Cap

Cap.4 Você?

Ele olhou pra cima surpreso por ver alguém ali, ainda mais por ter sentido um cheiro de cerejeira.

Ela notara que ele tinha os mesmos olhos de Lobo.

-Você esta todo ferido – falou ela tentando se aproximar, mas ele recuou – eu só quero ajudar.

-Não preciso de ajuda – falou frio.

-Quem foi que fez isso com você?

Ele nada respondeu só se afastou mais um pouso.

-Você esta sangrando. Vamos você precisa ir a um hospital – tentou se aproximar novamente.

-Não vou a lugar algum – ele recuou.

-Vamos deixa de ser teimoso. Você esta todo machucado – dessa vez avançou rapidamente.

Ele pulou pra cima e se agarrou no galho e subiu.

-Vamos desse dai. Você só vai piorar seus ferimentos – tentou subir na árvore, mas desistiu ao ver ele subindo mais pra cima – ótimo – suspirou – fique ai em cima!

Desceu e foi em direção da sua cidade.

Tentou esquece-lo, mas quando notou já estava correndo de volta pra casa.

-"Droga não da pra deixa-lo simplesmente naquele estado" – aumentou a velocidade – "O jeito é pegar em casa remédios e outras coisas e trazer"

Entrou como um furacão e começou a pegar tudo que precisaria.

Por sorte não encontrou seu irmão.

Botava tudo dentro de uma mochila grande. Escreveu um rápido bilhete para o irmão dizendo que não sabia quando voltaria e saiu.

Prendeu a mochila na bicicleta, subiu e saiu a toda velocidade de volta para o carvalho.

Chegou lá e ele estava sentado embaixo do carvalho.

Ele levantou a cabeça ao ouvir um barulho e ia se levantar.

-Nem pense em levantar dai – advertiu seria, já descendo da bicicleta e desamarrando a mochila – Já que você não vai até um hospital vou cuidar de você.

-Não precisa – continuou com o mesmo tom de voz frio.

Foi se levantar, mas ela forçou-o pelo ombro a ficar onde estava. Não teria cedido tão facilmente se não fosse pelos ferimentos.

-Agora deixe eu cuidar desses ferimentos.

-Já falei que não precisa – tentou se afastar.

-Você ta sangrando – o puxou com delicadeza pela camisa, mas ele tentou novamente se afastar – para de tentar fugir!

-Não quero ajuda – conseguiu ir um pouco pro lado.

-E vai deixar isso infeccionar?!

-Que infeccione ¬.¬

Ela abriu a mochila e tirou de dentro as coisas.

-Não vou deixar você desse jeito – pegou o braço dele e ia começar o tratamento, mas ele puxou seu braço.

-Você nem me conhece. Para de tentar me ajudar!

Foi levantar rapidamente pra se afastar, mas acabou se ajoelhando pela dor que sentiu nas costas.

E nisso ela viu que sua camiseta nas costas parecia toda manchada.

Ela levantou com cuidado e viu cortes sangrando.

-Meu deus o que foi que fizeram com você?

-Nada que seja da sua conta – falou áspero.

-Tudo bem não é da minha conta, mas deixa pelo menos cuidar disso.

-Por que quer tanto me ajudar? – não perguntaram num tom rude, mas sim num tom de quem queria entender.

-Por que... nem tenho certeza, mas quando eu tentei ir embora não consegui esquecer esse seu estado e agora vendo as suas costa agora sim que eu não vou embora sem tratar isso.

Ele nada respondeu, parecia só estar pensando no que ela falara.

-Te deixo em paz depois disso, juro – falou numa nova tentativa de convence-lo.

Ele se sentou dando um suspiro de vencido.

-Ok –respondeu vencido.

-Acho melhor começar pelas costas.

Foi levantando a camiseta dele para ver até onde iam os ferimentos e se arrependeu por ter forçado no ombro dele.

-Acho melhor você tirar a camisa os cortes estão até o ombro... desculpa...

-Pelo o que esta se desculpando – tentou tirar a camiseta, mas os machucados não ajudavam.

-Por ter forçado no seu ombro, ele esta machucado – o ajudou a tirar a camiseta e logo depois começar a tratar dos ferimentos.

Syoran sentia o cheiro que sentia quando ficava embaixo da cerejeira.

-"Ela tem o mesmo cheiro" – pensou.

Fechou os olhos e só ficou sentindo o cheiro que sempre lhe trazia paz. Os toques cuidadosos dela lhe davam uma sensação que não sabia explicar qual era.

Sakura notava que havia cicatrizes e ele ganharia mais com os novos machucados.

-"Onde foi que ele se meteu pra conseguir isso... sem fala nas outras"

Ela notou que ele estava de olhos fechados.

Parecia tranqüilo como se nem sentisse o que ela fazia.

Aquela expressão por um momento foi como se visse-o, mas ao mesmo tempo parecia ser outro,as roupas eram diferentes assim como o lugar onde estavam.

-O que foi? – ele perguntou ao notar que ela parara.

Olhou por cima do ombro e notou que ela só o olhava.

-O que foi? – repetiu.

Ela pareceu acordar.

-Nada – respondeu rapidamente e voltou a tratar dos ferimentos.

-"Não...acredito que... eu tenho que estar enganada" – ela deu uma olhada pra ele que novamente voltara a fechar os olhos – "Como eu posso ter certeza que aquele sonho era mesmo eles... posso só ter imaginado e... ele não é completamente igual... mas... ele tinha os mesmos olhos de Lobo, os mesmos olhos que eu vi no sonho e nessa pequena...hmmm como posso chamar isso?... nessa pequena 'visão' que tive agora..."

Sem quere apertou um pouco demais no corte.

-Gomen!

Ele nem se mexeu.

-Por acaso sentiu?

-Sim.

-E nem uma exclamação? – olhou pro corte.

Entre todos os cortes aquele podia se dizer que era o pior. Ele transpassava as costas, des do ombro até embaixo e sangrava, podia se dizer que era o mais profundo.

-Eu me pergunto como foi que você conseguiu isso... – falou baixinho, mas ele ouviu.

-Já pensou que eu posso ser um loco que gosta de sentir dor? – falou serio.

Olhou pra cara assustada dela e começou a rir.

-Não acredito que você acreditou nisso – continuou a ir.

-Você falo tão serio que era de se acreditar – falou irritada.

-Não é tão fácil achar um loco desses – continuava rindo.

-Tem uma primeira vez pra tudo. Agora fica quieto e deixa eu termina isso aqui – tentou encerrar o assunto.

Não falaram mais nada enquanto ela continuava a cuidar dos ferimentos.

-Não tem nenhum machucado no peito? – perguntou ela quando terminava de enfaixar-lhe o braço só deixando o cotovelo pra livre movimento, assim como fizera no outro.

-Não. E precisa mesmo me enfaixar?

-Sim – ela pegou mais ataduras e começou a enfaixar o tronco dele junto com o ombro que estava machucado – To tentando deixar de um jeito que você ainda consiga se movimentar livremente então não reclama e nem pense em tirar depois.

-E quando eu vou poder tirar? ¬.¬

-Hummm... – ela parou pensativa – você vai ir a um medico?

-Não.

-Então volte aqui e eu vejo se já da pra tirar. Peça pra alguém re-botar as ataduras depois que tomar banho. E se ainda estiver muito aberto os cortes pode passar isso – entregou-lhe um frasco com um liquido – vai ajudar a cicatrizar alem de diminuir a dor – sorriu pra ele.

Ele não esboçou nenhuma reação olhava do frasco pra ela.

-Sua camisa esta num estado deplorável – olhava a camiseta – fiz bem em trazer outra – tirou da mochila uma camiseta – é do meu irmão... talvez fique um pouco grande.

E não deu outra a camisa ficara grande nele.

-Talvez eu consiga achar alguma roupa antiga do Touya que sirva melhor em você... Eu volto daqui a pouco então não saía dai – pegou a mochila.

-Não pretendo ir a lugar algum e nem to com vontade de voltar pra casa.

Ele a viu partir.

Ficou sentado ali tentando lembrar com clareza do rosto da garota que tivera no sonho.

-"Pode ser só coincidência" – pensou ele – "Nem lembro direito do rosto dela" – se encostou na árvore e o rosto apareceu com clareza em sua mente – "São bem parecidas... mas quem garante que é ela mesma. Podem só ser parecidas... afinal a cerejeira já esta morta..."

Começou a se lembrar do dia anterior. Da maldita hora em que viu a árvore tombar. E depois da conversa que tivera com o maldito ao qual chamava de pai. Sabia que a culpa não era dele de sua mãe ter morrido, mas antes não sabia e o ódio pelo qual nutriu durante o tempo em que realmente acreditava nisso ficou e sentia mais ainda por ele achar que ele era um nada. Sempre que queria feri-lo profundamente o acusava disso e acabava apanhando.

Só que ultimamente estava achando melhor não fazer isso. Estava se rebelando demais contra seu pai e não podia negar que não se metera em briga com delinqüentes, mas eram por boas causas. Não brigava por brigar. Se metia-se em uma tinha um motivo. Mas infelizmente seu pai e o resto do povo não via isso e achava que ele só se metia em confusão.

-"Por que eu fui ser filho único? Se tivesse um irmão não teria que me preocupar com isso e nem estaria apanhando por nada... quer dizer quase nada"

Ficou com o olhar perdido em algum ponto da grama e nem notou que ela havia voltado.

-Achei uma camiseta – ela deixou a bicicleta encostada na árvore.

Ela o olhou esperando alguma resposta, mas pelo olhar dele pode deduzir que o corpo podia estar ali, mas a mente não estava.

-Alo. Tem alguém ai? – balanço a mão na frente do rosto dele o que o fez notar que já não estava mais sozinho e a olhou – trousse a camiseta – estendeu pra ele – essa vai ficar melhor.

Ele pegou e vestiu. Ainda era um pouco maior que ele, mas era melhor que a outra.

-Depois de amanha eu volto pra ver como anda os ferimentos – pegou a bicicleta - até depois de amanha – subiu na bicicleta e se foi.

Ele ficou olhando um tempo pro ponto onde ela desaparecera e ficou pensando se não era só a imaginação dele. Afinal aquela historia era uma lenda e quem garantia que era verdade?

-É só uma lenda... é uma coincidência só isso...

Ficou ali sentado pensando até adormecer.

-Brigou de novo com a sua família? – perguntava a moça ao seu lado.

-Estão sempre exigindo e exigindo e eu cumpro tudo, mas agora estão exigindo agora que eu pare de vir aqui... – respondeu.

Ficaram calados por um tempo.

-E se você ficasse um tempo sem vir?

-Humm... não sei... "não quero parar de vir"

-Vai ser só por um tempo depois você volta a vir – sorriu tentando encoraja-lo a idéia, apesar de ela própria não gostar dela.

-Acho que não resolveria o problema. Eles achariam que seria só pedir que eu paro.

-Assim faria jus ao seu apelido – ela começou a rir.

-Lobos não são cachorros¬.¬

-Mas são praticamente a mesma coisa .

-Mas lobo não obedecem ¬-¬

-Mas os que viraram cachorros obedecem.

-Como não virei cachorro não obedeço ¬-¬

-Então melhor começar a te adestrar – caiu na risada.

-Maluca – deixou um sorrisinho surgir.

Acordou sem ter muita noção de onde estava e quando abriu os olhos viu um lobo sentado um pouco mais sua frente.

Tomou um susto com isso e chegou a recuar contra a árvore.

O lobo só ficou parado o olhando até ele nota duas coisas. A primeira foi o colar que avia envolta de seu pescoço, todo de argolas com o nome 'Lobo'. A outra eram seus olhos terrivelmente parecidos com os seus.

O lobo uivou e uma nevoa começou a se formar envolta deles e assim como o uivo o lobo sumiu na neblina que a cada minuto ficava mais densa.

-Eu devo ter perdido mais sangue do que imaginei – pensou botando a mão na cabeça.

Notou que ainda estava escuro, mas avia um ponto mais claro atrás da neblina.

-Já deve estar amanhecendo...- espreguiçou-se.

Esperou o dia clarear mais antes de ir pra casa.

Realmente não queria voltar, mas queria verificar uma coisa. Se realmente existiu seu antepassado da lenda acharia algum registro ou uma menção, por pais que pequena, dele em algum livro sobre sua família.

Ao chegar em casa teve a sorte de não topar com seu pai. De acordo com Wei, seu mordomo e único que podia confiar ali, ele teve que viajar para resolver uns negócios.

Mais aliviado por não ter perigo de topar com o infeliz resolveu tomar um banho antes de se enfiar na biblioteca.

Pediu a Wei que refizesse as ataduras.

-O patrão realmente pegou pesado dessa vez.- falou Wei ao ver os ferimentos - Finalmente foi ao medico? – perguntou enquanto refazia as ataduras.

-Não.

-Então como fez um tratamento jovem patrão?

Syoran não respondeu e Wei, como sempre, respeitou sua decisão de ficar calado apesar da curiosidade que o assolava.

-Pronto – falou Wei.

E Syoran foi pra biblioteca.

Procurou primeiro aonde estavam os registros que faziam de todos os familiares. Depois foi ver pelos mais antigos por volta da época em que a guerra ocorrera.

Estava sentado no chão na frente da grande estante olhando livros os quais tinham suas paginas amareladas, mas incrivelmente tudo estava legível.

Já tinha uma pequena pilha se formando ao seu lado.

Folheava um que avia um desenho da pessoa junto com o nome antes de começar a falar sobre ela. Já estava começando a achar que fora tudo inventado quando viu um desenho que realmente o espantou. Parecia ele mais velho e ao ler o nome 'Shaoran' não acreditou.

Ficou um bom tempo encarando o desenho e o nome antes de finalmente virar a pagina.

Shaoran sendo o 5º filho e o único homem foi treinado des de criança pra assumir o lugar de líder do clã.

Cumpria tudo conforme era lhe pedido, mas algumas vezes discutia com a família e numa discussão feia que aconteceu correu para a floresta. Depois desse dia começou a ir mais para lá. Mandaram gente para segui-lo e ver aonde ia, mas com o treinamento que recebia sabia despista-los facilmente. Quando mandaram o melhor de todos os que sabiam seguir sem ser percebido levaram um choque ao saber que Shaoran ficara andando de um lado pro outro quase sempre o despistado até o despistara perto de um carvalho.

Isso por um tempo fez eles pensarem que era até bom a ida dele até a floresta, mas depois de ver que ele começou a deixar de fazer os treinos a tarde tentaram insistir em faze-lo parar de ir lá.

Por mais que pedissem, ele não obedecia era a única coisa que ele se negava a fazer com todas as suas forças.

Com a guerra que acontecia intensificaram os treinos dele caso ocorresse de ser preciso manda-lo para o campo de batalha, mas nem isso o impediu de continuar indo para a floresta.

E quando ocorreu de ele precisar ser mandado ele nem treinou naquele dia desobedecendo a ordem que lhe fora dada e foi até a floresta.

Voltou de lá meio abatido, mas começou a treinar assim que voltou.

Sua mãe sabia que quando ele queria botar algo pra fora - raiva, tristeza – ele treina com muito mais intensidade do que preciso.

No campo de batalha não ouve guerreiro melhor. Frio, ágil e calculista.

Achavam que por ele faltar tanto a treinos ele não conseguiria durar muito tempo, mas era o principal motivo de as tropas do Oeste estarem ganhando de povos que vinham de outros lugares.

Quando a guerra ficou só entre o Norte, Sul, Leste e Oeste Shaoran era o que quase estava imune de ferimentos, mas algo num soldado do Leste que foi atacar o fez hesitar por um estante e com isso foi acertado. Outro soldado de seu lado impediu que ele fosse acertado novamente, mas não conseguiu impedir um outro que viera, só que não conseguira acerta-lo tão fatalmente e logo Shaoran deu cabo deste.

Ele parecia evitar lutar contra aquele guerreiro do Leste, mas o porque não se sabia.

Até que finalmente o acordo foi feito entre as 4 aldeias e a Rosa dos Ventos foi criada.

Shaoran ferido não voltou logo para casa foi para a floresta o que intrigou sua família.

E deixou mais forte ainda a pergunta de 'o que avia lá para interessa-lo tanto?'.

A qual um dia depois foi respondida infelizmente junto com a noticia de sua morte.

Os anciões ficaram inconformados que tudo aquilo era por causa de uma simples mulher.

E o soldado com o qual ele não queria lutar era o irmão dela, ele provavelmente vira a semelhança entre os dois e ela deveria ter falado sobre ele.

O que dera a noticia de sua morte e contara o que sabia fora o pai dela.

Estava embasbacado e com certeza era difícil de acreditar que realmente aquilo era verdade.

-Jovem patrão?

Estava tão concentrado e abismado que nem notara Wei chegar e tocar no seu ombro.

Chegou a pular tamanho o susto.

-Wei não me assusta desse jeito -.-

-Desculpe, mas já passou da ora do almoço e achei que esqueceu que precisa comer -

-Realmente nem liguei pro meu estomago – olhou pros livros - eu ajeito isso depois – deixou o livro aberto no chão e se levantou.

Wei deu uma espiada no que ele estava lendo e se perguntou porque Syoran estava lendo aquilo.

Na cozinha apos servir algo ao jovem patrão não resistiu e perguntou.

-Desculpe perguntar, mas por que estava lendo sobre seus antepassados?

-Só fui tirar uma curiosidade – ficaram em silencio, mas ele lembrou de uma coisa – Wei... minha mãe não queria que meu nome fosse Shaoran, S-h-a-o-r-a-n? – soletrou.

-Sim – ele respondeu sem entender muito aonde ele queria chegar.

-Então por que é com y? E não com h, a, o?

-Seu pai achou melhor assim.

-Hmm...

-Mas por que a pergunta?

-Uma vez quando discuti com ele... ele disse algo como 'não adiantou nem mudar um pouco o nome'...

-E?

-O nome do meu antepassado era Shaoran com h, a, o e... bem... pelo que eu li ele não era algo que pelo ponto de vista da família honrasse-a. Tem alguma coisa a ver?

-Sua mãe gostava do nome e quando o seu pai mostrou a historia dele ela se encantou mais ainda, invés de fazer o oposto que era o que ele queria. Ele conseguiu convence-la a mudar um pouco o nome. Ele temia que você fosse igual a esse seu antepassado, mas parece que não surgiu efeito nenhum – se permitiu rir um pouco – mas como descobriu sobre ele?

-Ouvi a lenda que falava dele e fiquei curioso – encarava o prato e 'brincava' com a comida.

Wei sorriu e perguntou.

-Você acreditou nela assim que a ouviu?

-Bem... não sei dizer ao certo... acho que sim e não ao mesmo tempo, ai só me restou confirmar...

Ficaram em silencio.

-Aonde esteve todo esse tempo?

-Bem... – deu um sorriso amarelo – primeiro fui confirmar o carvalho.

-E como ele esta? – sorriu gentilmente Wei.

-A maior árvore da floresta. Subi até o topo dela e descobri que ela esta bem no meio da Rosa-dos-ventos.

-Você bem longe então...

-Mas parece que é perto principalmente se for correndo.

-E tem fôlego pra ficar o caminho todo correndo?

-Quase que parece que eu não corri.

-Não tem como você se perder?

-Aprendi a me guiar dentro de uma floresta aquilo ali é tão banal que chega parecer ser um parque.

Wei riu da comparação.

Syoran já avia sido levado para uma verdadeira floresta (imaginem a Amazonia) e passou uns dias aprendendo como sobreviver ali e como voltar a civilização e outros dias passou sozinho tendo que sair de lá.

-Sua mãe quase morreu do coração quando seu pai lhe mandara pra lá –comentou Wei.

-Ela sempre quase morria do coração com tudo que ele me mandava fazer – sorriu com a lembrança – mas no fim ela sempre concordava... ela própria teria me mandado se meu pai não estivesse vivo...

-Faz parte do treinamento que todos que irão assumir o clã recebem.

-Com todas as viagens que tem que se fazer até concordo com essa de sobrevivência na floresta, vai que da um acidente e fica perdido e sozinho? Morria uma semana depois. E também é legal depois que se pega o jeito.

-Isso foi meio macabro jovem mestre.

-Mais macabro ainda é encontrar um lobo a sua frente junto com uma neblina e ele desaparecer atrás dela uivando.

-De onde tirou isso?

Syoran pensou por um momento e depois disse.

-Aconteceu hoje de manha quando eu acordei. Eu estava lá no carvalho e quando abri meus olhos ele estava alguns passos a minha frente – coçou a cabeça como se fizesse pouco caso do ocorrido.

Wei olhou meio espanta e surpreso.

-Acho que perdi mais sangue do que imaginei...

-Como era o lobo? – perguntou Wei.

-As cores eram aquele padrão de branco e cinza, tinha um colar com o nome Lobo e os olhos eram da mesma cor que os meus... – falou olhando para algum ponto na mesa como se ainda o pudesse velo.

-Syoran você não acha que...

-Pode só ter sido um sonho. Depois de ficar pensando na lenda durante horas acho que é normal.

Wei resolveu não comentar mais nada.

No outro dia foi até o carvalho e ficou lá um tempo até que ela apareceu na bicicleta com uma mochila menor.

-Sinceramente achei que você não vira – falou ela quando descia da bicicleta e sorria.

-Não tinha nada melhor pra fazer ¬.¬ e tinha que te devolver isso – falou desinteressado e entregou-lhe a camiseta que ela lhe emprestara.

Não importava se era verdade ou não a lenda ele não se abriria tão facilmente com ela. E ele pensava que ela nem deveria saber sobre a lenda e ela pensava isso dele.

Mas com ela a coisa era diferente. Ele tinha a mesma presença que Lobo o que a confortava e era bom poder ver os olhos de Lobo.

Enquanto ela dava uma olhada nas feridas e passava algumas coisas pra ajudar a cicatrizar e a para não sentir dor - coisa que ele dispensava, mas ela passava mesmo assim – ela sempre o chamava de você e isso a incomodava.

-Qual o seu nome?

-Não vou dizer e não adianta dizer o seu ¬.¬ - a família Li era conhecida e até temida por algumas pessoas, outras sempre que conheciam um membro tentavam usufruir disso.

-Posso te chamar de Lobo?

Aquilo o chocou por um estante, mas logo voltou a ficar serio.

-Posso saber o por que desse bendito nome? Que na verdade é de um animal.

-É que você tem os mesmos olhos do meu lobo.

-Você tem um lobo? o.o

-Na verdade tinha – ficou meio triste ao lembrar do ocorrido com ele, mas tratou de esconder, o que não adiantou nada – eu o chamava de Lobo, cuidei dele des de pequeno... quando dei o nome pra ele eu era uma criança ainda – riu, mas ele notara que não era um riso com muita alegria.

Ele suspirou. Não precisava ser um gênio para adivinhar que o animal fora importante para ela.

-Tudo bem.

-Agora deixa eu pensar num jeito de você me chamar.

-Diz o seu nome e fim da historia ¬.¬

-Já que você não vai dizer o seu eu também não vou dizer o meu -

-Agora deixa eu pensar...

-Que tal se concentrar no que suas mãos estão fazendo?

Quando ela olhou estava passando o remédio em um ponto nas costas que não avia machucado.

-Opa o.o' – tratou de passar nos cortes.

-Que tal eu te chamar de 'atrapalhada'? – riu.

-Nem pensar ¬¬

-Distraída?

-Não.

-Tapada?

-Não! – estava começando a se irritar – já não basta o Touya me chamando de monstrenga – reclamou baixinho, mas ele ouviu.

-Que tal de monstrenga?

-Nem pensar!! ò.ó

Ele ria.

-Ta falando serio agora – ela se surpreendeu por ele continuar com um sorriso enquanto falava – seu nome tem algum outro significado?

-Tem.

-Então usamos este.

-Flor de cerejeira ficaria meio grande...

-E eu não vou fica te chamando de flor ¬.¬ vai cerejeira.

N/A:

Não tenho muito a dizer a não ser (sair sem destino cantando um novo hino dos descontentes, eu sempre quero mais que ontem, eu sempre quero mais que hoje, eu sempre quero mais do que posso ter... XD musica q me veio na cabeça, ignorem xp)...

Se tiver erros de portu ñ liguem muito ' o corretor do Word ta biruta e eu ñ tenho beta, e tb ñ tenho saco de rele cuidadosamente pra ver onde tem erro xp

E as reviews:

sakusasuke – Tudu bem eu faço isso tb xD Passo direto pelos comentários e vou logo pro próximo cap xD

E continuei xD (eu sei eu ñ bato bem da cabeça xp)

Raachel P. – Que bom que amo .

A segunda que diz que choro =) é bom sabe que da pra envolve a esse ponto . (mesmo que você seja sensível é legal sabe que emociono =D)

Sabe que eu nem tinha me tocado dessa? Sempre a mãe dele ta viva (pelo menos nas que eu li xp) e o pai ta morto, ou até ta vivo, mas ela tb ta.

Sim ele é um carrasco por motiveis simples:

1º Eu não sei nada sobre o pai dele xD

2º Eu precisava de um vilãozinho xD

3º A principio ele é com motivo.

4º Pq deu na telha XD

5º... ñ tenho mais motivos rsrsrsrs

Bem espero que esse cap tb tenha agradado

hellen ferraz – Que bom que a lenda deu o ar que eu queria .

Bom saber que o cap agrado espero que este tb tenha =)

Vick.y Pirena - Obrigada por me dizer o nome dele xD Eu não sabia o nome do pai dele era Shang tava procurando XD

Eu fiz ele parecer bem do mal né?xD mas isso tem motivo.

Bem depois desse cap vc deve ta pensando 'como é que ela me faz isso O.O' xD bem não podemos apreçar as coisas xp pq se tudo se resolvesse agora sei lá ficaria tão... sei lá a palavra não vem u.u

Se eu fosse uma leitora dessa fic eu tb pensaria isso XD e acho que o resto tb deva ta pensando assim.

E agora você ñ ve a hora do próximo domingo xD

Eu tenho motivos pra isso que estão ali encima na resposta ao comentário da Raachel, mas como sou boazinha vou botar de novo aqui:

'1º Eu não sei nada sobre o pai dele xD

2º Eu precisava de um vilãozinho xD

3º A principio ele é com motivo.

4º Pq deu na telha XD

5º... ñ tenho mais motivos rsrsrsrs'

E também tem que levar em conta que existe esse tipo de gente. É só uma realidade cruel u.u

Isabella-Chan – Minha cara se você tivesse lido 'um brilho na escuridão' (minha outra fic) durante seu tempo de criação você teria um infarto de curiosidade xD

Eu deixa uma outra amiga assim xD ela vivia me ameaçando no msn pra posta duma vez xD.

Que bom que o cap agrado .

Caiu da cadeira? rsrsrs como é que conseguiu essa proeza, que uma vez eu quase consegui xD ?

Com esse cap agora deu pra ter uma idéia maior da vida do antepassado. E se ve a semelhança.

E continua logo a sua fic . (tb to curiosa pela sua xD)

#Nó próximo cap. Perguntar ou não perguntar? Falar ou não falar? Amigos ou algo mais? Ou deixar por isso mesmo?

Descubram no próximo cap. Lobo & Cerejeira?#

Até a próxima o/