Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas a todos vocês pelo atraso enooooooorme. Foram meses sem postar nada ou dar alguma noticia. Bom, quanto a isso só posso dizer que a faculdade esse semestre me deixou louca. Mas agora como estou de férias pretendo terminar essa história. E postar outras que tenho em mente. ^^ Gostaria de agradecer a todos que mesmo sem ter noticia alguma dessa mandou reviews, pelos alertas e favoritos e por sempre darem uma passadinha por aqui mesmo após tanto tempo. Bom, infelizmente não vou poder responder as reviews maravilhosas que vocês mandaram agora mas prometo que responderei em breve. E muuuuuuuuuito obrigada de novo e mil perdões!


CAPITULO VI

— Isabella Swan, dirija-se ao supervisor Carlisle, por favor.

Ela começou a ouvir os burburinhos assim que começou a andar pelo corredor. Levantando um pouco mais a cabeça, se guiu em frente. Certas coisas nunca mudavam.

Mesmo sabendo que não deveria, não conseguiu deixar de ficar surpresa. Por mais que houvesse falhado em suas missões, nunca deixava de lado a esperança que sempre provocava um brilho especial em seus olhos. A esperança de um futuro melhor.

Se perdesse aquilo, perderia também sua razão de existir. Seus lábios se tornaram trêmulos. Infelizmente, seu futuro não estava parecendo dos mais promissores. Estava ficando cada vez mais difícil levar seu trabalho adiante.

Assim que entrou na sala de seu supervisor, notou que Carlisle não se encontrava sozinho dessa vez. Jacob estava sentado ao lado dele, mantendo um brilho indefinível no olhar. Sem dúvida, já devia ter contado sua versão dos eventos para o supervisor.

— Olá, Carlisle — cumprimentou-o com um sorriso. — Sentiu minha falta?

— Na verdade, a situação por aqui tem estado bem calma sem sua presença.

— Verei o que posso fazer quanto a isso.

— Isto se conseguir permanecer, é claro — salientou o su pervisor. — O que é altamente questionável a essa altura dos acontecimentos. Sente-se, Bella.

Ela não gostou nem um pouco de ouvir aquilo. Mesmo assim, sentou-se e manteve um sorriso radiante.

— Pelo visto, o número treze nem sempre traz tanta sorte assim. — Olhou para Jacob, com um ar impaciente. — Já deve estar sabendo das novidades.

— Sim, já recebi o relatório de Jacob — confirmou o supervisor. — Importa-se de me contar sua versão da história?

Tentando disfarçar a apreensão, Bella ajeitou a auréola sobre a cabeça, antes de responder:

— Não tenho certeza do que mais posso acrescentar.

Diante da resposta evasiva, uma leve mancha apareceu na saia de seu vestido imaculadamente branco, fazendo-a corar.

— O Sr. Cullen não quer que eu encontre uma esposa para ele. Quando o assunto veio à tona, ele me despediu.

— Acredito que deve estar deixando de mencionar alguns detalhes de natureza mais... Pessoal.

Bella corou pela segunda vez.

— Então é isso...

— Sim. Você beijou Edward Cullen e ficou tentada a fazer amor com ele.

— Mas eu resisti!

— É verdade. E somente esse detalhe é que manteve o pouco de crédito que lhe resta para permanecer aqui.

Bella umedeceu os lábios.

—Então não serei expulsa?

Deus, aquela voz débil e tremula seria mesmo a sua? Devia ser, pois provocou um ar de compaixão no rosto de Carlisle.

— Não, minha querida. Afinal, ainda não terminou sua missão.

— Mas eu pensei...

— Terá de voltar e convencer o Sr. Cullen de que ele precisa de seus serviços de secretária novamente. Então terá a última chance de completar sua missão.

— Acho que você não entendeu...

Pela primeira vez, desde que Bella o conhecera, a sabedoria de muitos anos pareceu pesar sobre os ombros de Carlisle.

— Entendi mais do que você imagina — disse ele.

— Ele me despediu — lembrou-o. Carlisle deu de ombros.

— Terá de convencê-lo a readmiti-la.

— Mas ele me proibiu de tocar no assunto "esposa".

— Então não fale sobre isso. Simplesmente encontre uma para ele.

— Assim? — Ela estalou os dedos. — E você tem alguma sugestão para me dar?

— Sim, claro.

— Fico muito aliviada.

— Sugiro que ouça seu coração e sua consciência e que pare de beijar o Sr. Cullen.

— Ótimo conselho, Carlisle.

— Achei que gostaria. — Um brilho de ironia surgiu nos olhos dele. — Também mandarei um presente para ajudá-la nessa última tentativa.

Bella suspirou, com resignação.

— E o que é?

— Você poderá conceder ao Sr. Cullen aquilo que ele mais deseja. Mas somente um desejo, está ouvindo? Algo que ele queira mais do que qualquer outra coisa no mundo.

Bella arregalou os olhos.

— Espere um pouco... Está querendo dizer que se eu levá-lo a desejar ter uma esposa, minha missão estará cumprida?

— Se for um desejo sincero da parte dele, sim. Sua missão estará terminada.

— E eu poderei ficar no paraíso?

— Sim, minha querida.

Ela respirou fundo, sentindo-se mais animada.

— Então, acho melhor eu voltar logo.

— Apenas mais um detalhe Bella.

Claro. Sempre havia mais algum "detalhe", pensou ela, com um suspiro.

— Sim?

Os lábios de Carlisle se curvaram em um sorriso.

—Não se esqueça de levar Jacob.


Edward encarou Emmett.

— O que está querendo dizer com "o projeto mudou novamente"?

— Veja com seus próprios olhos — respondeu o contramestre, abrindo uma planta diante do patrão. — Mudaram a maldita ala leste pela terceira vez esta semana. Como poderemos construir o prédio se eles insistem em ficar mudando o projeto todo dia?

Edward observou as modificações na planta.

— É isso que ganho por usar os desenhos de outra pessoa. Se fosse uma construção menor...

— Ainda assim os donos ficariam mudando a estrutura a todo o momento — deduziu Emmett, utilizando sua experiência profissional.

— Talvez. Mas pelo menos eu teria um pouco mais de estabilidade.

Jasper olhou por cima do ombro do irmão. — Hei, não reclame. Pelo menos os suportes ficaram certos dessa vez.

Emmett sorriu para Edward.

— Nada mal — disse. — O garoto tem um olhar apurado para detalhes.

— Cuidado!

Ao ouvir o grito ecoar pela área em construção, Edward virou-se e logo descobriu o motivo do aviso. À distância, avistou algo azul se movendo entre as pilhas de materiais para cons trução. Logo atrás, um caminhão basculante cheio de entulho estava dando marcha ré bem naquela direção.

Só havia uma pessoa que gostava de usar aquele tom chamativo de azul e que andava acompanhada por um labrador. Bella voltara e não havia uma maneira de ele conseguir avisá-la a tempo sobre o perigo que ela estava correndo.

— Bella! — gritou. — Cuidado!

Ela parou por um instante, com a brisa agitando os cabelos castanhos e formando uma espécie de auréola em torno de sua cabeça. Ao vê-lo, ela acenou e sorriu. De súbito, Jake se levantou atrás dela e apoiou as patas em seus ombros, obrigando-a a dar um passo à frente. Bella protestou, sem ter a mínima noção do perigo que corria, bem no instante em que o caminhão passou a cerca de meio metro do lugar em que ela e o cão estavam.

Ao perceber o que havia acontecido, o motorista desligou o motor e apoiou a cabeça no volante, consternado. Bella, por outro lado, continuou ignorando os perigos à sua volta.

Emmett gemeu, em protesto.

— Oh, droga, ela voltou a se mover.

—A escavadeira! A escavadeira! — Jasper gritou, mas ela não o ouviu. — Oh, Deus, ela vai ser atingida.

Emmett levou as mãos à cabeça.

—Ela é maluca.

Edward nem conseguiu dizer nada, tamanha a aflição em seu peito. Ele continuava muito longe para ter tempo de salvá-la.

— Bella! — gritou mais uma vez. — Olhe atrás de você!

A parte côncava da escavadeira começou a se mover para baixo, bem na direção dela. Dessa vez, Jake farejou in sistentemente os sapatos de Bella, fazendo-a se inclinar bem no momento em que a enorme máquina passou pouco acima da cabeça dela.

Emmett se inclinou, como se ele próprio também estivesse cor rendo perigo. Ao notar o que estava acontecendo, o motorista da escavadeira fez uma manobra esquisita para não acertar Bella na volta.

— Não quero nem ver — falou Jasper, cobrindo os olhos.

Edward continuou emudecido.

—Ela está bem — disse, depois de alguns segundos. — O eixo da escavadeira já se afastou dela.

A essa altura, o manobrista estava pálido, sem saber se desligava o motor ou se continuava seu trabalho.

Sem perder tempo, Edward correu até ela, antes que algum de seus empregados acabasse tendo um ataque cardíaco.

Bella saudou-o com um belo e inocente sorriso. — Bom dia!

Ele nem se preocupou em responder. Precisava tirá-la logo dali. Em silêncio, segurou-a pelo cotovelo e começou a condu zi-la em direção a um trailer, estacionado em um local seguro. O cachorro acompanhou-os de perto, soltando um longo suspiro de alívio.

— O que está fazendo? — perguntou ela, confusa.

— Não fale. Não quero ouvir nem uma palavra.

— Por quê? O que eu fiz?

A mera visão daquele corpo magnífico moldado pelo tecido justo do vestido azul foi suficiente para despertar o desejo dele. Aquilo já estava fugindo de seu controle e ele precisava dar um jeito na situação, antes que acabasse ficando maluco.

— Se valoriza sua vida, não vai dizer nem uma palavra até entrarmos naquele trailer. Senão farei um escândalo que você e esses homens nunca mais esquecerão.

Para seu espanto, ela começou a rir.

— Confesso que estou tentada a desobedecê-lo, mas vou resistir.

Vários assobios e piadinhas chegaram aos ouvidos de Edward no momento em que chegaram ao trailer. Sem se importar, levou Bella para dentro e fechou a porta com firmeza, enquanto Jake permaneceu do lado de fora, montando guarda.

Edward teve de se conter para não beijá-la até lhe tirar o fôlego. O brilho inocente daqueles lindos olhos castanhos e o tom rosado daqueles lábios cheios não colaborou nem um pouco com seu esforço.

— O que diabos você veio fazer aqui? — perguntou.

— Vim procurá-lo para pedir meu emprego de volta.

Edward não acreditou no que ouviu.

— Só pode estar brincando. Depois da confusão que acabou de causar, tem sorte por eu não haver chamado a polícia
para prendê-la.

Bella franziu o cenho.

— Que confusão?

— Tem idéia de que quase morreu há poucos minutos?

Ela riu.

—Não diga tolices, Edward. Não posso morrer porque já...

— Não fale! — Ele levantou a mão, pedindo silêncio. — Não me venha com essa história maluca de novo. Se Jake não houvesse chamado sua atenção a tempo...

Ela deu de ombros.

— Você e seus empregados teriam tido a prova de que sou mesmo um anjo.

— Bem, se aquele caminhão a houvesse acertado, você realmente viraria um anjo. E instantaneamente.

— Não foi o que eu quis dizer.

— Estou falando sério, Bella. O que você fez foi muito pe rigoso. E, como se não bastasse, deixou uma trilha de estragos atrás de si.

— Estragos? — Ela abriu a porta do trailer antes que ele pudesse detê-la. — Que estragos? — Protegendo os olhos com a mão, examinou o local.

Edward se posicionou ao lado dela. —Observe a trajetória que você fez e entenderá o que estou querendo dizer.

Ela franziu o cenho. — Por que o motorista do caminhão está curvado, com a mão no estômago?

— Provavelmente teve uma crise estomacal, depois do ner voso que passou há poucos minutos, quando quase a atropelou.

Então ela voltou à atenção para algo mais adiante. — E o operador da escavadeira? Está dormindo?

— Não. Meus empregados nunca dormem em serviço — respondeu Edward. — Ele deve estar inconsciente. Ou então teve um ataque cardíaco, depois que quase a decapitou.

Ela arregalou os olhos e virou-se para ele.

— Ele quase... — Bella engoliu em seco. — Ainda bem que não preciso morrer de novo, porque isso teria sido um bocado dolorido. — Antes que Edward pudesse protestar, ela continuou: — Bem, se a culpa foi minha, tenho certeza de que Carlisle os ajudará na recuperação... Hei, por que todos estão olhando para nós?

— Não são todos que estão olhando, Bella. Apenas aqueles que ainda estão de pé — ironizou ele.

— Oh, aí vem Emmett e Jasper — disse ela, sem dar importância ao comentário.

— Quer que eu a mate agora? — Emmett perguntou ao patrão, dobrando as mangas da camisa, como que se preparando para uma briga.

— Ele está brincando, não está? — perguntou ela, alarmada.

— Não — respondeu Edward. — Acho que Emmett está fa lando sério.

— Muito sério — confirmou o contramestre. — Quer que eu acabe com ela? Levará apenas um segundo.

Edward coçou o queixo, pensativo.

— Acho que não... — respondeu, com relutância. — Em vez disso, por que não chama o chefe da segurança? O mesmo que não deve deixar ninguém que não tenha permissão entrar aqui. Preciso ter uma conversinha com ele.

— Pode deixar.

Lançando um sorriso forçado para Bella, Emmett se retirou.

— Acho que eu não deveria ter vindo até aqui — disse ela.

— Não acredito que ainda esteja viva — falou Jasper.

— Sinto muito, se causei algum transtorno. Mas é que real mente eu não estava correndo perigo.

— Por que pensa que é um anjo? — Edward ironizou.

— Porque é a verdade. — Ela olhou para Jake e sorriu. — E porque também tenho um anjo da guarda comigo.

— Entre novamente no trailer — mandou Edward. — Antes que eu acabe fazendo algo de que me arrependa depois.

— Posso ficar com Jake? — pediu Jasper. — Senti falta dele nesses últimos dias.

—Está bem — respondeu-lhe o irmão. — Agora entre, Bella.

Ela obedeceu, sem protestar.

— Sinto muito. Não percebi que estava causando tantos danos. Ninguém tentou me parar e...

— Por que está aqui? – Interrompeu ele.

— Eu já lhe disse. Vim para pedir meu emprego de volta.

Edward cruzou os braços.

— Já faz uma semana que a despedi. Como sabe se não contratei alguém para substituí-la?

— Você contratou?

— Sim. — Ele esperou um momento, antes de acrescentar: — Na verdade, contratei seis secretárias na última semana.

Os lábios dela se curvaram em um sorriso.

— Seis?

— Em um mesmo dia, cheguei a contratar três.

O sorriso dela se ampliou.

— Acho que deve ser seu mais novo recorde.

— Foi o que me disseram no escritório. O gerente da agência de empregos se recusou a mandar outra pessoa.

— Então está mesmo na hora de eu voltar. Não acha?

— Depende.

— De quê?

— De você estar disposta a concordar com minhas regras.

— Tudo bem. Então me diga quais são elas.

Edward sorriu. — Já se esqueceu?

— Vejamos... — Um brilho de divertimento surgiu nos olhos de Bella. — Se não estou enganada, a primeira diz que você é o chefe.

Ele assentiu.

— Isso mesmo. O que eu digo é lei. Nada de discussão ou
de argumentação. A palavra final é sempre minha.

Ela respirou aliviada. Voltara a pisar em terreno conhecido.

— E a regra número dois?

— Nada de relacionamentos íntimos dentro da empresa. Lembra-se?

Essa regra era excelente, pensou ela. Se houvesse se lem brado dela alguns dias antes, talvez não tivesse acabado em meio àquela encrenca.

— Ela também serve para o chefe, não?

— Principalmente para ele — confirmou Edward.

— A regra número três... Nada de cães, certo?

— Vou mudar essa — avisou ele.

— É mesmo? Jake poderá entrar livremente no escritório?

Edward assentiu.

— Já que ele está no escritório desde que você entrou, mesmo sem meu consentimento, não vejo por que tentar manter essa regra.

— E qual será a nova?

Bella teve a sensação de que não iria gostar da resposta.

— Será proibido falar sobre anjos ou esposas.

— Sem problema. Já sei que não devo mais falar sobre isso.

— Ah, é? Então desistiu dessa história de encontrar uma esposa para mim?

— Significa que não vou mais falar sobre o assunto — sa lientou ela. — É um compromisso suficiente para aceitar me readmitir?

— Talvez. E quanto a essa história de anjo?

Bella mordeu o lábio, pensativa. — Posso deixar de falar sobre isso também — respondeu.

— Mas primeiro preciso lhe dizer algo.

Edward cruzou os braços. — Pode falar.

— Falei com meu supervisor e ele me deu uma última chance para completar a missão.

— E qual é sua missão dessa vez?

— Ela ainda está ligada a você.

Ele arqueou uma sobrancelha. — Trabalho difícil o seu, não?

— Muito — Bella admitiu. — Mas Carlisle me deu um pre sente especial para oferecer a você.

— Mas que homem generoso.

— Ele é sim. E amável também.

Edward encostou o ombro na parede do trailer. Os olhos verdes a fitaram com um brilho de perspicácia.

— Gentil parece ser o segundo nome dele não?

— Totalmente.

— Agradeça a ele por mim, mas diga que não preciso de nenhum presente. Bella, por que estamos falando sobre isso? Essa conversa não está fazendo muito sentido para mim.

— Disse que não posso mais falar sobre anjos. Então terei de lhe contar tudo agora, para não aborrecê-lo com esse assunto depois. Mas como poderei fazer isso se não me deixar falar sobre o presente?

Ele deu de ombros.

— Quer ou não o emprego de volta?

— Você sabe que quero.

— Então vai concordar com minhas regras? — Ele se apro ximou dela.

— Tenho escolha?

— Não.

Talvez ela tivesse chance de falar sobre o presente depois. Não seria aconselhável insistir no assunto naquele momento. Abordaria o assunto quando ele não tivesse outra opção a não ser ouvi-la.

— Então concordo — respondeu.

— Nesse caso, bem-vinda ao trabalho, Bella.

— Obrigada, Sr. Cullen. — Sorriu para ele, tentando ame nizar a tensão. — É um prazer estar de volta.

Para surpresa dela, ele levou a mão à sua nuca e puxou-a delicadamente para si.

— O prazer é todo meu, pode acreditar.

Dizendo isso, beijou-a com intensidade. Bella sabia que de veria protestar e se afastar, mas não conseguiu. Em vez disso, enlaçou os braços em torno do pescoço dele e retribuiu o beijo com paixão. Carlisle que a perdoasse, mas ela sentira muita falta dele.

Por mais que soubesse que sua atitude não estava sendo a de um anjo responsável, também sabia que sem Edward sua vida parecia vazia e incompleta. Precisava dele mais do que ima ginara ser possível.

Quando o beijo finalmente terminou, ela demorou algum tempo para abrir os olhos e fitar aquele rosto bonito. Umedeceu os lábios, notando que seu gesto o deixara tenso. Com o polegar, ele seguiu a mesma trilha que a língua dela havia percorrido.

— Não faça isso ou juro que vou amá-la aqui mesmo.

Bella não queria acabar com a magia do momento, mas lembrou-se de que tinha uma missão a cumprir, quer gostasse dela ou não.

— Estamos violando a regra número dois — disse a ele.

— Esse é o detalhe interessante da regra número um. Ela permite que eu quebre qualquer uma das outras regras. — Ainda assim, o aviso dela pareceu trazê-lo de volta à rea lidade. — Agora se afaste de mim, antes que eu decida quebrar a segunda regra de uma maneira irreparável.

Bella olhou para a porta do trailer, convencida de que ele fizera a melhor sugestão dos últimos tempos.

— Acha que devo voltar pelo mesmo caminho por onde vim?

— Não! — Ele respirou fundo. — Não. Espere aqui que eu cuidarei disso.

Aproximando-se da porta, ele apertou um botão, ao lado de um pequeno microfone.

— Aqui é Cullen. Emmett venha até o trailer e traga um capacete de proteção. Peça ao pessoal para desligar as máqui nas e se afastar dos equipamentos. Sairei com Bella dentro de cinco minutos e não quero que ninguém se mova até que ela esteja bem longe daqui.

— Isso é mesmo necessário? — perguntou ela, franzindo o cenho, assim que ele desligou.

— Pode acreditar que sim. Não quero que volte a visitar nenhuma das minhas obras sem que eu esteja junto com você. Entendido?

— Sim. Detesto causar transtornos.

Edward arqueou as sobrancelhas.

— Quer dizer que os problemas a acompanham naturalmente?

Bella não conteve o riso.

— Pode-se dizer que sim.

— Está pronta para sair?

— A saída será segura ou corro o risco de ser linchada?

— Não se preocupe, eu a levarei em segurança.

Edward tocou a maçaneta, mas virou-se de repente. Antes que ela pudesse entender por que ele fizera aquilo, recebeu outro beijo. Dessa vez o contato foi leve, gentil, irresistível. Edward mostrou com carícias tudo que não havia sido dito com palavras.

— Bem vinda ao emprego, Bella.

— É bom estar de volta — sussurrou ela, em resposta. "Bom demais", completou em pensamento.


reviews??? *-*