Título: Manhã de Outono

Disclaimer: Esta é uma fic sem fins lucrativos, adaptada do livro "Manhã de Outono" da autora Diana Palmer e da editora Harlequin Books. Todos os direitos pertencem a autora e a editora, respectivamente.

Os personagens de Harry Potter e cia pertencem a J.K Rowling, Warner e Editora Rocco.

Esta é uma fic que se passa num universo alternativo...

N/A – Oie meus amores...Mil desculpas pela demora...Acho que nem lembram mais da fic...de qualquer maneira...capítulo 3 pra vocês...

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CAPÍTULO TRES

Durante os dias que se seguiram, Harry estava extre­mamente reservado, e Hermione apenas o observava. Era apenas Harry, repetia para si mesma, seu guardião, tão familiar quanto o antigo casarão e os enormes carvalhos que o rodeavam. Mas havia algo diferente nele, e não sabia definir exatamente o que era.

— Harry, está zangado comigo? — perguntou, uma noite, enquanto ele subia para se arrumar para sair.

Ele fez uma careta.

— Por que acha isso, Hermione?

Ela deu de ombros e forçou um sorriso.

— Parece distante.

— Minha mente está assoberbada, querida — ele dis­se calmamente.

— Por causa da greve? — arriscou.

— Isso e alguns outros problemas — concordou ele. — Se suas perguntas tolas tiverem acabado, vou sair.

— Desculpe. Não quero mantê-lo longe dos campos dourados de trigo.

— Campos dourados?

— Onde você se entrega às loucuras da juventude — explicou ela, com uma sofisticação impressionante. Então, virou-se e foi para a sala de estar, onde Phillip e Lilian conversavam.

Ele riu suavemente.

— Sua calcinha está aparecendo.

Ela rodopiou, segurando a saia e olhando para baixo.

— Onde?

Ele subiu as escadas rindo, enquanto ela o fitava.

Mais tarde, Hermione o viu descendo as escadas, ves­tindo calças escuras, camisa de seda branca ligeiramente aberta no pescoço e casaco de tweed, o que lhe dava um ar esportivo. Com que mulher ele irá se encontrar? Será que ela saberia apreciar toda aquela masculinidade vi­brante e obscura? Olhá-lo era o bastante para acelerar o coração de Hermione. Involuntariamente, lembrou-se da noite da sua festa de boas-vindas e do olhar estranho no rosto de Harry quando ele ia beijá-la, mas desistiu. Essa hesitação a deixara confusa, embora tentasse não pensar a respeito. Harry seria extremamente assustador, se não fosse seu irmão de consideração.

Gina Barrington veio visitá-la logo na manhã seguin­te, a fim de irem cavalgar. Parecendo delicada e frágil em seu culote de montaria, ela usava um suéter azul, no mesmo tom de seus olhos.

Suspirou ao passar por Hermione; seus olhos esquadri­nhavam a área à procura de Harry.

— Ele saiu — adiantou-se Hermione, com um sorriso zombeteiro.

Gina parecia muito decepcionada.

— Oh! — exclamou, com o semblante triste. — Achei que ele pudesse vir conosco.

Hermione preferiu não mencionar que Harry faria quase tudo, menos entrar para um mosteiro, na tentativa de evitar a companhia de sua amiga. Isso levaria a pergun­tas, e principalmente a respostas, que ela achava melhor Ignorar.

— Lá está ela, a menina dourada — disse Phillip, do alto da escada, fitando aquela pequena loura com um in­teresse exagerado. — Sua mocinha sedutora!

Gina riu deliciosamente.

— Ah, Phil, você é tão brincalhão. Venha cavalgar co­nosco e me deixe provar que ainda posso ganhar de você com grande vantagem.

Ele fez uma pose irônica.

— Nenhuma menina me deixa para trás — divertiu-se. — Vamos lá!

Hermione guiou-os pela porta, puxando seu suéter ver­de para baixo, até que cobrisse os quadris, para se aque­cer do frio da manhã.

— Está gelado aqui fora — murmurou. Levou as mãos à cabeça para testar a força do elástico que segurava seu Cabelo. O vento soprava com força.

— Frio e gostoso — concordou Phillip. — É incrível Como Harry não tem tempo para montar — mencionou, fitando Hermione com curiosidade. — Passou todo o tem­po trabalhando. E, como os Leeds vão chegar no sábado, ele terá sorte se conseguir algum tempo para buscá-los no aeroporto.

Vocês continuam brigando? — sondou Gina, olhando para Hermione.

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Hermione ergueu a cabeça e observou o caminho que se estendia à sua frente, enquanto pegavam o atalho para o antigo estábulo, com suas baias de cercas brancas. Se­guindo pelo caminho, havia um gazebo, cuidadosamente escondido, cercado por almofadas confortáveis, dispos­tas pelo chão. Hermione sempre considerara aquele lugar um ambiente loucamente romântico; e sua imaginação viajava sempre que ia para lá.

— Harry e eu estamos nos entendendo bem — disse, ignorando a acusação implicante de sua amiga.

— Não há nada mais fácil — concordou Phillip, sor­rindo. — Eles nunca se vêem.

— Nos vemos, sim — discordou Hermione. — Lembra a outra noite, quando Harry tinha um encontro?

Gina olhou para Phillip.

— Ele está atrás de quem? — perguntou ela, rindo. Phillip encolheu os ombros de maneira fatalista.

— Quem sabe? Parece que é a loura que trabalha no escritório, a nova secretária dele, se é que podemos acre­ditar em fofoca de trabalho. Mas disseram que ela sabe soletrar.

— Certo, Harry gosta de louras — riu Hermione, fin­gindo estar se divertindo exageradamente.

— Aqui está uma loura que ele evita — resmungou Gina. — O que há de errado comigo?

Phillip passou o braço ao redor do ombro dela amiga­velmente.

— Sua idade, querida — informou. — Harry gosta de mulheres maduras, sofisticadas e completamente imo­rais. Isso a deixa fora da disputa.

Gina suspirou com pesar.

— Nunca pude competir.

— Harry ia nos buscar depois do treino de líder de torcida, lembra? — disse Hermione, lançando um olhar luxurioso para o gazebo, ao passar por ele. — Ele ainda nos vê mascando chiclete e dando risadinhas.

— Odeio chiclete — enfatizou Gina.

— Eu também — concordou Phillip. — Deixa um gosto... Ah, olá — interrompeu-se, sorrindo para Harry.

O homem mais velho parou na frente deles, vestindo um terno cinza elegante, blusa branca de seda impecável e gravata combinando. Era o próprio magnata, digno e refinado.

— Bom dia — disse Harry com frieza. Ele sorriu para Gina. — Como vai a sua mãe?

— Muito bem, Harry. — Gina suspirou, aproximan­do-se para segurar o braço dele com seus dedos finos. — Você tem tempo para cavalgar conosco?

— Como eu gostaria, pequenina — disse. — Mas já estou atrasado para uma conferência.

Hermione deu meia-volta e saiu correndo para o está­bulo.

— Vou na frente — gritou por cima do ombro. — O último a chegar é mulher do padre!

Ela correu praticamente todo o caminho que levava até o estábulo, chocada com seu próprio comportamen­to. Sentia-se estranha. Enjoada. Ferida. Vazia. Ver Gina tocando o braço de Harry havia despertado uma onda de: fúria dentro dela. Queria bater em sua amiga, apenas por tê-lo tocado. Não estava entendendo seus sentimentos.

Distraidamente, entrou no estábulo e começou a pre­parar os arreios, a rédea e a sela. Mal reparou quando o pequeno cavalo castanho ficou pronto para ser montado. Ele empinou nervosamente, como se sentisse o humor instável dela e reagisse à sua inquietação.

Gina juntou-se a ela, enquanto levava Sundance para fora do estábulo, em direção ao sol da manhã.

— Onde está Phil? — perguntou Hermione, tentando controlar o tom de sua voz.

Gina encolheu os ombros.

— Harry o arrastou para o escritório para algum tipo de conselho de guerra. Pelo menos, pareceu ser isso.

— Ela suspirou. — Harry parecia muito furioso com ele.

— Seu rosto se iluminou. — Como se não gostasse da idéia de ver Phillip cavalgando comigo. Hermione, você acha que ele está com ciúmes? — perguntou, animada.

— Isso não me surpreenderia — Hermione mentiu, lembrando-se dos comentários de Harry sobre sua ami­ga. Mas, franzindo o cenho, ela se perguntava se aquilo era sério. Por que não queria que Phillip cavalgasse com elas?

Hermione sabia que Harry achava que, às vezes, Phillip adotava uma postura muito irresponsável em relação ao empreendimento multi-empresarial da família. Mas por que impedir que ele fizesse esse passeio matinal, a não ser que... Ela não queria pensar nisso. Se Gina tivesse razão, não queria saber.

— Apronte-se e vamos lá — gritou Hermione. — Estou ansiosa para galopar!

— Por que veio correndo para cá? — perguntou Gina, antes de entrar no estábulo e preparar o seu cavalo. — Apresse-se — ordenou Hermione, ignorando a pergunta. — Lilian quer que eu a ajude a preparar alguns cardápios para a visita dos Leeds.

Gina preparou o cavalo rapidamente, a pequena égua chamada Whirlwind, bem disposta como um dia ensola­rado de verão.

As duas meninas cavalgaram envoltas por um silêncio amigável. Hermione fitava as colinas verdes, já coloridas pelos tons do outono; ao longe, as árvores começavam a assumir a coloração levemente dourada, que logo passa­ria a um laranja brilhante, vermelho e, por fim, vinho. O ar estava limpo e fresco, e os campos já estavam sendo revirados, esperando pelas plantações da primavera.

— Isso não é delicioso? — perguntou Hermione, respi­rando profundamente. — A Carolina do Sul deve ser o estado mais bonito do país.

— Você só diz isso porque nasceu aqui — implicou Gina.

— É verdade. — Ela puxou as rédeas e se inclinou para a frente, apoiando os braços na sela e observando a água prateada que corria pelo rio Edisto.

— Você sabe quantas plantações de arroz havia em Charleston antes da Guerra Civil? — murmurou, lembrando-se de livros que havia lido sobre as grandes plantações, com seus belos campos e diques.

— Lamento, Hermione, mas não sou tão apaixonada por História como você. Às vezes, até me esqueço em que ano foi a guerra de 1812.

Hermione sorriu para a amiga e todo o ressentimen­to que nutria desapareceu. Afinal, Gina não podia fazer nada em relação ao que sentia por Harry. Gina não era culpada por Hermione sentir essa atração tão desmedida por ele.

— Vamos cavalgar pela floresta — disse repentina­mente, guiando Sundance. — Adoro o cheiro do rio, e você?

— Eu também — concordou Gina. — Estou logo atrás de você.

Harry foi jantar em casa essa noite, um fato tão raro que suscitou comentários.

— Não há mais mulheres disponíveis? — implicou Phillip, sentado à mesa, provando a caçarola de frango da sra. Johnson.

— Phillip! — Lilian o repreendeu, com olhos desaprovadores, interrompendo a ação de levar um garfo cheio de frango à boca.

Harry arqueou a sobrancelha para o irmão. A blusa azul esportiva estava um pouco aberta no pescoço; para Hermione, ele estava vibrante e perigosamente atraente. Precisava se concentrar ao máximo para não olhar para ele.

— Você já teve a sua cota essa manhã — observou Harry secamente.

— Foi por isso que me arrastou para o escritório an­tes que eu pudesse aproveitar a companhia das garotas? — riu Phillip.

— Eu precisava da sua ajuda, irmão.

— Claro. Da mesma maneira que Sansão precisava de uma manada de cavalos para ajudá-lo a derrubar as pilastras.

— Eu queria ressaltar — começou Lilian gentilmen­te — que a sra. Johnson passou uma hora preparando esse frango, que está delicioso, e vai acabar azedando no meu estômago. Hermione lançou um olhar divertido para a tia.

— Você devia ter tido filhas — sugeriu. Lilian olhou para Harry, e logo para Phillip.

— Não tenho tanta certeza. É muito difícil imaginar Harry usando saia e salto alto.

Ao rir, Hermione engasgou com o purê de batata, e Phillip precisou aproximar-se e dar-lhe tapinhas nas costas.

— Que bom que Hermione acha algo engraçado — dis­se Harry, naquele tom frio que ela tanto odiava. — Ela não estava bem-humorada hoje de manhã.

Hermione tomou um gole de café e seus olhos verdes fulminaram-no, do outro lado da mesa.

— Não lembro de ter falado com você, Harry — mur­murou.

— Não — ele concordou. — Estava ocupada demais esbravejando para me cumprimentar educadamente.

Como ele podia ser tão cego?

— Com licença — disse, com arrogância —, mas não esbravejo.

Ele levou a xícara de café até aos belos lábios, sem tirar os olhos do rosto de Hermione. Havia algo duro e obscuro neles que a enfurecia.

— Esforce-se um pouco mais, querida — desafiou-a calmamente.

Suas feições delicadas se endureceram.

— Não tenho medo de você — disse, forçando um sorriso.

Ele a fitou intensamente, contraindo um canto da boca.

— Posso lhe ensinar a ter.

— Basta, crianças — interrompeu Lilian, indicando, com os olhos voltados para Hermione, exatamente a quem se referia. — Esse é o momento da refeição, lembram? A indigestão faz mal para a alma.

Phillip suspirou ao provar a musse de limão.

— Isso nunca os impediu antes.

Hermione amassou o guardanapo, colocou-o ao lado do prato e levantou-se.

— Acho que vou tocar um pouco de piano, se nin­guém se opuser.

— Não por muito tempo, querida, ou Harry não vai conseguir dormir — aconselhou Lilian. — Lembre-se que ele tem que acordar às cinco da manhã para ir ao aeroporto em Charleston apanhar os Leeds.

Hermione sorriu graciosamente para Harry.

— Claro — disse com a voz doce. — Ele precisa dor­mir tranqüilamente para descansar sua beleza.

— Pelo amor de Deus, você está pedindo... — disse Harry, com uma voz que a deixou arrepiada.

— Vá, menina! — aconselhou Phillip, empurrando-a na direção da sala de estar. Ele a acompanhou e fechou a porta com um suspiro exagerado, apoiando-se nela.

— Ufa! — respirou, rindo com os olhos. — Não abuse da sorte, querida. Tem sido muito difícil conviver com ele nesses últimos dias e, hoje de manhã, ele fez um leão parecer um bichinho de estimação.

— Não é sempre assim? — ela resmungou.

— É — admitiu ele. — Mas se você mencionar a se­cretária dele, pode acabar tendo úlceras.

Ela o fitou enquanto se encaminhava para o piano.

Sentou-se e aqueceu os dedos.

— Se ele quer secretárias bonitas, que não saibam datilografar, é problema dele. Agora, fique quieto, Phil. Estou cansada de ouvir falar de Harry.

Ela começou a tocar o segundo concerto para piano de Rachmaninoff, enquanto Phillip a fitava, pensativo, por um tempo longo demais.

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N/A – Desculpas pela demora...Mas acho que sabem que mudei de cidade, de casa, de emprego e ainda não me adaptei totalmente. Desculpem se tiver erros e afins..juro que revisei..mas algumas coisinhas sempre passam despercebidas.

Obrigado a todos que comentaram...de coração... Não vou me prolongar muito..se não acabo demorando mais pra postar...mas eu quero reviews...certo? Vou responder a cada uma no próximo capítulo.

Beijoooosss