Temporada de Chuva

Supernatural - Fanfiction

Capítulo 4 – O dia seguinte

Dean acordou sobressaltado com um barulho. Não sabia quanto tempo havia se passado desde que entraram no porão, nem quanto tempo permaneceram adormecidos, mas podia ver uma fresta de luz através da porta. Cutucou o irmão, que levantou na mesma hora, já com a espingarda em mãos. Alguém, ou alguma coisa, tentava abrir a porta, forçando-a. Sam apontou a espingarda para a porta, quando ouviram uma voz do outro lado.

"Ei, tem alguém aí embaixo?"

Trocaram olhares, soltando o ar, aliviados. Sam abaixou a arma.

"Sim", respondeu Dean. "Estamos aqui, senhor Lore."

Se ele estava ali, então a tempestade deveria ter terminado. Retiraram as caixas da frente da porta, deixando-a livre para poderem abri-la. A luz do sol cegou-os ao abrirem a porta. Alguns segundos após se acostumarem com a claridade viram o dono do motel, que os encarava, surpreso.

"Meu deus, garotos. Vocês realmente estão vivos."

Sam e Dean atravessaram a porta, devagar, ainda com as armas em punho, olhando para o cenário em volta. A porta estava levemente amassada do lado de fora. Havia cacos de vidro cobrindo o chão, originados das janelas quebradas. Montes de um líquido amarelo e viscoso se agarravam a esses cacos e ao papel de parede descamado.

"Ew", exclamou Sam, com uma careta. "O que é isso?"

"Isso", respondeu Patrick Lore, "é o que sempre resta dos sapos no dia seguinte, meus amigos."

"Então é isso?", disse Dean. "Os sapos chovem e depois desaparecem?"

"Sim... Logo essa coisa amarela irá evaporar com o sol e estarem livres dela. Pelo menos até daqui sete anos."

Dean fitou os montes de gosma, ainda aturdido com o que havia acontecido na noite anterior.

"Vamos, Sam. Vamos dar o fora dessa cidade."

Entraram no Impala e partiram.

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Atravessando a cidade de carro, puderam ver os estragos causados pela chuva de sapos, por toda a parte. Telhados quebrados, janelas em cacos, carros amassados. E o estranho líquido amarelo por cima de tudo. Havia pessoas varrendo as calçadas, recolocando as telhas no lugar, enfim, tentando fazer suas vidas voltarem ao normal. Sam observava a cidade pela janela, enquanto o Dean tentava se concentrar na estrada que se estendia à sua frente. Não sabiam de onde os sapos tinham vindo, muito menos o porquê, mas o importante é que agora havia terminado. Aos poucos, a cidade de Willow ficava para trás.

Dean observou, com o canto do olho, o irmão. Desde que haviam deixado o motel, ele não parava de coçar a perna por sobre a calça jeans.

"Ei, Sammy. Está tudo bem?"

"Claro, Dean", ele disfarçou um sorriso. "Estamos saindo dessa maldita cidade. Por que não estaria?"

"Tudo bem então."

Sabia que o irmão mais velho desconfiava de alguma coisa, mas não queria lhe contar nada. Não enquanto não tivesse certeza. Afinal, poderia realmente não ser nada. Mas e se fosse alguma coisa?

Sam balançou a cabeça, tentando tirar a imagem da mancha amarela que estava se espalhando pela sua perna esquerda.

(fim?)