Visitantes importunos

N/A: PRIMEIRA FIC DE PJ&OO, ARG odeio primeiras fics bjs. Maaaaaaas, se vocês me deixassem uma review eu seria uma mortal mais feliz :'D Ah, só pra avisar, to sem beta, então desculpe os erros.

Summary: Quando Percy acha que finalmente vai poder ter uma tranquila e QUASE normal noite de sono, ele recebe algumas visitinhas inesperadas.

Disclaimer: Tudo do Rick Riordan.


Capítulo 8 - Eu tenho uma conversa de pai pra filho

Quando me vi novamente, estava sozinho no meio da praia de Montauk, onde costumava ir com a minha mãe passar um final de semana durante as férias há alguns anos atrás. Comecei a caminhar pela areia. A idéia do próximo deus que poderia encontrar não me agradava. Já que os únicos restantes eram Hera, Zeus, e meu pai, Poseidon. Bem, eu não achava muito provável que encontrasse com meu pai em meu sonho, já que até agora eu só tivera encontros um tanto, bem, desagradáveis. Mas o fato de pensar em me encontrar novamente com Hera ou com Zeus me deixava absurdamente apreensivo. Continuei caminhando pela areia, deixando que o mar molhasse meus pés. Mesmo no sonho, isso fazia com que eu me sentisse melhor. E então, depois de mais dois minutos de caminhada, aproximadamente, avistei um homem sentado na areia, usando um boné com alguma coisa que eu não conseguia ler, talvez por causa da dislexia ou talvez simplesmente pela distância, segurando um jornal. Me aproximei. O jornal tinha uma manchete gigantesca que dizia "Os moradores da cidade de Lajamanu, no Território do Norte, na Austrália, foram surpreendidos na semana passada com uma chuva de peixes vivos." Fiquei surpreso pela facilidade com qual eu li o que estava escrito bem ali. Então olhei para o boné, que dizia em letras grandes "BONÉ DA SORTE DE NETUNO". Agora entedia tudo. Consegui ler com facilidade porque o jornal estava escrito em grego antigo. Conseguira ler o boné pois já o tinha visto antes uma vez. E o homem que o usava também.

- Parece que seu velho pai já não consegue mas controlar as criaturas marinhas como antes. - ele sorriu. E de repente eu me senti a criatura mais feliz do mundo.

- Pai. - foi tudo o que consegui dizer.

- Percy. Parece que ganhou alguns centímetros desde nosso último encontro.

- Eu senti sua falta. Todos os dias. - eu disse, da maneira mais ridícula possível.

- Não temos muito tempo, Percy. Acho que consegui adiar seu encontro em sonhos com Zeus e Hera não por muito mais tempo que uma noite. - ele riu. Me lembrava de mim mesmo, rindo quando fazia alguma coisa errada, mas que fazia eu me sentir um herói. - Não acredito que Hera continuará acreditando por muito tempo na mentira que pedi para uma Oceânide contar a ela. - e então meu pai me contou de como ele pedira para ela dizer a Hera que estava tendo um caso com Zeus. E de como Hera tinha seus ataques monumentais de ciúmes com frequência na frente de todos no Olimpo. Eu ri. Nós rimos juntos.

- E então, parece que você arranjou um... Como é mesmo o nome? Paistro?

- Padastro. É. Parece que sim.

- Então... Você gosta do senhor Blowfish, hã?

- Bem, ele faz minha mãe feliz. Eu tento me acostumar, por ela, você sabe. E é Blofis.

- Certo, certo. Sua mãe, Percy... Sua mãe costumava escolher pessoas melhores que o Sr. Balofice...

- Ahn, pai?

- Sim?

- O senhor ainda... Sente algo por ela, não sente?

- Eu? Ah, Percy, isso é uma história muito complicada para o tempo que temos. Mas me conte mais sobre o Sr. Balofice.

- Bem, o Sr. Blofis, quero dizer, o Paul...

- Paul? Paul? Você já está o chamando de Paul?

- Ahn, é, é o nome dele, não sei como vocês fazem lá no Olimpo, mas aqui costumamos usar os nomes de vez em quando...

- Ah, sim, desculpe, Percy, prossiga.

- Bem, ele e minha mãe vão se casar e então eu pensei que...

- CASAR? - meu pai parecia realmente espantado. E eu não posso deixar de dizer que isso me deixou feliz. Ele se preocupava com a nossa família. E eu gostava disso.

- É pai, você sabe, ela não vai poder, bem, viver toda a vida dela tendo somente esse filho disléxico e com transtorno grave do déficit de atenção para amar, não é?

- Ah, Percy, o que vocês veem nesse Blowfish, afinal? Ele te ajudou nas suas missões praticamente impossíveis? NÃO! Ele ajudou a salvar aquele seu amigo metade burro e a filha de Atena dezenas de vezes? Ah, não! Te deu uma bolacha de areia no seu aniversário de quinze anos? - eu comecei a rir descontroladamente. Meu pai me olhou como se eu fosse o ser humano/semi-deus/herói mais idiota da face da terra.

Meu pai, Poseidon, o senhor dos mares e dos terremotos, estavam com ciúmes. Ciúmes de mim. Eu, Percy Jackson, o garoto que já fora expulsos de mais escolas que qualquer garoto normal já frenquentou em toda a vida, o garoto estranho com dislexia e transtorno do déficit de atenção, o pior arqueiro que já existira em toda a história da humanidade, eu que tantas vezes deixei minha vida na mão dos deuses mesmo sabendo que era a coisa insensata a fazer, eu que tantas vezes disse que tinha o pior pai do mundo. Meu pai estava com ciúmes de mim. E eu gostei de saber disso.

- Pai... Você é o melhor pai do mundo. E mesmo que eu pudesse escolher qualquer um dos outros olimpianos como pai, eu escolheria você, todas as vezes que tivesse de escolher, pai. - Ele simplesmente me olhou com seus olhos verdes como os meus e colocou seu "BONÉ DA SORTE DE NETUNO" na minha cabeça.

- Eu pensei que nunca fosse dizer isso, Percy. - e então um radio seguido de um estrondoso barulho brilharam no céu. - Acho que nosso tempo acabou, filho. - e então ele se foi. Nenhum abraço, nenhum despedida, nem um aperto de mão sequer.

Mas ele me chamou de filho, pela primeira vez.