.Missão Proibida.
A cabeça de Sakura pulsava no ritimo das batidas da música que tocava dentro do carro. Itachi tinha feito questão de ligar a música no máximo, deixando a Haruno um pouco mais confusa do que já estava, se é que aquilo era possível.
Já era altas horas da madrugada e não havia mais necessidade de parar nos semáforos, mas o dono do carrão insistia em parar, aumentando assim o tempo em que permanecia com a Haruno. Esta já não parecia mais ligar, encostou a cabeça no banco e começou a resmungar baixinho, na tentativa de seu acompanhante não ouvir.
# Além de tudo é louca? # Percebeu que não tinha sido uma boa ideia, mas continuou resmungando da falta de sorte, desta vez mais alto. # Fala sozinha... #
# E o que você tem a ver com isso? Arg! # Bateu todas as vezes que pode a cabeça no banco até sentir uma forte dor. # Aí! #
# Louca, fraca e burra. O que mais de negativo você tem a oferecer? # Disse irônico
# Eu não tenho bosta nenhuma a te oferecer. # Tentou responder a altura.
# Boca suja também. Mais um ponto negativo. # Totalmente irônico, o moreno batucava no volante ao som da batida das músicas, o que descontrolava mais ainda a mente da Haruno.
# Até parece que você não gosta de uma garota te xingando debaixo de você a noite toda! # Sakura percebeu a besteira que tinha falado e, aproveitando que ele estava parado no semáforo vermelho tentou abrir a porta do carro, mas como previsto estava trancada. Ouviu uma risada vir do seu lado e permaneceu congelada. Não queria nem ouvir a próxima frase.
# Acho que a bebida te fez muito mal menininha. #
E foi só isso o que ele disse. Não que Sakura quisesse mais, mas vindo do Uchiha ela imaginava algo muito pior. Definitivamente ele estava certo e vendo que aquele papo não ia longe, e nem queria, pegou no sono mesmo sabendo que faltavam apenas alguns quarteirões para chegar em casa.
Quinze minutos depois o carro parava em frente a garagem que Sakura tinha saído mais cedo. Esta permanecia quase que inconsciente de tão pesado que era seu sono. O Uchiha buscou pelo molho de chaves por todo o canto da Haruno, tomando cuidado para não encostar em lugares que não devia. Não queria ouvir gritos da agente dizendo que ele era tarado.
Depois de procurar um pouco, encontrou o molho de chaves no fundo da bolsa que ela carregava. Tentou acordá-la, mas nada adiantava. Saiu do carro e deu a volta, parando em frente a porta onde ela se encontrava. Abriu e a pegou no colo. Sua mão passou sem querer, ou talvez com um pouco de vontade, na sua parte traseira. Por pouco o agente não pensou besteira, já que ele logo fez questão de afastar aqueles pensamentos imbecis.
Mesmo segurando a agente, não encontrou dificuldades para abrir a porta da casa. Agradeceu pelo seus treinamentos, já que sem eles com certeza não teria conseguido carregar aquele peso com praticamente uma mão. Logo que entrou na casa encontrou um par de sofás grandes e brancos e depositou a moça no que estava mais perto. Subiu as escadas, evitando o máximo fazer barulho, e entrou no quarto que julgava ser de Sakura.
Não queria revirar as coisas dela, apenas procurou uma coberta na cama e logo encontrou uma de lã. Sem ela era bem provável que a agente pegasse um resfriado. E de fato não queria ficar sem alguém para caçoar no trabalho. Era isso o que ele pensava. Pelo menos era isso que ele tentava pensar, já que não conseguia entender o motivo de estar fazendo aquilo.
Desceu as escadas e encontrou-a sentada no sofá, um pouco assustada. Sakura se perguntava como tinha chego ali e quando viu um homem descendo suas escadas deu um pulo.
# EI! Saí! Quem é você? O que quer?! SAÍA JÁ! # Buscou pela sua pistola, mas lembrou que tinha deixado-a na gaveta em seu quarto. Para pegá-la tinha que passar pelo homem primeiro. E naquele estado que se encontrava, era mais fácil pedir para morrer. Então encontrou o vaso de porcelana na mesinha de centro e o agarrou, ameaçando jogar.
# Eu te ajudo e é isso que recebo. # Mesmo com a cabeça girando a mil, reconheceu aquela voz. Como não poderia reconhecer, era igual a de seu Sasuke.
# Ah, é você... desculpa. # Desculpou-se enquanto recolocava o vaso em seu devido lugar. # Obrigada. # Sakura bufou sem acreditar que estava agradecendo àquele homem.
# Não precisa agradecer. Não fiz isso porque quis, fiz isso se não amanhã Kakashi pegaria no meu pé. # Claro, a Haruno pensou. Nunca que ele faria aquilo por ela, era de se esperar.
Sakura ajeitou-se mais ainda no sofá, não conseguindo segurar o sono que vinha. Por outro lado, não queria adormecer e deixar o Uchiha ali dentro de sua casa. Não sabia o que ele era capaz de fazer. Aliás, pouco o conhecia para ele já estar em sua moradia.
Quando estava prestes a pegar no sono novamente, sua manta de lã, que devia estar em sua cama, voou por sua cabeça.
# Toma. # Foi apenas isso que ele disse antes de pegar suas coisas e tentar sair da casa.
# Ei! # Chamou Sakura impedindo-o de tal. # Você sabe fazer café? #
# Vá se danar. # Foi a última coisa que ele disse antes de bater a porta da frente de sua casa. Sakura apenas ria no sofá. Tinha achado toda aquela situação engraçada no fim das contas.
Esperou ouvir o som do carro se afastando e comemorou aliviada por estar sozinha. Sempre foi muito fraca para bebidas e estar sozinha com um homem daqueles, ainda por cima bêbada, não era algo que no fim prestaria. Levantou com cuidado e caminhou até a cozinha. Precisava urgente de um café e um analgésico, aquela dor estava de matar. Estava tão forte que chegava a afetar seus pensamentos, deduziu Sakura.
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# Por que diabos me olha assim? # Disse o rapaz de cabelos longos irônicamente. Batia o metal de suas algemas contra o apoio da cadeira, não aguentava mais esperar. Onde aqueles malditos incompetentes estavam?
O oficial em sua frente estava pálido, inconformado por ter de estar ali. Queria estar com sua família em casa assistindo um filme alugado. Não tendo que cuidar de um assassino maniaco por mulheres. Rezava e implorava para que os outros oficiais chegassem logo, para levar o safado dali. Mas o mundo parecia querer conspirar contra si e os oficias não chegavam de jeito nenhum.
E eles não iriam chegar. Não a tempo de ajudar em alguma coisa. Alguns quilometros dali, um grupo de oficiais permanecia preso em um trânsito incomum naquela parte da cidade.
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# Como assim eles ainda não chegaram?! # Gritou Kakashi totalmente irritado. Aquele era o assassino mais temido do país inteiro e apenas um oficial ridiculo estava tomando conta de tal. Resmungou alto e xingou tudo o que podia. Era o seu dia de folga e teria que trabalhar graças a um planejamento mal feito pela polícia.
# É... acho que é hoje que entraremos em ação. # Comemorou Deidara não escondendo sua excitação.
O grupo já estava reunido, mesmo sendo o dia de folga todos tiveram que comparecer a agência. Sasori, Deidara e Naruto eram os mais animados, enquanto Itachi preferia concentrar-se. Já Sakura permanecia quieta, tentando esconder sua insuportável dor de cabeça. Não podiam tê-la deixado beber tanto. Agora era tarde.
# É apenas um maldito mal comido que precisamos despachar. # Repitiu Kakashi.
# Só precisamos colocar o desgraçado no helicoptero, nada mais. # Entendeu assim Itachi. A missão era óbvia, não corriam praticamente riscos nenhum. Era apenas subir alguns lances de escada e colocar Orochimaru no helicoptero que o levaria a prisão mais segura do mundo.
# Sasori você o apanha. Ele está na sala isolada. Deidara e Naruto vocês dão cobertura à Sasori. Itachi você segue pela frente limpando o lugar. Sakura, você toma conta da retaguarda. # Comunicou o líder Kakashi. Todos se colocaram em suas devidas posições e rumaram a sala onde o prisioneiro estava.
# Oh obrigado. # Disse o moço que tomava conta do prisioneiro assim que os agentes chegaram. # Autorização? #
# Você acha mesmo que precisamos de autorização? # Perguntou Kakashi. Sasori levantou a força Orochimaru e certificou-se de que suas algemas estavam totalmente presas. Nenhum sinal errado. Logo sairam da sala e rumaram para as escadarias.
No caminho, Orochimaru não tirava os olhos da agente Haruno, que não se intimidava com aqueles olhares. Conhecia a fama do criminoso, era previsível que a tentaria de todas as formas.
# Vejo que vocês tem uma bela moça aqui. # Disse ainda olhando a agente.
# Mande esse filho da puta calar a boca. # Pediu Itachi na frente de todos. Naruto obedeceu o companheiro, lhe dando um soco de esquerda em cheio na boca. Logo um filete de sangue escorreu pela sua boca, mas nao fora o suficiente para intimidá-lo. Minutos depois estava olhando novamente a Haruno.
# Olha para a frente babaca. # Dessa vez Sasori o chutou na altura do estômago, causando dores para o prisioneiro. A Haruno apenas assistia tudo com atenção, não tinha motivos para sair da retaguarda apenas para bater naquele imbecil.
Chegaram no terraço do prédio onde havia um heliporto e observaram que a aeronave já se aproximava. Itachi constatou que tudo estava limpo e a operação começava a seguir os últimos passos.
O helicoptero se aproximava enquanto os agentes, junto do prisioneiro, aguardavam anciosos o desfecho de tal. Quando a aeronave estava prestes a tocar o chão, os agentes viram um missel de longe vir na direção do helicoptero. Nada puderam fazer. A aeronave chocou-se contra o chão do terraço causando uma grande explosão e a missão havia sido abortada.
Voltaram para o prédio ainda carregando o preso.
# Droga! # Gritou Sakura sentindo uma forte dor na perna. Olhou para baixo e viu um pedaço da aeronave encravado na altura da sua coxa. # Vão! Vão logo! # Pediu, vendo que já estava ficando para trás. Não queria ser mais um estorvo.
Assim todos correram a deixando sozinha no corredor das escadarias. Sakura sentia muita dor e como não conhecia muito sobre medicina, decidiu deixar o pedaço de metal ali mesmo. Poderia estourar alguma veia e aí sim causar mais problemas. Arrancou um pedaço de sua blusa e amarrou na perna tentando prender a circulação de sangue naquela área. Precisava conter a possível hemorragia.
# Não acredito que Kakashi me fez voltar. # Itachi subia correndo as escadas indo ao encontro da Haruno. Não acreditava que tinha que voltar apenas para ajudar a lerda. # Consegue levantar sozinha? # Perguntou ainda distante da moça ferida.
# Acho que sim. # Dizendo isso tentou levantar com sucesso. Pouco sentia a perna e tudo o que sentia era vestígios da dor. # Cadê os outros? #
# Já o levaram para a cela, estão bem. Menos você, para variar. # Itachi tentou pegar a moça no colo, mas foi impedido pela própria.
# Não preciso que me ajude. Posso ir sozinha. # Começou a caminhar, mas não era burra. Sabia que não aguentaria nem mais cinco minutos de pé. Só que sairia dali rastejando, mas não iria com a ajuda do Uchiha.
# Tudo bem. Vá sozinha inútil. # Pegou suas coisas que havia deixado no chão apenas para ajudar a moça e voltou a descer todos aqueles degraus. Por que diabos não tinha um elevador naquele lugar?!
Quando o Uchiha já estava ficando distante o suficiente para não ouvir mais os gemidos da Haruno, a garota finalmente levantou a toalha. Precisava da ajuda dele, a dor já estava se tornando mais do que insuportável.
# Volta... eu preciso da sua ajuda. # Disse ela rezando para que o agente tivesse a escutado.
Não obteve resposta.
# ITACHI! VOLTA! # Dessa vez gritou e devido ao eco, soube que dessa vez ele tinha escutado. Sorriu aliviada quando viu ele subir os últimos lances da escada e se aproximar. # Obrigada. # Agradeceu sentindo os olhos pesarem e a visão embaçando.
# Burra. # Pegou-a do chão e colocou em suas costas sem a maior delicadeza. Sabia que ela não reclamaria já que se encontrava desmaiada.
Desceu todos os lances de escada reclamando. Ainda não tinha se conformado que teria mesmo que ser da mesma equipe que aquela fracote da Haruno. Bufou totalmente irritado. O único jeito de tirá-la da equipe era justamente deixando-a nela. Sakura provaria o quanto era inútil e assim, seria demitida.
Eram esses os projetos do Uchiha.
Oie gente! Me desculpem a demora dessa vez... nossa... aconteceu tanta coisa O.O! Primeiro eu tive aquele maldito simulado que eu falei, bom... não sei se fui bem ou se fui mal, mas sinto que logo logo saberei x_x, que triste.
Segundo eu tive uma gripe do caramba, aquelas que você passa cinco, isso mesmo que você leu, cinco dias sem sair de casa! Quando eu finalmente achei que estava melhor... tchanan, surge um machucado tremendo na minha perna que acaba infeccionando, e me impossibilitando de andar de tanta dor que eu sentia.
Sintam o drama! Hahahaha
Mas eu aproveitei e mesmo com dor adiantei esse capítulo e comecei o próximo... sinto que as coisas vão ficar cada vez melhor huiauha. E as reviews diminuiiiram! Que isso gente, esqueceram de mim? Olha que eu viro malvada heim ahsuidhas... brincadeirinha.
Bom quero agradecer a todos os que continuaram com os comentários...voces são de enorme importaaancia! Muito obrigada. As reviews eu prometo que em breve respondo(as pessoas sem cadastro) estou na correria!
Um beijo e um queijo!
