo", pensou com ironia. De uma hora para outra, sua vida se transformara em uma espécie de aventura da Disney.

— Jacob, está na hora de você prestar atenção. Desça daí, por favor — pediu ela. Ao ver que o cão não pretendia se mexer, acrescentou: — Se não me obedecer, acabará estragando nossa missão.

Edward estreitou o olhar.

— Que missão? — perguntou a ela.

Bella fingiu ignorar o questionamento, mantendo a atenção no cachorro.

— Desça, Jacob.

Com um resmungo quase humano, o cão desceu do sofá e sentou-se no chão, ao lado dela. Bella olhou para Edward.

— Está melhor agora? — inquiriu ela.

— Ainda não. Podemos terminar logo com isso? — Mostrando a mesa, completou: — Como pode ver, tenho muito trabalho para fazer.

— É por isso mesmo que estou aqui. Sou sua nova secretária.

Dizendo isso, Bella sentou-se diante da mesa dele.

— Você só pode estar brincando. –Ele arregalou os olhos, incrédulo.

— Nem um pouco. O que tenho mesmo de fazer com o manual que recebi? — Ela se perguntou. — Oh... Já sei!

Abrindo a bolsa, tirou dela uma caderneta e um par de óculos com armação dourada. Depois de colocá-los no rosto, procurou algo na caderneta.

— Primeiro, confirmar a identidade — murmurou. Olhando-o, perguntou: — Você é mesmo Edward Cullen?

— Sim, sou eu. Ouça, não sei o que diabos...

— Segundo, explicar o motivo de sua presença — continuou ela interrompendo-o — Bem, isso eu já fiz. Terceiro, obter detalhes sobre a situação.

— Oh, ótima sugestão! — interveio Edward. — O principal detalhe é que não preciso de seus serviços. Volte para a agência que a enviou e diga-lhes que o plano não funcionou. Preciso de uma secretária experiente.

— Como sabe que não sou experiente?

Ele respirou fundo, tentando manter o pouco que lhe restava de paciência. — Para quantas empresas de construção e de arquitetura você já trabalhou?

— Para nenhuma.

— Vê como estou certo? Obrigado pela tentativa, mas pode sair. E não se esqueça de fechar a porta.

— Não acho que queira mesmo que eu vá embora. Aqui diz que você já teve doze secretárias nos últimos seis meses. — Ela franziu o cenho. — Ou foram seis secretárias em doze meses?

— O que posso fazer? — Ele deu de ombros num gesto de defesa. — Sou exigente no trabalho, só isso.

— Sou qualificada, pode acreditar. – Ela insistiu sorridente.

— Bem, eu não duvido disso. Mas a questão é: qualificada para o quê?

— Para trabalhar em seu escritório. Gosto de lidar com pessoas e garanto que serei muito útil.

— Não no meu escritório.

— Acho que não tem escolha, Edward.

Ele riu com ironia. — Claro que tenho.

Ouviram uma batida à porta. Sem esperar pela resposta, um homem alto e musculoso entrou na sala, seguido por um belo jovem parecido com Edward.

— Desculpe-me por interromper, chefe — disse o homem mais alto, impelindo o rapaz para o centro do aposento.

— Hei, Emmett! — protestou ele,— Não precisa ser rude.

— O que ele aprontou dessa vez, Emmett? — indagou Edward.

— Eu o flagrei em Wellsby pela terceira vez esta semana. Acabarei não podendo trabalhar, se tiver de repreender este rapaz toda vez que ele quiser bancar o carpinteiro.

Bella ficou de pé e sorriu para o jovem.

— Você deve ser Jasper — disse, estendendo a mão. — Sou Bella Swan, a nova secretária de seu irmão.

— Ela não é minha nova secretária — Edward retrucou. — E como diabos você sabe o nome do meu irmão?

Jasper olhou para Bella com um ar de fascinação. — Seja lá o que ela for... Também posso ter uma assim para mim?

— Sem piadinhas, Jasper — censurou Edward.

Emmett disfarçou o riso quando Bella se dirigiu a ele.

— Você é o contramestre do Sr. Cullen? — perguntou ela, também estendendo a mão para cumprimentá-lo.

— Isso mesmo — confirmou ele.

— Ouvi muitos elogios a seu respeito. Você é benquisto entre as pessoas que conheço.

— Não me leve a mal, senhorita, mas nunca ouvi falar a seu respeito. Mas confesso que é uma pena não tê-la conhecido antes — acrescentou ele, encantado com a beleza de Bella.

— Obrigado por haver trazido Jasper, Emmett — Edward os inter­rompeu. — Pode deixar que eu cuido do resto.

O empregado assentiu, retirando-se em seguida. Edward olhou para o irmão.

— Por que vivemos sempre tendo esta conversa, Jasper?

O rapaz fingiu um ar de inocência. — Não tenho a mínima idéia. Por quê?

— Porque você nunca me dá ouvidos! — replicou Edward. — Já disse que não pode ficar se intrometendo nas construções. Ainda é jovem demais e aqueles lugares oferecem riscos...

— Farei dezesseis anos no próximo mês — Joel o interrompeu. — Você tinha essa idade quando começou a trabalhar. Além disso, pensei que ficaria contente ao ver que quero tra­balhar, em vez de ficar à toa por aí. Se eu quisesse, poderia estar freqüentando lugares bem piores, sabia?

— Pelo que sei, já visitou alguns deles — replicou Edward. Ao notar a expressão magoada do irmão, acrescentou: — Está bem, reconheço que não fui justo no comentário. Se quiser um emprego, vou lhe arranjar um. Mas não agora. Fim da conversa.

— Que conversa? — ironizou Jasper. — Nunca conversamos sobre nada, Edward. Você simplesmente dita às ordens e espera ser obedecido, só isso.

— Bem-vindo ao mundo real, irmãozinho.

O cão ganiu, como que protestando. Bella tirou da bolsa uma delicada corrente e a prendeu na coleira dele.

— Jasper? Importa-se de passear um pouco com Jacob?

Só então o rapaz olhou para o cachorro.

— Hei, eu não tinha visto que você estava aí — disse ele, demonstrando gostar de cães. — De onde veio, amigão?

— Ele está comigo — explicou Bella. — Mas acho melhor avisar que Jacob é surdo. Quando der instruções a ele, olhe-o de frente.

— Ele lê lábios?

— Sim.

— Não! — protestou Edward. — Hei, não encha a cabeça do meu irmão com essas besteiras. Cães não lêem lábios!

— Jacob lê — afirmou Bella, com calma. — Ele é es­pecial, e entende com o coração o que dizemos a ele.

— Bem, então até mais tarde — Jasper se despediu, pegando a coleira.

Sem dar a Edward a chance de protestar, Jasper conduziu o cão em direção à porta.

— Droga! Ainda não terminei a conversa!

— Poderá terminá-la depois — salientou Bella. — Será até melhor conversarem quando estiverem mais calmos.

— É mesmo uma especialista em relacionamentos humanos, não? — ironizou ele.

— Digamos que sei compreender os anseios do coração de um jovem.

— Aposto que sim. — Ao notar que fizera um comentário gros­seiro, Edward falou: — Desculpe-me. Eu não deveria ter dito isso.

Bella sorriu, com um brilho de generosidade no olhar.

— Entendo que seja protetor com relação a seu irmão. Mas não notou que ele quer ser como você, Edward?

— Sinto muito, mas dessa vez você se enganou. Jasper tem se mantido em estado de rebeldia desde os dez anos de idade, quando perdeu o pai. Teve problemas com a polícia tantas vezes que já perdi a conta. Nada muito grave, mas que o teria deixado encrencado se não houvesse alguém para defendê-lo.

— E esse alguém foi você?

Edward deu de ombros.

— Não havia outra pessoa disponível. Nossa mãe tentou, mas sem a presença do nosso pai... Quando ela não conseguiu mais controlá-lo, pediu-me para cuidar dele.

— E agora ele mora com você?

— Sim, há dois anos. Venho tentando fazer o melhor por ele, mas Joel está determinado a seguir seu próprio caminho pela vida.

— A maioria de nós deseja isso — salientou Bella.

— E verdade. Mas, infelizmente, meu irmão leva essa idéia a extremos. Quando eu sugiro que ele siga pela esquerda, ele vai pela direita só para dificultar a situação. Por isso sou tão severo ao ditar as regras para Jasper.

— Regras? — Bella arqueou uma sobrancelha.

— Sim. Costumo manter regras rígidas tanto na vida pro­fissional quanto na pessoal.

Bella suspirou. — Eu estava com receio de que você dissesse exatamente isso. Aposto que Carlisle deve estar rindo de mim agora.

— Carlisle?

— Meu supervisor. Ele sabe muito bem quanto eu tenho... Aversão por regras.

— Já percebi. Mas sobre o que estávamos falando antes?

— Estávamos discutindo os detalhes sobre a minha contratação.

— Nada disso! Estávamos falando sobre sua descontratação. Eu havia acabado de dispensá-la.

— E eu havia dito que você não tinha opção, a não ser me contratar.

Não tenho tempo para continuar com isso — disse Edward. — Tenho uma construtora para administrar.

— E um irmão para cuidar — acrescentou Bella, com gentileza.

— Desculpe-me, mas esse assunto não lhe diz respeito.

— De qualquer maneira, você precisa de ajuda. — Olhando para a caderneta, ela continuou: — Isso nos leva ao quarto item... — Ajeitando os óculos, ela hesitou. — Como disse?

Edward arqueou uma sobrancelha.

— Oh-oh?

Ela tossiu de leve, com nervosismo.

— Acho melhor pararmos por aqui. Fui instruída para não revelar detalhes demais nesse primeiro dia.

— Entendo — respondeu Edward, mesmo não tendo a mínima noção do que ela estava querendo dizer. — Srta. Swan, já trabalhou como secretária alguma vez na vida?

— Claro que sim — respondeu ela e abrindo sua bolsa incrivelmente pequena, tirou dela um grande bloco de anotações e uma caneta. — Está vendo? Vim bem equipada.

— Não precisa se explicar. A brincadeira terminou. Não sei quem a enviou, mas não tenho tempo para esse tipo de brin­cadeira. Portanto, pode ir embora.

Bella suspirou. — Lamento, mas não posso fazer isso.

— Claro que pode. Basta que você dê meia-volta e dirija-se à porta de saída. Será mais fácil do que imagina.

— E o que fará quanto à sua necessidade de ter uma secretária?

— Pedirei que me mande outra. Mas, dessa vez, uma de verdade.

Bella se ajeitou melhor na cadeira, antes de dizer:

— Bem, já que tenho de esperar que Jasper traga Jacob de volta, vá em frente.

— O que está querendo dizer?

— Peça uma nova secretária. Ficarei aqui esperando. Se encontrar alguma disponível, irei embora. Caso contrário, terá de me dar o emprego.

— Não lhe darei o emprego sob hipótese alguma.

— Por quê?

— Porque você não está qualificada para ele.

— Nunca dá uma chance a ninguém? — Bella insistiu. — Ouvi dizer que o lema de sua empresa era oferecer oportuni­dades, mas estou vendo que isso deve ser apenas uma jogada política de sua parte.

Edward estreitou o olhar.

— Eu... — Ele hesitou.

— Sim?

— Está bem. Terá duas semanas de experiência, mas se cometer um deslize, será despedida. Entendido?

O lindo sorriso de Bella o deixou ainda mais encantado, mas Edward manteve uma expressão impassível.

— Sim, claro — respondeu ela.

— Não se empolgue demais. Ainda não falamos sobre minhas regras. Sabe mesmo como usar esse bloco de anotações e essa caneta?

— Perfeitamente.

— Então comece a escrever. Já que você detesta regras, vou me restringir a apenas três por enquanto. Também tenho uma lista de deveres.

Bella voltou a sorrir.

— Oh, você também gosta de elaborar listas? Elas são tão úteis, não acha? Muito melhores do que cumprir deveres.

Edward fitou-a com ar de suspeita. Estaria zombando dele? Bem, isso não fazia lá muita diferença.

— Regra número um: eu sou o chefe. O que eu digo é lei. Nada de discussão ou de argumentação. A palavra final é sem­pre minha. Está claro?

— Como água.

— Regra número dois: nada de relacionamentos internos. Se quiser se encontrar com algum namorado, terá de fazer isso fora da empresa.

— Acho que sobreviverei a isso — zombou ela.

— Regra número três: nada de cães por aqui.

Bella estava anotando os itens, mas parou ao ouvir aquilo. Olhou para Edward, franzindo o cenho.

— Reconheço que Jacob é meio temperamental às vezes. Direi a ele que não poderá mais me acompanhar, mas duvido que ele concorde.

—Tente deixá-lo em casa e trancar a porta.

Ela suspirou. — É difícil explicar, principalmente por você ser o chefe e eu não querer contrariá-lo, mas deixá-lo em casa não fará diferença. Ele é muito obstinado e sempre acaba conse­guindo o que quer.

— Um indomável labrador surdo?

— Muito indomável.

— Um cachorro que lê lábios e que tem preferência por coleiras vermelhas?

— Não está acreditando em mim? — inquiriu ela.

—Nem um pouco.

Ela estreitou o olhar. — Vamos deixar algo bem claro, Sr. Cullen. Posso ter meus defeitos, e acredito até que eles sejam muitos para a posição que ocupo, mas eu não minto. Nunca.

— Peço desculpas. Mas você tem de admitir...

— Na verdade, costumo ser sincera demais. Às vezes, falo mais do que devo, mas não consigo me conter. De vez em quando, isso me causa problemas.

Os lábios de Edward se curvaram em um breve sorriso. — Aposto que sim.

— Tem algo mais para me dizer?

— No momento não.

— E quanto aos meus deveres? — indagou Bella. — Disse algo sobre uma lista...

— Oh, ela está aqui! — Edward abriu uma gaveta e pegou uma folha de papel. — Depois de tantas secretárias haverem passado por aqui, achei mais fácil escrever tudo.

— Desculpe-me pela curiosidade, mas por que perdeu tantas secretárias?

— Digamos que não tenho um temperamento muito fácil de se lidar. Como eu disse antes, sou muito exigente.

Ela sorriu, conferindo a lista que ele lhe entregou.

— Tem alguma dúvida? — perguntou Edward, após alguns segundos.

— Vejamos... Atender telefonemas, anotar recados, digitar com rapidez... Terei de acompanhá-lo em reuniões e conferências?

— Há algum problema nisso? Teremos uma conferência no próximo mês, em Chicago. Partiremos em uma sexta-feira e voltaremos no domingo.

— Oh, será ótimo para mim.

— Também terá de me acompanhar a alguns outros eventos, se eu precisar de seus serviços.

— Parece interessante. — Ela voltou a analisar o papel. — Organizar reuniões, manter os arquivos do computador atualizados, lidar com clientes...

Ao notar que ela havia chegado ao último item da lista, Edward ficou de pé.

— Está pronta para começar? Rosalie Hale trabalha tem­porariamente para mim, enquanto estou sem secretária. Ela po­derá tirar suas dúvidas.

Bella também ficou de pé.

— Acho que não terei nenhuma. Tudo parece bem fácil por aqui. — Pendurando a bolsa no ombro, ela se encaminhou para a porta. Então parou para olhá-lo por cima do ombro. — Bem, exceto pelo último item. Ele parece mais um desafio do que qualquer outra coisa.

— Que item?

— Esse de encontrar uma esposa para você.

Com outro de seus belos sorrisos, Bella saiu do escritório e fechou a porta atrás de si. Porém, nem mesmo a sólida camada de madeira foi suficiente para abafar o grito impaciente que lhe chegou aos ouvidos.

Continua...

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Espero que vocês tenham gostado desse capítulo e continuem lendo e comentando. E até o próximo com a reação de Edward a absurda missão de Bella. ^^