Visitantes importunos
N/A: PRIMEIRA FIC DE PJ&OO, ARG odeio primeiras fics bjs. Maaaaaaas, se vocês me deixassem uma review eu seria uma mortal mais feliz :'D Ah, só pra avisar, to sem beta, então desculpe os erros.
Summary: Quando Percy acha que finalmente vai poder ter uma tranquila e QUASE normal noite de sono, ele recebe algumas visitinhas inesperadas.
Disclaimer: Tudo do Rick Riordan.
Capítulo 7 - Separo uma possível briga entre deuses
- AH, EU VOU TRANCAFIA-LO NO TÁRTARO, ISSO SIM! - Eu conhecia essa voz. A voz do Rei do Submundo. Hades, o pai de Nico Di Angelo. Logo a sua frente estava Hermes, o pai de Luke. Fiquei estático no lugar em que apareci e percebi que eles não haviam me notado. Não ainda.
- Sr. Hades, temo que isso foi um grande mas entendido, tudo o que vim fazer foi entregar um pacote de Deméter para Perséfone!
- AH, SIM, SEI EXATAMENTE DE QUE TIPO DE ENTREGA ESTÁ FALANDO!
- PELOS DEUSES, HADES! Vai ter a audácia de desconfiar de um deus?
- Baboseira, deuses desconfiaram de mim toda a eternidade, por que eu não havia de desconfiar do deus dos ladrões? - detesto admitir, mas esse era um bom argumento. Eu conheci Hermes a alguns anos atrás, ele era certamente boa gente, mas todos sabiam que ele jamais esquecera Perséfone.
- Ao menos espere o auxílio que requisitei para os deuses para que me julgue justamente, caro tio.
- NÃO. ME. CHAME. DE. TIO. - Hades disse pausadamente. E então olhou para mim com seus olhos em chamas. - Então é isso o que te mandaram? O filho de Poseidon? Grande, na minha juventude costumavam mandar coisa melhor, pelo menos enviavam deuses, se assim se pode dizer.
- Anh, olá. - eu disse, com a voz trêmula. Aliás, nem sabia porque estava alí. Ou melhor, não sabia porque eles estavam alí, pois, apesar de tudo, o sonho ainda era meu.
- Oh, olá, Percy! - cumprimentou Hermes - Como vai?
- Anh, bem, eu acho. Poderia me explicar o que...
- DEIXE QUE EU EXPLICO! ESSE PATIFE ESTAVA TENTANDO SE APROVEITAR DE MINHA MULHER EM MEU PRÓPRIO REINO, FILHO DE POSEIDON.
- Percy, desculpe-me por interromper seu sonho. Mas, geralmente, quando ocorrem alguns problemas quando passo por aqui, pelo Hades, costumo requisitar ajuda dos deuses, e bem, parece-me que dessa vez, a ajuda enviada foi você.
- E isso quer dizer...
- Que a sua palavra será lei, herói.
- O que? - perguntei sem mal entender o que acontecia.
- Você deve ouvir os dois lados a história. Ser justo, imparcial. E sua decisão será aceita sem nenhum tipo de contestação. Que comece o julgamento. - Hades completou a frase e imediatamente a sala em que me encontrava-se transformou-se em um imenso tribunal com paredes vermelhas e bancos imensos de madeira escura, eu me encontrava sentado em uma espécie de bancada onde tecnicamente ficaria um juíz. De meu lado esquerdo, em um pouco um pouco mais baixo do que o que eu me encontrava, estava Hades e do meu lado direito, estava Hermes.
- Ahn, então, que comecem a falar. Um de cada vez, por favor. - eu disse. Acho que soou um pouco ridículo, mas foi o melhor que pude fazer. E então começaram a me contar a história toda. Hermes contou como Deméter havia pedido que ele entregasse um pacote contendo lindas flores da primavera à Perséfone, e contou de como escorregou acidentalmente sobre ela alguns segundos antes de Hades aparecer na sala do trono. Hades contou como Hermes abusou descaradamente de sua esposa/refém. Nenhum dos dois, devo adimitir, foi convincente. Nenhum parecia estar dizendo totalmente a verdade, porém nenhum parecia mentir. E então cheguei a meu veredito. - Eu acho, que nenhum dos dois tem provas concretas do que aconteceu. E eu também acho que deveríamos esquecer esse episódio.
- O QUE? MAS ISSO É UM ABSURDO! - disse Hades em tom de indignação. Ele tinha razão, aliás, aonde os deuses estavam com a cabeça para me mandar como ajuda para Hermes?
- O que aconteceu com a parte do "... sem nenhum tipo de contestação"? - perguntei.
- Decidido está. - disse Hermes. De repente o tribunal simplesmente desapareceu, virando poeira dourada diante dos meus olhos. Eu acabara de julgar Hades e Hermes, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E de repente tudo simplesmente some como se nunca tivesse acontecido? Se é que as coisas que acontecem no sonho realmente contam como coisas que, de fato, aconteceram.
