Título: Manhã de Outono
Disclaimer: Esta é uma fic sem fins lucrativos, adaptada do livro "Manhã de Outono" da autora Diana Palmer e da editora Harlequin Books. Todos os direitos pertencem a autora e a editora, respectivamente.
Os personagens de Harry Potter e cia pertencem a J.K Rowling, Warner e Editora Rocco.
Esta é uma fic que se passa num universo alternativo...
N/A – Capítulo 6 pra vocês...
CAPÍTULO SEIS
Hermione parou em frente ao King's Fort Inn, desligou o motor e permaneceu por um minuto dentro do carro com as mãos no volante.
— Ao menos, tentamos — disse, fitando os olhos azuis condescendentes de Rony. — Espero que o seguro esteja pago.
— Acha que ele vai ficar tão bravo? — perguntou Rony.
Ela respirou fundo.
— Eu não tinha permissão para ir atrás de você — ad mitiu. —Acho que tenho idade suficiente para tomar mi nhas próprias decisões, mas Harry não concorda.
— Vou proteger você — prometeu, sorrindo e apoian do a mão sobre a dela, no volante.
Ela não pôde retribuir o sorriso. Pensar que Rony po dia protegê-la de Harry era hilário.
Ainda chovia quando entraram no hotel e Hermione co locou o casaco sobre a cabeça para se proteger da chu va. Ela riu ao parar debaixo do toldo para recuperar o fôlego.
Ele sorriu para ela com seu cabelo vermelho enchar cado.
— Foi ótimo encontrar você aqui!
— Nem tanto — riu, tentando arrumar o cabelo. — Devo estar parecendo uma bruxa.
Ele balançou a cabeça, negando.
— Está maravilhosa, como sempre.
— Obrigada, cavalheiro. — Ela olhou rapidamente para a entrada do hotel. — É o único hotel da cidade — suspirou —, e tenho certeza de que vamos escutar comentários, mas é só ignorá-los e continuar subindo as escadas. Vamos fingir que não conhecemos ninguém.
— Essa cidade não é tão pequena assim — ele disse. Ela sorriu sem jeito.
— Não, mas a matriz da fábrica de tecidos fica aqui e todos conhecem a minha família.
— Devia ter imaginado. Desculpa.
— Não tem problema. Vamos? Podemos pegar a mala depois.
Ele a seguiu pelo lobby.
— Como você vai fazer para trocar de roupa? — ele perguntou.
Ela balançou os ombros.
— Acho que não vou trocar... — Sua voz sumiu e ela ficou totalmente pálida.
Rony lançou-lhe um olhar confuso. Ela olhava fixamente para um homem alto que lia o jornal perto da janela. Ele parecia um pouco cansado, como se estivesse sentado ali por muito tempo. Mesmo de longe, parecia ameaçador. Enquanto Rony observava a cena, ele largou o jornal, levantou-se e andou em direção a eles.
Rony não precisou que ninguém lhe dissesse quem era o homem, já sabia. Hermione parecia muito apreensiva.
— Harry, imagino — arriscou em voz baixa.
Hermione não conseguia dizer nada. Harry colocou as mãos nos bolsos e, sem nenhuma emoção em seu rosto, perguntou:
— Pronta para ir para casa?
— Como... você me encontrou? — sussurrou ela. Ele a encarava com olhos escuros.
— Poderia encontrá-la até em Nova York na hora do rush — respondeu. Seus olhos ferozes encararam Rony e o homem mais novo lutou contra a vontade que sentia de recuar. Pensava já ter conhecido todo tipo de gente, mas não havia ninguém como aquele homem. Autorida de fazia parte dele, como a calça marrom que apertava suas coxas ou a camisa vermelha que evidenciava seus músculos.
— Donavan, não é? — perguntou Harry rispidamente.
— S... sim, senhor. — Rony sentia-se como um meni no. Harry Potter lhe intimidava e sabia que não havia causado uma boa impressão.
— A ponte está inundada — disse Hermione.
— Eu sei — respondeu, caminhando em direção à saí da, esperando que o seguissem.
— E o meu carro? — insistiu Hermione.
— Tranque-o e deixe-o aí. Quando o rio baixar, al guém vem pegá-lo.
Hermione olhou para Rony sem saber o que fazer. Ele balançou a cabeça afirmativamente e os deixou em fren te ao hotel.
— Vou buscar minha mala e tranco o carro para você — disse.
Ela permaneceu ao lado de Harry, inconformada e tremendo de frio.
— Por quê? — ele perguntou. Essa única palavra fez com que ela quisesse chorar.
Ela soltou um suspiro.
— É tão perto de carro.
— Há vários avisos de furacão — disse, encarando-a e tentando esconder sua fúria.
Ela desviou o olhar.
— Como vamos chegar em casa? — perguntou sem forças.
— Vou ter que deixar você e seu namorado irem an dando — respondeu friamente, olhando para o tráfego, na rua molhada.
Ela olhou para seus sapatos molhados e de volta para ele. Estava apenas com um casaco leve por cima da ca misa e sem capa de chuva.
— Você não tem guarda-chuva? — perguntou, gentil. Ele encolheu os ombros, sem fitá-la.
— Não tive tempo para procurar. — Seus olhos a en caravam e seu rosto era duro. — Tem idéia de há quanto tempo estou aqui preocupado sem saber onde você esta va? — perguntou, ríspido.
Ela esticou o braço para tentar tocar a manga da camisa dele.
— Sinto muito, Harry, muito mesmo. Eu queria ligar, mas tive medo de... — De repente, percebeu novos traços o rosto dele. — Estava preocupado mesmo? — indagou. Ela sentiu a mão em seus cabelos, um gesto carinhoso, porém indelicado.
— O que você acha? — Seu rosto pareceu relaxar um pouco ao olhar para aqueles olhos doces. — Estava louco de preocupação, Hermione — sussurrou tão docemente que o coração dela derreteu.
— Harry...
— Cheguei — disse Rony, com a mala nas mãos. — Está trancado.
Hermione cruzou os braços e tentou mostrar-se calma.
— Como vamos atravessar o rio?
— Aluguei um helicóptero.
Ela sorriu. Ele sempre simplificava até mesmo os pro blemas mais difíceis.
Lilian e Phillip também estavam preocupados com o desaparecimento de Hermione e com o mal tempo, mas disfarçaram. Vivian apenas encolheu os ombros quan do Hermione lhe contou sobre a complicada volta para casa. Ela estava mais interessada em conhecer o novo homem, Hermione pensou maliciosamente. A loira per manecia grudada em Harry e, ao lembrar da relação de les, Hermione sentiu uma pontada de dor. Harry havia se preocupado com ela, mas apenas porque era seu tutor. Nada mais.
— Você está muito quieta hoje, querida — disse Phillip enquanto toda a família se reunia na sala de música para ouvir Vivian tocar piano. Hermione tinha que admitir que ela tocava bem. Rony, que também tocava um pouco, apreciava. O dia estava sendo muito difícil para Hermione e ela foi até a cozinha buscar uma xícara de café. Phillip a seguiu.
Estava sentada, segurando a xícara com força. Cruzou pernas, fazendo o vestido bege subir um pouco.
— Gosto desse vestido — comentou Phillip, sentando-se diante dela. — É um dos novos, não?
Ela sorriu e assentiu.
— Rony também gostou.
— Eu gosto de Rony — sorriu ele. — Ele me faz sentir maduro e venerável.
Ela arqueou as sobrancelhas.
— Ele o quê?
— Ele é jovem, certo?
— Ai... — sussurrou, travessa.
Ele riu.
— Você sabe o que quero dizer. Perto dele, Harry parece ainda mais formidável que de costume.
— Ele maltratou você? — perguntou, sério.
— Harry? — Ela balançou a cabeça. — Por incrível que pareça não. Acho que eu devia ter avisado. — Lilian conseguiu encontrá-lo em Atlanta. Ele foi até Charleston. Poderia ter dado errado, mas teve que arriscar. Você já estava voltando para casa. Ele colocou a polícia atrás de você.
Ela ficou pálida.
— Eu não sabia...!
— Ele estava esperando há 45 minutos quando você chegou ao hotel, mais nervoso a cada minuto, como to dos nós. Carros pequenos se tornam muito perigosos quando há enchentes. Não sei como não fez um escândalo quando você chegou. Deve ter sentido vontade.
Ela fixou o olhar no café.
— É, deve — sussurrou com os olhos fechados. Não teria feito isso se não tivesse ficado aborrecida com o que Vivian lhe dissera no café-da-manhã, mas não podia con tar isso a Phillip. — Não foi uma decisão inteligente.
— Foi um risco infantil — corrigiu ele. — Quando você vai desistir de enfrentar Harry?
— Quando ele me deixar em paz. Ele apenas balançou a cabeça.
— Isso pode demorar...
O sol da manhã enfeitava Greyoaks e Hermione parou seu cavalo para admirar a casa, ao lado de Rony. Ela suspirou.
— Você tem que ver na primavera, fica cheia de flores.
— Posso imaginar. — Seus olhos percorreram aquele corpo esbelto. — Você parece muito à vontade em cima de um cavalo.
Ela deu um tapinha na crista preta da égua. Sundance havia tido uma indisposição, então teve que sair com a égua.
— Faz bastante tempo que monto. Harry me ensinou — disse, rindo das lembranças. — Foi desgastante, para nós dois.
Rony suspirou, olhando para as rédeas em suas mãos.
— Ele não gosta de mim.
— Harry? — Ela evitou fitá-lo. — É difícil se aproxi mar dele — disse, mesmo sabendo que não era verdade.
— Se tivesse planejado ficar aqui por mais de três dias — admitiu —, acho que compraria uma armadura. Ele me faz sentir como um idiota.
— Ele está no meio de uma disputa trabalhista. Ele e Dick Leeds estão tentando entrar em um acordo. Rony sorriu.
— Parece que ele está se esforçando mais com a filha, Ela é divina, não é? E talentosa também. Hermione deu um sorriso forçado. — É, é sim. — Eles estão noivos? — perguntou. —Acho que algo está acontecendo ali.
— Acho que estão — respondeu ela. — Vamos voltar, Rony. A sra. Johnson odeia servir o café-da-manhã duas vezes. — Ela deu a volta e disparou na frente dele.
A pergunta a fez lembrar-se de tudo. Claro que estavam noivos e ela não conseguia entender por que Harry queria manter segredo. Tudo isso a deixava furiosa. E Harry havia contado a Vivian sobre... Seu rosto ficou vermelho. Nunca iria perdoá-lo por isso. E a petulância daquele homem, achando que ela era tão inocente que não perceberia que aquele não foi um simples beijo. Ignorara essa traição no dia anterior, já que Harry se mostrou tão preocupado com ela. Mas agora que o perigo havia passado, a raiva estava voltando. Maldito Harry! O que você precisa, Hermione, disse a si mesma, é um lugar só para você.
Ela chegou antes ao estábulo e esperou por Rony para que pudessem ir juntos até a casa. Harry e Vivian eram os únicos à mesa. Hermione, com um sorriso de artista de cinema, segurou o braço de Rony e se juntou a eles.
— Que passeio maravilhoso — suspirou. — Você gosta de cavalos? — perguntou a Vivian, fitando-a.
— Detesto — respondeu, sorrindo para Harry.
Os olhos de Hermione brilharam, mas ela não demons trou nada.
— É lindo aqui — disse Rony enquanto servia-se de ovos e bacon. — Quantos jardineiros são necessários para manter o jardim assim?
— Harry tem três, não é, querido? — respondeu Vi vian por ele, encostando seu ombro ao dele.
Hermione queria atirar ovos nela. Rapidamente, baixou os olhos para que ninguém percebesse sua irritação.
— Meus pais têm um jardim que é quatro vezes maior que esse, sem contar o gazebo. Meu pai adora rosas.
Harry acendeu um cigarro e recostou-se na cadeira para estudar o jovem intensamente.
— Você também cuida das flores? — indagou, cor tante.
— Harry! — protestou Hermione.
Ele nem olhou para ela. Sua atenção concentrava-se em Rony, que estava vermelho e parecia que ia explodir a qualquer minuto. Apesar de ser extrovertido, tinha um temperamento forte, e parecia que Harry estava fazendo de tudo para que ele perdesse o controle.
— Você cultiva plantas? — persistiu Harry. Rony colocou o copo na mesa com cuidado.
— Eu escrevo livros, sr. Potter.
— Sobre o quê? — rebateu.
— Gente esnobe — respondeu irritado.
Os olhos de Harry brilharam perigosamente.
— Está insinuando algo, Donavan? — Se a carapuça serviu... — respondeu Rony, com frieza.
— Pare com isso! — gritou Hermione. Ela se levantou, jogando o guardanapo na mesa. Seus lábios tremiam e seus olhos brilhavam. — Pare com isso, Harry! Você tem implicado com Rony desde que ele chegou aqui. Você tem que... — Fique quieta — ele disse friamente. Ela cerrou os lábios como se ele tivesse lhe dado um tapa.
— Você é horrível, Harry — sussurrou, trêmula. — Rony é convidado.
— Não é meu convidado — respondeu, olhando para Rony, que também estava de pé. —Você está certo — respondeu Rony, virando-se para Hermione. — Venha comigo enquanto eu faço as malas. Ele saiu da sala e Hermione virou-se para trás para olhar ara Harry.
— Se ele for embora, vou com ele, Harry — disse furiosa.
— Você acha que vai — disse em um tom calmo, porém perigoso.
— Veremos — engasgou, retirando-se.
Os pedidos de Hermione não conseguiram deter Rony, ele fez as malas em tempo recorde e estava ligando para o táxi quando Dick Leeds chegou e o impediu.
— Vivian quer ir ao shopping em Charleston — disse com um sorriso —, e já que o rio baixou, não há mais perigo. Phillip vai nos levar e você pode vir conosco. Podemos deixá-lo no aeroporto.
— Obrigado — disse Rony. Ele beijou a bochecha de Hermione. — Desculpe, meu amor. Gosto muito de você, mas não o bastante para agüentar Harry.
Ela estava tensa.
— É uma pena que não tenha dado certo. Dê um abra ço em Missy.
Ele fez que sim com a cabeça.
— Tchau.
Ela o observou ir com uma sensação de perda. Tudo aconteceu tão depressa. Sua cabeça ainda girava. Tentou entender o comportamento sem sentido de Harry. Desde o começo, ele fez de tudo para atrapalhar sua amizade com Rony. Mas por quê? Ele tinha Vivian. Por que tinha ciúmes de ver Hermione com um namorado? Ela o odiava. De alguma forma, tinha que sair de baixo de suas asas.
Ela ficou escondida até eles saírem. Harry não estava por perto, então pensou que havia ido com os outros. Lilian havia tentado convencê-la a ir com eles, apesar da irritação de Vivian, mas ela não quis. Não conseguiria ficar calada no mesmo carro com Harry e Rony.
Caminhou até o gazebo. A grama ainda estava mo lhada devido à forte chuva do dia anterior, mas dentro do pequeno gazebo, com suas almofadas confortáveis, estava seco e aconchegante.
Sentou-se nas almofadas, observando o caminho de pedras que serpenteava pelos jardins bem cuidados. Em bora não estivesse na época das azaléias, que desabrochavam maravilhosamente na primavera, as rosas davam um lindo toque ao jardim. O cheiro das rosas brancas era delicioso. Fechou os olhos e respirou fundo, sentindo a brisa quente que fazia com que aquele dia de setembro parecesse um dia de verão.
— Está pensativa? Deu um pulo ao escutar a voz ríspida de Harry. Seus olhos assustados o viram na entrada do gazebo, com um cigarro na mão. Estava com a mesma calça bege e camisa amarela que usara no café-da-manhã, e ostentava a mesma cara ameaçadora. Ela lançou-lhe o mesmo olhar ameaçador.
— Você já não fez o suficiente por uma manhã? — perguntou, furiosa.
— O que eu fiz? Não pedi que ele fosse embora — disse, arqueando a sobrancelha.
— Não — concordou, nervosa. — Você só fez com que fosse impossível ele continuar aqui. Ele encolheu os ombros, mostrando indiferença.
— De qualquer forma, não foi uma grande perda.
— Para você — acrescenta ela. — Sua namorada ainda está aqui.
— Está mesmo — disse, fitando-a cautelosamente.
— Claro, ela é sua convidada. Ele parou em frente a ela.
— Você quer mesmo um homem que tem medo de mim?
— Não — ela admitiu. — Eu gostaria de um homem que acabasse com você. Ele deu um sorriso maldoso.
— Já teve sorte?
Ela olhou para o outro lado, lembrando-se de Jack Harris e vários outros.
— Por que você não foi com eles? Vivian pareceu ter gostado de Rony ontem à noite.
— Nossos gostos são diferentes.
Hermione olhava para as almofadas verdes, nervosa.
— Por que não deixou que ele ficasse? — perguntou, amarga. — Ele não estava perturbando você.
— Não estava? — Ele jogou o cigarro no chão de pe dra. — Aquele idiota deixou você dirigir debaixo de um dilúvio! Eu deveria ter quebrado as pernas dele!
— O carro era meu, ele não ia pedir para dirigir.
— Eu pediria — respondeu. — Eu teria feito isso. Se estivesse lá, você nem teria saído de Charleston.
Não conseguiu conter um pequeno sorriso. Foi exata mente o que havia pensado enquanto voltava para casa.
— Durante um momento, desejei que você estivesse lá.
Ele não respondeu e, quando ela levantou os olhos, viu que seu rosto estava sério.
— Não devia ter se preocupado — acrescentou, quan do percebeu uma nova tensão entre eles. — Foi você que me ensinou a dirigir, lembra?
— Só consigo lembrar que estava correndo perigo com um idiota, um rapaz que não sabe tomar conta de você. Se algo tivesse acontecido, eu mataria aquele garoto.
Ele não levantou a voz, mas suas palavras criaram um impacto maior do que se tivesse gritado.
— Que comentário violento — riu, nervosa.
Ele não sorriu, somente a encarou com tanta intensidade que parecia pegar fogo.
— Sempre fui violento com tudo que diz respeito a você. Só agora está percebendo? Ela o fitou com serenidade, paralisada por suas palavras, pela emoção que transmitiram. Estava boquiaberta, com os olhos curiosos. Harry colocou a mão por trás de Hermione, em seus ombros, e olhou para sua boca delicada, aproximando-se dela. Estava tão perto que ela podia sentir a fragrância do seu perfume masculino e o calor de seu corpo.
— Harry — sussurrou, falando sem palavras, sem pensamentos, desejando-o.
Ele abaixou o rosto e encostou sua boca na dela, uma sensação deliciosa que acelerou seus batimentos, sua respiração. Ele recuou, e ela, com um dedo trêmulo, ex plorou seu lábio, grosso e sensual. A emoção tomou con ta dos dois, imersos no silêncio quebrado apenas pelo barulho da brisa e o canto de um pássaro distante. Ele moveu os lábios na direção do dedo de Hermione e ela sentiu a ponta de sua língua tocá-la com delicadeza. Olhou diretamente para ele e percebeu que estava excitado.
Ele olhou para seu rosto jovem e ruborizado. — Levante-se, Hermione — disse, por fim. — Quero sentir o seu corpo contra o meu. Ela o obedeceu sem pensar e o deixou apertá-la com tanta força que podia sentir suas coxas contra a dele, os músculos de seu peito pareciam uma parede pressionando seus delicados seios.
Seu polegar tocou a boca de Hermione, como se preci sasse estudá-la para memorizá-la.
— Você está com medo? — perguntou, com a voz áspera.
Fez que não com a cabeça, e viu nos olhos dele a von tade que havia em seus próprios.
— Da última vez...
— Não vai ser como da última vez — sussurrou. — Hermione...! — Sua boca se abriu com vontade quando seus lábios se encontraram.
Ela colocou os braços em volta do pescoço de Harry, enquanto o beijava com fervura, mostrando que poderia ser tudo o que ele quisesse que fosse.
Sua mão brincava com os cabelos na nuca de Hermione e ele a beijava, a explorava com tanta intimidade que a fazia tremer. Maravilhada, ela sentia a mão dele em suas costas, entrando por debaixo de sua blusa para sentir sua pele macia.
— Está sem sutiã? — sussurrou contra sua boca, fa zendo com que ela pudesse sentir o sorriso que se for mou em seus lábios.
Ela ruborizou diante de uma pergunta tão íntima e se gurou os pulsos dele quando tentou se aproximar de seus seios.
— Harry... — protestou.
Ele riu e colocou as mãos em sua cintura, por cima da roupa.
— Você disse que não tinha medo — relembrou-a. Ela baixou os olhos, fitando seu peito largo.
— Você tem que caçoar de mim? — perguntou. — Sabe que não sou sofisticada.
— Isso é obvio — riu. — Se fosse, saberia que não deve se esfregar em um homem enquanto é beijada, Acho que não conseguiria resistir nem dez anos atrás. Ela levantou os olhos, perplexa. — Mas nos filmes...
— Pessoas de plástico, situações armadas; isso é real, Hermione. — Ele pegou a mão dela e colocou-a em seu peito, em contato com sua pele quente. Ela sentiu seu coração bater. — Você está sentindo? Você faz meu coração disparar, Hermione.
Estava perdida em seus olhos castanhos e na gentileza de sua voz. Seus dedos percorriam sua pele, sentindo seu corpo musculoso, o que a fez lembrar claramente como ele estava com Jéssica, naquela noite, há muito tempo.
Ele pareceu ler seus pensamentos. De repente, segurou suas mãos e colocou-as em seu peito, elas tremiam ao tocar seus pêlos.
— Nunca toquei ninguém dessa maneira — sussur rou, surpresa com a vontade que invadia seu corpo, que a fazia tremer nos braços de Harry. — Eu nunca senti vontade, até agora.
Ele beijou sua testa, ofegante, enquanto ela o acaricia va. Hermione fitou-o. — Harry, eu... eu sinto... Os dedos dele pressionaram seus lábios.
— Me beije — sussurrou. — Não pense, não fale, apenas me beije. Seus lábios encontraram os dela de forma delicada, aumentando-lhe o desejo e arrancando um gemido de sua garganta.
Ela ficou na ponta dos pés para ajudá-lo. Sua boca abriu no momento em que os lábios dele encostaram nos dela e lhe deu um beijo intenso. Sentiu-o acariciando suas costas, indo em direção a suas costelas. Mas dessa vez ela não segurou seus pulsos.
Os polegares de Harry sentiram a curva gentil de seus seios firmes e ela, instintivamente, se contraiu diante do toque desconhecido.
— Está tudo bem — sussurrou. — Não fuja de mim. Hermione abriu os olhos, curiosa e um pouco assustada.
— E tudo... novo — sussurrou.
— Ser tocada? Ou ser tocada por mim?
— Os dois — admitiu.
Seus dedos subiram e ele olhou para ela enquanto, com delicadeza, acariciava seu mamilo, um pouco antes de suas mãos apertarem seus seios com movimentos circulares, gentis e sensuais.
— O que está achando, Herms? — perguntou docemen te. — Está bom?
Ela cravou as unhas em seu peito involuntariamente, enquanto soltava gemidos gentis.
— Eu não devia deixar você... — sussurrou ela.
— Não, não devia — concordou, aproximando-se ainda mais. — Me peça para parar, Hermione — sussurrou. — Diga que não está gostando.
— Não consigo — sussurrou ela. A boca de Harry passea va por seus olhos, nariz, bochecha, enquanto aquelas mãos acariciavam sua pele causando-lhe arrepios selvagens.
Harry a beijava sucessivamente, provocando-a.
— Meu Deus, você é tão doce — murmurou ele. — Delicada como um sussurro.
— Desde aquela noite em que o vi com Jéssica, ima ginei...
— Eu sei. Vi isso nos seus olhos. Foi isso que me fez querer você, Herms, porque eu também imaginei. Mas você era tão nova...
Ela respirou fundo e ergueu ainda mais seu corpo.
— Harry...? — gemeu.
— O que você quer? — perguntou, fitando-a com in tensidade. — Pode me perguntar qualquer coisa, você sabe disso. O que foi, Herms? O corpo de Hermione doía com todo aquele desejo e ela não conseguia se expressar. Nunca havia sentido isso, nunca!
— Não sei como dizer — admitiu, ofegante. — Harry, por favor...
Ele se curvou, erguendo-a em seus braços sem dizer uma palavra, carregou-a até onde estavam as almofadas e deitou-se ao lado dela com uma expressão que a chocou. Estava começando a ver Harry como um amante, erauma sensação indescritível. Fitou-o com seus olhos verdes e corou.
— Não vou machucar você.
— Eu sei. — Ela passou os dedos gentilmente por sua boca. — Nunca beijei um homem deitada.
— Nunca? — sorriu ele, colocando-se em cima dela, encostando coxa com coxa, peito com peito. Ele se curvou e passou o dedo pelo rosto dela. — Estou muito pe sado, Herms?
Ela ficou vermelha com a pergunta, mas não desviou o olhar.
— Não. Ele a beijou.
— Levante a blusa — sussurrou.
— Harry...
Ele beijou os olhos dela.
— Você quer isso tanto quanto eu. Levante-a, Hermione... E me ajude a levantar a minha.
Ela o fitou, tremendo. Ela o queria com muita intensi dade, mas ele estava sugerindo uma intimidade que nun ca havia experimentado antes e, depois que isso aconte cesse, não teria volta.
— Quero dizer, eu... eu nunca — ela gaguejou.
— Você quer sentir meu corpo contra o seu, Herms? — sussurrou, sensual. — Sem nada entre nós? Ela hesitou e fechou os olhos.
— Quero — gemeu. Até sua voz tremia. — Quero, Harry, quero sim!
— Então, me ajude.
Com as mãos trêmulas, ela levantou a camisa amare la e relaxou sobre seu peito. Os dedos dela provavam o contato sensual de sua pele e seu coração disparou.
A sua boca sentia a dela e, gentilmente, seus dedos acariciavam seu rosto.
— Agora a sua, meu amor — murmurou docemente.
— Não precisa ter medo. Não vou machucar você. Não vou forçar. Agora, Hermione...
Ela olhou dentro daqueles olhos escuros enquanto ti rava a blusa, com um imenso prazer de sentir seus seios contra ele. Sentir o corpo dele contra o seu tinha um efeito mágico.
— Meu Deus, não está delicioso? — sussurrou, mo vendo o corpo devagar, sensual.
Os dedos de Hermione hesitaram, tocando-o bem deva gar, sentindo-o. Seus olhos se arregalaram e tanta intimi dade acelerou seus batimentos, deixando-a ofegante.
— Você é tão quente.
— Está tudo bem — disse, acalmando-a. Passou as mãos pelo cabelo dela, analisando-a. — Agora consigo senti-la você por completo e você pode me sentir. Não podemos esconder nada um do outro quando nos toca mos assim, podemos? Sabe o quanto eu a desejo, não?
O prazer a dominou, e Hermione sentiu que suas emoções e sensações estavam despertando, esperando apenas por um momento de catarse como esse.
Tocou no rosto de Harry, sua boca, seu nariz arrogan te, suas sobrancelhas e, quando respirou fundo, sentiu ainda mais o calor e o peso do peito dele contra sua pele nua e sensível.
O peso dele pressionava seu corpo contra as almofadas macias e seus braços o envolviam, trazendo-o mais para perto. Ele se curvou para beijá-la.
A língua dele passeava naquela boca, atormentando-a, enquanto suas mãos deslizavam por baixo das coxas, erguendo seu corpo contra o dele com muita pressão, para que tivesse consciência de quanto ele a queria.
Ela se mexia incansavelmente sob seu corpo, e um gemido alto escapou de sua garganta enquanto ele a bei java. Um arrepio correu todo o seu corpo.
— Não faça isso — sussurrou ele. — Não sou mais tão jovem, mas posso perder a cabeça com muita facilidade.
Ela o observava, fascinada.
— Gosto de me sentir assim com você — admitiu.
— Meu Deus, como é bom. Me beije, querida!
Seu entusiasmo ardente parecia pegar fogo. Ela parou de tentar entender e se entregou. Ele a beijava com uma vontade gloriosa, produzindo um calor que parecia quei mar dentro dela, em qualquer lugar que fosse tocada. Não queria que o beijo terminasse nunca. Queria passar o resto de sua vida nos braços dele, fazendo amor com ele! Amando-o!
Ele segurou os pulsos de Hermione de repente e recuou. Olhou para ela como se houvesse perdido a cabeça tem porariamente e tivesse acabado de perceber o que esta va fazendo. Balançou a cabeça como se quisesse voltar à realidade. Com um movimento brusco, levantou-se, colocou a camisa, de costas para ela, que estava enver gonhada, segurando sua blusa. Ela encarava suas cos tas, incrédula. Havia esquecido o que tinha acontecido há uma hora, esquecido a raiva e a frustração que havia sentido. Diante do entusiasmo de Harry, até esqueceu-se de Vivian. Como pôde deixar que ele...!
Ele se virou e viu que ela estava chocada. Algo endu receu suas feições. Ele deu um sorriso cínico.
— Agora me conte, senhora Donavan — disse com uma voz que partiu seu coração.
Ela passou a língua pelos lábios inchados, sentindo o gosto da boca de Harry, com os olhos vulneráveis, ma chucada.
— Foi por isso? — perguntou ao se levantar.
Ele colocou as mãos no bolso. Estava mais sério do que nunca.
— Ou foi... porque não quer me ver com outro homem?
— Tenho tudo o que preciso, Hermione. Não criei você para levá-la para a cama assim que se tornasse maior de idade.
— Mas, agora mesmo... — começou, hesitante.
— Eu quero você — admitiu ele. — Há muito tem po. Mas só porque perdi minha cabeça não significa que quero tomar uma atitude quanto a isso.
Claro que não, como poderia. Ia se casar com Vivian.
— Não se preocupe — disse, amarga, afastando-se dele. — Não vou fazer nenhuma suposição dessa vez.
— O quê?
— Foi o que você disse a Vivian, não foi? Que tinha medo que eu fizesse suposições sobre o que aconteceu na outra noite? Não sou criança, Harry. Sei que os ho mens sentem atração por mulheres que não amam.
— O que quer dizer com isso? — questionou, ar dente,
— Vivian me disse, ontem, o quanto você se arre pendeu.
A expressão de seu rosto a deixou confusa.
— Ela disse isso?
— Não, acabei de inventar!
— Herms!
— Não me chame assim! — Fitou-o com os olhos cheios de lágrimas, sem perceber o repentino brilho de seus olhos. — Odeio você! Vou arrumar um emprego e um apartamento e você pode ficar com Vivian e fa zer amor com ela! Não quero que me toque nunca mais, Harry!
— Você vai querer, sim — disse em um tom estranho. Ela correu em direção à casa, trancou a porta do quarto e se jogou na cama, chorando desesperadamente. Amava Harry. Não como sempre havia amado, como seu tutor, mas de uma forma diferente, como um homem. Mal po dia acreditar que isso havia acontecido, e não queria ad mitir, nem para si mesma. Amava Harry. E ele ia se ca sar com Vivian. Fechou os olhos com muita dor. Vivian, morando lá, amando Harry, tocando-o, beijando-o...
Ela gemeu angustiada. Teria que arrumar um empre go. Não havia outra maneira. Sentou-se, secando as lá grimas. Era a primeira coisa que faria na manhã seguin te, com Harry ou sem ele. Não podia continuar vivendo sob o mesmo teto que Harry e sua esposa!
N/A – Aha...eu disse que o capítulo ficava melhor...e aí..o que acharam?
Apesar de ter recebido poucas reviews...as que recebi me fizeram querer continuar a fic.
Agora eu postei um capítulo bem legal..vamos deixar reviews?
Beijinhos e até a próxima atualização!
