Cap.12 Diga 2

Tentou ligar de novo, mas só chamava. Não desistiu, mesmo quando começou a ouvir o recado 'este celular esta fora de área ou desligado' é que desistiu.

Mandara uma mensagem, na esperança de quando ela ligasse o celular, a mesma lesse.

Tinha que voltar pra festa, já havia se demorado demais ali.

Quando voltou, aconteceu o que anteriormente havia imaginado, todos achavam que ele tinha conseguido uma noiva.

Faziam mil e uma perguntas sobre ela e ele respondia da mesma forma.

-Ela prefere não chamar atenção.

Claro que isso não ajudava. Parecia que atiçava mais ainda as pessoas sobre saber quem era ela, de onde vinha, qual a família, se era bonita, classe social – essa pergunta era uma das que mais o irritava profundamente, mas disfarçava – entre uma pilha de outras perguntas.

Nem sabia descrever seu alívio após sair da festa e correu para escrever uma carta. Não soube quantas vezes repetira 'você entendeu mal, eu não tenho uma noiva'.

Á noite não conseguiu dormir e resolveu aproveitar pra tentar ligar pra ela, mas o celular estava desligado. Mandava mensagens.

Os dias passaram assim escrevendo cartas quando achava brecha no trabalho.

No desespero de nunca vir uma resposta escreveu tudo que sentia numa carta, resolveu comprar um ursinho e pediu a Wei que botasse uma rosa vermelha junto antes de mandar para Sakura.

Conservara suas esperanças com isso e esperava que ela lesse, mas nunca recebera retorno.

Ligou pra Tomoyo na esperança de que ela conseguisse com Eriol fazer algo, sua falta de descanso já começara a ser notada do trabalho.

Acabou ganhando férias. Seu pai ia assumir as coisas enquanto ele resolvia seu problema.

Quando chegou e achou que finalmente conseguiria falar com Sakura recebeu a noticia de que Mei viera visitá-lo.

-Mei! – falou ao vê-la sentada no sofá vendo TV.

-Papai!!! – pulou e correu até ele o abraçando.

-O que está fazendo aqui? Seu PAI sabe que você está aqui? E vocês não estavam tentando se entender?

-Quanta pergunta, mas vim te perguntar uma coisa, ele sabe e dá graças, tentamos, mas não tem jeito.

-Mei - a repreendeu – Aposto que você não tentou com vontade. E ele não daria graças por isso.

-Dá sim porque agora você é meu pai e ele não é mais. E tentamos, eu pelo menos tentei.

-Como assim?

-Não quero mais ele como pai. Quero você – o abraçou fortemente.

-Mei... Não é assim "decidiu e pronto"... E além do mais não tem como eu...

-Pai... Eu posso só morar aqui? Enquanto você não arranja uma esposa pra ser minha mãe não me importo de só ficar como uma prima que veio te visitar ^^

-Ok pelo visto você se informou de tudo ¬.¬

-Wei me disse o que é preciso ^-^

Ele só suspirou.

-Pode ficar, MAS não se esqueça sobre me chamar de Pai.

-Ok pai ^.^

Syoran ligou para o pai de Mei tentando ver se realmente era o que ela dissera. E o ódio que já tinha pelo homem só aumentou ao o ouvirele dizer que ela podia nunca mais voltar, até dissera que assinava sem problema nenhum qualquer papelada passando-a pra ele.

Teve que adiar sua ida ao carvalho, mas assim que obteve uma chance, não conseguiu vê-la. Em outro dia foi a mesma coisa.

Ligou para Tomoyo perguntando por Sakura e descobrira que ela estava no avô.

Pediu pra ela o avisar quando Sakura voltasse.

-Que ótimo Mei eu digo uma coisa você vai lá e faz outra. MEI!! – olhava em volta enquanto andava apressado - Eu disse pra não ir na floresta, mas nããão. MEI!! Pelo menos espero que tenha me ouvido ao dizer que quando se entra num lugar desses o melhor é ir sempre reto pra não se perder MEI!!

Ao ver indícios de que ela passou por ali acelerou o passo.

-MEI!!

-Pai!

Ao ouvir a voz dela correu. E saiu naquele lugar tão conhecido, mas nem prestou muita atenção e já se dirigia a Mei.

-Mei que idéia é essa de.... – parou de falar ao avistar Sakura.

Ela nem o encarou. Levantou-se e fazia menção de sair dali.

-"Putz agora ela vai pensar mais besteira"

Alcançou-a e segurou seu braço.

-Sakura espera...

-Eu tenho um compromisso agora preciso ir – se livrou dele sem olhá-lo.

Aquilo só estava o matando.

-Sakura espera só um minuto pra eu poder esclarecer...

- Não quero saber. Ainda mais essa de uma filha que pra falar a verdade nem tem como ter 8 anos, a menos que tenha mantido isso em segredo há mais tempo. Tchau! – saiu em disparada.

Syoran olhou pra Mei e depois para as costas de Sakura.

Suspirou. Não podia deixar Mei sozinha ali.

-Já te falei sobre me chamar de Pai na frente de outras pessoas – queria ter falado com um tom mais sério, mas acabou não conseguindo – Vamos pra casa.

Quando chegaram a casa Mei falou baixo, mas num tom que dava pra ouvir.

-Pai.... Desculpa – abaixou a cabeça.

-Pelo quê? – estava difícil de tentar esconder o tom triste

-Fui eu que fiz você ficar de mal com a mamãe....

Syoran suspirou. Agachou-se na frente dela e a fez olhar pra ele, viu que Mei chorava silenciosamente.

-Não foi culpa sua... – conseguiu sorrir, apesar de ser meio triste – A culpa foi minha... Eu já tinha feito a burrada.

-Pai... – ela soluçou, tentando conter o choro – É ela né? – vendo o desentendimento dele completou – a cerejeira...

-Não me lembro de ter te falado dela...

-Não falou.... É que... Eu ouvi numa daquelas festas falarem que sua esposa tinha esse apelido...

-Eu já disse que inventei isso pra tirá-los de cima de mim... O que até deu meio certo.

-Desculpa....

-Pelo que agora?

-... Eu vi as cartas....

-Vai ficar sem sobremesa, uma semana, por ter mexido no que não devia.

Levantou-se para não dar chance á ela de reclamar, mas não ouvira nenhum resmungo o que era estranho porque ela sempre fazia A cena de injustiçada, mesmo que nunca conseguisse nada com isso, era só mesmo pra descontrair.

Novamente Mei havia sumido. Ela andara muito quieta e cabisbaixa durante o dia inteiro.

Procurou pela casa inteira e pelos arredores que ela conhecia, mas não a achou e a noite já ia caindo, só lhe restava um lugar onde olhar, o carvalho.

Pelo caminho foi vendo que ela realmente fora até a árvore.

Ao sair do arvoredo não se impressionou ao encontrá-la, mas sim por ver Sakura junto.

Mei se levantou alegre indo em sua direção.

-Pai, eu resolvi tudinho ^-^

-Tudo o q? o-õ

-Mamãe agora ira te perdoar ^.^

-Que mãe? ._.

-Ora, aquela mãe – apontou pra Sakura – Diz pra ele mãe.

Sakura só riu de sua cara de "to entendendo nada".

-Conversamos outra hora – falou Sakura – leva essa aí pra casa.

Olhou de uma pra outra até uma idéia começar a se formular na sua cabeça e disse.

-Espera aqui que já volto, não fuja – falou Syoran indo com Mei pra mata.

Queria voltar rápido e nem notara que estava quase correndo, só notou ao ouvir Mei gritar.

-Vai com mais calma!

Não teve escolha a não ser andar num ritmo que Mei pudesse acompanhar.

Assim que ela entrou fechou a porta e voltou correndo. Tinha medo que ela mudasse de idéia e saísse de lá.

Arfando chegou lá e a encontrou no mesmo lugar em que a deixara, ficando mais aliviado.

Ela se levantou e nem precisou de palavras, só se abraçaram.

Ele a apertava e ela fazia o mesmo.

-Desculpa, eu... Eu... – começou a falar Sakura.

-Acho que um pouco foi minha culpa. Acho que te dei motivos pra pensar errado. Não precisa se desculpar.

-Eu pensei que fosse te perder – falou Sakura com o rosto enterrado no peito dele.

Syoran tentou a afastar para encará-la, mas ela não cedia.

-Cerejeira será que dá pra olhar pra mim? – havia tomado uma decisão no percurso que fizera.

-Não. Já é embaraçante eu descobrir que fiz tempestade num copo d'água. Não vou conseguir te encarar.

Syoran sorriu e voltou a abraçá-la.

-Você me fez ficar numa tempestade marítima não dando sinal de vida ou de que estava lendo as cartas – falou baixo – você não leu nenhuma sequer?

-Não.

-Nem a do urso?

-Não.

Ele suspirou.

-Pretende ler agora?

-Sim.

-Então deixa te falar o que está lá, mas dá pra me soltar um instante e me encarar?

-Não dá pra falar sem eu te encarar?

-Preferia dizer isso olhando nos seus olhos, mas já que quer assim – respirou fundo – você não estava errada quando disse que parecia que eu já havia encontrado uma noiva....

Sakura pareceu endurecer em seus braços..

-O único problema é que ela se tornou minha noiva sem nem sequer saber e nem sabe do que eu sinto – ele fez uma pausa, como se escolhesse o que dizer – no nosso último telefonema, não sei direito o que você ouviu.

-'Minha noiva. Sem querer ser mal educado, mas deixei-a esperando na linha' Você disse isso.

-A partir daí fui considerado comprometido.

-Mas você não estava falando com ela? – Sakura finalmente se afastou.

-Se aceitar o pedido – a encarou.

-Mas ela ainda não aceitou o.õ

Syoran riu.

-Falar com outras palavras.

Ele se afastou e tirou uma caixinha de veludo do bolso passando a mão pelos cabelos, gesto que Sakura reconhecia como nervosismo puro.

-Por mais que essa sua distração seja um defeito em você, gosto dele, gosto de tudo em você. Sempre gostei só não percebia como era esse gostar e achava que era só amizade ou como uma irmã. Mas foi quando eu estava naquela cidade, de onde pertencia a carta sobre o lobo, que percebi o que sentia por você, meus uivos me fizeram ver – novamente passou a mão pelos cabelos antes de abrir a caixinha e estender a Sakura enquanto falava – depois do que ocorreu após o telefonema resolvi para de perder tempo e Sakura.... Quer ser Minha flor de cerejeira?

Sakura não sabia o que fazer. Até dizer um maldito sim parecia impossível naquele momento em que só olhava para a aliança que reluzia com o brilho da lua.

Mas o momento de tensão foi quebrado com um barulho junto de um grito.

-EEEEEEE!!!!!

-Mei?!!! – gritaram juntos.

-Papai pediu mamãe em casamento – saiu pulando de trás de uma moita.

-Mei o que faz aqui? – perguntou Syoran, ainda um pouco surpreso, mas já botando o tom severo na voz.

-Queria ver essa cena *-*

-Mesmo que quisesse não deveria ter vindo ò.ó já deve passar da sua hora de ir pra cama.

-Hoje é dia pra festejar – Mei fazia uma dancinha.

-Mei! – falou Syoran mais severo o que fez Mei parar.

-Ta to indo pra casa.

-Sozinha é que você não vai!

Syoran novamente se viu naquele impasse queria ficar e receber uma resposta, mas tinha que levar Mei pra casa.

Mas sua atenção se voltou completamente a Sakura quando esta pegou a caixinha e pegava a aliança.

-Conversamos melhor depois, leve-a – Enquanto botava a aliança no dedo.

-Talvez não fosse tempestade num copo d'água – Syoran puxou-a para um beijo.

Sakura sentiu-o se afastar com esforço e sair andando com Mei.

Agora não se importava de ter sido um beijo rápido, teriam mais tempo e o usaria para dizer o que não havia dito antes.

Fim S2

N/A; Oi gente o/

Nem acredito que terminei *-*... Y-Y

Como sempre a divisão entre ficar feliz pelo fim e a tristeza por ser o fim XD

Digo que ainda tenho um extra na cabeça, mas como já havia dito não sei quando que ele ira sair realmente, mas a qualquer hora ele aparece o/

Obrigada a todos que acompanharam, comentaram e deram força pra essa fic o/

Obrigado a Asth por ter betado.

Vick ainda quero saber o que te aconteceu o.o

E nem sei mais o que fala xp

Bye e até quem sabe uma próxima fic o/