Bom, primeiro eu gostaria de pedir desculpas pela demora em postar o novo capítulo. =/ Eu tive alguns problemas pessoais então estava sem ânimo pra reescrever, postar e editar um novo capítulo. Mas eu fiquei extremamente feliz com todas as Reviews que eu recebi. Fiquei super feliz mesmo. E espero que vocês continuem acompanhando a história mesmo ela sendo longa. No final do capítulo eu respondi a todas as Reviews ok? Agora uma boa leitura. E façam uma autora feliz!!!!! *-*
CAPITULO IV
Edward levou alguns segundos para entender o significado do que Bella dissera.
— Você o que??? Minha Treinadora Amorosa? Mas que diabos de brincadeira é essa?
— Isso mesmo. É simples: sairemos juntos algumas vezes e eu lhe ensinarei como deve agir com uma pretendente. — Mantendo um tom gentil, indicou o braço que ele continuava segurando. — Por exemplo, nunca deve segurar o braço de uma mulher com tanta força. Isso pode deixar um hematoma.
Edward a soltou no mesmo instante. Ela sorriu, com ar de agradecimento, e voltou a ocupar a outra cadeira, diante dele.
— Obrigado pelo conselho — disse ele. — Tentarei me lembrar dele. Importa-se se eu também lhe der um?
— Nem um pouco.
Edward se inclinou para frente.
—Nunca aborreça seu chefe. Isso pode conduzi-la a uma séria situação de desemprego.
Bella suspirou. — Desconfiei que você não iria gostar disso.
— Então por que insistiu no assunto?
— Observei seu comportamento com Kate na outra noite.
— Minha vida pessoal não lhe diz respeito — replicou Edward cerrando os dentes.
— Passou a dizer quando você solicitou minha ajuda para encontrar uma esposa.
— Não me venha com essa história de novo.
— Não quer se casar e formar uma família? — Bella perguntou curiosa.
— Sim, mas somente quando eu estiver pronto para isso.
— Então por que aceita participar desses encontros marcados por sua mãe?
— Porque não me custa nada deixá-la um pouco animada e isso ajuda a aliviar a consciência quanto a alguns problemas do passado.
— Aliviar a consciência? — Bella franziu o cenho. — Estou enganada ou isso significa que você teve algum compromisso sério no qual sua mãe interveio?
Ele não respondeu, sem querer mencionar Tanya e as circunstâncias sob as quais ela o deixara.
— Não quero falar sobre isso — respondeu. —É minha secretária, no caso de haver esquecido. Não sei por que minha família resolveu envolvê-la nisso, mas eu agradeceria se não se intrometesse.
— A lista...
— Aquilo deve ter sido uma brincadeira de mau gosto — Ele a interrompeu. — Não preciso de uma esposa. Pode ser até que eu mude de idéia no futuro, mas quero fazer isso por mim mesmo, e não por influência de minha mãe ou de minha secretária. Fui claro?
— Sim. — Um sorriso se insinuou nos lábios dela. — Mas já que estamos aqui...
— Acha que devo aproveitar sua oferta para treinarmos como deve ser um encontro amoroso?
— Isso mesmo — confirmou ela. Tirou da bolsa o bloco de anotações. — Fiz uma lista de sugestões que poderá ajudá-lo.
— Mas que surpresa!— Edward se largou na cadeira começando a ficar impaciente.— ironizou.
— Quer ouvi-las?
— Vai adiantar se eu disser que não?
Bella sorriu, com um ar sedutor. — Acho que não — respondeu.
— Então, fale logo de uma vez.
— Está bem. Levando-se em conta apenas os pontos básicos, temos o seguinte...— Ela olhou para o papel. — O encontro inicial. Ele é vital, pois as primeiras impressões são as mais importantes. Em segundo vem à conversa preliminar, que oferecerá a melhor chance para você despertar o interesse dela.
Em seguida, vem à discussão sobre o que pedirão para jantar.— Voltando a olhá-lo, acrescentou: — Notei que você e Kate não conversaram muito naquela noite.
— Você tem razão — confirmou Edward. — Estávamos tão preocupados em comer o linguado que pedimos depois da entrada que não restou muita disposição para a conversa.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Pediram linguado em um restaurante italiano? Ora, isso é mesmo curioso.
Ele apenas deu de ombros.
— Somente depois de fazerem os pedidos é que devem começar uma conversa mais séria — continuou ela. — Durante o jantar, deve flertar um pouco, por meio de olhares. A hora do café, tente tocar a mão dela, se for possível.
— Não acha que está apressando um pouco as coisas? — ele indagou.
— Não. O toque também é vital para firmar a ligação. Finalmente, vem à sobremesa, que pode ser entendida tanto no sentido real quanto no... Figurado. Também pode ser chamada de "loucura de amor".
— O que diabos é isso? – Ele perguntou franzindo o cenho confuso.
— Nunca sentiu a "loucura de amor"? — Ela arqueou as sobrancelhas um pouco espantada. — Ela acontece quando a atração entre um homem e uma mulher é tão poderosa que ambos nem se dão ao trabalho de terminar a refeição. Digamos que "detalhes mais importantes surgem à mente". O desejo de privacidade passa a ser mais relevante do que o jantar ou qualquer outra coisa.
Edward se inclinou para frente. — Isso se chama "desejo sexual", Bella.
Ela também se inclinou para frente em direção a ele. — Isso se chama "amor", Edward!
— As mulheres chamam isso de amor. Os homens chamam simplesmente de aliviar...
— Por favor, Edward! — Ela o interrompeu em tom de censura. — Não é de admirar que precise de algumas lições de como se comportar diante de uma dama.
Ele reconheceu que fora longe demais. —Desculpe-me, Bella. Acho que tem razão e que preciso mesmo de alguns conselhos.
Ela estreitou o olhar, com ar de suspeita. — Está falando sério?
"Será interessante ver onde tudo isso vai dar.", pensou ele.
— Sim — respondeu. — Vamos começar de novo, está bem? Acabamos de chegar ao restaurante e estamos em nosso primeiro encontro. O que causaria a melhor impressão possível?
— Um sorriso.
— Só isso?
— É um ótimo começo — salientou ela. — Notou que não sorriu sequer uma vez para Kate?
— Bem, houve um motivo para isso — ele se justificou. — Kate não me deu o mínimo motivo para sorrir. — Quando Bella fez menção de protestar, ele completou: — Está bem, vou sorrir mais. O toque acontece nesse momento?
— E aceitável que a cumprimente com um aperto de mãos logo no início. Eu evitaria beijo no rosto, pois isso já é muito usado. Ah, e não beije a mão dela sob hipótese alguma. A menos que você fosse europeu, isso seria uma gafe. Não é europeu, é?
— Não. Sou norte-americano. Por quê?
Ela deu de ombros. — Nunca fui cumprimentada com um beijo na mão. Achei que poderia ser uma nova experiência. Mas vamos deixar isso de lado. — Voltando a analisar as anotações, Bella disse: — Durante a conversa preliminar você deve tentar "quebrar o gelo".
— Nunca fui muito bom nisso.
— Tente começar perguntando como ela conheceu sua mãe.
— Ótima sugestão. Como você conheceu minha mãe?
A pergunta pegou Bella de surpresa. Ela o olhou por um instante, em silêncio.
—Eu... Não conheço sua mãe.
— É mesmo? Mas foi ela quem reservou a mesa para esta noite. Como ela poderia ter feito isso sem conhecê-la? — Edward estreitou o olhar, desconfiado.
— Isso não é importante...
Um brilho de fúria surgiu nos olhos dele.
—Você planejou isso com ela, não é? Talvez até com a ajuda de Jasper... — sugeriu ele.
Bella o fitou apreensiva. — Está começando a ficar aborrecido de novo. Esse não é um comportamento recomendável para um primeiro encontro.
— Por acaso vocês três se uniram e decidiram que preciso de instruções para sair com uma mulher? Estão juntos nisso?
Bella não podia mentir, mas também não queria dizer a verdade. Por fim, o silêncio sobre o assunto lhe pareceu à melhor opção.
— Não está mais sorrindo. — Foi tudo que disse a ele.
— Todo mundo parece saber o que é melhor para mim — declarou Edward, ignorando o comentário dela.
— Não é bem assim...
— Quer mesmo me ensinar a ser uma boa companhia? — ele a interrompeu.
— Se isso significa outra mudança de assunto, eu adoraria ensiná-lo a ser uma boa companhia.
— Então prossiga, Srta. Swan, porque essa pode ser sua última função na minha empresa.
Na verdade, tratava-se de sua "última oportunidade", pensou ela, ciente de que não poderia dizer isso a ele.
— Deveria estar sorrindo, lembra-se?
— Oh, claro. — Edward mostrou os dentes. — Que tal?
— Por enquanto, serve.
— O próximo passo é conversarmos sobre assuntos gerais — ele sugeriu.
— Talvez devêssemos pular essa parte. Isso sempre parece despertar seu lado mais mal-humorado.
— Somente quando descubro que fui enganado.
— Não menti para você. Nenhuma vez. Pode até não gostar dos meus métodos, mas respondi a todas as suas perguntas apenas com a verdade.
— Então responda mais essa: acha mesmo que preciso de seus serviços, Bella? E que não sei como tratar uma mulher durante um encontro?
Ela olhou-o com atenção.
Não, Edward não precisava de ajuda para conquistar uma mulher. Se ao menos ela não fosse um anjo...
Uma estranha sensação a dominou de repente. Por que estava pensando aquilo? Fora enviada até ali para arranjar uma esposa "terrena" para ele. Alguém que pudesse amá-lo de corpo e alma. E esse alguém não era ela.
— O que foi, Bella?
A pergunta dele a trouxe de volta à realidade.
— Eu estava pensando no seu futuro...
— Pela sua expressão, não pareciam pensamentos lá muito bons.
— Eram bons, sim.
— E você disse que nunca mente?
— Não posso. Mas confesso que às vezes sinto vontade de fazê-lo.
— Foi isso que aconteceu agora? — questionou ele.
— Não. — Ela o fitou nos olhos. — Mas reconheço que nem sempre é confortável dizer a verdade. Às vezes, minha atitude parece irritá-lo.
— Ótima observação.
— Obrigada. Mas prefiro continuar sendo franca. Eu o observei com Kate e acredite-me: um pouco de treino não lhe fará nenhum mal.
— Está bem.
Bela não gostou muito da maneira como Edward a olhou. A expressão dele a fez lembrar-se de Jacob, quando pretendia colocá-la em alguma cilada.
— Vou praticar minhas habilidades de conquistador com você — disse ele. —Promete me avisar se eu cometer algum erro?
Ela continuou a fitá-lo com um ar desconfiado. Por que estava se sentindo tão insegura? A missão com Edward representava sua chance de provar que era capaz. Sua última chance.
— E então? — insistiu ele. — Acordo fechado?
Ela assentiu. Afinal, não tinha muita escolha.
— E quando me ensinar tudo que sabe, esquecerá essa tolice de encontrar uma esposa para mim?
Bella sorriu. — Pode levar algum tempo para eu conseguir lhe ensinar tudo que sei.
— E mesmo? Mal posso esperar para começar — insinuou Ele.
O garçom se aproximou e Edward pediu vinho e um tira-gosto.
— Agi certo? — perguntou ele, quando o garçom se retirou.— Ou deveria ter perguntado qual é sua preferência?
Estaria zombando dela?, Bella se perguntou. Não saberia dizer. Decidindo levá-lo a sério, respondeu:
— Uma mulher não se incomoda se o homem toma a iniciativa em certos momentos. Isto é, se ele realmente souber o que está fazendo.
— O que vem a seguir na sua lista? Oh, já sei: hora de iniciarmos a conversa mais séria. — Com um sorriso insinuante, ele acrescentou: — Por que não parte outra torrada e me diz o que está vendo? Não disse que consegue ler o futuro nas migalhas?
Bella umedeceu os lábios, sem gostar do rumo que a conversa estava tomando.
— O passado, o presente e o futuro — salientou. — Pelo menos, foi o que aprendi.
— Então me diga o que mostra seu futuro.
Bella não queria olhar os farelos. Afinal, o que poderia descobrir que já não soubesse? Sabia que nunca poderia ficar com Edward e que seu futuro estava definido. Todavia, não queria ver que sua missão tinha chances de falhar e que ela poderia acabar sendo expulsa do paraíso.
— Acho melhor não fazer isso — respondeu, em um sussurro.
— Por quê?
— Porque não quero saber sobre esse assunto.
— Você está com medo — acusou ele.
— Um pouco. — Bella sorriu admitindo.
— Do que tem medo?
— Você não entende. — Ela hesitou.
— Então explique.
— Os farelos não podem mostrar meu futuro.
Na verdade, ela não tinha futuro. Pelo menos, não na terra.
— Pode ver o meu, mas não o seu? — perguntou ele duvidoso.
— Não exatamente. E que... A leitura não serviria para mim. Além do mais, isso não passa de uma brincadeira.
— Leia assim mesmo — insistiu ele. — E não se esqueça do queijo.
Relutante, ela pegou outra torrada e a quebrou ao meio, espalhando farelos sobre a mesa. Em seguida, colocou um punhado de queijo na mão e soprou-o com gentileza por cima das migalhas.
— Edward...
— Comece pelo passado.
Ela olhou para o resultado, mesmo sabendo que não era preciso fazê-lo para saber o que estava escrito em seu passado. A distribuição do queijo havia formado um semi-arco sobre os farelos.
— Aqui diz... — Pigarreou e tentou novamente, esforçando-se para parecer mais segura. — Bem, está mostrando as características de alguém que viveu com entusiasmo. Uma pessoa que cometeu muitos erros, mas que nunca abrandou sua exaltada passagem pela vida.
— Há um bocado de migalhas nesta parte aqui. — ele apontou para um canto da mesa.
— Esses foram meus erros.
— Pelo visto, cometeu muitos.
— Isso pode acontecer a qualquer um.
— E o presente? — ele indagou, em um tom mais brando. Bella apontou um pequeno círculo que se formara no meio da mesa.
— Está aqui.
— É tão pequeno.
— O seu presente também é pequeno, ou breve se preferir.
— E o que diz aí?
De fato, as migalhas mostravam exatamente o que ela já esperava.
—Diz que embora meu tempo aqui seja curto, também acabarei cometendo erros.
— Um passado e um presente difíceis? Isso não parece justo.
Bella olhou para ele. — Nosso senso de justiça não se aplica às regras do universo, Edward.
— E quanto ao futuro?
Havia somente queijo na área que indicava o futuro.
—Está vendo? — disse a ele. — Não há nenhum farelo.
O que aquilo indicava mesmo? Que o futuro seria fácil ou que simplesmente não haveria nenhum? Não se lembrava ao certo do que sua amiga dissera enquanto a ensinava a ler farelos. Porém, não poderia dizer nada disso a Edward.
Felizmente, o garçom chegou com o pedido, pondo um fim ao assunto desagradável. Assim que fizeram os pedidos para o jantar, e que o garçom se retirou, Edward pediu desculpas a ela.
—Eu não queria aborrecê-la — explicou, com um sorriso. — Acho que realmente preciso de sua orientação.
— Ainda bem que admitiu.
— Vejamos... Que outros assuntos podemos discutir? — Ele estalou os dedos, parecendo haver tido uma idéia repentina. — Já sei! Como ficou sabendo que eu estava precisando de uma secretária?
Bella respirou fundo, sentindo-se encurralada mais uma vez. — Fui enviada até você pelo meu supervisor.
— O Sr. Carlisle, certo?
— Ele mesmo.
— E o que ele tem contra mim?
A pergunta foi feita de uma maneira tão espontânea que Bella não conteve o riso.
— Confesso que já me fiz a mesma pergunta.
— E qual foi à conclusão a que chegou?
— Acho que merecemos um ao outro — respondeu ela. Foi à vez de Edward sorrir.
— Talvez tenha razão — ele admitiu, tomando um gole de vinho. — Conte-me onde mais trabalhou antes de pousar a porta do meu escritório.
Bella sentiu vontade de rir ao ouvir aquilo. Se ele soubesse que "pousar" era realmente a palavra mais correta para definir sua chegada...
— Passei por vários tipos de trabalho — respondeu. — Fui gerente de hotel, trabalhei em uma firma de advocacia, em uma fazenda de gado, em uma empresa de computação e também passei algum tempo como empregada em uma doca. Fui até chef de cozinha.
Ele arqueou as sobrancelhas. — Chef? Onde?
— Aqui mesmo.
Ele se tornou pensativo. —Rollo mencionou algo sobre um incêndio?
— Admito que não foi um dos meus momentos profissionais mais felizes.—Bella desviou o olhar.
— E todos os outros empregos seguiram o mesmo exemplo... Desastroso?
— Receio que sim. Mas não se preocupe. Não há como eu causar um grande estrago na Construtora Cullen. Na verdade, considero-me uma excelente secretária. Alguns desses outros empregos não tinham nada a ver comigo.
— Não sei se isso me deixa mais tranqüilo — confessou ele.
— Não se preocupe. Preciso me sair bem nesse emprego porque Carlisle está esperando isso de mim.
— E se não der certo?
— Você não sofrerá, prometo. Mandarão alguém consertar meus erros.
— E o que acontecerá com você?
. —Se o faz sentir-se melhor, nunca mais serei mandada para intervir na vida de ninguém. — Ela deu de ombros, forçando um sorriso
Edward franziu o cenho. — Essa é sua última chance?
— A décima terceira — ela salientou.
— E vão despedi-la se falhar de novo?
"Hora de mudar de assunto", pensou Bella.
— Está se saindo muito bem, ê está demonstrando a dose perfeita de interesse e de preocupação pelo que estou dizendo. Nenhuma mulher é capaz de resistir a um homem que consegue fazer isso.
— Não estou preocupado com isso — resmungou ele. — Estou falando sério. O que fará se for despedida desse emprego?
Ela tentou amenizar a expressão de preocupação com um sorriso.
— Não se aflija com isso. Ficarei meio perdida a princípio, mas já estou acostumada com esse tipo de situação. — Quando ele não pareceu muito convencido, ela insistiu: — Edward, meu mundo não vai acabar por isso. Como eu disse, você não sairá prejudicado. Carlisle mandará uma equipe de limpeza e...
— Equipe de limpeza?
— Oh, é apenas modo de falar. Raramente existe algo para eles limparem.
— Exceto quando você provoca um estrago grave?
— Sim. Mas isso é bem raro.
— Não sabe quanto estou aliviado em ouvir isso — ironizou ele. — Tenho até medo de perguntar como se saiu em seus outros empregos.
— Então acho melhor não fazê-lo. Oh, aí vem o jantar.
— Boa escapada — resmungou ele.
Para alívio dela, Edward pareceu esquecer o assunto e ambos passaram a conversar sobre os projetos em andamento.
Quando ela estava suficientemente relaxada, ao final do jantar, Edward colocou o prato de lado e fitou-a nos olhos, inclinando-se para frente ao perguntar:
— Está pronta para admitir a verdade agora?
Bella sentiu um frio na espinha.
— Como assim? — Perguntou tentando parecer desentendida.
— Estou esperando que explique o que estamos fazendo aqui, mas até agora não notei nenhuma cooperação de sua parte.
Com cuidado, ela colocou os talheres sobre o prato.
— Já não falamos sobre isso?
— Apenas mencionamos o assunto uma porção de vezes. A pergunta que quero ter respondida é por que está tão interessada na minha vida amorosa. Que diabo de trabalho é esse seu?
— Você não entende...
— Então me explique!
— É... Complicado.
Edward tocou a mão dela sobre a mesa. — Você prometeu sempre dizer a verdade.
— Por favor, não me peça para responder a essa pergunta em particular.
— Por quê? Eu não gostaria da resposta?
Bella se esforçou para conter um arrepio involuntário. — Edward...
— Diga-me por que realmente está aqui, Bella. Não providenciou este encontro por achar que eu precisava de lições de flerte.
Ela fitou-o com um ar indignado. — Claro que foi!
— Então por que está me olhando desse jeito?
— De que jeito?
— Como se estivesse desesperada para se atirar nos meus braços.
— Não estou fazendo isso!
— Você disse que nunca mente — lembrou ele. — Mas seus lábios dizem uma coisa e seus olhos mostram outra. Estou vendo neles um brilho de desejo, de excitação...
— Pare, Edward. Por favor. — Ela implorou com a voz trêmula
— Relaxe, meu anjo. Sinto o mesmo que você, e desde a primeira vez em que nos vimos. Notei que seu vestido azul era sinônimo de problemas, mas não tive força de vontade suficiente para mandá-la embora.
— Não deveria estar me dizendo tudo isso.
— Mas não é para isso que estamos aqui?
Bella teve a desagradável sensação de que seu comportamento prejudicara sua missão. Mais uma vez.
— O que está querendo dizer? — perguntou a ele.
— Você me quer, Bella, tanto quanto eu a quero. Não foi por isso que marcou este encontro?
— Não! Você entendeu tudo errado! Marquei este encontro para ensiná-lo a se comportar durante um encontro amoroso.
— Não me diga! Veio ter um encontro comigo, e não para me ensinar a ter um.
A inegável lógica do que ele dissera a deixou aflita por um momento.
— Está enganado.
— Pare com isso, Bella. Por que não usa um pouco dessa sinceridade que você tanto preza e admite a verdade? Vamos acabar logo com isso. Conversamos, trocamos olhares, até nos tocamos... Não quero saber do café. Pode chamar isso de "loucura de amor", se quiser, mas admita a verdade de uma vez por todas e venha para casa comigo.
Bella o olhou em silêncio, boquiaberta. —Não. — Balançou a cabeça devagar. — Você entendeu tudo errado.
De súbito, afastou a cadeira para trás e pegou a bolsa. Saiu o mais rápido que pôde em direção à saída. Ouviu Edward chamar seu nome, mas ignorou-o e seguiu em frente. Passou por Rollo em disparada e entrou no vão da porta giratória. Sentiu Edward logo atrás de si, mas não parou.
— Ah, a "loucura de amor"... — suspirou o maitre, olhando os dois saírem em disparada. — Finalmente!
— Bella, espere! — gritou Edward, segurando-a pelo braço, assim que conseguiu alcançá-la.
— Não!
Ela se virou para ele, no mesmo instante em que um relâmpago faiscou no céu, anunciando uma chuva próxima. Por um momento, a natureza pareceu compartilhar a angústia de Bella.
— Você não entende, Edward. Está tudo errado! Tudo!
— Então me explique o que está acontecendo — pediu ele.
— Não estou aqui por sua causa. Isso... Isso que existe entre nós... É impossível.
— E mesmo? — Ele a segurou pelos braços e puxou-a com delicadeza para si. — Jurou que não mentiria para mim. Mas é exatamente isso o que está fazendo agora, ao querer me convencer de que não sente nada por mim.
— Não há nada entre nós, Edward. Não pode haver! — insistiu ela.
— Pois posso provar que existe. — Ele segurou o rosto dela entre as mãos aproximando-o cada vez mais do seu, o hálito quente dele encontrando o dela.
— Basta que eu faça isso...
Continua....
o.O
Eu não sou uma menina má juro. Kkkkkk Tudo bem talvez eu seja um pouquinho malvada. Mas não teria graça acontecer tudo agora não é?
Bom agora respondendo as Reviews:
bruna326: Bruna sabe que as vezes eu tenho medo do que essa Bella pode aprontar??? Ahh e me desculpa ter demorado tanto a postar esse. Minha vida andou um caos ultimamente. Mas o próximo não demora muito eu juro! E espero que você goste desse também. Bjinhos!!!!!
Lakina: Se ela for ler os seus farelos vai ter que ler os meus também. Huahuahauhauhauhau e de preferência ver um Edward no nosso futuro. Ou até um Emmett quem sabe *-*. Mas pode a gente ainda pode combinar a questão do horário.... kkkk
My Odd World': Isso porque ela ainda não contou em que tipo de desastre ela transformou as ultimas 12 missões dela. Kkkkk Deus me livre de um anjo atrapalhado assim! Espero que você goste desse capítulo também. Até o próximo... =D
Re Lane Cullen: *-* Obrigada por estar lendo e gostando da fic. Espero que continue assim viu? E obrigada³³³³³³³³³³³ pelo comentário. Bjooo
Isa Stream: hahaha eu mais do que ninguém espero que você continue gostando! Kkkkkk mas pode deixar que a Bella ainda vai deixar a fic hilária. Mais do que ela já está. Bjinhos!!!!
Hana Manoely Andrade Steves: Aii... odeio quando essas coisas acontecem sabe? Comigo foi algo parecido uma vez. Só que eu gostava do garoto. E ele queria ajuda para pedir minha melhor amiga em namoro. =/
Tudo bem a gente supera essas coisas. Huahuahauhauhauahu ainda mais quando a Bella vem aqui e faz a gente lembrar dessas coisas e rir ao mesmo tempo. Bjinhos!!!!
marinapz4: *-* Você me deixa imensamente feliz por adorar essa Bella. E por não achar meio bizarro a Bella como o ser sobrenatural. Kkkkkk Espero que você continue adorando a história e a Bella até o fim. E muito³³³³³³³³³³³³ obrigada pelo comentário. *-* Bjinhos!!!!
Dani: Dani tai o novo capítulo. *-* Obrigada pelo comentário e eu fico muuuuuuuuuuuuito feliz que você esteja gostando e acompanhando essa história. Bjoooo
