Cap5 Lobo & Cerejeira?
Já não precisava mais cuidar dos ferimentos dele.
Como ela achava que ele só estava indo para curar seus ferimentos, agora que não precisava mais se perguntava se ele iria lá novamente. Dissera que no próximo dia não iria aparecer, mas que no outro poderia ir até o carvalho.
E agora lá estava ela andando pela floresta em direção ao carvalho, com um pequeno medo da névoa que havia em volta, pensando se ele iria aparecer ou não.
Estava quase no carvalho quando a névoa ficou mais densa.
Chegou a acelerar mais o passo para chegar de uma vez no carvalho e finalmente encontrar companhia, mas ele ainda não estava lá.
-"Talvez a névoa tenha o impedido de vir mais rápido... ou ele nem vai aparecer...".
Suspirou enquanto se sentava encostada no tronco do carvalho, fechando os olhos.
Ao abri-los novamente tomou um susto ao ver uma árvore mais próxima do carvalho e maior ainda por ser uma cerejeira.
A cerejeira farfalhou com um vento que não existia. O que só estava a fazendo ficar com mais medo.
Ao ver as flores balançarem, notou que uma não se mexia do mesmo jeito que as outras. Ao olhar bem notou que ela era uma pulseira com o pingente de uma flor de cerejeira.
A névoa novamente se intensificou fazendo a árvore sumir atrás dela.
-"Calma... ela já estava ai só que você não percebeu antes.".
Fechou os olhos para se acalmar.
Ao sentir algo tocar na sua cabeça, abriu-os novamente, tomando um susto ao ver algo ao seu lado. E na tentativa de se afastar, tropeçou nas raízes do carvalho levando um lindo tombo.
Ao ouvir uma risada conhecida, apesar de não ter ouvido ela muitas vezes – só quando ela fazia alguma atrapalhada hilária – ficou mais aliviada apesar de irritada com o bendito cujo...
-Lobo! Que idéia é essa de me assustar desse jeito? – Perguntou irritada enquanto se levantava.
-A culpa não é minha se você resolveu dormir – Falou o rapaz, ainda rindo.
-Quer parar de rir? Não teve tanta graça! - "Aquilo foi um sonho?".
-Pra mim teve! – Deu aquele seu sorriso cínico.
-Desgraçado, fica rindo da desgraça dos outros ¬.¬
-Não posso fazer nada se a sua desgraça é engraçada -
Ela só virou a cara enquanto se sentava novamente no lugar que estava antes.
Ele se sentou um pouco afastado dela ainda com um sorriso no rosto.
A névoa foi se decepando com o passar do dia, mas as brigas entre eles continuavam.
Ficaram mais implicando um com o outro do que qualquer outra coisa.
Nos outros dias não discutiram tanto, mas tão pouco conversavam. E todas as iniciativas eram por parte dela. Mas com o tempo eles começaram a discutir menos e a conversar mais, civilizadamente.
Cerejeira falara de sua família, mas Lobo não abria o bico sobre a sua. Ela já tentara o convencer a falar, mas sempre conseguira o silêncio em resposta. Mas, quando o assunto não envolvia falar de sua vida, ele conversava.
O tempo foi passando e ela ainda insistia em fazê-lo falar algo sobre a família. E foi perto do Natal que o milagre aconteceu.
-Minha mãe já morreu, vivo com meu pai, mas não nos entendemos e não tenho irmãos. É tudo que precisa saber ¬.¬
-É por isso que tem vezes que você aparece fulo?
Novamente recebera o silêncio como resposta, mas pela cara dele pode ver que era isso.
-Você devia sobre desabafar essas coisas que te incomodam.
Ele permaneceu em silêncio.
-Não estou dizendo pra ser comigo. E sim dizendo com algum amigo.
-Além de você, eu só tenho o Wei, que é meu mordomo, de amigo. – Ficou com um olhar perdido que nem notou a surpresa no rosto dela.
Ela o abraçou.
-Que idéia é essa?! – Disse, tentando se afastar.
-Você disse que eu sou sua amiga . - Falou sem soltá-lo com um sorriso grande no rosto.
-O qu... – Ai notou o que falara – Nã... Não foi isso que eu quis dizer!- Tentou se explicar, começando a ficar vermelho.
-Foi e disse! -
-Você en... Entendeu errado...
-Não, eu entendi perfeitamente. E obrigada por me considerar sua amiga, assim como eu te considero meu amigo. -
Diante daquele sorriso dela não conseguiu dizer nada além de...
-De nada... E obrigado por ser minha amiga – Deixou um sorriso pequeno escapar.
Depois daquele dia, a amizade deles só ficou mais forte e ele começou a se abrir um pouco mais.
O pai de Syoran assim que soube que ele estava indo a floresta, ficou irritado. Mas o que realmente surpreendeu Syoran foi a frase: "Só não se mata". Ele se fingiu de desentendido e seu pai só falou pra ele esquecer e sumir de sua vista.
-"Por que ele não contou sobre a lenda? Wei não falou pra ele que eu sei... Cada vez entendo menos ele.".
Syoran ficou surpreso quando, num dia foi seguido por alguém. O despistou facilmente, mas ficou perguntando-se se fora um espião mandado por seu pai.
-"Ele não faria isso... faria?".
Em outro dia, isso voltou a ocorrer, e novamente, despistou o cara.
Ia fazer um ano que eles se conheceram. Ele a amaldiçoou por ela ter dito que eles deveriam trocar um presente. Ele nem sabia o que dar pra ela e acabou não comprando nada.
-"Afinal porque temos que trocar presentes?". -.-'
Veio a voz dela em sua cabeça, com a resposta que ela lhe dera: 'Porque somos amigos e esse foi o dia que nos conhecemos. E também para compensar eu não ter te dado nada nem no seu aniversario e nem no Natal. '
-Compensa até eu queria, mas não faço idéia do que dar, acabou que eu não consegui presente nenhum -.-'
Chegou ao carvalho e ela ainda não havia chego.
-Será que eu não consigo achar uma flor por ai? – Perguntou ao carvalho.
Olhou pra cima sentindo uma brisa passar e ai viu algo diferente balançar entre as folhas do carvalho.
-A pulseira!
Subiu rapidamente e pegou-a.
-Porque não pensei nisso antes?...
Tocou delicadamente nela e se lembrou da árvore que lhe dera a flor.
Foi tirado de suas lembranças ao ouvir passos.
Olhou na direção da qual Cerejeira vinha e viu ela sem nada nas mãos o que ele estranhou. E mais ainda ao vê-la se aproximar de um galho e a viu retirar alguma coisa dali.
Ao notar ela se mover para mais perto de onde ele estava percebeu que ela não o notara.
Ela olhava pro lado de onde ele surgia, mas ao ver que não aparecia ninguém resolveu se virar e se sentar, mas deu um grito ao alguém aparecer na sua frente de cabeça pra baixo. E foi ao chão ao ir pra trás com o susto. E a velha risada.
-LOBO!!
Ele tinha se pendurado nas pernas e quase caiu de cabeça no chão por não parar de rir, mas conseguiu chegar ao chão ileso.
-Não...resisti... – Falou quase sem ar em meio às risadas.
-Não foi tão engraçado!! – Se levantou.
Ele tentou responder, mas não conseguiu.
Depois de conseguir se controlar, falou:
-Mas a sua cara é hilária quando se assusta.
-Idiota. ¬.¬
-Também te adoro! - E por falar em adorar... – Estendeu a mão aberta com a pulseira – Feliz Natal, aniversário e qualquer outra data atrasada.
-Que linda! .
-Muda de humor rápido, hein? -'
-Ah o seu... – Notou que não estava mais em suas mãos – Você me fez deixar cair! ò.ó E acho que nem merece por todos os sustos que você já me deu. ¬.¬
-Volto a repetir. Você muda de humor rápido. E que isso não foram tantos assim... '
-Quase todo o dia você da um jeito de me dar um susto! ¬.¬
-Que isso Cerejinha! '
-Não vem com essa de Cerejinha que eu detesto! ¬.¬
-Ta bem... Monstrenga – Desviou de um soco.
-NÃO COMEÇA!!
-Ta, ta parei. – Falou rindo – E toma aqui o seu presente que acabou nem pegando.
-Do jeito que você está hoje para me irritar... - Pegou a pulseira - Não pense que vai ser perdoado assim tão facilmente. ¬.¬
-Já sei, já sei... Vou ficar sem o meu presente?
-Deveria, mas fui eu quem inventou essa e tenho que te dar "Na verdade eu quero te dar...".
Procurou pelo chão e achou.
-Toma – Estendeu pra ele.
Ele pegou a corrente e o olhou com o nome Lobo. Ela agora admirava novamente a pulseira e tiveram o mesmo pensamento.
-"Já não vi isso antes?".
Lembraram-se na mesma hora do ocorrido durante um dia com a névoa.
-"Aquele lobo... será que era o Lobo de estimação dela?".
-"Uma vez ele falou de uma cerejeira na qual gostava de ir... Será que não é uma flor dela?... Mas ele disse que ela foi derrubada... Mas aquela que apareceu, aquela vez...".
Eles se olharam sem ver a duvida que havia nos olhos do outro.
-"Pergunto ou não?" – Pensaram ao mesmo tempo – "Melhor não... vai trazer lembranças tristes pra ele (a)".
-Obrigado (a) pelo presente – Falaram juntos, o que rendeu algumas risadas.
Ele voltou a observar a corrente.
-Não é meio grande?
-Dá pra retirar algumas argolas, todas elas se soltam então pode deixar do tamanho que mais lhe agrada. .
-Hmmm – Retirou algumas e colocou-as no bolso deixando a corrente de uma forma que ficaria meio larga.
Sentiu algo estranho quando a colocou, mas não ligou, apesar de se sentir como se algo lhe era devolvido.
Ela também botou a pulseira e sentiu a mesma coisa, mas também não ligou.
Perguntaram-se se não se sentiam assim devido a origem os presentes, mas acharam melhor ficar de boca fechada.
Ele sempre escondia a corrente em baixo da camiseta quando voltava pra casa e a deixava á mostra quando ia para o carvalho.
Sentia uma sensação estranha quando a tirava, como se tivesse tirado uma parte de si. Acabou resolvendo nunca mais tirá-la.
Já ela, não tinha como esconder a pulseira e seu irmão lhe enchera de perguntas, como sempre. Ela dissera que comprara, mas tinha a sensação que o irmão não caíra nessa, apesar de fingir aceitar a desculpa.
Assim como ele, ela não a tirava a pulseira, não gostava de sentir como se lhe arrancassem algo.
Perguntava-se se falavam com o outro sobre aquilo ou se deixavam de lado. Não queriam que o outro se lembrasse de coisas tristes, quando falaram sobre o Lobo e a Cerejeira o amigo ficara triste pela perda. E eles não eram cegos para não ver o quanto à perda era dolorosa.
Acabavam que sempre resolviam deixa do jeito que estava.
E resolveram não pensar mais no assunto.
Syoran, um dia teve que despistar alguém que o seguia, mas naquele dia estava difícil se livrar do desgraçado.
Resolver correr, mas nem assim estava adiantando.
-"Droga, pai! Dessa vez você tinha que ter achado um bom.".
Ele descobrira que realmente era seu pai quem mandava as desgraças o seguirem ao ouvi-lo conversar uma vez com um homem pelo telefone.
-"Que droga. Desse jeito não vou chegar ao carvalho... a Cerejeira já deve estar lá...".
Ficou pensando como iria fazer e vendo que só tinha um jeito, o fez.
Correu o mais rápido que pode, até chegar ao carvalho. A encontrou, como previra.
-Lobo o que... – Se levantou pra perguntar, ao vê-lo chegar correndo, mas nem conseguiu falar, ao ser puxada.
-Depois eu explico! Só me segue.
E começaram a correr.
Syoran começou a se perguntar quem era o dito cujo, pois ele estava conseguindo segui-los e o pior: ainda muito de perto.
-"Ele ainda não deve ter nos visto... Ainda a tempo de conseguir se esconder, mas tem que ser rápido...".
Lembrou-se de uma moita que vira, a qual seria perfeita.
Ela já estava ficando cansada, mas nem por isso parara de correr. E quando eles finalmente pararam, ela só o ouviu falar 'Não grite' e sentiu ser abraçada ao mesmo tempo em que ele pulava por cima de uma moita e os fazia rolar para dentro dela. Ela se viu embaixo dele.
-Tente controlar sua respiração – Ele falou muito baixo, perto de seu ouvido.
-Você está pedindo algo meio impossível no momento. – Sussurrou pra ele.
-Só tente.
Quase não o ouviu apesar de ele estar falando bem perto de seu ouvido.
Era muito difícil conseguir atender ao pedido dele por três motivos. Depois de correr mais que uma maratona tinha que puxar mais ar. A proximidade em que ele estava, já que tinham se abraçado. Mas aquilo a estava desconsertando. E sentiu seu coração acelerar ainda mais quando ele falou perto de seu ouvido.
Fechou os olhos e respirou fundo. Sentiu o cheiro dele, aquilo sempre a acalmava apesar de fazer seu coração dar uma batida mais forte.
Ele próprio também estava fazendo esforço para se controlar.
Passos absurdamente próximos os fizeram despertar e prender a respiração, olhando para o lado.
Entre os galhos, folhas e frutinhas viram um par de pés. Estes ficaram parados um tempo.
Quando o indivíduo se agachou para analisar melhor o chão Lobo, ficou branco.
Ela queria perguntar o que aconteceu para ele ter ficado lívido e também por que, aparentemente, fugiram daquele homem de feições sérias e concentradas.
Cerejeira começou a sentir o Lobo tremer.
Afinal porque aquela preocupação toda?
Mal ela imaginava que o homem era o pai de Syoran, Shang Li.
N/A: Ai achei que não ia termina -.-'
Estreando nesse cap. minha Beta Vick!
N/B: Ai que honra! Beta da Pat!! –Faz dancinha-
Hello guys! Eu sou a Vick.y Pirena, a nova beta de 'Num velho carvalho'. O que dizer desse chappie... Uhmm... ele está lindo!! Finalmente total interação SS! –olhos brilham à lá Tomoyo- Mas eles são lerdos, não? A Sakura, já começou a sentir as coisas, e o Syaoran tbm! Então pra que essa demora pra se acertarem?? –Vozinha on : "Pra dar continuidade a fic, sua anta!" Vozinhaoff- A simm! Isso é verdade, caso contrário, não teria fic, certo Pat?? ;D Estou a-d-o-r-a-n-d-o betar essa fic, tanto por ser uma história magavilhosa, tanto porque, –joga o cabelo- a árvore titulo é o meu sobrenome! D rs Espero que vocês estejam curtindo tanto quanto eu! Até o prox.! Kissus da Vicky!
N/A: Bem... Vick só uma coisa tu disse 'nova' sendo que essa fic nunca teve uma beta xD
Ao povo que le essa fic e sabe q ela é postada aos domingos peço desculpas pelo atraso -.-'
Me tranquei legal des de Segunda sem sai da primeira pagina -.-' só domingo a noite eu fui consegui digitar (
Bem pela pressa de ainda tentar postar não fico completamente bom. Mostraria mais eles sentindo algo um pelo outro, mas acabo q ñ consegui bota isso direito '
Reviwns:
Jessicaph – q bom q gosto . Eu sempre posto aos domingo, mas dessa vez me atrazei '
Tamy Kinomoto Li – O que importa é que ta gostando -
e ta aqui a continuação xD
Sakusasuke – Creio eu que agora tu ta muuuuuito curiosa pela continuação xD
Isabella-Chan – E agora? A curiosidade deve tar a mil xD
Nessa fic não to me empenhando tanto pra deixar o pessoal com curiosidade pelo próximo.
E quero cap xD
Vick,y Peirera – apesar de ser minha beta e já ter podido te responder isso ainda sim vo responde aqui xp
Eu acharia estranho o Syoran ser legal logo de cara xD é a marca registrada dele xD
E alem de me ajudar agora sendo minha beta me ajudo com o nome do bendito e já q vc vai continuar repetido isso não posso faze nada e nem quero XD
E a tua filosofia esta correta xD
E sim tu pode ser minha beta XD XD XD XD (ñ jura? rsrsrsrsrs)
Até qualquer outra hora no msn XD
Hellen ferraz – que bom q gostou -
Foi a Vick que me falo. E onde foi q eu falei isso? o.o
No próximo cap. Revelações, descobertas, decisões.
Descubram no próximo cap Eu?
