Título: Manhã de Outono
Disclaimer: Esta é uma fic sem fins lucrativos, adaptada do livro "Manhã de Outono" da autora Diana Palmer e da editora Harlequin Books. Todos os direitos pertencem a autora e a editora, respectivamente.
Os personagens de Harry Potter e cia pertencem a J.K Rowling, Warner e Editora Rocco.
Esta é uma fic que se passa num universo alternativo... E ela já está chegando ao fim. Boa Leitura
______________________________________________________________________________________________________________________________________
CAPÍTULO NOVE
No entanto, assim que ela se deitou, sentiu ainda mais calor. O ambiente estava muito abafado, muito calmo, e seus pensamentos começaram a assombrá-la. As pa lavras ásperas de Harry voltavam como um mosqui to insistente. Era muito infantil, ele disse. Era muito infantil.
Ela rolou na cama até que a situação tornou-se insu portável. Por fim, levantou-se, colocou o biquíni e pegou uma toalha de praia. Uma vez que não conseguia dormir, podia se refrescar no mar. Pensar na água gelada já a fazia se sentir melhor.
Desceu as escadas da casa escura com facilidade; já conhecia o caminho. Saiu e rumou para a praia. Machu cou os pés ao pisar no cascalho, mas logo chegou à areia macia, varrida pela espuma das ondas. O ar estava está tico, a praia completamente deserta. Inspirou o aroma delicioso das flores, que se misturava ao cheiro pene trante do mar.
— O que você está fazendo aqui? — disse uma voz áspera e profunda, emergindo das sombras.
Viu Harry sob a luz do luar. Estava usando uma bermuda branca e a mesma blusa de seda branca e verme lha que vestia na noite anterior. No entanto, dessa vez, estava completamente desabotoada, revelando seu peito enorme.
— Fiz uma pergunta — disse. Mesmo sob o luar, ela podia ver a ousadia que habitava aqueles olhos escuros, enquanto ele analisava seu corpo esbelto, coberto apenas pelo biquíni. A maneira como a fitava fazia seu coração acelerar.
— Vim nadar um pouco — respondeu, enunciando cada palavra com muito cuidado. — Estou com calor.
— Está?
Ela observou os contornos de seu corpo, demorando-se em seu peito forte, coberto por leve camada de pêlos negros, que desapareciam abaixo da cintura. Entreabriu os lábios, sentindo uma onda de desejo tão forte que a impulsionou na direção dele, sem que ela sequer perce besse, até estar perto o bastante para tocá-lo.
— Não fique zangado comigo — rogou, com voz rou ca. Tocou em seu peito largo com os dedos, acariciando nervosamente sua pele bronzeada, sentindo a masculinidade sensual dos músculos que se contraíam ao sentir seu toque.
— Não — disse com rispidez, segurando sua mão com força.
— Por que não, Harry? — perguntou precipitadamen te. — Você não gosta que eu lhe toque? Sou apenas uma criança, lembra? — provocou-o, acariciando-o deliberadamente.
Podia sentir o coração dele se acelerar, até emitir um som duro e pesado. Ouvia-o inspirar com di ficuldade à medida que se aproximava e encostava seu corpo ao dele. A sensação de suas coxas nuas roçando na perna masculina e musculosa era intoxicante, e a percepção real daquele tórax forte contra a delicadeza de seu corpo a fazia suspirar.
— Harry — sussurrou, ansiosa. O álcool que toma ra a deixou desinibida; nunca ficara tão perigosamente relaxada com ele antes. No entanto, agora tocava-lhe os ombros e os músculos fortes de seus braços, guiada por uma ânsia desesperada, afogando-se nele, sentindo aquele corpo grande e quente sob suas mãos curiosas.
Inclinou a cabeça para a frente e encostou a boca em seu peito, sorvendo o cheiro penetrante de sua colônia e o aroma de sua pele nua.
Ele inspirou violentamente, e, de repente, agarrou-a pela cintura.
— Não, Hermione — sussurrou roucamente. — Você vai me obrigar a fazer algo de que vamos nos arrepender. Não sabe o que está fazendo comigo!
Ela moveu o corpo com sensualidade, acercando-se ao dele, e escutou o gemido opressivo que escapou de sua garganta.
— Eu sei — murmurou, erguendo o rosto e fitando-o. — Oh, Harry, me ame!
— Em uma praia pública? — resmungou ele, antes de inclinar a cabeça e beijá-la.
Ela envolveu-lhe o pescoço e ele deixou os braços caírem, até tocar suas coxas. Ergueu o corpo dela abrup tamente contra o seu, moldando-o a todas as suas linhas másculas, formando um conjunto único e arrancando um gemido dos lábios dela. Ele contraiu os dedos, e ela sen tiu um estremecimento percorrer o corpo másculo com a força de um golpe. Os braços que a envolviam começaram a fraquejar, enquanto a boca a invadia, devorando no silêncio da noite.
Oscilaram juntos, como palmeiras enfrentando um furacão, provando, tocando, ardendo. O apetite que sen tiam parecia insaciável. Ela afundou os dedos em seu ca belo negro e denso, acariciando-o enquanto se entregava à paixão que os dominava.
Sentiu aqueles dedos ao redor da alça da parte de cima do biquíni. Estava muito perdida nele para entender o que estava acontecendo, até que sentiu o pêlo daquele tórax forte contra a própria pele, suave e completamente nua. Gritou de prazer.
— Foi isso que você sentiu aquele dia no gazebo, não, Herms? — perguntou, respirando em sua orelha, enquanto apertava seu corpo contra o dela. — Quero sentir todo o seu corpo contra o meu, quero me deitar na praia a seu lado e deixá-la sentir cada diferença deliciosa entre o meu corpo e o seu.
Suas coxas estremeceram ao sentir o toque daqueles dedos, puxando seu quadril para mais perto do dele. Ela afundou as unhas em suas costas e soluçou ao sentir aquela onda de emoção, que fez todo o seu corpo estre mecer.
— Hermione, Herms, querida, amor — sussurrou ele, to cando seus lábios com a boca repetidamente. Eram bei jos breves e firmes, que a deixavam mais excitada do que podia suportar, fazendo-a pressionar seu corpo ainda mais contra o dele, sentindo o arrepio que o percorria.
Ele desceu a boca por seu pescoço. Ela arqueou o cor po quando ele chegou à curva de seus seios e deixou seus lábios se moverem úmida e carinhosamente por aquela pele, que jamais fora tocada por um homem.
— Harry — sussurrou, desejosa. Amo você, pensou. Amo você mais do que a minha própria vida, e se eu não tiver nada mais além disso, terei esse momento para me lembrar quando for mais velha, quando você e Vivian tiverem filhos e eu estiver sozinha com as minhas lembranças. Enrolou os dedos no cabelo dele e pressionou aquela boca contra o seu corpo.
— Meu Deus, como você é macia — disse em voz baixa, erguendo a cabeça, finalmente, e movendo sua boca contra a dela. — Macia como a seda, como o veludo contra o meu corpo. Herms, eu desejo você. Eu a de sejo, da mesma forma que desejo ar para respirar. Quero fazer amor com você. — Ele tomou sua boca, sentindo-se profundamente possessivo. Seus braços a engoliam, embalando-a, enquanto as ondas varriam ritmicamente a areia branca. Aquele som penetrava em sua mente, à medida que o prazer que sentia a deixava mais inebriada do que o vinho que tomara mais cedo.
— Temos que parar com isso — ele grunhiu, afas tando sua boca da dela e fitando-a naquela escuridão, que já não era tão escura. Seus olhos transmitiram uma sensação torturante ao encontrar os dela. — Não posso possuí-la aqui.
Ela passou a mão carinhosamente sobre seu peito, sentindo a força e o vigor daqueles músculos tão de senvolvidos. Queria tocá-lo por inteiro, cada centímetro sensual de seu corpo.
— Podemos entrar — sugeriu ela, com um sussurro atraente.
— É, podemos — respondeu ele, com a voz rouca. — E você acordaria nos meus braços, me odiando. As sim não, Hermione. Maldição! Assim não!
Ele a afastou e, por apenas um instante, seus olhos fitaram a pequena curva de seu seio como um homem se dento diante de um copo de água. Então, ele se abaixou e pegou a parte de cima do biquíni. Colocou-a naquelas mãos trêmulas e virou-se de costas.
— Vista-se — disse rispidamente. Mergulhou a mão no bolso da camisa, buscando o maço de cigarro e os fósforos. — Deixe eu me acalmar por um minuto. Meu Deus, Herms. Você viu o que faz comigo? — rosnou, for çando um sorriso, enquanto seus dedos brincavam atrapalhadamente com o cigarro.
Ela colocou o sutiã do biquíni com as mãos nervo sas, evitando encará-lo diretamente. De soslaio, viu a ponta alaranjada do cigarro se acender, após a primeira tragada.
— Desculpe, Harry — disse, com pesar. — Eu... eu não tinha a intenção de... de...
— Tudo bem, Hermione — confortou-a gentilmente. — Você bebeu um pouco além, só isso.
Ela fechou os olhos e cruzou os braços sobre seu cor po trêmulo.
— Estou tão envergonhada — disse, rangendo os dentes.
Ele se endireitou.
— Envergonhada?
Ela se virou.
— Não sei o que deu em mim. — Riu asperamente. — Talvez seja a idade, provavelmente eu esteja passan do pela segunda infância.
— Ou talvez você só esteja muito frustrada — ele dis se. Sua voz soou como uma chicotada. — É isso, Herms? Será que Phillip não pode lhe dar o que você precisa?
Chocada, ela deu meia-volta e fitou-o, com os olhos perplexos. Nunca vira aquele rosto tão duro.
— O quê?
Ele riu brevemente.
— Você não esconde que prefere a companhia dele, querida — ele a relembrou. — Mas ele não é tão apaixonante. Você está apenas descobrindo isso, não? Será que ele não consegue satisfazer seus desejos animais, Hermione? Ele não pode lhe dar o que eu posso?
— Eu não... Eu não sinto isso por Phillip — ga guejou.
— Não espere que eu desempenhe o papel dele de novo — devolveu. — Não gosto de ser usado como substituto.
— Mas eu não estava... Ele virou-se de costas.
— Entre e tente ficar sóbria — aconselhou, tirando a blusa.
Ela ficou observando-o, vendo como caminhava, ati rando o cigarro ao longe, e abruptamente mergulhando na água iluminada pelo luar.
Hermione queria segui-lo desesperadamente. Queria que ele entendesse como se sentia. Queria dizer que o amava, e não a Phillip. Queria explicar que daria tudo para representar para ele o que Vivian representava. Mas sabia que, com aquele humor, ele não ouviria o que ela tinha a dizer. Talvez nunca mais ouvisse o que ela tinha a dizer, independente de seu humor. Queria se castigar por ter bebido todo aquele vinho. Havia destruído o respeito que Harry sentia por ela, e, junto com isso, acabara com todas as chances que tinha de fazer amor com ele. Com um suspiro, virou-se e pegou a toalha de praia. Carre gou-a de volta para a casa, caminhando por entre as ár vores. A brisa floral sussurrava-lhe ao ouvido.
Na manhã seguinte, dormiu mais do que devia. Acor dou com uma dor de cabeça lancinante. Levantou-se para pegar uma aspirina, lançando um olhar para a janela molhada pela chuva e para as nuvens negras no céu.
Quando desceu, Phillip era o único que estava na sala de estar.
— Onde estão todos? — perguntou, levando a mão à cabeça pulsante. Segurava uma xícara de café, que se servira da bandeja diante do sofá.
— Foram levar Harry ao aeroporto — respondeu, observando-a atentamente. — Ele insistiu em ir para o Hai ti hoje, apesar das previsões climáticas. Saíram antes de a tempestade começar. Acho que devem ter parado para fazer compras na volta.
Inexpressiva, ela olhava pela janela, vendo a chuva cair, açoitada pelo vento.
— O tempo está muito ruim — constatou, sentindo uma dor no coração ao se lembrar o que havia acontecido na noite anterior e por que Harry havia decidido correr um risco como esse. Será que ela o deixara tão vulnerável? Será que sua estupidez o levara a perder a cabeça de tal modo que precisasse sair da ilha e se afas tar dela a qualquer custo?
— E, está mesmo — ele concordou. Tomou um gole de café, observando-a por cima da xícara que levara aos lábios. Provou um pouco do líquido quente e, de repente, pousou a xícara com um estrépito. — O que aconteceu?
A pergunta foi tão inesperada que ela ficou olhan do para ele por alguns segundos antes de conseguir responder.
— O quê?
— O que aconteceu ontem à noite? — perguntou no vamente. — Harry parecia um vulcão quando desceu hoje de manhã, e não disse nenhuma palavra durante todo o café-da-manhã. Não perguntou onde você estava, mas também não tirou os olhos da escada, como se esperasse vê-la descendo a qualquer segundo. Ele parecia um pobre faminto, olhando para um prato cheio de comida.
Lágrimas se formaram em seus olhos e escorreram por suas bochechas. Ela pousou a xícara de café e cobriu o rosto com as mãos, chorando copiosamente.
Ele se sentou a seu lado e deu-lhe tapinhas desajeita dos no ombro.
— O que você fez com ele, Herms?
— Eu tinha bebido demais — sussurrou ela, por entre os dedos. — E ele disse que eu era muito infantil.
— Então, você provou para ele que não era — ele disse suavemente, sorrindo para ela.
Uma desconfiança inoportuna formou-se na mente de Hermione, e ela ergueu seus olhos indagadores e marejados de lágrimas, encarando-o.
— A praia é pública, Hermione Granger — ele informou, com um sorriso pernicioso. — E a lua brilhava.
— Ah, não — murmurou, ficando vermelha. Enterrou o rosto nas mãos pela segunda vez. — Você nos viu.
— Não apenas eu — ele respondeu secamente. — Vivian. Cuidado, menina. Vi qual era o humor dela antes de subir, enfurecida, para o quarto.
Ela engoliu em seco.
— Mais alguém...
Ele balançou a cabeça.
— Não. Mamãe e Dick estavam conversando sobre política. Eu tinha levado Vivian até o terraço para dar um passeio e ver a vista... E a vista que nós vimos... Uau!
O rubor em suas bochechas intensificou-se.
— Vou morrer — gemeu. — Vou morrer!
— Não precisa se envergonhar — disse ele gentilmente. — Daria tudo para que uma mulher gostasse de mim dessa maneira. E se não sabia o que Harry realmente sentia, acho que descobriu.
— Descobri que ele me deseja — respondeu, com pesar. — Eu já sabia disso. Mas não é o bastante, Phillip.
— Como você sabe que ele só sente isso? — questionou-a calmamente. Ele se inclinou para a frente, olhando para a mesinha de café. — Harry é misterioso, Hermione.
Ele guarda tudo para si mesmo.
— Eu não poderia encará-lo agora de manhã — disse amargamente. — Não depois do que fiz. Ah, Phillip, nunca vou tomar outra taça de vinho em toda a minha vida. Nunca mais vou beber nenhuma gota.
— Não desista, menina — ele aconselhou.
— Phillip, não tenho nem do que desistir — relem brou-o.
— Não? — ele indagou, franzindo o cenho. — Não tenho tanta certeza disso.
Vivian e Hermione ficaram a sós por um breve momen to, enquanto Lilian supervisionava a preparação do jan tar e Dick e Phillip conversavam no terraço. Finalmente, a chuva fora embora, mas o vento só havia amainado um pouco. Por mais que tentasse evitar pensar nisso, Hermione queria saber se Harry estava bem. Ele não ia voltar até a manhã seguinte, mas isso não diminuía suas preocupações.
— Você foi muito bem apertada na noite passada, não? — Vivian perguntou, lançando um olhar fugaz para a expressão calada de Hermione, enquanto se servia de uma dose de xerez.
Hermione enrijeceu-se.
— Não estou acostumada a beber — disse, na defensi va, olhando para a xícara de café que segurava.
— Que pena que você se excedeu — disse a loura, com um olhar de compaixão. — Harry ficou muito abor recido.
Seu rosto se inflamou.
— Ficou? — perguntou, engasgando.
— Eu vi, claro — ela suspirou. — Pobrezinho. Ele não teve nenhuma chance quando você se jogou em cima dele daquela maneira. Qualquer homem ficaria ex citado — acrescentou. Seus olhos se aguçaram. — De minha parte, estou furiosa com você. Harry e eu... Bem, eu já lhe disse como estão as coisas. E acreditei que você seria orgulhosa o bastante para não se oferecer para um homem comprometido.
A xícara de café espatifou-se no chão. Hermione levan tou-se e subiu as escadas correndo. Não agüentava escu tar mais nenhuma palavra.
Harry devia chegar de manhã. No entanto, quando Phillip voltou do aeroporto, estava com uma expressão tensa.
— O que aconteceu de errado? O que houve? — inda gou Hermione, frenética.
— Ele saiu do Haiti durante o dia — começou Phillip, apertando os lábios. — E entrou em um avião. Mas nin guém teve notícias dele desde a decolagem. — Segurou a mão dela e apertou-a calorosamente. — Eles acham que o avião sucumbiu aos ventos violentos na costa de Porto Rico.
N/A – Oi meus amores...eu demorei né? Mas em minha defesa trouxe um capítulo bem legal pra vcs...sem contar que meu namorado estava aqui no carnaval...e aproveitei pra ficar com ele.
Mas voltando a fic...O que vcs acharam? Coitado do Hary...nem sei como ele teve tanta coragem de afastar a Hermione. E sou só eu que quero matar a Vivian? Huhauahua.... Devo informar que se não me engano este é o penúltimo capítulo...então...quero muitas reviews antes de postar o último capítulo!
Obrigado a todos que acompanham a fic.
Beijinhoss
