Disclaimer: Essa história é baseada nos personagens e situações criadas por J.K. Rowling, várias editoras e Warner Bros. Não há nenhum lucro, nem violação de direitos autorais ou marca registrada.

Fic escrita para a Dannipel no Amigo Oculto 2009 da Potter Slash Fics.

Personagens: Harry/Ron e Draco

Avisos: AU/linguagem/lobos/ação/cenas de flashback em itálico, não necessariamente em ordem cronológica.

Fiz uma capa para esta fic. Você pode encontrá-la no meu LJ: http : // pics. livejournal .com/cy_malfoy/pic/000010sf/

O 'Ron' e 'Harry' da capa são artes da Hajime (aka Frog), do doujin 'Honey days, honey magic'.


Feelings

Capítulo II

There's you standing next to me

You, who is smiling

…And yet

I all of a sudden feel scared.

-

Harry, Ron e Liesel Sturm almoçavam juntos no refeitório dos funcionários do Ministério da Magia. Almoçar é modo de dizer, a julgar pelo grande relógio do salão que marcava quatro horas e vinte e sete minutos da tarde.

- Ai, que fome - Ron resmungava, servindo suco de abóbora em três copos, - acho que tenho um buraco no estômago. Moody e seus malditos relatórios; quando foi que o lema dele se tornou Relatórios Constantes?

- Se você tivesse feito os relatórios do mês passado, Weasley, ao invés de deixá-los criar pernas, não estaria almoçando às quatro e meia da tarde – Harry falou, enchendo o prato com batatas assadas. Ron estreitou os olhos para ele por cima de sua coxa de frango.

- Como se você tivesse feito algum, Potter – retrucou de boca cheia.

- Eu não disse que não deveria ter feito o mesmo – Harry lamentou. – De qualquer forma, a culpa é toda de Hermione; ela achou uma idéia válida dar a Olho Tonto uma daquelas agendas que berram 'Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje', no Amigo Secreto.

- Eu sabia que Mione ia ser má influência para as pessoas... E o homem nem teve o bom senso de atirar o negócio pela primeira janela! Você vai comer estes bacons?

Liesel Sturm deu uma risadinha assistindo a conversa dos dois colegas. Não era à toa que ela e todo o resto do Departamento de Aurores sempre se referiam a Weasley e Potter como se fossem uma pessoa só. Ou, o mais comum entre os outros departamentos, como a um casal de velhos. Ganhou um olhar mal humorado de Ron no momento em que Draco Malfoy entrava no refeitório carregando uma pasta na mão e uma expressão séria no rosto. Ele logo avistou o grupo e caminhou a passos largos para se juntar a eles. Ron revirou os olhos para o recém chegado e voltou a atenção para Liesel.

- E você, 'tá rindo do quê? Por que está almoçando a essa hora, afinal? – perguntou o mais educado que conseguia, embora o veneno nos olhos de Harry o tenha alertado de que, talvez, ainda tenha sido/i um pouco grosseiro.

O primeiro pensamento de Ron ao conhecer Liesel Sturm foi o de que ele poderia matá-la com o olhar, se realmente se esforçasse. O fato da loira-bonita-de-grandes-olhos-azuis-e-sotaque-alemão ter sido escolhida como dupla de Harry, dividir uma sala com Harry, fazer rondas sozinha com Harry, ter assuntos em comum com Harry, e sorrir daquele jeito para Harry, fazia Ron ter pensamentos tão indigestos que o deixavam sem dormir a noite. Ele simplesmente não conseguia conter o ciúme quando o assunto era Liesel Sturm, não bastava Harry repetir inúmeras vezes que ela era muito bem casada, mãe de um lindo garotinho, e que, se ele gostasse de pernas com saias, sempre ia preferir as pernas sardentas de Ron com saias.

Liesel não se incomodava com as farpas de Ron, pelo contrário. Achava bastante divertido assistir as sardas do colega sumirem quando seu rosto atingia um tom de pele tão vermelho que se fundia com a cor de seus cabelos. Harry suspeitava que ela ainda fosse provocar um ataque em Ron, mas não negava que era imensamente interessante acalmar o namorado depois de um dia particularmente tenso, com Liesel o provocando a maior parte do tempo.

- Eu entrrar mais tarrde roje – ela começou. Apesar do tempo na Inglaterra, ainda tinha dificuldades com a língua. Sorriu para Draco quando ele se sentou ao lado de Weasley. - RRudy faz anos domingo e amanhã ser meu plantão. Tonks me liberarr a manhã de roje para os preparrativos.¹

Ron fechou a cara para o sotaque de Liesel. Ele vivia perguntando a Harry se ele achava o sotaque dela sexy. Harry sempre respondia que sim porque, ainda que Ron não precisasse saber disso, mais sexy do que o sotaque de Liesel eram as orelhas vermelhas de Weasley.

Levemente irritado agora com sua linha de pensamento, Ron voltou-se para Draco, que tinha se sentado ao seu lado e estava roubando suas batatas na maior cara de pau enquanto escutava a conversa sem interesse.

- E você, quer o quê, além das minhas batatinhas? – o ruivo indagou mal humorado, e ameaçou a mão de Draco com o garfo quando o loiro tentou pegar mais uma de suas preciosas - e agora insuficientes - batatas. – Não terminou os relatórios também?

- Eu não sou você, Weasley, que espera os relatórios se fazerem sozinhos – Ron deu de ombros, como quem diz que não era nada de mais esperar que um dia relatórios se fizessem sozinhos. – De qualquer forma, toma que o filho é teu. – Draco largou a pasta que trouxera no colo de Ron, que resmungou algo que Harry achou ter a ver com 'maldito', 'Moody' e 'relatórios'.

- Eu não querria estarr em sua pele – disse Liesel, se referindo aos dois à sua frente. – Este Moody parrecer bem chato. E aquele olho... brrr – ela fingiu um arrepio. – Tonks é ok, não é, Harre?

- Moody é ok, também, é só saber lidar com as maluquices dele. Weasley é que ainda parece um verme-cego, mesmo depois de cinco anos trabalhando com ele.

- Você já vai começar com as trocas de carinho? – Ron perguntou indiferente, tentando se decidir entre torta de rins e torta de fígado. Pegou um pedaço de cada, animando-se. Draco apenas torceu o nariz para ele. – Ohh, sabe o que a gente deveria fazer depois do expediente, para comemorar o fim dos relatórios, quero dizer? Nós trê- deu uma olhada em Liesel e emendou de mal grado – quatro? Visitar o velho Aberforth, em Hogsmeade.

- Você quer dizer 'Visitar os velhos barris de whisky de fogo do velho Aberforth', não é isso? – Draco riu de lado.

- Exatamente! – Ron sorriu todos os dentes. – E aí, Harry? ... Sturm?

- Oh, não, Merlin sabe o quanto eu bem precisava de uma caneca daquele whisky, mas eu tenho ronda com Liesel hoje, Ron, você sabe.

- Eu sei? Eu não sei de nada, não. Quando você me avisou isso? – Ron perguntou desconfiado, olhando de rabo de olho para Liesel.

- É claro que avisei, passei na sua sala quando você estava com o nariz enfiado no relatório do caso Nundu, lembra? Se recusou até a dar uns amassos na cadeira do Malfoy – Harry deu uma risadinha amarela quando Draco começou a fazer perguntas do tipo 'É isso o que vocês fazem quando trancam a porta por dentro?'. – Como você é distraído, Ron.

- Eu não me lembro disso – Ron falou, coçando o queixo. – Só me lembro de você comentar que o queijo tinha acabado.

Draco desviou o olhar de Harry e encarou Ron com pena. Então, inclinou-se para cochichar na orelha do ruivo.

- Deve ser porque você abstrai lembranças dolorosas do seu consciente – falou, referindo-se ao fato de que Harry passaria uma noite de sexta-feira sozinho com Liesel.

Ron lhe lançou um olhar letal, mas foi murchando aos poucos. Por fim, balançou a cabeça.

- É, deve ser isso. Aonde vocês vão, afinal? – perguntou, novamente desanimado, para Harry e Liesel, que estavam reclamando exageradamente de como seria chato fazer a ronda e perder o whisky de Aberforth, mas que Ron não se incomodasse e fosse com Draco, ao que Ron replicou que não tomaria whisky sozinho com Malfoy nem pagando e Draco rapidamente retrucou que aquilo era uma grande mentira.

- Nutville – Harry respondeu quando Weasley e Malfoy pararam de discutir. - Longe eu sei, e ridiculamente sem graça.

- Mas... – Ron franziu o cenho, - não existe registros de bruxos ou criaturas mágicas em Nutville... É uma área trouxa. Por que raios dois aurores vão fazer ronda noturna num vilarejo trouxa?

- Hum... É aí que tá... – Liesel olhou para Harry. – A, como se diz, plícia reportar ontem barrulhos e movimentação estranha e faíscas no céu, não é, Harre? Até onde eu saberr, isso pode ser qualquer coisa, mas Tonks pedir que a gente desse uma olhada.

- Peraí – Draco se ajeitou na cadeira, - você quer dizer que o Departamento não tem ao menos certeza do que é e está mandando dois aurores qualificados pra fazer a ronda? Por que o Ministério está mandando aurores ao invés de uma Força-Tarefa do Uso Indevido da Magia? É o trabalho deles, não?

- Eu não sei. Só sei que Tonks chegou com uma ordem direta do Departamento de Execução das Leis da Magia, pedindo dois aurores na área hoje à noite.

- Vocês vão sozinhos, então? Não é a equipe toda? – Ron perguntou, depois de um tempo de silêncio. Draco franziu o cenho.

- Hum... sim... Mas não vamos demorar, não deve ter nada demais ali. Afinal, a gente pode esperar qualquer coisa vinda de um lugar chamado Nutville, não é? – Harry sorriu simpático, e apertou a mão de Ron com a sua por cima da mesa, numa rara demonstração pública de carinho.

Ron deu uma olhada rápida nos dois antes de assentir em silêncio, e permaneceu anormalmente quieto pelo resto do almoço.

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O primeiro pensamento de Draco Malfoy ao ser arrancado de seu sono por um chacoalhão foi um palavrão seguido de uma reflexão do por que ainda haveria alguém acordado àquela hora indigna da manhã e, pior, por que aquela pessoa estava querendo que ele acordasse também.

Ao abrir os olhos para o rosto inchado e de expressão mal humorada de Astoria, Draco imaginou se ela não estaria pensando a mesma coisa que ele.

- Draco. Draco! É o Weasley, ele está lá embaixo.

- Urgh... O que aquele puto quer?

- Você poderia descer e perguntar a ele – Astoria fechou a cara, mas não voltou a deitar. Draco sabia que ela o esperaria acordada agora, para saber se estava tudo bem e se Weasley precisava de alguma coisa. Ela poderia fazer um chá. Um minuto e ela já arrumava o quarto de hóspedes.

Ele sentou-se na cama de casal e esfregou o rosto com as mãos, tentando manter os olhos abertos. O relógio de pulso largado na mesinha de cabeceira marcava mais de quinze para as quatro da manhã. O que diabos Weasley queria com ele às quatro da manhã?!

Um trovão assustou Astoria ao seu lado, e só então Draco notou a tempestade que caía lá fora. Amaldiçoou Ron internamente. Ele adorava dormir com chuva.

Com muita dificuldade e pouca vontade, levantou-se e, sem se preocupar em calçar os pés, saiu do quarto com os olhos semicerrados, conseqüentemente esbarrando na quina da cama e no batente da porta que ficaram no seu caminho.

Draco precisou forçar os olhos a ficarem abertos na hora de descer as escadas, e estava no meio de um bocejo quando avistou a pilha de nervos que era Ron Weasley parado no seu hall de entrada.

O homem pingava lama e água no capacho de Astoria. Ele estalava os dedos das mãos enquanto trocava o pé de apoio, ainda vestindo o uniforme azul petróleo (no momento preto) com um M prateado bordado no peito.

Weasley sentiu a presença de Malfoy atrás de si e virou-se completamente para ele. Draco se assustou com a palidez de seu rosto, e teria feito uma piada sobre as sardas do ruivo se, ao apenas olhar o estado do parceiro, não soubesse o que estava acontecendo.

- Harry não voltou pra casa.

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- Só pra checar se eu estou entendendo: Potter não voltou pra casa?

- Ahan.

- Hum... – Silêncio enquanto Draco esperava pacientemente Ron terminar de brigar com o cinto de segurança do carro. – E você está pingando lama pelo carpete limpinho do meu carro por que...?

- Porque eu atropelei meu instrutor quando fui tirar a carta, lembra?

- Como eu iria esquecer? Foi para o meu colo que ele pulou, lembra? Hum... E eu estou indo junto por que...?

- Porque eu preciso de um comparsa. De alguém que me ajude a esquartejar os dois, depois colocá-los em sacos de lixo e atirá-los no Tâmisa – Ron falou por entre dentes, finalmente travando o cinto em seu dispositivo.

- Oh, sim, dessa parte eu já desconfiava. Mas eu quero dizer: por que eu?

Ron olhou Draco incredulamente por breves três segundos antes de fazer um gesto desesperado com as mãos.

- Malfoy! Apenas dirija, por Morgana!

E, pela primeira vez desde que se conheciam, Draco fez exatamente o que Ron pediu. Talvez porque Weasley tremia tanto no banco do passageiro que Draco temia que o carro todo começasse a tremer a qualquer momento. Ou talvez porque ele tenha decidido que não queria uma resposta para sua pergunta.

Os dois dirigiram em silêncio na primeira meia hora; Malfoy desejando sua cama e Astoria de volta e Ron tentando pensar em nada. Entretanto, passada a primeira meia hora, Draco sentiu a necessidade de fazer uma pergunta simples que o estava atormentando no fundo de sua mente.

- Weasley?

- Hum?

- Er... Aonde, exatamente, a gente deveria estar indo?

O silêncio que se seguiu foi muito semelhante àqueles em sala de aula em dia de chamada oral.

Ron desviou o olhar da janela e olhou através do pára-brisa com os olhos estreitos, como se ele soubesse que a resposta estava ali o tempo todo, e para enxergá-la ele só precisava apertar os olhos um pouco mais...

- Tá, entendi... – Draco falou cautelosamente, engolindo um palavrão e uma ofensa a Ron. Por pior que ele fosse, sabia que tinha hora e lugar para isso. – Que tal... a gente voltar para casa e... esperar pelo Potter lá? Quero dizer, talvez ele até já esteja lá, preocupado com você e tudo o mais... E com uma boa explicação na ponta da língua. – Arregalou os olhos. – Não que ele vá precisar de uma explicação, ou algo assim...

- Ela também não voltou pra casa. Eu chamei o marido dela pelo flu – a voz de Ron tremeu ligeiramente quando ele voltou a falar. – Draco, ou os dois estão numa fria, ou-

- Potter não faria isso com você, Ronald. Você sabe que não.

Ron observou Draco dirigir por uma das avenidas principais de Londres. Então, voltou a olhar pela janela, repousando a cabeça no encosto do banco de couro.

- Eu sei, mas prefiro que seja isso a descobrir que ele está machucado.

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Hans Sturm acionou o Ministério da Magia sobre o desaparecimento de sua esposa nas primeiras horas da manhã. Houve uma briga entre Tonks e alguns manda-chuvas do Departamento de Execução das Leis da Magia, pois estes afirmavam não terem expedido ordem alguma solicitando ronda em Nutville, enquanto a chefe de equipe esfregava um pergaminho timbrado e com o selo do Departamento embaixo de seus narizes.

Duas equipes do Quartel-General dos Aurores foram movidas para a região de Nutville numa varredura sem sucesso, enquanto mais três equipes foram espalhadas pelo perímetro de Londres. Cada equipe recebeu pelo menos dois membros de uma Força-Tarefa do Departamento de Mistérios, que trabalhava no rastreamento da magia de Harry e Liesel.

Draco e Ron passaram o resto da madrugada dirigindo por Londres a esmo. Draco sabia que não fazia sentido algum, mas aquilo parecia dar a Weasley a sensação de que ele estava fazendo alguma coisa.

O desespero de Ron era palpável por volta das oito da manhã, quando ele finalmente concordou em voltar para o Ministério. Moody se recusou a dar detalhes das buscas e proibiu que qualquer dos dois tentasse entrar em contato com as outras equipes. Ron berrou com Moody e destruiu papéis importantes e chegou a quebrar o Espelho-de-Inimigos do velho auror. Draco assoviou e fez uma anotação mental para riscar 'verme-cego' da lista de xingamentos exclusivos para Ron Weasley.

Ás doze e trinta e cinco, Ron e Draco se juntavam à equipe liderada por Amadeus Lowell, que estava seguindo para Hertfordshire depois de rastrear a magia residual de Harry Potter. O galpão abandonado a que a trilha levou ficava num vilarejo trouxa e era encantado para ser invisível a estes. O próprio Ron ajudou a arrombar a porta de madeira anti-intrusos e o time de aurores pôde invadir o local, varinhas em punhos. Lowell logo descobriu que a magia residual de Harry estava caindo e ficando quase imperceptível.

Depois disso, não teve muito mais o que procurar.

Era óbvio que Harry não estava mais ali. Toda sua magia residual havia desaparecido e o galpão estava completamente vazio. Restava ali apenas um amontoado do que parecia ser panos a um canto.

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Com o corpo de Liesel encontrado no galpão, o Ministério da Magia declarou Harry Potter como oficialmente desaparecido, e afastou Ron e Draco do caso. Eles estavam envolvidos demais para pensar coerentemente, foi o que dissera Edward Pratchett, o chefe do Departamento dos Aurores.

Ron voltou para a casa estranhamente vazia para descobrir entre as coisas de Harry que ele e Liesel estavam na pista de Auron há algum tempo. A pasta amarela que Harry usava para o trabalho e nunca o deixava abrir, estava na última gaveta da escrivaninha do escritório. Harry não iria gostar de saber que ele andara fuçando a pasta, mas ele achava que aquilo era justificável naquela situação.

Demorou algum tempo para revirar os papéis cheios de dados e endereços e nomes dos quais Ron se lembrava vagamente, mas finalmente tinha em mãos o documento que importava.

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Draco Malfoy apreciava uma bela noite de sono. E pela segunda vez em dois dias, ele não conseguia uma.

- Malfoy, acorda! – Astoria o chacoalhou, dessa vez sem se importar em levantar da cama.

- Hun?

- Vê se dá um jeito no seu amigo.

Enquanto se arrastava pelas escadas que levavam à sua sala de estar, Draco repassava uma lista de palavrões em sua cabeça. Assim que avistou Weasley abriu a boca para soltar um, mas Ron foi mais rápido.

- Preciso que você vá à uma boate comigo.


Notas

¹ - Liesel e Rudy são nomes de personagens do livro 'A menina que roubava livros', de Markus Zusak.


Notas da autora:

Poxa vida, vocês odiaram a fic tanto assim? T_T

Nem um recadinho... i_i

Tá bom... u_u Postei o cap 2 assim mesmo. =)

Reviews fazem bem para o ego da autora, vocês sabem. u.u