Gostaria de agradecer a todo mundo que comentou e que leu essa fic. *-*

Lakina:As coisas ainda vão pegar fogo! Principalmente a partir desse capítulo! E eu odeio³³³³³³³³³³ o Jake. Kkkk Ele bem que podia ser surdo e mudo nos livros né? Assim não enchia o saco. *hoho*

My Odd World': Eu também estaria tentando ME arranjar com o Ed mas a Bella não tem escolha. Ainda. :]

Isa Stream: *-* Nhai obrigada... Espero que você continue achando isso até o fim.

mione03: Hehe aquele restaurante é fino Mione. E homem (independente da raça) tem que ir bem trajado kkkkk cara isso foi tosco. Dois encontros por mês. No mínimo. Tia Esme é casamenteira. Bom por enquanto eu não posso contar o motivo do Edward aceitar isso sem reclamar. Mas posso adiantar que tem a Tanya na história. *-*

Pida: huahsuahsuahsuahushaus espere até saber o que ela andou aprontando nos outros empregos... Honestamente, eu não gostaria de ter a Bella como anjo da guarda. Kkkkkkk

bruna326: O Ed é chato mas é o nosso Eddie né? Não da vontade de morder? Ou melhor, pedir para ser mordida? Bella ainda vai aprontar muito. Rir muito e chorar muito. Hehehe quanto à demora.... :'( enquanto a faculdade deixar, eu vou atualizando. Mas prometo demorar o mínimo possível.

Agora boa leitura... E façam uma autora feliz. *-*


CAPÍTULO III

Uma semana depois, Bella havia acabado de arrumar uma pilha de papéis sobre a mesa de Edward quando Jacob levantou a cabeça de repente e latiu com animação. Pulando do sofá, correu em direção à porta e latiu novamente, agitando a cauda.

— Jasper está aqui? — perguntou ela, arqueando uma sobran­celha e olhando para o relógio. — Mas ainda são seis horas. Um pouco cedo para ele haver chegado, não?

Ela atravessou a sala e abriu a porta devagar. Para sua surpresa, Jasper estava diante de um armário de arquivos, pro­curando algo em meio às pastas.

— As pastas principais não estão mais aí — avisou ela. — Eu mudei alguns arquivos de lugar.

Jasper se sobressaltou.

—Mas que diab...

Jacob latiu alto, em uma evidente reprimenda. Bella teve de se esforçar para conter o riso.

— Jacob não gosta de impropérios, Jasper. Ele lê lábios, lembra?

— Oh. — Jasper baixou o olhar por um instante. — Desculpe-me. Você me assustou e eu deixei escapar.

— Ele também não aprova furtos. — Cruzando os braços, ela acrescentou: — Nem eu.

— Eu não ia roubar nada. Apenas...

— Estava procurando a planta de outro projeto para visitar?

Ele deu de ombros, disfarçando o riso.

— Sim — confessou. — Tenho minhas próprias chaves do escritório e...

Jacob o interrompeu com um latido.

— Hei, eu não disse nada demais! — defendeu-se o rapaz.

— Não, mas Jacob também não gosta de mentiras.

Jasper suspirou, exasperado. — Droga! Quero dizer...

Bella riu.

— Não se preocupe. Às vezes, também sou censurada por isso. Mas estou melhorando.

— É censurada por mentir ou por falar impropérios?

— Por falar impropérios — respondeu ela. — Eu nunca minto.

Jasper assentiu, olhando para o cão. — E ele sabe quando alguém mente? — perguntou, curioso.

— Sim.

— Como?

— Jacob tem seu próprio detector de mentiras — ex­plicou ela, em um tom de confidência. — Às vezes, ele se torna bem inconveniente com isso.

— Diab... Puxa — emendou Jasper. — Fico contente que Edward também não tenha um desses "detectores".

O comentário foi tão espontâneo que Bella não conseguiu conter o riso.

— Aposto que sim. Quer tentar se explicar novamente?

— Eu... Hum... Peguei as chaves emprestadas... — Ele se encolheu quando Jacob latiu com firmeza. — Está bem, está bem! Peguei as chaves de Edward há alguns dias e mandei fazer cópias. Então, quando quero encontrar uma construção que ainda não visitei, venho até aqui e dou uma olhada nos arquivos mais recentes. Já que a maioria das pessoas me toma apenas por um adolescente de dezesseis anos, consigo emprego provisório nos locais das construções.

— Até algum dos empregados de Edward reconhecê-lo?

— Sim — ele confirmou. Estreitando o olhar, perguntou: — E você? Vai me denunciar?

— Ainda não decidi — Ela respondeu.

— De qualquer maneira, não consegui encontrar o que estou procurando. Eu precisaria fazer mais algumas "visitas", até descobrir onde você escondeu tudo.

—Posso fazer uma sugestão?

— Se quiser...-Jasper deu de ombros

— Por que não trabalha comigo por alguns dias?

Ele deu um passo atrás, parecendo indignado.

— Não quero trabalhar como um mero ajudante de secretária — declarou.

— Ora, muito obrigada pela consideração.

Jasper enrubesceu, reconhecendo que fora indelicado. — Eu não quis ofendê-la. — Começando a perambular pelo aposento, protestou: — Ninguém me entende! Quero ter meu próprio trabalho. Fazer um projeto do começo ao fim com mi­nhas próprias mãos!

— Você quer ser como Edward — afirmou Bella. Quando Jasper não negou o fato, ela continuou: — Escolheu o ramo de cons­trução porque foi nisso que seu irmão começou a trabalhar quando tinha sua idade, não é?

— Sim. Se ele pode fazer isso, então porque eu não posso?

— Também vai continuar os estudos, como fez seu irmão?

— Talvez.

— Edward trabalhou duro para construir esta companhia. Foi preciso uma boa dose de trabalho, inteligência e ambição. Além de muito estudo.

— Não tenho medo de trabalho pesado. E sou ambicioso tam­bém. O problema é que ninguém confia na minha capacidade.

— Ninguém está dizendo que você não tem capacidade para trabalhar no ramo de construção. Mas pense em como seu irmão e sua mãe se sentiriam se algo lhe acontecesse?

— Apenas colocariam a culpa em mim. De novo — resmun­gou ele.

— De novo?

Jasper deu de ombros, sem responder. Depois de alguns se­gundos, voltou a olhá-la. — Se ninguém me deixar trabalhar nas construções, o que deverei fazer? Como provarei que sou competente?

— Primeiro precisa convencer Edward de que seu interesse é sincero.

— Ah, é? — disse Jasper, com impaciência. — E como farei isso?

Pelo menos ele estava ouvindo, pensou ela. — Qual dos projetos é o seu preferido?

— O de Wellsby — respondeu ele, sem hesitar.

— Aquele que Emmett supervisiona?

— Ele é o melhor contramestre de Edward. A construção ficará incrível — continuou ele, com entusiasmo. — Não é tão grande quanto outros projetos, mas tem uma estrutura complexa, como eu gosto. Essa semana, começarão a fazer a armação. Por isso eu queria estar lá.

— E que tal trabalhar com esse objetivo?

Jasper estreitou o olhar. — O que está querendo dizer?

— Bem... Que tal lidar um pouco com a parte burocrática? Poderia trabalhar como assistente de Emmett, encomendando ma­teriais, organizando subcontratações...

— Mas eu queria ajudar diretamente na construção — pro­testou ele.

— Tudo bem. Então por que não constrói uma maquete do prédio? Enquanto a equipe de Emmett faz a armação, você poderá ir um pouco mais além e fazer uma maquete com a sua idéia do projeto. Use cópias das plantas. Será um desafio porque você terá de recalcular as medidas escalares.

Ele demonstrou um súbito interesse. — Acha que Edward aprovaria?

— Terei de pedir a ele antes — respondeu Bella. — Mas acho que posso conseguir a aprovação dele. Mas você não poderá ir à construção sem estar na companhia dele ou de Emmett. Aprenda a observar a experiência dos dois, para aprimorar seus próprios projetos. O que acha?

— Eu... Poderia tentar — respondeu ele, com cautela. Bella estendeu a mão, sorrindo.

— Negócio fechado?

— Apenas sob uma condição — salientou ele.

Foi à vez dela olhá-lo com cautela. — Que condição?

Um sorriso se insinuou nos lábios de Jasper. — Quero estar presente quando explicar tudo ao meu irmão.


— Você concordou com o quê?

Bella lançou um olhar encorajador para Jasper, antes de voltar a encarar Edward.

— Bem, você ofereceu um trabalho a Jasper, e eu...

— Não me lembro de ter feito isso — Edward a interrompeu.

— No primeiro dia em que estive aqui ouvi você se oferecer para arranjar um trabalho para Jasper. Suas palavras foram: "Se quer um emprego, vou lhe arranjar um. Mas não agora. Fim da conversa".

— Que conversa? — zombou Jasper.

Edward o fuzilou com o olhar. — Disso eu me lembro. Agora se levante desse sofá e leve esse cachorro folgado com você.

— Hei, veja lá como fala! — protestou Jasper, tapando os olhos de Jacob. — Ele é muito sensível e pode acabar se ofendendo!

Edward espalmou as mãos sobre a mesa e olhou para Bella. — A culpa é toda sua — disse.

Ela suspirou. — Eu sei. Sempre é.

— Acompanhe-me, por favor. Quero lhe mostrar uma coisa.

Ela lançou um sorriso encorajador para Jasper, mas voltou a ficar séria assim que olhou para Edward. Ele a conduziu até a sala onde os outros empregados estavam trabalhando.

— Veja isso.

Ela se surpreendeu com a maneira casual como Edward passou o braço sobre seus ombros e a fez seguir em frente. "Por que sempre ficava apreensiva quando ele a tocava?", Perguntou-se. Nunca tivera esse tipo de reação antes.

— O que tenho de olhar exatamente? — perguntou-lhe.

— Vamos começar com Rosalie Hale.

— Bonito vestido o dela.

— É azul — salientou Edward. Bella sorriu.

— Não é à toa que gostei do modelo.

— Acontece que Rosalie nunca usou azul na vida. Agora olhe para Jessica.

— Quem é Jessica?

— Aquela que tingiu os cabelos de castanho.

— Linda cor.

— Só que até ontem ela era loira.

Bella assentiu. — Fico contente que ela tenha corrigido o erro.

— Será possível que ainda não entendeu? — perguntou ele. — Chegou aqui há apenas uma semana e todas as mulheres do departamento já estão copiando seu visual!

— É mesmo? — ela pareceu lisonjeada com a idéia. — Oh, não é maravilhoso?!

— Não! Isso está parecendo uma lavagem cerebral!

— Quanto exagero — ela censurou. — Rosalie ficou linda de azul. A cor destacou o tom bonito dos cabelos dela. Notou o quanto ela está sorrindo? Ela costumava sorrir tanto assim?

— Não me lembro.

— Provavelmente ninguém mais se deu conta disso. De agora em diante, passarão a notar. E Jéssica não apenas mudou a cor dos cabelos, mas também começou a usar maquiagem. Está vendo? Aquele rapaz "bonitão" da contabilidade está flertando com ela.

— Se o "bonitão" da contabilidade está flertando com ela, significa que ele não está trabalhando. Eu o pago para traba­lhar, e não para flertar com minhas funcionárias.

— Oh. — Bella arqueou uma sobrancelha, com ar questio­nador. — Quer que eu fale com eles a esse respeito?

Edward respirou fundo e olhou por cima do ombro, na direção de seu escritório.

— Não. Mas é que... Agora Jasper também está enfeitiçado por você.

O olhar de dela se suavizou no mesmo instante. Tocando o braço dele, disse:

— Estou apenas tentando ajudar. Quer que seu irmão fique longe dos locais em construção, não quer? Pois isso o manterá afastado e dará a ele uma chance de aprender mais sobre o trabalho. Não é esse seu objetivo?

— Sim, mas...

— Será uma ótima oportunidade de ele provar que é com­petente. — Ela franziu o cenho. — Sinto que, por algum motivo, isso é muito importante para ele. Estou certa?

Edward fechou os olhos por um instante. — Sim, é possível. Ele se culpa por um incidente ocorrido há alguns anos.

— A culpa foi mesmo dele?

— Parcialmente.

Bella olhou para o outro lado do salão, sorrindo ao ver Jasper abraçando Jacob.

— Então deixe que ele corrija o erro — pediu a ele. — Todos precisam de uma chance para reparar suas faltas.

Edward a observou com mais atenção. — Está falando isso por experiência própria?

— Estou falando como alguém que acredita na capacidade das pessoas. Dê essa chance a Jasper. Não vai se arrepender.

Edward se tornou pensativo por um momento, antes de assentir e dizer:

— Terei de pedir o consentimento de Emmett primeiro. Se ele aceitar, também aceitarei.

Bella sorriu e conteve o impulso de abraça-lo. As coisas pareciam estar melhorando cada vez mais.


— Sei que reconciliar Edward e Jasper não faz parte da minha missão! — declarou Bella, exasperada. — Não precisa me lem­brar disso.

Jacob ganiu, aninhando-se no sofá.

— Não diga tolices! Levá-los a fazer as pazes não deverá ser tão difícil. Afinal, o que poderia dar errado? — Ela abriu a agenda de Edward sobre a mesa. — Na verdade, isso pode até ajudar. Mantenha em mente que para encontrar o grande amor de Edward, precisarei da colaboração de Jasper.

— Costuma falar sozinha com freqüência? — indagou uma voz vinda da porta.

Ao se virar, Bella viu Jasper apoiado no umbral da porta olhando-a divertido. No mesmo instante, ela lançou um olhar de reprovação para Jacob.

— Você deveria me avisar quando alguém chega! — pro­testou. Ficou ainda mais furiosa quando o cão mostrou os den­tes, em uma espécie de sorriso sarcástico. — Olá, Jasper. Não vi que você estava aí.

— Foi o que imaginei. — Lançando um olhar curioso dela para o cão, perguntou: — Que história é essa de encontrar um grande amor para Edward?

— Isso deveria ser segredo — confessou ela.

— É mesmo? Prometo que não contarei a ninguém.

— Não? — Ela o fitou com um olhar calculado. — Isso significa que está disposto a ajudar?

— A encontrar uma pretendente para Edward? Talvez.

Aquela não foi exatamente a resposta entusiasmada que Bella esperava ouvir.

— Não acha que ele deveria se casar? Ter filhos?

Jasper deu de ombros. — Acho que sim. Se for o que ele quer.

Ela franziu o cenho, considerando a resposta estranha. — Qual o problema, Jasper? — indagou, com gentileza.

— Nenhum.

Sim, havia algo errado. E qualquer que fosse o problema, ele parecia sério.

—Não precisa se envolver, se não quiser. Posso cuidar disso sozinha.

Ele hesitou um momento e perguntou:

— Diga-me por que está fazendo isso. Qual seu interesse nessa história?

— Trata-se de uma missão que prometi cumprir.

— Prometeu a Edward?

— Não. Digamos que ela foi designada por alguém que tem mais autoridade do que seu irmão.

— Sei. — Jasper assentiu. — Minha mãe deve tê-la enviado. Ela está tentando fazer Edward se casar desde que... — Ele não terminou a frase. — Posso conhecer a mulher que você escolher para ele?

— Claro — Bella concordou. — Já que mora com seu irmão, acho que essa é uma excelente sugestão. Mas primeiro terei de oferecer a Edward um breve treinamento sobre encontros românticos.

Jasper arqueou uma sobrancelha. — Treinamento sobre isso? Edward?

— Sei que deve estar surpreso. Confesso que também fiquei. Mas quando vi o modo como ele agiu com Kate, no Sarduccf's, achei que ele precisaria de uma "ajudinha".

— Oh, deve ter sido uma das garotas que minha mãe manda para se encontrar com ele de vez em quando. Ela é a pior casamenteira que conheço. Ainda bem que contratou uma es­pecialista desta vez.

— Sua mãe não me contratou — esclareceu Bella. — Na verdade, nossas missões coincidiram. Acha que me sairei me­lhor do que ela se saiu até agora?

— Bem, aposto que eu conseguiria mais resultados do que vocês duas juntas.

— Ótimo — aprovou ela. — Então está disposto a ajudar?

— Só se você me deixar acompanhar tudo de perto.

— Não quebrarei minha promessa —Bella respondeu com gentileza. — Não farei Edward se casar com ninguém sem sua aprovação. Tem minha palavra.

— Obrigado. — A tensão desapareceu do rosto de Jasper. — Como vai treiná-lo para encontros românticos?

Bella sorriu, com um ar maroto — Tenho um plano — confessou.

Jasper também sorriu. — Algo cruel, demoníaco e condenável?

Ela riu alto. — Com certeza.

— Nesse caso, pode contar comigo!


Edward entrou no Sarduccf's com passos firmes. Essa seria a última vez que sua mãe faria isso com ele. Vinha tentando ser paciente com aquela idéia de casamento que ela insistia em manter, depois do fiasco que fora seu relacionamento com Tanya. Mas toda paciência tinha um limite.

— Ora, mas que prazer revê-lo, Sr. Cullen!

— Olá, Rollo. Para ser sincero, não estou muito contente em ter de voltar aqui.

O maitre sorriu. — Logo mudará de idéia, pode acreditar. Sua acompanhante já chegou. Quer que eu lhe mostre a mesa reservada?

— Sim, por favor.

Ao levantar mais a cabeça, qual não foi seu espanto ao avistar sua secretária ocupando a mesa principal. Continuava usando um vestido azul, como desde a primeira vez em que ele a vira. Mas aquele modelo, em particular, seria capaz de levar o controle de qualquer homem ao limite absoluto. Sustentado por duas alças finíssimas, possuía um generoso decote nas costas, que terminava bem próximo da cintura delgada.

Edward tentou desviar a atenção daquele rosto e do corpo ma­ravilhoso de Bella, mas simplesmente não conseguiu. Como poderia prestar atenção em sua acompanhante, com aquela verdadeira tentação diante de seus olhos? Sua última esperança era que sua mesa ficasse bem longe...

Rollo parou ao lado de Bella. — Pronto, Sr. Cullen.

Edward franziu o cenho. — Como assim, "pronto"?

O maitre lançou um olhar apreensivo de um para o outro.

— Sua acompanhante desta noite é a Srta. Swan.

— Obrigada, Rollo — Bella o interrompeu. — Cuidarei de tudo agora.

— O que está acontecendo aqui? —Edward perguntou, indig­nado, quando o maitre se afastou.

— Quer se sentar enquanto eu explico? — sugeriu ela.

— Eu preferiria ir embora daqui.

— A escolha é sua. Não tentarei detê-lo.

— Sábia decisão.

Ele pensou em sair, sabendo que essa seria a atitude mais sensata a ser tomada, mas... Ora, desde quando sempre tinha atitudes sensatas na vida? Com um suspiro impaciente, puxou a cadeira e sentou-se.

— Diga logo o que está acontecendo, Bella.

— É uma longa história.

— Então comece logo.

Bella partiu um pedaço de torrada, sorrindo ao olhar para as migalhas que se espalharam pela toalha da mesa.

— Conheci uma pessoa que "lê" farelos de pão da mesma maneira como alguns lêem cartas. Já notou como eles formam padrões interessantes?

— Não — respondeu ele, não parecendo muito interessado no assunto.

— Tente observar.

— Isabella...

— Bella, lembra?

— Bella...

— Por favor. Quebre outro pedaço de torrada para mim — pediu ela.

Edward não acreditou que aquilo estivesse acontecendo. Mesmo impaciente, pegou uma torrada e quebrou-a ao meio.

— Está satisfeita agora?

Bella pegou os óculos na bolsa e colocou-os. Em seguida, levantou-se e ficou ao lado dele, inclinando-se até que seus ombros quase se tocassem.

Um delicioso perfume invadiu as narinas dele, deixando-o entontecido por um momento. A essência floral, com um leve toque amadeirado, aguçou-lhe os sentidos, levando-o a imaginar como seria inspirar aquele perfume diretamente na pele dela.

— Interessante...

O comentário o trouxe de volta à realidade.

— O quê?

— O padrão que os farelos de sua torrada fizeram sobre a toalha.

— Isso é ridículo, Bella. Não estou interessado...

— Deixe-me continuar, por favor. Faz muito tempo que não pratico isso.

Sem esperar pela resposta, ela tomou a mão direita dele e colocou em sua palma um punhado de queijo parmesão. Soprando-o com gentileza, deixou que os flocos de queijo caíssem sobre os farelos de torrada.

— Para que está fazendo isso? — perguntou ele.

— Os farelos representam nossas ações e as decisões que tomamos. O queijo representa nossas emoções.

Ele conteve o riso.

— Claro. Faz muito sentido. E o que tudo isso está dizendo?

— Bem, primeiro que você é uma pessoa muito fechada. Está vendo como os farelos se espalharam pouco? Isso mostra o lado reservado de sua personalidade.

— Exatamente o contrário da sua, não?

Ela sorriu. — Sim — confirmou, apontando os farelos de sua torrada. — Está vendo? Os meus se espalharam para todos os lados. Isso significa que sou expansiva perante a vida.

— Não sei por que, mas não estou surpreso em ouvir isso.

Bella fitou-o com seus lindos olhos castanhos de chocolate derretido.

— O que isso significa? — Edward perguntou um pouco perturbado com a intensidade daquele olhar. — Quais são as características de uma pessoa fechada?

— Elas gostam de manter o controle sobre a própria vida e sobre a de todos que se encontram próximos.

— Isso também não me surpreende — declarou ele.

— É organizado e cauteloso... — Bella voltou a olhar para a mesa. — Os farelos estão organizados, exceto...

— Exceto o quê?

— Está vendo como alguns se espalharam um pouco nas tangentes?

— Isso é pura física, Bella. Quando você joga algo de uma determinada altura, a substância tende a formar padrões similares.

— Similares, mas não iguais — ela salientou. — É exatamente nisso que reside à arte desta leitura específica. Deixe-me ver se ainda me lembro... As tangentes representam seu futuro. A maneira como os farelos caíram indicam que você está pro­curando algo.

— O quê, exatamente? — indagou ele, com um brilho de ironia no olhar. — Você?

— Não. — Bella se voltou para ele, mantendo-se bem pró­xima. — Você está procurando uma mulher para amar pelo resto da vida.

Os lábios de Edward se curvaram em um arremedo de sorriso. Deveria ter imaginado que ela acabaria dizendo aquilo. Aquela história a respeito de quererem lhe arranjar uma pretendente já estava passando dos limites. Como se não bastasse sua mãe viver insistindo naquilo, sua nova secretária também se tornara aficionada pela idéia.

Com um gesto impaciente, estendeu a mão e espalhou os farelos sobre a mesa.

— Pois você errou, minha querida. Essa é a última coisa de que preciso no momento. — Segurando-a pelo braço, e esforçando-se para ignorar a maciez daquela pele, acrescentou: — Agora me diga o que está fazendo aqui. E é melhor que tenha um bom motivo.

— Bem... — Bella forçou um sorriso. — Sei que ficará sur­preso, mas sou sua nova treinadora amorosa.

— O que?


Continua...

E no próximo capítulo...

- Você é o que??