Sentou-se na cama, folheando o jornal. Já era noite. Passara o dia na praça da cidade, vendo as pessoas. Parkinson não aparecera. Não voltara até agora. Ao menos ninguém lhe informara nada sobre ela, ela não havia deixado a cidade pois o feitiço lhe avisaria. Não precisava preocupar-se. Esperou. Parou em uma notícia sobre o aniversário de morte de... Ela abriu a porta, os olhos escondidos - ainda - pelos óculos de sol. Uma das mãos no bolso da jaqueta, o rosto sério. Mirou-a.

"Passou o dia aqui?"

A pergunta dela deixava a voz condenar o que ela estivera fazendo o dia inteiro. Fechou o jornal, olhando-a sentar-se na cama ao lado. Viu-a tirar os óculos, deixando-o no criado-mudo. Ela o olhou, os castanhos pareciam sorrir como a boca não o fazia. Ela estava feliz. Continuou em silêncio. Ela deu de ombros, tirou as botas, jogou o corpo para trás. A Marca Negra apareceu - apenas a ponta - com o movimento da manga da jaqueta. Ela observava o teto. Os olhos corriam as sombras que a cidade fazia ali.

"Sabia que tem um bar perto da Igreja onde você ficou?" Balançou a cabeça, mas Harry achava que ela não tinha visto. "Vi você. Estava sorrindo para o sol."

"Gosto do sol."

"Eu gosto de uva, nem por isso fico sorrindo para um cacho." A voz dela denunciava mais e mais o que ela fizera a tarde toda.

"O que fez?"

"Achei um belo moreno que me levou pra cama, Potter, o que acha que mais fiz?"

Sabia que tinha sido exatamente isso que acontecera. Hermione e Ginny nunca fariam isso. Observou-a. Ela tirou a jaqueta, jogando-a no chão, ficando apenas de calça jeans e blusa. Levantou-se, tinha que sair dali. Parkinson estava movendo-se mais calma. Mais leve. Há anos não sabia como era mover-se assim; aliviado.

"Onde vai?" Virou-se, mirando-a ainda deitada na cama, a cabeça de lado. Os cabelos estavam jogados pelo colchão. Negros. Confundido-se com as sombras. "Potter, eu te perguntei onde vai."

"Sair."

"Huhum. Sair. Ok, apenas cuidado com as garotas que estão nas ruas. Elas não cobram tão caro, mas não fazem muitas coisas."

Gosto.

Riu. O rosto dele era uma máscara de calma, mas viu os verdes atormentarem-se. Medo. O verde tornou-se frio. As mãos fecharam-se em punhos. Era hora de sentir medo após uma tarde de gemidos com Giovanni dentro de si. Sentou-se, vendo Potter levantar a varinha, lacrar a porta. Esperou, mas ele jogara a varinha na cama, o casaco que tinha pego e estava colocando também. Observou-o sério. Esperou. Sentira medo de verdade. as marcas em seu braço e punho ainda eram visíveis e ainda doíam.

"Sabe disso porque Malfoy lhe ensinou?"

"Cale a boca." Seus dentes travaram com força. Não. Aquele assunto não.

"Abra o jornal." Olhou o jornal na cama dele, e debruçou-se, apoiando os joelhos no chão e o peito no colchão. Abriu o jornal. "Página oito." Virou as folhas até achar a página oito. Seus dedos tremiam. Dois anos. Já se faziam dois anos. "Ele lhe ensinou isso, Parkinson?"

"Cale a boca, Potter."

Seu rosto não olhava para o dele. Seus olhos castanhos apenas miravam o jornal. Seus dedos tremiam e apertavam a folha. Sua respiração travava de pouco em pouco na garganta. Medo. Potter usaria aquilo contra ela. Pansy sabia que cedo ou tarde ele usaria aquilo. Porém, ele também não deveria tocar naquele assunto. Não poderia tocar naquela assunto; para o bem dele.

"Parkinson?"

"Vai se foder."

Abaixou a cabeça no colchão, empurrando o jornal com força para fora da cama. Continuou ali, parcialmente ajoelhada na cama, os olhos ardendo da força que ela fazia para impedir as lágrimas que queriam escorrer. Apertou as mãos contra o lençol. Ouviu os passos dele atrás de si. Ouviu as malas da outra cama rangerem baixas. Esperou. Sentiu medo.

"Você fez essa escolha, Parkinson. Arque com as consequências.

"Vai se foder, Potter."

Virou-se tão de repente, pronta para atacá-lo, que não esperava encontrá-lo tão perto. Estava ajoelhada entre as pernas dele, suas mãos apertadas pelos dedos frios dele, machucando-as. Seus olhos miravam os dele e os deles devolviam o olhar sério.

"Por que você quer saber isso, Potter? Por que diabos você quer saber essas coisas?" Empurrou o corpo para frente, mas ele apenas a segurou. Parkinson sentia novamente a respiração dele em seu rosto. "Que inferno, Potter. Para de colocar medo em mim, faz o que tem que fazer pra tirar as informações que você quer de mim e me deixa em paz." Empurrou o corpo novamente, puxando as mãos. Ele continuava mais forte, apesar de vê-lo vacilar quando puxou suas mãos. "Você está me machucando... quem é você, inferno?"

A boca dele abriu-se, apenas um pouco. Pansy olhou-a, esperando a resposta. Mas não houve. Voltou os olhos aos olhos dele. Mirou-o. Esperou. Ele não lhe soltou. Seus joelhos doíam no chão frio, e seus dedos apertados pelos dele, também doíam. Esperou.

"Dois anos, Parkinson. Faz dois anos que eu tive que ver meu melhor amigo enforcado, pois o seu noivo decidira encerrar a vida dele. Dois anos que eu arquei com as consequências de ter que ajudar os Aurores a levantarem o corpo de Malfoy do chão da sala da casa dele, sujando as minhas mãos de sangue-puro. E em menos de vinte e quatro horas descer o corpo do meu amigo de uma corda mágica que não arrebentaria." As palavras arderam em si, ele não podia tocar nesse assunto. "Eu fiz uma escolha de não ser feliz depois disso, Parkinson. Escolhi exterminar sua raça de uma vez por todas para que eu não tenha que recolher mais nenhum corpo de amigo meu de lugar algum."

Puxou as mãos com mais forças. Não lembrava-se de começar a chorar, mas sentia as lágrimas escorrerem de seu rosto.

"Você não tem medo de mim, Parkinson, tem medo de si mesma..."

"Você que está me machucando."

"Então solte-se."

Fúria. Sua visão estava borrada pelas lágrimas, mas conseguiu empurrar o corpo novamente com força, divisando o rosto de Potter bem a frente do seu. Ele empurrou-a com mais força, fazendo-a voltar ao chão, voltando a ficar ajoelhada.

"Você é tão fraca quanto ele, Parkinson. Se não for mais."

Desistiu. Potter poderia sentir o gosto da vitória sobre ela. Pansy não importava-se mais.

Lábio.

Deixou a água correr seu corpo. Fazia horas que deixara Potter no quarto e trancara-se no banheiro. Estava há horas ali, mesmo que não fosse debaixo d'água. A água quente fazia vapor. O vapor corria todo o banheiro, embaçava o espelho. Pansy não queria pensar. Não deveria pensar naquilo. Mas as palavras de Potter voltavam em sua mente. Amanhã se comemorava dois anos da morte de Draco Malfoy, e no dia seguinte dois anos da morte de Ronald Weasley. Suicídio. Por isso o assunto era proibido entre eles. Por isso nenhum deles poderia dizer aquela palavra, brincar sobre aquilo. Pansy sabia que para Potter ver o amigo morto fora o fim. E ele lhe afirmara isso. Ele lhe afirmara que não seria mais feliz por causa do amigo. E Pansy nunca mais desistiu das promessas que fizera pois Malfoy fora a última pessoa para quem ela prometera algo. E aquele era o assunto proibido entre eles. Potter nunca deveria ter voltado aquilo.

Lavou-se. Secou-se. Observou o vapor pelo banheiro. Sua mente no corpo de Malfoy no chão da sala. Lembrava-se de como não chorara, não na hora. Chorara dias depois quando tudo a acertou. Malfoy. Weasley. Um tirou a vida pelo outro. Amor. Amor. Lembrava do rosto de Malfoy ao dizer isso. Ao fazê-la prometer que seria feliz, fosse onde fosse. Mas ela não fora. Ela não era feliz. Não mais. Secou os cabelos, abriu a porta e saiu do banheiro. O quarto estava escuro e Pansy viu que Potter estava deitado na cama dele, observando o teto, sem óculos. Medo. Pansy tinha medo dele. Medo do que ele poderia lhe fazer lembrar, do que ele poderia lhe fazer dizer. Subiu em sua cama, de toalha. Não tinha vontade de se trocar, não tinha vontade de fazer nada. Não queria mover-se até chegar a primavera. Estava ali para isso, para a primavera.

"Não foi só você que perdeu alguém."

"Eu sei."

A voz dele estava baixa quando respondeu. Pansy virou-se na direção da cama dele, vendo-o na mesma posição. Os olhos verdes, escurecidos pela falta de luz no quarto, ainda miravam o teto. As mãos dele estavam atrás da cabeça, presas aos cabelos negros. Somente de calça. A camiseta jogada no canto do colchão, perto da cabeça dele.

"Por que tem medo de mim?"

"Desde o começo você só me machucou." Sua voz estava baixa. Pansy sabia porque. Não queria atormentar ainda mais a mente levantando a voz. Tudo estava mais silencioso. Que continuasse assim, não levantaria a voz.

"Foram suas escolhas, Parkinson." Pansy continuou em silêncio. Seu corpo estava cansado, mas era porque sua mente estava cansada. Seu choro, seu sofrimento, as lembranças a cansaram. "Quando não quis se sentar, não falar comigo, não me contar a verdade. Foram as escolhas que você fez que lhe fizeram se machucar." Viu-o virar-se. Olhá-la, sério. "Seu lábio, você tirou sangue de si mesma. Eu não lhe machuquei."

"Potter..." Sua voz estava rouca. Pansy desistiu. Fechou os olhos, cansada. "Boa noite."


Quatro semanas. O inverno atingiu Liberty com força, e em menos de três semanas Pansy estaria pronta para aproveitar a primavera. Aproveitar as flores. O sol. As ocasionais chuvas frescas à tarde. Sentou-se na cama, olhando a janela. Vento. Chuva. Neve. Frio. Ouviu Potter entrar no quarto. Já se fazia dias que não se falavam. Na verdade, não se falavam desde aquele dia. Desde que ele a fizera enfrentar a dor de ambos. Observou-o entrar, deixar o casaco cair na cama e andou direto para o banheiro. Neve escorria dos fios negros. Voltou a olhar para a janela. Pansy entendera quem era aquele Harry Potter. Era o mesmo de sempre. Adulto, sozinho, triste, quebrado. O herói, o mártir de sempre. Ele tinha suas crises de fúria, de ódio, assim como Pansy também tinha. O que mudava? Pansy ainda descobriria.

"Não vai sair?" Apenas balançou a cabeça, negando. Não olhou-o. Não viu se as íris verdes queimavam estranhas ou estavam frias. "Parkinson?"

Hoje.

Viu-a virando a cabeça em sua direção. Os olhos castanho-escuros observando-o. Ela estava séria, como estava há quatro semanas. As quatro semanas de silêncio. O silêncio mais barulhento da vida de Harry. Pois a cada vez que a via voltar da rua, sabia que ela estivera nos braços de alguém. Tentando esquecer o que ele dissera sobre Malfoy e Ron. Mas ela sabia. Ela já sabia disso tudo. Por isso o assunto sempre fora proibido entre eles. Ainda era.

"Esse bruxo com quem dorme..."

"Não é de seu interesse." Viu-a levantar-se, deixando a coberta em que estava com o corpo enrolado, na cama. Os olhos dela estavam sérios.

"Sim, é. Ele veio perguntar se é minha." Passou a mão pelos cabelos, puxando-os para trás. Ela seguiu o caminho de sua mão. Medo. Via medo nos olhos dela. Ela ainda tinha medo de si.

"Não sou sua, ou dele, ou de qualquer outra pessoa. Ele sabe disso." Ela respondeu afastando-se um passo. Aproximou-se dela, vendo o medo crescer nos olhos que ficavam claros. Medo. Porque ela estava com medo? Harry não tinha idéia. Mas descobriria.

"Não vou machucá-la."

"Mas também não vai fazer bem."

Harry sabia o que ela queria dizer. Desde que encontrara com Pansy na plataforma da rodoviária não lhe fizera bem. Só dera a escolha de vir a Liberty ou não. Mas era uma escolha. E a escolha a levara às coisas que Harry fazia. Aproximou-se mais dela. Pansy afastou-se outro passo, Harry a segurou pelo punho direito.

"Não vou machucá-la, Parkinson."

"Potter, para de dizer isso." Apertou mais o punho dela, mantendo-a no lugar. Observou como os olhos dela fitavam os seus. Observou-a por um momento. "Por favor, chega!"

"Por que tem medo de mim? Não lhe fiz nada."

"Nada?"

O grito dela seguiu-se a um som estridente e único. Harry já havia recebido socos, pontapés, feitiços, facadas entre outros, mas o tapa que Pansy lhe dera, doera mais do que qualquer um desses. Voltou o rosto para olhá-la. Harry sabia que ela estava a ter um ataque de fúria. Sabia que o medo desencadeava isso. Apertou os dedos contra o punho dela, machucando-a de verdade. Viu-a gemer de dor, tentando afastar a mão de si, e quando a viu levantar a mão novamente para lhe dar outro tapa, segurou-a no ar.

"Nada, Potter? Você não me fez nada? Tenho marcas roxas pra provar o contrário."

Ela debateu-se contra seus apertos. Harry sabia que em pouco tempo isso passava. O medo, a fúria, tudo passava. Porém, ela continuou a lutar, continuou a tentar se soltar. Apertou com mais força. Isso pareceu acender ainda mais o ódio dela. O corpo de Parkinson debatia-se contra o seu, e Harry empurrou-a contra a parede para tentar contê-la. Harry via como os olhos dela estavam escuros, insanos. Algo tinha mudado.

"Está me machucando."

A mão esquerda dela soltou-se de seus dedos, e os dedos dela estalaram novamente em seu rosto antes que pudesse segurá-los. Porém, assim que sentiu o rosto ficar quente outra vez, segurou a mão dela, com força. Harry sabia que não deveria usar sua força contra ela, uma mulher como Ginny e Hermione, mas aquilo estava passando dos limites. Levou ambos os braços dela para trás do corpo, fazendo-a parar de se debater. Olhou-a nos olhos.

"Parkinson, para." Ela parou e olhou-o. Harry sentia as mãos dela ainda tentando se soltar.

Cicatriz.

Sua respiração estava acelerada. Seu corpo doía. Sentia o coração martelando com força no peito. E sentia Potter segurando-a com força. O corpo dele colado ao seu, empurrando-a contra a parede. Pansy odiava ter estourado desse jeito, ter gritado. Tinha perdido a razão. E via as marcas avermelhadas no rosto de Potter. Sua mão ardia. Os tapas foram fortes. E agora ele a segurava com força. Olhou-o nos olhos. A respiração dele estava igual a sua, os olhos dele miravam sua boca. Engoliu em seco. Já não estava com medo.

Sua respiração foi acalmando-se, assim como a dele. Seu corpo foi amolecendo nos braços dele. O dele continuava a fazer pressão contra o seu. Pansy ficou imóvel. Não disse nada, não moveu-se, não fez nada.

"Vou soltá-la, quero que se vire."

E Pansy entendeu. Ele cansou. Cansou do silêncio, das respostas que ela não dera, do medo, de esperar pela primavera. Pansy sabia que ele a levaria para o Ministério. Sentiu os dedos frios dele soltarem suas mãos e virou-se devagar. Encostando a testa na parede, deixando os braços nas costas. Respirou fundo. Sabia que cedo ou tarde Potter se cansaria. Pansy só sentia-se triste por não ver a primavera. Esperou para sentir as cordas enrolarem em seus punhos. Não sentiu. Pansy sentiu o corpo de Potter encostar-se ao dela. Respirou fundo, sentindo os dedos gelados dele correrem por seus ombros; as cicatrizes.

"Eu... soube quando ele lhe marcou." A voz dele estava baixa, e Pansy fechou os olhos para concentrar-se. Os dedos dele correndo para baixo, por cima da camisa. Ainda veria a primavera. Apertou mais os olhos ao ouvi-lo falar. "Uma enfermeira do St. Mungus nos contou." As pontas dos dedos dele correram suas costas por debaixo da blusa. Frio. Quente. Apertou mais os olhos, as mãos nas coxas, apertando o tecido da calça de moletom. "Disse que você chegou inconsciente."

"O que está fazendo?" Pansy ouviu sua voz. Um sussurro. Não era medo.

"Você foi marcada, usada, destruída." Sentiu a testa dele encostar-se em seu ombro direito. A voz e a respiração batiam logo abaixo. As mãos dele seguravam sua cintura; com força. "O que te fez seguir, Parkinson?"

"A promessa que fiz a Draco."

"Qual foi?"

"Ser feliz."

Pansy sabia que Potter estava em um momento de fim. Fim de descobertas. Fim de aprisionamento. Porque agora ele sabia de tudo; tudo. Não haveria mais motivos para mantê-la ali. Manter esse jogo de deixá-la ver primavera. Ela já entendia que nunca veria a primavera em Liberty. Sentiu o sorriso dele contra seu ombro. Sua camiseta regata revelava demais. Pansy não gostava de camisas de manga. Pansy nunca fora de esconder as cicatrizes. Eram seu orgulho.

"É feliz?"

"Não."

"Deveria." Abriu os olhos, as mãos apertando mais e mais o tecido de sua própria calça na coxa. Queria entender até onde Potter iria com aquilo. Ele já não conseguira tudo? Respirou fundo. Suas costas tocando o peito dele. Respirou fundo novamente. O quadril dele colado ao seu. Respirou fundo novamente. A boca de Potter tocou a cicatriz que começava perto de seu pescoço. "Por que não é feliz, Parkinson?"

Sentiu o hálito dele. Seu peito pressionado contra a parede começava a machucar. Respirou fundo novamente. A língua quente dele desceu por uma das cicatrizes no ombros. Mais uma vez e ele a segurou com força pela cintura; e a soltou. Virou-se, vendo-o afastar-se de si, sentando-se na cama dele. Escorou na parede, observando os olhos verdes quentes a olhá-la.

"Por que não é feliz?"

"Porque não quero. Não mais."

Pansy sabia que agora ele estava completamente satisfeito. Andou até ele, subindo na cama, engatinhando até a parte de cima e deitando. Viu Potter continuar sentado na ponta. Os olhos agora miravam o chão à frente. Esperou. Esperou pacientemente até que ele se virou, subindo na cama, deitando a seu lado. A mão dele puxou-a pela cintura, segurou-a contra ele. E Pansy fechou os olhos, esperando que quando acordasse fosse primavera.


continua...