Capítulo VII


Os personagens de Inuyasha pertencem a Rumiko Takahashi.

E a história a Nicola Mackenzie. Com algumas modificações minhas. :D


Rin olhou pra Sesshoumaru. Ele vestia jeans e camisa de algodão, uma roupa apropriada para o mutirão. Estava feliz por ele estar ali em seu avião. Levara um bocado de tempo para que se decidisse a aceitar o convite.

- O que este olhar satisfeito quer dizer? – Sesshoumaru perguntou, brincando com os cabelos de Rin.

- Que eu adorei tê-lo convencido a ir à festa - ela confessou.

Ele suspirou, pensativo.

- Por que esse suspiro tão profundo, hein? – Rin quis saber.

- Estava pensando na noite passada. Como me deixei convencer a ter um dia de trabalho tão pesado? – respondeu, sorrindo.

- É uma festa. Vai ser divertido, você vai ver - ela prometeu. – Chegamos. Segure-se, vai ser uma aterrissagem difícil – gracejou ela.

Aterrissou com segurança. Muitas pessoas acenavam das sombras das árvores, onde descansavam um pouco. Ela puxou Sesshoumaru pela mão, para apresentá-lo aos demais.

- Este é Yokoyama Sesshoumaru. Ele comprou a casa do velho Myouga – explicava.

Emiko e Akane Sato deram as boas-vindas a Sesshoumaru e agradeceram por ele ter vindo para ajudá-los. Hajime e Mino Yamanaka estavam lá. Eles se cumprimentaram e falaram a respeito do salvamento do sobrinho. Havia mais três famílias, duas com crianças pequenas, outra com filhos adolescentes que cercaram o recém-chegado para saudá-lo.

- Aquele é meu irmão – Rin disse, quando Yahiko apareceu numa charrete.

Apresentou-os e logo percebeu que Yahiko parecia zangado. Com certeza imaginava onde ela passara a noite.

- Nunca imaginei que houvesse tanta gente morando nas montanhas – Sesshoumaru declarou, quando conversava com alguns dos moradores locais.

- A maior parte das pessoas é composta de veranistas – Hajime explicou. – Você e Yahiko são os únicos que ficam aqui o ano inteiro. Há ainda um casal que adquiriu uma fazendinha do outro lado daquela montanha, onde pretendem criar gado. Duvido que consigam ficar até o Natal.

- Não seja tão pessimista! – Mino exclamou.

- 'Tá bem! Então, estendo o prazo até a primavera – ele concedeu, afagando a mulher.

Rin começou a sonhar em passar o inverno na cabana de Sesshoumaru. Iria com ele, deitar naquele tapete de pele de urso, ficar bem abraçada a seu corpo quente durante as nevadas...

De repente, tomou conhecimento de que todas as pessoas olhavam para ela.

- Me desculpem... estava sonhando acordada. O que disseram?

- Emiko acha que está na hora de começar – Yahiko revelou, olhando firme para ela e Sesshoumaru.

O local para a construção fora delimitado, e as fundações para a cabana já se encontravam prontas. A lareira também já fora construída, e a chaminé, isolada no espaço, era algo cômico.

Todos colaboravam, seguindo as instruções que chegaram junto com a cabana pré-fabricada. Quando Sesshoumaru especificou em detalhes o que algumas das instruções significavam, foi eleito chefe do grupo. Dali em diante, o trabalho prosseguiu sem problemas.

O grupo montou quatro paredes e deixou-as estendidas na grama, perto do lugar onde seriam erguidas. Depois, todos se juntaram e levantaram cada qual no local determinado.

Para Rin, erguer uma casa significava que novas raízes eram plantadas. Feliz, olhou para Sesshoumaru, que prosseguia lendo as instruções. Horas mais tarde, Sato Akane pediu que fizessem uma pausa para o jantar. Os homens deveriam buscar saquê, enquanto as mulheres poriam a mesa.

Pouco depois, todos estavam comendo sushi com bolinhos de arroz e outras comidas típicas.


- Senti sua falta na noite passada – Yahiko disse para Rin, quando os dois ficaram a sós pela primeira vez.

- Te deixei um bilhete. Não o encontrou?

- Sim. Onde você esteve?

Ela hesitou por um momento. Contudo, era melhor contar a verdade do que ficar com evasivas.

- Com Sesshoumaru.

- Foi o que imaginei. Então, agora está envolvida com ele. E agora, como vai ser?

- Não sei – respondeu, pensativa. – Só me interessa o que se passa no momento. Espero que Sesshoumaru volte a trabalhar em breve. Não é bom pra ele alhear-se à profissão durante tanto tempo.

- Não 'tô nem um pouco preocupado com o que é bom pra Sesshoumaru – Yahiko retrucou, mal-humorado. – O que vai ser de você quando ele for embora?

Ela descansou a cabeça em seu ombro.

- Chorarei – ela previu, bem-humorada. – Eu sou uma pessoa adulta, Yahiko. Tenho que aproveitar as oportunidades.

- Ele não é suficientemente bom pra você.

- Sesshoumaru é tudo o que eu desejo da vida – ela assegurou-lhe com convicção.

- Você está apaixonada por ele – Yahiko disse taxativamente.

Rin não respondeu.


Às seis horas, o trabalho comunitário terminou. As paredes, o teto e o chão achavam-se colocados. O resto, a família poderia fazer sozinha.

- Vão ter um ótimo passatempo de verão – Rin comentou com Yahiko.

Akane apelou para os convidados:

- Não vão embora! Haverá ceia e dança.

Rin olhou esperançosa para Sesshoumaru. Ele retribuiu seu olhar, revelando uma emoção indecifrável. Em seguida, tomou-a nos braços.

- Foi um dia maravilhoso, não? – ela murmurou, toda feliz.

Yahiko e Sesshoumaru acabaram por se entenderem. Observando-os juntos enquanto trabalhavam, Rin deu razão a Yahiko. Ela estava amando Sesshoumaru.

- Sim.

- Você está pronto pra partir? Não sou autorizada a fazer aterrissagem logo após o anoitecer, de maneira que vou raptar você e levá-lo pra casa em breve.

- Deixe-me primeiro dançar com a anfitriã – pediu.

Rin deixou, meio a contra-gosto. Eles ficaram por mais quinze minutos, durante os quais Sesshoumaru dançou não só com Akane, mas com a adolescente que almoçara com Yahiko.


Sesshoumaru e Rin já se encontravam no espaço.

- Você pode enxergar o bastante para aterrissar? – Sesshoumaru perguntou, preocupado.

- Poderia enxergar mesmo se estivesse com problemas – Rin riu, ao vê-lo em dúvida. – Poderia sobrevoar estas montanhas até de olhos vendados.

- Comigo no avião, não.

- Covarde. – disse ela, zombando.

- Covarde?

- Quem não é corajoso, é covarde – deduziu ela, logicamente. Contra as expectativas de Sesshoumaru, aterrissaram sem problemas. Logo após amarrarem o avião, foram para casa. Rin cantarolava pelo caminho, feliz e descontraída. Colocara o braço em volta da cintura de Sesshoumaru e descansava a cabeça em seu ombro.

- Eu amo você. (N/a: Direta, não? Queria ter essa coragem :P)

Sesshoumaru a olhou surpreso, e Rin viu que dissera palavras que não queria dizer. Mas, mesmo assim, as sustentou, confiante:

- Sim, eu o amo.

- Você não sabe o que diz... Está confundindo ilusão com realidade. Não existe esse sentimento, porque o que conta na vida é o poder. Eu mesmo já pensei estar amando por uma ou duas vezes, mas era mentira.

- O amor...

-... é um mito – ele complementou. – Você num instante o esquece, logo que a parte financeira não vai bem.

Rin sacudiu a cabeça vigorosamente:

- Não para mim. Meu amor é eterno, e pode enfrentar a doença, a pobreza, a neve, a chuva ou qualquer outra coisa. – E sorriu pra ele.

- Não adianta tentar te explicar nada. Você tem resposta pra tudo – falou, teimoso, e entraram na casa.

- Não, eu não tenho. Não consigo é te entender – ela ainda insistiu.

Bem cedo pela manhã, Rin se vestiu e se dirigiu para a cozinha. Sesshoumaru estava sentado à mesa, com uma xícara de café na mão. Aparentemente, não conciliara o sono a noite toda, enquanto ela havia dormido muitíssimo bem.

- Bom dia – ela falou, amigável. As manhas sempre lhe traziam esperanças novas, um novo dia, um novo começo.

Ele a olhou com uma fisionomia inexpressiva.

- Bom dia – respondeu, com voz impessoal.

- Gostaria de bolinhos de arroz? Creio que fariam muito bem.

Sesshoumaru recusou a oferta, e ela preparou o bastante para si mesma. Sentando-se no lugar habitual, comeu calmamente, depois limpou os pratos e pegou seus pertences.

- Tenho que ir – anunciou.

- Tudo bem (N/a: Se o cara que estiver comigo fala isso, juro que dou um soco! rs) – ele se levantou e a acompanhou até o avião.

- Vejo você na terça-feira – despediu-se, nervosa.

- Acho melhor você não vir – falou, sem encará-la.

- Por quê?

Rin se recusava a ser derrotada, mas esperava por algo assim.

- Porque...

- Está fugindo de mim de novo? – ela perguntou, com toda a calma do mundo.

Sesshoumaru fez um gesto irritado, como se dessa forma a forçasse a ir para bem longe dali.

- Pare com isso! Você não é meu terapeuta. Disse-lhe que não queria me envolver com nada. Desejo ficar sozinho pra refazer minha vida e saber como agir. Não necessito de complicações extras.

- Meu amor por você não complica nada.

- Não complica? – Ele riu, debochando. – Pensa que não tenho consciência? Não tenho nada a oferecer a você.

- Tem você – acrescentou ela.

Rin viu-o engolir a saliva com dificuldade, antes de falar:

- Procure um homem que aprecie suas virtudes. Você é uma mulher linda. Não vai ser difícil. Você merece.

Rin entrou no avião sem contra-argumentar. Jogou para trás a franja que lhe caía na testa, sentindo-se infinitamente triste.

- Obrigada – agradeceu, esboçando um sorriso. – Não o perturbarei mais, prometo.

Sesshoumaru segurou-lhe a mão, antes que ela batesse a porta do avião.

- Você me odeia?

- Claro que não.

Ele assentiu e saiu de perto do aparelho.

Rin ligou o motor do avião e decolou. Quando já se encontrava no céu, viu Sesshoumaru se dirigindo para a cabana, ereto, porem com um aspecto extremamente infeliz. Contudo, se ele estava sozinho e infeliz, era porque elegera esse tipo de vida. Ela também se sentia magoada.

O amor não era uma cura milagrosa, nem tampouco um mito. Esperava que Sesshoumaru descobrisse isso algum dia.


Oiii, povooooo!!

Pois é... mais um capítulo atualizado.

Sesshoumaru, como sempre, cheio de neurose. ¬¬

Admiro a Rin por ser tão paciente... ahh, quê que eu tô falando?!

Qualquer garota apaixonada que se preze, luta por ser amor. Até eu. :P

Ahh! Lembram quando eu falei que não estava atualizando por causa dos estudos pro vestibular?

Então... o estudo deu certo! Consegui passar pra universidade que tanto queria e pro curso que eu tanto gosto! =D

Serei uma Assistente Social revolucionária! Podem escrever! (não, não escrevam... pode ser q não aconteça e tal =P)

Muito, muito, muito feliz! =D

Bjã e obrigada às pessoas que mandaram review (H. Quinzel e Individua do mal) e espero mais reviews!

Até o próximo capítulo!