Queridos como estão? Tudo bem. Estamos aqui para trazer o segundo capítulo de nossa história.

Espero que gostem e comentem sim! Sugestões, críticas construtivas, serão sempre bem vindas.

Beijos e aproveitem a leitura

Sere-chan e Mary-chan

E o dia realmente só estava começando na casa das outers. Setsuna foi para o portal do tempo a pedido da rainha, averiguar se estava tudo bem, depois seguiria para o laboratório do professor Tomoe. Meioh está auxiliando o professor na descoberta de uma nova espécie de planta medicinal para auxiliar no tratamento de várias doenças.

Michiru foi para o seu ateliê terminar alguns quadros que logo estariam em exposição na "Cultura e Belas Artes de Tóquio". Horas depois iria encontrar-se no teatro municipal com a Orquestra Filarmônica de Tóquio, que em breve estaria fazendo uma grande apresentação ao público. Porém o ensaio só demorava um pouco mais que o normal, por conta de um infeliz, que há exato um mês, sempre erra a mesma nota musical.

Só não se sabe se ele faz isso por ser desprovido de inteligência e sensibilidade musical, ou se fazia de propósito pra ficar mais tempo perto de sua musa inspiradora. Que Haruka não saiba disso, pois o infeliz não poderia agüentar um "terra trema". Mas por hora estava mais para "maremoto de netuno". A ira de Neptune estava preste a se manifestar, se não fosse a elegância e calma de Michiru em ter paciência com o tal indivíduo, sem contar que tinha que zelar por sua fama internacionalmente conhecida. Tinha que preservar essa imagem de fina, culta e elegante violinista. (maldita fama)

Hotaru estava no colégio, depois Meioh a levaria até a casa da Serena, para passear com Rini até o parque. Gostavam muito de passar à tarde no parque e bem no final ficar no balanço conversando enquanto o sol se punha. Claro que conversas de crianças, mas convenhamos que essas duas em especial, já eram um pouco mais avançadas intelectualmente que as demais crianças de sua idade.

Haruka estava no autódromo treinando para as próximas corridas. Mas em especial para a corrida que seria realizada no Japão. Grande movimentação estava no box de sua equipe. Com certeza pensava ser essa movimentação por conta de sua presença, principalmente garotas que queriam um autógrafo, tirar alguma foto. Qual foi então a surpresa ao perceber que atenção dessa vez não era para sua bela pessoa.!!

Tsumi Tagmoru, um dos pilotos de sua equipe e também seu melhor amigo, acabara de vir do hospital e distribuía bombons e lembranças. Claro que taças de champanhe também.

- Nasceu, nasceu – falava a plenos pulmões por todo o box- Meus meninos nasceram. São gêmeos e lindos, pessoal. Quero compartilhar dessa enorme alegria com vocês companheiros. É muito bom ver a família crescer, estou muito feliz.

- Ora, ora, parabéns Tagmoru-san!! Terá uma licença especial por tão belo acontecimento- dizia Kimura Ishisama, técnico e dono da equipe.

- Obrigado senhor, e aproveitando a oportunidade queria que o senhor e Tenoh Haruka (horas depois se lembram da sua figura presente no ambiente) para serem os padrinhos de meus filhos.

- Oe, Oe, parece que ouço meu nome ser proclamado. Quem é que chama por Tenoh Haruka?- dizia no seu bom humor de sempre. Quer dizer então que meu amigo agora aumentou a família? Tornou-se definitivamente um homem de família hein, cutucava o amigo.

Por outro lado é uma pena – Tenoh fazia cara de lamentação no melhor estilo sarrista. Não me entenda mal, claro que ter família é muito importante mas.... – faz uma pausa – Com quem vou fazer minhas caçadas de fãs, se meu amigo agora é um pai de família? – dizia no seu típico bom humor.

- Ora Haruka-kun, quem ouve você falando assim pensa que realmente precisa de mim para as fãs caírem por você.

- Hahaha.. Realmente não precisam, mas é sempre bom ter testemunhas pra mostrar que isso realmente acontece.

- Você e seu ego Haruka-kun

Mas voltando ao assunto: estou a convidar nosso técnico e você para serem os padrinhos dos meus filhos- falava um emocionado Tagmoru.

- Será um grande prazer. Está mais do que aceito. – Haruka raramente recusava favores para verdadeiros amigos, mas mal sabia Tagmoru que um de seus filhos, na verdade teria era três madrinhas. Afinal, sempre trataram Haruka como "o piloto" e não " a piloto". E nem sequer desconfiavam disso.

- E claro que em retribuição farei questão de ser padrinho de um de seus filhos. Tagmoru estava empolgado com a idéia de ter seu melhor amigo como padrinho.

- Hã?! Como é que é?! Ele tinha falado em filhos? Ela e Michiru?! Isso era impossível de acontecer. Quer dizer, ela era mulher e Michiru também, logo mulheres não engravidam de mulheres a não ser por clonagem de célula tipo efeito Dolly. Mas, ela e Michiru terem filhos que sejam seus de fato? Realmente aquela foi a piada do dia. Tudo o que pode fazer foi dar uma risada nervosa.

-Pode deixar você será o primeiro da minha lista.

-Espero que sim, já está mais do que na hora do mundo ter um herdeiro do clã Kaiou-Tenoh.

-Yare, Yare sem pressa meu companheiro. – batia nas costa de Tsumi

Depois da tempestade de pensamentos, ou melhor, de um furação de novas situações tomar conta de sua mente, Tenoh ruboriza e muda de assunto.

- Então como ia dizendo, Tagmoru, quando será o batizado para que eu possa estar avisando Michiru para se programar. Ela está com muitos trabalhos por conta da exposição que se aproxima, sem contar também com os ensaios na orquestra. Tem que ver a data certinha. Logo iremos fazer uma visita a Katsumi e seus bebês.

Depois de tão celebrada notícia, e das várias insinuações sobre a possibilidade de filhos, o treino correu como de costume e Haruka fazendo o melhor tempo como sempre dedicando seu melhor desempenho aos filhos de seu amigo como homenagem. E não pôde deixar de ir embora do treino pensando em tudo que fora dito lá no Box, principalmente a palavra herdeiro não sai de sua mente, mas não entendia o porquê.

Resolveu então ir embora de moto e correr pelas ruas de Tóquio. Foi até a orla da praia que costumava caminhar com sua sereia e ter momentos doces com ela, para meditar em tudo que se passou em sua vida.

- Filhos? Seria possível mesmo? Com tanta tecnologia hoje, concebermos um filho nosso? – Haruka estava descalça caminhando a beira mar, O mar trazia-lhe uma brisa suave e refrescante como o perfume de Michiru. Um filho. Será isso que realmente está faltando para satisfazer toda a necessidade de amor que tenho por ela? Por minha sereia?