Disclaimer: Isto é uma chatice. Porque é que a tia Jo há-de ter tudo só para ela? :'c


Silver Heart
Fanfic by Nalamin

Chapter 5 - Son of the Mask

Setembro e Outubro passaram bastante rápido. As oportunidades de me estender na relva a curtir o sol rapidamente escassearam à medida que o Outono se ia instalando cada vez mais. As aulas com Theodore eram agora todas dentro das paredes do castelo, numa ampla sala no último piso que a Directora disponibilizara especialmente para mim e, felizmente, fora do alcance de James Potter.

Pois é, o primo de Ted decidira, desde o segundo dia de aulas, dirigir-se à minha pessoa sempre que possível. Quando estava com Rose ela conseguia eficazmente enxotá-lo, mas sozinha nada do que eu dissesse ou deixasse de dizer parecia surtir algum efeito. O rapaz era persistente e parecia ter desenvolvido um certo interesse por mim que, obviamente, não era mútuo. Felizmente, a sua natureza persecutória era inevitavelmente desencorajada por Theodore sempre que se aproximava a hora dos meus treinos.

Por isso, tal como em todos os outros dias até ali, Ted encaminhava-me naquele momento até ao sétimo andar para começarmos o treino daquele dia. Há umas semanas que leváramos os ditos para outro nível, mais elevado, dado que a primeira volta das Olimpíadas realizava-se dali a pouco mais de uma semana. Aquele não ia ser excepção, e por isso não me admirei quando, segundos depois de entrarmos na sala, eu já estava de florete na mão a defender ataques combinados de uma marionete de madeira.

- Se o teu trabalho de pés for assim amanhã, não vamos ter problemas. – comentou Ted, afastando-se de mim com um sorriso e indo arrumar os floretes que passáramos os últimos quinze minutos a usar.

- Amanhã? – perguntei, confusa, vestindo o casaco e soltando o cabelo. – Existe algum pré-round de eliminatórias que eu desconheço?

- Não. Amanhã é o baile de Halloween. – olhei-o, ainda confusa.

- Eu sei, Rose avisou-me há semanas. E há semanas lhe disse que não ia. Assim que chega sexta-feira à noite mal me aguento de pé.

- Bom, terás de fazer um esforço. – retorquiu ele, encaminhando-me para fora da sala.

- O que é que queres dizer com isso, Theodore?

- Com certeza que não planeias deixar-me ir ao baile sem companhia. – Revirei os olhos.

- Pede a Rose que te faça o favor. Por alguma razão que me ultrapassa, ela não tem par para esta noite.

- Kyri, mesmo que quisesse, não poderia ir com ela. – respondeu-me, algo tristemente. Franzi o sobrolho.

- Acredito que a seguir me vás explicar porquê.

- A verdade é que, por muito que tentemos ignorar, a maior parte - senão todos os alunos de Hogwarts - não gostam de Rose. Imagina o que diriam se ela aparecesse no baile com o primo e professor muito mais velho.

- Mas o que é que interessa o que os outros dizem? Nem sequer conhecem Rose verdadeiramente para terem bases para uma opinião. E, além disso, duvido que algum deles tenha moral para falar. – Suspirei, entediada. - Vocês todos precisavam de uma temporada em Durmstrang ou no colégio interno muggle onde estudei. Deixavam-se logo de pedantismos. – fiz uma pausa. – E se parece assim tão mal aos olhos do mundo levares Rose ao baile, segundo a tua lógica também não fica nada bem levares-me a mim. Estarias a quebrar uma data de regras éticas e morais que, obviamente, esta escola parece seguir muito à risca.

- Contigo é diferente, por várias razões. – disse ele, caminhando a meu lado de mãos nos bolsos.

- Sendo elas…

- Para começar, és mais velha que Rose.

- Três anos não são nada, Theodore.

- Depois, eu e tu não somos aparentados nem somos realmente professor e aluna. Somos amigos. – continuou ele, ignorando o meu comentário. - Eu ajudo a preparares-te para as Olimpíadas mas, convenhamos, não tenho nem nunca terei qualquer autoridade sobre ti. – terminou, com um sorriso.

- É sempre refrescante saber-te tão perspicaz, Ted.

- Obrigado. Em terceiro lugar, não és uma aluna qualquer: és uma campeã. Eles podem não se lembrar de ti em competição, mas sabem que não vieste para Hogwarts por acaso. Por muito que não gostem de ti, respeitam-te.

- Diz antes temem-me. Tenho a certeza que Jennifer e Karen fizeram questão de contar a todos sobre a minha pequenina ameaça há quase dois meses atrás. – ele riu.

- És terrível.

- Elogios não te vão levar a lado nenhum, Theodore. Não vou ao baile.

- Só porque dizes isso com esse tom definitivo não quer dizer que signifique alguma coisa para mim.

- Tenho pena que as tuas capacidades de compreensão tenham decrescido desde há segundos atrás.

- E se eu disser que já te comprei um fato e tudo o mais? – Sorri, abanando a cabeça.

- És matreiro, Ted. Creio que deixaste o Potter influenciar-te demasiado.

- Por quem me tomas, Kyrianne? Tudo o que James sabe aprendeu comigo.

- Ah, compreendo. Daí a sua natureza obtusa.

- Tens noção de ele está completamente vidrado em ti, certo? – disse ele, depois de uma pausa, quando virámos à esquerda num corredor do quarto andar.

- Tens noção de que, enquanto o inferno não congelar, ele nunca será correspondido? – ele olhou-me, curioso.

- Porquê? Estás interessada noutra pessoa? – sorri.

- Sim, Theodore. Em ti. A verdade é que me apaixonei por ti assim que te vi.

Por Zeus, quase gargalhei quando vi a cara dele adquirir vários tons de vermelho perante a minha afirmação proferida num tom casual e ligeiramente envergonhado. Porque raio escolhera eu a esgrima? Porque não o teatro ou o cinema? Obviamente que levava jeito para o ofício.

- Kyri, a Victoire…-gaguejou ele. Revirei os olhos.

- És uma presa fácil, Theodore. Demasiado fácil.


Acabei por concordar em ir ao baile. Contei a Rose sobre o 'convite' de Theodore e ela respondeu dizendo que, se eu fosse, ela também teria uma desculpa para aparecer. Cogitando sobre aquilo que Ted dissera sobre o que os alunos de Hogwarts – de modo muito tolo, na minha opinião – pensavam dela, assenti e disse que compareceria ao evento da noite seguinte. Dado que, segundo Theodore, era obrigatório não só ir ao dito evento vestido de acordo com a ocasião, como também era requisitada uma máscara, algo que tapasse, de alguma forma, a face, para que não fôssemos capazes de nos reconhecer uns aos outros. Alegadamente, isso era suposto tornar as coisas interessantes. A meu ver, era só para que toda a gente tivesse uma desculpa para trair os namorados e namoradas. Aquela gente era provida de uma incrível falta de juízo e discernimento que me fascinava ao mesmo tempo que me deixava profundamente enjoada.

Ted falara com o professor Flitwick para que eu fosse dispensada da sua aula, que era a última aula da tarde, para que pudesse treinar, já que naquela noite não iria ser possível. O Mestre – era o meu nome carinhoso para o professor. Como o anão da Branca de Neve! – concordara, e por isso, ainda antes de o toque de saída ecoar pelos corredores, já eu me encontrava no dormitório, saindo da casa de banho enrolada na toalha e olhando para a caixa que se encontrava em cima da minha cama. Deduzi que fosse o fato a que Theodore se referira e tirei a tampa. Um cartão encontrava-se em cima do papel de seda que embrulhava a roupa.

'Obrigada por me teres feito a vontade.

Teddy'

Sorri e comecei a desembrulhar o papel, cogitando divertida sobre o que descobriria ali debaixo. Mas o meu maxilar caiu quando os meus olhos rapidamente analisaram o conteúdo da caixa. Por Zeus, tenho a certeza que Ted não tinha a mais pálida ideia de quem era Xena, a princesa guerreira, mas parecia que ele lhe tinha roubado a fatiota.

Ligeiramente em choque, tirei todas as peças da caixa só para ter a certeza de que não estava a sonhar. Quando peguei no corpete de pele, reparei que outro cartão deslizou para o chão. Apanhei-o e li-o rapidamente.

'Como não sabia ao certo o que deveria comprar, pedi ajuda a um amigo. Perguntei-lhe o que é que ele gostava que vestisses esta noite. Ele disse-me que, dado que esgrimias, talvez uma espécie de guerreira te assentasse bem.

Eu achei uma ideia fantástica. Não concordas? James sempre teve uma imaginação prodigiosa.

Estarei à tua espera à porta da sala comum às 18h30. Não te atrases!

Teddy

PS: Eu avisei que iria haver vingança. Nada mau para um 'bom menino', certo?'

- Touché, caro Theodore. Touché.

Suspirando, comecei a vestir-me. Era tudo demasiado descapotável, havia demasiada pele à mostra. A parte de cima não me incomodava, era um corpete simples, sem alças, estilo fato de banho, de pele, com alguns atilhos e folhas bordadas para parecer, digo eu, mais selvagem. Mas a parte de baixo... Já mencionei que não gosto mesmo nada de mostrar as minhas pernas? E Ted sabia disso muitíssimo bem, por isso é que me ofertara precisamente aquele fato.

Calcei as sandálias estilo romano, coloquei as caneleiras e as braçadeiras e, pronta, olhei-me no espelho, analisando as opções para o meu cabelo. Bom, já que Teddy queria o visual à Xena, ia obviamente deixá-lo solto e até ligeiramente despenteado. Estando essa parte resolvida, peguei na última coisa que tirara da caixa. A máscara. Era dourada escura, também com folhas gravadas, tal como o corpete, e Teddy tivera o cuidado de me arranjar uma que me cobrisse até ao nariz, ocultando as minhas sardas. Coloquei-a então e atei-a por baixo dos cabelos. Duvidava que alguém me fosse reconhecer. Embora apenas o facto de aparecer com Theodore no baile deveria bastar para que toda a gente adivinhasse a minha identidade.

Voltei-me então para a os pequenos punhais falsos pousados em cima da cómoda e coloquei-os um de cada lado do meu cinto, sentindo-me excepcionalmente idiota. E indisposta a ouvir a voz estridente de Karen e Jennifer, que deveriam estar a chegar para também se arranjar, vesti um casaco qualquer e saí do quarto.

Acabei por me sentar na sala comum durante uma hora, vendo rapazes e raparigas passando para trás e para diante nos seus fatos. Não pareciam reparar em mim, o que era óptimo. Esperei que todas as minhas colegas de quarto saíssem da sala comum para voltar ao quarto e deixar o casaco. Passavam já quinze minutos das seis e meia quando finalmente saí para o corredor e me deparei com Ted.

A minha primeira certeza foi a de que toda a gente iria saber que era ele. Apenas um homem adulto poderia ter um abdómen perfeitamente dividido como aquele que eu via pela primeira vez à minha frente. E, claro, havia a sua cicatriz. A minha certeza seguinte foi a de que ele escolhera ser um sensei de karaté durante o decorrer da noite. Vestia as típicas calças e casaco branco que, naquele momento, ele apertava com um cinturão negro. Deixara a sua pele ligeiramente mais morena mas mantivera todas as restantes características 'Teddy'. Uma máscara negra tapava-lhe toda a cara à excepção do olho direito que, acabando de olhar para o cinturão, me fixava agora bastante aberto.

- Kyri! Meu Merlin! – revirei os olhos e avancei na sua direcção.

- A ideia foi tua, Theodore. – ele abanou a cabeça enquanto me deitou um olhar de alto a baixo.

- Não estava a desaprovar. Estás incrível, Kyri. – riu. – Não era suposto ficar-te tão bem.

- Creio que sabes que isso não me consola. De todo.

- Ora, vingança é vingança. – afirmou, encolhendo os ombros e começando a andar à minha volta. Suspirei.

- São só umas pernas e um traseiro, Theodore. – comentei, quando ele acabou a sua voltinha e me olhou. – Com certeza que já viste imensos. -ele riu.

- Não com punhais a decorá-los.


O baile ia a meio e, para aproveitar o facto de que James finalmente se afastara de mim para ir buscar bebidas, decidi levar emprestada a capa de Rose e dar uma volta pelos jardins. A noite estava fria, mas não havia uma única nuvem no céu. As estrelas eram perfeitamente visíveis e, por isso, acabei por seguir para a parte dos jardins que se viam da janela do meu quarto, nas traseiras do castelo, e sentei-me encostada a uma árvore, olhando o céu.

- A fugir do Potter? – perguntou uma voz, à minha esquerda.

Uma figura encapuçada aproximou-se de mim e prostrou-se à minha frente. Usava uma máscara que o fazia parecer ter fendas em vez de narinas e olhos vermelhos. Achei que era bastante peculiar, mas não fazia a menor ideia de quem tentava ele ser. Claro que a parte interessante não era o que lhe ocultava a cara, mas sim o que ele parecia saber sobre a minha noite. Ah sim, e eu digo ele porque a voz que saiu por baixo daquela máscara esverdeada era definitivamente masculina.

- Exactamente.

- Atrevo-me a perguntar porque é que não o fizeste mais cedo. – encolhi os ombros e devolvi o olhar ao céu.

- É demasiado problemático magoar os sentimentos de uma pessoa. Exige relativo esforço e paciência, que eu não possuo.

- Ah, Argyris. O tédio é inegável.

- Obrigada. Gostaria de retribuir o elogio, mas não creio ser possível porque, obviamente, não sei quem tu és.

- Não vou tirar a máscara. – respondeu ele, sentando-se.

- Não te pedi que o fizesses.

O silêncio reinou durante algum tempo. O som das vozes dos alunos e professores era audível de vez em quando, quando uma forte rajada de vento passava por o local onde nos encontrávamos. Embrulhei-me ainda mais na minha capa e reparei que ele fazia o mesmo. Mas outra brisa forte passou de repente e o capuz caiu-lhe para as costas, revelando um brilhante e sedoso cabelo loiro.

- Scorpius. – afirmei, vendo-o tirar a máscara e olhar para mim com desprezo.

- Deixa-me adivinhar: sabes o meu nome desde o primeiro dia de aulas.

- Desde o segundo, na verdade.

- E então? O que é que te contaram? Que aqui o filhote de Devorador da Morte odeia tudo e todos e vai seguir as pisadas do papá? Que escondo livros de magia negra debaixo da cama e aprendo por eles quando toda a gente está a dormir? – devolvi-lhe o olhar, de sobrolho franzido. Eu tinha razão. Definitivamente emo. – Ou disseram simplesmente que o nome se adequa? Que escorpiões são traiçoeiros e podem matar? – o tom de voz dele começava a aumentar.

- Aconselho-te terapia, meu caro.

- Ah, então disseram-te que estou danificado, que tenho algum trauma!

- Peço-te que recordes a lista que enumeraste há dez segundos. Creio que é bastante óbvio que algo que perturba.

- Claro que é óbvio, já te fizeram a cabeça toda sobre mim.

- Outra coisa óbvia, é que não me conheces. – retorqui. - Absolutamente ninguém me faz a cabeça. Eu penso por mim mesma e não dou ouvidos a mexericos como tu, claramente, pareces dar. Mas, dado que não quero aumentar os teus problemas emocionais, informo-te que soube o teu nome porque o perguntei a alguém, já que queria saber quem era a única pessoa que não olhara especada para mim na noite em que cheguei ao castelo. E depois de obter o dado que pretendia, nenhuma outra conversa foi elaborada sobre a tua pessoa.

- Eu não tenho problemas emocionais.

- Se tu o dizes…

- Estás a gozar com a minha cara, Argyris?

- De todo. Estou apenas a concordar porque não me apetece aturar os teus dramas. Nem sequer te conheço.

- Não são dramas! É a verdade!

- Está bem.

- Merlin, és tão irritante!

- Então pára de falar comigo. – ele ergueu-se, parecendo-me zangado.

- Não me dês ordens, Argyris. Não sou quem tu pensas.

- Não penso absolutamente nada. Como já referi, não te conheço. – respondi, entediada. Ele rangeu os dentes.

- Por Merlin, como é que consegues ser assim? – fitei-o, curiosa. Talvez, tal como Rose, ele fosse elaborar ali mesmo uma metáfora sobre a minha vida.

- Creio que terás de ser mais específico, Scorpius.

- Assim, desinteressada!

- É apenas a minha maneira de ser.

- Tu nunca te zangas!

- Nunca vi lógica nisso.

- Não tem qualquer lógica! É emocional, é fúria, raiva! É o que eu estou a sentir neste momento!

- Eu não me zango, é pouco racional. Irrito-me ligeiramente algumas vezes, no entanto. – ele olhava embasbacado para mim.

- Incrível.

- Obrigada.

- Não era um elogio.

- Erro meu.

- Não és, definitivamente, normal. – ri-me devido à ironia daquela afirmação.

- Segundo que padrões? Os teus? Os de Hogwarts? Os deste país?

- Todos os mencionados.

- Interessante.

- O que é que é interessante?

- O facto de dizeres que sou, de alguma forma, anormal devido à minha natureza entediada, quando foste tu, ao ouvir-me pronunciar o teu nome, que começaste a monologar sobre as tuas, aparentemente mal resolvidas, questões emocionais sobre as quais, em primeiro lugar, eu não fazia quaisquer intenções de ouvir falar. Não creio que isso seja uma coisa que as pessoas façam, normalmente.

Ele não respondeu. Fitou-me durante uns segundos mas depois começou a andar de um lado para o outro à minha frente. Suspirei. Ainda bem que só passaria ali uns meses. Já viram bem pelo que é que eu trocara Durmstrang? As camas e a comida podiam ser melhores, mas ao menos no Norte não havia ninguém tão severa, psicológica e intelectualmente danificado como em Hogwarts. Claro que cada vila tem o seu idiota mas, por Zeus, já começavam a ser idiotas a mais.

Não querendo mandar mais achas para a fogueira, levantei-me e comecei a contornar o castelo rumo ao salão.

- Não, espera. – chamou ele, fazendo-me parar e revirar os olhos. Ouvi-o caminhar na minha direcção e parar a meu lado. – Posso acompanhar-te de volta ao baile?

- Eu aprecio fazer as minhas viagens em silêncio. – comentei, começando a andar.

- Gostava de dizer algo, no entanto. – eu não respondi, o que ele tomou como um consentimento. – Esta noite foi a primeira vez que alguém falou comigo como se eu não fosse um Malfoy.

- Não sei o que é que isso significa. – ele riu.

- Significa que eu deveria ter percebido logo que não és como toda a gente nesta escola e ter sido ligeiramente mais educado.

- Desculpas aceites.

- Talvez possamos recomeçar de novo? – disse ele, tocando-me no ombro e fazendo-me parar em frente às portas duplas do castelo. – Scorpius Malfoy. – acrescentou, estendendo a mão na minha direcção. Sorri levemente.

- Kyrianne Argyris.

- Muito prazer. Ouvi dizer que és campeã de esgrima.

- Tricampeã, na verdade.

- Ah, então de certeza que competirás nas Olimpíadas. Eu sou o seeker da equipa de Quidditch dos Slytherin. Por isso, talvez nos vejamos por lá.

- Talvez.

Ele sorriu, recolocou a máscara e o capuz e entrou rapidamente no castelo, desaparecendo de vista.


N/A: Okay, só quando terminei esta fic, a postei aqui e comecei a ter ideias e a escrever outra é que me apercebi o quanto adoro bailes de máscaras. Mas não dos contemporâneos. Sempre que imagino cenas destas lembro-me de coisas tipo Orgulho e Preconceito, Inglaterra rural, fins do séc. XVIII, vestidos armados, penteados ao alto. E coloco sempre uma coisa destas em todas as fics. Tenho seriamente de me deixar disto xD

Anyway, estou a postar hoje excepcionalmente, porque me foi pedido :p. O próximo post deve vir lá para sábado ou domingo à noite, sim?

Continuem a ler e deixem reviews! :D

Love,
~Nalamin