Capítulo VI
Os personagens de Inuyasha pertencem a Rumiko Takahashi.
E a história a Nicola Mackenzie. Com algumas alterações minhas =P
Durante a madrugada, Rin sentiu Seshoumaru se mexer e despertou. Ao ver Rin acordada, não pode deixar de perguntar, tenso:
- Era isso o que esperava?
- Não ousava esperar tanto – Rin respondeu, com ternura.
- Graças a Deus – ele respirou, aliviado.
- Meu urso feroz, meu eremita adorado! – exclamou Rin, sorrindo.
Imediatamente, Sesshoumaru se levantou e saiu sem ao menos dizer aonde ia e Rin nem ousou perguntar, se assustando com o modo repentino em que ele se levantou. Alguns minutos depois, preocupada, ela o chamou:
- Sesshoumaru?
- Eis-me aqui – ele respondeu. Trazia uma braçada de lenha, magnífico em sua nudez, e reacendeu o fogo, escorregando para debaixo das cobertas.
- Estou com frio – ela disse, se abraçando.
- Temos que fazer algo para mantê-la aquecida – ele declarou, percorrendo as mãos pelo corpo nu dela.
Havia amanhecido fazia tempo, quando Sesshoumaru se lembrou de perguntar se Rin estava arrependida.
- Claro que não – ela murmurou, com sinceridade.
Ele lhe acariciava as coxas longas.
- Você diz isso agora porque é uma idealista. Não sabe o que está falando – disse, distanciando-se.
- Não se afaste de mim, não agora – ela pediu suavemente. – Preciso de você.
Sesshoumaru olhava o vazio, com uma ruga na testa.
- Este é o seu maior erro, acreditar que precisa de alguém. Ouça meu conselho: ninguém precisa de ninguém. Só assim não será magoada. (N/a: Ó, sempre o frio e insensível Sesshoumaru ¬¬)
- Do mesmo jeito que você foi magoado?
- Eu era um tolo. Isso jamais acontecerá novamente.
- Ótimo, pois ela não era a pessoa certa pra você. Você merece uma mulher mais decidida – Rin sorriu pra ele, os olhos brilhando.
- E você é essa mulher? – ele gracejou.
- Pode até ser...
- Você é uma tentação à qual não consigo resistir – ele murmurou, quase como se se ressentisse do fato.
- Vamos tentar?
Rin percorreu as mãos pelos ombros dele, ansiosa pelo contato de sua pele.
- Rin?
- Sim... – ela respondeu.
- Os cavalos precisam ser tratados – lembrou Sesshoumaru, deixando o calor das cobertas.
- Eu não quero me mexer. – ela disse, fazendo bico.
- Você não precisa. Espere por mim aqui – falou, admirando-lhe a silhueta por baixo das cobertas.
- Não, quero ir com você. – E afastou os cobertores, pondo-se de pé, graciosa.
Sesshoumaru beijou-lhe o seio, e Rin aproveitou para agarrar-se a ele, porém em seguida se soltou, pegando a calça. Vestiu num instante o jeans e a camiseta, e os dois foram cuidar dos animais.
Ranger e a mula relincharam de satisfação quando Sesshoumaru chegou à cabana convertida em estrebaria.
- Posso ajudar? – Rin indagou.
- Vamos dar a eles a ração de farelo. Assim, terão mais energia para aguentar o frio. Em seguida, iremos soltá-los no pasto enquanto limpamos a estrebaria.
- Eles vão ficar molhados – ela ponderou. A chuva continuava, e não havia sinal de que cessaria.
Sesshoumaru apanhou um pacote de ração.
- Eles não se incomodarão. Dê isso para Guria.
- Guria?
- A mula.
- Foi o que pensei. Será que ela vai me estranhar? – perguntou, aproximando-se da mula cautelosamente.
- Não, se não ficar por detrás dela.
Sesshoumaru sorria, enquanto observava Rin tentando chegar perto do animal. Quando Guria se pôs a escoicear, impaciente com a demora, ela saltou para trás dando um grito e fugiu batendo a porta da estrebaria.
Sesshoumaru riu a valer e, chegando perto de Guria, deu-lhe umas palmadas nas ancas. A mula fez a volta em torno dele.
- Está tudo bem. Pode ir agora.
Tomando coragem, Rin entrou na estrebaria, de olhos cravados em Guria, que fitava o cocho.
- Dê um tapinha nela – Sesshoumaru sugeriu.
Ela estapeou a cabeça da mula, que não se moveu.
- Mais forte! – ele disse.
Rin olhou para Guria, desconfiada:
- Mais que isso? Ela pode se ofender
- Você deve mostrar a ela quem é o dono – aconselhou-a, com um largo sorriso no rosto.
Sem respirar, Rin pegou a mula pelas orelhas, o que fez com que Guria desse um pulo, pondo a cabeça na manjedoura. Rapidamente, Rin encheu o cocho e saiu correndo dali com um suspiro de alívio.
- Você quer tratar de Ranger? – Sesshoumaru indagou dando um sorrisinho, pegando outro pacote de ração.
- Não. Já fiz demais por hoje!
Como a chuva enlameara-lhe um pouco a blusa e a calça, Rin as lavou assim que chegou em casa, colocando-as para secar perto da lareira. Em seguida, tomou um banho rápido e foi procurar algo para vestir no guarda-roupa de Sesshoumaru.
Por fim, descobriu uma camisa de flanela. Quando a estava abotoando, achou uma fotografia no bolso. Ela hesitou um pouco, porem acabou não resistindo.
Era uma foto publicada nos jornais, mostrando Sesshoumaru e Sara no dia do noivado. Ela usava um vestido maravilhoso de seda, e estava lindíssima.
Apesar de não desejar, Rin imediatamente sentiu uma ponta de ciúme ao ver os dois juntos. Como deveria estar ela, depois de ter tido um homem como Sesshoumaru para si e perceber tarde demais que o perdera?
- Você acha que deveria ter usado uma gravata escura? – Sesshoumaru parou ao lado dela, olhando também a foto. Rin não o ouvira entrar no quarto.
- Não, você está ótimo assim. Mas acho que Sara perdeu o melhor homem do mundo... e só descobriu isso tarde demais!
Sesshoumaru beijou-a com paixão e levou-a para cama. Fizeram amor desenfreadamente, como se precisassem um do outro como precisavam do ar para respirar.
Mais tarde, enquanto acariciava os cabelos de Sesshoumaru, que repousava a cabeça em seus seios, Rin falou:
- Você me perguntou ontem se eu estava arrependida. A única coisa que lamento é ter de ir embora. O céu está clareando, e tenho de trabalhar.
- Esqueça o correio – Sesshoumaru sugeriu, apertando os braços em torno dela, possessivamente.
Ela riu.
- Hoje é sábado. Sempre pensei que passasse os fins de semana com seu irmão – afirmou Sesshoumaru.
- É verdade.
- Então, fique comigo – ele pediu, colando os lábios aos dela, num beijo profundo. Rin não pensou mais em ir embora.
Depois do almoço o sol surgiu, e Sesshoumaru levou Rin para fora.
- Aonde vamos? – ela quis saber. Vestia a roupa seca e um suéter de lã de Sesshoumaru.
- Dar um passeio a cavalo.
Ele caminhou para o pasto e assobiou. O cavalo e a mula apareceram correndo.
- Divirta-se – Rin falou, começando a ficar nervosa.
- Você vem comigo.
- Eu não. – ela disse, cruzando os braços de maneira infantil.
- Você foi comigo à casa dos Yamanaka – ele lembrou-a.
- Era uma emergência.
- Venha – ele pediu com delicadeza.
- Nunca.
Antes que Rin pudesse fugir, Sesshoumaru agarrou-a pelas costas e passou a lhe fazer cócegas, até ela não aguentar mais de tanto rir.
- Tente pelo menos uma vez. Se não gostar, pode desistir. Deixe-me mostrar a você como é bom.
- Está bem... – disse ela, vencida.
Sesshoumaru arreou Ranger para Rin, colocou-a na sela e montou em Guria.
Enquanto tomavam o caminho da campina, Sesshoumaru ia ensinando-a a sentar no cavalo, a segurar as rédeas e a mostrar ao cavalo quem é que manda.
- Acho que ele sabe que é ele – Rin afirmou, em tom de zombaria.
- Está pronta para um passeio pelo bosque?
Ela assentiu, hesitante. Mas se Sesshoumaru achava que ela era capaz, não tinha que temer.
Depois de algum tempo, Rin começou a relaxar e a apreciar o passeio. O sol pálido fazia sombras na estrada, e os passarinhos trabalhavam apressados para terminar o serviço antes da próxima tempestade.
Quando já tinham passeado bastante, Sesshoumaru fez Guria tomar a direção da cabana novamente. Inclinando a cabeça para trás, passou a entoar uma canção atrás da outra, com uma bonita voz de barítono. Rin juntou-se a ele no canto.
Chegando em casa, Sesshoumaru mostrou a Rin como desarrear o cavalo e como cuidar do animal, antes de colocá-lo no estábulo.
Quando os dois estavam se dirigindo para a cabana, já se formava nova tempestade, e Sesshoumaru avisou:
- Acho bom amarrarmos melhor o avião.
Eles amarraram bem o aparelho, colocando cordas plásticas para mantê-lo bem seguro junto às árvores. Assim que terminaram o serviço e entraram na cabana, a tempestade desabou furiosamente.
- Estou feliz por você ter decidido ficar – Sesshoumaru murmurou, abraçando-a por trás em frente à lareira.
- Eu também.
Não havia lugar melhor para ficar durante uma tempestade do que ali, junto a Sesshoumaru, Rin pensou.
- Você cavalgou muito bem. Não tem mais medo de cavalos, tem? - Ele acariciou-lhe os ombros, fazendo com que ondas de desejo lhe corressem pela espinha.
- Não, se você estiver por perto para dominar o animal – ela respondeu, virando-se para Sesshoumaru, que continuou acariciando-a até que ela deixou escapar um murmúrio de desejo.
- O que foi isso que ouvi? Temos que tomar uma providência a respeito.
Deitando-a no sofá, Sesshoumaru pôs-se a afagar-lhe as coxas e nádegas, como fizera antes.
- Oh! Isso é muito gostoso! – ela exclamou, relaxando completamente.
Quanto mais ele lhe fazia carícias, mais seu corpo ficava sensível e sua respiração se acelerava, como se o desejo fizesse o sangue correr mais rápido nas veias.
- Sesshy! – ela sussurrou de forma sedutora.
Ele curvou-se e mordiscou-lhe a orelha.
- Sim, minha Rin?
- Você sabe o que está fazendo comigo? – ela indagou, olhando dentro dos olhos dele.
- Espero que seja o mesmo que está fazendo comigo.
Sesshoumaru esticou-se ao lado dela. Através do tecido das roupas, Rin podia sentir-lhe a masculinidade em toda sua força, e voltou-se para ele, apaixonada.
Os dois ficaram silenciosos por um longo tempo, abraçados, só escutando o barulho do vento e o toque dos pingos de chuva nas janelas. Finalmente, Sesshoumaru levou-a para cama.
- Podíamos passar o resto do dia aqui – ele sugeriu enquanto a despia, tirando peça por peça de sua roupa, e ela fez o mesmo com Sesshoumaru.
O domingo amanheceu tão chuvoso quanto os dois últimos dias.
- Estou começando a duvidar se algum dia irei pra casa - Rin murmurou, olhando para o céu, no aconchego dos braços de Sesshoumaru. – Talvez eu fique aqui para sempre.
- Você morreria de tédio dentro de um mês - ele profetizou.
- E você ficará um velho rabugento, aqui sozinho.
- Você nunca desiste não?
Ela riu alto e, colocando-se nas pontas dos pés, beijou-lhe a face. – Vai haver um mutirão de construção dentro de duas semanas. Você irá, se eu vier te buscar?
- Não.
- Por favor, Sesshy! – ela suplicou, piscando os longos cílios pra ele.
- Deixe-me levar minha vida sozinho, peço-lhe. Gosto de viver sem companhia. Você é que precisa ver gente, eu não.
- Todo mundo precisa de alguém – Rin afirmou, lançando um olhar estranho pra ele.
- Eu não.
- Realmente, tenho que ir assim que o tempo clarear - ela murmurou, pensativa.
Por volta do meio-dia, as nuvens haviam desaparecido e o sol retornara. Era hora de partir.
Depois de insistir com Rin para que tomasse um lanche ligeiro, Sesshoumaru ajudou-a a dar uma vista geral no avião.
Logo após haver decolado, Rin olhou para Sesshoumaru do alto. Ele estava parado em frente ao porto, a mão em leque para proteger os olhos enquanto assistia à partida. Ela não queria deixá-lo sozinho.
O tempo que os dois permaneceram juntos fora muito especial. Fora um momento mágico, não somente para ela, mas para ele também. Pena que Sesshoumaru não pudesse admitir o fato.
Rin ainda não era capaz de entender bem o que ele sentia pela ex-noiva.
Eitaaaaa! Mais um capítulo depois de alguns séculos. :P
Desculpa, gente! Eu tava atolada de coisa pra estudar pro vestibular e acabou que não tive tempo de escrever.
Podem me xingar o quanto quiserem... eu sei que mereço. T.T
Mas aí está mais um capítulo!
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